Cães, porcos e bois são encontrados em situação de maus-tratos no RS

Uma vistoria feita pela Associação Riograndense de Proteção aos Animais (ARPA) levou a um flagrante de maus-tratos a animais em Boa Vista do Sul, no Rio Grande do Sul.

Foto: Divulgação

Porcos, bois e cachorros foram encontrados em situação de desnutrição em uma propriedade localizada na Linha David Canabarro. As informações são do portal Leouve.

De acordo com Jorge Acco, fiscal da ARPA, os responsáveis pelos animais responderão pela prática de crime ambiental devido aos maus-tratos flagrados.

Os animais receberão tratamento, que será ofertado pela associação, em parceria com a Prefeitura de Boa Vista do Sul. O local seguirá sendo acompanhado de perto para que os maus-tratos não se repitam.

Foto: Divulgação


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Cães desnutridos e repletos de carrapatos são resgatados no interior de SP

Dois cachorros desnutridos, desidratados e repletos de carrapatos foram resgatados em uma casa em Sete Barras, no interior do estado de São Paulo, na terça-feira (2).

Foto: Divulgação/GPA Vale do Ribeira

O caso foi denunciado à Polícia Militar Ambiental, que esteve na residência e resgatou os animais, encaminhando-os para o Grupo de Proteção aos Animais (GPA) do Vale do Ribeira. Os cães receberão os cuidados necessários e, quando estiverem recuperados, serão disponibilizados para adoção.

Após a polícia chegar no local, o tutor dos cães os entregou de maneira voluntária. Além dos problemas de saúde, um dos cachorros apresentava feridas pelo corpo. As informações são do G1.

Sigma e Zeta, como foram batizados, foram submetidos a exames de sangue tomaram soro para hidratar e foram internados em uma clínica em Registro. O macho tem um ano e a fêmea, seis meses.

Foto: Divulgação/GPA Vale do Ribeira

O GPA informou que, após diagnóstico veterinário e tratamento, os cachorros serão castrados, vacinados e vermifugados antes de serem colocados para adoção.

O Grupo de Proteção aos Animais mantém atualmente 250 animais, entre cães e gatos, todos encontrados de situações de vulnerabilidade. O abrigo do GPA está localizado em Registro. Interessados em colaborar financeiramente, com qualquer quantia, para ajudar a manter os animais ou em adotar um deles deve entrar em contato com os integrantes do grupo pelo telefone (13) 3821-8082.


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Clínica veterinária tem suíte para garantir a animal direito a acompanhante

Uma clínica veterinária no Rio de Janeiro oferece uma suíte no local para que o responsável pelo animal internado possa ficar com ele na clínica. No cômodo, no qual o tutor pode permanecer 24 horas, tem frigobar, ar-condicionado e TV a cabo.

A ideia de criar a suíte surgiu após a médica veterinária Andréia Rzezinski, responsável pela internação da clínica Intergávea, observar o comportamento dos tutores de animais que estavam internados no estabelecimento.

Foto: Reprodução / Portal Notisul

“Era comum ficarem lá, sentados, aguardando o horário das duas visitas diárias. Me lembro de uma senhora que chegava pela manhã e só ia embora à noite, quando a clínica fechava. Queria estar perto”, conta a veterinária. As informações são do portal Notisul.

A situação dos clientes que levavam animais à clínica comoveu Andréia. Ela é tutora de três cães e de um filhote de gato, resgatado recentemente. E ao pensar em Mel, sua cadela mais velha, de 17 anos, a veterinária notou que também gostaria de estar na companhia dela caso precisasse de internação.

“Eu sabia de algumas clínicas em São Paulo que permitiam ao acompanhante ficar em poltronas, ao lado da ‘gaiolinha’ onde está o animal, mas achava desconfortável”, disse.

Foi então que, em setembro de 2018, quando a clínica onde Andréia trabalha se mudou para um espaço maior, que ela conseguiu colocar em prática o plano de construir uma suíte para os tutores. O ambiente, que fica ao lado da sala de internação – com 26 leitores para cães e 6 para gatos -, é o primeiro do tipo no Rio de Janeiro e, provavelmente, do Brasil.

Outros veterinários alertaram Andréia sobre o risco dos tutores, aflitos, ficarem fazendo solicitações a cada minuto devido à proximidade que a suíte permitiria que eles tivessem com os animais e com a própria veterinária. “Mas não vejo isso. Aliás, o tutor por perto às vezes até facilita o meu trabalho”, explicou.

Um dos casos que obteve sucesso devido à presença da tutora é o de Babi, uma cadela com diabetes e problemas renais que foi levada de Juiz de Fora (MG) para o Rio de Janeiro para que pudesse receber tratamento veterinário adequado. O animal precisava comer a cada três horas e passear na rua diversas vezes ao dia para fazer xixi – o que, na rotina intensa de uma clínica, é complicado.

Durante o tratamento, Babi precisou ser submetida à hemodiálise e foi transferida por três dias para outra clínica, sem a tutora. “Ela se descompensou toda: não comia e, como só aceitava fazer o xixi na rua, prendeu tanto no leito que ficou com pressão alta e aumento da frequência respiratória por dor e desconforto”, contou a veterinária. Depois desse período, a cadela voltou para a Intergávea, recuperou-se e retornou a sua cidade de origem.

Saúde estável

A suíte, no entanto, não é destinada para qualquer animal. Nela, só pode ficar aquele cachorro ou gato que esteja com a saúde estável, sem necessidade de monitoramento constante de pressão ou frequência cardíaca com uso de aparelhos. Ainda assim, mesmo tendo liberação para estar na suíte, o animal precisará ser submetido a alguns procedimentos na sala de internação.

“Por exemplo, tivemos um cachorro que precisou fazer transfusão de sangue. Levamos para dentro da sala de internação no início para acompanhar todos os parâmetros clínicos. Como estava bem, voltou para a suíte e terminou o procedimento ao lado dos tutores”, relatou Andreia.


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Considerados raros na natureza, filhotes de lobo-guará são resgatados em SP

Três filhotes de lobo-guará foram resgatados em um canavial em Itajobi, no interior de São Paulo. A espécie é considerada rara na natureza.

Foto: Polícia Militar/Divulgação

Recém-nascidos, os filhotes foram encontrados em meio a uma plantação de cana-de-açúcar, dentro de uma espécie de ninho. Não foi identificada no local a presença de animais adultos. Os filhotes foram salvos no sábado (29) pela Polícia Ambiental. O resgate, porém, só foi divulgado na segunda-feira (1º).

Após o resgate, os lobos foram levados para uma clínica veterinária particular. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

De acordo com a polícia, um funcionário de uma usina de açúcar e álcool encontrou a ninhada enquanto inspecionava o canavial. Os policiais, ao chegarem no local, se depararam com três filhotes vivos e um morto. Os sobreviventes receberão tratamento veterinário até que estejam aptos à soltura na natureza.

Não se sabe qual a razão para os filhotes terem sido encontrados sozinhos. Isso porque, na natureza, a mãe não costuma abandonar seus filhos.

Outro caso

Em Osvaldo Cruz, cidade paulista distante 270 km de Itajobi, um lobo-guará foi visto caminhando na madrugada de segunda-feira (1). Ele passou pelo centro da cidade, andou por uma linha férrea e seguiu para a área rural. O percurso foi acompanhado por policiais militares, que não interferiram.

Foto: Polícia Militar/Divulgação

A União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) não lista o lobo-guará como ameaçado de extinção. No entanto, a espécie é listada como vulnerável pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

A destruição do Cerrado para ampliação da agricultura – especialmente para o plantio de grãos utilizados na alimentação de animais explorados para consumo humano – é o que ameaça o lobo-guará no estado de São Paulo.
De acordo com biólogos, o lobo-guará, assim como a onça-parda, adaptou-se aos canaviais que estão em grande parte do interior paulista.

As fêmeas da espécie geram de 2 a 5 filhotes, mas podem ficar até dois anos se reproduzir – o que, somado à destruição ambiental que ameaça o lobo-guará, é preocupante sob o ponto de vista da preservação da espécie.


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Sumaré (SP) vai ganhar Departamento de Proteção e Bem-Estar dos Animais

O Departamento Municipal de Proteção e Bem-Estar dos Animais de Sumaré (Dembeas), antes vinculado ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), terá estrutura própria a partir de 30 de julho. O espaço, que está em fase final de construção, receberá animais vítimas de maus-tratos, abandono e doenças.

Sede do Departamento está em obras (Foto: Prefeitura de Sumaré)

O Dembeas atenderá gratuitamente não só animais em situação de rua, mas também aqueles que forem tutelados por famílias de baixa renda. Os que estiveram abandonados, serão abrigados no local e disponibilizados para adoção.

Além de atender e abrigar os animais, o departamento ficará responsável pela fiscalização de casos de maus-tratos. Denúncias poderão ser feitas através de um contato telefônico que será disponibilizado. Ao receberem uma ocorrência, os agentes irão notificar o tutor do animal e, em caso de não cumprimento da determinação, aplicarão uma multa e disponibilizarão o animal para adoção.

O Dembeas ficará localizado ao lado do CCZ, na região central da cidade. De acordo com a legislação, o local recolherá animais em casos de atropelamento, debilidade motora, estado precário de saúde, vítimas de maus-tratos, que apresentem agressividade ou os que estejam na rua. Todos eles só serão doados após serem castrados.

Os veterinários da prefeitura irão compor o quadro de funcionários do Departamento, que contará também com estudantes do último ano de medicina veterinária da Faculdade Anhanguera de Campinas (SP), por meio de uma parceria feita pela administração municipal.

“O bom é que sendo legalizado você consegue fazer os convênios com faculdades, trazer os profissionais pra cá, tanto o departamento, e assim atuar com mais segurança, dentro da lei, porque o departamento de zoonoses não pode ficar junto com o tratamento de bem-estar”, disse o superintendente do Bem Estar Animal, Bruno Crema ao jornal LIBERAL.

Enquanto a Zoonozes atua no combate a doenças que podem ser transmitidas dos animais para as pessoas, o Dembeas irá proteger os animais, entre eles cachorros, gatos e cavalos.


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Vídeo: cão ferido agoniza na margem de rio e é resgatado por policiais

Um cachorro foi encontrado, no domingo (23), na margem do Rio Veado, em Guaçuí, na Região do Caparaó, no Espírito Santo. O animal estava ferido e agonizando. Dois jovens que passavam pelo local se depararam com a situação e acionaram a Polícia Militar, que enviou dois agentes ao local para resgatar o cão.

Um dos militares registrou parte do resgate em um vídeo (confira abaixo). Próximo a um bueiro de esgoto, o cachorro estava dentro da água, bastante debilitado. As informações são do portal Gazeta Online.

Foto: Reprodução / Portal Aqui Notícias

Um dos policiais que participou da ação foi mordido pelo animal que, assustado, reagiu para se defender. O homem tentava colocar o cão em cima de um pedaço de plástico para transportá-lo para fora do rio quando foi mordido. Apesar do incidente, os policiais insistiram e conseguiram resgatar o animal, que não tinha força para sair do local sozinho e chorava de dor.

“Ele estava com quase o corpo todo na água, em sinal de frio extremo, e agonizando. Conseguimos resgatar e colocamos em local seguro e mais aquecido. Aparentemente por alguma fratura ou intoxicação”, conta o soldado Junior Cindra Bueno.

Para que o cão recebesse os cuidados necessários, os policiais pediram ajuda para a ONG Amicão, que resgata animais abandonados em Guaçuí. De acordo com a voluntária da entidade Taynara Zanoni, o cachorro foi levado para uma clínica veterinária.

“Ele foi medicado, pois estava sentindo muita dor, para ser avaliado pelo veterinário. Possivelmente está fraturado. Depois, ele vai ficar na casa de alguma voluntária”, disse Zanoni.

Segundo a voluntária, a entidade realiza resgates de cachorros com frequência. No inverno, os membros da Amicão fabricam casinhas de papelão e distribuem para os animais abandonados da cidade.

A ONG está arrecadando recursos para arcar com os gastos do tratamento veterinário do cachorro. Interessados em colaborar podem solicitar dados bancários para os voluntários através do Facebook da Amicão.


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Bugio sobrevive após tomar dois choques e cair de torre de energia elétrica

Um bugio, que passou três dias em uma torre de energia elétrica, foi resgatado no último sábado (22) após tomar dois choques e sofrer uma queda. O animal sobreviveu, mas queimou cerca de 70% do corpo e talvez precise amputar uma mão. O acidente aconteceu na cidade de Blumenau, em Santa Catarina.

Foto: Projeto Bugio

Resgatado pelo Projeto Bugio, o animal está recebendo os cuidados necessários. De acordo com o coordenador do Projeto, Julio Cesar de Souza Júnior, é possível que o bugio tenha sofrido danos neurológicos. Apesar de ter sobrevivido às primeiras 24 horas, consideradas as mais críticas, o estado de saúde dele é delicado. Nesta semana, o animal será submetido a novos exames. As informações são do projeto O Município.

O bugio foi visto na torre, pela primeira vez, na manhã de quarta-feira (19). Assustado, ele se isolou no local após tomar um choque e cair no rancho de uma moradora do bairro Salto do Norte. A Polícia Militar Ambiental e o Projeto Bugio foram acionados, mas não conseguiram resgatar o animal, que se recusava a descer da torre. No sábado (22), as equipes retornaram ao bairro, com a presença de funcionários da Celesc, para tentar salvar o bugio, que acabou tomando outro choque e caindo no chão.

Júnior explicou que mais da metade dos macacos que são eletrocutados morrem e que cerca de 30% dos atendimentos feitos pelo Projeto envolvem choques. Outros casos frequentes são atropelamentos e brigas com cachorros. O contato com a rede de energia elétrica mata aproximadamente 200 animais de diversas espécies anualmente na região, segundo a Promotoria Regional.

Para tentar solucionar o problema, o Projeto Bugio e a Celesc anunciaram, há pouco mais de uma semana, uma parceria para promover alterações na rede elétrica de Blumenau na intenção de proteger os animais. Pontes de passagem serão instaladas e cabos localizados em áreas habitadas por bugios, especialmente na região norte do município, receberão proteção.


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Filhote de espécie rara de onça resgatado em MT recebe tratamento para cegueira

O filhote de onça-pintada melânica resgatado na quinta-feira (13) em Paranaíta, no Mato Grosso, está recebendo tratamento para tentar reverter um quadro de cegueira. O animal foi levado para o Hospital Veterinário da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus Sinop, a 503 km de Cuiabá.

Foto: Sema-MT/Assessoria

A espécie, que também é conhecida como onça preta ou pantera-negra, é rara e está ameaçada de extinção. O filhote tem cerca de três meses de idade e foi encontrado por um morador da cidade em uma região de pastagem. Ele manteve o animal em casa por uma semana, mas decidiu pedir ajuda da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) quando notou que o filhote estava bastante debilitado.

De acordo com professora da UFMT, Elaine Conceição, a onça está com cegueira devido a um desequilíbrio nutricional. Exames constataram também que o animal apresenta desidratação. As informações são do G1.

“Em consequência desse estado, ela apresenta um quadro de cegueira, que agora estamos priorizando para ver se ocorre a reversão desse quadro, o que é um pouco difícil”, explicou.

O destino do animal já é estudado pelos profissionais da universidade. “Estamos vendo se ele deverá ser solto ou se será destinado para um cativeiro, pois é uma espécie de bastante valor biológico”, disse Elaine.

Foto: Sema-MT/Assessoria

A cor escura da onça se deve a uma alteração genética rara que esconde as pintas comuns da espécie. Trata-se de uma condição rara que acomete apenas de 5% a 10% das onças.

“Esse animal é precioso por conta da pelagem. Dentre as onças-pintadas, ele se torna uma raridade”, ressaltou Elaine.

Nota da Redação: caso o filhote se recupere, a ANDA se posiciona veementemente contra a manutenção dele em cativeiro. O “valor biológico” do animal, apontado pela professora, não pode ser considerado motivo para manter um animal silvestre aprisionado. Onças nasceram para viver no habitat e a natureza delas deve ser respeitada, assim como seu direito à liberdade.


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Raro e ameaçado de extinção, filhote de onça preta é encontrado em MT

Um filhote de onça-pintada melânica foi resgatado, na quinta-feira (13), no município de Paranaíta, a 849 km de Cuiabá (MT). De acordo com a equipe da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), que fez o resgate, o animal de cerca de três meses é macho, estava sem a mãe e muito debilitado.

O animal também é conhecido como onça preta ou pantera negra. A aparição da pantera negra é motivo de celebração para os biólogos de todo o Brasil. Segundo os pesquisadores, a espécie está ameaçada de extinção.

Foto: Sema-MT/Assessoria

A onça tem melanismo, que é uma alteração genética rara. A concentração de pigmento preto na pele ‘esconde’ as pintas comuns nesta espécie.

O animal foi encontrado em uma região de pastagem por um morador da região. Ele chegou a ficar com o filhote por uma semana, mas percebendo que ele estava muito debilitado, decidiu pedir apoio à Sema.

Em razão da desnutrição, o animal foi encaminhado para o Hospital Veterinário da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) de Sinop, a 503 km de Cuiabá.

Foram feitos alguns exames de sangue, clínico e morfobiometria. Os primeiros resultados apresentaram desidratação e desequilíbrio nutricional, além de uma baixa visão.

A ‘cegueira’ seria consequência do quadro nutricional, segundo a professora Elaine Conceição, responsável pelo setor de atendimento de animais silvestres do hospital.

Agora, ela vai receber medicação para reposição de vitaminas e, se melhorar, posteriormente será preparada para voltar à natureza.

Fonte: G1


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Carteiro encontra cão idoso e abandonado passando frio na rua e toma uma decisão

Foto: Tori Fugate

Foto: Tori Fugate

Nate Ohlman saiu para o trabalho como faz todas as manhãs, ele seguia seu caminho, entregando a correspondência em sua rotina de carteiro, quando de repente reparou em um cão idoso que se encolhia em uma vala no final de uma rua sem saída.

Estava absolutamente gelado nas ruas aquele dia, no meio de um inverno rigoroso no Missouri (EUA), e Ohlman podia dizer só de olhar que o pobre cachorro da raça pit bull estava lutando para encontrar uma maneira de se manter aquecido. Vê-lo sozinho no frio quebrou seu coração, e ele soube que tinha que encontrar uma maneira de ajudá-lo.

Ohlman tentou se aproximar do cachorro devagar, não querendo assustá-lo – mas rapidamente percebeu que o cão mais velho não podia ouvir nem ver muito bem.

Foto: Tori Fugate

Foto: Tori Fugate

“Eu me movi um pouco e fiz alguns ruídos, até que ele pudesse me ver e assim que ele me viu, ele se levantou e correu para o meu caminhão de correspondência”, disse Ohlman ao The Dodo. “Ele estava congelado, morrendo de fome e sozinho.”

Assim que o cachorro, mais tarde chamado de Sloan, viu Ohlman, ele de alguma forma sabia que o carteiro estava lá para ajudá-lo. Ohlman subiu em seu caminhão com Sloan no colo e olhou para o cão magro, imaginando como alguém poderia tê-lo decepcionado tanto. Naquele momento algo tocou seu coração.

Sabendo que precisava de ajuda o mais rápido possível, Ohlman correu com Sloan para o hospital de animais mais próximo. Deixou-o aos cuidados da equipe médica, cruzando os dedos para que seu novo amigo estivesse bem, e garantiu que a equipe do hospital tivesse suas informações de contato para que pudessem atualizá-lo sobre como Sloan estava se saindo.

Foto: Tori Fugate

Foto: Tori Fugate

“Eu disse à clínica para anexar o meu número de telefone à ficha dele. Eu queria saber o que aconteceria com esse doce garoto ”, disse Ohlman.

Ohlman voltou a trabalhar depois disso e continuou seu caminho – mas não importava o quanto ele tentasse, ele simplesmente não conseguia tirar Sloan da cabeça.

“Pensei em como e por que alguém faria uma coisa tão terrível com uma criatura indefesa”, disse Ohlman. “Partiu meu coração continuar a pensar que ele não tinha ninguém para amá-lo. Eu tinha que adotá-lo – precisava disso. Não acredito em muitas coisas, mas acredito que era meu destino encontrá-lo.

Foto: Tori Fugate

Foto: Tori Fugate

Nesse ponto, porém, tudo o que Ohlman podia fazer era esperar que, com tudo o que ele tinha sofrido e passado, Sloan conseguisse superar e e melhorar, para que, de alguma forma, encontrassem o caminho de volta um para o outro no final de tudo.

Sloan acabou sendo levado pelo ONG e abrigo KC Pet Project e chegou ao abrigo deles no dia seguinte ao resgate no beco sem saida. Ele estava em péssimas condições, e todo mundo no abrigo de resgate ficou de coração partido com a visão dele tão ferido e doente.

“Ele estava severamente abaixo do peso, tinha feridas em todo o corpo e mal conseguia ficar de pé ou andar sozinho por um longo período de tempo”, disse Tori Fugate, diretor de comunicações da KC Pet Project, ao The Dodo. “Ele alcançou a menor pontuação corporal que nossos veterinários poderiam dar.”

Foto: Tori Fugate

Foto: Tori Fugate

A equipe de resgate de Sloan imediatamente começou a tratá-lo com remédios e fluidos, e mantiveram-se muito atentos a ele por vários dias. Eles estavam preocupados que o pobre cachorro tivesse sido maltradado e esquecido por tempo demais para se recuperar, mas depois de receber os melhores cuidados possíveis, Sloan começou a melhorar e acabou sendo forte o suficiente para se mudar para um lar temporário, onde continuou seu longo caminho para a recuperação.

Estimou-se que Sloan tinha cerca de 12 anos e, apesar de sua idade, ele começou a se curar e se transformar no cão mais doce e pateta que não queria nada além de estar perto de pessoas o tempo todo, recebendo todo o amor e atenção que ele tinha desejado por tanto tempo.

Foto: Tori Fugate

Foto: Tori Fugate

Em pouco tempo, Sloan estava prosperando em seu lar temporário, e quando chegou a hora dele finalmente ir para sua casa definitiva, os amigos de Sloan no KC Pet Project sabiam exatamente para quem ligar.

Ohlman ficou extremamente feliz quando descobriu que ele era oficialmente capaz de adotar Sloan, e a reunião dos dois foi a coisa mais bonita de se assistir.

Sloan imediatamente reconheceu o homem que salvou sua vida e agradeceu-lhe com muitos beijos e carinhos. Sloan se acomodou maravilhosamente bem em sua nova casa e está amando cada minuto de sua nova vida.

“Sloan é um cão idoso que, acredito, pertencia a uma família”, disse Ohlman. “Seu comportamento e ações são a prova. Alguém fez algo muito desumano ao abandoná-lo. Eu só fiz a coisa certa a adotá-lo, nada mais”, conclui o carteiro.

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