Prefeitura de Santos (SP) vai vacinar cachorros contra a leishmaniose

A Prefeitura de Santos (SP), através da Secretaria Municipal de Saúde, liberou a vacinação contra leishmaniose  para os cachorros tutelados por moradores da cidade. A vacina será aplicada apenas em cães saudáveis mediante comprovação, até 18 de agosto, via resultado de exame, de que o animal não é portador da doença.

Para participar da campanha de vacinação, o morador deve entrar em contato com o Setor de Zoonoses (Sevicoz) para agendar a aplicação. Os telefones para contato são: 3257-8048, 3257-8044 ou 3257-8032.

Foto: Pixabay

A liberação das vacinas foi possível após responsáveis por animais saudáveis que têm proximidade com portadores da doença não terem comparecido para vaciná-los após convocação por escrito ou por telefone. Tratam-se de cães que já eram investigados pelo Zoonoses e que tinham resultado negativo de exame para a leishmaniose. Apenas 232 tutores, dos 796 convocados, levaram os animais para tomar as três doses da vacina, necessárias para que a proteção seja efetiva. Após a terceira dosagem, basta fazer o reforço da vacina uma vez ao ano para manter o cão protegido.

“A vacinação é aberta para aqueles cães que vão se imunizar a partir de agora e também para aqueles que já iniciaram o esquema em clínica particular. Trata-se de uma vacina de alta qualidade e que não traz efeitos colaterais aos cães, além de uma grande estratégia de saúde pública”, destaca Laerte Carvalho, veterinário da Sevicoz.

De acordo com informações divulgadas pela administração municipal, as vacinas foram adquiridas por meio de verba parlamentar destinada pelo vereador Benedito Furtado e custaram R$ 197.325,00.

Transmissão e sintomas

Transmitida pelo inseto Lutzomya longipalpis, conhecido popularmente como mosquito-palha, a leishmaniose é uma doença infecciosa e seus sintomas costumam aparecer de dois a três anos após a infecção pelo parasita. O mosquito pode, também, infectar humanos. Já os cachorros infectados não transmitem a leishmaniose para as pessoas.

O animal doente apresenta as seguintes características: pele e mucosas com feridas; queda de pelos da orelha e em volta do nariz; emagrecimento e crescimento exagerado da unha. Com a piora no quadro clínico, órgãos internos como fígado, baço e pulmão são afetados. Não há cura para a doença, mas há tratamento para controlá-la.

“Não há surto de leishmaniose em Santos. O que observamos são casos isolados e em áreas suscetíveis da cidade, mais próximas a matas”, afirma Ana Paula Valeiras, chefe do Departamento de Vigilância em Saúde.

Desde 2015, 63 cachorros foram contaminados pela doença em Santos – 37 já morreram. Após a leishmaniose ser diagnosticada, o cachorro pode receber o tratamento através da rede municipal para o controle da carga parasitária. A prefeitura disponibiliza também uma coleira com repelente para impedir que o mosquito pique o cão infectado e continue a transmitir a doença.

Tutores de cães que apresentem sintomas da doença devem levá-los a uma clínica veterinária. Na rede pública, os animais podem ser atendidos pela Codevida, que funciona na Av. Francisco Manoel s/nº – Jabaquara, de segunda a sexta, das 9h às 12h e das 12h às 17h. Telefones: 3203-5593 e 3203-5075.


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Cães e gatos não vão receber vacina contra raiva este ano em Alagoas

Os cachorros e gatos de Alagoas não irão receber vacina contra a raiva este ano. A campanha de vacinação não tem data para ser realizada, mas deve acontecer apenas no primeiro trimestre de 2020.

O Ministério da Saúde (MS) suspendeu o envio de um novo lote de vacinas, conforme foi confirmado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).

Foto: Pixabay

O órgão é o responsável por adquirir e distribuir as vacinas para os estados brasileiros. O motivo que levou à suspensão não foi declarado. As informações são do portal OP9.

De acordo com a Sesau, o estoque de vacinas antirrábicas em Alagoas é de 20 mil doses. O número está bem abaixo da quantidade necessária para realizar a campanha, de 350 mil doses.

A Secretaria de Saúde afirmou que o último registro da doença em animais domésticos no estado foi registrado há 11 anos e que a suspensão da campanha não coloca a saúde dos cães e gatos em risco.

Essa proteção que a secretaria garante existir em Alagoas, no entanto, não funcionou em Minas Gerais. O estado não havia registrado raiva em gatos desde 1984 e em cães desde 1989. Mesmo assim, neste mês um gato diagnosticado com a doença morreu em Itaú de Minas, cidade que não tinha registro da doença em gatos há 16 anos.


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Prefeitura de SP confirma compra emergencial de vacinas contra a raiva

Divulgação

A notícia da suspensão da campanha de vacinação contra a raiva na cidade de São Paulo deixou tutores de animais e entidades de proteção animal em alerta. A denúncia foi feita pela Divisão de Vigilância de Zoonoses de São Paulo, que divulgou a foto de uma circular interna que informa que não há estoque de vacinas para a realização da campanha, feita todos anos de forma gratuita.

Segundo o comunicado, “o Ministério da Saúde não disponibilizará o quantitativo de vacinas suficientes para a realização da campanha de Vacinação no município de São Paulo/2019”. A vacina é atualmente a forma mais eficaz de prevenir a raiva, zoonose viral transmitida pela saliva que não tem cura ou tratamento. Ela é obrigatória em cães e gatos a partir dos três meses e costuma ser distribuída gratuitamente em todas as cidades do país.

O Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep), segundo o portal Jornalistas Livres, acusa o Ministério da Saúde do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e a Secretaria Municipal de Saúde do prefeito Bruno Covas (PSDB) de promoverem o sucateamento das políticas públicas da cidade de São Paulo e que a suspensão da campanha de vacinação seria um efeito colateral negativo deste trabalho conjunto.

Para a protetora e idealizadora da ONG Patre, Cynthia Gonçalves, a suspensão da vacinação impacta diretamente na proteção animal. “Todo protetor está sujeito a ser contaminado por alguma zoonose, uma vez que lidamos o tempo todo com animais em situação de rua, sem histórico de cuidados e muito menos vacinação”, disse em entrevista à ANDA.

E completa: “A vacinação preventiva em humanos contra a raiva é bastante complexa, precisa de três aplicações e poucos municípios tem disposição imediata, pois alegam que um frasco da vacina após aberto precisa ser totalmente utilizado para evitar o desperdício, uma vez que cada frasco tem a quantidade exata para dez pessoas em precisa ser esgotado no dia que foi aberto, para não perder a eficácia. As campanhas de vacinação antirrábica em cães e gatos é extremamente importante, pois protege animais e indivíduos de uma só vez”.

O outro lado

A ANDA entrou em contato com a Prefeitura de São Paulo e foi informada em nota pela assessora de comunicação Rosângela da Silva Dias que a falta do estoque de vacinas só foi informada pelo setor responsável há poucos dias, mas que a Coordenadoria de Vigilância em Saúde de SP já está trabalhando para providenciar o abastecimento necessário para a realização da campanha de 2019. Veja a nota abaixo na íntegra:

“A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo foi comunicada no dia 28 de junho de que as vacinas contra a raiva animal para a campanha de vacinação de cães e gatos do mês de agosto não serão fornecidas pelo Ministério da Saúde (MS).

A SMS possui estoque para a vacinação de rotina dos animais nos 12 postos que funcionam na cidade e ressalta que a Coordenadoria de Vigilância em Saúde (COVISA) do município, desde que foi comunicada pelo Ministério, está providenciando a compra emergencial de doses da vacina antirrábica para garantir o abastecimento”.

Foto: Pixabay

Raiva: um inimigo à espreita

A raiva é uma doença causada por um vírus do gênero Lyssavirus e pode afetar a maior parte dos mamíferos, incluindo seres humanos. Ela é transmitida através da saliva e possui taxa de mortalidade de 100%. Campanhas de vacinação realizadas em todo o Brasil nos últimos 30 anos ajudaram a controlar o contágio da doença, mas ainda não há uma erradicação total.

A médica veterinária Dra. Livea Ozorio reforça que a suspensão da campanha é um grande perigo à saúde pública. “Por mais que achem que a raiva está controlada, somente em 2019 já foram confirmadas 1 morte em humano em Santa Catarina após 38 anos sem que houvesse infecção pelo vírus e em gados no Rio Grande do Sul. Além disso foram encontrados morcegos infectados também no Rio de Janeiro”, disse em entrevista à ANDA.

Ela diz ainda que a vacinação é imprescindível para garantir a saúde dos animais domésticos e dos seres humanos. “A transmissão da raiva se dá através de mordidas, uma vez que algum animal está infectado pode servir como fonte de infecção para outros animais e até humanos. A vacinação antirrábica é de extrema importância, principalmente para cães e gatos, uma vez que esses tendem a morder uns aos outros e aos humanos”, concluiu.

Câmara de Santos (SP) debate projeto que prevê liberar parte da praia a cachorros

Um projeto de lei que prevê a liberação de cães em uma faixa de areia da praia divide especialistas no assunto e já é motivo de polêmica. Na última sexta-feira (28), teve audiência pública na Câmara de Santos (SP) para discutir o assunto.

Entre as regras para utilização do espaço, que deverá ser demarcado pela prefeitura, estão a identificação dos animais com nome e telefone de seus tutores em coleira. Os cães também não poderão estar no cio e seus tutores devem portar carteira de vacinação e atestado de vermifugação fornecido por veterinário devidamente registrado.

(Carlos Nogueira-AT/Arquivo)

Segundo a proposta, os animais poderão usar os chuveiros disponíveis dentro da faixa delimitada.

Quem não cumprir as regras responderá pelas perdas e danos que o animal poderá causar a terceiros. O tutor ainda fica obrigado a recolher as fezes de seu cão imediatamente descartando-as no local apropriado sob pena de multa.

Segundo o veterinário Laerte Carvalho, da Seção de Vigilância e Controle de Zoonoses (Sevicoz), é preciso ter atenção no controle sanitário. “A Secretaria não se opõe, mas queremos acompanhar. Algo que parece bom pode deixar de ser caso não tenha regras e conscientização”.

Para o infectologista do Hospital Albert Einstein, Jacyr Pasternak, a principal preocupação seria o bicho geográfico, infecção causada por larvas e que causa vermelhidão e coceira na pele. “Para mim, cão vacinado na praia não tem problema. O cachorro em situação de rua já tem acesso à praia e esse sim preocupa. A raiva (infecção viral mortal transmitida para seres humanos a partir da saliva de animais infectados) é muito mais perigosa”.

A dermatologista Cristina Santana diz que uma preocupação deve ser o controle da frequência do local. “Temos de lembrar que, na temporada, haverá quatro vezes mais gente na praia. E de que forma a Guarda Municipal fiscalizará essa situação? Realmente será o ponto principal para se focar?”

Debate

Segundo o veterinário especialista em saúde pública Alexandre Biondo, o usuário deverá ser o primeiro a cuidar do cerco para que ninguém fure as determinações estipuladas.

“Não podemos cometer a loucura de perder esse momento histórico”. Para a veterinária Sueli Toledo, especialista em zoonoses, é preciso cautela nesse tipo de decisão. “Eu mesma não levaria meus filhos em um espaço como esse. Cada um deve pensar dentro da sua realidade e se deve confiar que essa situação não terá furos”.

Já o infectologista Evaldo Stanislau acredita que esse ambiente trará mais benefícios do que problemas. “Precisamos cuidar da saúde do animal, ter um bom regramento e educar as pessoas. Do ponto de vista psicológico, de bem-estar e de interação, é algo muito bom”.

O vereador Benedito Furtado (PSB) lembra que os cães nunca foram tão reconhecidos como membros das famílias. “Não tenho a menor dúvida de que vamos aprovar essa lei. Inúmeras pessoas têm o animal como única referência afetiva. Precisamos atualizar as nossas leis para as novas realidades”.

Proibição desde 1968

Desde 1968, segundo lei municipal, é proibida a permanência de cachorros na praia.

Segundo dados da Secretaria de Saúde de São Paulo, Santos tem hoje mais de 33 mil cães devidamente vacinados. A iniciativa partiu da radialista e defensora da causa animal Patrícia Camargo, em conjunto com moradores da cidade que apoiam a causa. O vereador Adilson Júnior (PTB), foi o responsável em elaborar o projeto de lei junto com advogados, veterinários e biomédicos.

Fonte: A Tribuna


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Projeto resgata mais de 150 cachorros e gatos em aldeia indígena

O projeto Animais das Aldeias resgatou mais de 150 animais, entre cachorros e gatos, na aldeia indígena Rio Silveira, em Boraceia, na cidade de São Sebastião, no litoral de São Paulo. Todos os animais foram vermifugados, castrados e vacinados.

Foto: Arquivo Pessoal

Entre as doenças diagnosticadas nos animais está o tumor venéreo transmissível, que precisa de tratamento quimioterápico. O indicado é, também, castrar os demais animais para que a doença não se alastre. Foram registrados também três casos de cinomose, que estão em tratamento, e muitos animais com subnutrição e bicheira.

Um dos animais encontrado extremamente subnutrido, em estado de caquexia, foi a cadela Kaila. O animal apresentava tumores e tinha parte dos ossos da parte traseira exposto. O tutor da cadela afirmou que uma aranha havia a picado, gerando a ferida, que ficou aberta e deu origem à bicheira, que são larvas de mosca que comem a carne do animal vivo. As informações são do portal O Vale.

Grávida, Kaila sentia muita dor e, assustada, escondia-se no mato, dificultando os cuidados necessários, o que agravou o quadro de saúde dela. Diante da situação, os filhotes nasceram fracos e apenas um sobreviveu. Ele e a mãe foram resgatados pelo projeto e internados em uma clínica veterinária para receber tratamento intensivo. Após o período de recuperação, eles serão disponibilizados para adoção.

Outros animais que estão saudáveis, entre cachorros e gatos, já estão à procura de novos lares. Interessados em adotá-los devem entrar em contato com os voluntários do projeto através da página no Facebook ou do perfil no Instagram.