Cadela abandonada sem água e comida em casa vazia é resgatada em MS

Uma cadela trancada no quintal de uma residência, no município de Nova Andradina (MS), comoveu um trabalhador da concessionária de Energia Elétrica de Mato Grosso do Sul, que acionou um grupo de protetores de animais e a Polícia Militar Ambiental (PMA).

Foto: Reprodução / Conteúdo MS

O trabalhador, que preferiu não se identificar, disse que ficou comovido com a situação, já que a cachorra de aproximadamente 7 anos estava sem água, alimento e abrigo. Depois do resgate, os voluntários a batizaram de “Princesa” e ficaram sabendo que ela foi deixada para trás pelos tutores por ocasião da mudança de casa.

Conforme apurado pela equipe do Nova News, no momento do resgate, os voluntários confirmaram que o animal estava em visível estado de desnutrição, desidratação e infestada de carrapatos e pulgas. Além disso, algum tipo de fungo provocou a queda dos pelos em grande parte do corpo.

O primeiro passo foi encaminhar Princesa para uma clínica veterinária na qual obteve os primeiros atendimentos, além de ser alimentada. No dia seguinte tomou banho e segue em recuperação.

“Ela ficou dias sem água e comida numa casa abandonada, presa sem poder buscar alimentação e perto dali tinha várias pessoas que sabiam e não fizeram nada. Como alguém pode deixar isso acontecer?”, questionaram os voluntários.

Logo após Princesa se recuperar por completo, a ONG buscará uma família que tenha interesse em adotá-la. “Vamos lutar por ela e assegurar que tenha a melhor família que se possa encontrar”, confirmou um dos voluntários.

CRIME AMBIENTAL

Segundo a Polícia Militar Ambiental, a Lei 9.605/98 prevê os maus-tratos como crime com pena de três meses a um ano e multa de R$ 500,00 a R$ 3.000,00 conforme prevê o decreto 6.514/08. Já o decreto federal 24.645/34 determina quais atitudes podem ser considerados maus-tratos, sendo que outras práticas são consideradas crimes pela lei.

Como exemplos são citados o envenenamento, a agressão, o espancamento, a omissão de água e comida, a omissão de cuidados veterinários, o ato de obrigar o animal ao trabalho e até mesmo o atropelamento de animais sem que haja a prestação de assistência por parte do condutor do veículo.

Fonte: Conteúdo MS / Nova News


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Clínica veterinária tem suíte para garantir a animal direito a acompanhante

Uma clínica veterinária no Rio de Janeiro oferece uma suíte no local para que o responsável pelo animal internado possa ficar com ele na clínica. No cômodo, no qual o tutor pode permanecer 24 horas, tem frigobar, ar-condicionado e TV a cabo.

A ideia de criar a suíte surgiu após a médica veterinária Andréia Rzezinski, responsável pela internação da clínica Intergávea, observar o comportamento dos tutores de animais que estavam internados no estabelecimento.

Foto: Reprodução / Portal Notisul

“Era comum ficarem lá, sentados, aguardando o horário das duas visitas diárias. Me lembro de uma senhora que chegava pela manhã e só ia embora à noite, quando a clínica fechava. Queria estar perto”, conta a veterinária. As informações são do portal Notisul.

A situação dos clientes que levavam animais à clínica comoveu Andréia. Ela é tutora de três cães e de um filhote de gato, resgatado recentemente. E ao pensar em Mel, sua cadela mais velha, de 17 anos, a veterinária notou que também gostaria de estar na companhia dela caso precisasse de internação.

“Eu sabia de algumas clínicas em São Paulo que permitiam ao acompanhante ficar em poltronas, ao lado da ‘gaiolinha’ onde está o animal, mas achava desconfortável”, disse.

Foi então que, em setembro de 2018, quando a clínica onde Andréia trabalha se mudou para um espaço maior, que ela conseguiu colocar em prática o plano de construir uma suíte para os tutores. O ambiente, que fica ao lado da sala de internação – com 26 leitores para cães e 6 para gatos -, é o primeiro do tipo no Rio de Janeiro e, provavelmente, do Brasil.

Outros veterinários alertaram Andréia sobre o risco dos tutores, aflitos, ficarem fazendo solicitações a cada minuto devido à proximidade que a suíte permitiria que eles tivessem com os animais e com a própria veterinária. “Mas não vejo isso. Aliás, o tutor por perto às vezes até facilita o meu trabalho”, explicou.

Um dos casos que obteve sucesso devido à presença da tutora é o de Babi, uma cadela com diabetes e problemas renais que foi levada de Juiz de Fora (MG) para o Rio de Janeiro para que pudesse receber tratamento veterinário adequado. O animal precisava comer a cada três horas e passear na rua diversas vezes ao dia para fazer xixi – o que, na rotina intensa de uma clínica, é complicado.

Durante o tratamento, Babi precisou ser submetida à hemodiálise e foi transferida por três dias para outra clínica, sem a tutora. “Ela se descompensou toda: não comia e, como só aceitava fazer o xixi na rua, prendeu tanto no leito que ficou com pressão alta e aumento da frequência respiratória por dor e desconforto”, contou a veterinária. Depois desse período, a cadela voltou para a Intergávea, recuperou-se e retornou a sua cidade de origem.

Saúde estável

A suíte, no entanto, não é destinada para qualquer animal. Nela, só pode ficar aquele cachorro ou gato que esteja com a saúde estável, sem necessidade de monitoramento constante de pressão ou frequência cardíaca com uso de aparelhos. Ainda assim, mesmo tendo liberação para estar na suíte, o animal precisará ser submetido a alguns procedimentos na sala de internação.

“Por exemplo, tivemos um cachorro que precisou fazer transfusão de sangue. Levamos para dentro da sala de internação no início para acompanhar todos os parâmetros clínicos. Como estava bem, voltou para a suíte e terminou o procedimento ao lado dos tutores”, relatou Andreia.


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Tutor que não garantir bem-estar ao animal será multado em Portugal

O tutor que não garantir o bem-estar do animal que tutela em Portugal estará sujeito ao pagamento de multas que variam de 50 euros (cerca de R$ 218) a 3.740 euros (aproximadamente R$ 16.332). A nova norma foi instituída a partir de um decreto-lei que foi publicado no Diário da República na quinta-feira (27) e entrará em vigor dentro de quatro meses.

Foto: Pixabay

Além de casos de maus-tratos, a nova lei vai punir também tutores que não atualizarem o registro do animal em casos, por exemplo, de mudança de endereço. As informações são do portal “Público”.

Além disso, com o Sistema de Informação de Animais de Companhia (SIAC), os gatos e furões serão obrigados a usar microchip de identificação. Outros animais, como coelhos, também podem ser microchipados. As informações registradas no SIAC serão colocadas em uma espécie de documento de identidade, que o tutor deverá ter em mãos toda vez que fizer qualquer deslocamento com o animal.

Os microchips só poderão ser implantados nos animais por veterinários. Os profissionais que não usarem aparelhos registrados no SIAC ou administrarem vacina contra raiva sem que o animal esteja previamente identificado, também poderão ser multados. Os chips custam, em média, 30 euros (R$ 131), valor que deve ser pago pelos tutores, que também precisarão arcar com o valor, ainda não definido, de uma taxa para que seja feito o registro no SIAC.

Os animais devem ser identificados até 120 dias após nascerem. Caso não se saiba a data de nascimento, a identificação e registo deverão ser feitos “até à perda dos dentes incisivos de leite”. Para aqueles que nasceram antes da data de vigor da legislação, os prazos variam entre um e três anos. No caso de cães bravos, trazidos de outros países, o registro precisa ser feito em um prazo de 10 dias, contado a partir da entrada no território nacional.

O governo afirmou que as medidas foram tomada com o objetivo de combater o abandono de animais.


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Estudo revela que cães apresentam os mesmos níveis de stress de tutores

Foto: Earth.com

Foto: Earth.com

Pesquisas confirmam o que muitos tutores já concluíram por si mesmos: cientistas descobriram que os animais domésticos não são alheios às ansiedades de seus companheiros humanos, ao contrário, eles apresentam a mesma quantidade de estresse que seus tutores sentem.

A descoberta vem de um estudo sobre o cortisol, um hormônio do estresse, que circula no sangue e também deixa sua marca em fios de cabelo. Com o tempo, à medida que o hormônio se liga ao cabelo em crescimento, cada haste se torna um registro biológico do estresse que um indivíduo experimenta.

Depois de conseguir a contribuição voluntária de 25 cães da raça border collies, 33 cães pastores de Shetland e os tutores do sexo feminino dos animais, pesquisadores na Suécia descobriram que o maior nível de cortisol no cabelo humano batia com o maior nível de hormônio no pelo de cão. Todos os cães moravam dentro de casa com seus tutores.

“Esta é a primeira vez que vemos uma sincronização de longo prazo nos níveis de estresse entre membros de duas espécies diferentes”, disse Lina Roth, etologista que liderou o trabalho na Universidade de Linköping, na Suécia. “Nós não vimos isso entre humanos e cães antes.”

A equipe de Roth mediu as concentrações de cortisol em fios curtos de cabelo cortados perto da pele no inverno e no verão de 2017 e 2018. A ligação entre o cortisol humano e de cães foi mantida durante as estações, mas foi maior nos cães durante o inverno.

Para investigar se o estilo de vida canino teve um impacto sobre os níveis de estresse, cerca de metade de cada raça inscrita estava envolvida em algum tipo de atividade regular e testes de habilidades como obediência e agilidade. O resto dos cães eram animais de companhia comuns.

Escrevendo em relatórios científicos, os pesquisadores descrevem como o estresse nos cães testados (competições) mais se espelhava mais acuradamente nos proprietários, potencialmente porque os animais tinham formado um vínculo mais forte com seus tutores do que os animais domésticos comuns.

Roth acredita que há mais fatores envolvidos na sincronização dos níveis de estresse do que simplesmente compartilhar o mesmo ambiente. Quando os cientistas observaram se os cães tinham um jardim para brincar; as horas que o proprietário trabalhava e se os cães viviam com outros cães, não encontraram nenhum efeito nos níveis de cortisol nos cães.

O que realmente teve efeito sobre os níveis de estresse dos animais foi a personalidade de seus tutores, avaliada por uma pesquisa padrão. O maior fator foi o neuroticismo (indivíduos que, a longo prazo, possuem uma maior tendência a um estado emocional negativo).

De acordo com o estudo, os tutores que obtiveram maior pontuação no neuroticismo tendiam a ter cães com níveis mais baixos de cortisol no cabelo. Uma explicação, disse Roth, é que os tutores mais neuróticos podem buscar mais conforto de seus animais de estimação, e o ataque de abraços e atenção reduz o cortisol nos cães. “Sugerimos pelas análises que os cães, em grande medida, espelham os níveis de estresse de seus companheiros humanos”, escrevem os cientistas na revista.

Se as descobertas forem suficientes para fazer os tutores de cães estressados se sentirem culpados, Roth tem algumas palavras de conforto. “A maioria dos tutores de cães sabe que seus companheiros caninos recebem muitos sinais deles, mesmo os não intencionais, mas ainda é benéfico estar juntos”, disse ela.

Enquanto o estudo afirma ser a primeira evidência de diferentes espécies sincronizando seus níveis de estresse a longo prazo, o contágio de estresse de curto prazo já foi identificado em membros da mesma espécie anteriormente.

Em 2016, James Burkett, da Universidade Emory, em Atlanta, mostrou que os ratos-da-pradaria, ou ratos-do-prado, monogâmicos reagiriam a um parceiro estressado aumentando seus próprios níveis de estresse e cuidando mais deles.

Burkett, que não esteve envolvido no estudo mais recente, disse que o trabalho foi adicionado a um crescente corpo de pesquisas mostrando que os cães são empáticos aos seus tutores.

“Os cães são afetados pelo sofrimento de seus companheiros humanos e respondem com comportamentos consoladores”, disse ele. “Agora sabemos que os cães também são afetados pelas personalidades e níveis de estresse de seus tutores. Embora isso possa ser senso comum para os tutores de cães, a pesquisa empírica ainda está atualizando nossas intuições sobre a empatia animal ”.

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Atitudes de tutores pioram a ansiedade de separação em cães

A forma como os animais  são tratados mudou muito nos últimos anos – hoje eles são vistos como verdadeiros membros da família, usam roupinhas, ganham muitos mimos e alguns até andam de carrinho na rua, como se fossem bebês. Não há problema nenhum em dar carinho para o animal, mas esse tratamento excessivo pode causar problemas comportamentais como a ansiedade de separação.

Casos de cachorros que latem alto, choram muito, uivam e destroem vários objetos quando estão sozinhos em casa são muito comuns. O que poucos tutores se atentam é que esses são os principais sintomas da ansiedade de separação, ou seja, esses problemas podem ser corrigidos pela mudança no tratamento que o animal recebe no dia a dia.

Foto: shutterstock

“A ansiedade é causada por tutores que superprotegem, que excedem o carinho. O cachorro acaba se acostumando com isso e não quer ficar sozinho de jeito nenhum”, explica Cleber Santos, especialista em comportamento animal e proprietário da ComportPet. “Na maioria dos casos, o animal é tão mimado que está sempre no colo ou dentro do carrinho e não gasta energia, não é estimulado. A mente vazia também contribui para esse problema”, acrescenta.

Dessa forma, o tutor que sofre reclamações dos vizinhos ou sempre encontra uma bagunça diferente quando chega em casa precisa repensar a forma como o cão está sendo tratado. De acordo com Cleber Santos, alguns dos principais erros cometidos são:

Momento em que o cão é adotado

Ter um novo animal requer planejamento, já que o cão  necessita de cuidados e atenção. O problema é que o momento escolhido para levar o novo animal para casa pode não ser o ideal.

“O período de adaptação do cachorro ser durante as férias do tutor é um grande erro. O tutor fica 30 dias com o animal, que aprende que é normal ter gente em casa o dia inteiro, mas aí a rotina volta ao normal, o tutor volta a trabalhar e o animal fica sozinho durante um período do dia. Essa mudança é muito brusca e o animal pode acabar desenvolvendo ansiedade por separação”, explica Cleber.

Assim, o novo cachorro deve ser inserido diretamente na rotina normal da casa, para se acostumar desde o início.

“Fazer festa” quando chega em casa

Cleber conta que “é muito comum as pessoas chegarem em casa e encherem o cachorro de carinho e atenção enquanto ele está agitado e latindo. Isso prejudica e piora a ansiedade porque é uma recompensa para o cão, por um comportamento que não é saudável ele ter”.

O ideal é esperar o cachorro se acalmar, para só então fazer carinho e dar atenção.

Se despedir do cachorro quando vai sair de casa

Outro comportamento dos tutores que influencia para os problemas comportamentais do animal é se despedir quando sai de casa . “Falar ‘eu vou trabalhar e já volto, me espera’ deixa o cachorro ansioso”, conta Cleber.

Isso acontece porque o ato de falar com o animal faz com que ele crie uma expectativa de sair para passear ou ganhar um petisco, por exemplo. Mas o que realmente acontece é que o tutor sai e deixa o cão sozinho, assim o cão precisa encontrar alguma forma de gastar a energia que foi criada.

O especialista em comportamento animal indica o uso de brinquedos educativos nesse momento. “Pouco antes de sair coloque a ração do cão em um Kong e não se despeça. O animal estará entretido com a brincadeira e só perceberá a ausência do tutor após 10, 15 minutos. Isso impede que ele sofra com o momento da saída.”

Não impor regras ao animal

Um comportamento comum dos donos que mimam muito o animal é a falta de imposição de regras. Muitos acham lindo tudo que o cão faz e não colocam um limite para nada. Porém, exercitar o raciocínio do cão é muito importante porque a ansiedade também “é causada por uma mente vazia”. Assim, “quanto mais atividade mental, menor é a chance de o cachorro desenvolver o problema”.

Como resolver o problema?

Os tutores devem se preocupar em suprir necessidades, como a convivência com outros animais e o gasto de energia com atividades físicas e mentais. Isso vai ajudar na redução da ansiedade do animal.

Para aqueles que não têm muito tempo, duas opções disponíveis no mercado podem ajudar. A primeira delas é o serviço de dog walker, uma pessoa que vai passear com o cachorro todos os dias. “Além de garantir o gasto de energia, o cão vai se acostumar a conviver com outras pessoas que não o tutor e a passear ao lado de outros animais. O ideal são dois ou três passeios por dia com uma média de 30 minutos para cachorros de pequeno porte e uma hora para os de grande por passeio”, afirma Cleber.

A segunda opção disponível para melhorar a ansiedade de separação é a creche, onde o animal pode passar o período do dia que ficaria sozinho em casa. “O ambiente é mais descontraído e permite a convivência com outras pessoas e animais, o que ensina ao cão a saber dividir um brinquedo, por exemplo. O indicado são duas vezes por semana para cães de pequeno porte e de três a quatro vezes para os de grande porte.”

Fonte: Canal do Pet


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A companhia de um cão ajuda a fazer novos amigos, diz estudo

Foto: Bored Panda/ Reprodução

Foto: Bored Panda/ Reprodução

Quase metade dos tutores de cães fizeram amigos enquanto caminham com seus peludos, sugere um novo estudo.

Pesquisas envolvendo 2 mil pessoas que dividem suas vidas e seus lares com cães domésticos descobriram que esses tutores encontraram uma média de quatro novas pessoas através de seu companheiro animal enquanto passeavam ou treinavam seus amigos caninos.

Isso levou os próprios cães a ter uma vasta vida social, com 60% dos tutores reconhecendo que seu animal doméstico tem “amigos cachorros”.

A média de cada cão esta em torno de três amigos caninos, com mais de um quarto dos animais que fizeram pate da pesquisa até tendo um “companheiro de caminhada”, muitas vezes saindo com o mesmo cachorro e tutor em turma.

Sendo que oito em cada 10 tutores afirmando que é “importante” para os cães terem amigos que eles vêem regularmente e uma vida social. Assim como no caso dos cães pesquisados, três em cada 10 cães também têm outros companheiros animais de outras espécies, a maioria dos quais são gatos.

Foto: Bored Panda/ Reprodução

Foto: Bored Panda/ Reprodução

E alguns dos entrevistados disseram que seu animal doméstico é amigo de um cavalo e um coelho.

O estudo foi encomendado pelo canal de TV infantil Boomerang para lançar seu novo programa Mighty Mike em 1º de maio. Nick Jones, MA Dog Behaviourist disse: “Cães que se misturam socialmente bem juntos podem formar laços fortes e aprender uma variedade de habilidades sociais entre si que os seres humanos podem achar difícil de detectar ou reconhecer.

Da mesma forma, os cães são o “quebra-gelo” perfeito para iniciar conversas com pessoas que você poderia passar sem perceber ou conhecer, além de comprovadamente trazerem inúmeros benefícios para a saúde ao longo do caminho, como melhorias na saúde mental e física, que a pesquisa também apontou.

O estudo também descobriu que 54% dos donos de cachorros acreditam que ter seu animal doméstico aumentou sua confiança, já que eles podem facilmente conversar com estranhos. Outras áreas de suas vidas que foram melhoradas incluem níveis de estresse, saúde e tempo passados ao ar livre.

Foto: Good Updates

Foto: Good Updates

Outros quatro em cada dez disseram que sua felicidade geral foi aumentada e um terço e admitiu organizar datas de brincadeira e eventos para eles e seus cães.

As vidas amorosas foram positivamente afetadas, já que uma em cada seis pessoas pesquisadas conhece alguém que conheceu sua outra metade por ter um cachorro.

Além disso, um quarto dos peludos é “amigo” de um cachorro em su própria casa.

Amor incondicional e incomparável

Alguns estudos revelam que, quando se trata de sentir empatia, muitos humanos preferem os cães a outras pessoas.
Sociólogos e antropólogos da Northeastern University e da University of Colorado ponderaram que quando há relatos de animais necessitados nas manchetes dos jornais, o nível de indignação é, às vezes, maior do que quando as tragédias afetam os humanos.

Os alunos sentiram mais empatia em relação aos cães do que aos humanos adultos. Segundo o estudo, “a idade faz diferença para a empatia em relação às vítimas humanas, mas não para as vítimas de cães.” O estudo também menciona uma instituição de caridade britânica que conduziu um experimento que consistia numa campanha de arrecadação de fundos, com duas versões do mesmo anúncio.

Foto: Good Updates

Foto: Good Updates

“Ambos continham um texto que dizia: ‘Você daria £ 5 para salvar Harrison de uma morte lenta e dolorosa?’ Uma versão trazia uma foto do verdadeiro Harrison Smith, um menino de oito anos diagnosticado com Duchenne (Distrofia Muscular). O outro apresentava uma foto de um cachorro”, diz o estudo.

Quando os anúncios foram veiculados, com links para doar para a instituição de caridade, o que mostrava o cachorro atraiu o dobro do número de cliques (230) em relação ao do menino (111).

“Pode ser que muitas pessoas avaliem cães como vulneráveis, independentemente de sua idade, quando comparados a humanos adultos. Em outras palavras, os cães, jovens ou adultos, são vistos como possuidores de muitas das mesmas qualidades associadas aos bebês humanos”, diz o estudo.

O psicoterapeuta Justin Lioi concorda. “Somos mais capazes de ter empatia com alguém que consideramos ter pouca culpa por suas circunstâncias”, disse Lioi. “Cães e bebês são a definição de ‘inocência’ e estamos mais propensos a correr para os apoiar”, completou.

A Dra. Kathrine McAleese, socióloga e psicoterapeuta sistêmica, tem clientes que trabalham extensivamente com cães. Ela disse que vê esse fenômeno regularmente. “As pessoas que se encaixam nos resultados deste estudo muitas vezes consideram os animais inocentes e humanos como não tendo a mesma pureza”, disse McAleese.

‘Afirmativa que gatos não se importam com tutores é mito’, diz veterinário

Os gatos são vítimas de preconceito. É comum que pessoas afirmem que eles não gostam dos tutores, o que reforça a antipatia da sociedade em relação a eles e dificulta a adoção. Disposto a por fim a essa ideia preconceituosa, o médico veterinário Renald Giovanni lembra o quão carinhosos e companheiros os gatos são.

Boris é um dos gatinhos do Tiago, que costuma criar felinos desde os cinco anos de idade — Foto: Tiago Fonseca/Arquivo pessoal

“A afirmativa que os gatos não se importam com os tutores é um mito porque, na verdade, quando as pessoas falam isso do gato é comparando ao comportamento dos cachorros. Temos que lembrar que os dois animais são espécies diferentes, com evoluções diferentes em relação ao convívio com o ser humano e características particulares”, explica o veterinário. As informações são do portal G1.

Segundo o especialista, os gatos têm hábitos de caça ao alimento, o que é feito de forma solitária, são independentes, autônomos e mais autossuficientes. Isso, no entanto, não quer dizer que eles dispensem o convívio humano. Pelo contrário, os gatos amam os tutores da mesma forma que os cães, mas demonstram esse sentimento de maneira diferente.

O técnico em informática Lucas Fonseca Gomes sempre dizia que não gostava de gatos. O discurso dele mudou em 2011, quando ele acolheu uma gata que apareceu na casa dele. Abandonada e grávida, ela foi adotada por ele e teve quatro filhotes.

Depois da experiência de acolher uma gata com filhotinhos, Lucas se apaixonou pelos felinos — Foto: Lucas Fonseca/Arquivo pessoal

“Não gostava de gatos por falta de convívio. Nunca tinha criado um até que dei abrigo a uma gata que estava esperando filhotes. Acabei por cuidar deles quando nasceram. Eu percebi que são animais dóceis e fáceis de cuidar. Eles são muitos apegados a mim. Na hora de dormir, por exemplo, se não fechar a porta do quarto, minha cama enche de gato”, brinca.

Depois da primeira adoção, Lucas se apaixonou completamente por gatos e já chegou a tutelar 13 ao mesmo tempo. Atualmente, ele tem cerca de 10 gatos na casa onde vive, em Montes Claros (MG). Entre eles estão Severó, Rodolfinho, Kita e Piscainha.

Tiago ao lado do gato Pink — Foto: Tiago Fonseca/Arquivo pessoal

A história do músico Tiago Rodrigues Santos, de 28 anos, é diferente. Tutor dos gatos Pink, Loki e Boris, ele ama gatos desde a infância. Aos cinco anos, ele adotou o primeiro animal da espécie. A paixão dele pelos gatos é tamanha que contagiou o restante dos moradores da casa.

“Eles são bem mimados por todos da casa. Adoro gatos! Admiro demais a beleza, esperteza e autossuficiência deles”, conta.

Cachorro acompanha tutores em viagem de bicicleta pelo mundo

O casal Douglas e Michele decidiu colocar o pé na estrada e explorar o mundo de bicicleta na companhia do cachorro Bento. Eles saíram de Campinas, no interior de São Paulo, em 18 de fevereiro, e quase um mês depois chegaram à Maringá, no Paraná. O objetivo é passar por todos os países da América do Sul e, depois, ir ao Canadá.

Foto: Elvis Marçal

“De Maringá, a gente vai para Foz do Iguaçu, depois para o Paraguai e por um pedacinho da Argentina. Depois, voltamos para o Brasil, porque queremos explorar o Rio Grande do Sul e, passar por Gramado. Depois voltamos para o Uruguai”, explicou Michele. As informações são do portal RIC Mais.

A dupla conta que decidiu viajar de bicicleta para combater o estresse que vivia com a rotina diária. “Decidimos dar um novo rumo e tentar fazer algo que fizesse a gente voltar a se sentir vivo de novo. Está valendo muito a pena, mais do que a gente imaginava”, disse Michele.

Os planos feitos para enfrentar o desafio de viajar por vários países usando bicicletas sempre incluíram o cachorro que, segundo a família, jamais seria deixado para trás.

“Em nenhum momento pensamos em deixar o Bento ou entregar ele para alguém. Desde o início a gente imaginou que a viagem seria com ele”, reforçou Bento.

PL que permite entrada de animais em hospitais de Goiânia (GO) é aprovado

A Câmara Municipal de Goiânia, em Goiás, aprovou na quarta-feira (13) um projeto de lei, de autoria do vereador Romário Policarpo (PROS), que permite a entrada de animais domésticos em unidades de saúde do município para visitas a tutores internados.

Foto: Alexas_Fotos / Pixabay

“As pessoas tem demonstrando uma evolução com esse projeto, seja no quadro depressivo ou na auto-estima delas ao receber a visita do seu animal, principalmente quando relacionados a crianças e idosos”, explicou Policarpo. As informações são do portal Dia Online.

Um projeto semelhante, segundo o parlamentar, é aplicado por três alunos da Universidade Federal de Goiás (UFG) em Goiânia. “Ele tem mostrado resultados bem objetivos e bem singulares na melhora do paciente, pois a questão da auto-estima, da depressão e a vontade para voltar ao ambiente de convívio com seu animal”, disse.

O vereador explicou que o objetivo é que a prefeitura tenha uma regra específica para permitir a visitação de animais aos pacientes. A proposta prevê que a Câmara Municipal forneça autorização prévia editada e que as unidades de saúde usem das regras estabelecidas no regime interno para autorizar a presença de animais nos locais.

O projeto proíbe a entrada de animais nas áreas de quimioterapia, Unidade de Terapia Intensiva (UTI), farmácias e áreas de manipulação dos hospitais.

Aprovado em primeira votação pelo plenário e pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), o projeto segue para a Comissão de Saúde. Caso aprovado, volta para o plenário para segunda e última votação. Se for novamente aprovado pelos vereadores, a proposta segue para análise do prefeito Iris Rezende (MDB), que terá que decidir pela sanção ou pelo veto.