Ator de Game of Thrones se junta à empresa que criou a criptomoeda vegana

Por David Arioch

“[A plataforma] Vegan Nation é a base de uma economia vegana internacional que torna a vida vegana mais simples, mais econômica e melhor para a terra e para a alma de um cada um de nós” (Foto: Getty)

O ator britânico Jerome Flynn, mais conhecido como Bronn da série Game of Thrones, da HBO, e que não consome alimentos nem outros produtos de origem animal, agora é um dos membros do conselho consultivo da empresa vegana VeganNation, que surgiu no ano passado com o objetivo de criar uma criptomoeda rastreável que pode ser utilizada para produtos e serviços com certificação vegana disponíveis na plataforma.

“Vegan Nation é a base de uma economia vegana internacional que torna a vida vegana mais simples, mais econômica e melhor para a terra e para a alma de um cada um de nós. A VeganCoin permitirá que mais pessoas se tornem veganas e assim contribuam para reduzir a nossa pegada ecológica”, defende Flynn, que tem participado de diversas campanhas em defesa dos animais, em comunicado da empresa.

A criptomoeda vegana começou a ser comercializada no final do mês passado. Segundo a empresa, a intenção maior é apoiar empresas veganas e criar uma economia livre de crueldade.

O CEO Isaac Thomas afirma que é importante tornar o estilo de vida vegano mais acessível, criando uma comunidade global descentralizada e rica em recursos que podem ajudar as pessoas nos mais diversos aspectos de uma vida livre de ingredientes e produtos de origem animal.

Embora tenha sido idealizado para unir e facilitar a vida dos veganos, o aplicativo da VeganNation é destinado a qualquer pessoa de qualquer lugar que queira se abster do consumo de animais.

Uma pessoa do Brasil, por exemplo, pode comprar facilmente um produto vegano disponibilizado na plataforma por uma pessoa ou empresa da Islândia. Não há restrições de origem e destino. O aplicativo permite não apenas compras, mas também permutas.

A plataforma se volta ainda para o ativismo em prol do veganismo, já que oferece recursos para o compartilhamento de conteúdo entre usuários de qualquer país.

Número de veganos e vegetarianos em casas de repouso quase triplica no Reino Unido

Por David Arioch

Roy (à direita) não vive em uma casa de repouso, mas se tornou popular em Staffordshire por realizar campanhas por mais refeições veganas em instituições que cuidam de idosos (Fotos: Apetito/Lancashire Post)

De acordo com a organização Vegetarian for Life (VFL), que oferece assistência a veganos e vegetarianos idosos no Reino Unido, o número de veganos e vegetarianos quase triplicou em casas de repouso nos últimos cinco anos – ultrapassando os sete mil.

Segundo Amanda Woodvine, da VFL, é ótimo que mais pessoas estejam escolhendo um estilo de vida vegano, mas isso mostra também que há muito trabalho a ser feito para garantir que haja opções adequadas de refeições e lanches para veganos em casas de repouso do Reino Unido.

“Pode ser assustador para a equipe de catering em casas de repouso planejar refeições se apenas um morador for vegano. Mas a VFL tem uma grande quantidade de recursos disponíveis para facilitar o máximo possível”, diz Amanda.

E acrescenta: “Há receitas em nosso site para refeições cotidianas e também para ocasiões especiais, como aniversários e churrascos. Também oferecemos oficinas de culinária com nossa equipe de chefs itinerantes.” O trabalho é voltado prioritariamente ao público idoso.

VFL parabeniza vegano de 98 anos

No ano passado, a Vegetarian for Life parabenizou o vegano Roy Burdin pelo seu aniversário de 98 anos. Ele se tornou vegano há mais de 30 anos e atribui a sua longevidade a uma alimentação simples e baseada em vegetais – principalmente um bom homus. Roy nunca comeu carne, mas só abdicou completamente do consumo de qualquer alimento ou produto de origem animal quando chegou aos 60 anos e aderiu ao veganismo.

A realidade da agricultura animal e industrial é a razão por trás do corte de todos os produtos de origem animal. “Eu estava bem nos meus 60 anos quando me tornei vegano. [Tornar-se vegano] era considerado um passo bastante avançado e muitas pessoas que eram [ovolacto]vegetarianas não conseguiam ver o sentido de abandonar os laticínios e assim por diante”, explica.

Roy não vive em uma casa de repouso, mas se tornou popular em Staffordshire por realizar campanhas para que as instituições que cuidam de idosos ofereçam refeições veganas.

Mercado vegano será inaugurado em agosto em Edimburgo, na Escócia

Em agosto vai ser inaugurado em Edimburgo, na Escócia, um mercado vegano que promete oferecer tudo que um vegano precisa e um pouquinho mais.

(Foto: Getty Images)

Além de produtos considerados de consumo básico, incluindo verduras, frutas e legumes, o mercado também vai comercializar carnes, queijos e leites vegetais, além de lanches e outros tipos de mantimentos.

De acordo com o empreendedor Alasdair Corbett, a intenção é facilitar a vida dos veganos. A loja será na Easter Road em Leith. A escolha do nome, que deve ser divulgado em breve, está sendo feita via Facebook, segundo o Edinburgh Live.

Inglaterra vai sediar festival vegano para crianças em agosto

Por David Arioch

Vegan Kids Festival tem a missão de celebrar o veganismo das crianças e estimular novas amizades (Foto: Getty)

Entre os dias 9 e 11 de agosto, Gloucestershire, na Inglaterra, vai sediar o Vegan Kids Festival, evento vegano para crianças que oferece comida vegana, jogos, brincadeiras, apresentações musicais, aulas de culinária e oficinas de criatividade.

Segundo a idealizadora Dana Burton, o evento é uma forma de estimular as crianças a continuarem fazendo escolhas mais compassivas. “Meu objetivo é criar um mundo mini-vegano por dois dias, onde todos que comparecerem possam estar cercados por pessoas que pensam da mesma maneira”, informa Dana.

Ela acrescenta que acontece das crianças se sentirem sozinhas ou isoladas em diversas circunstâncias na escola, por exemplo, por serem veganas. E um evento como o Vegan Kids Festival serve para mostrar que elas não estão sozinhas, embora ainda não sejam maioria.

“Meus filhos escolheram ser veganos junto com o resto da família. Sinto-me orgulhosa quando vejo a compaixão deles pelos animais, mas também fico triste quando são deixados de fora em alguma atividade na escola”, destaca Dana Burton.

Apesar disso, o Vegan Kids Festival tem a missão de celebrar o veganismo das crianças e estimular novas amizades. “Esse evento é sobre as crianças; nossos agentes de mudança do futuro”, enfatiza.

Deputado Nelson Barbudo (PSL) quer proibir uso da palavra carne em referência a alimentos de origem vegetal

Por David Arioch

Segundo Barbudo, a palavra “carne” deve ser exclusivamente reservada a todos os tecidos comestíveis “de espécies de açougue” (Foto: Agência Câmara)

Na última terça-feira, o deputado Nelson Barbudo (PSL-MT) apresentou o projeto de lei 2876/2019, que prevê a proibição do uso da palavra carne em referência a alimentos de origem vegetal.

Segundo Barbudo, a palavra “carne” deve ser exclusivamente reservada a todos os tecidos comestíveis “de espécies de açougue, englobando as massas musculares, com ou sem base óssea, gorduras, miúdos, sangue e vísceras, podendo ser in natura ou processados”.

Por isso o deputado quer proibir o uso da palavra carne em embalagens, rótulos e publicidade de alimentos de origem não animal.

“A terminologia “carne” vem sendo utilizada de maneira equivocada pela grande mídia e pela população, de forma geral, em produtos como ‘carne de laboratório’, feita através de células-tronco de músculos de bovinos, ‘carne’, ‘picadinho’ e ‘filé’ de soja, originalmente a proteína texturizada do grão, ‘carne de jaca’, feita com a própria polpa da fruta (Artocarpus heterophyllus), entre diversos outros exemplos”, reclama Nelson Barbudo.

E acrescenta: “Além de criar uma concorrência dos produtos de origem vegetal com os de origem animal, o consumidor é induzido a crer que, ao adquirir um produto de origem vegetal, está ingerindo alimento similar à carne quando, na verdade, está ingerindo extratos, polpas de frutas e etc., que não possuem o mesmo caráter nutricional.”

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70% das escolas britânicas querem cardápio vegetariano, segundo pesquisa

Números mostram que a juventude tem se preocupado com as questões de direitos animais e ambientais, e como seu alimento pode impactar nelas.


Fazer o vegetarianismo e o veganismo serem mais acessíveis em instituições públicas tem sido um grande debate nos últimos meses, com diversas campanhas tentando trazer a dieta à base de vegetais e legumes nas escolas e universidades.

Uma pesquisa comissionada pela Linda McCartney Foods, marcada pela Semana Nacional Vegetariana (13 a 15 de maio), apoia a iniciativa para inspirar escolas a se livrar de comidas de origem animal. A dupla de chefs veganos do YouTube BOSH! foi convidada pela empresa para fazer uma demonstração especial na Trinity Primary School em Londres, uma vez que a escola preparou o cronograma vegetariano para as crianças.

O estudo entrevistou cerca de mil crianças que moram no Reino Unido, na faixa etária entre 8 a 16 anos, e descobriu que os estudantes não estão tendo uma escolha justa na hora da merenda.

Com 10% dos participantes afirmam que já levam um estilo de vida sem refeições com carne, e mais de 44% de estudantes que tentaram cortar alimentos de origem animal de sua dieta, as escolas enfrentam a pressão de incluir mais comidas de base vegetal em seus cardápios.

A criançada relatou um vasto número de razões para a escolha de cortar a carne de suas dietas: 44% quer ser mais gentil com os animais, 31% é pelo meio ambiente, 29% é por que é mais saudável e 19% afirma que é simplesmente pelo fato de preferir vegetais à carne.

Outros fatores que instigam o estilo de vida para as crianças incluem: seguir os passos de celebridades (7%), amigos (10%), seus pais (17%) e algumas que só querem experimentar (27%).

Mas os números que preocupam é o de estudantes que relataram que têm que pular a refeição escolar por não haver opções sem carne (23%). O pior é que os outros 77% de jovens admitem que comem forçadamente a merenda, exatamente por não haver outras opções no cardápio.

O estudo também aponta que 26% dos jovens afirmam que seriam mais encorajados a parar de comer carne se eles soubessem mais sobre os direitos animais. 23% dizem que a variedade no cardápio das escolas ajudariam, e outros 23% contestam que, ao serem ensinados sobre os impactos da indústria de carne e laticínios sobre o meio ambiente, os iriam encorajar mais ainda a mudar a dieta.

Os co-fundadores do canal BOSH!, Henry Firth e Ian Theasby, comentam os resultados: “A juventude realmente se importa com o meio ambiente e as mudanças climáticas, que é uma das maiores ameaças para o seu futuro. Nós estamos vendo mudanças contínuas nas atitudes com a comida ao redor do mundo, e é incrível ver que no Reino Unido uma a cada dez crianças já é livre de uma dieta com carne; e esse número continua crescendo!”

Aqui no Brasil, no entanto, o problema ainda é mais embaixo. Em 2016, a chef Janaina Rueda, dona do famoso “Bar da Dona Onça” projetou menus mais saudáveis para as escolas públicas do estado de São Paulo, uma vez que toda a refeição era feita com enlatados, carnes e vegetais de baixa qualidade e não orgânicos. O projeto era uma colaboração com o governo do estado, ainda na gestão de Márcio França.

No cronograma alimentar, constavam opções vegetarianas e pratos com carne, com direito a um dia da semana exclusivamente vegetariano, como forma de educação alimentar para as crianças, visando o impacto de seus alimentos no meio ambiente. Todos os suprimentos foram escolhidos pela própria chef, com direito a supervisão dos fornecedores e a procedência dos alimentos.

Mas com a vinda da gestão de João Doria no governo, também vieram os cortes de gastos fundamentais, e toda a refeição saudável da chef Janaina Rueda foi por água abaixo.

Cantor Anthony Gargiula afirma que a alimentação vegetariana estrita o livrou da acne

Foto: Anthony Gargiula

Foto: Anthony Gargiula

O músico e influenciador de mídias sociais, Anthony Gargiula, atribuiu sua incrível transformação, de uma pele coberta por acne, erosões e feridas para uma pele lisa e uniforme, ao fato dele ter passado a seguir uma alimentação baseada em vegetais pelos últimos oito meses.

A celebridade de 19 anos postou fotos do antes e depois no seu perfil do Twitter, comentando sobre a melhora incrível de sua pele desde que abandonou os produtos de origem animal.

Brilho Vegano

Com mais de 12 mil likes, o tweet de Gargiula também chamou a atenção da organização pelos direitos animais, Peta, que respondeu: “Absolutamente incrível! Eles não chamam esse efeito de “brilho vegano” a toa. Parabéns por oito meses de vida saudável e compassiva”.

Em entrevista ao Plant Based News, Gargiula explica que sofria com a acne desde os 12 anos de idade, e parou de tomar a medicação prescrita pelo dermatologista porque o remédio estava lhe dando enxaqueca.

Nada funcionava para mim

“Eu também tentei cada produto tópico disponível no mercado, dos tradicionais aos lançamentos. Mas nada parecia funcionar para mim”, disse Gargiula.

“Depois do ensino médio, mudei-me para Orlando (EUA), onde me deparei com um post no Facebook de uma amiga. Ela falou sobre como seguir uma alimentação vegana ajudou-a se livrar de uma acne cística”.

“Eu nunca tinha pensado em mudar minha alimentação para ver se isso afetaria minha pele. Ser vegano parecia um desafio imenso para mim, mas eu tive que tentar”, conta o cantor

Gargiula diz que não viu “muitos resultados no início”, mas depois de persistir por alguns meses ele começou a notar que estava tendo “menos erosões” na pele e suas manchas e cicatrizes estavam “ficando menores em tamanho”.

Conversando com a PBN, a estrela disse: “Eu planejo manter a carne e os laticínios fora da minha alimentação por um longo tempo, provavelmente por toda a minha vida”.

“Não tenho mais acne e, como artista, isso facilita muito a minha vida, porque não preciso mais colocar 5 quilos de maquiagem no rosto todos os dias”, conta aliviado Gargiula.

Efeitos causadores de acne dos laticínios

De acordo com o site Nutricional Facts (Fatos Nutricionais), a acne não existe em populações não ocidentalizadas, como os habitantes das ilhas de Okinawa, que não consomem laticínios.

O site dirigido pelo médico vegano, Michael Greger, afirma: “Por milhões de anos de evolução, este sistema de ingestão continuada de leite de mamíferos é exclusivamente e fisiologicamente fornecido ao recém-nascido apenas durante o período de amamentação”.

“O abuso crônico desse sistema de pós-natal de leite em geral e consumo de laticínios por humanos de sociedades industrializadas tem sido apontado como a principal causa da epidemia de acne e das doenças ocidentais crônicas mais graves”, relata o médico.

Ator Kevin Smith adota dieta vegetariana estrita para se manter saudável

Impulsionado por questões de saúde o ator adere ao veganismo | Foto: Getty Images

Impulsionado por questões de saúde o ator adere ao veganismo | Foto: Getty Images

O comediante, ator e produtor Kevin Hart é a mais recente celebridade a vir a público dizer que está adotando uma alimentação vegana.

Em um vídeo postado em seu Instagram story ontem, Hart disse a seus fãs que, para ele que já come de forma saudável, se tornar vegano é apenas um pequeno passo de onde ele esta e o ator vai experimentar a transição.

A celebridade, que é entusiasta de fitness, disse a seus seguidores “Eu vou começar a comer melhor”, disse ele. “Eu já como bem, mas agora vou me dedicar a essa mudança real e certeira da comida baseada em vegetais.”

No mês passado, o ex-juiz do American Idol, Simon Cowell, disse que adotou a alimentação vegana ao se aproximar do seu 60º aniversário no final deste ano.

A estrela da televisão afirmou estar lidando com problemas recorrentes de saúde que abrir mão de carne e laticínios resolveriam rapidamente.

“Um amigo meu, que é médico, recomendou falar com um especialista e eu o fiz por capricho. Eu era alérgico a melão, então não comi a fruta durante seis meses, mas fui visitar esse especialista e o que ele me explicou e fazia sentido ”, disse Cowell em uma entrevista recente ao Sun.

“Em 24 horas, mudei minha alimentação e não olhei para trás desde então. Você se sente melhor, você parece melhor. Eu cortei muitas das coisas que eu não deveria ter comido, principalmente carne, laticínios, trigo e açúcar – esses foram os quatro principais itens”.

O cineasta Kevin Smith se tornou vegano em 2018 depois de sofrer um ataque cardíaco agudo. A mudança ajudou-o a perder peso e reduzir a medicação para o colesterol. Rapper Will.i.am também viu melhorias significativas na saúde após sua recente mudança para uma alimentação vegana.

Embora as duas estrelas tenham se tornado veganas inicialmente, elas também demonstraram uma crescente conscientização dos problemas éticos com o consumo de carne.

Smith apareceu em várias campanhas pedindo às pessoas que abandonassem os produtos de origem animal. Will.i.am trabalhou algumas letras em uma música recente do Black Eyed Peas sobre o assunto também.

Cowell também pode ter sido motivado em parte pelo sofrimento animal. A estrela destacou cães resgatados em seu feed no Instagram e se juntou a uma lista de celebridades pedindo o fim do comércio de carne de cachorro.

Beyond Meat

O anúncio de Hart acontece em concomitância com a Beyond Meat ter se tornado a primeira empresa de carne vegana a abrir capital na semana passada. A startup foi listada na Nasdaq na última quinta-feira no maior IPO dos EUA em quase 20 anos. Os preços das ações da empresa subiram 163% no primeiro dia e a startup da Califórnia foi avaliada em quase 4 bilhões de dólares.

A empresa doou milhares de hambúrgueres na sexta-feira, apelidada de “Beyond Day” após o IPO. O músico Snoop Dogg filmou uma promoção dentro do caminhão Beyond Meat, onde distribuía hambúrgueres veganos ao ex-jogador de beisebol Nick Swisher.

O vídeo de Hart mostra seu chef preparando Beyond Burgers (hamburgueres de carne vegana da Beyond Meat) em sua cozinha enquanto fala sobre todos os produtos que a empresa oferece atualmente. “Eu estou nessa”, ele disse, “estou pulando nessa de cara.”

A fabricante de carne à base de vegetais Beyond Meat viu suas ações subirem 135% após seu IPO (abertura de capital na bolsa de valores), levando a empresa a um valor de mercado de 3,52 bilhões de dólares.

Sucesso na bolsa de valores e futuro vegano

De acordo com um relatório da MarketWatch, especialista no setor, os ganhos da empresa Beyond Meat continuaram durante a manhã de abertura de capital em 02 de maio, atingindo uma alta de 63,43 dólares que é cerca de 154% acima da alta inicial.

A Beyond Meat inicialmente planejava vender ações por entre 19 e 21 dólares, de acordo com o documento da Securities and Exchange Commission (SEC) de 22 de abril; no entanto, o aumento de preço de quarta-feira para 25 dólares sugeriu uma antecipação da forte demanda dos investidores.

A oferta pública inicial de quarta-feira da Beyond Meat a 25 dólares por ação para a venda de pelo menos 9,6 milhões de ações elevou a empresa ao valor de 241 milhões de dólares.

Em conversa com a CNBC, o Fundador e CEO da empresa, Ethan Brown, falou sobre os próximos passos da Beyond Meat. “No momento, representamos apenas 2% de penetração domiciliar”, disse Brown.

“Se você pensar em onde estamos nos mercados convencionais, nos tornamos, no último verão, pelo menos em nossa região do sul da Califórnia, a empacotadora número um as embalagens de hambúrguer das maiores mercearias convencionais do país”.

“Vamos construir essa uma nova instalação para oferecer aos consumidores uma variedade de opções, não apenas hambúrgueres, não apenas salsicha, mas em toda a cadeia de valor.”

“Também estou animado com o crescimento internacional e, em última análise, com o programa de cinco anos planejado para ficar realmente agressivo em relação aos preços”.

Brown discutiu previamente os planos da empresa para reduzir o preço da Beyond Meat abaixo da carne derivada de animais usando fontes alternativas de proteína com a ajuda de fundos levantados no IPO.

A Beyond Meat faz parte de uma nova onda de alternativas de carne vegana projetadas para parecer e o gosto de carne derivada de animais.

Brown diz que a Beyond Meat não foi feita para competir com outras marcas veganas e vegetarianas; a empresa se considera um concorrente direto de carne de porco, carne bovina e outros produtos não-veganos.

Até agora, a empresa tem sido bem sucedida em atrair consumidores de carne e flexitários, que compõem a grande maioria dos consumidores da Beyond Meat.

Isso se deve, em parte, à demanda do consumidor por alternativas à base de vegetais, mais saborosas e saudáveis, à medida que as pessoas se voltam para uma dieta mais rica em vegetais devido a preocupações com a saúde e o meio ambiente.

Além de produtos de carne a empresa comercializa produtos que incluem similares a frango, carne moída, salsichas e sua assinatura Beyond Burger, todos feitos sem produtos de origem animal.

A ação da Beyond Meat está atualmente sendo negociada a 64,89 dólares.

Expansão mundial

A partir deste ano, 2019, a Beyond Meat promete priorizar a sua expansão global que tem como compromisso levar seus substitutos de carne, que inclui versões vegetais de hambúrguer, linguiça e carne moída, para pelo menos 50 países.

Para conseguir isso, a startup fundada em 2009 tem contado com o apoio de grandes investidores – como Bill Gates e Leonardo DiCaprio, que tem não apenas injetado dinheiro na Beyond Meat, mas também divulgado seus produtos em suas mídias sociais.

Além disso, a marca tem sido endossada por atletas da NBA, NFL e também de esportes radicais. Segundo o CEO, Ethan Brown, Canadá, Europa, Austrália, México, América do Sul, Israel, Coréia do Sul e África do Sul devem ser beneficiados com a expansão global.

Atualmente, só nos Estados Unidos, a Beyond Meat já distribui seus produtos em mais de 27 mil estabelecimentos comerciais, entre grandes, médias e pequenas empresas. O que também motivou a startup a se aprofundar na realidade do mercado internacional é o grande volume de mensagens recebidas de consumidores questionando quando seus produtos serão chegarão até eles.

O último lançamento da Beyond Meat foi o Beyond Beef, “carne moída” à base de proteínas de ervilha, arroz e feijão mungo. O produto livre de soja e glúten possui um pouquinho mais de proteínas do que o seu equivalente de origem animal e 25% menos gorduras saturada.

Há muito tempo estamos de olho na criação de um produto que permita aos consumidores desfrutar da versatilidade da carne moída enquanto aproveitam os benefícios para a saúde humana, ambiental e animal dos alimentos à base de plantas”, diz Ethan Brown.

Jogadora Marta diz que deixou de consumir alimentos de origem animal há uma semana

Por David Arioch

O vídeo pode ser conferido no Instagram do jornalista Eduardo de Meneses (Imagem: Reprodução)

Em entrevista ao jornalista Eduardo de Meneses, da ESPN, Marta, eleita por seis vezes consecutivas a melhor jogadora de futebol do mundo, disse esta semana que deixou de consumir alimentos de origem animal há uma semana, quando decidiu experimentar “a dieta vegana” após um desafio.

A revelação foi feita quando Meneses pediu que ela sugerisse alguma receita tipicamente alagoana, ou seja, da terra natal da atleta. Em tom bem-humorado, Marta citou uma saladinha bem simples como sendo essencial na sua rotina.

O vídeo pode ser conferido no Instagram do jornalista Eduardo de Meneses – clique aqui.

Penguin vai publicar livro baseado em discursos da vegana e ativista pelo clima Greta Thunberg

Por David Arioch

A sueca de 16 anos terá um livro com uma seleção de 11 dos seus mais importantes discursos feitos desde agosto de 2018 (Fotos: Penguin Books/Reuters)

A tradicional editora britânica Penguin Books anunciou esta semana que vai publicar um livro baseado em discursos da vegana e ativista pelo clima Greta Thunberg. A sueca de 16 anos terá um livro com uma seleção de 11 dos seus mais importantes discursos feitos desde agosto de 2018.

Publicado em edição popular em brochura, o livro que já recebeu o título “No One is Too Small to Make a Difference”, em referência ao discurso que Greta fez em Katowice, na Polônia, na Conferência do Clima da ONU do ano passado, será lançado no dia 6 de junho e poderá ser adquirido por 2,99 libras esterlinas, o equivalente a 15,4 reais.

Sobre a justificativa para o lançamento, a Penguin classifica a jovem ativista como “a voz de um geração que enfrenta a catástrofe climática” e que tem motivado muitos jovens em todo o mundo.

“Sua mensagem é tão urgente e tão essencial que estamos trabalhando para disponibilizá-la para tantos leitores quanto pudermos, e o mais rápido que pudermos. Este pequeno livro documentará um momento extraordinário e sem precedentes em nossa história e convidará você a participar da luta pela justiça climática: acordar, divulgar e fazer a diferença”, destaca a editora.

Greta Thunberg entrou recentemente para a lista da revista Time de cem pessoas mais influentes de 2019. “Greta viu seu poder em nós e nós vimos o nosso poder nela. Lutando em seu país de origem, a Suécia, por um futuro livre de poluição, degradação ambiental e mudanças climáticas, Greta está inspirando os estudantes e envergonhando adultos apáticos”, justifica a Time.

Aos 16 anos, Greta, que no mês passado pediu o apoio do Papa Francisco na luta contra as mudanças climáticas, foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz por seu trabalho à frente dos projetos Youth Strike for Climate e Fridays for Future, que visam conscientizar autoridades do mundo todo sobre a importância de se combater as mudanças climáticas. Ela começou esse trabalho sozinha em agosto do ano passado, e desde então tem inspirado muitos no mundo todo.