Aluna de química de MT cria maquiagem vegana com matérias-primas naturais

Uma estudante da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) criou uma linha de maquiagem vegana e orgânica com produtos de origem natural sem substâncias tóxicas na composição e que não agridem a pele. Sandynara Aguiar Gama, de 19 anos, mora em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá (MT). Ela desenvolveu 15 produtos de modo caseiro.

A linha de produtos foi apresentada como projeto de ciências em uma instituição de ensino. A ideia foi apresentada em abril na Feira Nacional de Empreendedorismo (FNE) do Centro de Cursos Brasileiros (Cebrac). O objetivo principal da feira foi a importância da sustentabilidade.

Foto: Jéssica Souza Bruno/ Arquivo pessoal

Sandynara disse ter observado o mercado de cosméticos e viu a possibilidade de crescimento e de destaque na área de maquiagens naturais.

O intuito foi desenvolver uma linha de maquiagem natural que não prejudicasse a pele, que não contém na composição nenhum tipo de substância tóxica e que não haja necessidade de ser testada em animais e nem substâncias de origem animal.

A estudante relatou ao G1 que fez os produtos sozinha sob orientação de um professor do curso. A fabricação aconteceu na residência dela. Ela possui todos os laudos técnicos dos ingredientes utilizados, comprovando assim, a autenticidade do material sendo natural. Os laudos técnicos são assinados por uma profissional habilitada em química.

Foram produzidos um tônico facial, demaquilante bifásico, esfoliante de café, máscara de aveia, sombra em pó, iluminador líquido, gloss labial, batom líquido, base, pó, blush, protetor labial, sombra em base, batom e delineador em creme.

Foto: Sandynara Aguiar Gama/ Arquivo pessoal

Na composição das maquiagens foram usados produtos naturais, como beterraba, argila branca, flor de alecrim, óleo de pequi, óleo de manga, azeite de oliva, cacau em pó, farinha de amora, óleo de rícino, e outros produtos de origem natural.

Segundo a estudante, foram desenvolvidos 15 produtos, como fabricação caseira, e dois que ainda estão em processo de desenvolvimento, como o rímel e o delineador líquido. Foi gasto cerca de R$ 2 mil para comprar as matérias-primas e os recipientes.

A qualidade dos produtos foi comprovada com testes de pH, método científico que avalia e classifica as soluções químicas e com laudos técnicos das matérias primas utilizadas.

Os produtos causaram surpresa nos colegas, mas que ficaram curiosos com o método de fabricação. “Muitas pessoas que conheço acharam a ideia interessante, por ser natural e vegano. A questão do desenvolvimento do produto é o que mais chamou a atenção da maioria dos meus colegas e amigos”, contou.

Além de apresentados na feira, os produtos também foram vendidos ao público que teve o interesse em comprar e restaram algumas amostras. Surgiram propostas de empresas interessadas em vender o produto nas lojas.

Para a produzir as maquiagens, a estudante e criadora pesquisou sobre produtos vendidos no mercado de cosméticos naturais e adquiriu conhecimento suficiente para ter sucesso no desenvolvimento dos produtos.

Questionada sobre o tempo de validade dos produtos por serem de origem completamente naturais e diferentes dos produtos com química sintética, ela explicou: “As fórmulas dos produtos naturais devem conter de acordo com as certificadoras 95% de matérias primas naturais. Normalmente, para conservação de cosméticos (não naturais) é usado conservantes, que agridem a pele, entre outros malefícios. A validade do produto pode ser comprometida principalmente se houver água na fórmula, que acelera os fungos e bactérias”.

Sandynara explicou que praticamente não utilizou água nos cosméticos. Para auxiliar a conservação dos produtos, ela usou vitamina E e óleos essenciais que possuem uma ação que ajuda a evitar a oxidação e contaminação.

Foto: Sandynara Aguiar Gama/ Arquivo pessoal

Portanto, os produtos desenvolvidos de modo caseiro e com substâncias de origem natural possuem uma validade menor por não conterem vários tipos de conservantes, mas que existe outros métodos para melhorar a questão da validade, afirmou a estudante.

A estudante disse ao G1 que pensa em expandir a ideia, como criar um negócio no ramo, patentear os produtos, mas é necessário investimento financeiro ou investidores. A expansão precisaria de um laboratório adequado com todas as exigências e equipamentos necessários.

Sobre a expansão, ela contou que gostaria de construir uma loja física para expor os produtos veganos e que o espaço funcionaria como uma farmácia de manipulação. Está estudando meios para expandir, mas que já recebeu propostas de investimento e pretende estudá-las em breve.

O trabalho de Sandynara foi supervisionado pela professora Kenya Rafaela, que foi a orientadora do projeto e pela química Fábia Elaine Ferreira que assinou os laudos técnicos para a estudante que ainda está se profissionalizando.

Fonte: G1


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Comediante gera polêmica no Reino Unido ao declarar que veganos são mais éticos

Por David Arioch

Ranganathan publicou que seguidores que não simpatizam com o veganismo comentaram que ele “é a pior escória da face da Terra” (Foto: BBC2)

Recentemente o comediante britânico Romesh Ranganathan gerou polêmica no Reino Unido ao declarar que veganos são mais éticos. A afirmação foi feita em um vídeo publicado pela BBC2:

“As pessoas odeiam veganos, e elas odeiam veganos porque acham que nos consideramos melhores do que os não veganos, e eles acham que estamos sempre batendo em cima disso, e todas essas coisas são verdadeiras.”

E acrescenta: “Sou melhor do que você se você não é vegano. Em relação às minhas decisões éticas, sou muito melhor que você. Sou melhor para o planeta, melhor para os animais…”

Ranganathan publicou que seguidores que não simpatizam com o veganismo comentaram que ele “é a pior escória da face da Terra e que seu tempo para pagar por essas atitudes virá em breve.”

Primeiro o comediante declarou que “não imaginava tantas reações” e que a lição foi aprendida, embora tenha deixado claro em seguida que na realidade já esperava esse tipo reação.

“Você vai me ver expressando visões provocativas apenas em shows de comédia, no palco e nesta coluna [da BBC], e provavelmente em outro vídeo. Quem eu estou enganando? Veganos são o futuro, e se você consome laticínios e carne você não se importa com o planeta “, provocou mais uma vez.


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Festival vegano será realizado neste domingo em Belo Horizonte (MG)

A primeira edição do festival Paraíso Veg será realizada neste domingo (9), das 11 às 18h, no bairro Paraíso, em Belo Horizonte (MG). O evento deve reunir expositores das áreas de gastronomia, artesanato, moda, cosméticos e plantas.

(foto: Galpão Paraíso/Facebook/Divulgação)

A entrada é gratuita e a presença de animais domésticos é bem-vinda. “O mercado para o público vegano tem conquistado franca ascensão nos últimos anos. Por isso, as feiras de economia criativa precisam, também, estar atentas a esta demanda”, pontua a microempresária Regina Hamagutti, sócia da Litta Massas Veganas, que participará do festival. As informações são do portal Uai.

Como o veganismo é uma filosofia de vida que vai além da alimentação, as barracas do festival irão comercializar, além de alimentos, peças de vestuário, itens de higiene e limpeza, entre outros.

O evento contará ainda com show do músico Dom Preto, além de uma roda de conversa com a nutricionista Graziela Paiva. ONGs de proteção animal também participarão do festival, inclusive a entidade O Lobo Alfa, que resgata animais e os disponibiliza para adoção.

Os organizadores do evento esperam que mais de mil pessoas passe pelo festival ao longo do dia.

Serviço

Paraíso Veg
Data: 9 de junho, domingo
Horário: de 11h às 18h
Local: Galpão Paraíso (Rua Cachoeira Dourada, 44, bairro Paraíso)
Entrada gratuita

Campanha pede à Johnson & Johnson para abdicar dos testes em animais

Por David Arioch

No desenvolvimento do Splenda, a multinacional causou a morte de 12,8 mil animais entre cães, macacos, coelhos e camundongos (Foto: Getty)

Uma campanha criada recentemente está pedindo à empresa Johnson & Johnson, gigante do ramo de produtos farmacêuticos e de higiene, para abdicar dos testes em animais. Segundo a idealizadora e ativista dos direitos animais, Jacqueline Canlas, com base nos princípios que a multinacional promove, o consumidor pode acreditar que a empresa tem altos padrões morais. Porém, a realidade não é bem assim.

A Johnson & Johnson pode alegar ser uma empresa ‘cruelty free’, no entanto, Jacqueline reforça que isso não condiz com a verdade, já que a multinacional desenvolve produtos testados em animais, o que pode ser confirmado pela internet – considerando tipo de produto e destino.

Além disso, o que pode criar uma ilusão da não realização de testes em animais são os braços menores da empresa, ou seja, suas subsidiárias – como a marca de produtos para pele Aveeno, os produtos de higiene feminina Carefree, os de higiene bucal Listerine; de cuidados com a pele e corpo Lubriderm; e de maquiagem, pele e cuidados com o corpo Neutrogena.

Há muitas outras como a Rembrandt, RoC, Stayfree, Reactine, Acuvue, Benalet, Clean & Clear, Cotonetes, NeoStrata, Mylanta, Nicorette, ob, Reach, Sempre Livre, Sundown, Tylenol, Band-Aid, Hipoglos, OGX e Desitin.

“A quantidade de testes em animais realizados pela Johnson & Johnson e suas empresas é colossal. Quantas vidas inocentes de animais foram tomadas, envenenadas e torturadas? Não deveria ser assim. Peço ao CEO da Johnson & Johnson, Alex Gorsky, e ao Conselho da Johnson & Johnson, que parem imediatamente de realizar testes em animais”, enfatiza a ativista dos direitos animais, que criou uma petição no site Care2, que já se aproxima de 83 mil assinaturas.

Segundo informações da Humane Society Internacional, só nos testes de segurança do adoçante Splenda, a multinacional fundada em 1879, causou a morte de 12,8 mil animais entre cães, macacos, coelhos e camundongos.

“Os cientistas queriam observar os efeitos do Splenda no sistema nervoso. Eles morreram simplesmente porque queríamos uma alternativa ao açúcar”, lamenta. Se você é contra a realização de testes em animais, assine a petição clicando aqui.  


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Britânico faz sucesso com imitação de peixe à base de flor de banana marinada em algas

Por David Arioch

“Peixe vegano” com fritas, uma das opções oferecidas pela Sutton no leste de Londres (Foto: Reuters)

O britânico Daniel Sutton, proprietário da Sutton and Sons Fish & Chips, uma empresa familiar do ramo alimentício com diversas filiais pelo Reino Unido, decidiu incrementar o cardápio de opções veganas no início de 2019.

E o resultado em sua loja no leste de Londres foi tão positivo que de lá pra cá a sua maior dificuldade é atender a demanda. “Nós pensamos em produzir algo vegano e ver como é. O resultado foi muito bom, então introduzimos um cardápio completo”, diz Sutton.

Na realidade, o empreendedor decidiu ir um pouquinho além. Esta semana ele está abrindo uma filial da Sutton and Sons Fish & Chips dedicada aos veganos – e com uma cozinha onde não entra nada de origem animal.

A loja também fica no leste de Londres, que Daniel Sutton qualifica como uma região moderna e com a maior demanda por restaurantes veganos. Das opções no cardápio, o destaque da atualidade é o “peixe vegano” à base de flor de banana marinada em algas marinhas.

Esses ingredientes são à base do alimento, mas o sabor surge a partir de uma planta litorânea que os ingleses chamam de samphire, mas que no Brasil conhecemos como salicórnia – que se popularizou depois que Shakespeare a citou na tragédia “Rei Lear”.

Com essa combinação, Sutton tem feito sucesso entre os veganos, embora nem todo mundo concorde que o gosto seja de peixe.

“Não acho que tem gosto de peixe, mas eu definitivamente comeria mais. Tem um sabor melhor do que peixe com batatas fritas e é um bom alimento”, disse à gerente de arrecadação de fundos, Cat Thomas, que foi convidada a experimentar o prato, segundo a Reuters. A Sutton também oferece alternativas ao camarão, além de veggie burgers, “linguiças veganas”, etc.


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Hotel no Reino Unido oferece hospedagem livre de produtos de origem animal

O Reino Unido tem mirado no mercado de hospedagem específica para pessoas veganas. Depois de Londres inaugurar a primeira suíte vegana do mundo em janeiro, no Hilton’s London Bankside, agora a Escócia ganha um hotel totalmente vegano e que oferece uma hospedagem 100% livre de produtos com origem animal.

Foto: Reprodução/Portal B9

O Saorsa 1875 fica em Highland Perthshire, e será inaugurado já no próximo dia 15 de junho. O estabelecimento tem aparência medieval, e só trabalha com alimentos, bebidas, peças e produtos de limpeza que sejam ecológicos, à base de plantas e sem nenhum envolvimento com animais no processo de fabricação/produção.

A acomodação também se descreve como “luxo ético”, vinculando as origens góticas vitorianas às comodidades modernas contra os “tons neutros do norte da Europa” para proporcionar aos hóspedes uma pausa da vida agitada da cidade.

Além das refeições que são todas com base na culinária vegana e comandadas pelo chef Luca Sordi, todos os vinhos, drinques e demais bebidas também são veganos. Tudo é plantando pelo próprio hotel ou comprado de produtores de produtores locais.

O hotel possui 11 quartos, todos com mobiliário e decoração de estilo antigo e boêmio. Os interessados ​​podem encontrar mais detalhes para a estadia aqui.

 

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Uma publicação compartilhada por Saorsa Hotel (@saorsa1875) em

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Fonte: B9

Pelo de cânhamo é alternativa vegana ao pelo de origem animal

A empresa ucraniana DevoHome, fabricante de tecidos á base de fibra de cânhamo, desenvolveu um inovador pelo de cânhamo como alternativa natural e vegana ao pelo verdadeiro e pelo sintético à base de petróleo. O material é feito de 50% de cânhamo e 50% de viscose.

Foto: Reprodução / Instagram /@panorama.cosmos

As aplicações incluem mantas, almofadas e forro para casacos e calçados. O pelo de cânhamo é um produto único, porque é 100% biodegradável, 100% de origem vegetal, leve, caloroso, hipoalergênico, vegano e sustentável. O aspecto é idêntico a lã.

A DevoHome produz têxteis de cânhamo natural na Ucrânia. A empresa cultiva o cânhamo para a produção de fios e tecido, depois confecciona produtos como roupas, cobertores, mantas, capas de colchão e travesseiros feitos de cânhamo.

O cânhamo industrial é cultivado sem pesticidas ou herbicidas, pois não é necessário. A planta não atrai nenhuma praga. Devido às propriedades antissépticas naturais da fibra de cânhamo, têxteis de cânhamo, roupa de cama e outros produtos são naturalmente hipoalergênicos.

Foto: Reprodução / Instagram / @devohome_hemp

Foto: Reprodução / Instagram / @thehempplaceuk

Fonte: Stylo Urbano


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Alpinista completa primeira subida vegana da história do Everest

Em 2015, Kuntal Joisher teve certeza de que iria morrer.

Um terremoto havia provocado uma avalanche que atingiu o acampamento base do Everest. Joisher estava preso ao lado de outros alpinistas.

“Aquela noite, quando fui dormir, revisei minha vida inteira”, ele lembra.

A tragédia matou 17 pessoas e feriu mais 60.

Imagem: Kuntal Joisher/Arquivo Pessoal/BBC

Joisher, de 39 anos, sobreviveu, mas rapidamente se deu conta de uma coisa: “Se você tem quaisquer sonhos ou paixões, o melhor momento para cumpri-los é agora. Não amanhã, não o dia seguinte, não em 60 anos quando você tiver todo o tempo do mundo e dinheiro guardado. Agora”.

Quatro anos depois, ele orgulhosamente declarou ter cumprido a primeira subida “100% vegana ao Monte Everest”.

Joisher se descreve como um alpinista vegano que mudou sua vida para realizar um sonho.

“Eu queria provar para o mundo que não precisamos comer ou usar animais para obtermos êxito nos maiores sonhos das nossas vidas, incluindo subir as mais altas e difíceis montanhas”, ele disse à BBC em uma entrevista por e-mail.

De vegetariano para vegano

O alpinista se tornou vegano há 16 anos, enquanto estudava em Los Angeles, nos Estados Unidos.

“Um dos amigos que moravam comigo na universidade me mostrou os horrores das indústrias de laticínios e couro. Como vegetariano, sempre achei que estivesse cuidando do mundo animal. Mas me dei conta que estava contribuindo para o aumento da exploração, então mudei meu estilo de vida.”

Mas a ideia de escalar a montanha mais alta do mundo não tinha lhe ocorrido ainda. Ele se mudou de volta para a Índia e começou sua carreira como engenheiro de TI.

Em 2009, quando estava de férias nos Himalaias, decidiu que escalaria o Everest. “Era uma ideia louca na época. Eu prometi a mim mesmo que ou escalaria como um vegano, ou não escalaria.”

Na época, ele pesava 110 quilos, e se deu conta que precisaria de treinamento físico intenso para realizar seu sonho. Então, começou uma rotina de treinamento baseada em resistência cardiovascular e treinamento funcional e de força de alta intensidade.

Joisher diz que as pessoas a seu redor pensavam que seria impossível para ele alcançar o nível necessário para um ambiente tão desafiador. Mas ele não achou difícil.

“Nunca tive problemas para formar massa muscular magra em uma dieta vegana. Meu foco é comer uma variedade de frutas, legumes e grãos misturados com pequenas doses de nozes e sementes ao longo do dia para obter proteína suficiente.”

Ele trabalhou suas habilidades de alpinismo com um curso na Patagônia chilena e completou uma série de expedições antes do grande desafio.

Sua primeira tentativa de escalar o Everest, em 2014, falhou por causa de um desastre natural. Um avalanche em 2015 acabou com suas chances novamente.

“Depois disso, várias pessoas tentavam me convencer a desistir, dizendo que a montanha não me queria lá. Outros até disseram que eu não era capaz. Mas não dei ouvidos.”

Ele fez sua terceira tentativa em maio de 2016.

Ele adaptava a comida vegana local para suprir sua necessidade calórica diária. Com o aumento da altitude, a necessidade calórica aumenta. “Durante uma expedição, desde que a comida seja vegana, não me importo se é saudável. Eu como porque preciso das calorias”, explica.

Joisher chegou até o cume.

Ficou feliz, mas ainda não estava satisfeito. Embora tivesse completado o desafio fazendo uma dieta vegana, se sentiu culpado por usar roupas com materiais de origem animal.

Ele usou roupas feitas de penas de ganso para aguentar temperaturas tão baixas quanto -50ºC e luvas com partes de couro.

Sua próxima missão seria cumprir uma escalada 100% vegana.

Subida 100% vegana

Kuntal conseguiu alternativas para itens feitos de couro, seda e lã. Mas o casaco feito de penas de ganso foi difícil de substituir.

Ele entrou em contato com diversas fábricas pedindo um casaco sintético para sua expedição, mas não conseguiu respostas.

Imagem: Kuntal Joisher/Arquivo Pessoal/BBC

“Decidi construir meu próprio casaco usando microfibra sintética que cria isolamento térmico. Mas me dei conta que o produto final seria tão grande e pesado que não seria prático para escalar uma montanha.”

Sua procura por uma alternativa vegana continuou até 2018, quando ele se deparou com a solução de uma marca italiana para isolamento térmico sem penas. Kuntal convenceu a fábrica a fazer um casaco sintético para ele antes de sua expedição ao monte Lhotse, a quarta montanha mais alta do mundo, próxima ao Everest.

Deu tudo certo, e Kuntal escalou 8.848m com seu novo casaco livre de materiais com origem animal.

“Foi uma das expedições mais difíceis da minha vida. Mas minha maior alegria foi escalar sem usar um casaco com penas de ganso ou couro.”

Missão final

Agora, neste mês, ele usou o mesmo casaco para chegar ao topo do Everest mais uma vez.

“Escolhi o lado Norte (lado chinês) pelo seu clima notório – muito vento e muito frio. Também é difícil escalar dentro da zona de morte, acima de 8.000 metros.”

Pode-se chegar ao topo do Everest – na fronteira entre o Nepal e a China – pelo lado nepalês também.

Mas essa foi uma temporada perigosa. Ao menos 11 pessoas foram registradas como mortas ou desaparecidas.

O tempo ruim atrasou todo mundo. No lado tibetano (chinês), Kuntal esperava por uma janela de tempo bom para escalar até o topo – de 22 a 24 de maio.

E finalmente aconteceu.

Nas primeiras horas do dia 23 de maio, ele chegou ao topo do Everest.

Estava acompanhado de Mingma Tenzi Sherpa. Sherpas são guias experientes que preparam a rota, colocam cordas e carregam mantimentos e oxigênio para alpinistas estrangeiros.

“Com isso, acredito que completamos o que podemos chamar de primeira subida 100% vegana ao Everest sem congelamentos ou retiradas. Foi a coisa mais desafiadora que eu já fiz. Estou feliz que minha comida e meu equipamento veganos tenham resistido tanto ao longo do caminho.”

Fonte: BBC News Brasil


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Oferta de produtos sem ingredientes de origem animal triplica na Austrália

O número de produtos alimentícios sem ingredientes de origem animal triplicou na Austrália nos últimos cinco anos, segundo relatório da empresa de pesquisa de mercado Roy Morgan. A mudança nos hábitos de consumo é associada ao crescimento do veganismo no país.

De acordo com a organização Vegan Australia, hoje a Austrália tem de 400 a 500 mil pessoas que se identificam como veganas (Foto: Vegan Australia)

De acordo com a organização Vegan Australia, como não é possível informar o número exato de veganos no país, hoje a estimativa é de que a Austrália tem de 400 a 500 mil pessoas que se identificam como veganas.

“Em resposta à tendência crescente, restaurantes tradicionais e cadeias de fast food agora oferecem opções vegetarianas e veganas”, publicou este mês um dos portais de notícias mais visitados da Austrália – news.com.au.

Roy Morgan aponta também que quase 2,5 milhões de australianos abdicaram do consumo de carne. “Muitos são jovens mulheres preocupadas com o bem-estar animal e com a crueldade contra os animais”, destaca.

A página Vegan Australia, por exemplo, tem um total de 30 mil seguidores e 75% são mulheres na faixa etária dos 20 aos 35 anos. O diretor da organização, Greg McFarlane, diz que o Google Trends mostra que nos últimos 12 meses a Austrália foi o segundo país onde os internautas mais realizaram pesquisa envolvendo a palavra “vegano”.

Na Austrália, a maioria das buscas foi registrada em Victoria, seguida pela Austrália Meridional e Tasmânia. Os protestos realizados por ativistas veganos em março e no mês passado também ajudaram a chamar mais atenção para o veganismo e a atrair mais adeptos, inclusive dando origem a novos sites e páginas em mídias sociais.

Outro ponto de mudança é que atualmente 8,7% dos produtos disponíveis no mercado australiano trazem um selo declarando que são adequados para veganos, conforme informações da empresa de pesquisa Mintel. O que representa um aumento significativo considerando os 5,9% em relação a 2016 e 3,2% em 2014.

Em entrevista ao news.com.au, Jane Barnett, da Mintel, avalia que realmente as pessoas estão revendo seus estilos de vida. E outra prova disso é que na última pesquisa realizada, 14% dos australianos disseram que planejam uma transição para o vegetarianismo ou veganismo e 22% afirmaram que vão reduzir o consumo de carne.

Fonte: Vegazeta


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Festival vegano vai oferecer opções a partir de R$ 7 em Belo Horizonte (MG)

No dia 9, das 11h às 18h, o Galpão Paraíso, na região leste de Belo Horizonte (MG) recebe o Festival Paraíso Veg, que vai oferecer opções de alimentos veganos a partir de R$ 7. A entrada é gratuita.

Evento pet friendly vai contar com a participação de 34 expositores (Fotos: Galpão Paraíso/Veggie Roots/Divulgação)

Além da gastronomia, outros atrativos oferecidos por 34 expositores incluem cervejas artesanais (da Cervejaria Protótipo), artesanato, moda, cosméticos, produtos de higiene pessoal e plantas ornamentais. Haverá ainda stand de tatuagem, participação de ONGs de proteção animal e roda de conversa com nutricionista vegana.

Segundo os realizadores do evento, Rodrigo Oliveira e Miguel Rocha, entre as opções gastronômicas estão hambúrgueres, pizzas, cachorros-quentes, feijão tropeiro, moqueca, salgados, pães artesanais, molhos, geleias, antepastos, cogumelos, bolos, bombons, sorvetes, bebidas probióticas e alimentos congelados.

A empresa Veggie Roots vai participar oferecendo veggie burgers livres de conservantes, aromatizantes e corantes artificiais. “Teremos burgers com tempero indiano, mexicano, árabe, tailandês e baiano”, informa Oliveira.

Já a Litta Massas Veganas confirmou a oferta de seis sabores de pizzas veganas no Paraíso Veg: de massa de beterraba com milho, cebola, pimentão e brócolis; de massa de abóbora com shitake e tomate; de massa de espinafre com palmito e pesto; e três versões com queijo vegano. A bandeja com seis minipizzas será vendida por R$ 20.

Saiba Mais

O Galpão Paraíso fica na Rua Cachoeira Dourada, no bairro Paraíso.

Fonte: Vegazeta


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