Alpinista completa primeira subida vegana da história do Everest

Em 2015, Kuntal Joisher teve certeza de que iria morrer.

Um terremoto havia provocado uma avalanche que atingiu o acampamento base do Everest. Joisher estava preso ao lado de outros alpinistas.

“Aquela noite, quando fui dormir, revisei minha vida inteira”, ele lembra.

A tragédia matou 17 pessoas e feriu mais 60.

Imagem: Kuntal Joisher/Arquivo Pessoal/BBC

Joisher, de 39 anos, sobreviveu, mas rapidamente se deu conta de uma coisa: “Se você tem quaisquer sonhos ou paixões, o melhor momento para cumpri-los é agora. Não amanhã, não o dia seguinte, não em 60 anos quando você tiver todo o tempo do mundo e dinheiro guardado. Agora”.

Quatro anos depois, ele orgulhosamente declarou ter cumprido a primeira subida “100% vegana ao Monte Everest”.

Joisher se descreve como um alpinista vegano que mudou sua vida para realizar um sonho.

“Eu queria provar para o mundo que não precisamos comer ou usar animais para obtermos êxito nos maiores sonhos das nossas vidas, incluindo subir as mais altas e difíceis montanhas”, ele disse à BBC em uma entrevista por e-mail.

De vegetariano para vegano

O alpinista se tornou vegano há 16 anos, enquanto estudava em Los Angeles, nos Estados Unidos.

“Um dos amigos que moravam comigo na universidade me mostrou os horrores das indústrias de laticínios e couro. Como vegetariano, sempre achei que estivesse cuidando do mundo animal. Mas me dei conta que estava contribuindo para o aumento da exploração, então mudei meu estilo de vida.”

Mas a ideia de escalar a montanha mais alta do mundo não tinha lhe ocorrido ainda. Ele se mudou de volta para a Índia e começou sua carreira como engenheiro de TI.

Em 2009, quando estava de férias nos Himalaias, decidiu que escalaria o Everest. “Era uma ideia louca na época. Eu prometi a mim mesmo que ou escalaria como um vegano, ou não escalaria.”

Na época, ele pesava 110 quilos, e se deu conta que precisaria de treinamento físico intenso para realizar seu sonho. Então, começou uma rotina de treinamento baseada em resistência cardiovascular e treinamento funcional e de força de alta intensidade.

Joisher diz que as pessoas a seu redor pensavam que seria impossível para ele alcançar o nível necessário para um ambiente tão desafiador. Mas ele não achou difícil.

“Nunca tive problemas para formar massa muscular magra em uma dieta vegana. Meu foco é comer uma variedade de frutas, legumes e grãos misturados com pequenas doses de nozes e sementes ao longo do dia para obter proteína suficiente.”

Ele trabalhou suas habilidades de alpinismo com um curso na Patagônia chilena e completou uma série de expedições antes do grande desafio.

Sua primeira tentativa de escalar o Everest, em 2014, falhou por causa de um desastre natural. Um avalanche em 2015 acabou com suas chances novamente.

“Depois disso, várias pessoas tentavam me convencer a desistir, dizendo que a montanha não me queria lá. Outros até disseram que eu não era capaz. Mas não dei ouvidos.”

Ele fez sua terceira tentativa em maio de 2016.

Ele adaptava a comida vegana local para suprir sua necessidade calórica diária. Com o aumento da altitude, a necessidade calórica aumenta. “Durante uma expedição, desde que a comida seja vegana, não me importo se é saudável. Eu como porque preciso das calorias”, explica.

Joisher chegou até o cume.

Ficou feliz, mas ainda não estava satisfeito. Embora tivesse completado o desafio fazendo uma dieta vegana, se sentiu culpado por usar roupas com materiais de origem animal.

Ele usou roupas feitas de penas de ganso para aguentar temperaturas tão baixas quanto -50ºC e luvas com partes de couro.

Sua próxima missão seria cumprir uma escalada 100% vegana.

Subida 100% vegana

Kuntal conseguiu alternativas para itens feitos de couro, seda e lã. Mas o casaco feito de penas de ganso foi difícil de substituir.

Ele entrou em contato com diversas fábricas pedindo um casaco sintético para sua expedição, mas não conseguiu respostas.

Imagem: Kuntal Joisher/Arquivo Pessoal/BBC

“Decidi construir meu próprio casaco usando microfibra sintética que cria isolamento térmico. Mas me dei conta que o produto final seria tão grande e pesado que não seria prático para escalar uma montanha.”

Sua procura por uma alternativa vegana continuou até 2018, quando ele se deparou com a solução de uma marca italiana para isolamento térmico sem penas. Kuntal convenceu a fábrica a fazer um casaco sintético para ele antes de sua expedição ao monte Lhotse, a quarta montanha mais alta do mundo, próxima ao Everest.

Deu tudo certo, e Kuntal escalou 8.848m com seu novo casaco livre de materiais com origem animal.

“Foi uma das expedições mais difíceis da minha vida. Mas minha maior alegria foi escalar sem usar um casaco com penas de ganso ou couro.”

Missão final

Agora, neste mês, ele usou o mesmo casaco para chegar ao topo do Everest mais uma vez.

“Escolhi o lado Norte (lado chinês) pelo seu clima notório – muito vento e muito frio. Também é difícil escalar dentro da zona de morte, acima de 8.000 metros.”

Pode-se chegar ao topo do Everest – na fronteira entre o Nepal e a China – pelo lado nepalês também.

Mas essa foi uma temporada perigosa. Ao menos 11 pessoas foram registradas como mortas ou desaparecidas.

O tempo ruim atrasou todo mundo. No lado tibetano (chinês), Kuntal esperava por uma janela de tempo bom para escalar até o topo – de 22 a 24 de maio.

E finalmente aconteceu.

Nas primeiras horas do dia 23 de maio, ele chegou ao topo do Everest.

Estava acompanhado de Mingma Tenzi Sherpa. Sherpas são guias experientes que preparam a rota, colocam cordas e carregam mantimentos e oxigênio para alpinistas estrangeiros.

“Com isso, acredito que completamos o que podemos chamar de primeira subida 100% vegana ao Everest sem congelamentos ou retiradas. Foi a coisa mais desafiadora que eu já fiz. Estou feliz que minha comida e meu equipamento veganos tenham resistido tanto ao longo do caminho.”

Fonte: BBC News Brasil


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Startup arrecada 16 milhões de dólares para desenvolver comida de cachorro livre de animais

Foto: VegNews/Reprodução

Foto: VegNews/Reprodução

A startup de biotecnologia Wild Earth, com sede na Califórnia, arrecadou 16 milhões de dólares em financiamento para desenvolver alimentos para cães livres de crueldade animal, feitos a partir de fungos ecologicamente corretos e renováveis – uma proteína completa contendo todos os 10 aminoácidos essenciais.

A rodada de investimentos incluiu um investimento no valor de 11 milhões de dólares da VegInvest, uma empresa de capital de risco que apoia empresas que estão em estágio inicial e que se esforçam para substituir o uso de animais no sistema alimentar e em outras indústrias.

Os investimentos atuais da VegInvest também incluem empresas veganas como a JUST e a Veggie Grill. “A Wild Earth e a VegInvest compartilham uma base de valores e apostas em inovação nesse esforço conjunto para alcançar um sistema alimentar que funcione melhor para as pessoas, para o planeta e para os animais”, disse o CEO da Wild Earth, Ryan Bethencourt.

“A experiência deles em ajudar as empresas que representam o “futuro alimentar” a chegar ao mercado vai aumentar nossa linha de tempo para a disponibilidade comercial de nossa ração com proteína fúngica”.

Semelhante às empresas de alimentos inovadores criando carne cultivada em laboratório para consumo humano, a Wild Earth está desenvolvendo alimentos ricos em proteínas. para animais domésticos que sejam mais saudáveis, melhores para o ambiente e mais humanos do que os produtos convencionais.

Ano passado, a startup recebeu 450 mil dólares em financiamento do empresário bilionário Peter Thiel – co-fundador da PayPal e um dos primeiros investidores do Facebook – valor que foi usado para expandir a distribuição de seus atuais produtos.

A Wild Earth espera e trabalha para que sua nova fórmula de ração seca para cães seca esteja disponível ainda este ano.

Estudante de química da UFMT desenvolve maquiagem vegana com ingredientes naturais

Por David Arioch

Sandynara (de jaleco) desenvolveu 15 produtos veganos para maquiagem (Fotos/Acervo: Sandynara Aguiar Gama/Divulgação)

Estudante do curso de química da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), Sandynara Aguiar Gama, de 19 anos, desenvolveu recentemente 15 produtos veganos para maquiagem e os apresentou no mês passado na Feira Nacional do Empreendedorismo (FNE), do Centro de Cursos Brasileiros (Cebrac), que teve como tema a sustentabilidade.

Moradora de Várzea Grande, na Região Metropolitana de Cuiabá (MT), Sandynara conta que sua intenção desde o princípio era desenvolver uma linha de maquiagem natural, que não fosse prejudicial à pele e que não contasse com ingredientes de origem animal nem testados em animais.

Com esse objetivo em mente, a estudante de química produziu delineador em creme, batom, batom líquido, protetor labial, base, pó, sombra em pó, sombra em base, blush, esfoliante de café, máscara de aveia, iluminador líquido, gloss, demaquilante bifásico e tônico facial.

Para o desenvolvimento dos produtos que possuem laudos técnicos comprovando que são naturais, Sandynara utilizou ingredientes como argila branca, azeite, beterraba, cacau em pó, farinha de amora, flor de alecrim, óleo de manga e óleo de pequi e óleo de rícino.

Para evitar a oxidação e contaminação, ela também recorreu à vitamina E. A estudante, que investiu cerca de dois mil reais no projeto, agora pensa em transformá-lo em um negócio.

Saiba Mais

O desenvolvimento das maquiagens foi supervisionado pela professora e orientadora Kenya Rafaela e os laudos foram assinados pela química Fábia Elaine Ferreira.

Especialistas ressaltam a importância do mel para abelhas

Foto: Livekindly/Reprodução

Foto: Livekindly/Reprodução

Muitas pessoas usam mel como adoçante para chá e alguns produtos assados, mas o produto é feito por abelhas, a questão de seu status vegano ser uma discussão em andamento nas comunidades.

Algumas das dúvidas mais frequentes das pessoas é sobre o que seria o mel e como as abelhas o produzem, como isso acontece?

Primeiro, o néctar – um líquido açucarado encontrado nas flores – é coletado por uma abelha usando sua probóscide, uma espécie de língua longa e fina semelhante a palha. O inseto armazena o néctar em seu estômago extra, chamado de “colheita”. O néctar é tão importante para as abelhas que, se uma abelha operaria de mel encontra uma boa fonte, ela é capaz de comunicá-la a outras abelhas por meio de uma série de danças.

Foto: Livekindly/Reprodução

Foto: Livekindly/Reprodução

O pólen é tão importante quanto o mel: os grânulos amarelos encontrados nas flores são uma fonte de alimento para as abelhas, ricos em proteínas, lipídios, vitaminas e minerais. Eles são armazenadas em favos vazios e podem ser usados para fazer “pão de abelha”, um alimento fermentado que os insetos fazem umedecendo o pólen. Mas a maioria dos alimentos é coletada via busca por alimentos.

Enquanto as abelhas zumbem em torno da coleta de pólen e néctar, as enzimas em seu estomago se misturam com o néctar que ele já possui. Isso transforma sua composição química e pH, tornando-o melhor para armazenamento a longo prazo.

Uma vez que a abelha retorna à sua colmeia, ela passa o néctar para outra abelha via regurgitação em sua boca (daí porque alguns chamam mel de “vômito de abelha”). O processo é repetido até que o néctar, transformado em um líquido mais espesso rico em enzimas do estômago, seja depositado em um favo de mel.

Foto: Livekindly/Reprodução

Foto: Livekindly/Reprodução

As abelhas ainda têm mais trabalho para transformar o néctar em mel. Os insetos usam suas asas para “ventilar” o néctar, acelerando o processo de evaporação. Uma vez que a maioria da água se foi, as abelhas finalmente têm mel. Uma abelha vai selar o favo de mel por meio da secreção de seu abdômen, que endurece em cera de abelha, e o mel pode ser armazenado indefinidamente. Do início ao fim, as abelhas reduzem o teor de água de 90% do néctar para 20%.

Segundo a Scientific American, uma colônia pode produzir cerca de 250 libras (carca de 113 kg) de néctar – um feito significativo, considerando que a maioria das flores produzirá apenas a mais ínfima gota de néctar.

Um pote típico de mel requer um milhão de visitas à flores. Uma colônia pode produzir entre 50 a 100 potes de mel por ano.

As abelhas precisam de mel?

As abelhas tem bons motivos para trabalhar tanto para fazer mel.

De acordo com BeeSpotter, uma colônia média consiste em cerca de 30 mil abelhas residentes. Estima-se que as abelhas usem entre 135 a 175 galões (ou cerca de 2.100 libras) de mel anualmente.

O pólen é a principal fonte de alimento das abelhas, mas o mel também é importante. Abelhas operárias usam o mel como fonte de carboidratos para manter seus níveis de energia elevados. Ele também é consumido por abelhas adultas antes dos vôos de acasalamento e é essencial para ajudar seus filhos (larvas) a crescer. Quando o néctar é escasso, leva a uma alta chance de falha no desenvolvimento em adultos.

Foto: Livekindly/Reprodução

Foto: Livekindly/Reprodução

Um dos usos mais importantes do mel é durante o inverno, quando as abelhas operárias e a rainha se agrupam e metabolizam para gerar calor. Há poucas flores para polinizar após a primeira geada, então o mel se torna uma fonte vital de alimento. A ação ajuda a proteger a colônia do clima frio, mantendo-a a 85 ° F (cerca de 29°C). A colônia perecerá se o suprimento de mel ficar aquém.

O homem e o mel

O mel tem sido parte da alimentação humana por milhões de anos.

Alyssa Crittenden, ecologista comportamental e antropóloga nutricional da Universidade de Nevada, em Las Vegas (EUA), escreveu sobre a história do consumo humano de mel na revista Food and Foodways. Ela argumenta que o mel pode ter sido uma importante fonte de alimento assim como carne e batata para ajudar os primeiros membros do gênero Homo a evoluir.

Embora não existam fósseis para provar que os primeiros humanos comiam mel, há evidências. Arte rupestre retratando favos de mel, enxames de abelhas e coleta de mel que remontam a 40 mil anos atrás foi encontrada na África, Europa, Ásia e Austrália.

Crittenden aponta para uma série de outras provas de que os primeiros seres humanos podem ter incluído o mel em suas dietas. Primatas como babuínos, macacos e gorilas são conhecidos por comer mel. Por causa disso, ela disse ao Smithsonian, “é muito provável que os primeiros hominídeos fossem tão capazes de coletar mel”.

Foto: Livekindly/Reprodução

Foto: Livekindly/Reprodução

A Science Magazine reforça esse argumento com mais evidências: os hieróglifos egípcios que descrevem abelhas datam de 2400 aC. Cera de abelha foi encontrada ao lado de panelas de barro com 9 mil anos de idade na Turquia – especula-se que se eles impermeabilizavam os vasos ou poderia ser um resíduo de favo de mel usado como adoçante. O mel também foi encontrado em túmulos egípcios do Faraó.

O mel é vegano?

É possível que o mel, assim como a carne, o leite, o queijo e os ovos, possa ter sido uma parte antiga da dieta humana. Mas comer mel é parte da ética vegana?

De acordo com a The Vegan Society, “o veganismo é um modo de vida que procura excluir, na medida do possível e praticável, todas as formas de exploração e crueldade dos animais para alimentação, vestuário ou qualquer outro propósito”.

Seguindo esta definição, o mel não é vegano, é o mesmo que usar animais para comida. Mas alguns podem argumentar que enquanto o mel produzido comercialmente não é bom, o mel coletado das abelhas de quintal é. Mas a Vegan Society afirma que nenhum mel é vegano:

“O mel é feito pelas abelhas para as abelhas e sua saúde pode ser sacrificada quando é colhido por humanos. É importante ressaltar que colher mel não se correlaciona com a definição de veganismo da The Vegan Society, que procura excluir não apenas a crueldade, mas a exploração”.

O mel não é apenas importante para a sobrevivência de uma colônia, mas também é uma tarefa que exige muito trabalho. A Vegan Society observa que cada abelha produzirá apenas uma duodécima de uma colher de chá de mel durante a vida.

A prática de tirar o mel das abelhas também pode prejudicar a colmeia. Quando os apicultores convencionais “colhem” o mel, ele o substituem como um derivado do açúcar que não possui os micronutrientes encontrados no mel.

Também não é correto criar abelhas selvagens apenas para coletar pólen. Assim é feito com bois e vacas, as abelhas criadas para aumentarem a eficiência são criadas especificamente para elevar a produtividade. O pool genético estreito que resulta da criação seletiva torna a colônia mais suscetível a doenças e a extinções em larga escala.

Além disso, as colônias são regularmente destruídas após a colheita, em nome de manter os custos baixos. As abelhas rainhas, que normalmente deixam a colmeia para começar novas colônias, têm suas asas eliminadas.

As abelhas produtoras de mel são comercializadas para fins de polinização e produção de mel, mas não são nativas da América do Norte e sua presença tem um efeito negativo sobre os polinizadores (abelha mangava) e sobre o meio ambiente.

Doenças causadas por overbreeding (reprodução exagerada) podem se espalhar para polinizadores nativos, como as abelhas mangava, que fazem o trabalho de polinização melhor do que as abelhas de mel, de acordo com uma pesquisa da Universidade da Califórnia.

Outros estudos descobriram que as abelhas têm um efeito negativo sobre as populações de polinizadores nativos, mas a questão é complicada – as abelhas contribuem com 20 bilhões de dólares para a produção agrícola dos EUA anualmente.

As abelhas enfrentam outras questões, como o Transtorno do Colapso das Colméias (CCD), uma morte em massa misteriosa de abelhas que tem sido ligada a pesticidas, estresse de ser transportado como vacas e bois para “serviços de polinização” e outras questões, de acordo com a EPA (Agência de Proteção Ambiental). O CCD diminuiu nos últimos anos, mas suas causas ainda não são totalmente compreendidas. A maior parte do mel do mundo é coletada dessas abelhas usadas para polinizar culturas de monoculturas.

Para o mel que vem de abelhas de quintal, alguns podem comê-lo, enquanto outros veganos o evitam porque as abelhas fazem isso por si mesmas, não por seres humanos.

Cofundador do Twitter investe mais em carne vegana do que em sua empresa

Beyond Burguer da Beyond Meat | Foto: Beyond Meat

Beyond Burguer da Beyond Meat | Foto: Beyond Meat

Dados diários publicados pela Bloomberg Billionaire’s Index na semana passada indicam que a participação de Williams, na Beyond Meat, vale cerca de 414 milhões de dólares, 10 milhões a mais do que sua participação no Twitter.

Williams, juntamente com seu amigo, o também cofundador do Twitter Christopher Isaac Stone, foram os primeiros investidores na indústria de carnes à base de vegetais. Williams investiu através de seu fundo de capitais, Obvious Ventures, que afirma que empreendimentos saudáveis e sustentáveis como um de seus focos.

Existem várias razões pelas quais esse pode ser o caso. A diferença poderia estar na intenção de Williams de vender suas ações na empresa que ele co-fundou. A Forbes relatou em dezembro de 2018 que ele havia “descarregado quase metade de suas ações do Twitter desde abril do mesmo ano”.

No entanto, provavelmente a causa se deve ao incrível sucesso que Beyond Meat alcançou recentemente. Assim como várias novas parcerias com restaurantes e cadeias de fast-food, a avaliação da empresa disparou após o lançamento do IPO no início deste mês.

A Obvious Ventures detinha pouco menos de 10% da empresa antes dela se tornar pública.

Williams comentou sobre o sucesso da empresa. Ele disse em um evento em Toronto, no Canadá: “A resposta ao IPO da Beyond Meat, que tem sido tão gratificante, é a prova de que as pessoas estão prestando mais atenção a essa empresa de proteína vegetal, que a maioria delas não teria previsto que faria um sucesso tão grande”.

Ele também credita suas experiências passadas como um vegano, para o investimento. Williams e Stone já seguiam uma alimentação baseada em vegetais e queriam “penetrar no mercado de carne”.

Mais de 28 mil kg de carne com suspeita de contaminação por bactéria é recolhida das prateleiras

Foto: Fox News

Foto: Fox News

Preocupações com a saúde, assim como o futuro do planeta e o bem-estar dos animais tem motivado consumidores do mundo todo a rever seus hábitos alimentares, agora, diante das recentes informações sobre a insustentabilidade do mercado de carne, é mais importante do que nunca preencher o prato com opções saudáveis e satisfatórias.

Enquanto os estoques da Beyond Meat continuam a subir, refletindo o crescente apetite por refeições à base de vegetais e os muitos benefícios inerentes a comê-los, chega também outro lembrete sobre os sérios riscos associados ao consumo humano de alimentos feitos de animais ou subprodutos de animais ou de origem animal.

De acordo com um comunicado divulgado ontem pelo Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar do Departamento de Agricultura dos EUA (FSIS), estima-se que 62.112 libras (cerca de 28 mil kg) de carne bovina crua, que já foram enviadas para distribuição e processamento, podem estar contaminadas com a bactéria E. coli.

Os produtos de carne crua que estão sendo retirados foram embalados em 19 de abril de 2019 na Aurora Packing Company, Inc., em North Aurora, Illinois (EUA).

Uma planilha com a lista dos produtos que estão sujeitos ao recolhimento doi divulgada. Todos incluem o número do estabelecimento “EST. 788 ”dentro da marca de inspeção do depto de vgilância sanitária USDA.

O departamento avisa que a E. coli é uma bactéria potencialmente mortal que pode causar desidratação, diarréia sanguinolenta e cólicas abdominais por 2 a 8 dias (3 a 4 dias, em média) após a exposição.

Enquanto a maioria das pessoas se recupera dentro de uma semana, algumas desenvolvem um tipo de insuficiência renal chamada síndrome urêmica hemolítica (SHU).

Esta condição pode ocorrer entre pessoas de qualquer idade, mas é mais comum em crianças menores de 5 anos e adultos mais velhos.

A doença é identificada por fácil contusão, palidez e diminuição da produção de urina. Pessoas que experimentam esses sintomas devem procurar atendimento médico de emergência imediatamente.

O ato de se alimentar não deve vir com tais riscos e sempre que houver carne crua ou cozida de animais usados para consumo humano, a ameaça existe.

Esta é mais uma razão para eliminar permanentemente carne e quaisquer subprodutos animais da alimentação. É melhor para a sua saúde, para o planeta, para o meio ambiente e, igualmente importante, para os animais inocentes mortos para que sua carne seja consumida por humanos.

Prefeito institui Semana da Consciência Vegana em cidade canadense

Foto: Livekindly/Reprodução

Foto: Livekindly/Reprodução

Lienhard, Plcolin Basran, o prefeito de Kelowna, na Colúmbia Britânica (Canadá), proclamou primeira Semana da Consciência Vegana atendendo um pedido dos organizadores do Kelowna VegFest (festival anual vegano).

Os organizadores encorajaram o prefeito a fazer o anúncio como parte de seu boicote ao Ribfest Weekend (Festival da Costela), que foi anunciado em setembro último.

A Global News informou que o evento acontece na semana de 19 a 26 de maio na preparação para o segundo VegFest da cidade que aconteceu em 26 de maio.

Empresas locais criaram uma variedade de ofertas diferentes para comemorar a inauguração da primeira Vegan Awareness Week. Variando de pizzas veganas grátis a brindes oferecidos junto com as compras, a cidade está entusiasticamente envolvida na promoção da Semana da Consciencia Vegana.

Kelowna está se tornando conhecida por ser uma opção aos veganos. Muitas empresas locais aumentaram suas opções veganas, e o restaurante vegano, Naked Cafe, geralmente tem filas de espera para conseguir uma mesa davido a grande procura.

Os proprietários Olivia e Teghan Gordey dizem que isso é em parte porque “agora é moda ser vegano”. Eles acrescentaram que “as pessoas se tornam veganas por diferentes razões, como saúde ou especificamente pelos animais”.

O site do restaurante fala sobre o orgulho que p estabelecimento sente em poder estar envolvido com a comunidade local. A publicação diz: “Nossa equipe está profundamente comovida ao ver uma comunidade vegana se unindo diante de seus olhos, desde que a Naked se tornou realidade em 2015”.

De acordo com o site do VegFest, cerca de 70 fornecedores estarão presentes no festival deste ano. Além da enorme variedade de barracas disponíveis, haverá palestras e outros eventos. Os visitantes podem participar de aulas de ioga, ouvir concertos com os músicos locais ou participar de uma demonstração ensinando como fazer queijo vegano.

Os apresentadores também falarão sobre assuntos com os temas: “Tornar-se um empreendedor vegano”, “Nutrição no esporte” e “Jornada rumo ao desperdício zero”.

Festivais Veganos

O Canadá tem muitas versões do VegFest acontecendo a cada ano. FairSquare descreve como os ontarienses são “presenteados pela escolha” quando se trata de encontrar eventos e festivais veganos.

Bem como grandes cidades como Toronto, Ottawa e Vancouver também hospedam vários eventos, muitas províncias estão criando seus próprios VegFests. Diversos eventos veganos ocorrem no país da Colúmbia Britânica até Quebec e em diversas outras cidades.

Os EUA também estão se tornando conhecidos por seus festivais veganos. A Eat Drink Vegan celebra seu aniversário de 10 anos este ano, e o SoCal VegFest acontece em dois dias em outubro deste ano.

Os organizadores do segundo Kelowna VegFest doarão todo o dinheiro arrecadado aos santuários de animais.

Empreendedor neozelandês investe pesado na produção de frango à base de vegetais

Foto: PETA

Foto: PETA

Lienhard é o fundador da Blue Horizon Corporation. O grupo procura as empresas veganas em ascensão para seus investimentos.

O investidor recentemente reuniu-se com a Bloomberg News na Alemanha para discutir o crescente mercado de alimentos veganos.

“É sobre o hambúrguer no momento”, disse ele à Matt Miller da Bloomberg. Especificamente, são duas marcas que despontam no momento: a Beyond Meat e sua rival Impossible Foods, nas quais a Blue Horizon investiu.

As duas empresas estão obtendo grande sucesso com os hambúrgueres veganos que competem com a carne bovina; os hambúrgueres se parecem, cozinham e têm gosto de carne de origem animal. E comedores de carne aprovaram e tem consumido o produto em abudância.

A Beyond Meat foi intensamente aclamada e virou notícias nos principais veículos de economia e mercado no início deste mês, quando se tornou a primeira empresa de carne vegana a abrir o capital. Os preços de suas ações dispararam mais de 160% no dia da abertura, tornando-se um dos maiores IPOs nos EUA nas últimas duas décadas.

O Beyond Burger, da Beyond Meat, é vendido em cadeias de supermercados enormes como A & W, TGI Fridays e Carl’s Jr. A empresa também produz salsichas e carne moída de forma realista à bse de vegetais.

A Impossible Foods chegou no cardápio do Burger King no mês passado.O “Impossible Whopper” foi lançado em 1º de abril com uma campanha temática do Dia da Mentira, em que os “comedores de carne” ficaram agradavelmente surpresos ao saber que seus Whoppers eram livres de carne. As lojas do Burger King que vendem sanduíches sem carne registraram aumentos de dois dígitos nas vendas desde o lançamento.

Lienhard diz que é apenas o começo em relação ao potencial da carne vegana. Ele prevê que o produto vai seguir os mesmos passos dos lançamentos livres de laticínios no mercado. “A interrupção no consumo de produtos lácteos já ultrapassa 15% nos EUA”, disse ele a Miller.

As vendas de leite feito à base de vegetais e sem laticínios explodiram na última década. Entre 2012 e 2017, o mercado cresceu mais de 60%, enquanto as vendas de laticínios tradicionais diminuíram de forma substancial.

Pesquisador prevê que o Reino Unido poderá se tornar vegano até 2030

Foto: Adobe

Foto: Adobe

O pesquisador e engenheiro vegano, Tom Milner, previu que o Reino Unido poderá se tornar vegano até 2030.

Apelidado de “O Engenheiro Vegano”, Milner conduziu uma pesquisa com mais de 2.800 veganos para apurar a taxa real na qual o veganismo tem crescido tão rapidamente.

A pesquisa, que fez aos participantes apenas quatro perguntas – há quanto tempo é vegano, idade, sexo e localização (onde mora) – demonstra como 82,6% dos entrevistados se tornaram veganos nos últimos cinco anos.

Curva de crescimento exponencial

Milner também atribuiu o aumento nas novas transições de veganismo (pessoas se tornando veganas) entre dezembro e fevereiro ao sucesso do movimento Veganuary.

No geral, a pesquisa mostra uma “curva de crescimento exponencial” com a população vegana dobrando a cada dois anos desde 2011.

Se este crescimento continuar em sua taxa atual, Milner afirma que a população vegana do Reino Unido alcançará cerca de 15% até 2030 – o suficiente para fazer a indústria agrícola animal entrar em colapso financeiro, de acordo com a Dra. Melanie Joy.

Toda a população se tornando vegana

“Isso parece razoável para mim porque 15% da população sendo vegana significaria um número ainda mais significativo de vegetarianos, pescatarianos e redutores de carne”, disse Milner.

“Com uma queda tão grande na demanda por carne, laticínios e ovos, seria muito difícil para qualquer negócio baseado em produtos de origem animal sobreviver”, afirma o pesquisador.

“O ano de 2030 é, portanto, a minha previsão para uma debilitação financeira total da indústria de agropecuária no bloco de países e também a data chave para que toda a população do Reino Unido se torne vegana de fato. E esta ainda é uma taxa de crescimento mais lenta do que os resultados apresentados pela pesquisa Finder que indicou 5,5% de crescimento até o final de 2019”, conclui o engenheiro vegano.

Pesquisa aponta crescimento da comunidade vegana na África do Sul

Foto: Livekindly/Reprodução

Foto: Livekindly/Reprodução

A comunidade vegana da África do Sul está crescendo cada vez mais, com um aumento de pessoas recorrendo a alimentos baseados em vegetais em cidades grandes e populosas como Joanesburgo.

Em uma análise dos países mais populares onde as pessoas se alimentam a base de vegetais e sem crueldade, o país ficou entre os 30 melhores do mundo.

O veganismo está na “maior alta de todos os tempos” na África do Sul, de acordo com o site de culinária Chef’s Pencil. O site reuniu dados do Google Trends (Google Tendências, na tradução livre) para analisar o movimento vegano na África, que é o segundo maior continente do planeta.

O site analisou pesquisas sob a categoria de veganismo, incluindo “o que é vegano”, “restaurantes veganos” e “receitas veganas”. De acordo com o Chef’s Pencil, o Google distribui pontos para vários locais com base no nível de interesse mostrado em um tópico ao avaliar as pesquisas que estão sendo feitas. O Google compara as pesquisas feitas sobre um determinado tópico a todas as pesquisas demais feitas nesse local.

Os dados do Google Trends colocaram a África do Sul como o 23º país do mundo em termos de interesse pelo veganismo. É o único país da África com “seguidores veganos consideráveis”, disse a Chef’s Pencil, com países como o Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia e Suécia ocupando os primeiros lugares. Stellenbosch, Joanesburgo e Cape Town, todos classificados nas dez melhores cidades sul-africanas para o veganismo.

O site Chef’s Pencil apontou que enquanto algumas palavras-chave são provavelmente pesquisadas por curiosidade, outros – como “receitas vegana” e “restaurantes veganos” – refletem uma “forte intenção de seguir uma dieta vegana”.

Os dados do Google sugerem que a atração da África do Sul pelo veganismo só tem crescido. Em 2008, o país teve uma pontuação de 12 pontos em “interesse pelo veganismo”. Esse índice tem aumentado constantemente na última década, com a África do Sul atingindo 100 – o pico de popularidade – em janeiro deste ano.

Veganismo na África do Sul

Chef’s Pencil não é o primeiro a identificar o crescente interesse da África do Sul em alimentos à base de vegetais. No ano passado, a Org de Rac, uma vinícola orgânica em Swartland, no Cabo Ocidental, prometeu tornar-se vegana para atender à “enorme demanda” de clientes adeptos da filosofia.

Org de Rac prometeu remover produtos animais – como óleo de peixe, medula óssea, gelatina e cola de peixe (gelatina de bexigas de peixe), que são todos usados no processo de refinamento do vinho – de seus produtos.

O mestre da adega de Org de Rac, Frank Meaker, disse: “Tendo mantido um olhar atento sobre o mercado de vinho local e internacional, não há como duvidar do enorme aumento do veganismo como um modo de vida, especialmente entre a chamada “geração milenium”.