Arraial Vegano da Zona Leste de SP oferece comida de boteco no dia 21

Por David Arioch

No dia 21 (domingo), das 12h às 19h, o Sindicato dos Metroviários de São Paulo, no Tatuapé, vai ser cenário do Arraial Vegano da Zona Leste, realizado pelo Vegan Club Solidariedade Animal.

Evento vai ser no Sindicato dos Metroviários de São Paulo, no Tatuapé (Fotos: Divulgação)

No arraial os visitantes vão encontrar inúmeras opções de comida de boteco, produtos de higiene pessoal e beleza, moda, acessórios, feirinha de adoção, atrações musicais, espaço para crianças e correio elegante.

“Teremos feijoada, espetinhos, sanduíches, salgados, doces, cervejas, quentão e vinho quente”, informa o Vegan Club, acrescentando que tudo será livre tanto de ingredientes de origem animal quanto de testes com animais.

A organização do evento pede, se possível, que os visitantes levem ração e roupas de inverno para doação. “Vamos distribuir para animais e pessoas em situação de vulnerabilidade. É importante também trazer copo”, informa. A entrada é gratuita.

Endereço

Sindicato dos Metroviários – Serra de Japi, 31, esquina com a Radial Leste – entre as estações de metrô Carrão e Tatuapé.


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Aumenta em 469% o interesse dos consumidores britânicos na alimentação vegana

Os consumidores britânicos estão mais curiosos sobre o veganismo do que nunca. Uma nova pesquisa revelou um aumento de 469% no número de pessoas interessadas em estilos de vida livres de crueldade.

O Ceuta Group, uma empresa de serviços que mapeia marcas e consumidores, reuniu dados do Google para descobrir que o número de britânicos pesquisando produtos veganos cresceu 469%. O Ceuta Group também descobriu que o Reino Unido é o quarto maior país europeu para aqueles que procuram alimentos e bebidas à base de vegetais e produtos de saúde e cuidados pessoais sem crueldade, precedidos pela Holanda, Grécia e Portugal.

Por que as pessoas estão se tornando veganas?

Embora o bem-estar animal tenha sido há muito tempo um motivador para aqueles que abandonam produtos de origem animal – sendo esta a principal razão pela qual 79 mil consumidores de carne participaram no Veganuary no ano passado – as preocupações com saúde e meio ambiente estão agora liderando os motivos de mudança entre os britânicos.

O Ceuta Group descobriu um aumento de 159% no número de pessoas pesquisando o impacto ambiental de uma vida vegana. A agropecuária é uma das principais causas do uso (e exaustão) da terra, da água, poluição, extinção de espécies e emissões de gases de efeito estufa.

A análise mais abrangente do impacto da agropecuária no planeta revelou que os alimentos à base de vegetais são a escolha mais eficaz para combater as mudanças climáticas. O pesquisador da Universidade de Oxford e autor do estudo, Joseph Poore, disse que a adoção de uma alimentação vegana é “a melhor maneira de reduzir seu impacto no planeta Terra”.

A pesquisa do Ceuta Group descobriu que o número de britânicos explorando os benefícios de saúde do veganismo aumentou em 61%, tornando-se o segundo motivo mais popular entre a população para abandonar os produtos de origem animal. Pesquisas sobre o veganismo e o bem-estar animal tiveram um aumento de 30%.

Ficar à frente da curva

O Grupo Ceuta, desde então, tem motivado as empresas a expandir a sua gama de produtos para acompanhar as mudanças nas preferências dos consumidores.

Annette D’Abreo, diretora do Grupo Ceuta, disse a Bdaily: “Os consumidores estão prestando mais atenção ao que colocam sobre seus corpos e dentro de em seus corpos quando pensam em saúde, beleza, comida e bebida. Essa mudança sísmica está forçando os donos de marcas a pensar de maneira diferente ”.

“A sustentabilidade, os ingredientes de origem ética, a redução de plástico e a pegada de carbono são temas importantes para as marcas e as escolhas mais saudáveis estão agora na vanguarda das mentes dos compradores”, continuou D’Abreo. Ela acrescentou que é responsabilidade dos varejistas “ficar à frente da curva”.

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Pesquisa estima aumento de 17% no consumo de produtos veganos até 2020 na China

Foto: Vegan Information

Foto: Vegan Information

O crescimento contínuo da população da China, que atualmente é de cerca de 1,5 bilhão de habitantes no país, os hábitos de consumo e as tendências alimentares dos chineses estão evoluindo para novas direções. A indústria de alimentos está agora tendo que atender a uma demanda crescente por alimentos à base de vegetais mais do que nunca.

Usando o GlobalData, a consultoria Verdict Foodservice descobriu que a indústria de alimentos chinesa está mudando rapidamente e que os consumidores estão sendo influenciados pela tendência global de alimentação saudável.

Alimentos orgânicos estão se tornando cada vez mais populares, e à medida que os níveis públicos de conscientização sobre questões de segurança alimentar estão aumentando, a indústria de serviços alimentícios está oferecendo cardápios orgânicos com mais frequência.

Os dados revelaram que o veganismo também se tornou mais popular entre a indústria chinesa de alimentos, de acordo com as estatísticas do South China Morning Post (dados de 2017), o mercado vegano deverá crescer mais de 17% de 2015 a 2020. ”Isto implica uma população vegana de mais de 200 milhões de pessoas em 2020”, diz a pesquisa.

Nesta semana, a KFC lançou um hambúrguer sem carne na China, embora o produto seja vegetariano, e não é totalmente vegano. Um sorvete feito de aveia também foi lançado no país em maio, assim como o ovo feito à base de vegetais, “just egg”.

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Ex-dono da empresa Ceratti investe mais de R$ 1 milhão em comida vegana

O ex-proprietário da empresa Ceratti, Mário Ceratti, de 65 anos, decidiu apostar em alimentos veganos. A Ceratti é conhecida por comercializar produtos de origem animal. No entanto, o ex-dono da empresa está, agora, focado no mercado vegano.

O empresário investiu pouco mais de R$ 1 milhão na empresa paulistana Beleaf, uma startup que comercializa refeições veganas pela internet e que, até julho, deve vendê-las no supermercado Pão de Açúcar.

Mário Ceratti (à esquerda) investiu pouco mais de R$ 1 milhão em startup que vende comida vegana (Foto: Reprodução / Valor Econômico)

Mário acredita que a busca por uma alimentação saudável e sustentável do ponto de vista ambiental veio para ficar. “Acho que é uma tendência. E não precisa ser vegano. Pode querer comer bem de vez em quando”, disse o empresário ao jornal Valor Econômico. Segundo ele, um de seus filhos é vegano.

O montante usado pelo empresário para investir na alimentação vegana é pequeno diante da fortuna da família. A empresa norte-americana Hormel pagou cerca de R$ 350 milhões pela Cerrati, que fatura aproximadamente R$ 400 milhões anuais.

De acordo com Mário, o investimento na Beleaf é o que mais o entusiasma. “Tenho feito alguma coisinha, mas nada tão perto do coração [como a Beleaf]”, disse.

O empresário investiu na startup por intermédio da Rise Ventures, que captou investidores-anjo para a Beleaf. “Mário Ceratti não é um anjo. É um santo”, afirmou Pedro Vilela, fundador da Rise. A Beleaf foi avaliada em aproximadamente R$ 8 milhões e captou cerca de R$ 2,5 milhões.

Os produtos da Beleaf não tem ingredientes de origem animal e a linha de refeições foi batizada de VeganJá, que é produzida em uma cozinha industrial no bairro Chácara Santo Antonio, em São Paulo.

Foto: Pixabay/Ilustrativa

A startup foi fundada em 2015 por Fernando Bardusco, Fábio Biasi e Jonatas Mesquita. Os três cursam administração na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e têm menos de 30 anos. A expectativa da Beleaf é vender, neste ano, 150 mil refeições, sendo mais de 90% pela internet, e faturar aproximadamente R$ 3 milhões. Em 2021, com entrada no varejo, o objetivo é comercializar 400 mil refeições, obtendo um lucro de R$ 8 milhões, segundo Bardusco. Para o futuro, o intuito é vender 50% dos produtos via internet e os outros 50% em supermercados.

Com a captação de recursos, para a qual Mário Ceratti atuou como âncora, a Beleaf investiu em uma câmara de ultracongelamento para viabilizar o atendimento do contrato com o Pão de Açúcar. O objetivo da empresa é chegar ao Rio de Janeiro em 2020.

“Conseguimos levar [os produtos] com distribuição refrigerada para o Rio. Só teremos estoque lá e venderemos pelo site, quase sem custo fixo”, afirmou Vilela, da Rise.

Caso as metas da Beleaf sejam atingidas nos próximos anos, a startup poderá fazer uma nova rodada de captação, dando saída aos investidores-anjo que investiram nela. Atualmente, os fundadores da Beleaf detém quase 55% do capital da startup, outros 16,5% são da Rise, que investe mensalmente R$ 20 mil para o pagamento dos funcionários da companhia. A família Ceratti detém 15% do capital.


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Startup recebe mais US$ 10 mi para ampliar produção de alternativas à carne

Por David Arioch

A startup Good Catch Foods, dos Estados Unidos, anunciou esta semana que arrecadou mais dez milhões de dólares por meio das empresas de investimentos New Crop Capital e Stray Dog Capital para ampliar a produção de alternativas à carne e aos animais marinhos consumidos pela população. A empresa já havia arrecadado 9,2 milhões de dólares por meio da CPT Capital.

Alternativas ao atum, aos hambúrgueres de peixes e aos alimentos baseados em siri estão entre as apostas da Good Catch (Foto: Divulgação)

Com esses recursos, a Good Catch pretende abrir uma unidade de produção de 20 milhões de dólares em Ohio, nos Estados Unidos, com previsão de produção anual de 100 milhões de dólares em proteínas de origem vegetal.

“Estamos incrivelmente confiantes sobre o futuro da proteína baseada em vegetais”, disse o cofundador e CEO da Good Catch, Chris Kerr, à Forbes. A startup surgiu com o objetivo de mostrar que é possível oferecer boas opções alimentícias sem a necessidade de matar animais ou prejudicar o meio ambiente.

Alternativas ao atum, aos hambúrgueres de peixes e siri estão entre as apostas da Good Catch. A cofundadora da startup, Marci Zaroff, disse anteriormente ao PRNeswire que hoje em dia quando os consumidores buscam por fontes de nutrição, e principalmente de proteínas, eles encontram um campo minado de escolhas. Por isso, o melhor caminho são as alternativas baseadas em vegetais.

A New Crop Capital tem se tornado uma das mais importantes firmas dos EUA na captação de recursos para empresas dedicadas ao mercado vegetariano e vegano. Além da preocupação com o meio ambiente e da oposição à exploração animal, outra razão para a Good Catch seguir por esse caminho é que a previsão é de que até 2050 as proteínas alternativas vão comandar pelo menos 1/3 do mercado global de proteínas.


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Benefícios para a saúde e veganismo favorecem mercado de proteínas hidrolisadas à base de vegetais

Por David Arioch

“A cultura vegana em crescimento está entre os fatores que impulsionam o mercado de proteínas vegetais hidrolisadas” (Foto: Getty)

Os benefícios para a saúde e o veganismo favorecem o mercado de proteínas hidrolisadas à base de vegetais. Esta é a conclusão de um relatório divulgado hoje (25) pela empresa de pesquisa de mercado Persistence Market Research.

“Está havendo uma demanda extraordinária por proteína hidrolisada à base de vegetais nos últimos anos devido às suas aplicações nutricionais”, informa a PMR e acrescenta que cada vez mais consumidores estão optando por proteínas hidrolisadas de origem não animal.

Atualmente entre as principais opções há proteínas derivadas de soja, trigo, arroz e ervilha, e que têm sido utilizadas inclusive como alimentos funcionais anti-hipertensivos.

O que torna esse tipo de proteína um grande atrativo, de acordo com o relatório da PMR, é o fato de que fornece todos os aminoácidos necessários e ajuda na redução da ingestão de gordura saturada e colesterol.

“Para prevenir doenças cardiovasculares, a demanda por alimentos acrescidos de proteínas vegetais hidrolisadas está aumentando. É uma maneira eficaz de reduzir o colesterol LDL e diminuir o risco de doenças cardíacas”, enfatiza.

Esses benefícios são apontados como diferenciais que auxiliam no crescimento da demanda por esses produtos vendidos tanto como matérias-primas para a indústria quanto produtos finais em forma de suplementos e ingredientes culinários. E conforme o mercado cresce, há um ganho em custo-benefício que aproxima cada vez mais os consumidores das alternativas vegetais.

A pesquisa estima que esse mercado deve registrar taxa de crescimento anual composta de 5%, valendo pelo menos um bilhão de dólares a mais em um período de dez anos – subindo de 1,6 bilhão para 2,6 bilhões até 2029.

“Conscientização dos consumidores sobre os alimentos veganos estão impulsionando essa demanda global”, acrescenta a PMR e aponta que com o crescimento da população vegana, que não consome nada de origem animal, um número crescente de empresas está tentando se adaptar à mudança na cultura alimentar.

“Assim, a cultura vegana em crescimento está entre os fatores que impulsionam o mercado de proteínas vegetais hidrolisadas”, ratifica.


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Atleta vegana quebra recorde mundial de resistência muscular em prancha abdominal

A atleta vegana, Dana Glowacka, quebrou o recorde mundial feminino de tempo (resistência muscular) realizando a mais longa permanencia em uma prancha abdominal até hoje.

Glowacka, que ficou em segundo lugar no Desafio Internacional de Prancha da Copa do Mundo em Pequim, em 2016, conseguiu manter a posição na prancha por surpreendentes quatro horas e 20 minutos.

Gratidão

“Estou muito grata. Realmente, se você colocar todo o seu empenho em algo que você acredita, você vai conseguir realizar isso! Obrigada”, ela escreveu no Instagram.

“Eu tenho treinado por quatro anos com George Hood. Quatro anos com quatro horas e 20 minutos terminados. Isso leva a mente a manter o corpo em pé”.

Glowacka, que pratica Ashtanga e Yin -Yoga há anos para ajudar no equilíbrio, foi convidada pela empresa de vestuário vegana, Plantpump, independente de ela ser ou não vegana.

“Sim, eu sou uma atleta vegana. Spirulina [está] no meu sangue”, ela respondeu.

Titulares do recorde mundial

Glowacka não é a única atleta vegano a competir pelo título de recordista mundial. No ano passado, a icônica maratonista Fiona Oakes marcou seu quarto Recorde Mundial do Guinness.

A mais recente conquista de Oakes foi para a “Meia Maratona mais rápida em uma fantasia de animal (feminino)”, que ela completou em junho passado.
Depois que seu recorde foi aprovado, Oaks dedicou a honra ao “Poder Vegano” – afirmando que era “para os animais, as pessoas e o planeta”.

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Cosméticos veganos são a mais nova tendência na indústria da beleza

Foto: We heart living

Foto: We heart living

Um estudo realizado pela equipe responsável pela ferramenta de busca de beleza “Cosmetif” como parte de um estudo já em andamento sobre o surgimento de tendências de beleza consciente, descobriu que as mulheres britânicas tem dado preferência aos cosméticos veganos mesmo sem ser veganas.

Os resultados mostraram que 56% das mulheres britânicas estão comprando produtos de beleza veganos, mas 39% desse grupo não se identificam como veganas.

Para a pesquisa, a Cosmetify questionou mais de 2.200 mulheres com idades entre 18 e 45 anos, todas que usam maquiagem regularmente.

Verificou-se que quase uma em cada 10 mulheres optou propositadamente por comprar apenas produtos de beleza veganos. Em torno de 44% delas disseram que estariam preparados para pagar mais por produtos de beleza “conscientes”, e a maioria das mulheres (62%) declarou que seus hábitos conscientes de compra de beleza mudaram significativamente nos últimos cinco a 10 anos.

Em termos de hábitos de compra consciente/ética em cosméticos, as entrevistadas foram questionadas sobre o tipo de produtos que compram com mais frequência: o orgânico foi o mais popular (68%), depois o natural (61%) e os veganos (49%). Enquanto apenas 9% admitiram apenas comprar produtos veganos, 47% disseram que o fazem mais do que costumavam fazer antes (comprar produtos de beleza veganos), fazendo desta a mais popular tendência ascendente da beleza.

Curiosamente, dos 56% das entrevistadas que admitiram comprar produtos veganos o tempo todo ou mais do que costumavam, quase dois quintos (39%) revelaram que elas mesmas não eram realmente veganas.

Falando sobre as conclusões do estudo, Isa Lavahun, Gerente de Marca Digital da Cosmetify.com, disse: “Muitas das tendências atuais na indústria da beleza são impulsionadas pela beleza consciente, especialmente quando se trata de produtos orgânicos, veganos e naturais. Isso coincide com a rápida mudança nas escolhas de estilo de vida e que os consumidores são mais eticamente conscientes do que nunca. A informação é a chave para mudar, por isso as marcas de beleza precisam ser mais transparentes sobre como fazem e distribuem seus produtos. É ótimo ver consumidores questionando determinadas embalagens e que movimentos como “livre de plástico” estejam ganhando força e popularidade”.

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Ascensão do veganismo afeta fazendas de criação diminuindo a demanda por carne

Foto: Adobe

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Com a maior conscientização da população sobre a crueldade animal envolvida na produção de carne e nas fazendas de criação de animais, a indústria da carne tem sofrido golpes no mundo todo. O último exemplo disso são os produtores de carne em Bristol (Inglaterra) que, de acordo com especialistas, já estão sentindo o impacto causado pela ascensão do veganismo e queda da demanda.

Alex Demetriou é o diretor administrativo da Regency, que abastece a indústria de catering (distribuição de carne) do Reino Unido. Ele diz que a demanda por carne de bois e vacas caiu 5% em relação ao mesmo período do ano passado.

Ele citou vários fatores para o declínio, incluindo o impacto do iminente Brexit (saída da Inglaterra da União Europeia), e o aumento nos estilos de vida vegetariano e vegano.

Movimento vegano

“Parece que isso foi impulsionado pelo movimento vegano, vegetariano e flexitário, que está se tornando cada vez mais popular como uma escolha de estilo de vida, em vez de qualquer tipo de tendência passageira”, disse Demetriou ao Bristol Live.

Hambúrguer vegano da Beyond Meat | Foto: Beyond Meat

Hambúrguer vegano da Beyond Meat | Foto: Beyond Meat

“Houve um aumento na demanda no primeiro trimestre por causa de toda a incerteza em torno do Brexit e do impacto potencial nos mercados de carne bovina se tivéssemos saído da UE no final de março, como planejado”.

Produtores de carne no vermelho

De acordo com o periódico do setor de produção Farmers Weekly, os problemas para os produtores de carne de bois e vacas se espalharam para além de Bristol.

Ela afirma que a queda na demanda é resultado do fato de os consumidores receberem “uma variedade de mensagens negativas sobre carne vermelha, incluindo advertências sobre obesidade, câncer e o efeito da criação de animais sobre o meio ambiente”.

Mensagens que inclusive – faça-se um adendo – são estudos divulgados pela mídia contendo informações corroboradas por especialistas, tanto médicos, como cientistas e pesquisadores.

Ele diz que isso está levando à queda da demanda nos setores de varejo e hospitalidade, e cita Sam Chesney, presidente do conselho de carne de boi e cordeiro da Ulster Farmers Union: “Eu diria que a maioria dos produtores de carne está definitivamente no vermelho no momento”.

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Três razões pelas quais o veganismo é mais próximo das pessoas do que elas acreditam

Foto: Adobe

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Muitas pessoas estão começando a entender que o veganismo, mais do que uma mera escolha alimentar, é uma maneira de pensar e viver.

Aqui estão três razões pelas quais você já pensa como um vegano e não sabe disso:

1. Você ama animais

Você tem grande admiração por animais que conhece pessoalmente: seu gato é mais zen do que você jamais poderia imaginar e o cachorro de seu amigo está sempre atraindo seus carinhos.

Em algum momento de sua vida, você sentiu uma conexão comovente com seu animal de companhia ou cm o animal doméstico de outra pessoa. Uma conexão profunda que é mais facilmente descrita como “amor”, mas que, de certa forma, vai além dessa palavra usada em excesso; é um tipo de amor puro e reverente que não se importa com reciprocidade: incondicional.

Você descobriu que, ao observar animais – selvagens ou domésticos, na vida real ou mesmo através de uma grade ou janela – você está testemunhando uma vida interior complexa.

Quando você vê um vídeo de um humano intervindo para salvar um tubarão encalhado, seu coração se enche de alívio e orgulho na raça humana. Mesmo que no caso seu instinto seria nadar em outra direção se você visse um tubarão nadando ao seu lado.

Foto: Adobe

Foto: Adobe

2. Você se sente frustrado com a falta de ação contra a mudança climática

Você entende perfeitamente que o tempo está passando e nós temos que encontrar soluções rápidas e poderosas para consertar os danos que já causamos como espécie.

Você deseja que seus os seres humanos mostrem um sinal de união coletiva voltada para o cuidado com o planeta, nosso lar compartilhado.

Você não consegue nem imaginar a catástrofe que nos espera se não agirmos todos juntos.

3. Você está exausto por todo o sofrimento do mundo

Evitar ler as notícias porque sabe que o conteúdo delas vai trazer tristeza e preocupação é sinal de que você esta antenado com a situação do mundo.

Você se desespera porque a paz parece tão ilusória no mundo e você sonha com um futuro em que as coisas sejam diferentes.

Você teme em pensar nos animais sendo abusados e mantidos em gaiolas.

Da mesma forma, você fica enojado ao ouvir sobre seus outros companheiros animais humanos que sofrem fome ou abuso.

Em tempos difíceis, você tem empatia consigo mesmo e se sente solitário ou incompreendido.

Você sente todas essas coisas porque a empatia está arraigada em todos nós. Esse sentimento está no coração da experiência humana; quando deixamos de abordar emoções que ela invoca em nós, nos desumanizamos.

Flexibilidade psicológica

“Quando você olha pra si mesmo de um modo compassivo, bondoso e amoroso, a vida se abre e então você consegue se voltar para o significado e propósito da vida e percebe como você é capaz de trazer amor, contribuição, beleza e bondade para a vida dos outros.”

Essas palavras são proferidas pelo professor de psicologia Dr. Steven Hayes em sua palestra no TED de 2016. Como o amor transforma a dor em propósito. Hayes considera a capacidade de se envolver e responder ativamente às emoções dos outros de “flexibilidade psicológica”.

“Basicamente, isso significa permitir que pensamentos e sentimentos apareçam, depois, de forma ponderada, atentar para o que o ajuda a se mover na direção que valoriza”.

Mova-se na direção que você valoriza

Se você já está pensando como um vegano, tente viver como um por um mês ou dois e veja se você desenvolve um relacionamento melhor consigo mesmo.

Pode parecer impossível no começo, mas é fácil quando você já sabe como agir. Você logo descobrirá que há muito mais a ser ganho do que sacrificado.

Se você está procurando orientação, pesquise no Facebook por uma comunidade vegana local. Os veganos adoram compartilhar dicas e quase todos começaram não-veganos, para que eles saibam de onde você está vindo.

Ninguém espera que você faça isso e se transforme de uma vez, e partindo do nada. Mas você aprenderá muito ao longo do caminho, e um dia, muito em breve, olhará para trás e terá orgulho de ter sido corajoso o suficiente para se apropriar de seus valores em um mundo que não o encoraja a fazer isso.