Governo Trump diminui proteção de espécies ameaçadas

Por Rafaela Damasceno

A administração Trump anunciou na segunda-feira (12) que mudaria a forma que a Lei de Espécies Ameaçadas é aplicada, enfraquecendo a lei de conservação do país – que já ajudou a retirar o urso, a águia e o jacaré americanos da lista de espécies ameaçadas de extinção.

Uma águia em um galho de árvore

Foto: Brandon Thibodeaux, The New York Times

As mudanças tornarão mais difícil considerar os efeitos das alterações climáticas sobre a vida selvagem ao decidir se determinada espécie precisa de proteção. Também será possível permitir que avaliações econômicas sejam conduzidas ao determinar habitats críticos.

As novas regras também facilitam a remoção de uma espécie da lista de espécies ameaçadas e enfraquecem a proteção daquelas já listadas.

Em resumo, as mudanças provavelmente abrirão caminho para novas minas, perfurações para encontrar petróleo e gás e desenvolvimento urbano em áreas onde vivem espécies protegidas.

O Secretário de Comércio, Wilbur Ross, disse que as mudanças se encaixam perfeitamente no mandato do presidente de aliviar as regras impostas aos americanos.

Ambientalistas denunciaram as revisões, alegando que são um perigo para a vida selvagem ameaçada. Uma avaliação recente da ONU alertou que a interferência humana está a ponto de levar milhares de espécies à extinção, e que proteger a biodiversidade é essencial para manter as emissões de gases de efeito estufa controladas.

Segundo o relatório, as mudanças climáticas, a pouca gestão ambiental e a industrialização em massa contribuíram para a enorme perda da natureza mundial.


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Governo Trump autoriza uso de bombas de cianeto de sódio para matar animais selvagens

Por Rafaela Damasceno

A administração de Trump autorizou, nos Estados Unidos, o uso de cianeto de sódio para matar animais selvagens, em um dispositivo chamado M-44. As “bombas de cianeto” receberam permissão da Environmental Protection Agency (EPA), apesar de matar cruelmente milhares de animais todos os anos.

Uma raposa na mata

Foto: Tom Koerner, USFWS

Os dispositivos espirram cianeto de sódio na boca de coiotes, raposas e outros animais atraídos pela isca. Qualquer um que puxe a isca com o M-44 pode ser morto ou seriamente machucado.

“Armadilhas de cianeto não podem ser usadas de maneira segura por ninguém, em nenhum lugar”, afirmou Collette Adkins, diretora de conservação do Centro de Diversidade Biológica. “Precisamos de uma proibição permanente para proteger pessoas, animais domésticos e animais selvagens desse veneno”, completou.

A EPA, no início deste ano, emitiu um aviso sugerindo a renovação do registro de cianeto e abriu um espaço para comentários públicos. Mais de 99,9% de pessoas pediram o banimento do M-44, mas ele foi autorizado da mesma forma.

“A EPA está ignorando seu dever fundamental de proteger as pessoas, animais domésticos e a vida selvagem nativa. Nós iremos continuar culpando nosso governo federal por essa lei e lutaremos pela proibição do M-44 de uma vez por todas”, declarou Kelly Nokes, procuradora do Centro de Direito Ambiental do Oeste.

De acordo com dados da Wildlife Services, o M-44 matou 6.579 animais em 2018, principalmente coiotes e raposas, e 13.232 animais em 2017. Segundo o World Animal News, esses dados provavelmente não refletem a realidade, já que o Wildlife Services é conhecido por coletar dados inadequados e diminuir o impacto que as coisas realmente têm.

No ano passado, a EPA negou uma petição que pedia o banimento do M-44.


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Ivanka Trump é criticada na internet após postar foto do cão que comprou para a filha

Foto: Ivanka Trump/Instagram

Foto: Ivanka Trump/Instagram

Ivanka Trump está sendo criticada ferozmente nas redes sociais depois de revelar que comprou de presente de aniversário para sua filha Arabella, um cachorro todo branco chamado Winter.

Com tantos animais em abrigos à espera de um lar, a filha do presidente Trump compartilhou uma foto do novo cão que havia acabado de comprar para sua filha, que fez oito anos, em um post no Instagram no sábado.

“Conheça o Winter, o sonho de aniversário de Arabella se tornou realidade e este é o mais novo membro da família Kushner!”, Escreveu Ivanka ao lado da foto.

Ivanka não revelou o tipo de raça, mas seus seguidores especularam que Winter seja um cão da raça pomsky, que é um cruzamento entre um Husky Siberiano e um Lulu da Pomerania que é frequentemente referido como uma “raça de cachorro criada” (raça que não existia e foi criada por cruzamentos forçados de raças que naturalmente não ocorreriam).

Quase imediatamente depois de compartilhar a imagem de Winter, Ivanka e sua família foram atingidos por uma série de comentários negativos sobre a postagem, tanto por comprar o animal quando tantos há cães abandonados precisando de uma família, como acusações de racismo por ter escolhido um cão completamente branco.

Foto: Getty Images

Foto: Getty Images

Muitos foram rápidos em criticar a cor do pelo do cachorro e fazer comparações com o tratamento de crianças migrantes em centros de detenção de controle de fronteira.

O advogado Michael Avenatti estava entre os que criticaram o ato, ele retweetou a foto de Ivanka e trouxe seu irmão Donald Trump Jr. para a discussão ao mencioná-lo no comentário.

‘Biff @ DonaldJTrumpJr – condolências à sua irmã substituindo você como seu filhote favorito. Aliás, sua família permite algo em suas vidas que não seja BRANCO? Avenatti twittou.

Foto: Ivanka Trump/Instagram

Foto: Ivanka Trump/Instagram

Outros twittaram: “Se fosse um cachorro marrom, você o colocaria em uma gaiola? Mas é claro que vcs querem ter um cão todo branco, racistas”.

“O cachorro se chama Winter (inverno) e é todo branco, eu acho essa é a única coisa que o mantém fora de uma gaiola na casa dos Trump”, escreveu um usuário do Twitter.

Outro usuário do Twitter mencionou as crianças imigrantes em detenção, questionando: “Eu me pergunto o que as crianças em celas recebem por seus aniversários?”.

Foto: Ivanka Trump/Instagram

Foto: Ivanka Trump/Instagram

“Milhares de crianças sob a custódia dos EUA não tomaram banho, nem puderam escovar os dentes ou foram abraçadas em semanas graças a seu pai, mas é legal você ter um novo filhote, não é?”, uma pessoa twittou.

Acredita-se que Winter seja o único animal doméstico da família Kushner.

Arabella completou oito anos em 17 de julho e o cachorro foi presente para o aniversário dela.

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Campanha de reeleição do presidente Trump está vendendo canudos de plástico

Por Rafaela Damasceno

A campanha para a eleição de 2020 de Donald Trump está comercializando produtos. Sua loja vende bonés, camisetas, xícaras, toalhas, coleiras para cachorros e, agora, canudos de plástico. Uma das tentativas do atual presidente de provocar a oposição.

Canudo vermelho com "Trump" escrito

Foto: Trump Pence

Um pacote com 10 canudos plásticos, vermelhos e com a palavra “Trump” gravada, custa 15 dólares. A nova mercadoria parece vir contra o aumento da preocupação populacional em relação ao uso e desperdício do plástico.

Um vídeo que viralizou no ano passado – de um biólogo marinho retirando um canudo do nariz de uma tartaruga – chamou atenção para a questão e acabou conscientizando muitas pessoas. Comunidades e empresas tomaram a iniciativa de proibir o uso de canudos de plástico.

“Canudos de papel liberais não funcionam. Fique com o presidente Trump e compre seu pacote de canudos recicláveis agora”, diz a descrição do produto. Nos Estados Unidos, ser liberal equivale a ser de esquerda; ou seja, a oposição de Trump, que é de direita.

Brad Parscale, gerente da campanha do atual presidente, twittou sobre a nova mercadoria: “Make Straws Great Again” (faça os canudos ótimos de novo), um trocadilho com o slogan de campanha do presidente – Make America Great Again. Em resposta, Trump brincou que o produto pode ser ilegal em alguns estados.

Muitas regiões dos Estados Unidos reduziram ou proibiram o uso de canudos de plástico. Eles começaram a desaparecer de restaurantes, cafés, hotéis e outros estabelecimentos.

Apesar do material ser reciclável, a maioria das pessoas não o descarta corretamente quando o joga fora. Dessa forma, grande parte dos canudos plásticos acaba na natureza ou nos oceanos, onde se torna um verdadeiro problema. O plástico demora em torno de 400 anos para se decompor, então permanece na natureza por anos a fio, onde pode ser ingerido por animais ou causar ferimentos que podem até mesmo ser fatais.

No Brasil, as cidades Rio de Janeiro e São Paulo proibiram o uso de canudos plásticos.


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Senadores americanos propõem declaração de emergência ambiental

Foto: Saul Loeb/AFP/Getty Images

Foto: Saul Loeb/AFP/Getty Images

Um grupo de parlamentares dos EUA, incluindo o candidato presidencial democrata para as eleições de 2020, Bernie Sanders, está propondo declarar a crise climática como uma emergência oficial – um reconhecimento significativo da ameaça ambiental após considerável pressão de grupos ambientalistas.

Alexandria Ocasio-Cortez, a congressista democrata de Nova York, e Earl Blumenauer, um congressista democrata do Oregon, planejam apresentar a mesma resolução na Câmara na terça-feira, confirmaram seus gabinetes.

Um porta-voz de Sanders disse: “O presidente Trump rotineiramente declara as emergências nacionais como falsas para promover sua agenda profundamente impopular, como a venda de bombas da Arábia Saudita que o Congresso havia bloqueado.

“Sobre a ameaça existencial da mudança climática, Trump insiste em chamar isso de fraude. O senador Sanders tem orgulho de se associar com seus colegas da Câmara para desafiar esse absurdo e fazer com que o Congresso declare o que todos sabemos: estamos diante de uma emergência climática que requer uma mobilização federal maciça e imediata”.

Ativistas do clima pediram a declaração, uma vez que os dados mostram que as nações não estão fazendo o necessário para limitar o nível de aquecimento perigoso do planeta de forma significativa. A ONU alertou que o mundo está passando por um desastre climático a cada semana. Uma nova análise da empresa econômica Rhodium Group considera que os EUA podem alcançar menos da metade da porcentagem de redução da poluição que prometeu a outros países em um acordo internacional.

Dezesseis países e centenas de governos locais, incluindo a cidade de Nova York no mês passado, já declararam emergência climática, de acordo com o grupo de defesa da mobilização climática. O grupo ativista Extinction Rebellion disse que a declaração é o primeiro passo crucial para enfrentar a crise.

O gabinete de Blumenauer disse que decidiu redigir a resolução depois que Donald Trump declarou uma emergência na fronteira dos EUA com o México para que ele pudesse construir um muro entre os dois países.

No Congresso, os democratas que controlam a Câmara podem ter apoio suficiente para a resolução, mas os republicanos na maioria do Senado provavelmente não aprovarão.

A resolução diz: “O aquecimento global causado pelas atividades humanas, que aumentam as emissões de gases de efeito estufa, resultou em uma emergência climática” que “afeta severa e urgentemente o bem-estar econômico e social, a saúde e a segurança, e a segurança nacional do país”.

Em seguida, o texto da resolução diz que o Congresso “exige uma mobilização nacional, social, industrial e econômica dos recursos e do trabalho dos Estados Unidos em grande escala”

Trump e sua administração questionaram a ciência na afirmação de que os humanos estão causando a crise climática. Eles minimizaram os riscos do aumento das temperaturas e destruíram os esforços do governo para limitar a poluição causada por parques industriais, carros e outras fontes.

Apesar desse registro, Trump elogiou os EUA como líder ambiental em um discurso na segunda-feira na Casa Branca.

Mesmo que a resolução fosse aprovada e assinada pelo presidente, isso não forçaria nenhuma ação sobre a mudança climática. Mas os defensores dizem que esforços semelhantes no Canadá e no Reino Unido serviram como um ponto de alavancagem, destacando a hipocrisia entre a posição do governo de que a situação é uma emergência e decisões individuais que exacerbariam o problema.

Vários democratas que concorrem à presidência lançaram planos parciais ou completos para reduzir as emissões. Quase todos disseram que é uma questão importante. Sanders tem um histórico de priorizar a crise climática e já sugeriu opções políticas específicas, mas ainda não divulgou sua própria proposta.

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Projeto de lei que proíbe a importação de troféus de animais ameaçados avança no congresso americano

Foto: Africanskyhunting

Foto: Africanskyhunting

Chapéu: Avanço

Título: Projeto de lei que proíbe a importação de troféus de animais ameaçados avança no congresso americano

Olho: Conhecido como o maior importador de troféus de animais no mundo, os Estados Unidos são responsáveis pela morte de inúmeros leões, elefantes e outros animais africanos ameados de extinção

A Câmara dos deputados americana aprovou um projeto de lei (emenda à lei de proteção) do deputado Vern Buchanan para proteger leões e elefantes africanos ameaçados, proibindo a importação de seus cadáveres para o país para serem transformados em troféus.

A emenda de Buchanan foi aprovada ontem pela Câmara por 239 votos a favor e 192 contra. O projeto emenda agora deve passar pelo Senado e ser assinada pelo presidente Trump.

Foto: Conservation Action

Foto: Conservation Action

“Essas criaturas magníficas estão à beira da extinção”, disse Buchanan, que também é líder do Congresso, sobre a proteção de espécies ameaçadas, em um comunicado. “A última coisa que devemos fazer é facilitar a morte desses animais e ainda por cima trazer suas cabeças empalhadas como ‘troféus’. Quando uma espécie é extinta, ela desaparece para sempre”.

A medida de Buchanan proíbe o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA de emitir licenças de importação da Zâmbia, Zimbábue e Tanzânia; três países que, de forma insondável, ainda incentivam a caça de troféus.

Esta alteração segue uma decisão do Departamento do Interior de 2017 para permitir a importação. Na época, Buchanan também pediu ao presidente Trump que rejeitasse a decisão do secretário do Interior de suspender a proibição de permitir que troféus de leão africanos fossem trazidos para o país.

“A Câmara deu um passo importante para proibir a importação de troféus de elefantes e leões”, continuou Buchanan. “Os contribuintes não deveriam ter que pagar um único dólar para permitir essa atividade. Proteger os animais em casa e no exterior é uma causa majoritariamente bipartidária ”.

Buchanan submeteu sua emenda à mais recente lei de financiamento governamental.

Foto: Ipetitions

Foto: Ipetitions

Mais de 30 mil elefantes, um a cada 15 minutos, são mortos por suas presas a cada ano. Algo que a maioria dos americanos, que desaprova a caça, acha repreensível.

“Os americanos investem mais dólares em turismo em safáris de observação da vida selvagem no Zimbábue, na Zâmbia e na Tanzânia do que na caça de troféus de leões e elefantes. Essas espécies icônicas estão sendo ameaçadas pela caça continuada, perda de habitat e outras mortalidades causadas pelo homem. A caça aos troféus exacerba essas ameaças, empurrando esses animais magníficos para mais perto da extinção”, disse Sara Amundson, presidente do Fundo Legislativo da Humane Society.

“É por isso que aplaudimos o deputado Buchanan por defender um futuro mais humano através de uma emenda para restringir a importação de troféus de leão e elefante desses países”, diz a ativista. Sofia afirma ainda que como os Estados Unidos são o maior importador mundial de troféus de animais, os esforços para aliviar a pressão adicional pela caça ao troféu são fundamentais.

Cathy Liss, presidente do Animal Welfare Institute, também apontou para o fato de que não há evidência científica de que a caça legal aumente a conservação.

“A receita gerada pela caça aos troféus muitas vezes não fornece nenhuma renda significativa para os moradores empobrecidos. Em vez disso, essas caçadas geralmente canalizam dinheiro para as mãos de um grupo seleto, sem melhorar as proteções para populações de animais selvagens caçados”, afirmou Liss.

“Nenhuma espécie que enfrente a extinção deve ser mais vitimada por alguém que queira pendurar sua a cabeça na parede”, conclui a presidente da ONG.

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Administração Trump anuncia plano de expandir acesso para caça e pesca nas reservas americanas

Foto: Getty Images

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Tentando camuflar-se sob a bandeira da tradição de caça americana, o governo pretende abrir partes das reservas da vida selvagem àqueles que tem intenção de matar os animais, que ali estão justamente para serem protegidos desse tipo de investida covarde.

Em mais uma de seus diversos movimentos contra os animais a administração Trump agora anuncia um plano para ampliar ainda mais o acesso para caça e pesca às terras federais protegidas. O plano visa aumentar o acesso a 1,4 milhão de acres de terras públicas em 74 refúgios de vida selvagem e 15 incubadoras protegidas de peixes.

O governo também alega que planeja atualizar os regulamentos de caça e pesca em refúgios nos EUA para adequar-se melhor às regulamentações estaduais, disse o secretário do Interior dos EUA, David Bernhardt, em um comunicado semana passada.

Bernhardt tenta defender a iniciativa covarde alegando que a medida trata-se de um compromisso do governo em dar às pessoas mais acesso a “atividades esportivas”, segundo Bernhardt, a falta de acesso às reservas é uma das razões mais comuns pelas quais as pessoas não participam de atividades ao ar livre.

O departamento do interior do país disse que caça, pesca e outras atividades ao ar livre contribuíram com mais de 156 bilhões para a economia em 2015, evidenciando espontaneamente a importância do lucro na tomada da decisão.

É preocupante e triste que chefes de estado como Bernhardt e a vice-diretora-chefe do departamento, Margaret Everson, defendam a caça e da pesca como uma tradição a ser transmitida entre as famílias de geração em geração. Foi graças a esse tipo de valores que o planeta chegou ao estado de exaustão em que se encontra atualmente.

Valores como compaixão, conscientização, amor a toda vida, respeito e igualdade sejam relegados ao segundo plano em comparação com os lucros que a morte pode trazer aos cofres públicos.

O anúncio porém segue uma crescente de ofensivas contra o meio ambiente e acontece na esteira das medidas que administração Trump tem revertido em relação às políticas de conservação da era Obama.

No mês passado, o governo anunciou planos para substituir as barreiras por 100 milhas da fronteira sul da Califórnia e do Arizona, inclusive por meio de um monumento nacional e um refúgio de vida selvagem, que os ambientalistas alertam severamente prejudicial à vida selvagem.

No verão passado, funcionários do governo anunciaram planos para limitar algumas proteções a espécies ameaçadas e propuseram uma nova regra para reduzir o número de áreas úmidas sob proteção federal, que são vitais para a qualidade da água do país.

Em maio, as Nações Unidas divulgaram seu primeiro relatório abrangente sobre a biodiversidade, que descobriu que o risco de extinção atualmente se aproxima de mais de 1 milhão de espécies de plantas e animais.

De acordo com o relatório, a perda de espécies está acelerando a uma taxa dezenas ou centenas de vezes mais rápida do que no passado, com a pesca sendo uma das cinco principais maneiras pelas quais as pessoas estão reduzindo a biodiversidade.

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Projeto de lei que autoriza morte de leões marinhos é aprovado no senado americano

Leões marinhos serão mortos por se alimentar de salmões | Foto: GoPro

Leões marinhos serão mortos por se alimentar de salmões | Foto: GoPro

Um projeto de lei que facilita a matança de leões marinhos que se alimentam de salmão no rio Columbia foi aprovado no senado dos Estados Unidos.

A medida permitirá um processo mais ágil para que os estados de Washington, Idaho, Oregon e várias tribos do noroeste do Pacífico capturem e matem os leões-marinhos.

Os defensores do projeto dizem que a medida protegerá o salmão e a truta e dará aos gerentes de vida selvagem maior flexibilidade para controlar os leões marinhos.

Os críticos chamam a solução covarde de mal concebido e dizem que matar os animais de forma covarde não vai resolver o problema do declínio das populações de salmão.

Novas diretrizes, envolvendo os animais entraram em vigor no dia 17 de abril, e permitem que qualquer leão marinho que seja visto na área em cinco ocasiões, ou que tenha sido visto comendo peixe (atum) deve ser colocado em uma lista para remoção letal.

Os critérios anteriores exigiam que ambas as marcas fossem atendidas. Autoridades dizem que 10 leões marinhos foram mortos até agora este ano, a maioria como resultado da mudança de política. Um estudo descobriu que a mudança pode aumentar o número de leões marinhos mortos em 66%.

O governo federal atualmente autoriza os estados a matarem leões marinhos perto da represa de Bonneville, a leste de Portland, Oregon, mas somente se os responsáveis documentarem individualmente os animais que estão causando problemas.

O projeto foi patrocinado pelo senador de Idaho, Jim Risch, e a senadora por Washington, Maria Cantwell, e já foi aprovado pelo senado. O texto do projeto é semelhante à legislação que a câmara aprovou em junho do ano passado.

Matar os leões marinhos, retirar vidas, nunca será a solução a ser adotada. O declínio das populações de salmão se dão em função do desequilíbrio na cadeia alimentar causado pela pesca (intenções comerciais, ganho, lucro, venda) que impede a reprodução dos animais há tempo de suprir o déficit causado pelos pescadores com suas redes de grande escala.

A natureza tem seu equilíbrio próprio e perfeito as cadeias alimentares obedecem a esses critério endêmicos. Tentar culpar os leões marinhos por consequências que os seres humanos causam, é no mínimo, incoerente e equivocado.

Essa irresponsabilidade custará as vidas de animais inocentes que nada mais fazem do que seguir seus instintos e se alimentar.

Governo Trump pede corte de fundos para proteção ambiental e de espécies ameaçadas

Foto: Pixabay

O orçamento proposto é sem precedentes e prevê o corte de 2 bilhões de dólares (quase 8 bilhões de reais) para o Departamento do Interior e de 2,8 bilhões (cerca de 11 bilhõesde reais) para a Agência de Proteção Ambiental. Em contrapartida, pede a adição de 8,6 bilhões de dólares (aproximadamente 33 bilhões de reais) para a construção do muro na fronteira com o México.

“O orçamento de Trump é uma piada repulsiva e sem coração”, disse Brett Hartl, diretor de assuntos governamentais do Centro para a Diversidade Biológica.

“Essa proposta ambientalmente devastadora mostra que o governo de Trump é composto apenas por interesses especiais, geridos por interesses especiais, em benefício de interesses especiais. Isso permitiria que animais em perigo fossem extintos.”

O financiamento para incluir animais silvestres e plantas à lista de espécies ameaçadas seria reduzido em quase 50% para 11 milhões de dólares (cerca de 42 milhões de reais) por ano por ano, enquanto o Fish and Wildlife Service teria um corte geral de 267 milhões de dólares (cerca de 1 bilhão de reais).

No mês passado, mais de 215 grupos convocou o Congresso a aumentar o orçamento para conservação de espécies ameaçadas de extinção de cerca de 252 milhões de dólares (cerca de 950 milhões de reais) para 486 milhões de dólares (quase 2 bilhões de reais). O aumento garantiria que todas as espécies ameaçadas receberiam um nível básico de financiamento para sua recuperação e englobaria o acúmulo de 500 espécies que ainda precisam analisar se devem ou não ser protegidas pela Lei de Espécies Ameaçadas.

“A Lei de Espécies Ameaçadas de Extinção continua a ser a lei mais eficaz do mundo para acabar com a extinção, mas o orçamento do governo impediria os cientistas de conservação de salvar a vida selvagem à beira do abismo”, disse Hartl.

“O comportamento escandaloso da EPA está ignorando a ameaça do PFAS, e outros produtos químicos tóxicos em nosso ambiente simplesmente farão parte do curso se este orçamento fosse promulgado”, disse Hartl. “Em vez de cortes maciços, devemos aumentar drasticamente o financiamento da EPA para proteger a saúde humana e a vida selvagem de todas as formas de poluição tóxica.” As informações são do World Animal News.

Outras medidas

O governo Trump parece estar decidido em acabar com a vida selvagem do país.

No início deste mês, o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA anunciou os planos para retirar os lobos-cinzentos da Lei de Espécies Ameaçadas.

“Esta proposta repugnante seria uma sentença de morte para os lobos cinzentos em todo o país”, disse Collette Adkins, advogado sênior do Centro de Diversidade Biológica.

O fim da proteção dos lobos-cinzentos na região dos Grandes Lagos já havia sido feita em 2011, o que permitiu a caça de troféus e as temporadas de captura em Minnesota, Wisconsin e Michigan, mas as cortes restauraram as proteções em 2014.

“Os tribunais têm repetidamente criticado o Serviço de Pesca e Vida Selvagem por remover prematuramente as proteções dos lobos, mas a agência agora voltou com seu esquema mais notório”, continuou Adkins.

“A indústria pecuária e os caçadores de troféus querem os lobos mortos, mas vamos garantir que os órgãos federais cumpram sua obrigação de restaurar a população de lobos em todo o país”.

Governo Trump anuncia plano para retirar proteções do lobo-cinzento

Foto: Pixabay

O Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA anunciou na última quarta-feira (6) os planos para retirar os lobos-cinzentos da Lei de Espécies Ameaçadas.

“Esta proposta repugnante seria uma sentença de morte para os lobos cinzentos em todo o país”, disse Collette Adkins, advogado sênior do Centro de Diversidade Biológica.
“A administração Trump está decidida a apaziguar interesses especiais que querem matar lobos. Estamos trabalhando duro para detê-los”.

O fim da proteção dos lobos-cinzentos na região dos Grandes Lagos já havia sido feita em 2011, o que permitiu a caça de troféus e as temporadas de captura em Minnesota, Wisconsin e Michigan, mas as cortes restauraram as proteções em 2014.

“Os tribunais têm repetidamente criticado o Serviço de Pesca e Vida Selvagem por remover prematuramente as proteções dos lobos, mas a agência agora voltou com seu esquema mais notório”, continuou Adkins.

“A indústria pecuária e os caçadores de troféus querem os lobos mortos, mas vamos garantir que os órgãos federais cumpram sua obrigação de restaurar a população de lobos em todo o país”.

Voluntário estão se reunindo para se opor aos planos do governo Trump. Os eventos “Wild for Wolves” fazem parte da Campanha Call of the Wild da Center for Biological Diversity.

Outras ameaças

Enquanto a administração Trump trabalha para finalizar um conjunto de regras para enfraquecer a Lei de Espécies Ameaçadas, um relatório recentemente divulgado lista as 10 espécies de animais ameaçadas pelas políticas existentes e propostas pelo governo.

Compilado pela Coalizão de Espécies Ameaçadas, o relatório, intitulado Plano de Extinção: Dez Espécies Imperiladas pela Administração Trump, destaca espécies que sofreriam com as regras propostas:

  1. Condor da Califórnia
  2. Girafa
  3. Patuscada
  4. Humboldt marten
  5. Tartarugas marinhas: couro e cabeçuda
  6. Lobo-vermelho
  7. Enferrujado remendado bumble bee
  8. Rato de canguru San Bernardino
  9. Peixe-boi das Índias Ocidentais
  10. Cuco-de-bico-amarelo

O Animal Welfare Institute nomeou o lobo-vermelho criticamente em perigo – o canídeo mais ameaçado da Terra e um dos mamíferos mais raros.

Os lobos-vermelhos, que percorreram o sudeste dos Estados Unidos , foram vítimas de programas intensivos de controle de predadores e perda de habitat durante os séculos XIX e XX. Em 1980 , a espécie foi declarada extinta na natureza.