Lewis Hamilton lança coleção de tênis veganos em parceria com a Tommy Hilfiger

Foto: Livekindly

Foto: Livekindly

Cinco vezes campeão mundial de Fórmula Um, o atleta vegano Lewis Hamilton, juntou-se à Tommy Hilfiger para lançar uma linha de streetwear (moda de rua) com dezenas de produtos livres de crueldade.

A nova coleção TOMMYXLEWIS possui 49 itens, incluindo moletons, calças de corrida, shorts, jaquetas jeans, camisetas, bolsas, chapéus, sapatos e meias.

Hamilton traz sua “estética diferenciada” para a marca de moda americana, escreveu on-line a Tommy Hilfiger, em uma “coleção arrojada de moda de rua com uma abordagem urbana”.

Nem todos os produtos são vegan-friendly (a linha inclui um suéter feito de lã), mas a maioria é feita sem o uso de produtos de origem animal.

Foto: Livekindly

Foto: Livekindly

A colaboração da marca com o atleta, produziu também um par de tênis masculinos veganos. Os calçados, que são da cor batizada de “marshmallow”, são feitos com couro sintético, malha reciclada e borracha. Eles exibem um design retrô de cano alto e tiras de fecho manual, passando uma “energia da moda de rua animada dos anos 80.” O calçado vem completo com um bordado do monograma de Hamilton na etiqueta.

Os calçados veganos também estão disponíveis nas cores preto e rosa, com revestimento macio e solas grossas. Os sapatos são feitos com couro sem crueldade e “parecem tão confortáveis quanto parecem”.

Uma jaqueta retrô de design ousado permite que os fãs de Hamilton “cruzem a pista” em grande estilo. O item é feito de poliamida – um polímero vegano sintético – e apresenta um revestimento de contraste reversível.

Foto: Livekindly

Foto: Livekindly

Calças de moletom sem crueldade, feitas com algodão, também estão disponíveis. Elas possuem punhos na boca da calça e uma fita do logotipo “impressionante” decoradas nas pernas da peça.

Lewis Hamilton e o veganismo

Hamilton adotou uma alimentação baseada em vegetais em 2017 depois de assistir “What The Health”, um documentário que estuda a conexão entre alimentação e doença. O piloto disse que o abandono de produtos animais ajudou-o a se sentir “o melhor que já sentiu em toda a minha vida”, acrescentando que jamais voltaria a comer carne.

Desde a mudança, Hamilton tornou-se mais interessado na ética do veganismo. Ele usou suas redes sociais para falar sobre várias questões ligadas ao bem-estar animal, usando principalmente o Instagram – onde o campeão tem 11 milhões de seguidores – para aumentar a conscientização sobre temas próximos ao seu coração como a caça às baleias e focas.

No início deste mês, Hamilton compartilhou uma foto online de um burro puxando uma carroça, dizendo que a imagem “causava muita dor em seu coração”.

Bombeiro vegano processa governo de Ontário por deixá-lo sem comida

Por David Arioch

“Minhas crenças devem ser respeitadas, inclusive enquanto eu estiver trabalhando no combate a incêndios florestais” (Foto: Animal Justice/Divulgação)

O bombeiro canadense Adam Knauff, que atua no Corpo de Bombeiros de Ontário há 11 anos, está processando o governo por violar o seu direito de acesso à comida vegana enquanto trabalhava em Williams Lake, na Colúmbia Britânica.

Knauff, que atuou em um incêndio de grandes proporções por dez dias, trabalhando cerca de 16 horas diárias, teve de lidar com a falta de comida – mesmo desempenhando um trabalho que exigia muito vigor físico e não oferecia a possibilidade de se ausentar.

Segundo a organização Animal Justice, que representa o bombeiro, ele disse que repetidamente pediu que fornecessem comida vegana, mas o pedido continuou sendo ignorado. Adam Knauff então foi obrigado, em muitas situações, a ficar com fome para não trair as suas próprias convicções.

Por causa de suas queixas, o Corpo de Bombeiros ainda o puniu disciplinarmente e o deixou sem salário. “Sou vegano porque não quero prejudicar ou matar animais. Por mais de 20 anos, esse sistema de crenças influenciou todos os aspectos da minha vida e me tornou consciente da epidemia global que envolve o abuso de animais para alimentação”, justificou na terça-feira.

E acrescentou: “Minhas crenças devem ser respeitadas, inclusive enquanto eu estiver trabalhando no combate a incêndios florestais. O veganismo tem um potencial incrível para mudar o mundo promovendo a compaixão e o respeito pelos outros, e isso deve ser celebrado – não punido, desprezado ou menosprezado.”

Em queixa ao Tribunal de Direitos Humanos de Ontário, o bombeiro afirmou que foi discriminado por ser vegano, e percebeu isso no momento em que seus supervisores inviabilizaram qualquer possibilidade de ele receber comida vegana.

Desde 2016, o Código de Direitos Humanos de Ontário prevê atenção às necessidades dos veganos, já que o veganismo está classificado como uma crença não-religiosa, uma filosofia de vida fundamentada em um posicionamento ético. Portanto, seus adeptos não podem ter seus direitos negados – aponta a Animal Justice.

Volkswagen considera adotar uso generalizado de couro vegano de maçã em seus veículos

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Na maior feira de automóveis da China, a Shanghai Auto, a Volkswagen apresentou recentemente seu novo modelo que une mobilidade e sustentabilidade: ID.ROOMZZ, com capas de assento de couro vegano. Como um modelo estilo SUV de emissão zero na classe dos veículos de cinco metros, o carro pretende ser um modelo versátil, adequado às necessidades familiares e empresariais. A versão em série será lançada na China em 2021.

As capas dos assentos foram feitas usando o AppleSkin (couro de maçã). Este é um material cuja produção utiliza, entre outras coisas, polpa de maçã – um resíduo da produção de suco de maçã. Isso economiza o equivalente a 50% da pele de uma vaca por cada assento.

De acordo com a empresa, o objetivo é usar este ou um material similar mais extensivamente e de forma mais abrangente nos veículos da marca. As possibilidades para isso seja feito estão sendo investigadas, já que o material tem que suportar uma ampla variedade de fatores externos, como abrasão, luz, calor, frio e muito mais.

Em geral, os desenvolvedores e designers do grupo automotivo também estão à procura de materiais inovadores. Recursos sustentáveis estão cada vez mais na vanguarda dos lançamentos. Além disso, há planos para oferecer versões veganas de mais modelos.

O designer francês Philippe Starck anunciou recentemente que projetou uma coleção de móveis com estofamento em pele de maçã em colaboração com a empresa italiana Frumat, e bolsas luxuosas de uma grife de Berlim também foram produzidas usando o mesmo material.

Em geral, espera-se que o mercado de alternativas de couro vegano cresça rapidamente, e materiais inovadores semelhantes ao couro estão sendo desenvolvidos regularmente e em profusão, como aqueles feitos de fibras de abacaxi ou cogumelos, ou criados em laboratório usando micro-organismos.

Couro de maçã em móveis veganos

O designer francês Philippe Starck criou uma coleção de 16 peças de móveis livres de crueldade usando resíduo de maçãs.

Starck, que desenhou a coleção para a marca Cassina, usou o material apple ten lork da empresa Frumat.

‘Nós fingimos não ouvir a pergunta’

Ao criar o couro falso, Starck disse “Nós fingimos não ouvir a pergunta, mas realmente precisamos descobrir outras soluções. Hoje, talvez maçãs sejam o início de uma resposta. Como Eva, Newton e William Tell, acreditamos nas maçãs, no poder das maçãs”, afirmou.

E completou: “vamos comer maçãs e esperar que este sofá da cassina feito de maçãs seja um novo caminho vegetal de respeito mútuo”. Esta coleção está atualmente exposta no show room da Cassina, em Paris.

A indústria de couro vegano decola

A indústria de couro vegano está decolando e mais e mais pessoas optam por roupas livres de sofrimento.

De acordo com a Companhia de Pesquisa Grand View (GVR), o mercado global de couro falso atingirá 85 bilhões de dólares até 2025 com grandes nomes, tais como Stella McCartney, empenhados em se tornar livres de couro animal.

No site de Stella McCartney vemos: “Como uma marca vegetariana, acreditamos que temos que tratar os animais e seu habitat com respeito. Promovemos um ideal livre de crueldade e continuamos a inovar nos meios de criação de materiais sustentáveis”.

“Nunca utilizamos couro, pele ou penas e em seu lugar usamos materiais alternativos”.

Montanhista Dean Maher é o primeiro vegano a escalar a face sul do Everest

Por David Arioch

“Estou muito orgulhoso de anunciar que me tornei o primeiro vegano do mundo a escalar o monte Everest (face sul)” (Foto: Dean Maher/Instagram)

O montanhista Dean Maher se tornou o primeiro vegano a escalar a face sul do monte Everest. Ele publicou uma foto do feito no Instagram há três dias.

Além de não usar nenhum equipamento envolvendo matéria-prima ou insumo de origem animal, Maher aproveitou a oportunidade para fazer uma declaração:

“Estou muito orgulhoso de anunciar que me tornei o primeiro vegano do mundo a escalar o monte Everest (face sul). Não usei penugem, nem couro, nem lã, nem seda, etc, mostrando que não é preciso ferir os animais para realizar seus maiores sonhos.”

Maher recebeu orientação do também montanhista Kuntal Joisher, que também é vegano e atingiu o topo do Everest em 2016.

Startup vegana se prepara para entrar no mercado de laticínios a base de vegetais

Foto: Livekindly

Foto: Livekindly

Impossible Foods – fabricante do sucesso de vendas, Impossible Burger, um hambúrguer vegano “que sangra”, que além de parecer, cozinhar ainda tem gosto de carne de origem animal – está pronta para enfrentar a indústria de laticínios.

No início deste mês, a empresa vegana levantou 300 milhões de dólares em uma rodada de financiamento repleta de estrelas. A arrecadação envolveu investimentos de várias celebridades, incluindo o rapper Jay-Z, o ator Ruby Rose, a tenista Serena Williams e a cantora Katy Perry.

A maior parte do dinheiro arrecadado irá para a expansão da linha de produtos de carne vegana da Impossible Foods e para a melhoria da receita do Impossible Burger 2.0; que a empresa admite que o hambúrguer é melhor que o original, mas a marca acredita que pode levá-lo ainda mais ao paladar da carne de origem animal.

Além da carne vegana, parte do financiamento também pode ser usada para criar uma variedade de produtos lácteos à base de vegetais ou cultivados em laboratório.

O diretor financeiro da Impossible Foods, David Lee, disse ao Food Navigator que “nossa plataforma de P & D é sobre descobertas fundamentais que vão além de apenas um produto, embora ainda não tenhamos divulgado um cronograma dos novos produtos que estão por vir”.

Ele continuou: “Temos uma plataforma completa de laticínios com nossas capacidades de P & D (pesquisa e desenvolvimento), mas nosso foco é comercializar nossos produtos alternativos a carne primeiro. Ainda não anunciamos o lançamento de nossos primeiros produtos lácteos, mas fique atento”.

A Food Navigator relata que não está claro qual caminho a marca vai tomar quando se trata de fazer queijo ou leite. No entanto, uma patente foi publicada em abril de 2015, indicando que a Impossible Foods usaria nozes e sementes para uma coleção de produtos lácteos (sem leite).

O boom do mercado de laticínios veganos

A Impossible Foods estaria se juntando a um mercado em franca expansão com leite vegano e produtos de queijo (livres de leite). À medida que mais e mais pessoas abandonam os laticínios – por motivos de bem-estar animal, ambientais e relacionados à saúde -, as alternativas à base de vegetais estão crescendo em popularidade em todo o mundo.

Nos EUA, 48% dos consumidores consideram o leite vegano uma compra básica. No Reino Unido, um estudo recente da Alpro revelou que metade dos consumidores de café regularmente optam pelo leite sem laticínios em um café. “Não estamos falando mais de uma oferta de nicho, baseada em vegetais, agora is produtos veganos atingiram com solidez o mainstream”, disse Abbie Hickman, chefe de marketing do café da Alpro UK.

O Papa John’s, Domino’s e Pizza Hut estão entre as principais cadeias de pizzas que adicionaram queijo vegano a seus cardápios em vários países nos últimos meses, provando que a demanda está subindo continuamente. No Reino Unido, o Papa John’s vendeu todo o estoque de queijo vegano nas primeiras 24 horas de disponibilidade.

Empresa americana lança sashimi vegano de enguia feito de beringela

Neste fim de semana, a marca vegana Ocean Hugger Foods vai lançar seu mais novo produto, a enguia feita à base de berinjela batizada de “unami”, no evento do National Restaurant Association Show, em Chicago (EUA).

O novo produto – feito para se assemelhar a enguia, usa um processo de fabricação (patente ainda pendente) que infunde a beringela ao molho de soja sem glúten, com mirin e óleo de algas – estará disponível em amostragem para mais de 65 mil profissionais de que trabalham na industria alimentícia na feira que reúne especialistas.

“Estamos felizes em poder compartilhar o Unami no evento mais importante da indústria de serviços alimentícios”, disse James Corwell, master chef certificado e co-Fundador da Ocean Hugger Foods.

“O Unami é uma ótima alternativa para chefs e operadores de restaurantes e delivery´s que desejam oferecer aos seus convidados pratos que ressaltem a textura natural e firme do unagi (termo japonês para enguia), sem os impactos ambientais negativos da enguia selvagem ou de criação de animais em cativeiro”.

Cromwell criou o conceito da empresa após visitar o Japão e ver o massacre de peixes em primeira mão e ao vivo em um mercado de peixes de Tóquio.

A estréia do Unami segue-se ao lançamento bem-sucedido do “ahimi” também da Ocean Hugger Foods – um atum à base de tomate que agora está disponível nos estojos de sushi dos supermercados, além de lanchonetes nas universidades e restaurantes da América do Norte.

“Mais da metade dos consumidores estão tentando comer mais proteínas à base de vegetais tanto por motivos de saúde, como ambientais”, disse o CEO da Ocean Hugger Foods, David Benzaquen.

“Os produtos à base de vegetais são uma alternativa deliciosa não apenas para veganos e vegetarianos, mas também para qualquer pessoa preocupada com o impacto de suas escolhas alimentares no meio ambiente”.

Além de unami e ahimi, a empresa está trabalhando para criar o “sakimi” – um substituto de salmão feito de cenouras.

Ahimi: sushi de atum vegano feito à base de tomate

A empresa canadense Sushi Quinoa fez uma parceria com a marca vegana americana Ocean Hugger Foods para criar uma refeição rica em proteínas para o maior evento TED Talk do ano.

Nos dias 17 e 18 de abril, visitantes e palestrantes da Conferência TED deste ano que acontecerá no Canadá serão presenteados com sushis veganos recheados com quinoa e atum à base de vegetais.

O prato é o resultado de um esforço conjunto entre a marca canadense Top Tier Foods e a empresa vegana com sede nos EUA, Hugger Foods.

A seu turno, a Top Tier Foods contribuiu com seu Sushi Quinoa, um produto de quinoa desenvolvido especialmente para a indústria de sushi que pode ser usado no lugar do arroz de sushi. O “ahimi” de Ocean Hugger – um atum vegan preparado com tomates – completa o prato.

“Uma das melhores coisas sobre o Sushi Quinoa é que ele permite que o chef crie opções veganas e vegetarianas únicas usando a quinoa como veículo de alta proteína”, disse o presidente da TopTier Foods, Blair Bullus, ao canal de mídia Straight.

“A união do famoso ahimi (atum de tomates), com o Sushi Quinoa, cria uma opção deliciosa e saudável para pessoas que procuram uma alternativa de refeição sem carne que tem o mesmo sabor de um sushi roll de atum com perfil nutricional e semelhante, mas sem peixe ou arroz.”

A conferência anual do TED tem enfoque no tema “Maior que nós” e conta com mais de 70 palestrantes e mais de mil visitantes.

Hambúrguer e filés de peixe veganos chegam ao Brasil

Foto: VegNews

Foto: VegNews

A marca brasileira de alimentos veganos Superbom recentemente lançou um hambúrguer “que sangra” como o produto de origem animal e filés de peixe já prontos para a seção de congelados de supermercados no Brasil.

O Hambúrguer Gourmet – que é feito de proteína de ervilha e é isento de glúten e soja – tem um aroma, sabor e textura semelhantes aos hambúrgueres tradicionais.

“Para garantir o máximo de benefícios para os consumidores, desenvolvemos uma fórmula com alto teor de proteína – 15g de proteína por hambúrguer – suculência, fibra alimentar, vitaminas A, B12 e B9 e minerais como ferro e zinco”, Cristina Ferriera Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Superbom, disse ao site Food Navigator-Latam.

O maior desafio da empresa ao formular o hambúrguer foi conseguir uma textura comparável a um hambúrguer tradicional feito à base de animais, e a companhia conta que levou quase um ano para acertar. Os novos filés de peixe vegano do Superbom também são feitos com proteína de ervilha.

“O filé de peixe vegano é um item inovador porque há poucos alimentos veganos que simulam a carne de peixe no mercado brasileiro”, disse David Oliveira, Diretor de Marketing da Superbom. “Portanto, temos boas expectativas de receptividade dos consumidores com essa novidade.”

Semelhante às tendências em outras partes do mundo, a popularidade e a disponibilidade de hambúrgueres veganos inovadores estão crescendo no Brasil. Neste mês, a startup Fazenda Futuro começou a distribuir o Futuro Burger vegano – feito com a ajuda de inteligência artificial – em lojas e restaurantes no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Prejuízos para o meio ambiente causados pelo Brasil

O jornal The New York Times publicou uma reportagem especial e interativa destacando que carnes e laticínios produzidos no Brasil são piores para o meio ambiente em comparação aos produzidos nos Estados Unidos. A justificativa, referenciada por um estudo da Universidade de Oxford, é que a agropecuária brasileira ultrapassa a dos EUA em emissões de gases do efeito estufa.

Ainda assim, o NYT aponta que alimentos de origem animal como carnes e laticínios, independente de região ou país, juntos são responsáveis por 14,5% dos gases do efeito estufa gerados a cada ano – o que equivale às emissões de todos os carros, caminhões, aviões e navios do mundo todo.

Enquanto a carne tem a maior pegada climática por proteína, alimentos baseados em plantas têm o menor impacto. No ano passado, o estudo da Universidade Oxford publicado na revista Science calculou as emissões médias de gases de efeito estufa associadas a diferentes alimentos – reforçando e detalhando diferenças.

Considerada pelo jornal britânico The Guardian como a maior análise já feita sobre os efeitos da produção agrícola, a pesquisa intitulada “Reducing food’s environmental impacts through producers and consumers”, e realizada pela Universidade de Oxford, que reúne dados de quase 40 mil fazendas que produzem 40 produtos agrícolas em 119 países, informa ainda que 80% das áreas agrícolas do mundo são destinadas à criação de animais para consumo, o que é bastante prejudicial ao meio ambiente.

A reportagem do NYT também ressalta que alguns tipos de queijos podem ter impacto maior do que alguns tipos de carne – como a costeleta de cordeiro. Além disso, o que gera ainda mais preocupação, segundo a publicação, é que alguns especialistas acham que esses números podem subestimar o impacto do desmatamento associado à agropecuária, o que significa que pode ser ainda pior.

Porém há uma certa unanimidade em classificar os alimentos à base de plantas como mais benéficos ao meio ambiente do que qualquer dieta que contenha alimentos de origem animal. Para quem quer reduzir o seu impacto ambiental, o New York Times recomenda que comece cortando carnes e laticínios. A publicação também sugere o consumo de leguminosas em substituição às proteínas de origem animal.

Elenco principal de “Game of Thrones” é quase todo vegano

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

A série de fantasia medieval, Game of Thrones, é baseada na coleção de livros de George R.R. Martin chamada “A Song of Ice and Fire” e foi adaptada e produzida para a televisão pelo canal inglês HBO.

Os fás costumam brincar que há algo na água ou no vinho dos Sete Reinos (região onde se passa a trama), porque quase todo mundo no elenco de Game of Thrones parece ser vegano ou usar suas vozes – com imenso poder de alcance – para falar pelos animais.

Como a série caminha para seu final com o último episódio sendo exibido domingo dia 19, segue uma homenagem aos membros do elenco, favoritos do público, que defendem os animais.

Peter Dinklage (Tyrion Lannister)

Foto: MACALL B. POLAY/HBO

Foto: MACALL B. POLAY/HBO

Não é surpresa para nós que Tyrion seja retratado com humor e entrega total pelo ator Peter Dinklage, cuja gentileza também é evidente em sua vida fora das telas. Um vegetariano dedicado, ele emprestou sua voz para várias campanhas da PETA, incluindo o “Face Your Food”, que revela a verdade cruel por trás das indústrias de carne, ovos e laticínios.

Ele também alertou os fãs com uma mensagem em vídeo sobre a “tendência de desejar lobos de companhia” lembrando aos potenciais guardiões que os cães são um compromisso vitalício. Sobre o aumento do abandono de cães da raça Husky Siberiano.

Maisie Williams (Arya Stark)

Foto: Vulture

Foto: Vulture

Interpretando uma personagem que ganha força e espaço durante a trama, ninguém fostaria de estar na lista de mortes de Arya Stark, mas a mulher por trás desse personagem forte e impressionante é uma ativista decidida e presente.

Veja como Maisie Williams se coloca quando se trata de animais:

1. Ela é vegana.
2. Ela sabe e divulga que os golfinhos pertencem ao oceano, e não devem viver em cativeiro.
3. Ela se colocou publicamente contra os testes em animais.
4. Ela promove #AdoptDontShop (Adote não compre).

Jerome Flynn (Bronn)

Foto: veganfoodandliving

Foto: veganfoodandliving

Seu personagem pode até ser conhecido por suas frases curtas e seu amor pelo ouro, mas na vida real, o ator Jerome Flynn é tão sincero quanto ele quando se trata de defender os direitos animais. Um vegano de longa data, ele estrelou não apenas uma, mas duas campanhas PETA: uma campanha de vídeo incentivando os espectadores a “Rejeitar a crueldade, tornar-se vegano” e, como o colega Peter Dinklage, pediu aos fãs que não comprem sua própria versão do lobo gigante místico empolgados pelos lobos fictícios da tela.

Lena Headey (Cersei Lannister)

Foto: indiewire

Foto: indiewire

Muito antes de Headey interpretar uma das pessoas mais poderosas (e provavelmente mais odiadas) de Westeros, a atriz Lena Headey se juntou à PETA para falar de animais forçados a se apresentar no circo.

No vídeo, ela revela os horrores que os animais enfrentam sob a grande lona: “treinadores de circo muitas vezes forçam elefantes, ursos, tigres e outros animais a fazerem truques ao espancá-los e chicoteá-los, dando choques neles com bastões elétricos e fazendo furos em suas pele com ganchos de metal afiados ”.

Nathalie Emmanuel (Missandei)

Foto: HBO

Foto: HBO

Vegana há quase sete anos, a bela Nathalie Emmanuel frequentemente compartilha seus lanches veganos favoritos e dicas de estilo de vida saudável em suas populares redes sociais.

Uma verdadeira amiga de todos os animais, ela twittou sobre salvar uma mosca e tentou ajudar uma abelha potencialmente ferida em seu jardim. E como a sua mais compassiva amigo também fora das telas, Maisie Williams, ela também apoiou uma campanha para parar os testes em animais.

Bella Ramsey (Lyanna Mormont)

Foto: HBO

Foto: HBO

Quando ela não está ocupada interpretando uma das mulheres mais jovens – e mais ferozes – do norte, Bella Ramsey, de 16 anos, é uma vegana orgulhosa e diz isso em sua biografia no Twitter.

Desde encorajar seus 620k de seguidores no Instagram a #ChooseCompassion (Escolher a compaixão) enquanto ostenta sua campanha favorita da PETA para promover calçados veganos, ela nunca se esquiva de defender os animais seja emq ue situação for.

John Bradley (Samwell Tarly)

Foto: GQ

Foto: GQ

Assim como um dos personagens mais amados da série, interpretado por ele, John Bradley é curioso e gosta de aprender. Enquanto participava de uma apresentação do colaborador dedicado da PETA e ativista dos direitos animais, Morrissey, em Londres, Bradley parou em no estande da ONG e pegou um kit vegano para iniciantes.

A torcida e a esperança é que o ator seja tão inteligente na vida real quanto no papel que desempenha na série e decida se tornar vegano no futuro.

Ator que interpreta o novo Aladdin vai lançar projeto pró-vegano

Por David Arioch

Mena Massoud interpreta Aladdin no filme homônimo que estreia no dia 23 de maio (Foto: Divulgação)

No dia 1º de junho, o ator Mena Massoud, que interpreta o novo Aladdin no cinema, vai lançar um projeto online pró-vegano como forma de encorajar as pessoas a considerarem mudanças em seu estilo de vida.

“Nossa missão é simples: é sobre evoluir. Para o bem de nossos companheiros de outras espécies, do nosso planeta e da nossa saúde”, informa Massoud em comunicado sobre o lançamento.

No site do projeto que recebeu o nome de “Evolving Vegan”, o ator defende que em um mundo em que as emissões de carbono estão crescendo, os níveis dos mares continuam a aumentar, e os desastres naturais também em decorrência das mudanças climáticas, qualquer coisa que possamos fazer como espécie par mudar nosso estilo de vida para o bem-estar do planeta é crucial.

“Em um esforço para apoiar pessoas de todas as idades, culturas e hábitos alimentares, estamos promovendo essa ideia muito universal de evolução – uma evolução para seguirmos uma dieta baseada em plantas”, enfatiza Mena Massoud.

E acrescenta: “Qualquer coisa que você possa fazer para evoluir de uma forma que ajude nossos companheiros seres vivos, nosso planeta e sua saúde pessoal é uma vitória. Todos são bem-vindos e nenhum julgamento é endossado. Isso é o Evolving Vegan.”

Massoud, que interpreta Aladdin no filme homônimo que estreia no dia 23 de maio também utilizada o Instagram como meio de estimular as pessoas a reduzirem ou cortarem o consumo de alimentos de origem animal.

Norte da Inglaterra é considerado o epicentro da revolução vegana

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

O norte da Inglaterra pode se tornar o epicentro da “revolução vegana” se a empreendedora e também celebridade, Heather Mills, conseguir realizar seu intento.

A ativista e empresária – que afirma que o veganismo a salvou depois que ela perdeu a perna em um acidente de carro – comprou fábricas em County Durham e Northumberland (Inglaterra) para sua marca de alimentos baseada em vegetais, a VBites.

A empresa – que oferece peixe, bacon, frango, hambúrgueres veganos e queijos sem laticínios – está em operação há mais de 25 anos e afirma oferecer mais variedade do que qualquer outra marca do gênero no mercado.

Mills diz que os produtos VBites possuem alta demanda, não apenas no Reino Unido, mas também de empresas no exterior. As novas fábricas permitirão que a marca atenda a essa demanda crescente e impulsione a economia também, criando centenas de empregos para os trabalhadores locais.

“O que temos é que cada grande empresa do mundo está chegando até nós por nossos produtos, só precisamos expandir”, disse Mills em uma conferência para empreendedores em Gateshead esta semana, de acordo com o Chronicle Live. “Nossa única limitação é o fluxo de caixa e a compra das máquinas, mas nós estamos trabalhando nisso e vamos fazer acontecer.”

Ela acrescentou: “Eu coloquei tudo na VBites e fazer acontecer só depende de encontrar alguém que seja tão corajoso quanto eu”.

Carne vegana no norte

A VBites não é a única marca que fabrica grandes fábricas sem carne naregião.

A popular marca vegetariana e vegana Quorn abriu a maior fábrica de carne vegetariana do mundo em Teesside no ano passado. No momento da abertura, a instalação havia sido projetada para produzir mais de um milhão de produtos a cada semana, o que equivale a poupar a vida de cerca de 1600 vacas.

A nova fábrica foi necessária depois que a Quorn superou a capacidade em seu espaço em Stokesley, North Yorkshire. O CEO Kevin Brennan disse na época que “estamos crescendo a 15% a cada ano e planejamos crescer a uma taxa a cada ano”. A empresa pretende ser uma empresa de £ 1 bilhão até 2027.

“Temos um interessante canal de produtos apto para crescer no Reino Unido”, acrescentou Brennan. Desde o anúncio da nova fábrica, a Quorn lançou um novo hambúrguer vegano “que sangra”, filés de peixe vegano, e fez uma parceria com a rede de padarias Greggs para fazer seu best-seller de salsicha vegana.

Epicentro vegano

A revista Time Out London publicou uma pesquisa recente que aponta que 36% dos londrinos estão reduzindo seu consumo de carne

“Uma loja vegana de salgadinhos e batatas fritas, um pub totalmente vegano e uma loja de frango frito vegana são apenas alguns exemplos da tendência que vem tomando conta de Londres nos últimos anos – e parece que a demanda está realmente crescendo”, observa a Time Out.

De acordo com o Índice Time Out deste ano, “mais de um terço dos londrinos estão ingerindo uma alimentação mais rica em vegetais. A pesquisa mostra que 5% dos londrinos são veganos, 11% são vegetarianos e 20% estão reduzindo a carne. Isso dá um total de 36% se somados todos que mudaram ou estão migrando para um consumo menor de produtos de origem animal”.

Veganismo por idade

De acordo com o estudo, os londrinos mais jovens, com idades entre 18 e 27 anos, tem quase o dobro de probabilidade de serem vegetarianos e três vezes mais de serem veganos, em comparação aos idosos com mais de 58 anos.

A tendência reflete a mudança que vem sendo acusada em dados coletados no mundo todo, mostrando que as gerações mais jovens estão diversificando suas opções de proteína e produtos lácteos, especificamente optando por incluir carne vegana, leite e produtos derivados de ovos.

Eles tem reduzido ativamente o consumo de produtos de origem animal, principalmente em função de preocupação com o meio ambiente, saúde e maior conscientização sobre o tratamento antiético que sofrem os animais.

Reino Unido vegano

Londres, em particular, tem dado provas de ser um epicentro vegano. As principais redes de supermercados do país – Tesco, Sainsbury’s e Waitrose – têm ofertas veganas variadas, incluindo produtos de marca própria, assim como uma ampla oferta das principais marcas veganas.

Os restaurantes no Reino Unido continuam aumentando suas ofertas de opções veganas também. O McDonald’s recentemente adicionou Happy Meals e sanduíches veganos aos cardápios do Reino Unido.

E depois do sucesso de um teste durante Veganuary – campanha com duração de um mês que encoraja as pessoas a se tornarem veganas que acontece em janeiro – a Pizza Hut tornou a pizza vegana de jaca um item permanente do cardápio em todos os restaurantes do Reino Unido.

O teste foi tão bem-sucedido que a rede também expandiu suas ofertas veganas, incluindo um cardápio de três pratos que, além das opções de pizza vegana, apresenta pãezinhos do tipo ‘Jack’ N ‘Rolls recheados com chili doce, jaca grelhada e queijo vegano e até uma opção de sobremesa vegana: Bolinhos de canela, cobertos com gotas de açúcar congelado.

A rede de restaurantes, Wetherspoons, que atende um público “estilo família” em sua cadeia de lojas, também aumentou as opções veganas, adicionando até mesmo cervejas veganas ao seu cardápio para a próxima Ale and Beer Fest (Festival de Cervejas) no Reino Unido.