Ex-funcionário de matadouro que se tornou vegano fala sobre os horrores que viveu no trabalho

Foto: Tras Los Muros

Foto: Tras Los Muros

O australiano Craig Whitney teve uma infância comum em meio aos animais como muitos outros meninos que vivem no campo no país. Seu pai era um agricultor de terceira geração que vivia em Bonalbo, NSW (New South Wales).

“É comum as crianças seguirem seus pais ao redor da fazenda. Aprender como eles fazem as coisas e ficar ao seu lado”, disse ele ao Plant Based News.

Aos quatro anos, Whitney já havia testemunhado cães sendo baleados na frente dele e vacas e bois sendo marcados, castrados e “deschifrados”. “Isso meio que se tornou uma parte normal da minha vida”, ele admitiu. Quando ficou mais velho, seu pai começou a discutir com Whitney a responsabilidade de cuidar da fazenda como um fazendeiro de quarta geração.

Um padrão comum

Esse padrão parece ser comum demais para muitos agricultores australianos hoje em dia.

De acordo com a Australian Farms Association: A maioria das fazendas na Austrália ainda são empresas familiares e há fazendas que foram passadas para a família por gerações”.

Whitney conseguiu escapar dessa pressão quando entrou no mundo de assistência social devido a complicações em sua família.

Matadouro de animais

Ao completar 19 anos, Whitney foi convencido por alguns amigos para se juntar a eles e ir trabalhar em um matadouro no oeste de NSW. Na época, ele precisava de trabalho e a ideia de “trabalhar com amigos” parecia atraente.

“Minha primeira função foi trabalhar como um ‘garoto de chão’ limpando o chão do matadouro”, diz Whitney. Ele admite que trabalhar neste papel era de alto risco em relação à segurança.

Foto: L214 éthique et animaux

Foto: L214 éthique et animaux

“Passei a maior parte do tempo me esquivando de corpos enquanto tentava limpar o chão de todo aquele sangue. Antes de morrer as vacas tinham suas patas traseiras acorrentadas e a garganta cortada. Elas se moviam, agonizando bem próximo de mim”.

Rastro de sangue

Whitney lembra-se de ter sido chamado várias vezes para limpar a sujeira de “vacas tendo de contrações nervosas enquanto estavam presas por correntes”.

Vacas chutando ao agonizar após terem a garganta cortada são comuns e em fevereiro deste ano um homem foi hospitalizado na Alemanha com ferimentos graves na face após uma vaca chutá-lo no rosto devido a um impulso nervoso após ser morta. Em um comunicado, a polícia disse que a vaca foi “morta de acordo com os regulamentos da indústria”.

Alguns dos piores momentos durante os anos de trabalho de Whitney, foram quando “as vacas escaparam da “caixa de contenção”, uma vez que sua garganta já havia sido cortada.

“Eles corriam tomadas de adrenalina e medo deixando um rastro de sangue e tinham que ser baleadas”. Whitney admitiu que, de vez em quando, quando uma vaca não tinha “a garganta cortada corretamente”, ela ficava totalmente consciente durante a “hemorragia” e sangrava até a morte.

Trabalhando rápido

Durante seu tempo no trabalho, Whitney foi frequentemente forçado a trabalhar mais rápido do que o normal para atender a cota diária necessária. “Com a seca acontecendo agora (na Austrália), tenho certeza de que estaria a todo vapor. Há mais demanda do que suprimento, então é só matar o máximo de animais o mais rápido possível (para maximizar) o lucro”.

Foto: Flanderstoday

Foto: Flanderstoday

“Sempre houve acidentes em todos os matadouros em que trabalhei. Houve muitas vezes em que quase perdi meus próprios dedos. Entre os operadores de serra, tem um ditado que diz: “sempre conte os dedos.”

O mais surpreendente é que Whitney testemunhou um colega de trabalho perdendo a mão inteira seguindo as práticas padrão da indústria.

Trabalho perigoso

Parece que estes não são casos isolados de trabalhadores gravemente feridos. Em 2010, um imigrante indiano de 34 anos, Sarel Singh, foi decapitado enquanto trabalhava em um matadouro de frangos em Melbourne.

De acordo com o Daily Mail: “O Sr. Singh foi morto instantaneamente ao ser sugado por uma máquina num movimento rápido depois de ser ordenado a limpar novamente uma área de embalamento”.

Andy Meddick abordou este incidente em um discurso no Parlamento este ano representando o partido Animal Justice (Justiça Animal). “Os trabalhadores foram obrigados a voltar ao trabalho apenas algumas horas depois que o sangue de Sarel Singh foi limpado do maquinário”, disse ele.

Whitney admite: “Senti-me muito mal no início. Mas era um trabalho e eu precisava de dinheiro. Estava pagando meu aluguel na época. Depois de um tempo eu me acostumei e admiti para a mim mesmo o quanto me sentia horrorizado”.

Porta de entrada para a Austrália

De acordo com Whitney, a maioria dos seus grupos de trabalho eram chineses, indianos ou sudaneses e estavam em 457 – Trabalho Temporário (Visto Qualificado).

“Os grupos de trabalho eram migrantes em busca de uma vida melhor na Austrália”, disse ele. “É uma porta de entrada para entrar no pais” (aceitar o trabalho em matadouros e conseguir o visto de trabalho).

De acordo com Whitney, a indústria está sempre à procura de mais trabalhadores. “Sempre há trabalho nos matadouros, a industria sempre esteve e estará em busca de mais trabalhadores. Procure em um matadouro na Austrália e você encontrará trabalho”.

Parando para sempre

Em 2013, Whitney largou a indústria de carne para sempre: “As pessoas não vão a público falar sobre isso. Conseguem outro emprego e deixam a indústria de carne e isso é o fim do assunto. A indústria pode vir atrás de mim por expor tudo como eu fiz. Levou um tempo para que eu conseguisse falar a respeito”.

Em 2018, Whitney tornou-se vegana depois de ter um colapso mental e sofrer de transtorno de estresse pós-traumático (PTSD).

Quando ele conheceu alguns ativistas dos direitos dos animais, sua vida melhorou. Em um post no Instagram recente, ele escreveu: “É com isso que eu sonho agora. Ativistas libertando animais e libertando-os da escravidão. Melhor do que pesadelos de bebês preciosos tendo suas gargantas cortadas pelo vício do consumidor”.

Whitney concluiu: “Se você conhece alguém que trabalha na indústria da carne, incentive-os a falar e buscar ajuda. A melhor maneira de ajudar os trabalhadores de matadouros é parar de apoiar indústrias que exploram animais, cortando carne, ovos e laticínios”.

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Galinhas escapam de caminhão que as levaria ao matadouro

O grupo de defesa dos direitos animais, Animal Justice Project (AJP), realizou recentemente uma extensa investigação secreta sobre as chamadas granjas de frangos “certificadas” como mantenedoras do “bem-estar animal” em seus processos de criação em Suffolk, na Inglaterra.

Durante esta investigação, que fazia parte da campanha The Foul Truth (“A Verdade Suja”, na tradução livre) da AJP, o grupo filmou o que descreveu como “níveis chocantes de abuso, negligência e assassinato”.

As imagens da investigação, que foram compartilhadas pelos jornais Daily Mail, Mirror, Independent e outras publicações regionais, mostraram um trabalhador urinando sobre aves moribundas, pássaros tendo seus pescoços quebrados e animais sendo jogados no chão entre outros abusos.

Angustiante

“Talvez a parte mais angustiante tenham sido as cenas de captura. O fato de que esses pássaros estavam supostamente sob a proteção da RSPCA não fazia diferença”, disse a fundadora da AJP, Claire Palmer, ao Plant Based News.

“Os trabalhadores pegaram muitos pássaros pelos pés antes de jogá-los nas caixas com tanta força que eles eram empurrados para da caixa por cima. Galinhas tiveram suas cabeças, pernas e asas presas, o que teria causado grande angústia e prováveis ferimentos graves.

“O estresse continuou enquanto os trabalhadores chutavam, xingavam e gritavam com as galinhas que lutavam desesperadamente para se erguerem e escapar dos engradados de plástico lotados. Tudo à vista de outros pássaros que estavam à espera de sua vez.”

Infrações

De acordo com Palmer, os trabalhadores desrespeitaram as diretrizes da RSPCA Assured e da Red Tractor, no que diz respeito aos níveis de ruído serem reduzidos ao mínimo.

Além disso, apenas alguns trabalhadores capturaram 4.750 galinhas em uma hora – uma velocidade que significa que o tratamento humano não é possível.

Dr. Andrew Knight, Professor de Bem-Estar Animal e Ética, e Diretor Fundador do Centro de Bem-Estar Animal, da Universidade de Winchester, assistiu às imagens.
Ele disse: “Estes abusos correm risco de lesões significativas, incluindo fraturas. Não há desculpa para esse tratamento desumano de animais”.

Conheça os sobreviventes

As galinhas Fleur, Basil e Rosie foram encontrados durante uma investigação da indústria de carne de frango, ao lado de uma estrada movimentada, que era uma rota comum para caminhões a caminho do matadouro.

Eles conseguiram escapar e salvar suas vidas no dia em que seriam mortos, mas agora, graças à AJP e a um fantástico santuário de animais, eles podem viver seus dias livres de estresse e cercados de amor e compaixão.

Mas esta semana a campanha tomou um rumo brilhante e positivo. Esta manhã foi revelado que existem três sobreviventes. Fleur, Basil e Rosie foram encontrados durante a investigação ao lado de uma estrada movimentada, que era uma rota comum para caminhões a caminho do matadouro.

Essas três galinhas são apenas bebês, mas sua condição quando foram encontradas e seu enorme tamanho (aditivos de crescimento) indicam que vieram de um galpão de criação intensivo.

Desde o seu resgate, eles estão se acostumando a uma vida livre de sofrimento. A AJP documentou a sua reabilitação e está agora a oferecer as aves para adoção. Todos os rendimentos irão para a organização para ajudar a realizar investigações mais vitais sobre a indústria agrícola.

Verdade suja

“Nossas descobertas revelaram a verdade repugnante sobre este setor. Seja criação em fábrica, criação livre ou orgânica, podemos garantir que ela tem 100% de chances de existir abuso garantidas”, disse Ayrton Cooper, do Campaigner para a AJP.

“Apesar de ter visto um abuso tão terrível nas fazendas durante esta investigação, estamos muito satisfeitos que existam três sobreviventes que puderam ser salvos”.

“Fleur, Basil e Rosie simbolizam uma indústria baseada na dor e no sofrimento, não importa onde você olhe. A resposta não é ‘bem-estar animal’ ou ‘criação orgânica’. Manipulação brutal e morte são padrão. A resposta efetiva é ser vegano”.

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Meghan Markle admite ainda comer alimentos de origem animal

Por Rafaela Damasceno

Apesar de todos os rumores em relação ao estilo de vida de Meghan Markle, ela não é de fato vegana. Na edição de setembro próximo da revista de moda Vogue Reino Unido, a duquesa de Sussex é a editora convidada e conversou com Michelle Obama, a ex-primeira dama dos Estados Unidos.

Meghan Markle sorrindo

Foto: Getty

A edição da revista já está disponível para downloado no iTunes e no Android, e estará nas bancas dia 2 de agosto. Para a entrevista com Michelle, Meghan a convidou para participar de um almoço casual, onde as duas comeram tacos de frango.

O fato confirma que, pelo menos de vez em quando, Meghan consome produtos de origem animal, o que vai contra o estilo de vida vegano. Em 2016, a duquesa disse que costuma seguir uma dieta baseada em vegetais no meio da semana, para que possa se alimentar de maneira mais flexível nos finais de semana.

A declaração já confirmava que Meghan seguia uma dieta baseada em vegetais apenas de vez em quando, sob motivos estéticos. Mesmo assim, muitas pessoas ainda tinham dúvidas e acreditavam que ela poderia ter aderido totalmente ao veganismo nos anos seguintes.

Em entrevista a Women’s Health, a nutricionista Julieanna Hever – autora do livro Nutrição Baseada em Vegetais – afirmou que acredita que a duquesa segue uma dieta flexitária (uma alimentação baseada em vegetais, legumes e cereais, mas que também inclui carne periodicamente).

Mesmo não sendo adepta ao veganismo, os hábitos alimentares de Meghan são positivos e divulgam o estilo de vida. Entretanto, o veganismo é muito mais do que uma dieta e tem um propósito muito maior do que a estética.

O veganismo é um estilo de vida. Ao se comprometer com ele, uma pessoa deixa de consumir quaisquer produtos que venham da exploração animal – sejam eles na alimentação, roupas, produtos de beleza etc.


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Homem vegano há mais de 50 anos fala sobre os benefícios de um estilo de vida saudável e compassivo

Por Rafaela Damasceno

John Machin, de 63 anos, abandonou os produtos de origem animal ainda criança. Vários médicos disseram aos seus pais que, se ele fizesse isso, não passaria dos 10 anos. Entretanto, ele ainda está vivo e saudável.

John com muitos músculos na academia

Foto: Plant Based News

John é um amante dos exercícios físicos: treina cerca de duas horas todos os dias. Ele não levanta pesos, mas usa seu próprio corpo para adquirir força.

“Há uma crença de que os veganos devem ser pálidos, magros e fracos. Espero mostrar que o completo oposto pode ser verdade. Tendo 63 anos, também posso ser um exemplo de que viver uma vida toda comendo apenas produtos de origem vegetal oferece resultados físicos duradouros e maravilhosos”, declarou à Plant Based News.

Ele afirmou que se tornou vegano ainda criança porque não suportava os alimentos de origem animal. Se seus pais ofereciam a ele carne, leite ou produtos do gênero, John se sentia enojado e fisicamente doente. “Aos cinco anos de idade, fui informado pelo nosso médico de que, se não começasse a comer carne, não viveria até os dez. Acho que ele errou um pouco a previsão”, brincou.

John revelou que não era saudável quando criança. Sua dieta consistia basicamente em batatas fritas, feijão e ervilha enlatada. Foi na adolescência que ele tomou consciência da amplitude dos alimentos veganos e se interessou por uma vida saudável – temas que ele agora ensina e passa adiante.

“Os alimentos vegetais são ideais para a saúde e forma física. Agora, me aproximando da minha sétima década, nunca me senti tão saudável. Amo o veganismo e a maneira que ele faz eu me sentir”, disse.

John acredita que nunca foi tão fácil se tornar vegano quanto agora. Tendo aderido ao estilo de vida há mais de 50 anos, ele viu a evolução do veganismo. “Há tantos estudos sobre saúde e meio ambiente, tantos alimentos veganos deliciosos nas prateleiras dos mercados, não há mais razões para não tentar o veganismo. Apenas desculpas”, garantiu.

Atualmente, John apoia uma campanha da Vegetarian for Life, Memory Care Pledge, que é dedicada a apoiar vegetarianos e veganos mais velhos. A campanha visa garantir que, mesmo aqueles que forem para casas de repouso, continuem se alimentando de acordo com suas crenças.

Ele acredita que ignorar a dieta e estilo de vida daqueles que tinham suas crenças antes de sofrerem alguma doença (como aqueles que perdem a memória ou ficam confusos) é imoral e insensível.

Por fim, John também falou um pouco dos benefícios do estilo de vida. “O veganismo é melhor para nossa saúde, para os seres humanos, para o planeta e, principalmente, para nossos maravilhosos animais”, concluiu.


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Consumidores de carne de origem animal estão migrando para os hambúrgueres veganos

Foto: Istock

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Uma nova pesquisa recentemente divulgada no Estados Unidos mostra que consumidores tradicionais de carne de origem animal foram responsáveis pelo consumo de 216 milhões de hambúrgueres este ano, representando 95% de todos os pedidos.

Duzentos e vinte e oito milhões de hambúrgueres foram encomendados em restaurantes de fast food, um aumento de 10% em relação ao ano passado, segundo a empresa de pesquisa de mercado NPD Group. Os hambúrgueres de carne bovina ainda são o pedido mais popular, mas o crescimento dos hambúrgueres veganos é estável. Cerca de 18% dos consumidores adultos dizem que estão tentando comer mais alimentos à base de vegetais, enquanto 60% declararam que querem comer mais proteína.

A crescente popularidade dos hambúrgueres vegetais é atribuída ao aumento da disponibilidade em cadeias de fast food como Burger King, White Castle e Carl’s Jr. O White Castle lançou o Impossible Burger no verão passado, enquanto Whoppers, que não usa carne, estará nos cardápios do Burger King em todo o país até o fim do ano. Carl’s Jr. lançou o Beyond Burger no início deste ano.

Quem está dirigindo o mercado de comida vegana? 

A comida vegana não é mais uma representação da contracultura hippie – celebridades como Snoop Dogg, a estrela da NBA Kyrie Irving, Jaden Smith e o líder do Black Eyed Peas will.i.am todos promoveram os hambúrgueres sem carne. Os analistas observaram que, embora os veganos e vegetarianos estejam comprando hambúrgueres veganos, eles não são a força motriz por trás do crescimento do mercado.

“Os hambúrgueres à base de vegetais permitem que os consumidores substituam os de origem animal sem sacrifício. Eles tem a mesma experiência de comer “hambúrgueres tradicionais” enquanto atenuam sua necessidade de mais preocupações sociais e de proteína “, disse Darren Seifer, analista do setor de alimentos e bebidas da NPD, em um comunicado. Os consumidores americanos não desistiram dos hambúrgueres, mas estão dispostos a misturar as coisas de vez em quando”.

Os resultados refletem as tendências de estudos anteriores. De acordo com a Dining Alliance, a maior organização de compras de restaurantes nos EUA, as vendas de carne vegana aumentaram 268% no ano passado, principalmente devido a opções mais realistas da Beyond Meat e da Impossible Foods.

Supermercados estão mostrando uma tendência similar. Um estudo da DuPont Nutrition revelou que 65% dos consumidores estão comprando alimentos à base de vegetais em uma tentativa de adotar hábitos alimentares flexitários.

“Há uma mudança sísmica nos hábitos alimentares em todo o mundo, criando uma oportunidade de mercado significativa. Mais importante, nossa pesquisa revela que, para a maioria dos consumidores, isso foi além da experimentação e se transformou em uma mudança permanente causada por fatores sociais, estilo de vida e saúde ”, disse Greg Paul, líder de marketing da indústria de bebidas da DuPont Nutrition & Health.

A Beyond Meat – que comercializa o Beyond Burger ao lado do hambúrguer de carne de origem animal em alguns supermercados, diz que 93% dos clientes produtos baseados em vegetais são onívoros.

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Estudo revela que os jovens de 16 a 24 anos são os que menos consomem leite de origem animal

Foto: 123RF

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Uma pesquisa recentemente publicada, já havia revelado que até um quarto dos consumidores britânicos trocaram o leite de origem animal pelo leite à base de vegetais e, em no mundo todo, os consumidores estão dispostos a pagar o dobro por leites como os feitos de coco, aveia e amêndoa.

Os números mais recentes da empresa de consultoria e inteligência de mercado, Mintel, também descrevem as tendências em todas as faixas etárias e mostram que os jovens entre os 16 e os 24 anos no Reino Unido são os que menos consomem o leite de vaca.

A pesquisa da Mintel sobre o mercado de leite em mudança no Reino Unido levou as seguintes conclusões:

•26% das mulheres preferem leite à base de vegetais

•Um terço (33%) de 16-24s optam por essas variedades.

•O crescimento é em grande parte impulsionado por entrantes de categoria como aveia (vendas cresceram 71% 2017 a 2018), coco (até 16% entre 2017-18) e variantes de amêndoa (até 10% entre 2017-18).

•No entanto, o uso de leites não lácteos é mostrado para ser limitado para cozinhar e uso de bebidas quentes. Apenas 25% dos consumidores de leite à base de vegetais usam esses produtos na culinária. 65% dos usuários de leite à base de vegetais gostariam de receber conselhos sobre como usar as alternativas lácteas na culinária.

•O consumo de leite de vaca caiu de 79% em 2018 para 73% para jovens entre 16 e 24 anos entre 2017 e 2018. O uso de leite de vaca no Reino Unido está agora concentrado entre consumidores mais velhos, com 92% de pessoas acima de 45 anos opções de laticínios.

•Em termos de motivação: 37% dos 16-24s reduziram o consumo de leite de vaca nos últimos 12 meses por razões de saúde, e 16-24s foram mostrados como a faixa etária mais provável (36%) para concordar que a indústria de laticínios é prejudicial para o meio ambiente.

Mercado global de leite de coco em ascensão

De acordo com uma pesquisa realizada pela Market Research Future e divulgada em maio, o crescimento do veganismo está favorecendo o mercado global de leite de coco. Outros fatores que também têm contribuído é a conscientização sobre os benefícios do leite de coco para a saúde e também consumidores que estão abandonando o consumo de laticínios por motivos diversos.

Esses fatores combinados deram ao mercado de leite de coco uma projeção de taxa de crescimento anual composta de pelo menos 14,61% até 2023 – o que pode significar um crescimento de cerca de 2,35 bilhões de dólares nos próximos quatro anos.

“Um dos principais fatores que impulsionam o mercado global de leite de coco é a crescente popularidade do movimento vegano no mundo todo”, informa o relatório.

Foto: Liveorganic.ru

Foto: Liveorganic.ru

E acrescenta: “O leite de coco é uma das principais substâncias visadas pelos fabricantes de produtos veganos, já que os veganos não consomem leite animal e, portanto, dependem de alternativas vegetais, como leite de soja ou leite de coco.”

Embora a Market Research Future também tenha citado outros fatores, a empresa conclui que a popularidade do movimento vegano em áreas desenvolvidas do mundo provavelmente impulsionará o mercado global de leite de coco durante o período de previsão de crescimento.

Entre as empresas citadas como líderes nesse mercado e que devem investir ainda mais na produção de leite de coco está a brasileira DuCoco, que conta com mais de 1,5 mil funcionários, distribuídos em sete fazendas no Ceará, duas fábricas em Itapipoca (CE) e Linhares (ES), e três centros de distribuição e um escritório central em São Paulo.

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Atriz Evanna Lynch estrela curta-metragem vegano que ironiza o antropocentrismo

Foto: Vegan Life

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A atriz irlandesa e ativista pelos direitos animais, Evanna Lynch, está estrelando um novo curta-metragem vegano.

Lynch fez sucesso interpretando a bruxa sonhadora de olhos arregalados Luna Lovegood na série de filmes “Harry Potter”, que terminou em 2011. Desde então, entre outros projetos, ela estrelou como a personagem principal no filme de 2015 “My Name is Emily”, competiu no programa “Dancing With the Stars” e apresentou seu próprio podcast vegano, “The Chickpeeps ”.

Agora, ela está desempenhando o papel de uma rainha alienígena em um novo curta vegano chamado “You Eat Other Animals” (Você come outros animais, na tradução livre). Não se sabe muito sobre o curta, mas Lynch confirmou em seu Instagram que seu personagem sequestra os seres humanos da Terra.

Ao lado de uma foto dela vestida e maquiada como a personagem, a atriz escreveu: “minha caracterização para o curta-metragem vegan ‘You Eat Other Animals’ interpretando uma rainha alienígena que sequestra dois terráqueos, o filme será lançado no final deste ano, manterei vocês informados”.

Foto: Vegan Life

Foto: Vegan Life

A maquiadora vegana Tabitha Mei-Bo Li fez o cabelo, a maquiagem e as próteses de Lynch para o filme, usando materiais e produtos sem crueldade. Li enviou sua própria foto de Lynch em fantasia para o Instagram, ela legendou o post “alien heartbreaker” (alien destruidora de corações, na tradução livre).

“Assim que me tornei vegana, encontrei minha identidade”

Lynch tornou-se vegana em 2015. De acordo com o Veganuary, sua decisão foi tomada com base na compaixão. Ela disse em um comunicado: “era o caminho certo para mim”.

Eu senti que, assim que me tornei vegana, eu assumi a mim mesma, como se eu estivesse apenas vivendo de acordo com o que eu acreditava, o que é uma coisa muito libertadora quando você finalmente se compromete com isso ”.

“Eu nunca encontrei uma religião ou uma fé que estivesse exatamente de acordo com o que eu acreditava, porque há muitas coisas das quais eu não tenho certeza”, ela continuou. “Mas eu acredito fortemente na não-violência, que não devemos estar machucando outras pessoas ou criaturas.”

Lynch também narrou o documentário vegano “iAnimal: The Dairy Industry in 360 Degrees”, produzido pela organização sem fins lucrativos Animal Equality.

Os espectadores experimentaram uma visita a uma fazenda leiteira através de um fone de ouvido de realidade virtual no curta, que recebeu uma indicação para “Melhor Experiência de Impacto Social” no Festival de Cinema de Raindance de 2018.

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Atleta vegano fica entre os 15 melhores de competição

Por Rafaela Damasceno

O Ninja Warrior é uma competição que ocorre em diversos países, onde os participantes encaram provas de agilidade, destreza, força, coordenação e agilidade, em um circuito preparado. O atleta vegano Jacob Peregrine-Wheller, que chegou duas vezes à final da competição, ficou entre os 15 melhores (dentre os 30 mil que se inscreveram).

O atleta saltando na competição

Foto: Supplied

“Essa temporada do Ninja Warrior para mim foi mais tranquila que a última. Agora tenho experiência e consigo lidar melhor com a pressão”, contou ele ao Plant Based News. Para ele, o fator que mais dificultava sua performance era a pressão. Sua alimentação nunca foi um empecilho para que chegasse onde chegou.

Ainda segundo o atleta, que participou da edição do Reino Unido, seu desempenho pode ter inspirado outros veganos. Na internet, pessoas se mostraram muito entusiasmadas com seu sucesso. “Alunos, amigos e família compareceram ao evento, alguns com faixas apoiando o veganismo”, disse. Alguns daqueles que foram apoiá-lo sequer eram próximos de Jacob.

“Alguns eram veganos que eu conheci na internet e quiseram demonstrar apoio. O suporte que eu recebi online chegou a centenas de pessoas, me apoiando como atleta vegano ou me mandando dúvidas sobre esse estilo de vida”, explicou.

Com o sucesso de sua participação na competição, Jacob se sentiu encorajado a embarcar em uma nova aventura: lançar seu próprio negócio. Neste ano, o atleta criou uma linha de roupas classificadas por ele como éticas.

A marca de roupas, ECO THREADS, será lançada no verão. As camisetas são feitas de material sustentáveis, com 60% algodão reciclado e 40% plástico reciclado.


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País de Gales abre seu primeiro supermercado vegano

Por Rafaela Damasceno

O País de Gales recentemente inaugurou o seu primeiro supermercado vegano, no Reino Unido, chamado Kind Earth (Terra Gentil). O estabelecimento abriu depois de receber uma concessão do Conselho do Condado de Carmarthenshire.

Várias pessoas comendo comidas saudáveis em baixo de um toldo

Foto: Livekindly

O supermercado vende alimentos veganos orgânicos cultivados localmente. Entre os produtos, também são oferecidos cupcakes, biscoitos, tortas, pastéis, salgadinhos, petiscos de cachorros – tudo vegano.

Também é oferecido aos clientes as “beebombs” (bombas de abelha), que é uma mistura de 18 sementes de flores britânicas misturadas no solo fino e um pouco de argila local. Elas não são para comer: devem ser espalhadas no chão para criar uma espécie de unguento que atrai e sustenta as abelhas.

Em seu Instagram, o Kind Earth declarou que ama as abelhas e que mal poderia esperar para comercializar as beebombs, para que pudessem ajudar a biodiversidade da região. Elas também serão oferecidas como um bônus, dependendo do gasto do cliente.

Além de vender produtos veganos, o estabelecimento também se esforça para se ver livre do plástico – apenas sacolas de papel são oferecidas aos compradores. O local administra um esquema de reciclagem e promove eventos e oficinas sobre sustentabilidade.

“A loja não é só um supermercado vegano, ela também oferece aos clientes iniciativas que podem nos tornar uma comunidade mais sustentável e saudável”, afirmou o dono Kind Earth, Matt Rogerson.

A inauguração de estabelecimentos veganos demonstra o crescimento da demanda. As pessoas estão procurando cada vez mais por alimentações saudáveis e se comprometendo com estilos de vida livres de crueldade.


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Vídeo pró-vegano publicado em conta oficial do Instagram ultrapassa 7,4 milhões de visualizações

Por David Arioch

Reprodução | Instagram

Na semana passada a conta oficial do Instagram (@instagram) publicou um vídeo pró-vegano sobre a fotógrafa e ativista vegana Sammantha Fisher que já ultrapassou 7,4 milhões de visualizações.

No vídeo de pouco menos de cinco minutos, Sammantha aborda sua história com a defesa dos direitos animais e também fala um pouco sobre o seu trabalho com o santuário Rancho Relaxo, em Nova Jersey, onde ela atua como voluntária.

Também apresenta alguns dos moradores, como a cabra Toast, que teve uma recuperação surpreendente após ser encontrada congelando de frio. “Faço todo o meu trabalho de graça. É sobre os animais. Não é sobre mim”, em referência à sua contribuição ao Rancho Relaxo.

A ativista vegana também doa metade dos lucros de suas fotos para santuários de animais, já que praticamente todos dependem, em menor ou maior proporção, de contribuição voluntária. “Ser uma ativista significa defender aquilo em que acredito independente do que as pessoas pensam sobre isso. Pra mim, significa defender os animais.”


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