Tutor de cão enterrado vivo é multado em R$ 10 mil em Alagoas

O tutor de um cachorro que morreu após ser enterrado vivo em Barra de São Miguel, no estado de Alagoas, foi multado em R$ 10 mil. A Justiça determinou ainda multa de R$ 4 mil para o responsável por enterrar o animal. O valor será destinado ao Projeto Acolher, que resgatou o cão. A decisão, emitida na quinta-feira (31), é do juiz Helestron Silva da Costa.

Foto: Reprodução/Instagram

Dogão, como era chamado, foi encontrado enterrado no dia 8 de janeiro por moradores que ouviram o choro do animal. Ele foi socorrido e encaminhado a uma clínica veterinária em Maceió, mas morreu no último dia 21.

No dia 18, o homem que enterrou o cachorro foi indiciado pela Polícia Civil. Ele é amigo do tutor de Dogão e afirmou que não sabia que o animal estava vivo.

“Ele relatou que pensou que o cachorro tinha morrido e ligou para o tutor, que falou para ele enterrar. Ele, então, enterrou o animal no dia 7 de janeiro”, contou ao G1 o delegado José Carlos Sales dos Santos.

O tutor do cachorro deverá pagar, a pedido do Ministério Público, 12 parcelas de R$ 834. O homem que enterrou o animal pagará 12 parcelas de R$ 334. Os valores serão depositados em uma conta judicial e, após pagamento total, serão destinados à entidade de proteção animal.

Cumplicidade entre tutor e animal ajuda a superar grandes traumas, diz psicóloga

Débora diz que os animais absorvem os sentimentos que ela expressa — Foto: Débora Cesário/Arquivo Pessoal

A cumplicidade dos animais aos tutores no desenvolvimento de atividades do cotidiano é algo comum nesta relação de amizade. Mas o amor dos pequenos aos seres humanos, atualmente, é percebido também como uma ferramenta de auxílio para superar grandes traumas.

A psicóloga Aldeluce Castro explica que a aquisição de um animal para superar traumas é uma das opções indicadas por profissionais da saúde, principalmente nos momentos iniciais. “O animal estará suprindo alguma carência momentânea. A pessoa divide a atenção com a perda e aos cuidados com a nova responsabilidade. Estas alternativas funcionais, que chamamos de buscas saudáveis, são muito importantes até que a pessoa preencha o vazio causado pelo trauma”.

Foi assim que a professora de Educação Física Débora Cesário, de 24 anos, deu início a uma nova etapa em sua vida. No ano 2000, quando ela tinha seis anos e viajava de carro com os pais e uma irmã, de 11 meses, sofreu um acidente e foi a única sobrevivente da família.

“Nós voltávamos de São Paulo quando sofremos o acidente. Fui a única sobrevivente. Meses depois ganhei um cãozinho, o Einstein. Com ele comecei a enxergar a vida uma forma muito diferente. Ele me ajudou muito na superação deste trauma e ficou comigo por 14 anos”, explica.

Débora Cesário afirma que o amor e cumplicidade entre ela e o cãozinho foi tão grande que até a morte do Einstein se tornou um marco na vida da professora. “Eu estava em viagem e ele ficou bem debilitado. A impressão que tenho é que ele esperou eu retornar da viagem para se despedir”.

Após a partida do amigo Einstein, Débora encontrou outros amigos animais para abraçar. Hoje ela tem três cães – Nina, de 5 anos, Luna, de 4, e Ninona, de 5 -, além do Chico, um gato de seis meses. “Hoje tudo é festa. Não me vejo sem a amizade de um animalzinho. Para mim não existe esta possibilidade”.

Os animais possuem lugar especial na vida da professora. Ela afirma que os animais são os companheiros fiéis que absorvem até mesmo os sentimentos que ela expressa. “Se estou triste eles me consolam. Se estou feliz, eles se alegram. Aqui tudo é junto. Todos dormem juntos, comem e até mesmo rezamos antes dormir”.

Fonte: G1

Tutor e amigo são indiciados por morte de cachorro

Polícia Civil indiciou dono e amigo por morte de cão em São Joaquim da Barra, SP — Foto: Reprodução/EPTV

O tutor do cachorro que morreu após ser encontrado acorrentado dentro de casa e um amigo dele, que supostamente ficou responsável por cuidar do animal enquanto a família viajava, foram indiciados por maus-tratos em São Joaquim da Barra (SP).

Segundo o delegado Hugo Ravagnani, o tutor do cão disse que pagou a um amigo para cuidar do animal, enquanto ele e a mulher, que está grávida, viajavam durante o recesso de fim de ano. Esse homem negou a versão e afirmou que também viajou no mesmo período.

“Foram juntados os vídeos, as fotos, o laudo do veterinário, e tudo foi encaminhado à Justiça, comprovando que, realmente, o crime aconteceu e que os dois são responsáveis, muito embora a versão deles seja diferente. Agora está a cargo da Justiça”, afirmou.

O cachorro foi encontrado agonizando preso dentro de casa por um vizinho, em 6 de janeiro. A Polícia Militar arrombou o imóvel e acionou um veterinário. O cão foi resgatado com desnutrição, danos neurológicos graves e, apesar de medicado, não resistiu.

Vizinho da família, o funileiro Cláudio Roberto Tomaeli contou que o cachorro estava acorrentado e deitado no chão. Sobre ele estava uma bicicleta e as patas presas ao raio de uma das rodas. Havia mosquitos no local, e nenhum sinal de comida ou água.

Após a morte do animal, o caso passou a ser investigado pela Polícia Civil. O inquérito foi concluído nesta quarta-feira (16), quando o amigo do tutor do cachorro prestou depoimento. O delegado não divulgou as identidades dos envolvidos.

“Ele falou que teve que viajar, que saiu. Até de forma irresponsável, abandonou tudo e foi viajar. Ele reconheceu, porque fala que não tinha obrigação nenhuma, que não pagaram nada para ele. Os dois foram responsabilizados”, afirmou Ravagnani.

Ainda segundo o delegado, a família dona do cachorro não retornou a São Joaquim da Barra porque está com medo de sofrer represálias, diante da repercussão do caso.

“A mulher teve problema com a gravidez, parece que estão se mudando de cidade. Eles não vão retornar, porque estão todos apreensivos. A mulher está fora da cidade com os familiares dela”, disse.

O inquérito foi encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim), por se tratar de crime de menor potencial ofensivo. A pena para o crime de maus-tratos aos animais varia de três meses a um ano de detenção, e multa.

Fonte: G1

Gatinho cego vira atração na praça deitado em rede enquanto tutor trabalha

Miau virou atração na praça: “Todo mundo que passa faz carinho nele, ele adora ser mimado!” — Foto: Ariovaldo Dantas/TV Morena

À sombra de uma árvore na praça Ari Coelho em Campo Grande (MS), a cena de um gato deitado tranquilamente em uma rede enquanto seu tutor faz macramê, chama a atenção. O gatinho é cego, e é tutelado pelo artesão Luiz Carlos Garcia, que passa seus dias ensinando artesanato. A rede foi tecida pelo tutor, para mantê-lo sempre por perto.

Os dois vivem em um carro, que fica estacionado ao lado da praça. O gato chama-se Miau Ceguinho, e tem pouco mais de 2 anos. Luiz conta que ficou com ele porque ajudou a mãe do animalzinho no parto, e percebeu que ele precisaria de ajuda:

“Vi que ele nasceu cego e imaginei o quanto seria difícil a vida desse gatinho se não tivesse alguém para cuidar dele. Nós salvamos a vida um do outro. Eu o adotei, e ele me curou da depressão.”

Miau virou atração: “Todo dia vem alguém pra tirar foto, fazer carinho nele, conversar um pouco. Às vezes ajudam a gente com ração, ou apenas dando atenção pro gatinho, ele gosta desse mimo”, comenta.

Miau passa os dias deitado em uma rede na praça em Campo Grande, e virou atração: “Somos inseparáveis”, diz dono — Foto: Flávio Dias/G1MS

Luiz conta que é portador do vírus HIV e estava muito triste quando adotou o gatinho: “Só Deus sabe o tamanho do meu amor pelo meu gato. Ele me ajudou muito, cuidar dele me fez querer viver. Somos inseparáveis”, relata, emocionado.

O artesão ensina macramê na praça, sem cobrar nada. Os produtos que ficam no local não estão à venda, servem para mostrar o que é possível fazer com as linhas. Luiz conta que aprendeu na escola, e faz questão de dividir sua arte com quem queira aprender: “Posso ajudar alguém a ter um novo meio de vida, ganhar dinheiro, se distrair. Isso já é retorno suficiente para mim”.

Perto do gatinho, um copo com água. Miau nunca enxergou, então, o que ele conhece do ambiente que o rodeia, é sempre orientado por Luiz. Comida e água ficam perto, e ele costuma se afastar apenas fazer as necessidades – que Luiz recolhe em seguida para não sujar a praça. Em seguida, Miau retorna à sua rede, para ficar perto do tutor.

Miau ceguinho e Luiz: “Somos inseparáveis”, conta dono do gatinho cego. — Foto: Flávio Dias/G1MS

Ele conta que a convivência no carro, onde vivem juntos, é tranquila. “Tínhamos um passarinho também que Miau sempre respeitou, mas ele cresceu e foi embora. Ficamos nós dois, sempre juntos. Nós somos uma família unida”.

Por conta da doença, Luiz recebe uma aposentadoria, que sustenta os dois. Ele conta que o pai chamou-o para viverem juntos, mas disse que não aceitaria o gato, por isso ele decidiu viver no carro. “O que tenho dá para mim e meu gato, e para que meu ofício sirva apenas para ensinar. Nós vivemos em paz, temos um ao outro. O importante, para mim, é poder estar sempre perto do Miau”.

Luiz comenta que uma demonstração de respeito e amor aos animais não deveria surpreender: “A condição de vida não é desculpa para abandonar um animal ou tratar mal qualquer animal. Eu cuido do meu ceguinho como se fosse um filho, inclusive enquanto trabalho. O amor pelos felinos, pelos animais, tem que ser multiplicado”, finaliza.

Miau Ceguinho conhece o ambiente que o dono apresenta, e se orienta do seu jeito. — Foto: Ariovaldo Dantas/TV Morena

Fonte: G1