Açougueiros oferecem alternativas à carne em resposta à demanda no Reino Unido

Por David Arioch

“Se eles estão olhando para a sua ingestão de carne e estão procurando algo diferente, então esta é uma ótima alternativa” (Foto: Divulgação)

O que até alguns anos atrás parecia improvável, hoje já é uma realidade cada vez mais comum. Em resposta à demanda, açougueiros no Reino Unido estão comercializando também alternativas à carne. Um exemplo é a Thurston Butchers, de Suffolk, que desde ontem (13) começou a estocar e oferecer os produtos da marca THIS, que diz criar “a alternativa à carne mais realista do mundo”.

Entre os produtos oferecidos pela empresa, e que têm atraído a atenção dos açougueiros, estão substitutos de bacon e de frango. “As pessoas provavelmente acham que é absurdo um açougueiro vender produtos veganos. Mas eu vejo isso como uma alternativa – nós realmente recebemos muitas solicitações de alternativas vegetarianas ou veganas de nossos clientes”, explica Alistair Angus, que comanda a Thurston Butchers.

Fundada por Andy Shovel e Pete Sharman, a THIS surgiu com o objetivo de incentivar o consumo de mais alimentos à base de plantas. “Fiquei francamente surpreso quando a Thurston Butchers entrou em contato. Não é todo dia que uma marca baseada em plantas consegue o endosso de tradicionalistas amantes da carne”, diz Andy Shovel.

“Se eles estão olhando para a sua ingestão de carne e estão procurando algo diferente, então esta é uma ótima alternativa”, justifica o açougueiro Alistair Angus. A THIS destaca que sua missão é conquistar principalmente os amantes da carne, e que seus produtos, que têm ervilha como um dos ingredientes principais, resultam de dois anos de pesquisa e desenvolvimento em parceria com especialistas em texturas e aromatizantes – mas sem o impacto ético ou ambiental da carne.

Os produtos da THIS já estão sendo comercializados em alguns açougues no Reino Unido e também na Holland & Barret, Ocado, Patty & Bun e Chilango.

De olho nos veganos, açougues canadenses comercializam “carnes vegetais”

A demanda por proteínas de origem vegetal está crescendo no Canadá, e assim como no Reino Unido, os açougues estão comercializando “carnes vegetais” – e não se trata de açougues veganos ou vegetarianos, mas de açougues convencionais mesmo.

Em vez de declarar guerra ao veganismo, como tem acontecido em algumas regiões do Reino Unido e da França, onde já ocorreram conflitos entre veganos e açougueiros, há quem prefira se adaptar a uma nova realidade. Exemplo disso é a Meridian Meats & Seafoods, que tem compartilhado em sua conta no Instagram as suas opções de “carnes vegetais” disponíveis em todos os seus açougues.

Ao Daily Hive, o presidente e CEO da Meridian Farm Market, Josh Penner, justificou que o papel deles é vender boa comida, que vá ao encontro dos valores pessoais dos clientes. “Eles nos dizem o que querem e estamos sempre ouvindo”, explica e acrescenta que as novas opções podem também conquistar o paladar de quem não é vegano nem vegetariano.

Essa mudança de comportamento no mercado canadense também foi estimulada recentemente pela última atualização do Guia Alimentar do Canadá, desenvolvido por médicos nutrólogos e nutricionistas.

No guia, o governo canadense qualifica oficialmente a “dieta vegana” ou “vegetariana estrita”, em referência a uma dieta sem alimentos ou ingredientes de origem animal, como saudável. Além disso, destaca a importância do consumo de vegetais e encoraja a drástica redução do consumo de alimentos de origem animal.


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Corredor vegano conquista título em competição nacional da Áustria

Por Rafaela Damasceno

O corredor vegano Andreas Vojta, da Áustria, aumentou seu número de títulos nacionais com mais uma vitória – totalizando 33, agora. Seu último título foi conquistado no mais recente campeonato nacional austríaco.

Dois corredores na pista, competindo

Foto: TLV/OLV

Segundo ele, foi fácil continuar se alimentando de produtos baseados em vegetais durante o campeonato. No hotel onde ficou, havia opções veganas e saudáveis. “Para um corredor, é importante comer alimentos ricos em carboidratos e que sejam fáceis de digerir. E massa, pizza, arroz, você pode encontrar em todos os lugares. Então não há razão para não continuar se alimentando de produtos baseados em vegetais durante as competições se você demonstra bons desempenhos”, declarou à Great Vegan Athletes (GVA).

O atleta se tornou vegano por questões éticas e ambientais, e afirma que nunca deixaria suas crenças de lado pelo tempo em que as competições ocorrem.

“Vegano significa vegano”, disse ele. “Não há exceções, mesmo quando as opções de comida veganas são uma porcaria nas acomodações dos atletas durante os eventos”.

Ele ainda afirmou que nunca havia pensado muito em sua saúde antes de aderir ao veganismo, mas agora realmente consegue sentir que suas escolhas alimentares são mais saudáveis.


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Rede de hamburguerias do rapper Pitbull lança hamburguer vegano

Foto: Livekindly/Reprodução

Foto: Livekindly/Reprodução

A rede de hambúrgueres do cantor Pitbull, Miami Grill, está lançando seu primeiro hambúrguer vegano.

A cadeia de lanchonetes de pratos rápidos e casuais – que relaciona o rapper Pitbull como um importante parceiro de capital – está atualmente testando a mistura de elementos que causa o “sangramento” no hambúrguer baseado em vegetais da Beyond Meat em locais selecionados.

Inicialmente, apenas um restaurante estava testando o Beyond Burger. Devido à demanda de clientes interessados na novidade, a cadeia agora levou a carne vegana para mais seis locais.

“Começamos a testar o Beyond Burger em um de nossos restaurantes corporativos e as reações dos clientes e comentários sobre o sabor e a textura deste produto revolucionário excederam nossas expectativas iniciais, por isso adicionamos rapidamente mais seis locais de teste”, disse Jonathan H. Vogel, gerente de operações do Miami Grill, em um comunicado.

Ele acrescentou: “está bem claro que há uma verdadeira excitação em torno dos hambúrgueres vegetais”.

“Um produto revolucionário”

O Beyond Burger à base de proteína de ervilha, é mais amigável ao ambiente do que o seu homólogo de carne de vaca. Usa 99% menos água, 93% menos terra, 46% menos energia e emite 90% menos gases de efeito estufa do que um tradicional hambúrguer de carne bovina.

Foto: @vurgerguyz

Foto: @vurgerguyz

À medida que os consumidores aprendem mais sobre o impacto ambiental da carne, cada vez mais buscam opções baseadas em vegetais. O Beyond Burger está agora disponível em supermercados, cadeias de restaurantes e lanchonetes de fast-food em todo o mundo. Mais recentemente, a rede de lanchonetes Subway anunciou que estava adicionando um submarino vegano de almôndega Beyond Meat ao cardápio em 685 locais.

Sobre a mais recente parceria da marca com o Miami Grill, Tim Smith, vice-presidente de vendas de alimentos da Beyond Meat – disse: “sabemos que os consumidores estão procurando outras opções de proteína, mais diversificadas e estamos entusiasmados por fazer parceria com o Miami Grill para oferecer o Beyond Burger em seus menus. Juntos, esperamos levar este produto revolucionário a todos os clientes do Miami Grill”.

Fundado em 1980, o Miami Grill – anteriormente denominado Miami Subs Grill – tem 31 locais nos Estados Unidos. Pitbull – cujos sucessos incluem “Timber” e “Hotel Room Service” – tornou-se um participante e sócio da franquia Miami Subs Grill em 2012 “Foi um ponto crucial na evolução da marca Miami Grill”, afirma a rede em seu site.

Os restaurantes específicos para servir a nova opção de hambúrguer vegano ainda não foram revelados.

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Fazenda para de matar animais após ouvir discurso do ativista James Aspey

Por Rafaela Damasceno

Uma fazenda de permacultura – prática que “consiste no planejamento e execução de ocupações humanas sustentáveis nas quais plantas, animais, seres humanos e construções se tornam parte de um sistema inteligente e interconectado”, segundo o Fazenda da Toca – parou de matar animais após ouvir o discurso do ativista vegano James Aspey.

James segurando uma cabra e sorrindo

Foto: Instagram

James deu a palestra na instalação da Costa Rica, falando sobre questões relacionadas à pecuária e seu impacto no meio ambiente, animais, destruição das florestas tropicais e outros tópicos.

Segundo Aspey, o homem responsável pela fazenda ouviu sua palestra, que foi traduzida a ele do inglês para o espanhol, e contou o que aprendeu para sua esposa. “Ela escreveu para nós uma carta de três páginas, dizendo que sua perspectiva mudou e que sempre amou os animais, odiando os matadouros desde criança”, contou ele ao Plant Based News. “Ela não sabia que havia um jeito de viver sem matar. Agora ela vive”.

James Aspey ficou conhecido por, em 2014, fazer um voto de silêncio que durou um ano inteiro, na esperança de chamar atenção para a causa animal. Seus discursos são mundialmente conhecidos e o ativista promove diversas campanhas, inspirando pessoas a aderirem ao veganismo.


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Dieta vegetariana estrita reduz o risco de doenças cardíacas

Por Rafaela Damasceno

Especialistas afirmam que mudar sua alimentação, aderindo a uma dieta baseada em vegetais, diminui em um terço o risco de ter ataques cardíacos ou derrames. As chances de morrer prematuramente, por qualquer causa, são reduzidas em um quarto.

Uma mulher com uma tigela de alimentos vegetais

Foto: Totally Vegan Buzz

Os resultados da pesquisa foram publicados no Journal of American Heart Association (Jornal da Associação Cardíaca Americana) e sugerem que reduzir o consumo de produtos de origem animal, principalmente a carne vermelha, aumentam a saúde do coração.

A equipe de pesquisa analisou dados de alimentação de mais de 10 mil adultos americanos de meia idade. Eles foram monitorados entre 1987 e 2016, e nenhum deles possuía quaisquer doenças cardíacas no início do estudo.

Os pesquisadores então descobriram que aqueles que consumiam mais produtos de origem vegetal tinham 16% menos chance de desenvolver doenças como derrame, insuficiência e ataque cardíaco ou outras doenças relacionadas ao coração.

Essas pessoas também tinham um risco 32% menor de morrer de doenças cardiovasculares, e 25% menos chance de morrer de qualquer outra doença.

“Nossos resultados ressaltam a importância de se preocupar com a alimentação”, declarou o Dr. Rebholz, da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg. “As pessoas devem ingerir mais verduras, nozes, grãos, frutas, legumes, e menos produtos de origem animal”.

Rebholz também afirmou que esse foi um dos primeiros estudos a comparar os padrões alimentares entre aqueles que consomem produtos de origem animal e aqueles que consomem mais produtos vegetais.


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Pesquisa aponta que 47% das pessoas que consomem alimentos vegetais o fazem por causa dos animais

Por Rafaela Damasceno

Uma pesquisa da Health Research International revelou que quase metade (47%) das pessoas que compram alimentos e bebidas vegetais acham que isso é muito ou extremamente importante para os animais.

Um focinho de uma vaca com a língua para fora

Foto: Livekindly

Saúde e meio ambiente também são, segundo a pesquisa, fatores essenciais para a dieta baseada em vegetais dos indivíduos. 53% concordam com a afirmação de que aderir ao vegetarianismo estrito ajuda a prevenir doenças, e 44% também disseram comer dessa forma por preocupações ambientais.

As pessoas estão pensando cada vez mais no bem-estar animal. De acordo com a World Animal Protection, 70% das 10.000 pessoas entrevistadas acredita que as condições dos porcos em fazendas industriais são erradas.

Um relatório recente revelou que a preocupação com os animais pode afetar drasticamente a indústria da carne, com a pecuária australiana perdendo 3,8 bilhões de dólares (mais de 14 bilhões de reais) até 2030.

Um grande número de celebridades também protesta contra a indústria da carne. No início deste ano, a cantora vegana Billie Eilish compartilhou imagens de uma indústria de leite em seu Instagram. No vídeo, os funcionários eram extremamente violentos com os filhotes retirados de suas mães.

“Se você vir esses vídeos que eu acabei de postar e não der a mínima você está contribuindo e literalmente comendo criaturas que são torturadas para o seu prazer. Eu sinto muito por você”, escreveu a cantora em seus stories.


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Primeiro clube de rugby vegano do mundo é formado no Reino Unido

Por Rafaela Damasceno

O primeiro clube de rugby completamente vegano foi formado no Reino Unido e atualmente está à procura de novos jogadores. O time se chama Green Gazelles e foi formado para provar o poder do estilo de vida vegano. A equipe é composta por homens e mulheres.

O time reunido

Foto: Green Gazelles

O fundador, Brendan Bale, está procurando por jogadores de todas as habilidades e tem interesse em jogadores de alto nível. “O time está se formando muito bem, com o jogador profissional Darren Dawidiuk, o treinador David Cleary e muitos outros mostrando interesse”, declarou ele.

O clube está garantindo que todas as vestimentas sejam totalmente veganas – incluindo os calçados – e está atrás de patrocinadores.

“Somos o primeiro clube de rugby inteiramente vegano, nosso objetivo é mostrar os jogadores que seguem uma dieta baseada em vegetais – promovendo o veganismo através do rugby!”, diz a página do Green Gazelles no Facebook.

O clube segue o exemplo da equipe de futebol Forest Green Rovers, que é inteiramente vegana desde 2015. Muitos outros atletas de sucesso também seguem uma dieta baseada em vegetais, como Lewis Hamilton, campeão de Fórmula 1; o jogador de futebol do Manchester United, Chris Smalling; as estrelas do tênis, Novak Djokovic e Serena Williams, e muitos outros.

Forest Green Rovers

Em 2015, o Forest Green Rovers removeu todos os produtos de origem animal de seus estádios, tornando-se o primeiro time do mundo a jogar em um estádio inteiramente vegano.

O proprietário do time, Dale Vince, também é diretor de uma empresa de eletricidade vegana, a Ecotricity. Além de promover o veganismo, ele também agrega os princípios de sustentabilidade ao espírito da equipe. Abandonou os uniformes feitos com produtos plásticos e adquiriu camisas de bambu. Os calções possuem o logotipo dos patrocinadores veganos da equipe.


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Indústria da carne australiana perderá bilhões de dólares até 2030

Por Rafaela Damasceno

A indústria da carne na Austrália prevê uma perda de 3,8 bilhões de dólares (mais de 14 bilhões de reais) até 2030. A mudança se dará principalmente pela crescente consciência e preocupação em relação do bem-estar animal e o meio ambiente.

Vários porcos presos em uma fazenda de criação

Foto: Totally Vegan Buzz

Segundo Totally Vegan Buzz, um líder da indústria pediu a agricultores que desafiem o movimento vegano, em ascensão, dizendo que o movimento ainda é jovem e está se fortalecendo.

“Não podemos definir o que as pessoas escolhem comer”, afirmou Jacqueline Baptista, gestora da Meat and Livestock Australia. “Passamos décadas pensando que a ameaça desapareceria, que seria apenas mais um grupo ativista de esquerda que sumiria, então lidamos com isso de maneira diferente”, disse ela.

Segundo Baptista, parte da indústria ignorou a concorrência vegana, acreditando que iria embora. A outra tática foi tentar uma abordagem agressiva – mas nenhuma das duas coisas funcionou, e a indústria vegana cresce mais a cada dia.

Nos últimos meses, houve um aumento nos protestos veganos contra fazendas e matadouros da Austrália. “Nós realmente temos um problema com as atividades dos ativistas”, concluiu Baptista.


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Hamburgueria causa revolta ao oferecer hambúrguer de papelão aos veganos

Por Rafaela Damasceno

Uma hamburgueria de Sorocaba (SP) gerou revolta ao postar em seu Facebook uma foto de um hambúrguer de papelão e oferecer aos veganos.

A foto da postagem do Facebook

Foto: Facebook

“Só assim para agradar”, disse a postagem. O estabelecimento ainda alegou possuir um hambúrguer vegano em seu cardápio, mas desabafou na rede social após um cliente ter pedido para que a chapa e todos os utensílios que tiveram contato com a carne fossem lavados antes que o hambúrguer vegetal fosse feito.

Depois dos protestos dos usuários da rede, o local apagou a postagem e publicou um esclarecimento direcionado ao público vegano, não menos desrespeitoso que o primeiro.

“Agora parem de nos encher e nos deixe comer cadáver, afinal estamos ultrapassados na evolução humana, e ainda somos o homem primitivo, em pensamento, em atitudes, em dinheiro. Os veganos são superiores em todos os aspectos, menos no cada um cuida da sua vida”, disse a hamburgueria na nova publicação.

O estabelecimento pediu desculpas, entretanto, para aqueles que não podem comer produtos de origem animal, seja por alergia ou intolerância. “Não foi a intenção em magoar”, explicou a nota.

Ignorando os protestos em suas publicações, o local ainda fez outra postagem, afirmando não atender veganos “sem caráter, que usam droga”, com muitos parceiros sexuais etc. Eles foram denominados pela hamburgueria como “escória da escória”.

Segundo o G1, o estabelecimento continuou com as publicações polêmicas, postando uma foto de um de seus hambúrgueres com a frase “a morte do boi é nossa alegria”.

A Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) lamentou o ocorrido, afirmando que os vegetarianos e veganos de Sorocaba podem saber quais estabelecimentos apoiam a causa, entrando em contato com a organização.


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Estudo descobre que uma dieta baseada em vegetais pode melhorar o tratamento do câncer

Por Rafaela Damasceno

Aderir ao veganismo pode prevenir o câncer, segundo cientistas, e também tornar mais eficaz os tratamentos de radioterapia e quimioterapia. Os resultados da pesquisa foram publicados pela revista científica Nature.

Uma tigela cheia de alimentos baseados em vegetais

Foto: iStockphoto

Os pesquisadores deram a cinco mulheres e um homem uma dieta livre de metionina – aminoácido que afeta o metabolismo e é encontrado em carnes, peixes e laticínios – por três semanas. No final do experimento, os níveis da metionina foram reduzidos em 83%.

“Essas descobertas fornecem evidências que a manipulação da dieta pode afetar o metabolismo das células tumorais”, afirmou o líder do estudo, o professor Jason Locasale, especialista em estudo do câncer. Quarenta anos atrás, um estudo afirmou que o câncer depende da metionina para existir e se propagar.

Alimentos com baixo teor de metionina incluem frutas, nozes, vegetais, grãos e feijões – ou seja, alimentos presentes em uma dieta baseada em vegetais.

“O ideal é que a base da alimentação seja de alimentos in natura, como frutas, legumes e verduras”, declarou Ana Adélia Hordonho, diretora da Asbran (Associação Brasileira de Nutrição), em entrevista a Uol. “Pelo menos 250 estudos epidemiológicos apontam que 35% das mortes por câncer podem ser prevenidas por modificações alimentares”.


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