Nova versão do Ford Bronco chega ao mercado com motor elétrico e design interno vegano

Foto: VegNews/Reprodução

Foto: VegNews/Reprodução

O tradicional modelo da Ford, Bronco, está recebendo uma reforma completa e vegan friendly (amigável a veganos) graças ao estúdio de design Zero Labs, de Los Angeles (EUA). O novo Bronco é totalmente elétrico e apresenta elementos de design atualizados, como um corpo de fibra de carbono, painéis de nogueira ou de bambu e uma opção de interior de couro vegano.

Nossos veículos elétricos clássicos da linha premium são artesanais exatamente para mostrar a qualidade do carro perfeitamente acionada por um sistema de acionamento totalmente elétrico,” a Zero Labs descreveu o novo Bronco em seu site.

“Eles são projetados para precisarem de pouca manutenção, ecologicamente corretos, com luxo e refinamento superiores. Nosso objetivo é oferecer mais de tudo que você ama,e menos tudo o que você odeia. Para ser apreciado agora e no futuro”.

A data de produção e o preço do Ford Bronco atualizado ainda não foram divulgados e apenas 150 dos novos modelos estão atualmente disponíveis para reserva.

O novo conceito da Ford se alinha a uma nova geração de veículos veganos que chegam ao mercado, incluindo o e-tron GT da Audi, o Polestar 2 da Volvo e o ID Roomzz da Volkswagen – um veículo esportivo elétrico equipado com couro vegano feito de maçãs.

Vilarejo vegano em Israel existe há mais de 60 anos e possui 800 moradores

Imagem do vilarejo vegano Amirim | Foto: Livekindly/Reprodução

Imagem do vilarejo vegano Amirim | Foto: Livekindly/Reprodução

Amirim, uma aldeia vegetariana e vegana no norte de Israel, perto da Floresta da Galileia, é um popular e muito procurado destino turístico.

Nenhuma carne é permitida em Amirim, uma pequena vila vegetariana e vegana localizada a 600 metros acima do nível do mar no norte de Israel.

Amirim foi fundada em 1958 por um pequeno grupo de veganos, vegetarianos e aqueles que estavam em busca de um estilo de vida saudável. Entre eles estavam alguns Ramo Davidianos, uma seita adventista do sétimo dia, que professa uma fé cristã na qual muitos seguidores se alimentam de forma vegetariana, liderada pelos co-presidentes Benjamin e Lois Roden.

Um grupo de imigrantes norte-africanos tentou colonizar a terra no início da década, mas abandonou a ideia depois de enfrentar muitas dificuldades. Os primeiros moradores de Amirim montaram tendas, plantaram jardins e, finalmente, atraíram mais pessoas e cresceram até se tornar o que é hoje – uma vila vegetariana e vegana com mais de 800 moradores.

Por que Amirim é vegana?

“Tudo começou com o amor pelos animais e a preocupação com o direito deles de viver”, explicou a dra. Ohn-Bar, que administra uma pousada no vilarejo com o marido, em uma entrevista concedida em 2013 ao Our Compass. Ela também tem doutorado em ciências naturais da saúde e mestrado em psicologia educacional.

“E então as razões de saúde começaram entrar em foco, e as pessoas que se curavam de doenças mortais por meio de uma dieta vegetariana, procuravam um lugar para criar seus filhos e se juntaram à vila”, ela continuou, acrescentando que os efeitos da agropecuária no aquecimento global também estão atraindo mais atenção para Amirim.

Amirim é um pequeno destino turístico. Há caminhadas arborizadas na floresta da Galileia, restaurantes, música ao vivo, spas para descanso, passeios e oficinas espirituais.

A maior parte da aldeia é secular, embora alguns moradores sejam religiosos. A vila também tem vistas panorâmicas da floresta montanhosa.

Vista de Amirim para as montanhas | Foto: Amirim.com

Vista de Amirim para as montanhas | Foto: Amirim.com

“A Terra é de suma importância para nós, e a preservação ambiental está sempre presente em nossas preocupações, que incluem vegetarianismo/veganismo, construção isolada e sombreada de todas as nossas cabanas de madeira, suítes de madeira e unidades exclusivas para hóspedes”, afirma o site.

A maioria das janelas e portas das casas no vilarejo foram construídas para absorver o fluxo de ar e capturar a brisa do verão, economizando assim energia que pode ser usada para o ar condicionado. Todos os produto disponíveis em Amirim são cultivados organicamente.

Uma pequena aldeia em Israel dá o exemplo e a lição ao mundo todo de como a humanidade deveria se orientar para que o planeta não estivesse à beira de um colapso ambiental, humano e silvestre como atualmente se encontra.

A nós resta apenas, observar e aprender.

Cresce demanda por chocolate sem nada de origem animal

Por David Arioch

Divulgação

De acordo com informações da ReportBuyer, está crescendo a demanda por chocolate sem nada de origem animal e de melhor qualidade com fins culinários. Em resposta a essa tendência, um relatório publicado hoje mostra que o mercado global está sendo impulsionado especificamente por “chocolates veganos, orgânicos e livres de glúten”.

“Os fornecedores estão se concentrando no lançamento de produtos inovadores com um apelo premium. O crescente lançamento de produtos com chocolates orgânicos, sem glúten, veganos e funcionais é indicativo do aumento de fornecedores que operam no mercado mundial de confeitos de chocolate”, informa o relatório.

No entanto, a ReportBuyer aponta que entre os desafios da atualidade está a flutuação dos preços das matérias-primas, o que interfere no volume de produção. Ainda assim, a previsão é de que a partir da produção de chocolates sem nada de origem animal o mercado alcance uma taxa de crescimento anual composta de pelo menos 3% até 2023.

Faculdade realiza a primeira cerimônia de formatura 100% vegana

À medida que mais jovens das novas gerações adotam o veganismo como filosofia de vida e forma de alimentação, o Instituto Middlebury de Estudos Internacionais, em Monterey na Califórnia (EUA), está se preparando para sediar a primeira cerimônia de formatura totalmente vegana para mais de 250 estudantes.

Para comemorar a formatura de 266 alunos, em maio deste ano, o instituto atenderá a mais de 1.500 convidados, servindo uma seleção de pratos à base de vegetais, incluindo carnes veganas, queijos e pratos mediterrâneos.

O bufê 100% à base de vegetais foi influenciado pelo professor Jason Scorse, presidente do programa de Política Ambiental Internacional e diretor do Centro para a Economia Azul.

De acordo com um comunicado à imprensa, o Scorse é a razão pela qual toda a pós-graduação mudou para um estilo de vida mais voltado para vegetais, com mais opções veganas servidas em todo o campus. Ele também ajudou a introduzir uma política segundo a qual todos os eventos do campus devem oferecer pelo menos 50% de opções baseadas em vegetais no cardápio.

“Estou muito orgulhoso de que nossa instituição tenha assumido o compromisso de promover alimentos à base de vegetais em todas as atividades do campus”, disse Scorse em um comunicado.

Jeff Dayton-Johnson, vice-presidente de Assuntos Acadêmicos e reitor do Instituto Middlebury, acrescentou que a escola “tem um longo histórico de promoção de práticas sustentáveis” e está se esforçando para tornar seu campus totalmente neutro em carbono.

*Escolas californianas adotam comida vegana

Escolas públicas na Califórnia em breve podem vir a adotar também alimentos à base de vegetais. Um novo projeto de lei apresentado este ano garantiria que as refeições veganas estejam disponíveis para mais de seis milhões de estudantes.

A Lei AB-479 – conhecida como a Lei do Almoço Escolar Saudável e Amigável para o Clima – ofereceria, caso aprovada, financiamento estatal para leite e refeições à base de vegetais a serem servidos em escolas públicas de ensino fundamental e médio em todo o estado.

Adrin Nazarian, o membro da assembléia que inicialmente apresentou o projeto, disse: “O AB-479 aumentará o acesso a opções de alimentos saudáveis para comunidades de baixa renda e reduzirá nossa pegada de carbono ao mesmo tempo”.

“Nosso estado é um microcosmo global com muitas necessidades culturais diferentes”, continuou ele. “A política de refeições escolares da Califórnia não deve apenas refletir essa diversidade, mas também incorporar a extensa pesquisa sobre os benefícios para a saúde da nutrição baseada em vegetais”.

Na cidade de Nova York, as escolas públicas também estão adotando a comida vegana. As segundas-feiras sem carne serão introduzidas na área no ano letivo de 2019 a 2020 para melhorar a saúde geral do aluno e contribuir com o meio ambiente. O prefeito da cidade, Bill de Blasio, disse que “estamos expandindo as segundas-feiras sem carne para todas as escolas públicas para manter nosso almoço, e também o planeta, verde para as próximas gerações”.

Equatoriano transforma frutas que seriam descartadas em sorvetes e smoothies veganos

Sabe aquelas frutas que não são comercializadas porque não atendem os padrões estéticos do mercado, que não podem ser exportadas? Estamos falando de frutas que não são consideradas bonitas, que são pequenas demais, grandes demais ou que trazem alguma pequena deformação.

Produtos são oferecidos nos sabores Goiaba, cacau, coco, café tropical, cacau com menta e green vibe (Fotos: Divulgação)

Contra o desperdício de alimentos, é exatamente esse tipo de fruta que a empresa equatoriana Takay Foods está transformando em mistura para sorvetes e smoothies veganos. Cerca de 80% da matéria-prima da Takay são frutas esteticamente indesejadas pelo mercado exportador, e que costumam ser descartadas pela indústria.

Goiaba, cacau, coco, café tropical, cacau com menta e green vibe (uma combinação de frutas e sementes que refletem a biodiversidade do Equador) são os seis sabores oferecidos pela marca até agora. A Takay também utiliza ingredientes como sementes de linhaça e chia, além de sal marinho.

Sediada em Guayaquil, a maior cidade do Equador, a empresa idealizada e fundada por Lucho Escobar já está comercializando seus produtos livres de glúten e de organismos geneticamente modificados (OGM) também nos Estados Unidos – nas redes Whole Foods, Heb, Sprouts, Gelsons e Bristol Farms.

Estudo revela que os veganos vivem mais que as pessoas que comem carne

O veganismo pode ser o segredo para uma vida mais longa, de acordo com um novo estudo publicado no The Journal of Nutrition.

O estudo, que analisou como os vários tipos de alimentação afetam os biomarcadores, descobriu que os veganos têm mais antioxidantes em seus corpos – provavelmente devido à maior ingestão de frutas e vegetais.

O estudo incluiu 840 pessoas que seguiram cinco estilos alimentares, incluindo veganos, ovo-lacto-vegetarianos, pesco-vegetarianos (ou pescatarians), semivegetarianos e não-vegetarianos.

Os participantes do estudo forneceram amostras de sangue, urina e gordura, que os cientistas estudaram quanto aos níveis de antioxidante, gordura saturada, gordura insaturada e vitamina.

Os resultados mostraram que os participantes veganos tinham os níveis mais altos de carotenóides (um antioxidante), isoflavonas e enterolactona – um composto que pode diminuir a inflamação (níveis mais altos de inflamação crônica estão ligados a uma variedade de doenças, incluindo câncer).

Os veganos também tinham mais ácidos graxos ômega-3 em seus corpos derivados da ingestão de alimentos à base de vegetais e grãos, como nozes, sementes de linhaça e sementes de chia.

O estudo também mostrou que, enquanto os vegetarianos tinham biomarcadores semelhantes, os resultados para os semivegetarianos não eram drasticamente diferentes daqueles que comiam carne. Um número crescente de estudos semelhantes vinculou a alimentação baseada em vegetais a muitos benefícios para a saúde, incluindo um menor risco de doença cardíaca.

Músico Morissey pede à Canada Goose que pare de matar animais para fazer casacos

Foto: Charlie Llewellin

Foto: Charlie Llewellin

O músico e ativista vegano, Morrissey, pediu publicamente à empresa de moda Canada Goose que “pare de matar animais para fazer casacos”.

O cantor inglês, que está prestes a embarcar em uma turnê no país, escreveu para o diretor executivo da empresa, Dani Reiss, pedindo que ele “faça a escolha ética mais correta e pare de utilizar pele de coiote e penas de gansos” nos casacos da marca.

Ativistas da ONG PETA vão acompanhar Morrissey em sua turnê, coletando assinaturas de fãs, para uma petição que pede à companhia de roupas que “abandone o uso de peles e penas”.

Carta vegana

“A Canada Goose reviveu quase que sozinha a cruel indústria de armadilhas, na qual os animais presos podem sofrer por dias e tentar roer seus próprios membros antes que o caçador volte para espancá-los até a morte”, escreveu Morrissey na carta.

“Nenhum adorno de moda vale esse tipo de sofrimento. E os gansos são confinados em gaiolas apertadas e carregados por centenas de quilômetros para serem mortos, sob todas as condições climáticas possíveis, antes de serem pendurados de cabeça para baixo e terem suas gargantas cortadas – muitas vezes enquanto ainda estão conscientes – dessa forma suas penas podem ser enfiadas em jaquetas e casacos”, dizia o texto da carta.

“Essa faixa ou gola de pelo de coiote não mantem ninguém aquecido, e há uma abundância de materiais isolantes superiores que podem substituí-los, compostos de todo tipo de coisa, de lã biodegradável a cascas de coco. É por isso que outros fabricantes de roupas, incluindo For All Kind, Save the Duck e HoodLamb não usam mais com peles e penas em seus produtos”, conclui Morrisey na carta.

Morrissey e controvérsia

Morrissey enfrentou muita controvérsia em razão de alguns de seus pontos de vista nos últimos anos, por opiniões e declarações feitas por ele, como a que ele chamou os chineses de “subespécie” e classificou a carne halal como “algo maléfico”.

Em uma entrevista em 2018, o cantor ridicularizou o prefeito de Londres, Sadiq Khan, por seu sotaque, dizendo que “ele não era capaz de falar corretamente”.

Essas opiniões levaram alguns veganos a criticar o cantor, incluindo o proeminente blogueiro vegano e promotor de eventos Fat Gay Vegan, que escreveu um post sobre o cantor após a entrevista de 2018 dizendo: “A dedicação de Morrissey em salvar os animais não lhe dá um passe livre para promover o [partido político de extrema-direita] pela a Grã-Bretanha. Eu ainda escuto, ocasionalmente, músicas antigas dos Smiths e de Morrissey, mas a menos que ele mude radicalmente sua linguagem chula e as opiniões preconceituosas que ele promove, eu nunca comprarei outro lançamento musical ou ingresso de concerto até o dia que eu morrer”, disse o blogueiro vegano.

“Eu não sei se Morrissey é pessoalmente racista e nem estou declarando que ele seja. Estou afirmando apenas que não apoiarei um artista que usa seu discurso associado a políticos de extrema-direita que, na minha opinião, está repleta de racismo. Eu também continuarei a me opor a todas as pessoas que fazem o mesmo”, conclui Fat Gay.

Startup neozelandesa anuncia desenvolvimento de mussarela vegana

Foto: Sweet Simple Vegan

Foto: Sweet Simple Vegan

Para muitas pessoas, há apenas uma única coisa que os impede de adotar uma alimentação totalmente baseada em vegetais: o queijo.

Mas uma startup neozelandesa está trabalhando em um projeto para remover completamente esse obstáculo; a New Culture está desenvolvendo sua própria “mozzarella” vegana, cultivada em laboratório.

De acordo com a marca, o novo produto não apenas rivalizará com queijo tradicional à base de laticínios, mas, eventualmente, terá um sabor ainda melhor.

Queijo de vaca sem a vaca

O fundador da empresa, Matt Gibson, um californiano que se mudou para Auckland, arrecadou 325 mil dólares em financiamento para o objetivo da New Culture. A incubadora de São Francisco IndieBio – especializada em marcas que criam um novo futuro em alimentos – investiu 200 mil dólares do total.

O próximo passo de Gibson é levantar 1,5 milhão de doláres, para colaborar no desenvolvimento de um processo de produção piloto e expandir sua pequena equipe de três pessoas, de acordo com o New Zealand Herald.

“Estamos produzindo queijo de vaca sem a vaca”, disse Gibson ao jornal. “Se você já conversou com um vegetariano ou com um flexitariano, você normalmente ouve que a primeira coisa que os impede de se tornar vegano é o queijo”.

“Há uma necessidade ainda não atendida por um bom e gostoso queijo vegano e esses consumidores conscientes e os consumidores que produtos baseados em vegetais serão nosso primeiro mercado”, acrescentou. “Depois, queremos capturar o principal mercado consumidor de laticínios com o nosso “queijo “, que será melhor tanto em sabor como em nutrientes que o queijo lácteo atual.”

New Culture acredita que sua mussarela vegana será melhor que a original feita a base de leite de vaca.

Por que as pessoas adoram queijo?

Por que as pessoas dizem que não podem viver sem queijo? Segundo alguns cientistas, pode ser porque o queijo pode realmente viciar.

Um estudo da Universidade de Michigan descobriu que o queijo contém altos níveis da proteína caseína, o que provoca no organismo uma reação similar a algumas drogas altamente viciantes.

A coautora do estudo, Nicole Avena disse à Men’s Health, “este é o primeiro passo para identificar alimentos específicos e propriedades desses alimentos, o que pode desencadear esta resposta viciante”.

Queijo vegano

Para aqueles que se sentem desconfortáveis com o pensamento de ser viciado em queijol, já existem marcas de queijo sem leite – como Violife, Sheese e Daiya – fazendo todos os estilos e sabores de queijo sem a caseína, a proteína “viciante”.

Para os mais afoitos que não podem esperar que a mussarela vegana da New Culture chegue ao mercado – o que pode levar cerca de dois anos, levando em conta o tempo para pesquisas, desenvolvimento e testes – é possível tentar fazer sua própria.

O Sweet Simple Vegan oferece uma receita para mussarela vegana, e de acordo com o blog da companhia eles são iguais, senão melhores, que os originais, com a vantagem de ser 100% veganos.

O maior festival vegano da Ásia chega a Hong Kong

Um dos mais importantes festivais veganos do mundo está voltando para Hong Kong neste final de semana. Na última edição, ano passado o evento atraiu mais de 4 mil pessoas e este ano tem expectativa de atrair mais pessoas.

A segunda edição do Conscious Festival (Festival Consciente) é um evento vegano que promove o mínimo desperdício e procura capacitar as pessoas para “viver, consumir, trabalhar e viajar de forma mais consciente em termos de responsabilidade social ambiental”, segundo seus organizadores.

O evento de dois dias, que foi organizado pela Green é o New Black, reúne palestrantes, marcas e empresários de todo o mundo, que estão fazendo mudanças em seus setores de atuação.

Evento vegano

O evento anual, que teve origem em Cingapura, atraiu mais de 4 mil participantes no ano passado e parece que este ano vai atrair ainda mais público com mais de 80 áreas de “espaços pensantes” de marcas, 20 estandes de educação com entretenimento de ONGs, uma série de ativismo por meio da arte, exposições, mini-workshops e alto-falantes, tudo isso em uma atmosfera animada com bandas locais e animadores.

Este será também o primeiro ano em que o Festival Consciente será totalmente vegano. O cardápio baseado em vegetais será a atração principal de todos os menus do evento, oferecendo desde pizza vegana a sobremesas à base de cacau e até mesmo um bar de vinhos natural.

Foto: Plant Based News/Reprodução

Foto: Plant Based News/Reprodução

Iniciativas locais de alimentos sustentáveis, como Rooftop Republic e Food Folk, também estarão no evento, mostrando aos participantes como é fácil comer de forma vegana em Hong Kong.

Impactando positivamente o planeta

A organizadora do festival, Stephanie Dickson, afirma que idealizou o evento com a crença de que é possível viver uma vida moderna e ao mesmo tempo causar um impacto positivo no planeta e na comunidade.

“Queremos que as pessoas saiam tendo conhecimento de ações concretas que podem fazer diariamente e mostrem que a sustentabilidade é acessível e fácil em Hong Kong”, disse ela.

” Um mergulhe profundo em nossas palestras, atividades de educação e arte interativa – possibilita a aprendizagem da prática da sustentabilidade e da iniciativa vegana de uma forma divertida, fácil e simples. Há poder nos números e, ao tomar individualmente a atitude #LittleGreenSteps (pequenos passos verdes, na tradução livre), podemos coletivamente mudar o mundo.”

Pequenos passos

#LittleGreenSteps é o alicerce sobre o qual a empresa-mãe, Green is the New Black (GITNB) foi construída. As etapas incentivam os indivíduos e as empresas a viverem de forma mais consciente, fazendo pequenas mudanças para obter o máximo impacto positivo antes que seja tarde demais.

“Em um momento em que alguns líderes mundiais acreditam que será o fim de nossa civilização até 2030, tornou-se urgente aumentar nossa consciência sobre como nos conectar melhor com nós mesmos e com o planeta”, acrescentou Paula Miquelis, co-fundadora da GITNB.

“Através da educação de todos de jovens a idosos, esperamos ser capazes de fornecer uma sensação de paz e algumas respostas a questões importantes como: já é tarde demais?”

O Festival Consciente da Green Is The New Black acontece durante os dias 13 e 14 de abril no Hotel Kerry 38 號 Hung Luen Road, Hung Hom Bay, Hong Kong. Mais informações sobre palestras, palestrantes, programação do festival e material didático estão disponíveis no site dos organizadores. A inscrição é gratuita.

O evento não faz nenhuma distinção recebendo a todos: profissionais, indivíduos, famílias e crianças, com uma variedade de atividades que são divertidas para públicos variados, incluindo palestras, jogos verdes, música ao vivo, dança e arte interativa, onde todos podem ser ativistas.

Caçador se torna vegano e oferece jantares com refeições a base de vegetais para outros caçadores

O ex-caçador e agora ativista John Castle em suas terras | Foto: Shushana Castle

O ex-caçador e agora ativista John Castle em suas terras | Foto: Shushana Castle

Jack Castle caçou animais por décadas, como membro da quarta geração de uma família de caçadores, ele aprendeu desde criança que tirar a vida desses seres indefesos era normal. Felizmente agora ele mudou de lado e decidiu passar a defender os animais em vez de matá-los. Castle dá o crédito de sua impressionante e enorme mudança à sua esposa, que transformou sua perspectiva de vida.

Jack Castle nasceu no Texas (EUA) e costumava viajar pelo mundo caçando em torneios e buscando troféus de animais selvagens com seu pai – que era fazendeiro e tinha pesqueiros também. Agora, ele dedica seu tempo à defesa dos animais, promovendo os benefícios de uma alimentação baseada em vegetais, defendendo as vidas desses seres sencientes, e transformando sua propriedade, localizada no Colorado, em um refúgio da vida selvagem.

Castle atribui essa mudança, que transformou a sua vida, à sua esposa Shushana Castle, defensora da alimentação a base de vegetais, e co-autora do livro “Rethink Food, 100+ Doctors Can’t Be Wrong” (Repense sua alimentação, mais de 100 médicos não podem estar todos errados, na tradução livre) e co-produtora executiva do filme “What the Health” entre outros filmes sobre o tema.

Desafiando caçadores

Depois de caçar a si mesmo, se encontrar e resgatar-se, Castle decidiu desafiar pessoalmente outros caçadores a se tornarem vaganos, convidando-os à sua casa para jantares chamados de “Hunters Dine Vegan” (Caçadores jantam de forma vegana, na tradução livre).

“Ele serve refeições veganas em seis pratos diferentes, enquanto educa os caçadores sobre o poder dos fitonutrientes em seus corpos e a a necessidade de compaixão pelo nosso ecossistema”, disse Shushana ao Plant Based News.

Shushana Castle e os livros de sua autoria: Meat Truth e Rethink Your Food | Foto: Deskgram

Shushana Castle e os livros de sua autoria: Meaty Truth e Rethink Your Food | Foto: Deskgram

“Ele também colocou toda a extensão de 900 acres (cerca de 3 mil e 500 km²) de sua fazenda, uma bela e exuberante propriedade, com vista de 360 graus para as montanhas da região, disponíveis para a conservação das espécies. Ele poderia ter feito uma fortuna desenvolvendo e arrendando a terra para agricultura em pequenas parcelas. Em vez disso, escolheu utilizá-la como abrigo e refúgio para a vida selvagem e seus ecossistemas”, disse a esposa orgulhosa.

“Ele ampliou um lago para quatro acres para receber os gansos e patos que migram do Canadá. Eles passam cerca de cinco meses no lago e têm seus filhotes ao redor dele. Castle diz que adora vê-los relaxar e aninhar-se no lago.” O ex-caçador criou também dezenas de pequenas lagoas de água doce para servir toda a vida selvagem que caminha pela terra”.

Respeito pelos animais

“Transformar a fazenda em uma reserva natural e abandonar a caça é o maior respeito que eu poderia demonstrar aos animais e isso é ótimo para o coração também”, acrescentou Jack Castle.

“Esse respeito se estende a toda a vida, especialmente aos animais criados em fazendas. Estamos todos diretamente conectados e esse relacionamento doentio está bem diante de nós. Hoje, a crise do desmatamento e do sofrimento dos animais nas fazendas de criação não pode ser ignorada”, declara ele.

“Eu sei que nem todo mundo tem a sorte de se casar com uma mulher que pode colocar sua cabeça no lugar, definir o que você deve comer e como a comida a base de vegetais é a melhor cura para qualquer mal, mas todos podem começar onde quer que estejam. Essa mudança nunca foi tão importante como agora”, conclui o ex-caçador.