Circo usa hologramas no lugar de animais para acabar com os maus-tratos

Photo: Twitter

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Muitas pessoas já se conscientizaram do mal que o cativeiro representa para os animais. Nascidos para serem livres os animais sofrem e morrem quando privados de sua liberdade. Apresentando doenças mentais e físicas decorrentes dessa violência.

Contudo os zoológicos do mundo parecem estar mudando os conceitos nos quais eles são baseados. Em muitos países os zoológicos já foram deixados para trás, essas instalações são verdadeiras “cadeias” onde os animais selvagens são trancados em gaiolas ou jaulas ou maltratados, sem falar nos abusos praticados contra a integridade desses seres sencientes, num zoo de Gaza onde as garras de uma leoa foram cortadas para que as crianças pudessem brincar com ela.

No caso dos circos, a situação e os maus-tratos podem ser ainda piores, com choques, espancamentos e privação de alimento como forma de “treinamento”. Mas alguns desses circos estão caminhando na direção oposta, às vezes até de forma radical e, para isso, estão recorrendo às mais recentes tecnologias disponíveis. Isso permite que os visitantes apreciem a visão dos animais em plena ação, mas sem danificá-los ou ameaçar sua saúde.

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O circo em questão está localizado na Alemanha, é chamado de Circo Roncalli, e é o primeiro no mundo que substituiu animais por hologramas realistas.

As animações feitas por computador são projetadas em tamanho real e mostradas de maneira espetacular em movimento.

Animais como elefantes, cavalos selvagens, macacos e até peixes correm, nadam e fazem acrobacias no palco.

O circo já existe há muitas décadas, sendo sido fundado em 1976, mas recentemente eles decidiram substituir os animais por 11 projetores, lasers e lentes estrategicamente posicionadas para oferecer um belíssimo show sem envolver um único animal.

Graças à tecnologia, muitos animais se livram de ficar presos em cativeiro, enquanto os humanos podem desfrutar de sua presença virtual dessa maneira incrível e inovadora.

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Baleia reforça tese de que seria treinada ao devolver celular que caiu no mar

Uma baleia beluga chamou a atenção após devolver um celular que caiu no mar na Noruega. Ela foi vista pela primeira vez no final de abril e, desde então, segundo o “Business Insider”, tem circulado pelas águas de Hammerfest  e interage com os barcos e pede comida, o que reforça a tese de que ela pode ter sido treinada, está acostumada com o contato humano e não sabe se alimentar sozinha.

“Nós nos deitamos no cais para olhar e esperamos ter a chance de interagir”, disse Ina Mansika ao site “The Dodo”. “Eu tinha esquecido de fechar o bolso da jaqueta e meu telefone caiu. Presumimos que estava perdido para sempre, até que a baleia mergulhou de volta e voltou alguns instantes depois com meu celular na boca!”, acrescentou.

Foto: Jorgen Ree Wiig/Norwegian Directorate of Fisheries/via REUTERS

“Todo mundo ficou tão surpreso. Quase não acreditamos no que vimos”, continuou ela. “Fiquei super feliz e agradecida por ter recuperado meu telefone”, completou.

Especialistas alertam que o gesto pode indicar que a baleia foi treinada. Boatos sugerem que ela foi treinada pela marinha russa para ser uma “espiã”. As informações são do G1.

O biólogo marinho Jorgen Ree Wiig, em entrevista à rede americana CNN, que acredita que a beluga veio da região de Murmansk, na Rússia, e foi treinada pela marinha russa, que é conhecida por explorar baleias dessa espécie em operações militares para guardar bases navais, ajudar mergulhadores e encontrar equipamentos desaparecidos.

Autoridades russas prometeram, em 8 de abril, libertar dezenas de orcas e baleias que foram capturadas no extremo oriente russo e viviam confinadas em tanques desde o verão. A situação revoltou ambientalistas e gerou a criação de um abaixo-assinado endossado pelo ator Leonardo DiCaprio. A intenção do governo era explorar esses animais marinhos para entretenimento humano em parques de diversões aquáticos.

Apesar das especulações, a Rússia não emitiu nenhum posicionamento sobre a beluga encontrada na Noruega. “Quer isso seja verdade ou não, parece que a baleia foi claramente treinada sob os cuidados dos humanos por um bom tempo”, disse Catherine Kinsman, co-fundadora do Canadian Whale Stewardship Project.

A Gazeta Russa confirma que golfinhos e focas foram treinados pelas marinhas soviética e russa para serem exploradas no transporte de ferramentas para mergulhadores durante o conserto de barcos e submarinos. A publicação, no entanto, diz que os militares pararam de explorar esses animais há muitos anos.

Em entrevista à BBC, cientistas do Instituto de Ecologia e Evolução A.N. Severtsov, em Moscou, disseram que os militares russos ainda exploram um número limitado de baleias brancos, ainda que para finalidades pacíficas.

O modelo de “coleira” usado nesses animais foi desenvolvido, segundo a Gazeta Russa, foi produzido antes de 2010, conforme confirmado pela empresa que o fabricou. Ainda de acordo com a publicação, as belugas são geralmente exploradas na busca por navios e equipamentos que naufragaram.

As autoridades norueguesas estudam, agora, uma forma de salvar a beluga, segundo o jornal Washington Post. Levá-la para um santuário de belugas na Islândia é uma das possibilidades, já que ela corre risco de morte por não conseguir se alimentar sozinha.