Cadela é salva após ser amarrada em trilho de trem para morrer atropelada

Uma cadela foi abandonada presa ao trilho de um trem em Recife (PE) e teve sua vida salva graças a ação de um maquinista. O profissional conduzia um trem no sentido oposto ao dos trilhos nos quais o animal estava amarrado e, ao perceber o que estava acontecendo acionou a central de controle.

Foto: Reprodução / NETV

De acordo com o assessor de comunicação da CBTU, Salvino Gomes, a cadela teve sorte. “O trem saía de Cosme e Damião para Camaragibe. Chegando lá, ele voltaria para Cosme e Damião. Se ele não tivesse visto a cadelinha, ele provavelmente a teria atropelado na volta”, disse Salvino ao portal Curta Mais.

Em Camaragibe, dois seguranças entraram no trem e, ao chegar no local onde a cadela estava presa, desceram e ajudaram a soltá-la. Assustada, ela fugiu.

A ação dos funcionários durou cerca de 10 minutos. Não se sabe quem foi o responsável por amarrar a cadela no trilho, tampouco se ela tem tutor.

“A cachorra estava velhinha, é possível que o tutor quisesse se livrar dela. Se foi isso, a gente espera que não faça essa maldade de novo, é uma covardia”, concluiu Salvino.


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Cachorrinha caminha 200 km para retornar ao tutor que a rejeitou

Foto: Darya Stulinskaya/The Siberian T

Foto: Darya Stulinskaya/The Siberian T

Uma cachorrinha leal e ferida caminhou 200 quilômetros pelas florestas siberianas na Rússia, evitando ursos e lobos enquanto tentava desesperadamente ir para casa, encontrar o tutor que a rejeitou.

Maru, um Bullmastiff de um ano de idade, tinha sido colocada no trem trans-siberiano para levá-la de volta ao abrigo onde ela morava depois que seu tutor havia dito que era alérgico a ela e não queria mais ficar com ela.

Mas ela conseguiu escapar do trem, que estava indo para o oeste de Krasnoyarsk para Novosibirsk, quando ela usou suas patas para abrir uma porta do compartimento e fugiu quando vagão parou em uma estação remota perto de Achinsk.

A equipe de trem gritou desesperadamente após o Maru pular da plataforma, mas sem sucesso.

Em Novosibirsk, a responsável pelo abrigo de onde Maru veio, Alla Morozova, organizou uma equipe de busca para encontrar a cachorrinha perdida e pediu informações dela nas mídias sociais.

E surpreendentemente, dois dias e meio depois, Maru foi descoberta, exausta e ferida em uma propriedade industrial, perto da casa do tutor que a havia rejeitado após apenas seis meses de convivência.

A cachorrinha parecia estar “em lágrimas” quando foi encontrada.

Foto: Darya Stulinskaya/The Siberian T

Foto: Darya Stulinskaya/The Siberian T

Ela tinha ido cuidadosamente para o leste ao lado da ferrovia Transiberiana – a mais longa do mundo – e atravessou 125 milhas (cerca de 200 km) de campos selvagens.

Alla disse ao The Siberian Times: “Felizmente, nem ursos nem lobo a atacaram”.

“A cachorrinha estava muito cansada”.

“Ela estava mancando, suas patas estavam quebradas. As almofadas dos pés dela estavam danificadas. Seu focinho estava quebrado.”

Foto: Darya Stulinskaya/The Siberian T

Foto: Darya Stulinskaya/The Siberian T

O animal de estimação exausto caiu em um aterro de estrada de ferro em Krasnoyarsk antes de ser encontrado e reconhecido.

A equipe de funcionários do trem disse a Alla que Maru havia sofrido um “ataque de pânico” e estava “assustada” com o barulho do trem e com a distância de sua casa e de seus tutores.

Quando o trem parou, ela “pulou na porta do compartimento, chutou a alça para abri-la e quase jogou o condutor para fora do caminho.

Foto: Darya Stulinskaya/The Siberian T

Foto: Darya Stulinskaya/The Siberian T

“Ela pulou como uma bala”, disseram eles.

“Quando a porta se abriu para a plataforma, ela saltou direto para a noite, para a taiga [floresta pantanosa da Sibéria]”.

Alla está convencida de que a cachorrinha teria voltado para sua antiga casa a vários quilômetros de distância, se não fosse por seus ferimentos.

Maru esta sendo levada de volta ao abrigo de carro por uma amiga de Alla.

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Cachorro atropelado por trem agoniza por horas até ser resgatado em SP

Um cachorro foi atropelado na quarta-feira (17) por um trem nas proximidades da estação Grajaú da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), em São Paulo. O animal agonizou por pelo menos 4 horas até ser resgatado.

A ativista Luísa Mell denunciou que seguranças da CPTM impediram que o cachorro fosse resgatado. Segundo ela, a Companhia só acionou o Corpo de Bombeiros e permitiu o resgate quando a ativista seguiu para o local e começou a fazer pressão, abordando o caso em rede social.

Foto: Reprodução/Instagram/@luisamell

Imagens divulgadas por Luísa mostram o cachorro debilitado, com o rabo mutilado e sangrando.

A CPTM afirmou que “os funcionários no local orientaram os passageiros a não se aproximarem” do animal porque ele “estava agressivo”. No entanto, um vídeo divulgado pela ativista desmente o argumento da empresa. Na filmagem, que mostra o momento em que os bombeiros iniciam o resgate, o cachorro não demonstra qualquer agressividade. Um dos militares, inclusive, faz carinho na cabeça do animal, que aceita o gesto e se mantém calmo.

De acordo com nota da CPTM, o cachorro foi resgatado “por volta de 17h40 pela ONG Súplica Animal, que levou o animal para o hospital veterinário da Universidade de Santo Amaro (Unisa)”. Segundo Luísa, o animal foi atropelado às 13h30.

Através das redes sociais, a ativista contou que o Instituto Luísa Mell ficou responsável pelo caso do cachorro. Luísa esteve na Unisa e, após conversar com um veterinário do local, informou que o cão estava estável, mas que teria que ser submetido a um cirurgia de emergência que resultaria na amputação de duas de suas pernas.

“Amigos o cachorro atropelado por um trem já está sendo operado e ficará no @institutoluisamell. Para quem ainda não sabe da história…Hj [quarta-feira] um cachorro foi atropelado por um trem 13:30 da tarde. E NÃO recebeu socorro e ainda os funcionários da @cptm_oficial não deixavam ninguém resgatá-lo!!!! E ainda zombaram da situação! Só quando eu fiquei sabendo e estava a caminho (e comecei a causar) é que chamaram os bombeiros e permitiram o resgate. Fui até o local, mas demorei cerca de uma hora para chegar, uma veterinária o resgatou junto com protetores e levou para a Unisa. Fui até lá, ele está sendo operado por grandes profissionais e depois será encaminhado para o @institutoluisamell para ficar internado e receber todo o tratamento!”, escreveu a ativista.


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Esquilo preso em trilho de trem se agarra à perna de homem para pedir ajuda

Um esquilo que estava preso em um trilho de trem se agarrou a perna de um homem para pedir ajuda. Nick Allen passava pela ferrovia quando percebeu que o animal não estava conseguindo sair sozinho do local. Decidido a ajudá-lo, ele se aproximou e acabou sendo surpreendido pela atitude do esquilo, que pulou nele.

Foto: Reprodução / Facebook / Nick Allen

“Eu absolutamente queria ajudar o rapaz sobre o trilho”, disse Allen ao portal The Dodo. “Eu estava um pouco cauteloso, já que não tinha certeza de quão seguro era tentar tocar o carinha ao tentar ajudá-lo”, completou.

Com medo de estressar ainda mais o esquilo ao pegá-lo na mão, Allen foi se aproximando. Neste momento, o animal começou a subir na perna dele.

“Quando ele subiu na minha perna, eu pensei: ‘isso não pode ser real de verdade’”, disse Allen. “Este animal selvagem apenas rastejou sobre mim. Eu tenho que estar sonhando ou algo assim”, acrescentou.

Foto: Reprodução / Facebook / Nick Allen

Com o esquilo agarrado a sua perna, Allen andou pelo trilho até encontrar um local adequado para deixá-lo. “Ele acabou de saltar e foi direto para cima de uma árvore!”, disse Allen após o esquilo pular de sua perna.

“Isso me fez sentir tão puro e amado que esse carinha precisava de ajuda e acabou de entrar nesse humano aleatório. Eu me senti confiante. Foi tão puro”, concluiu.

Confira o vídeo:


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Maquinista para o trem e salva cachorro que estava nos trilhos da morte

Foto: Facebook/Andres Fabricio Argandoña Tapia

Facebook/Andres Fabricio Argandoña Tapia

O maquinista Andres Fabricio Argandoña Tapia estava dirigindo um trem através de Llay Llay, na região de Valparaíso, no Chile, quando notou uma mancha escura nos trilhos à frente.

Quando o objeto bloqueando seu caminho não se moveu, o condutor atento, acionou o freio.

Alguns metros à frente do vagão do trem havia um cachorrinho assustado com o pelo todo preto e marrom. Tapia saiu do trem, filmando com o celular enquanto se aproximava do animal.

Ao ver o condutor, o cachorrinho puxou os poucos metros de corrente que o prendiam aos trilhos, latindo e abanando o rabo animadamente. Se Tapia não tivesse parado o trem, o filhote não teria conseguido escapar – um pensamento que perturbou profundamente o condutor.

Facebook/Andres Fabricio Argandoña Tapia

Facebook/Andres Fabricio Argandoña Tapia

“Como pode haver pessoas tão más que amarraram cachorrinhos nos trilhos?”, disse Tapia no vídeo. “Espero sinceramente que, um dia, a raça humana mude”.

Tapia postou o vídeo do resgate em sua conta do Facebook, onde as imagens já foram visto mais de 300 mil vezes. Enquanto o vídeo termina logo após a descoberta do cão, Tapia afirma que ele tirou a corrente do cãozinho e libertou-o.

“No final, o filhote soltou-se e ficou feliz”, escreve Tapia em um comentário no Facebook.

Você pode assistir ao resgate comovente aqui:

Em resposta ao vídeo viral, o prefeito de Llay Llay, Edgardo Gonzalez, afirmou que ele está lançando uma investigação criminal para trazer quem abandonou o animal daquela forma seja traziso à justiça.

“Estamos chocados com a crueldade vista em nossa sociedade e condenamos veementemente esse ato contra um animal tão indefeso”, disse Gonzalez, segundo o jornal local La Republica. “Agradecemos a atitude que o motorista do trem teve, que salvou a vida de este animal doméstico.

“Como município, tomaremos as ações correspondentes [para iniciar] uma ação judicial contra os responsáveis e também entraremos em contato com o engenheiro para oferecer toda a nossa ajuda para fornecer a esse cachorrinho cuidados médicos veterinários, microchips, desparasitação e esterilização”, ele completou.

Facebook/Andres Fabricio Argandoña Tapia

Facebook/Andres Fabricio Argandoña Tapia

Se o filhote for encontrado, o prefeito afirmou que eles farão o melhor possível para proporcionar ao pequeno cão um lar adotivo amoroso.

A resposta ao vídeo foi esmagadora, com milhares de comentários de pessoas agradecendo o gentil maquinista por ter parado para salvar a vida do cão indefeso.

Tapia respondeu no Facebook: “Nós ferroviários somos homens de bom coração.”

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Cão é amarrado a linha de trem e maquinista freia veículo para salvá-lo

Um cachorro que foi amarrado para morrer em uma linha de trem no Chile teve a vida salva pelo maquinista do veículo, que efetuou uma frenagem de emergência, impedindo o atropelamento. O ato do homem fez com que ele passasse a ser tratado como herói pela população.

Foto: Reprodução / Instagram

Após parar o trem, o maquinista desceu da cabine para ajudar o animal. “Quem é que é capaz de ser tão mau a ponto de fazer uma coisa destas?”, questionou. “Espero que um dia a raça humana mude”, completou. As informações são do portal Notícias ao Minuto.

O homem, então, caminhou até o cachorro e o soltou. Assustado, o animal saiu correndo e fugiu. O caso de crueldade contra o cão aconteceu na cidade de Llay.Lalay, na região de Valparaiso.

A administração local afirmou que a situação será investigada para que se tente descobrir quem cometeu o ato de abuso contra o animal e que uma queixa por maus-tratos será apresentada.

 

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Cão tem pata amputada após ser atropelado por trem em Porto Alegre (RS)

Um cachorro teve uma das patas amputada após ser atropelado por um trem, na segunda-feira (13), em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Uma estudante de medicina veterinária, que acompanhou o animal no atendimento, afirmou que o cão estava ferido nos trilhos quando a maquinista anunciou que iria socorrê-lo. As informações são do portal GaúchaZH.

Foto: Arquivo Pessoal

“Ela avisou via rádio que estava fazendo o resgate e perguntou se alguém poderia ajudar. Disse que o estado do cachorro era grave”, afirmou a jovem, que preferiu não ter a identidade revelada.

A universitária desceu do vagão na estação São Pedro para observar a situação, mas o veículo arrancou e ela só conseguiu encontrar o cachorro quando desembarcou na rodoviária.

“Um carro da Trensurb buscaria o cachorro, e já fazia uns 40 minutos que ele estava agonizando de dor, mas o veículo teve que atender a um imprevisto. Mais uns 40 minutos depois, fui na entrada da estação e falei com atendentes, que disseram que levaria outros 10 minutos, mas acabou chegando antes”, disse.

Preocupada com o animal, enquanto o carro não chegava, a jovem tentou buscar ajuda com a Brigada Militar e com a prefeitura, mas foi informada que os órgãos não prestam este tipo de serviço.

A estudante acompanhou o cachorro, que foi levado para uma clínica particular. Ele será submetido a uma cirurgia para amputar mais uma parte da pata. Uma vaquinha online irá arrecadar recursos para o tratamento.

A Trensurb se pronunciou sobre o caso através de uma nota. “Informamos que uma veterinária estava na estação e se colocou à disposição de ajudar; a segurança da Trensurb fez o transporte até a clínica para os procedimentos. Informamos, ainda, que a Trensurb possui parcerias com ONGs e busca firmar convênios institucionais com as prefeituras para buscar atendimento nesses casos de urgência”, diz o comunicado.

Filhote de cachorro tem pata amputada após ser atropelado por trem

Um filhote de cachorro foi atropelado por um trem em Guarujá, no litoral de São Paulo. Socorrido às pressas pelo Canil Municipal, o cão foi submetido à cirurgia e teve uma pata amputada. Frederico, como é chamado, está em processo de recuperação.

Foto: Divulgação/Prefeitura de Guarujá

Nesta sexta-feira (3), o cão foi submetido a mais um atendimento. Segundo uma veterinária do canil, a amputação da pata do cão foi a única alternativa encontrada, já que o osso dele estava pela metade.

O cão recebeu alta após a cirurgia, que durou duas horas, mas continua sendo acompanhado pelos profissionais da unidade.

“Ele é um filhotão, deve ter de sete a oito meses. Ele está se recuperando bem. Doamos a medicação e ele está tomando antibiótico e anti-inflamatório”, disse ao G1 a médica veterinária Clarisse de Fátima Ferreira, que fez a cirurgia com a ajuda da médica veterinária Carolina Castro.

O animal foi atropelado no dia 26 de abril no Sitio Conceiçãozinha e uma parte da pata dele foi levada pelo trem. “Ele chegou todo ensanguentado, em estado de choque”, contou.

Avisado por outras pessoas sobre o atropelamento, o tutor do cachorro o levou imediatamente ao Canil Municipal. “O tutor estava desesperado. A gente não nega atendimento, mas dependendo do tipo de cirurgia não conseguimos realizar por falta de equipamentos. Nessas horas é o coração que fala”, finalizou.

Confira regras para transportar animais no ônibus, trem e metrô em SP

Uma lei, de autoria do deputado Celino Cardoso (PSDB), que permite o transporte de animais domésticos em ônibus, trens e metrôs de São Paulo, foi sancionada em janeiro deste ano. No entanto, para que os tutores desfrutem do serviço, é preciso obedecer a regras.

(Foto: Getty Images

No ônibus, apenas dois animais poderão ser transportados a cada viagem. No metrô e no trem não há um número especificado. É necessário estar com a carteirinha de vacinação do animal na hora do transporte. O serviço fica proibido nos horários de pico em dias úteis – das 6h às 10h e das 16h às 19h – com exceção de animal com procedimento cirúrgico agendado, sendo necessário apresentar documento assinado em duas vias por médico veterinário indicando horário, local e justificativa da intervenção médica e o registro no Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMVSP) – uma das vias deve ser entregue ao motorista do ônibus ou a agentes de segurança dos trens e metrôs. Se necessário, o tutor deverá pagar uma passagem extra da linha de ônibus.

De acordo com a médica veterinária Juliana Didiano, se o animal estiver com alguma doença infectocontagiosa ou zoonose, o indicado é evitar o transporte público. Além de estar saudável, a profissional lembra que o animal deve estar sem pulgas e carrapatos. As informações são do Globo Rural.

O transporte do animal deve ser feito dentro de caixas adequadas, que são comercializadas em pet shops por valores que vão de R$ 40 a R$ 100. Após a sanção a lei, Vladson Rocha, gerente de uma rede nacional de lojas para animais, afirma que houve um aumento de 16% nas vendas das caixas, em comparação com o mesmo período de 2018.

Para o deputado Celino Cardoso, autor da lei, o projeto é importante, especialmente “porque evita o transporte ilegal, de forma que possa maltratar o animal”. A criação da legislação veio da necessidade de beneficiar pessoas de baixa renda que não têm condições de custear transporte particular para levar os animais ao veterinário e a passeios. A lei deve beneficiar ainda tutores que têm veículo próprio, mas que, por algum motivo, precisam usar o transporte público com o animal.

Tutora da cadela Julieta, de três anos, a jornalista Solange Santos comemorou a permissão de levar o animal, adotado aos seis meses, no transporte público. “Como não tenho carro, e uso metrô, ônibus e eventualmente o trem, vou poder levar a Julieta em consultas veterinárias ou a restaurantes que permitam animais. Além da economia que farei deixando de usar motoristas particulares quando preciso levá-la para algum lugar”, disse Solange.

Para idealizar a lei, o deputado contou com o apoio da dona de casa Simone Gatto, que é tutora de quatro gatos tetraplégicos que realizam tratamentos veterinários. Ela foi a primeira pessoa a acionar a Justiça para garantir o direito de levar animais no transporte público e lutou por oito anos até conseguir o benefício. A dona de casa uniu forças com o empresário e ativista Rogério Nagai, em uma petição feita por ele que colaborou para que o projeto de lei fosse assinado. “Agora posso tratar meus animais com o respeito que eles merecem”, afirmou Simone. A petição, que pedia acesso dos animais ao metrô, alcançou mais de 30 mil assinaturas por dia.

Simone criticou, porém, as restrições de horário. Ela conta que os tratamentos gratuitos que os gatos realizam não oferecem escolha de horário e as receitas assinadas pelo veterinário ficam retiradas na ida e, na volta, ela não consegue embarcar com o animal, o que a impossibilita de socorrê-lo em qualquer horário. Antes da lei entrar em vigor, Simone tentou embarcar no metrô com um dos gatos e foi expulsa. Na época, ela afirmou que o animal quase morreu por falta de socorro.

O objetivo de Nagai, agora, é conseguir que seja liberado o transporte de animais de qualquer tamanho e peso no ônibus, metrô e trem.

Realidade de outros países

Em Buenos Aires, na Argentina, foi aprovada, em 2016, uma lei que permite o embarque de animais no metrô. A legislação tem as mesmas regras que a sancionada em São Paulo. No mesmo ano, Madri, na Espanha, o transporte de animais no metrô também foi aprovado. Lá, no entanto, eles podem ser transportados fora das caixas, mas sempre nos últimos vagões, em horários específicos e com a regra de estarem sempre com coleiras, focinheiras e microchip. Em Victoria, na Austrália, as regras são as mesmas, com a única diferença de que cada passageiro pode embarcar com uma caixa de transporte.

Em Portugal, os animais também têm acesso ao transporte público. As regras são semelhantes a de capitais de outros países e frisam que os animais podem ocupar os bancos. Em Nova York, nos Estados Unidos, o transporte de animais no metrô é proibido, a menos que eles estejam abrigados em algum recipiente – que não é especificado pela lei, assim como o tamanho. Com as opções em aberto, os tutores levam animais, de todos os portes, dentro de bolsas.

Censo animal

A Pesquisa Nacional da Saúde (PNS), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pelo Ministério da Saúde, em 2013, e divulgada em 2015, concluiu que 44,3% dos lares brasileiros têm ao menos um cachorro e 17,7% abrigam gatos.

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), de 2015, as casas têm mais animais do que crianças. Na época do estudo, os lares tinham 44,870 milhões de crianças de 0 a 14 anos.

Uma nova pesquisa deve ser divulgada no segundo semestre de 2019.