Vaca grávida salta de caminhão em movimento para salvar seu filhote

A vaca Brianna se joga de caminhão em movimento | Foto: One Green Planet

A vaca Brianna se joga de caminhão em movimento | Foto: One Green Planet

Uma mãe sempre fará de tudo para proteger seu filho, mesmo que isso signifique enfrentar as piores, mais cruéis e desumanas condições imagináveis. Assim como os humanos, mães de outras espécies são levadas a fazer coisas inacreditáveis para garantir que seus filhos tenham um futuro melhor. Ou algum futuro que seja, como no caso de Brianna.

As vacas, especialmente, são mães incrivelmente carinhosas e dedicadas, que formam laços intensamente fortes com seus filhos e muitas vezes choram por dias depois de serem separadas deles.

Infelizmente, as vacas ou bois do sexo feminino são forçadas a suportar uma vida de impregnação e gravidez perpétua, uma dolorosa máquina de ordenha presas a seus peitos e a ter os bebês que amam e, muitas vezes recém nascidos, arrancados de seus cuidados e mandados para as indústrias de vitela.

Mas o amor de uma mãe é um sentimento poderoso, e a vaca Brianna provou o quão forte ele pode ser ao arriscar sua vida por seu filho.

Briana estava grávida e a caminho do matadouro. Os exploradores que desejavam a carne de seu corpo – que agora controlava sua vida – não sabiam ou não se importavam com sua condição quando a enviaram por uma longa estrada, em uma viagem onde no final, ela e seu bebê encontrariam uma morte violenta.

Não satisfeita e em uma atitude de revolta em aceitar seu destino, a vaca que pesa cerca de 100 quilos pulou do caminhão de transporte de animais no qual ela estava, no meio da rodovia Rota 80 de Nova Jersey (EUA), na última quinta-feira e saltando às cegas do veículo em movimento.

Briana sobreviveu ao ato e foi resgatada ao lado da estrada por equipes da polícia estadual da região. Ela foi então transferida para o Skylands Animal Sanctuary e Rescue, onde deu à luz ao seu filho um bezerro lindo chamado Winter, no sábado.

A história de Briana além de inspiradora nos mostra como esses animais sencientes entendem perfeitamente o mundo ao seu redor, compreendendo inclusive que são destinados a morte ao verem seus companheiros cativeiro saírem para nunca mais voltarem.

Foto: One Green Planet

Foto: One Green Planet

Capazes de amor, sacrifício e atitudes extremas e corajosas uns pelos outros, os animais padecem sob o jugo de uma humanidade irresponsável e cruel que acredita ignorantemente ser superior aos animais e ter o direito de usá-los como se fossem produtos descartáveis.

Apesar de milhões de bois e vacas ainda viverem uma vida de medo e dor para o prazer e o lucro humano, o vínculo entre mãe e filho tem o poder de prevalecer a tudo. Quanto a Briana e Winter, eles estão felizes, seguros e, o mais importante: juntos.

Boi reconhece mulher que o salvou seis anos após o resgate

Peanut e Alicia | Foto: Farmsantuary.org

Peanut e Alicia | Foto: Farmsantuary.org

Quando bezerros machos nascem na indústria de laticínios, eles são considerados um “desperdício” porque não podem produzir leite, então estes animais são imediatamente enviados para a indústria de vitela (carne de novilhos) apenas momentos após o nascimento. Os filhotes são colocados em caixas, isolados de suas mães e privados de todos os cuidados que início da vida requer.

A indústria da carne de vitela é essencialmente cruel, mas felizmente para dois novilhos que estavam destinados a serem mortos na mais tenra idade por sua carne, seu destino sombrio mudou para algo bem melhor.

Peanut e Alicia | Foto: Farmsantuary.org

Peanut e Alicia | Foto: Farmsantuary.org

Seis anos atrás, quando o Peanut (Amendoim) e o Cocoa (Cacau) tinham menos de uma semana, eles foram resgatados da indústria da carne de vitela. Durante os primeiros anos de suas vidas, eles moraram no abrigo do Santuário Fazenda Southern California Shelter da Farm Sanctuary.

Uma de suas voluntárias e membro da equipe de resgate e agora administradora do abrigo, Alicia, visitava a dupla com frequência e a amizade entre Alicia e Peanut florescia cada dia mais.

Quando Peanut e Cocoa eram bezerros, Alicia ajudava a dar mamadeira para eles de vez em quando. Cocoa é um pouco mais reservado, mas Peanut foi muito aberto sobre o seu amor descarado por Alicia.

Peanut e Cocoa | Foto: Farmsantuary.org

Peanut e Cocoa | Foto: Farmsantuary.org

Quando tinham dois anos de idade, Peanut e Cocoa mudaram-se para o Abrigo do Norte da Califórnia do Farm Sanctuary, onde puderam desfrutar de mais espaço.

Mas não pense que o Peanut esqueceu de Alicia. Embora eles não se vejam com tanta frequência, quando Alicia visita algumas vezes por ano, Peanut vem correndo quando ela chama – reconhecendo-a instantaneamente.

Os bois e vacas são como gatos e cachorros. Eles anseiam por carinho e gostam de construir laços e relacionamentos com os outros – não importa a espécie.

Infelizmente, como vacas e outros animais de fazenda são tipicamente considerados “alimentos”, eles são tratados como mercadorias e não como indivíduos. A maioria nunca consegue experimentar os laços profundos de família ou amizade.

Peanut e Cocoa comendo | Foto: Farmsantuary.org

Peanut e Cocoa comendo | Foto: Farmsantuary.org

Ao contrário disso, esses animais estão sujeitos a uma vida cheia de medo, estresse e tristeza – sendo privados de sua liberdade, do convívio de seus filhos e muitas vezes explorados até sua morte.

Ao trazer o assunto à pauta, divulgando e transmitido essas informações com pessoas no convívio social, podemos despertar ou aumentar a conscientização dos demais para que eles também possam entender como os animais são afetuosos e inteligentes. Esta é uma forma de ajudar muitos animais indefesos e vítimas da ganância humana.

Aprender mais sobre o assunto, lendo e visitando um dos muitos santuários de animais onde as vacas, boi, porcos, frango se outros conseguem viver em paz também são formas de compreender melhor a realidade desses seres sencientes.

Felicidade explícita

Outro exemplo registrado dos sentimentos e emoções desses animais especiais é este bezerro, Bandit que literalmente dança de felicidade ao ser libertado, como pode ser vista no vídeo abaixo.

As imagens falam muito mais à nossa consciência que apenas a teoria e a alegria de Bandit expressa em seus movimentos, saltos, corridas, roladas no chão e lambidas ao seu salvador são incontestavelmente comoventes.

Depois de viver ser amarrado em um estábulo com baias de proporções mínimas durante a maior parte de sua vida, Bandit realiza sua dança em celebração da liberdade mostrando sua gratidão aos seus salvadores do Gut Aiderbichl Sanctuary (lar de 500 animais incluindo vacas, touros e bezerros resgatados).

Presenciar e atestar as emoções em animais é extremamente importante para uma melhor compreensão de suas necessidades e desejos. Como Bandit mostra, ele possui uma forte necessidade (e desejo) de correr livre, saltar, brincar, se jogar no chão e ter a chance de seguir seus próprios instintos naturais.

Gut Aiderbichl

Foto: Gut Aiderbichl

Ele era um dos milhões de animais destinados a vida cruel e limitada em uma fazenda industrial – mas este vídeo prova que, com expressões de sentimentos intensas e plenas como estas, ele nunca se acostumou em viver acorrentado.

Bandit expressa claramente a felicidade em estar livre e assistir a imagens como estas despertam a necessidade de compaixão por estes seres sencientes obrigados a viver em um ciclo de sofrimento sem fim terminando com a morte ao final.

Ao se recusar a alimentar-se de carne e adotar uma dieta vegana estamos nos recusando a contribuir para que animais como Bandit continuem sendo explorados pela indústria da carne.

Vaca literalmente dança de felicidade após ser libertada

A senciência animal é um fato comprovado e corroborado por cientistas e autoridades mundiais no assunto desde 2012 com a Convenção de Cambridge.

Isso quer dizer que os animais são capazes de sentir, amar, sofrer e compreender o mundo ao seu redor. Tudo.

Mas as imagens falam muito mais à nossa consciência que apenas a teoria e a alegria de Bandit expressa em seus movimentos, saltos, corridas, roladas no chão e lambidas ao seu salvador são incontestavelmente comoventes.

Depois de viver ser amarrado em um estábulo com baias de proporções mínimas durante a maior parte de sua vida, Bandit realiza sua dança em celebração da liberdade mostrando sua gratidão aos seus salvadores do Gut Aiderbichl Sanctuary (lar de 500 animais incluindo vacas, touros e bezerros resgatados).

Presenciar e atestar as emoções em animais é extremamente importante para uma melhor compreensão de suas necessidades e desejos. Como Bandit mostra, ele possui uma forte necessidade (e desejo) de correr livre, saltar, brincar, se jogar no chão e ter a chance de seguir seus próprios instintos naturais.

Ele era um dos milhões de animais destinados a vida cruel e limitada em uma fazenda industrial – mas este vídeo prova que, com expressões de sentimentos intensas e plenas como estas, ele nunca se acostumou em viver acorrentado.

Bandit expressa claramente a felicidade em estar livre e assistir a imagens como estas despertam a necessidade de compaixão por estes seres sencientes obrigados a viver em um ciclo de sofrimento sem fim terminando com a morte ao final.

Ao se recusar a alimentar-se de carne e adotar uma dieta vegana estamos nos recusando a contribuir para que animais como Bandit continuem sendo explorados pela indústria da carne.

Startup produz “leite idêntico” ao de vaca a partir de levedura e fermentação microbiana

O processo, segundo eles, cria todas as proteínas existentes no leite e garante o mesmo sabor e textura do leite de vaca (Foto: Divulgação)

A startup Perfect Day, fundada em San Francisco, nos Estados Unidos, por Ryan Pandya e Perumal Gandhi, está investindo na produção de um “leite idêntico” ao de vaca a partir de levedura e fermentação microbiana.

No início do ano passado, por meio da companhia de investimentos Temasek Holdings, de Singapura, a dupla arrecadou 24,7 milhões de dólares para investir no projeto.

O processo, segundo eles, cria todas as proteínas existentes no leite e garante o mesmo sabor e textura do leite de vaca, com a principal diferença de que não há nada de origem animal no processo produtivo.

A ideia do projeto surgiu a partir de um desejo pessoal de encontrar uma alternativa aos laticínios que faça com que até pessoas que são muito apegadas a esses alimentos abandonem tal consumo.

Pandya e Perumal, que se tornaram vegetarianos na faculdade, contam que assim que se informaram sobre as implicações do processo de produção de carne e laticínios decidiram abdicar desses alimentos de origem animal.

O leite desenvolvido e aperfeiçoado pela Perfect Day ao longo de quatro anos, ainda não está no mercado, mas eles adiantam que isso deve mudar em no máximo dois anos, já que a prioridade agora é “refinar o processo de produção”.

Atualmente, Ryan Pandya e Perumal Gandhi estão firmando parcerias com empresas de alimentos e apontam como diferencial o fato de o produto ser livre de hormônios, antibióticos, lactose, corantes e sabores artificiais.

Também enfatizam que o leite a partir de levedura e fermentação microbiana tem condições de competir com a indústria de laticínios em um futuro não muito distante, inclusive em relação a preços.

Especialistas preveem o desaparecimento da indústria de laticínios em 10 anos

Foto: FreeImages.com/ Peter Mazurek

Foto: FreeImages.com/ Peter Mazurek

Dados confirma que os consumidores estão ficando cansados dos laticínios. As vendas de leite tem apresentado uma queda contínua – dados recentes divulgados pela Dairy Farmers of America mostraram uma perda de 1,1 bilhão de dólares em receita para os resultados da indústria em 2018 – uma queda de 8% em reação a 2017.

O declínio é muito mais sistêmico e prejudicial para os produtores de leite nos EUA e no mundo todo – o consumo de leite atualmente representa apenas uma fração do que era no início dos anos 2000. De acordo com dados do USDA, as vendas de leite diminuíram 22% entre 2000 e 2016. Esses números caíram significativamente desde as décadas de 1970 e 1980.

O declínio da indústria de leite

“Na época em que a famosa campanha publicitária “Got Milk” (Tome Leite, na tradução livre) chegou as massas e as páginas das revistas, as vendas de leite já estavam em declínio”, relata o The Salt, da NPR.

E apesar da áurea de saúde que cercava o leite, especialmente para crianças – um mito que ainda hoje permeia os sistemas escolares do país e do mundo – na década de 1970, as pesquisas já começavam a apontar para os riscos à saúde ligados ao consumo de laticínios.

Quase 75% dos negros americanos são intolerantes à lactose, e a universidade de Harvard cita os produtos lácteos como a fonte número um de gordura saturada. Altos níveis de gordura saturada podem levar a sérios problemas de saúde, incluindo doenças cardíacas e diabetes.

Foto: Jo Anne McArthur

Foto: Jo Anne McArthur

“O leite é o alimento perfeito para os bezerros”, diz Marion Nestle, professora de nutrição, estudos sobre alimentação e saúde pública na Universidade de Nova York e autora de “Food Politics”, à NPR. “Não há dúvida sobre isso. Mas para os humanos, pode realmente não ser. E pode não ser sequer necessário, há muitas evidências de que o consumo de leite não é necessário à alimentação humana”.

As vendas de laticínios continuam em declínio conforme os consumidores optam pelo leite vegano

E a indústria de laticínios está sentindo a pressão.

Em uma recente conferência em Glasgow, especialistas discutiram o crescente interesse do público em produtos lácteos – optando por alternativas veganas em vez do leite tradicional. OS estudiosos alertaram que, se a mensagem atual contra os produtos lácteos persistir, a indústria poderá deixar de existir na próxima década.

A consultora de sustentabilidade da pecuária, Dra. Judith Capper, afirmou que, apesar dos veganos representarem apenas uma pequena percentagem da população, eles ainda têm uma voz ativa e alta que é ouvida pelas massas.

Foto: Jo Anne McArthur

Foto: Jo Anne McArthur

“Há uma necessidade de desmistificação no setor de produtos lácteos. Se os consumidores não comprarem nossos produtos – leite, creme, manteiga, queijo etc. – não teremos uma indústria de lácteos em cinco a dez anos ”, disse Capper.

Apesar da crença de Capper de que a indústria de laticínios precisa romper com os mitos, a verdade é que muitas pessoas estão optando por abandonar os laticínios por razões de saúde, a maioria das quais apoiadas por pesquisas científicas confiáveis e especialistas que se apoiam em evidências fortes.

Vendas de produtos “livres de leite” disparam

Os consumidores podem estar reduzindo seu consumo de leite de vaca, mas não estão renunciando ao laticínios completamente. Eles estão comprando opções de latínios “livres-de-leite” (dairy-free, no termo original) em massa e quantidade. Enquanto as vendas de leite caem, o mercado de leite vegano está crescendo – as vendas subiram 9% em 2018 e devem ultrapassar 34 bilhões de dólares até 2024.

Foto: Livekindly/Reprodução

Foto: Livekindly/Reprodução

Opções líquidas “livres-de-leite” dominam a categoria vegan, mas outras categorias estão crescendo e alcançando as primeiras rapidamente. Sorvetes sem leite estão em alta, com marcas como Magnum, Ben & Jerry’s e Halo Top lançando e expandindo suas ofertas. A IKEA lançou recentemente um sorvete de morango vegano.

O queijo vegano foi uma das tendências mais fortes e celebradas da recente Natural Products Expo em Anaheim, na Califórnia (EUA), a maior feira da indústria de alimentos naturais no país. Marcas como a Miyoko’s estão provando que os queijos sem leite de vaca podem ser feitos da mesma maneira que os queijos tradicionais – fermentando e envelhecendo o leite feito de nozes, sementes ou feijões.

 

“Não é sua mãe? Não é seu leite!”, diz outdoor da PETA

Foto: PETA

Mais uma vez a PETA tenta para chamar a atenção das pessoas para o sofrimento das vacas em fazendas leiteiras.

O outdoor mostrará uma vaca e seu bezerro ao lado das frases: “Não é sua mãe? Não é seu leite! Escolha vegana”. O local escolhido para a exibição do alerta é o cruzamento da Highway 43 com a Pond Road, em Bakersfield, onde um caminhão que transportava cerca de 30 vacas ficou preso nos trilhos da ferrovia foi atingido por um trem.

“É difícil imaginar o terror e a dor que essas vacas presas sentiram com um vagão de trem passando dentro delas”, disse Tracy Reiman, vice-presidente executivo da PETA.

“A PETA espera homenageá-las com um outdoor lembrando que a melhor maneira de evitar que vacas sofram na indústria de laticínios é se tornar vegano”.

“Na indústria de laticínios de hoje as vacas são mantidas quase constantemente grávidas para maximizar a produção de leite. Os bezerros são retirados de suas mães em poucas horas ou dias de nascimento para que seu leite seja consumido por humanos”, acrescentou a ONG. As informações são do Plant Based News.

“Os bezerros machos são normalmente enviados para serem abatidos para a indústria vitícola, enquanto as fêmeas têm o mesmo destino de suas mães: serão constantemente inseminadas até que a produção de leite diminua. Quando isso acontecer, irão para um matadouro.”

Cão faz amizade com vaca e desenvolve depressão ao ser separado dela

Um cachorro e uma vaca criaram um forte vínculo de amizade quando passaram a viver juntos em uma fazenda. Rookie, como é chamado o cão, corria e brincava na maior parte do dia e também se divertia com os tutores. Nos outros momentos, estava ao lado da vaca e já foi flagrado, inclusive, dormindo em cima das costas dela. A grande amiga dele, no entanto, foi vendida. E a dolorosa separação dos dois levou o cachorro a desenvolver depressão.

Foto: Reprodução / YouTube

A família não estava conseguindo arcar com as despesas da vaca e, por isso, decidiu vendê-la. O que ninguém imaginava era que Rookie sofreria tanto ao ficar distante da companheira. Assim que a vaca foi levada da fazenda, o cachorro começou a uivar e latir. As informações são do portal APost.

Passados alguns dias, Rookie ouviu os mugidos da vaca vindos de algum local próximo e saiu correndo, à procura da amiga. O tutor do cachorro tentou impedi-lo, mas não foi possível. Seguindo o barulho, o cão encontrou a vaca amarrada em um estábulo. Ele pulou e lambeu o rosto dela, feliz pelo reencontro que, no entanto, durou pouco.

Foto: Reprodução / YouTube

Levado de volta para casa, Rookie piorou. A depressão tomou conta do animal, que até parou de comer, preocupando o tutor. Diariamente, o cachorro andava pelo lugar onde a vaca ficava na fazenda, tentando encontrá-la. O sofrimento dele comoveu o tutor, que decidiu se sacrificar para comprar a vaca e trazê-la para perto do cão. Surpreendido por um mugido familiar, Rookie reencontrou a vaca, desta vez para nunca mais se separar.

Vaca baleada em fuga de matadouro enfrenta policiais e tiros para tentar escapar da morte

Foto: Reprodução / Shutterstock

Foto: Reprodução / Shutterstock

Numa tentativa de escapar da morte certa em um matadouro de Kansas City (EUA), uma vaca em fuga enfrentou os tiros que os policiais disparavam em sua direção, e continuou sua escapada desesperada por 1,7 km enquanto seus perseguidores seguiam em seu encalço.

O animal acabou indo parar nos trilhos do trem e quando um policial se aproximou para tentar retirá-la do local, ela avançou para ele, o que ele alega que o teria “obrigado” a atirar nela em “defesa própria”. O policial não se feriu em nenhum momento.

O departamento de segurança pública de Valley Center postou no Facebook que respondeu ao estranho chamado de um animal desgovernado em fuga, na quinta feira última, e enviou oficiais para cuidar do caso.

A obstinação do animal era tão grande que nem os tiros dos policiais foram capazes de detê-la, e a vaca permaneceu em fuga pelos campos próximos ao local do ocorrido alcançando a distância de quase dois km.

Atingida por uma das balas e encurralada pelos policiais a vaca foi recapturada e devolvida ao matadouro Richards Cold Storage pelos policiais.

Matadouro de onde a vaca fugiu e para onde foi devolvida após ser capturada | Foto: Google

Matadouro de onde a vaca fugiu e para onde foi devolvida após ser capturada | Foto: Google

Brook Volkman, do matadouro, informou que o tiro foi de raspão e isso não teria prejudicado a comercialização da carne do animal.

Esta colocação flagra de forma clara e irrefutável a visão que alguns seres humanos compartilham de que os animais são produto de consumo, uma matéria prima ou comodite. E não vidas.

Àqueles que recorrem à desculpa de que os animais não tem sentimentos ou consciência do que ocorre com eles, para se justificar pela ingestão de carne e pelas mortes contínuas, o exemplo da vaca que arrisca tudo, até a própria vida, para escapar ao matadouro, mostra que ela sabia muito bem o destino que a esperava.

Vaca é resgatada após ficar 5 dias presa à lama em Brumadinho (MG)

Uma vaca que estava presa à lama em Brumadinho (MG) desde o rompimento de uma barragem da Vale, há cinco dias, foi resgatada com vida na terça-feira (29) e levada para uma área de pasto.

Foto: Reprodução/TV Globo

Durante o resgate do animal, um voluntário localizou um segundo ônibus soterrado. Enquanto os bombeiros retiravam os corpos do veículo, a vaca ficou ao lado da equipe. Bastante nervosa, devido à condição em que vivia há dias, ela foi alimentava e recebeu água antes de ser salva. As informações são do portal G1.

Até a noite de terça-feira, o tutor do animal não foi identificado. No local, há um centro de triagem de animais.

Foto: Reprodução/TV Globo

Uma decisão judicial determinou que a Vale resgate e cuide dos animais atingidos pela lama. No entanto, além de funcionários da empresa, há também no local voluntários da proteção animal trabalhando nos resgates.

Quando as equipes ponderam que não é possível resgatar um animal, devido à condição em que ele se encontra, a opção utilizada é o sacrifício. Foi o que aconteceu com um boi que estava atolado na mesma região de onde a vaca foi retirada.

Vaca agoniza presa à lama e é sacrificada em Brumadinho (MG)

Duas vacas ficaram atoladas na lama no Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), após uma barragem da Vale ceder. Uma delas foi sacrificada neste domingo (27) após ser desenganada pelos veterinários e o corpo foi deixado na própria lama. A outra ainda espera o resgate. Os animais estão no local, sem água e sem comida, desde a última sexta-feira (25).

Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo

A aproximação dos voluntários da causa animal foi bastante difícil. Isso porque funcionários da mineradora e policiais não queriam autorizar o resgate das vacas. Na manhã do domingo, o risco de novo rompimento de barragem impossibilitou os trabalhos do Instituto Luísa Mel, do grupo Anjos do Asfalto e de voluntários da Eco Ação. As informações são do portal O Globo.

Após a suspensão do alerta de risco, no entanto, a situação permaneceu difícil para os voluntários. Isso porque, no período da tarde, segundo relatos de moradores, a Vale mandou colocar tapumes para impedir o acesso ao local. Indignado, um grupo de pessoas arrancou os tapumes e os usou para calçar a lama e chegar aos animais.

“Tantas vidas humanas foram perdidas, nos deixem salvar ao menos esses pobres animais”, disse Magda Lima, que perdeu amigos com o rompimento da barragem.

Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo

Durante a ação dos voluntários da causa animal, uma funcionária da Vale, que não foi identificada, pediu ao pé do ouvido de um policial que o acesso aos animais fosse novamente bloqueado no dia seguinte. A mulher e os policiais alegam temer pela segurança da população.

“Dizem que a gente está atrapalhando. Mas só querem colocar um tapume na tragédia. Sabemos que há risco, mas nossa revolta é maior”, afirmou Daniele Fernandes, que também perdeu amigos.

No decorrer do dia, a Cruz Vermelha e a ONG Sea Shepard chegaram ao local, trazendo um guincho, para ajudar. Um helicóptero do Corpo de Bombeiros também foi até o Córrego do Feijão. Os militares, no entanto, afirmaram que a aeronave não suportaria o peso da vaca. O animal foi, então, desenganado por uma veterinária. Porém, até o início da noite, voluntários trabalhavam para tentar salvá-la.

De acordo com a moradora Silvana Gonçalves, as duas vacas foram parar no local após serem arrastadas pela lama.