Sushi de atum vegano será servido pela primeira vez na Conferência TED de 2019

Foto: Top Tier Foods

Foto: Top Tier Foods

A empresa canadense “Sushi Quinoa” fez uma parceria com a marca vegana americana Ocean Hugger Foods para criar uma refeição rica em proteínas para o maior evento TED Talk do ano.

Nos dias 17 e 18 de abril, visitantes e palestrantes da Conferência TED deste ano que acontecerá no Canadá serão presenteados com sushis veganos recheados com quinoa e atum à base de vegetais. O prato é o resultado de um esforço conjunto entre a marca canadense Top Tier Foods e a empresa vegana com sede nos EUA, Hugger Foods.

A seu turno, a Top Tier Foods contribuiu com seu Sushi Quinoa, um produto de quinoa desenvolvido especialmente para a indústria de sushi que pode ser usado no lugar do arroz de sushi. O “ahimi” de Ocean Hugger – um atum vegan preparado com tomates – completa o prato.

“Uma das melhores coisas sobre o Sushi Quinoa é que ele permite que o chef crie opções veganas e vegetarianas únicas usando a quinoa como veículo de alta proteína”, disse o presidente da TopTier Foods, Blair Bullus, ao canal de mídia Straight.

“A união do famoso ahimi (atum de tomates), com o Sushi Quinoa, cria uma opção deliciosa e saudável para pessoas que procuram uma alternativa de refeição sem carne que tem o mesmo sabor de um sushi roll de atum com perfil nutricional e semelhante, mas sem peixe ou arroz.”

A conferência anual do TED tem enfoque no tema “Maior que nós” e conta com mais de 70 palestrantes e mais de mil visitantes.

Cantor Anthony Gargiula afirma que a alimentação vegetariana estrita o livrou da acne

Foto: Anthony Gargiula

Foto: Anthony Gargiula

O músico e influenciador de mídias sociais, Anthony Gargiula, atribuiu sua incrível transformação, de uma pele coberta por acne, erosões e feridas para uma pele lisa e uniforme, ao fato dele ter passado a seguir uma alimentação baseada em vegetais pelos últimos oito meses.

A celebridade de 19 anos postou fotos do antes e depois no seu perfil do Twitter, comentando sobre a melhora incrível de sua pele desde que abandonou os produtos de origem animal.

Brilho Vegano

Com mais de 12 mil likes, o tweet de Gargiula também chamou a atenção da organização pelos direitos animais, Peta, que respondeu: “Absolutamente incrível! Eles não chamam esse efeito de “brilho vegano” a toa. Parabéns por oito meses de vida saudável e compassiva”.

Em entrevista ao Plant Based News, Gargiula explica que sofria com a acne desde os 12 anos de idade, e parou de tomar a medicação prescrita pelo dermatologista porque o remédio estava lhe dando enxaqueca.

Nada funcionava para mim

“Eu também tentei cada produto tópico disponível no mercado, dos tradicionais aos lançamentos. Mas nada parecia funcionar para mim”, disse Gargiula.

“Depois do ensino médio, mudei-me para Orlando (EUA), onde me deparei com um post no Facebook de uma amiga. Ela falou sobre como seguir uma alimentação vegana ajudou-a se livrar de uma acne cística”.

“Eu nunca tinha pensado em mudar minha alimentação para ver se isso afetaria minha pele. Ser vegano parecia um desafio imenso para mim, mas eu tive que tentar”, conta o cantor

Gargiula diz que não viu “muitos resultados no início”, mas depois de persistir por alguns meses ele começou a notar que estava tendo “menos erosões” na pele e suas manchas e cicatrizes estavam “ficando menores em tamanho”.

Conversando com a PBN, a estrela disse: “Eu planejo manter a carne e os laticínios fora da minha alimentação por um longo tempo, provavelmente por toda a minha vida”.

“Não tenho mais acne e, como artista, isso facilita muito a minha vida, porque não preciso mais colocar 5 quilos de maquiagem no rosto todos os dias”, conta aliviado Gargiula.

Efeitos causadores de acne dos laticínios

De acordo com o site Nutricional Facts (Fatos Nutricionais), a acne não existe em populações não ocidentalizadas, como os habitantes das ilhas de Okinawa, que não consomem laticínios.

O site dirigido pelo médico vegano, Michael Greger, afirma: “Por milhões de anos de evolução, este sistema de ingestão continuada de leite de mamíferos é exclusivamente e fisiologicamente fornecido ao recém-nascido apenas durante o período de amamentação”.

“O abuso crônico desse sistema de pós-natal de leite em geral e consumo de laticínios por humanos de sociedades industrializadas tem sido apontado como a principal causa da epidemia de acne e das doenças ocidentais crônicas mais graves”, relata o médico.

Mercado de carne vegana tem valorização de 42 bilhões de dólares

Foto: Livekindly/Reprodução

Foto: Livekindly/Reprodução

O mercado de carne vegana pode valer mais de 40 bilhões de dólares na próxima década, segundo analistas do setor. E isso se deve em grande parte ao recente IPO da Beyond Meat.

A empresa de carne vegana, com sede na Califórnia (EUA), tornou-se pública na quinta-feira passada, fechando seu primeiro dia em mais de 163% de valorização. A Beyond Meat, listada na Nasdaq como BYND, viu os preços de suas ações subirem mais de 200% esta semana para quase 80 dólares por ação no início do pregão.

A companhia produz hambúrgueres realistas, carne moída e salsichas feitas à base de vegetais. Ela ganhou um grande número de fãs não-veganos – o fundador da empresa, Ethan Brown, diz que 93% dos seus clientes são flexitários – os consumidores que procuram mudar sua fonte de proteína por razões de saúde e ambientais.

Foto: Livekindly/Reprodução

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A empresa, que teve o maior IPO nos EUA em quase 20 anos, viu sua valorização saltar de 1,2 bilhão para mais de 3,8 bilhões de dólares. E esse pico parece estar sendo transferido para a indústria de carne vegana em geral também.

O mercado de carne vegana

“Enquanto a empresa enfrenta a concorrência de empresas como a Impossible Foods, a crescente demanda do consumidor deve permitir que várias marcas compartilhem o mercado”, observou Alexia Howard, analista da Bernstein, apontando também outros fatores, incluindo o aumento do preço da carne e o surto de febre suína na China.

Foto: Livekindly/Reprodução

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Concorrentes estão surgindo – sua principal rival, a Impossible Foods, conseguiu um grande marco no mês passado com o lançamento do Impossible Whopper no Burger King. Um teste bem sucedido no Missouri levou a um lançamento nacional. O hambúrguer também pode em breve ser vendido em outros restaurantes da rede como o Burger King do Canadá.

Um dos primeiros investidores da Beyond Meat, a gigante de carnes Tyson Foods, se desfez da ligação logo à frente do IPO. De acordo com Tyson, a Beyond Meat não queria um investidor que também fosse um concorrente. A Tyson planeja lançar sua própria linha de carne vegana neste verão.

Vendas da Beyond Meat

A Beyond Meat diz que está trabalhando para tornar suas opções de carne vegana mais baratas que os produtos animais tradicionais. Os produtos da empresa já estão atrapalhando as vendas de carne, exigindo que os parceiros varejistas vendam os hambúrgueres, carnes e salsichas veganos no corredor de carnes. E de acordo com o fundador da empresa, Ethan Brown, “não há razão para que a proteína baseada em vegetais não seja mais barata que a carne”.

O segredo para o sucesso da Beyond Meat – e a indústria que segue em seu caminho – pode estar na filosofia de Brown de que não há segredo para fazer carne de vegetais.

“Não há mistério na carne”, disse Brown à BBC no ano passado. “São aminoácidos, lipídios, minerais e água. E se você puder entregar essas quatro coisas no mesmo projeto ou arquitetura que um músculo – por que isso não pode ser chamado de carne?”

Foto: Divulgação

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Também não há mistério para o sucesso da marca.

O Beyond Burger é um bilhete de ouro para restaurantes e supermercados. A A & W, que lançou o hambúrguer no Canadá no ano passado, informou um aumento de 10% nas vendas após seu lançamento.

O hambúrguer também superou as vendas tradicionais de carne bovina na rede de supermercados norte-americanos Ralph no ano passado, durante um período de cinco semanas.

Não é só a América do Norte que está assistindo ao aumento das vendas de carne vegana. Quando Cingapura lançou os hambúrgueres veganos no ano passado, eles superaram os hambúrgueres de carne bovina de três para um.

Conheça as cinco razões por que a Ásia está pronta para entrar na “era à base de vegetais”

Não é necessário ser investidor para acompanhar ou ficar sabendo do sucesso da Beyond Meat (primeira empresa que produz carne 100% vegana a se tornar pública) na bolsa de valores, tendo um IPO (lançamentos de ações) considerado por especialistas “épico”.

Sem sombra de dúvida a lista de quebra de recordes do BYND (163% de valorização) provocou ondas de choque em todo o mundo, quando as pessoas de repente acordaram para as quebras de paradigmas que estão acontecendo na indústria alimentícia.

O fornecedor para a Ásia de produtos da companhia, David Yeung, em parceria com a equipe Green Monday/Green Common, analisou um grande número de pesquisas de mídia, investidores e público em geral sobre as perspectivas da indústria de produtos à base de vegetais, especialmente na Ásia e realizou um resumo das 5 motivos pelos quais os países asiáticos estão prontos para entrar nesse “futuro vegano”.

Enquanto muitos permanecem céticos se o momento atingirá a Ásia, o empresário e estudioso apontou as principais razões pelas quais, segundo suas pesquisa, o fenômeno está prestes a ser desencadeado na região e em grande escala.

1. Influência da tendência ocidental

Da moda ao bem-estar e estilo de vida em geral, os consumidores asiáticos são fortemente influenciados pelas marcas e tendências do Ocidente. O intervalo de tempo varia de país para país, mas na era das mídias sociais, é improvável que demore muito.

Dada a forma como a produção de produtos baseados em vegetais tem impactado oficialmente na indústria alimentar global e no comportamento do consumidor, não é exatamente uma previsão ousada antever que a Ásia vai captar isso muito em breve.

No caso de Hong Kong e Cingapura, isso já está acontecendo, à medida que os titãs da nova era, Beyond Meat and Impossible Foods, saem nas manchetes regularmente e tomam a cena da comida convencional.

2. Momento comprovado de ascensão de marcas veganas e baseadas vegetais

Conforme a Green Common (cadeia de lojas de alimentos) introduz as marcas emergentes Food 2.0 não apenas em Hong Kong, mas também em Cingapura, Taiwan e em breve China e Tailândia, testemunhamos em primeira mão como as empresas Beyond Meat, Gardein, Daiya e Califia estão ganhando uma tremenda força.

Além disso, as vendas de carne nesta região tem triplicado todos os anos desde a entrada no mercado em 2015.

A Omnipork, que tem como alvo as paletas e pratos asiáticos, tem sido incrivelmente bem recebida desde o seu lançamento.

Marcas não lácteas, incluindo Oatly e Califia são naturais e instantâneas, porque muitos asiáticos são intolerantes à lactose.

Daiya e Miyoko estão constantemente surpreendendo o mercado pelo lado positivo com suas crescentes bases de fãs.

3. Foco em Investimento e Inovação

Há alguns anos, a maioria das pessoas estava se perguntando por que Bill Gates, Li Ka-shing e Temasek investiram na indústria da “Comida do Futuro”. Ninguém previu que a rede de lojas e distribuição da Green Common crescesse tão rápido em um período de tempo tão curto (na verdade, muitos previam a morte da cadeia de lojas).

Hoje, investidores e empresários, junto com alguns governos, estão despertando para a urgência da crise climática e alimentar e as oportunidades que vêm junto com ela. A conscientização e o nível de atividade na região aumentaram notavelmente nos últimos seis meses. À medida que mais capital e recursos chegam, certamente levará a avanços e inovações emocionantes.

4. Demanda Existente, mas não atendida

Vegetarianismo não é exatamente uma coisa nova na Ásia. A demanda por alimentos vegetais devido a razões religiosas, culturais e étnicas sempre esteve presente na região. A Índia, claro, tem a maior população vegetariana do mundo. Países como a China, o Japão, a Coreia do Sul, a Tailândia e a Malásia têm uma enorme população budista.

Não foi até a infusão de cultura ocidental de carne e laticínios que as pessoas se afastaram de tais tradições. O vegetarianismo começou a ter uma má reputação de certas pessoas tidas como antiquadas, chatas e não nutritivas.

Agora a narrativa está girando 180 graus. Millennials e Gen Zs são aqueles que estão conscientemente se tornando veganos por razões de bem-estar animal, sustentabilidade e saúde. As pessoas religiosas/étnicas que sempre preferiram se alimentar a base de vegetais ainda estão presentes, enquanto entusiasticamente abraçam essas novas opções alimentares há muito esperadas.

5. Esgotamento para a pecuária industrial

A carne suína é a carne mais consumida na China, respondendo por 65% do consumo de carne pela população de aproximadamente 1,4 bilhão de pessoas. Com a mortal e contagiosa Febre Suína Africana ameaçando centenas de milhões de porcos, todos os sinais apontam para uma potencial “devastação” de enorme impacto na pecuária industrial.

A realidade é que a cadeia de abastecimento alimentar orientada para as proteínas animais é insustentável e tem estado muito além do seu ponto de ruptura há muito tempo.

O planeta e o sistema alimentar ultrapassado simplesmente não conseguem acompanhar o crescimento e a demanda insaciável da população humana. É apenas uma questão de tempo antes de entrar em colapso, e esse tempo pode ser AGORA.

Ator Kevin Smith adota dieta vegetariana estrita para se manter saudável

Impulsionado por questões de saúde o ator adere ao veganismo | Foto: Getty Images

Impulsionado por questões de saúde o ator adere ao veganismo | Foto: Getty Images

O comediante, ator e produtor Kevin Hart é a mais recente celebridade a vir a público dizer que está adotando uma alimentação vegana.

Em um vídeo postado em seu Instagram story ontem, Hart disse a seus fãs que, para ele que já come de forma saudável, se tornar vegano é apenas um pequeno passo de onde ele esta e o ator vai experimentar a transição.

A celebridade, que é entusiasta de fitness, disse a seus seguidores “Eu vou começar a comer melhor”, disse ele. “Eu já como bem, mas agora vou me dedicar a essa mudança real e certeira da comida baseada em vegetais.”

No mês passado, o ex-juiz do American Idol, Simon Cowell, disse que adotou a alimentação vegana ao se aproximar do seu 60º aniversário no final deste ano.

A estrela da televisão afirmou estar lidando com problemas recorrentes de saúde que abrir mão de carne e laticínios resolveriam rapidamente.

“Um amigo meu, que é médico, recomendou falar com um especialista e eu o fiz por capricho. Eu era alérgico a melão, então não comi a fruta durante seis meses, mas fui visitar esse especialista e o que ele me explicou e fazia sentido ”, disse Cowell em uma entrevista recente ao Sun.

“Em 24 horas, mudei minha alimentação e não olhei para trás desde então. Você se sente melhor, você parece melhor. Eu cortei muitas das coisas que eu não deveria ter comido, principalmente carne, laticínios, trigo e açúcar – esses foram os quatro principais itens”.

O cineasta Kevin Smith se tornou vegano em 2018 depois de sofrer um ataque cardíaco agudo. A mudança ajudou-o a perder peso e reduzir a medicação para o colesterol. Rapper Will.i.am também viu melhorias significativas na saúde após sua recente mudança para uma alimentação vegana.

Embora as duas estrelas tenham se tornado veganas inicialmente, elas também demonstraram uma crescente conscientização dos problemas éticos com o consumo de carne.

Smith apareceu em várias campanhas pedindo às pessoas que abandonassem os produtos de origem animal. Will.i.am trabalhou algumas letras em uma música recente do Black Eyed Peas sobre o assunto também.

Cowell também pode ter sido motivado em parte pelo sofrimento animal. A estrela destacou cães resgatados em seu feed no Instagram e se juntou a uma lista de celebridades pedindo o fim do comércio de carne de cachorro.

Beyond Meat

O anúncio de Hart acontece em concomitância com a Beyond Meat ter se tornado a primeira empresa de carne vegana a abrir capital na semana passada. A startup foi listada na Nasdaq na última quinta-feira no maior IPO dos EUA em quase 20 anos. Os preços das ações da empresa subiram 163% no primeiro dia e a startup da Califórnia foi avaliada em quase 4 bilhões de dólares.

A empresa doou milhares de hambúrgueres na sexta-feira, apelidada de “Beyond Day” após o IPO. O músico Snoop Dogg filmou uma promoção dentro do caminhão Beyond Meat, onde distribuía hambúrgueres veganos ao ex-jogador de beisebol Nick Swisher.

O vídeo de Hart mostra seu chef preparando Beyond Burgers (hamburgueres de carne vegana da Beyond Meat) em sua cozinha enquanto fala sobre todos os produtos que a empresa oferece atualmente. “Eu estou nessa”, ele disse, “estou pulando nessa de cara.”

A fabricante de carne à base de vegetais Beyond Meat viu suas ações subirem 135% após seu IPO (abertura de capital na bolsa de valores), levando a empresa a um valor de mercado de 3,52 bilhões de dólares.

Sucesso na bolsa de valores e futuro vegano

De acordo com um relatório da MarketWatch, especialista no setor, os ganhos da empresa Beyond Meat continuaram durante a manhã de abertura de capital em 02 de maio, atingindo uma alta de 63,43 dólares que é cerca de 154% acima da alta inicial.

A Beyond Meat inicialmente planejava vender ações por entre 19 e 21 dólares, de acordo com o documento da Securities and Exchange Commission (SEC) de 22 de abril; no entanto, o aumento de preço de quarta-feira para 25 dólares sugeriu uma antecipação da forte demanda dos investidores.

A oferta pública inicial de quarta-feira da Beyond Meat a 25 dólares por ação para a venda de pelo menos 9,6 milhões de ações elevou a empresa ao valor de 241 milhões de dólares.

Em conversa com a CNBC, o Fundador e CEO da empresa, Ethan Brown, falou sobre os próximos passos da Beyond Meat. “No momento, representamos apenas 2% de penetração domiciliar”, disse Brown.

“Se você pensar em onde estamos nos mercados convencionais, nos tornamos, no último verão, pelo menos em nossa região do sul da Califórnia, a empacotadora número um as embalagens de hambúrguer das maiores mercearias convencionais do país”.

“Vamos construir essa uma nova instalação para oferecer aos consumidores uma variedade de opções, não apenas hambúrgueres, não apenas salsicha, mas em toda a cadeia de valor.”

“Também estou animado com o crescimento internacional e, em última análise, com o programa de cinco anos planejado para ficar realmente agressivo em relação aos preços”.

Brown discutiu previamente os planos da empresa para reduzir o preço da Beyond Meat abaixo da carne derivada de animais usando fontes alternativas de proteína com a ajuda de fundos levantados no IPO.

A Beyond Meat faz parte de uma nova onda de alternativas de carne vegana projetadas para parecer e o gosto de carne derivada de animais.

Brown diz que a Beyond Meat não foi feita para competir com outras marcas veganas e vegetarianas; a empresa se considera um concorrente direto de carne de porco, carne bovina e outros produtos não-veganos.

Até agora, a empresa tem sido bem sucedida em atrair consumidores de carne e flexitários, que compõem a grande maioria dos consumidores da Beyond Meat.

Isso se deve, em parte, à demanda do consumidor por alternativas à base de vegetais, mais saborosas e saudáveis, à medida que as pessoas se voltam para uma dieta mais rica em vegetais devido a preocupações com a saúde e o meio ambiente.

Além de produtos de carne a empresa comercializa produtos que incluem similares a frango, carne moída, salsichas e sua assinatura Beyond Burger, todos feitos sem produtos de origem animal.

A ação da Beyond Meat está atualmente sendo negociada a 64,89 dólares.

Expansão mundial

A partir deste ano, 2019, a Beyond Meat promete priorizar a sua expansão global que tem como compromisso levar seus substitutos de carne, que inclui versões vegetais de hambúrguer, linguiça e carne moída, para pelo menos 50 países.

Para conseguir isso, a startup fundada em 2009 tem contado com o apoio de grandes investidores – como Bill Gates e Leonardo DiCaprio, que tem não apenas injetado dinheiro na Beyond Meat, mas também divulgado seus produtos em suas mídias sociais.

Além disso, a marca tem sido endossada por atletas da NBA, NFL e também de esportes radicais. Segundo o CEO, Ethan Brown, Canadá, Europa, Austrália, México, América do Sul, Israel, Coréia do Sul e África do Sul devem ser beneficiados com a expansão global.

Atualmente, só nos Estados Unidos, a Beyond Meat já distribui seus produtos em mais de 27 mil estabelecimentos comerciais, entre grandes, médias e pequenas empresas. O que também motivou a startup a se aprofundar na realidade do mercado internacional é o grande volume de mensagens recebidas de consumidores questionando quando seus produtos serão chegarão até eles.

O último lançamento da Beyond Meat foi o Beyond Beef, “carne moída” à base de proteínas de ervilha, arroz e feijão mungo. O produto livre de soja e glúten possui um pouquinho mais de proteínas do que o seu equivalente de origem animal e 25% menos gorduras saturada.

Há muito tempo estamos de olho na criação de um produto que permita aos consumidores desfrutar da versatilidade da carne moída enquanto aproveitam os benefícios para a saúde humana, ambiental e animal dos alimentos à base de plantas”, diz Ethan Brown.

Lewis Hamilton diz que é fácil ganhar massa muscular sendo vegano

Por David Arioch

Tenho muita proteína na minha dieta, estou ganhando mais músculos e estou mais saudável e mais feliz do que nunca (Foto: Lewis Hamilton/Instagram/Reprodução)

O piloto de Fórmula 1 Lewis Hamilton declarou esta semana aos seus 10,8 milhões de seguidores no Instagram que é fácil ganhar massa muscular sendo vegano.

Hamilton lembrou que durante 12 anos o seu peso foi de 68 quilos, até que este ano ele conseguiu subir para 75 quilos.

“As pessoas dizem ‘Ah, eu preciso da minha proteína e é por isso que nunca me tornei vegano”. Tenho muita proteína na minha dieta, estou ganhando mais músculos e estou mais saudável e mais feliz do que nunca. Queria ter feito isso antes”, enfatizou.

Em julho do ano passado, Lewis Hamilton compartilhou no seu Stories no Instagram dados mostrando o quanto é absurda a realidade da exploração de animais para consumo.

“619 milhões de seres humanos foram mortos em guerras em toda a nossa história já registrada. Humanos matam o mesmo número de animais a cada cinco dias”, lamentou o piloto da Fórmula 1.

Empresa americana lança primeira linha de colchões veganos totalmente livres de lã

Foto:/vanyaland.com

Foto:/vanyaland.com

A marca Avocado Green Mattress, de Nova Jersey (EUA), lançou recentemente uma linha de colchões veganos que são comparáveis à sua linha de produtos principais, mas feitos de algodão orgânico em vez de lã.

De acordo com a organização que atua pelos direitos animais, PETA, a empresa de colchões projetou sua opção vegana depois de aprender sobre a crueldade inerente da indústria de lã em recentes denúncias da PETA.

“Os compradores de hoje querem evitar a crueldade com os animais, e isso inclui rejeitar a lã de cordeiros que foram feridos, ensanguentados e explorados pelo processo de tosquia”, disse Anne Brainard, diretora da PETA. “As criações veganas aprovadas pela PETA, como os colchões ecológicos de algodão da Avocado Green Mattress, são um sonho para os consumidores conscientes e compassivos e também para as ovelhas”.

Para agradecer à empresa por criar uma opção sem lã, a PETA enviou aos executivos da Avocado uma caixa de chocolates veganos em forma de ovelhas.

A marca Casper recentemente lançou uma campanha para destacar seus colchões sem lã, incentivando seus clientes a “acordarem todas as manhãs com um vegano (colchão)”.

Ovelhas abusadas na indústria de lá

A PETA já fez diversas denúncias contra a exploração das ovelhas pelas fazendas de lá, imagens secretas foram reveladas mostrando trabalhadores abusando dos animais indefesos. As torturas iam desde o uso irresponsável de máquinas de tosa elétricas que feriam os animais até bater a cabeça das ovelhas violentamente no chão.

Após a exposição das imagens de abuso, a PETA apresentou uma queixa de 12 páginas solicitando que a Society for the Prevention of Cruelty to Animals (SPCA), lance uma investigação e registre as acusações criminais contra os trabalhadores por violações das leis que proíbem a crueldade contra os animais.

“As imagens de vídeo, obtidas pela testemunha, destacam apenas algumas das crueldades observadas em 24 fazendas de ovelhas visitadas por tosquiadores”, disse um porta-voz da PETA.

Os tosquiadores são pagos em volume, não por hora, o que encoraja um manejo rápido e violento, abrindo feridas nos corpos dos animais, que os tosquiadores costuravam usando uma agulha e linha, mas sem alívio da dor.

As imagens recentes seguem uma investigação de agosto, onde foi exposto o primeiro vídeo sobre crueldade na indústria de lã inglesa, que mostrou abuso similar.

“Depois de expor a crueldade na indústria de lã da Inglaterra, encontramos os mesmos abusos sendo cometidos com as ovelhas das fazendas da Escócia”, diz Jason Baker, vice-presidente sênior da PETA Ásia.

“Quando não se importam de onde se origina ou de que reivindicações éticas ou responsáveis é feita a produção de lã, milhões de ovelhas sofrem e morrem para essa indústria.”

Empresa que atua há 44 anos na venda de carne aposta num futuro vegano

Foto: Bobeldijk Food Group

A empresa holandesa esta investindo em carne vegana | Foto: Bobeldijk Food Group

Antes de 2015, a empresa Bobeldijk Food Group (Grupo de Alimentos Bobeldijk), com sede na Holanda, costumava usar outro nome: Bobeldijk Meat Company (Empresa de carnes Bobeldijk). Fundada em 1975, a marca começou no ramo de açougues. Mas uma recente mudança na empresa levou a marca a se concentrar na demanda crescente por carne sem-carne.

A empresa introduziu sua linha de carne vegetariana e vegana chamada Vegafit em 2008, com opções como rissóis sem carne, schnitzel, almôndegas e peixe empanado. Tudo é feito de soja ou proteína de trigo (também conhecida como seitan).

“Na Holanda, mais e mais pessoas estão se tornando flexitárias. Eles conscientemente não comem carne um ou dois dias por semana e, em seguida, optam por alternativas à base de vegetais”, explica a marca em seu site. “Com esses conceitos, fornecemos uma demanda cada vez maior por alternativas à carne à base de vegetais”, menciona o site.

Embora a empresa trabalhe com carne tradicional há 44 anos, ela está lentamente mudando seus negócios para se concentrar predominantemente em plantas, de acordo com o Vegan Strategist. Bobeldijk Food Group anunciou que deixaria de investir em carne e espaço de fábrica foi liberado para ajudar a crescer a divisão livre de carne.

O que faz um açougueiro se tornar vegano?

A clara de ovo – um ingrediente comum de ligação na carne vegetariana – foi substituído pela proteína da batata em alguns produtos, de acordo com um comunicado de imprensa de abril de 2018. Eventualmente, Bobeldijk Food Group pretende tornar-se totalmente vegano.

“Daqui a vinte anos, não haverá carne suficiente para alimentar mais ninguém. Então, precisaremos de algo mais ”, explicou Remko Vogelenzang, CEO da Bobeldijk Food Group, em uma visita em vídeo da fábrica em abril de 2018.

Foto: Bobeldijk Food Group

Foto: Bobeldijk Food Group

Especialistas preveem que a população mundial chegará a 10 bilhões até 2050. De acordo com um estudo publicado na revista Nature em outubro passado, a mudança para uma dieta baseada em vegetais não apenas ajudará a manter um sistema alimentar sustentável, mas também ajudará a combater a mudança climática.

“Uma das alternativas é obter proteína de fontes vegetais em vez de carne”, disse Vogelenzang. “Para que isso aconteça, a ideia aqui é que nós queremos enfocar totalmente a produção baseada em vegetais. E isso parece um pouco estranho para uma empresa que se originou em Deventer como um açougue”.

Policial muda de lado e passa a ser ativista em defesa dos direitos animais

O ex-policial e ativista ao lado de sua esposa | ARLEN REDEKOP / PNG

O ex-policial e ativista ao lado de sua esposa | ARLEN REDEKOP / PNG

Na aposentadoria, o cabo veterano da polícia mudou seu foco e passou a defender os direitos animais, que agora o colocam regularmente do outro lado das linhas de frente de protesto e, ocasionalmente, atrás de uma máscara de Guy Fawkes, símbolo de rebelião e luta, muito utilizado em manifestações por ativistas.

Na última década, Moskaluk, de 56 anos, era porta-voz para o público do departamento de polícia de British Columbia no Canadá -Distrito Sudeste da RCMP. Ele se aposentou em 30 de janeiro de 2019, depois de mais de 33 anos servindo na força policial.

No domingo, ele se juntou a ativistas dos direitos animais em um protesto em uma fazenda de porcos em Abbotsford cidade no Canadá, onde vestiu uma camiseta “Meat the Victims” e usou suas habilidades e antecedentes para se relacionar com a mídia e a polícia e ajudar a garantir a segurança dos animais e dos manifestantes fora da fazenda.

Protestantes se reuniram na Fazenda Excelsior Hog depois que a PETA divulgou um vídeo na semana passada que afirmava ter sido filmado lá. As imagens mostram filhotes de porcos mortos entre os animais vivos, assim como porcos adultos com deformações tumores e ferimentos.

“Eu estive em ambos os lados das linhas de protesto, e dado o que vi ontem acho que não poderíamos ter pedido um cenário muito melhor para realizar o que queríamos fazer, que era essencialmente puxar o véu que cobria as atrocidades praticadas por uma indústria que é representada por esta fazenda, para mostrar ao público as condições em que esses animais estão sendo criados antes de serem mortos”, disse Moskaluk.

O ativismo de Moskaluk não veio da noite para o dia.

Sua esposa, Sheanne, 55, mudou para uma alimentação baseada em vegetais, em 2011, depois de pesquisar um suplemento de musculação para o filho e aprender sobre alguns riscos à saúde em consumir carne e laticínios.

Em 2013, aos 51 anos de idade, Moskaluk foi diagnosticado com câncer renal no estágio 4 e o médico disse que ele poderia morrer dentro de alguns meses. Naquele dia, ele também completou sua mudança definitiva para uma alimentação baseada em vegetais.

O ativista duas semanas antes de se aposentar | COURTESY DAN MOSKALUK / PNG

O ativista duas semanas antes de se aposentar | COURTESY DAN MOSKALUK / PNG

Ela conta que a mudança ajudou-a a perder mais de 50kg. Já ele diz acreditar que a mudança foi um fator-chave em sua recuperação e o policial aposentado está livre do câncer desde 2015.

O casal Naramata, casados desde 1989, participou de um documentário de 2016 chamado “Eating You Alive”, que explora o impacto de uma alimentação baseada em vegetais e alimentos integrais em condições crônicas de saúde.

Conhecidos como os “Indian Rock Vegans” nas mídias sociais, eles também compartilharam sua história com milhares de pessoas através de seus posts e como palestrantes voluntários em festivais e conferências.

Mas pouco se sabia sobre o ativismo deles na raiz.

Moskaluk disse que há “três portas” pelas quais uma pessoa normalmente entra no estilo de vida vegano: saúde, direitos animais ou preocupações ambientais.

Ele e sua esposa gravitaram em direção ao movimento como “cidadãos preocupados”, mas em pouco tempo começaram a estudar o impacto da indústria de alimentos na exploração animal e na mudança climática, disse ele.

Enquanto se recuperava do câncer, Moskaluk passava seus dias em seu iPad lendo sobre o veganismo e encontrando pessoas que pensavam da mesma maneira online.

Eventualmente, o casal conectou-se com uma rede de Britsh Columbia de ativistas dos direitos animais.

Em 10 de junho de 2017, eles fizeram parte da Marcha de Vancouver para Fechar Todos os Matadouros, sua primeira vez fazendo ativismo pessoalmente. Moskaluk, ainda membro da polícia, sentiu-se obrigado a falar no evento e pediu a um organizador dois minutos para compartilhar sua história com centenas de pessoas que estavam do lado de de fora da Vancouver Art Gallery.

“Como policial, eu só estive do lado de lá da linha de protesto, agindo em defesa da segurança e da ordem pública”, disse ele. “Avançando para 2017 e eu estou lá com esse grupo de ativistas nesses degraus, e todos nós sabemos o que isso simboliza. Foi um discurso bastante emotivo que eu dei e me senti muito bem”.

Depois ele agradeceu aos policiais de Vancouver que estavam fazendo a guarda do evento um deles o reconheceu e sabia de sua história, ele disse.

Os Moskaluks são agora membros do grupo Okanagan do The Save Movement, que trabalha para “aumentar a conscientização sobre a situação dos animais de criação, para ajudar as pessoas a se tornarem veganas e para construir um movimento de justiça animal popular e que que atinja as massas”.

O casal participa do “Cubo da Verdade” com o grupo pró-vegano Anonymous for the Voiceless. O grupo ativista de rua, que mantém uma postura abolicionista contra a exploração animal, faz campanha pacífica enquanto usa máscaras de Guy Fawkes e exibe vídeos de matadouros ao público.

Os Moskaluks juntaram-se às “vigílias” fora dos matadouros em toda a América do Norte, onde os ativistas param os caminhões de entrega para confortar os animais dentro. Eles fotografam, filmam e dão água aos animais, muitas vezes com a cooperação de motoristas, operadores de matadouros e policiais, disse ele.

“Não é para atrasar, desligar ou causar tristeza à operação, mas apenas para transmitir dois minutos de amor e compaixão a um animal que está prestes a entrar em um matadouro e a ser morto”, disse Moskaluk.

Os movimentos a que eles se juntaram não são agressivos e não são do tipo que empurram suas mensagens goela abaixo das pessoas, disse ele.

“Não se trata de violência”, disse ele. “Na verdade, o que todos vêem e sabem é que vivemos em uma sociedade de violência normalizada. O que estamos tentando alcançar é conscientizar as pessoas de que precisamos viver em uma sociedade de não-violência normalizada – e que a não-violência começa no seu prato”.

Mas ele reconhece que pode ser surpreendente para alguns membros do público e também da polícia saber de suas atividades recentes.

Moskaluk estava na linha de frente dos protestos da APEC em 1997 durante o infame “Sgt. Pepper “, onde um policial montado foi flagrado em vídeo jogando spray de pimenta em estudantes que faziam parte da manifestação

Ele tem visto a polícia no seu melhor e pior em protestos, mas está preocupado que os manifestantes dos direitos animais sejam tratados de forma diferente dos outros grupos, com algum preconceito e desdém, disse ele.

Ele reconhece que os ativistas podem ir longe demais.

Mas um policial deve ocupar a linha de protesto? Moskaluk fez isso por 19 meses.

Ele foi verdadeiro e transparente com a polícia sobre isso, ele disse.

Na semana em que ele se aposentou, no entanto, a força enviou uma nota informativa aos policiais sobre a escalada do ativismo pelos direitos animais na província, particularmente no Okanagan, disse ele. Isso fez com que seus ex-colegas soubessem de um “membro regular recém-aposentado” se organizando com um dos grupos.

“Participamos de uma ampla variedade de ativismo e exercemos nosso direito legal e constitucional de fazer isso”, disse Moskaluk. “Eu não me conduzi de nenhuma maneira ilegal ou cometi delitos criminais, e estamos fortemente envolvidos neste ativismo para avançar e não retroceder.”

Moskaluk disse que recentemente começou a fazer apresentações informais a outros ativistas. Ele ensina como o Código Penal pode ser aplicado a eles, mas também sobre como a polícia deve se comportar durante um protesto.

“Minha observação e opinião humilde é que nossas forças policiais não têm uma visão de todo o espectro dos movimentos de ativismo pelos direitos animais”, disse Moskaluk.

“Eles estão baseando-o (suas estratégias) em duas coisas – o que viram no passado distante, porque era isso que era mais coberto pelas notícias – Animal Liberation Front, décadas atrás. Já faz um tempo desde que vimos pessoas quebrando um laboratório de testes em animais ou incendiando uma instalação”

Moskaluk disse que o ativismo de sua esposa é compassivo e baseado no amor.

Eles não têm má vontade em relação aos agricultores e pecuaristas, mas acreditam que eles devem ser encorajados e apoiados a se mudar para a agricultura baseada em vegetais, disse ele.

O ativista vê o sucesso dos restaurantes de Vancouver, Heirloom, Meet e The Acorn, a popularidade do Beyond Meat Burger em A & W, e os seguidores e frequentadores maciços de locais veganos como Erin Ireland como provas concretas de que as dietas baseadas em vegetais não são mais uma moda passageira”.

Moskaluk e sua esposa planejam continuar seu trabalho de divulgação e ativismo, para que outros possam ser encorajados a conhecer e considerar como a ingestão de produtos animais afeta o mundo ao seu redor.

“Queremos deixar um planeta para nossos filhos e seus filhos”, disse ele.

“Temos um período de tempo muito curto para mudar as coisas, considerando a ameaça existencial que enfrentamos com a mudança climática e o meio ambiente”, conclui ele.

Prisões passam a servir refeições veganas após presidiário dizer que passou fome

Foto: Courtesy IDOC

Foto: Courtesy IDOC

O Departamento de Justiça da Austrália Ocidental confirmou recentemente que refeições veganas seriam oferecidas nas prisões. Atriui-se a adoção da medida À divulgação das declarações de um ativista vegano de que ele teria passado fome na prisão devido à falta de comida vegana.

“Quando for solicitado que atendam a necessidades culturais, religiosas ou outras necessidades especiais estabelecidas e estejam de acordo com as diretrizes da refeição especial, alimentos dietéticos especiais devem ser fornecidos sempre que possível”, disse uma porta-voz do Departamento de Justiça ao The Weekly Times.

“Isso inclui refeições especiais para aqueles que se alimentam de forma vegetariana ou vegana.” O anúncio foi feito depois que o ativista vegano James Warden foi enviado para a Prisão Hakea em Canning Vale por dois dias, durante os quais ele afirma não ter tido condições de comer pois a prisão não forneceu qualquer opção vegana.

“Alguns deles apenas disseram ‘vá e comam um pouco de carne’ e esse tipo de coisa”, disse Warden ao Seven News.

“A experiência que tive não foi nem de longe tão ruim quanto o que os animais estão passando. Eles estão sofrendo diariamente e eu só tive que aguentar 48 horas sob custódia”, disse o ativista.

Warden é acusado de roubar um porco morto e um bezerro de duas fazendas diferentes no oeste da Austrália.

Semana passada, ele compareceu ao Tribunal de Perth, sob a acusação de dois delitos de roubo agravado, duas acusações de roubo e três acusações de invasão, em relação aos incidentes ocorridos entre agosto e novembro de 2018.

Warden, que não conseguiu o dinheiro para a fiança, foi preso por dois dias.

Ele foi posteriormente ordenado pelo tribunal a ficar longe de qualquer fazenda de gado e se reportar à polícia diariamente.

Warden tem retorno programado ao tribunal na próxima semana.

A prisão de James Warden

Sem dinheiro para a fiança, o ativista vegano James Warden, do grupo Direct Action Everywhere (DxE) passou dois dias preso na Prisão de Hakea, em Perth, na Austrália, depois de “furtar” dois bezerros para que não fossem abatidos.

No final de semana, Warden, que também é acusado de furtar um leitão morto de uma fazenda, concedeu uma entrevista a repórter Elle Georgiou, do 7NEWS e disse que preferiu passar 48 horas sem comer, já que não lhe ofereceram nenhuma opção de refeição sem ingredientes de origem animal. “Alguns deles simplesmente disseram: “Vá lá e coma algum pedaço de carne’”, relatou.

Foto: Divulgação

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Apesar disso, Warden declarou que a experiência que ele teve na prisão por fazer o que considera certo não chega nem perto da realidade diária de sofrimento dos animais criados para consumo. “Eu acho que é importante que a sociedade passe por mudanças e reconheça a ética animal”, disse ao 7News.

James Warden também deixou claro que a experiência na prisão não vai desmotivá-lo a continuar atuando em defesa dos animais, ainda que ele já tenha recebido muitas ameaças de morte, segundo o Nine News. O ativista deve comparecer novamente ao tribunal no próximo mês.