Feijão mungo pode ser o futuro da carne e dos ovos veganos

Por Rafaela Damasceno

O feijão mungo, cultivado em abundância na Índia há 3.500 anos, está se tornando um ingrediente popular nas carnes e ovos veganos.

Duas fotos: Na primeira, um prato com ovo, carne e vejetais; na segunda, um pote com feijão mungo

Foto: Livekindly

A Fuji Plant Protein Labs, que fabrica ingredientes à base de vegetais e sem glúten, anunciou que está lançando o MuPI/Glucodia nos mercados de alimentação, alimentos processados e suplementos esportivos.

A MuPI/Glucodia é uma proteína isolada à base de vegetais feito do feijão mungo, que é rico em antioxidantes, potássio, magnésio e fibras. Esse ingrediente tem validade de 256 dias e é armazenado e processado como a farinha. Também tem um total de proteína bruta superior a 80%.

De acordo com a empresa, a MuPI/Glucodia é fácil de digerir, rica em aminoácidos essenciais e tem um sabor maravilhoso. Ela também diz que o ingrediente pode ser usado nas carnes e ovos de origem vegetal, assim como em várias outras receitas.

Os ovos veganos se mostraram populares, conquistando até mesmo as celebridades Kim Kardashian e T-Pain, rapper vencedor do Grammy.


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Santuário da atleta vegana Fiona Oakes fechará por falta de doações

Por Rafaela Damasceno

Fiona Oakes, apesar de ser uma das atletas veganas mais bem sucedidas do mundo, é pouco conhecida dentro da comunidade vegana e menos ainda na comunidade geral. Além de ser recordista mundial em corridas de longa distância, ela ainda completou diversas maratonas consideradas os mais difíceis desafios de corrida de resistência.

Um cabritinho de pé

Foto: Tower Hill Stables Animal Sanctuary

Fiona também é bombeira voluntária e opera o Tower Hill Animal Sanctuary, que abriga quase 500 animais. Infelizmente, o lugar não recebe tanta ajuda quanto precisa, e isso faz com que esteja prestes a fechar.

“Estamos muito gratos a todos os nossos apoiadores que ajudaram com as contas de alimentação ao longo dos anos, mas infelizmente o nível de apoio não é o suficiente para que possamos continuar”, comunicou o santuário em uma publicação do Facebook.

No ano passado, Fiona foi o destaque do documentário Running for Good e esperava que o filme trouxesse mais visibilidade para o santuário, ampliando as doações e alcançando um público maior. Infelizmente, apesar de o número de apoiadores ter aumentado, ele continuou abaixo do necessário. O crescimento não foi o suficiente para fazer o santuário funcionar.

A equipe do Tower Hill tinha esperança que a participação de Fiona no próximo documentário de James Cameron, The Game Changers, trouxesse mais visibilidade para o lugar. Infelizmente, essa parte foi cortada da edição final.

Sem arrecadar uma quantia significativa de dinheiro, o local será obrigado a fechar. Se quiser ajudar, você pode encontrar mais informações sobre a doação aqui.


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Veganismo aumenta entre jovens na Arábia Saudita

Por Rafaela Damasceno

O número de lojas que oferecem alimentos veganos e vegetarianos está aumentando na Arábia Saudita. Como consequência, mais pessoas estão adotando as dietas baseadas em vegetais, especialmente os jovens.

Dois hambúrgueres veganos

Foto: Supplied

Um dos maiores influenciadores é Khaled bin Al-Waleed, filho do príncipe bilionário Al-Waleed bin Talal, que prometeu abrir no mínimo dez restaurantes veganos no Oriente Médio até 2020. Com o aumento dos estabelecimentos oferecendo mais opções de alimentos baseados em vegetais, mais jovens estão se sentindo encorajados a adotar o estilo de vida.

Preocupações com a saúde, os direitos animais e o meio ambiente estão sendo fatores essenciais para motivar os sauditas a mudarem suas alimentações e pararem de usar quaisquer produtos de origem animal, adotando o estilo de vida livre de crueldade.

A saúde é o primeiro fator no ranking dos principais impulsionadores, com a obesidade crescente no país incentivando muitas pessoas a adotarem alimentações mais saudáveis.

Logo em seguida, vem os direitos animais; cortar as carnes e os produtos de origem animal de todos os aspectos de sua vida é um protesto contra práticas antiéticas e cruéis de exploração animal.

Antigamente, as opções, principalmente de alimentação, eram escassas no país. Banan Al-Sultan adotou o veganismo em 2011, mas decidiu abandoná-lo seis meses depois – infelizmente, não havia pratos veganos nos restaurantes, e os mercados também não exibiam grandes coisas. Hoje, com o aumento dos estabelecimentos focados no veganismo, Banan pôde voltar a adotar o estilo de vida e está contente com sua escolha.

Loulwa Almarshad contou ao Arab News que ser vegano não é difícil como as pessoas parecem pensar. “Pode ter sido difícil, sim, no começo, mas não agora. Hoje em dia, há uma certa consciência dos estabelecimentos de que a demanda está crescendo, o que também aumenta o número de produtos veganos no comércio”, afirmou.

Banan disse que, ao longo da história do país, a carne foi imposta como símbolo de riqueza e costumava mostrar que uma pessoa pode alimentar sua família. “Mas os tempos estão mudando e, se você não aceita nosso estilo de vida, deve pelo menos respeitá-lo”, concluiu.


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Beyoncé fala sobre os benefícios de uma alimentação vegetariana estrita

Por Rafaela Damasceno

A cantora e compositora Beyoncé postou recentemente um vídeo no Youtube contando como perdeu peso adotando uma dieta baseada em vegetais. Ela adotou a dieta por motivos estéticos, esperando emagrecer após o nascimento de seus filhos gêmeos.

Beyoncé no clipe da sua música de Rei Leão

Foto: Youtube

A dieta, que deveria ser seguida por 22 dias, foi prolongada para 44 e incluía alimentos como sopas, saladas, shakes e barras de proteína. O fisiologista Marco Borges, que criou a dieta, explicou no vídeo o benefício dos alimentos vegetais.

“Uma dieta vegetariana estrita consiste em realmente eliminar todos os alimentos processados em excesso que não nos fazem bem. Quando você está se alimentando à base de vegetais, você definitivamente terá mais energia. Seu humor vai mudar por completo”, disse ele.

A mudança na alimentação de Beyoncé certamente divulga o veganismo e o vegetarianismo e faz as pessoas se interessarem mais pelo assunto. Entretanto, o veganismo é muito mais do que uma dieta e tem um propósito muito maior do que a estética.

A cantora demonstra certa controvérsia ao divulgar a importância de uma dieta livre de crueldade e, mesmo assim, usar roupas de couro animal – além de lançar uma linha de sapatos produzidos com pele de cobra, crocodilo, avestruz e arraia.

O veganismo é um estilo de vida. Ao se comprometer com ele, uma pessoa deixa de consumir quaisquer produtos que venham da exploração animal – sejam eles na alimentação, roupas, produtos de beleza etc.


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Atleta vegano fica entre os 15 melhores de competição

Por Rafaela Damasceno

O Ninja Warrior é uma competição que ocorre em diversos países, onde os participantes encaram provas de agilidade, destreza, força, coordenação e agilidade, em um circuito preparado. O atleta vegano Jacob Peregrine-Wheller, que chegou duas vezes à final da competição, ficou entre os 15 melhores (dentre os 30 mil que se inscreveram).

O atleta saltando na competição

Foto: Supplied

“Essa temporada do Ninja Warrior para mim foi mais tranquila que a última. Agora tenho experiência e consigo lidar melhor com a pressão”, contou ele ao Plant Based News. Para ele, o fator que mais dificultava sua performance era a pressão. Sua alimentação nunca foi um empecilho para que chegasse onde chegou.

Ainda segundo o atleta, que participou da edição do Reino Unido, seu desempenho pode ter inspirado outros veganos. Na internet, pessoas se mostraram muito entusiasmadas com seu sucesso. “Alunos, amigos e família compareceram ao evento, alguns com faixas apoiando o veganismo”, disse. Alguns daqueles que foram apoiá-lo sequer eram próximos de Jacob.

“Alguns eram veganos que eu conheci na internet e quiseram demonstrar apoio. O suporte que eu recebi online chegou a centenas de pessoas, me apoiando como atleta vegano ou me mandando dúvidas sobre esse estilo de vida”, explicou.

Com o sucesso de sua participação na competição, Jacob se sentiu encorajado a embarcar em uma nova aventura: lançar seu próprio negócio. Neste ano, o atleta criou uma linha de roupas classificadas por ele como éticas.

A marca de roupas, ECO THREADS, será lançada no verão. As camisetas são feitas de material sustentáveis, com 60% algodão reciclado e 40% plástico reciclado.


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País de Gales abre seu primeiro supermercado vegano

Por Rafaela Damasceno

O País de Gales recentemente inaugurou o seu primeiro supermercado vegano, no Reino Unido, chamado Kind Earth (Terra Gentil). O estabelecimento abriu depois de receber uma concessão do Conselho do Condado de Carmarthenshire.

Várias pessoas comendo comidas saudáveis em baixo de um toldo

Foto: Livekindly

O supermercado vende alimentos veganos orgânicos cultivados localmente. Entre os produtos, também são oferecidos cupcakes, biscoitos, tortas, pastéis, salgadinhos, petiscos de cachorros – tudo vegano.

Também é oferecido aos clientes as “beebombs” (bombas de abelha), que é uma mistura de 18 sementes de flores britânicas misturadas no solo fino e um pouco de argila local. Elas não são para comer: devem ser espalhadas no chão para criar uma espécie de unguento que atrai e sustenta as abelhas.

Em seu Instagram, o Kind Earth declarou que ama as abelhas e que mal poderia esperar para comercializar as beebombs, para que pudessem ajudar a biodiversidade da região. Elas também serão oferecidas como um bônus, dependendo do gasto do cliente.

Além de vender produtos veganos, o estabelecimento também se esforça para se ver livre do plástico – apenas sacolas de papel são oferecidas aos compradores. O local administra um esquema de reciclagem e promove eventos e oficinas sobre sustentabilidade.

“A loja não é só um supermercado vegano, ela também oferece aos clientes iniciativas que podem nos tornar uma comunidade mais sustentável e saudável”, afirmou o dono Kind Earth, Matt Rogerson.

A inauguração de estabelecimentos veganos demonstra o crescimento da demanda. As pessoas estão procurando cada vez mais por alimentações saudáveis e se comprometendo com estilos de vida livres de crueldade.


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Cantora Jessie J exalta veganismo em música infantil

Por Rafaela Damasceno

A cantora Jessie J, que falou sobre veganismo pela primeira vez recentemente, divulgou uma mensagem sobre o estilo de vida para milhares de pessoas enquanto se apresentava no The Latesish Show.

A cantora se apresentando

Foto: Channel 4

Durante o programa, Jessie J foi convidada a cantar Old McDonald (Velho McDonald, uma música infantil dos Estados Unidos) no estilo de Whitney Houston (uma premiada cantora). A letra da música conta a história de um fazendeiro e dos animais que viviam em sua fazenda. Mas além das frases originais, Jessie J acrescentou outra: “Mas o velho McDonald, ele era vegano”.

A cantora falou pela primeira vez sobre veganismo em uma entrevista exclusiva para a Plant Based News, no começo de julho.

Ela afirmou que está no começo dessa jornada, aprendendo sobre o estilo de vida e tudo o que ele implica. “Eu não sei nada. Eu começo tudo o que faço dizendo ‘eu não sei nada, vou aprender’. É sobre conhecimento e poder aprender com a pessoa que foca no aspecto alimentar do veganismo, ou na crueldade contra os animais, ou no aquecimento global”, declarou.

“Essa jornada é sobre mim, tentando inspirar uma geração mais jovem a amar a si mesmos, amar e respeitar seus corpos, e amar o mundo”, completou.


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Análise descobre que uma dieta baseada em vegetais diminui o risco da diabete tipo 2

Por Rafaela Damasceno

As pessoas que seguem uma alimentação baseada em vegetais, como é o caso dos veganos e vegetarianos, reduzem o risco de desenvolver diabete tipo 2 – que causa um aumento na quantidade de açúcar no sangue -, segundo estudo.

Pesquisadores analisaram cerca de 300 mil pessoas que seguiam dietas baseadas em vegetais – aqueles que realmente se comprometiam com os estilos de vida que escolheram tinham menores chances (23% a menos) de desenvolver a doença.

Um prato colorido de vegetais

Foto: Shutterstock

Os adultos que se alimentam de comidas com baixo açúcar, gordura ou sal, como frutas e vegetais frescos, foram os que apresentaram os menores riscos. Os pesquisadores ainda não sabem dizer se o que diminui o risco é a falta do consumo de produtos derivados dos animais ou se é o alto consumo de fibras.

Atualmente, 4 milhões de pessoas vivem com diabetes no Reino Unido e 90% das doenças são do tipo 2.

A pesquisa foi feita por pessoas da Harvard T.H. Chan School of Public Health, em Boston, nos Estados Unidos. Elas analisaram 9 estudos que envolviam análises sobre dietas baseadas em vegetais e diabetes tipo 2. Os resultados da pesquisa foram publicados no Journal of the American Association Internal Medicine.

Os pesquisadores ainda não garantem ao certo qual é o motivo das dietas baseadas em vegetais reduzirem o risco da diabete tipo 2, mas possuem algumas teorias: alimentações saudáveis e ricas em vegetais demonstram melhorar a sensibilidade à insulina, pressão sanguínea e aumentam a perda de peso.

Além de todos os benefícios, pessoas que seguem uma alimentação voltada aos vegetais também costumam reduzir o risco de outras doenças, como as cardíacas.


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Primeiro time vegano do mundo agora será dirigido por uma mulher

Por Rafaela Damasceno

A equipe de futebol inglês Forest Green Rovers (FGR) contratou uma mulher para o cargo de diretora do grupo juvenil. O cargo nunca havia sido oferecido a uma mulher em um time masculino na Inglaterra antes.

A nova diretora do time, Hannah Dingley

Foto: Vegnews

A FGR tem um histórico de pioneirismo: é a primeira equipe de futebol vegano do mundo. Hannah Dingley, a nova diretora, será responsável pelo desenvolvimento de jovens jogadores de futebol que integrarão o FGR e outras equipes no futuro.

“Estou muito animada para começar”, afirmou ela. Hannah planeja incluir os valores e ideais do time nos jovens que treinará.

Em 2015, a FGR removeu todos os produtos de origem animal de seus estádios, tornando-se o primeiro time do mundo a jogar em um estádio inteiramente vegano.

O proprietário do time, Dale Vince, também é diretor de uma empresa de eletricidade vegana, a Ecotricity. Além de promover o veganismo, ele também agrega os princípios de sustentabilidade ao espírito da equipe. Abandonou os uniformes feitos com produtos plásticos e adquiriu camisas de bambu. Os calções possuem o logotipo dos patrocinadores veganos da equipe.

Hannah diz que a imprensa atualmente fala muito sobre o veganismo, mas que o estilo de vida é muito mais profundo do que o divulgado. “É sobre ter princípios, ética, e tratar os outros de maneira correta”, define.


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Ciclista termina sua 20° Grand Tour e atribui sucesso ao veganismo

Por Rafaela Damasceno

O ciclista vegano Adam Hansen bateu um recorde ao terminar vinte Grand Tours (Grande Voltas) consecutivas. Existem três por ano: na França, Itália e Espanha – cada uma delas acontece em um período de três semanas e possui aproximadamente 20 etapas por competição.

O ciclista, de capacete e óculos

Foto: Twitter

O atleta atribuiu seu sucesso à uma alimentação saudável e baseada em vegetais. Ele adotou o estilo de vida há dois anos e contou que as pessoas normalmente se surpreendem ao saber que ele é um ciclista profissional completamente vegano.

Adam ainda contou que as pessoas perguntam sempre como ele consegue adquirir proteína. Segundo ele, é fácil adquiri-la através de feijões, legumes e outros alimentos que não tenham origem animal.

O ciclista fala regularmente sobre sua dieta baseada em vegetais em suas redes sociais, inclusive argumentando quando vê alguém criticando atletas veganos.

“Se há tanta nutrição em carnes com proteína e aminoácidos, então por que todos aqueles que não são veganos também tomam suplementos?”, perguntou a um usuário do Twitter, que reclamava da suplementação tomada pelos atletas veganos.

“Adotei o veganismo totalmente há cerca de dois anos, mas sempre tive uma alimentação baseada principalmente nos vegetais. A ideia de que um vegano não pode ser um ciclista profissional é absurda”, escreveu para o Telegraph.


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