Nova York proíbe procedimento de extração de unhas de gatos

O procedimento de extração de unhas de gatos foi proibido em Nova York. Trata-se do primeiro estado americano a aplicar a proibição, que já existe em várias cidades dos Estados Unidos e também em outros países, inclusive no Brasil.

Foto: Pixabay

Desde 1987, quando o convênio europeu para proteção dos animais domésticos foi aprovado pelo Conselho Europeu, a retirada de garras e dentes dos animais foi proibida em 24 países do velho continente.

Durante a cirurgia, a primeira falange dos dedos dos gatos é amputada para que as garras sejam retiradas. O procedimento costuma ser feito por tutores que, de maneira cruel, querem impedir que os gatos usem as unhas para, por exemplo, arranhar móveis. As informações são da agência AFP.

Em Nova York, a medida foi aprovada pelo Parlamento em junho e ratificada pelo governador do estado, Andrew Cuomo, nesta segunda-feira (22).

“É uma operação cruel e dolorosa, que pode provocar problemas físicos e de comportamento em animais indefesos”, afirmou o governador. “Ao proibir esta prática arcaica, nos asseguramos de que os animais não serão mais submetidos a estas intervenções desumanas e desnecessárias”, acrescentou.

A lei autoriza que as garras dos gatos sejam retiradas apenas por razões de saúde. A Sociedade Veterinária de Nova York, no entanto, se opôs à medida durante sua revisão sob o argumento de que extirpar as unhas desses animais é um procedimento justificado em determinadas condições.

A ONG internacional de defesa animal PETA comemorou a decisão do governador de ratificar a nova norma. “Vitória!”, escreveu a entidade no Twitter.

De acordo com dados da Associação Americana de Veterinária, colhidos entre 2017 e 2018, 25% dos lares têm um gato nos Estados Unidos, o que corresponderia a mais de 30 milhões de animais.


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Sapatos para cães podem gerar doenças e feridas, explica veterinária

Os animais sentem frio e isso não é segredo. Muitos tutores optam por colocar roupinhas nos cães e gatos para esquentá-los, o que pode ser uma ótima escolha no inverno. Mas e o sapato para cachorro? O uso de calçados nos animais está cada vez mais popular, e para explicar em quais casos eles realmente devem ser usados, a veterinária e diretora clínica Grupo Vet Popular, Caroline Mouco Moretti, explica algumas questões.

Foto: shutterstock

“Não vejo necessidade alguma no uso de sapatos em animais, além de considerar esse uso prejudicial aos animais”, conta Caroline. A veterinária explica que se o tutor realmente fizer questão, a recomendação é de que o item não seja usado com frequência. “E assim que retirar o sapato do animal, faça a higienização dele”, completa.

Os principais motivos para os tutores quererem usar sapatos são: manter a higiene ou proteger as patinhas do calor nos tempos mais quentes. “Se o uso do sapatinho estiver atrelado a manter a higiene após passeios na rua, podemos resolver isso facilmente com o uso de lenços umedecidos próprios para animais assim que o animal retornar a sua casa; mas se o intuito é proteger as patinhas do calor, basta evitar passeios em horários de maior incidência solar”, diz.

O calçado não protege o coxim (as “almofadinhas” nas patas dos cães) e pode até prejudicá-lo. “O coxim está preparado fisiologicamente para amortecer o caminhar do animal e fazer a troca de calor, por isso, ao usar sapato a pata do animal continuará fazendo essa troca, mas desta vez, o calor ficará preso no sapato”, revela. E se o calor ficar preso, isso pode ajudar na proliferação de fungos e outras doenças.

Outro problema são as unhas, que precisam ser desgastadas. “Com a unha não desgastada, o animal acabará machucando essa região”, explica Caroline. E esses machucados vão desde leves incômodos até cortes profundos. “E qualquer tratamento nesta região é muito complicado, uma vez que a área está sempre em contato com o solo e o animal costuma lamber qualquer medicamento colocado ali”, completa a veterinária.

Por fim, Carolina explica então que o uso de sapatos em cachorros deve ser feito em apenas uma ocasião: o tipo de terreno que ele for pisar. “Terrenos rochosos, com pedregulhos, vidro e outras situações semelhantes, e sempre usado com moderação.”

Fonte: Canal do Pet


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Porquinha resgatada ganha seu primeiro cobertor e não se separa mais dele

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Anna, uma porquinha de 11 anos – havia sido comprada como animal doméstico por uma família quando era bebê e depois deixada para trás quando a mesma família se mudou – ela foi encontrada em uma propriedade abandonada em Ontário, Canadá, em um estado lastimável.

“As pessoas com quem ela vivia colocaram a casa em um leilão online”, disse Carla Reilly Moore, fundadora do Santuário de Fazendas Happy Tails em Kingston, Ontário, ao The Dodo. “Eles não levaram Anna e não disseram a ninguém que havia um animal na propriedade. Quando o novo dono foi para a propriedade, mais de duas semanas já haviam se passado”.

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Por mais de duas semanas, a porquinha já negligenciada ficou sem comida ou água até que funcionários de uma empresa de sucata, enviada para limpar a propriedade, encontraram Anna encolhida e assustada em um galpão abandonado.

“Eles entraram em contato com o ONG de resgate OSPCA, mas eles não vieram por mais de três dias”, disse Moore. “Enquanto isso, o funcionário da empresa de sucata e sua namorada deram comida e água a Anna. A OSPCA disse que, se eles não tivessem feito isso, Anna teria morrido na primeira noite, de tão próxima da morte que a porquinha estava”.

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Quando Anna chegou ao santuário, ela ainda estava com medo e com dor. Os cascos das patas da porquinha estavam tão crescidos que ela não conseguia ficar de pé sem gritar. Era difícil imaginar que ela alguma vez deixaria alguém se aproximar dela novamente.

Mas Anna surpreendeu a todos. Desde que foi acolhida pelo santuário recebeu amor e conforto, Anna melhorou, física e emocionalmente.

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

“Acontece que Anna adora ser mimada”, disse Moore. “Eu sento com ela pelo menos duas vezes por dia e falo com ela e canto para ela. Ela realmente gosta da música ‘You Are My Sunshine!'”

A porquinha também está inspirando os outros. “Anna tocou a vida de tantas pessoas, e uma dessas pessoas é Jeni”, disse Moore. Jeni vinha acompanhando o progresso de Anna e estava tão inspirada pela resistência da porca que decidiu fazer algo especial e exclusivo para ela.

“Ela tricotou um cobertor feito à mão. Enrolou-o e colocou uma bela nota dizendo que era do Papai Noel”, disse Moore. “Anna adorou o presente! Ela adora se aconchegar sob seu cobertor em seu cantinho, sob seu novíssimo aquecedor radiante, e que cantem e acariciem ela”.

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Anna também está se abrindo para outros porcos no santuário. “Ontem à noite, quando fui ver as duas outras porquinhas mais velhas, elas estavam em sua barraca com ela”, disse Moore. “Ela está começando a fazer amigos e já fica mais confortável saindo para a área principal do celeiro.”

Mas há algo um pouco agridoce sobre todo esse progresso positivo. “Ver ela gostar do amor que está recebendo é uma faca de dois gumes. É difícil imaginar o que ela deve ter sentido ao ser negligenciada por 11 anos sem amor”, acrescentou Moore.

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Ainda assim, Anna parece feliz em olhar para frente, em vez de para trás.

“Agora ela grunhe alegremente quando me viu”, disse Moore. “Depois da refeição ela se acostumou a se aconchegar ao meu lado enquanto eu a esfrego e coço atrás das orelhas dela e canto para ela. Ela é um verdadeiro testemunho de resiliência, e todo dia me mostra que não importa o quão difícil as coisas possam ser, tudo pode ser superado com um pouco de tempo e amor”.

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Gato sobreviveu com olhos perfurados, abdômen aberto, unhas e dentes arrancados

Foto: Divulgação

Em função de tudo que passou recentemente ele recebeu o nome de Vitório, mas na verdade esse gatinho é um verdadeiro milagre! Com apenas dois anos de idade, infelizmente ilustra muito bem o “Abril Laranja”, mês da Prevenção da Crueldade Contra Animais em todo o mundo – uma campanha criada pela Sociedade Americana para a Prevenção da Crueldade Contra Animais (ASPCA).

Vitório foi resgatado há 20 dias em uma rua de SP e levado para o IAPA -Instituto Amor em Patas. No Hospital Vetmétodo, parceiro da ONG, nove profissionais precisaram unir esforços para salvar a vida dele. Cego, com unhas e dentes arrancados e rabo quebrado, Vitório tinha ainda um corte profundo no abdômen. Acompanhem o impressionante relato da veterinária Jaqueline Neratika Negrette Garcia, que contou com a ajuda dos clínicos Karinne Christine Faro dos Santos e Bruno Rigobello:

Foto: Divulgação

“Ao realizar o primeiro atendimento notei ausência dos globos oculares, de algumas garras e dentes, e uma cicatriz no abdômen (sem sinais de pontos de sutura). No abdômen, não havia musculatura. Não sei dizer o que foi que aconteceu ali, sei que não tinha músculos para fechar adequadamente o abdômen, segurando os órgãos no lugar e, por isso, todos desceram e ficaram presos apenas por um saco de pele. A bexiga também estava fora do lugar e ele não conseguia urinar sozinho”.

“Realizamos manejo clínico pré-operatório com soro, medicações contra dor e antibióticos. Após alguns dias foi possível a intervenção cirúrgica para limpeza e fechamento das pálpebras. Na cirurgia, notei que os olhos estavam lá ainda, mas ambos estavam perfurados e por isso afundaram dando o aspecto de terem sido arrancados. Ambos não tiveram possibilidade de melhora e tiveram de ser retirados. Foi preciso uso de uma tela de malha cirúrgica para reconstituir a parede abdominal dele”.

Foto: Divulgação

A veterinária explicou ainda que as mutilações e perfuração dos olhos não eram muito recentes, o que leva a crer que Vitório foi sendo torturado aos poucos e por gente com algum conhecimento médico ou veterinário: “Eu acho que existe a possibilidade de quem o abriu, saber sim o que estava fazendo. Não havia nenhum órgão danificado. Havia uma cicatriz de corte na região justamente onde incisamos para cirurgias abdominais. O que me chamou a atenção, na verdade, foi o abdômen pois a cicatriz era perfeita. Sou formada há 9 anos, já peguei tudo que é tipo de maus-tratos, mas esse gatinho me chocou”.

A situação de Vitório se assemelha a de uma vítima de psicopata que talvez o tenha mantido como cobaia por algum tempo, fazendo as mutilações em etapas. Pode ser isso ou não. O que importa não é a motivação, mas que se trata de crime com requintes de crueldade contra um animal e previsto no artigo 32 da Lei Federal 9.605 de crimes ambientais.

Foto: Divulgação

Vitório tem se recuperado muito bem. Come, urina sozinho e já foi adotado. É um gatinho manso. Um sobrevivente de torturas e de sofrimentos impossíveis de calcular. Vários estudos internacionais comprovam que psicopatas começam matando animais antes de migrarem para vítimas humanas. Alguns escolhem profissões como de médico, enfermeiro e veterinário para justificarem suas atrocidades.

Quem decepou Vitório dessa maneira não era leigo em medicina e muito menos principiante em atrocidades. Vitório pode não ter sido a primeira vítima dele e certamente não será a última porque os psicopatas nunca param. Ele não tem a inocência de um deficiente mental e nem é uma pessoa normal. Está na fronteira entre uma coisa e outra guiado pelo prazer de fazer sofrer.

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Lamentavelmente, esse tipo de criminoso, quando descoberto, raramente é preso porque as autoridades ainda não reconhecem nele um promissor assassino de pessoas indefesas.

Ainda assim, as denúncias de maus-tratos contra animais são necessárias nas delegacias comuns e de defesa animal. Denúncias podem salvar vidas. E resgates também. Vitório só nasceu de novo há 20 dias porque alguém viu o estado dele e não o ignorou.

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*Fátima ChuEcco é jornalista ambientalista e atuante na causa animal