Membro vegana do governo de Israel pede por cadeiras livres de couro no parlamento

Indústria de couro | Foto: PETA

Indústria de couro | Foto: PETA

Miki Haimovich uma política israelense e vegana, em uma iniciativa inédita, solicitou recentemente que seu assento de couro no plenário do Knesset (legislatura nacional de Israel) fosse substituído por um que fosse feito com materiais livres de animais.

“A maior parte do couro na indústria de produtos de couro é feito de animais que foram explorados e mortos em outras indústrias, principalmente na indústria da carne”, escreveu Haimovich, que é membro do Partido Azul e Branco, em uma carta ao presidente da Knesset, Yuli Edelstein.

Miki Haimovich | Foto: VegNews/ Reprodução

Miki Haimovich | Foto: VegNews/ Reprodução

“Esses animais sofrem muito e, durante a maior parte de suas vidas, são vítimas de violência e negligência.” Haimovich se ofereceu para pagar a mudança e sugeriu a substituição de todas as cadeiras do Knesset por outras que fossem feitas com materiais sintéticos para servir de exemplo para o mundo, a iniciativa segue esforços semelhantes realizado por ela para instalar painéis solares nos edifícios do parlamento.

*A moda e uso do couro*

O mercado da moda trouxe ao longo dos anos roupas, sapatos e acessórios carregados de medo, dor e sofrimento animal. Peles e pelos são arrancados de criaturas indefesas para satisfazer o prazer fútil de vesti-los.

“Vacas são espancadas, abatidas e esfoladas – tudo isso para que a etiquetas de moda possam exibir coleções de roupas, bolsas e sapatos feitos da sua pele. O uso do couro de origem animal tem pelo menos três vezes o impacto ambiental negativo que a maioria dos couros veganos disponíveis no mercado.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Em 2017, a PETA conseguiu chegar a um acordo com a linha de roupas Hart N Dagger, de Jon Bon Jovi, para dispensar o patch de couro e em maio deste ano está em contato com a marca de Jeans Levi´s para conseguir que eles dispensem o uso de couro nas etiquetas com o nome da marca de seus produtos.

Em décadas passadas, a demanda do consumidor por couros tradicionais era alta, especialmente quando se tratava de calçados. Mas, nos últimos anos, muitos compradores se conscientizaram das implicações ambientais e éticas do uso de couro de origem animal e começaram a rejeitar o material.

*Sapatos de couro vegano*

Essa mudança nas atitudes do consumidor levou inúmeras marcas a introduzir sapatos feitos de materiais que não vêm de animais. As alternativas ao produto são diversas, como plástico, cogumelos, abacaxi, microfibra, entre outros.

Além disso, a qualidade do couro sintético aumentou tanto que a maioria dos consumidores não consegue sequer distingui-lo do verdadeiro.

Toxinas e sangue em curtumes | Foto: PETA

Toxinas e sangue em curtumes | Foto: PETA

De acordo com Jocelyn Thornton, vice-presidente sênior de serviços de criação de uma empresa de consultoria de moda e varejo chamada Doneger Group, os consumidores mais jovens estão na vanguarda da tendência de abandonar o couro real.

Como Thornton explicou, nos dias de hoje, as pessoas nesta faixa etária preferem sapatos mais casuais como tênis, ao invés de sapatos sociais, diminuindo naturalmente sua demanda por couro.

Além disso, acrescentou Thornton, os compradores mais jovens estão procurando marcas com uma “história boa” por trás de sua produção. Isso sugere um desejo por sapatos produzidos com responsabilidade entre esses consumidores.

“Eles não estão necessariamente procurando sintéticos. Eles estão apenas procurando por coisas que são melhores para o meio ambiente, melhores para o futuro “, disse Thornton.

*Avanços no setor*

Dessa forma, a busca por alternativas reduziu significativamente a demanda por couro genuíno.

A grande seca de 2014 nos Estados Unidos, que diminuiu consideravelmente o número de bois, e consequentemente aumentou o preço do couro, também é um fator no encolhimento do mercado.

Em 2016, as vendas de calçados de couro caíram 12%, enquanto as vendas de calçados esportivos tiveram um aumento de 14,3%, de acordo com a Statista, uma empresa de pesquisa de mercado sediada em Hamburgo.

Logo, essa indústria está perdendo espaço para a crescente popularidade das alternativas veganas.

É animador saber que muitos consumidores estão mudando seus hábitos de compra em prol do bem-estar animal e do planeta.

Índia sedia sua primeira conferência mundial vegana

Foto: World Vegan Organisation

Foto: World Vegan Organisation

A World Vegan Organization (Organização Mundial Vegana, WVO) está pronta para lançar sua quarta conferência vegana anual na Índia, juntamente com a primeira exposição vegana do país.

A Vegan India Conference (VIC) 2019 é um evento de dois dias organizado pela WVO em parceria com a Vegan First, a primeira publicação impressa e digital do país para todos ao assuntos veganas.

A organização do evento espera mais de 650 participantes, cerca de 150 delegados internacionais, mais de 250 empresas e marcas, e algo em torno de 10 instituições, funcionários do governo e celebridades veganas.

Foto: World Vegan Organisation

Foto: World Vegan Organisation

De acordo com a WVO, o VIC 2019 visa “fomentar o veganismo de uma forma unificada e estratégica que beneficiará empresas veganas, projetos ativistas, que busca promover mudanças políticas e ajudar a colocar o veganismo indiano no mapa do mundo”.

“O futuro é vegano, e acreditamos que agora é a hora de espalhar a mensagem e reunir o maior número possível de pessoas para experimentar o potencial do ecossistema vegano indiano”, disse a VIC em um comunicado enviado ao Vegan News.

O VIC 2019 apresentará especialistas da indústria vegana, pesquisadores científicos, donos de empresas veganas, médicos e defensores dos animais do movimento vegano global.

Ele também contará com palestras, painéis de discussão e workshops mais aprofundados com alguns dos maiores nomes da indústria, como Seth Tibbot, fundador da Tofurky; Keegan Kuhn, diretor de Cowspiracy e What the Health; Ken Spector, diretor da Happy Cow; Shriti Malhotra, CEO da The Body Shop India; e o Dr. Zeeshan Ali, especialista em programas do PCRM.

“[VIC] apresenta uma oportunidade única para participar de palestras informativas, palestras, workshops aprofundados e demonstrações de especialistas da indústria internacional e indiana e líderes de pensamento no movimento baseado em plantas”, disse o site.

“Ele também serve como uma plataforma para as marcas mostrarem seus produtos e serviços para uma reunião concentrada de instituições do setor de hotelaria e comércio, formuladores de políticas, importadores, investidores de impacto e acionistas da indústria alimentícia”.

O VIC acontecerá nos dias 6 e 7 de julho de 2019 no Suryaa, Nova Delhi. Os ingressos antecipados, disponíveis até 20 de maio, são vendidos por 2600 rúpias, enquanto os ingressos regulares são vendidos por 3600 rúpias.

Os ingressos incluem entrada para a conferência e expo, bem como 1 buffet de almoço vegano e 2 chás altos em cada dia.

Para inscrição, programação de palestrantes, agendamento e mais detalhes, o site da VIC 2019 contém todas as informações.

*Conheça os três princiais países que estão aderindo ao veganismo*

Quais os países mais veganos do mundo? Comunidades pesquisadas nos EUA, na Índia e na China descobriram que as populações estão adotando uma alimentação baseada em vegetais pela saúde, meio ambiente e ética.

Novas pesquisas revelaram que populações nos EUA, na China e na Índia provavelmente adotam novos métodos de produção de carne, como carne vegana e baseada em células.

A pesquisa realizada com 3 mil pessoas foi conduzida pela Universidade de Bath, o Centro de Prioridades de Longo Prazo e o Good Food Institute (GFI), uma organização sem fins lucrativos que promove o avanço da agricultura baseada em vegetais e agricultura celular (cultivo de carne em laboratório), foi publicada recentemente na revista Sustainable Food Systems (Sistemas de Alimentação Sustentável, na tradução livre).
*Quais são as populações “mais veganas”?*

O estudo perguntou aos participantes das três nações mais populosas do mundo – EUA, China e Índia – suas opiniões e sentimentos sobre carne feita a base de vegetais e carne limpa. A Ásia carregava muitas expectativa por parte dos pesquisadores por ser uma região importante, extremamente populosa, já que o consumo de carne deve subir nos próximos anos.

Uma taxa de 62% dos entrevistados na China e 63% na Índia responderam que estão “muito ou extremamente propensos a comprar regularmente carne à base de vegetais”. Os EUA ficaram atrás com apenas 33%. Os entrevistados estavam menos interessados em carne limpa (desenvolvida em laboratório): 30% para os EUA, 59% para a China e 49% para a Índia.

Comida vegana nos EUA, Índia e China

A GFI (Good Foods Institute) concluiu que os três países apresentam “um forte interesse do consumidor” em carne feita a base de vegetais e carne limpa, mas o estudo observa que os recrutados para o questionário na China e na Índia eram de comunidades “desproporcionalmente urbanas, de alta renda e com boa educação”.

Os participantes em todos os países mostraram-se mais confortáveis com a ideia de comida vegana quando é algo já familiar a eles. Os hambúrgueres à base de vegetais estão impulsionando as vendas em restaurantes nos EUA; a marca Right Treat, com sede em Hong Kong, produz o Omnipork, uma versão vegana da proteína chinesa popular; a startup indiana de alimentos Good Dot faz carnes sem animais versáteis o suficiente para serem usadas em uma grande variedade de receitas.

A presença de carne limpa também está crescendo nos três países. Memphis Meats, Blue Nalu e JUST nos EUA; Dao Foods International, na China; e a GFI e o Instituto de Tecnologia Química deverão abrir uma instalação de produção e pesquisa de carne limpa em Mumbai no próximo ano.

*O apelo vegano*

O que está impulsionando a maior aceitação da tecnologia vegana e de novos alimentos?

Os entrevistados entre os chineses vêem a carne vegana como mais saudável do que a versão tradicional e muitos esperam que a carne limpa tenha um valor nutricional mais alto que a de origem animal.

Aqueles a favor da carne sem animais na Índia estavam mais preocupados com a sustentabilidade e a ética da produção de carne.

Nos EUA, 91% dos interessados em carne vegana eram onívoros, enquanto a carne limpa era mais atraente para indivíduos com “alto apego ao sabor carne”.

O estudo revela como o marketing para comercialização de carne vegana em diferentes países será essencial ao sucesso da empreitada, de acordo com a GFI.

Ativistas veganos libertam cerca de nove mil faisões de fazenda de criação

A Frente de Libertação dos Animais (ALF, na sigla em inglês) assumiu o crédito pela ação realizada na fazenda britânica, semana passada, afirmando que é parte do seu objetivo “desmantelar as fazendas da indústria de tiro uma por uma, passo a passo”. A última ação segue dois ataques noturnos no mês passado em Cornwall e Wiltshire (Reino Unido).

Estima-se que 35 milhões de aves exploradas para caça no Reino Unido são criadas em fazendas-fábricas em condições que a organização de bem-estar animal, League Against Cruel Sports, diz serem cruéis e desumanas, em gaiolas superlotadas, privadas de sua liberdade e com o único objetivo de serem comercializadas, situação similar a que são submetidos os frangos criados em larga escala.

Mas essas aves não são protegidas por leis, elas são criadas e reproduzidas exclusivamente para esportes predatórios, denúncias dizem que “muitos desses pássaros são feridos e deixados sofrendo até a morte”.

Até o fim

Falando sobre a ação nas mídias sociais, um porta-voz da ALF disse: “Um caminho aberto foi feito para que os pássaros se dirigissem direto para a floresta, passando longe da estrada. Grãos foram colocados para atraí-los nessa direção.

“Examinamos as 45 gaiolas para faisões e depois retiramos a portinhola de cada uma dessas instalações, transferimos os faisões para o corredor e depois para fora do celeireiro e finalmente para fora da fazenda, direto para uma área arborizada. Cada gaiola continha cerca de 200 aves, num total em torno de 9.000.

“Os atiradores fazem os pedidos de aves às fazendas de caça com bastante antecedência todos os anos, antes do início da temporada. Com as fazendas de caça sendo atacadas em todo o país, muitas lojas de venda de faisões podem sair do mercado este ano. Continuaremos desmantelando a fazenda por fazenda, faisão por faisão, até o final”.

Vandalismo irracional

O ataque foi rotulado de “vandalismo infrarracional e sem sentido” pelo grupo pró-esportes sangrentos, The Countryside Alliance, cujo chefe executivo Tim Bonner disse ao The Times: “Este último ataque é completamente inaceitável. Ao liberar pássaros sem fazer com que eles se adaptem antes, as aves morrerão como resultado desses atos irrefletidos e ignorantes”.

“As empresas rurais e os fazendeiros de subsistência têm desafios suficientes para enfrentar sem ter que lidar com a intimidação e possíveis ataques de extremistas. Os criadores de caça não devem ter que viver com medo, por isso aconselhamos os agricultores a aumentar sua segurança”.

“Esses ataques devem ser investigados e os perpetradores levados à justiça. Isso não passa de vandalismo e crueldade irracionais, vestidos como uma declaração política”.

Lições severas

Pensamentos e opiniões como essa, emitidas irresponsavelmente por humanos que vêem os animais como seres inferiores e produtos que podem ser dispostos quando e da forma como a sociedade bem entender, é que levaram o planeta ao atual estado de devastação e ameaça de existência em que ele atualmente se encontra.

Faisões são vidas preciosas, companheiros de planeta e não alvos móveis para que atiradores psicopatas possam saciar sua sede de morte e sadismo inatos.

Infelizmente somente a privação dos recursos naturais poderá ensinar a humanidade as lições que ela tanto precisa aprender.

Escritor e blogueiro lança “Manual de Sobrevivência para Veganos e Vegetarianos”

Divulgação

O escritor Robson Fernando de Souza, autor do blog Veganagente e de dois livros sobre veganismo e direitos animais, está lançando o seu terceiro livro – “Manual de Sobrevivência” para Veganos e Vegetarianos”.

Segundo Souza, o objetivo é ajudar veganos, vegetarianos e protovegetarianos que têm passado por situações inconvenientes e aflitivas por não se alimentarem de animais.

O livro traz 100 textos curtos que sugerem ao leitor como prevenir ou abolir conflitos com pessoas próximas (família, amigos, companheiro[a]) não vegetarianas, além de economizar dinheiro em compras, como comer fora de casa com comidade e também como responder a argumentos opositores do veganismo, entre outros conselhos.

“Também estão presentes conteúdos que descrevem a importância de se ler os rótulos dos produtos industrializados, se é ético consumir alimentos que podem conter traços de matéria-prima animal, se o veganismo implica oposição ao ato de se vacinar, etc”, informa Souza.

O autor explica ainda que o “Manual de Sobrevivência para Veganos e Vegetarianos” traz uma abordagem diferente, porém complementar, dos seus dois primeiros livros – “Veganismo: as muitas razões para uma vida mais ética” e “Direitos Animais e Veganismo: consciência com esperança”.

“Enquanto estes são voltados à conscientização didática em prol do veganismo e da libertação animal, o novo livro incumbe-se em ajudar quem já é vegano ou vegetariano a lidar com os problemas do cotidiano, acabar com algumas situações chatas, difundir o veganismo e, consequentemente, ter uma qualidade de vida melhor”, explica.

O livro está à venda em formatos impresso, PDF, Kindle e E-pub, em livrarias virtuais como o Clube de Autores, Amazon e Kobo (em PDF e ePUB) num formulário de compra do PayPal disponibilizado no blog Veganagente.

O mercado de produtos alternativos a carne de origem animal continua a prosperar

Foto: IReviews

Foto: IReviews

Os consumidores estão se voltando cada vez mais para as alternativas à carne. A ascensão do flexitarianismo também está criando um enorme mercado para produtos alimentícios que têm aparência e gosto de carne, mas são veganos. O mercado de carne cultivada em laboratório deverá ultrapassar 6 bilhões de dólares em todo o mundo até 2023, de acordo com o site AustralianNews.com.

A tecnologia de alimentos é um grande negócio, com pequenas empresas ganhando de grandes investidores como Bill Gates e Jeff Bezos; empresários experientes e ricos que sentem a mudança de atitudes em relação às questões ambientais.

O mercado está sendo impulsionado por pessoas preocupadas com o bem-estar ambiental e animal, mas que estão ocupadas e querem produtos que contenham a proteína, o sabor e a aparência dos produtos animais originais, segundo informações do Vegconomist.

Foto: Livekindly/Reprodução

Foto: Livekindly/Reprodução

Empresas como Impossible Foods, Beyond Meat e Gardein expandem e crescem enquanto novos produtos inovadores feitos com carne cultivada vão chegar a lojas e restaurantes em um futuro próximo, todos procurando atender à demanda global de substituição de carne.

Sukul Lee, engenheira de software da Nova Zelândia, disse ao Australian News.com que ela teve uma “crise existencial” e decidiu em 2015 que precisava mudar de rumo. Ela fundou a Sunfed Foods, garantiu 10 milhões de dólares em financiamento da Série A (fundo de investimentos) em uma rodada liderada pela australiana Blackbird Ventures e reuniu um grupo de engenheiros para ajudá-la a fabricar um produto que ela descreveu como uma “verdadeira alternativa à carne”.

A Sra. Sukul Lee estava determinada a criar um produto livre de animais com os benefícios nutricionais de carne, com baixo teor de carboidratos e alta proteína, usando os produtos mais simples e naturais possíveis. Em 2017, seu frango “sem frango” estava voando das prateleiras dos dois maiores supermercados da Nova Zelândia e deve ser lançado na Austrália em junho, junto com um hambúrguer sem carne.

Disney lança guia de restaurantes interno para visitantes veganos


O Disney’s Magic Kingdom, na Flórida (EUA), lançou um novo guia para visitantes, especialmente para aqueles que estão em busca de comida vegana.

O novo Guia de Culinária Baseado em Vegetais da Disney lista todas as opções veganas e vegetarianas em restaurantes pelo parque em um único panfleto prático e objetivo, de acordo com a WDWNT.

O guia é categorizado por área, ou seja, Fantasyland ou Adventureland e, em seguida, lista cada restaurante vegano e “veggie-friendly” nessa região do parque; até diz exatamente qual prato está em oferta.

Para os visitantes que sentirem vontade de comer um cachorro-quente e estiverem na Main Street USA, o guia os aconselha a ir ao Casey’s Corner para um cachorro-quente à base de vegetais com recheios sazonais.

Ja para os que estiverem na Tomorrowland, o Starlight Cafe do Cosmic Ray oferece um Sloppy Joe baseado em vegetais, e o Village Haus in Fantasyland, de Pinnochio, serve o Stromboli com queijo vegano e pão pita.

Disney mais vegana

Nos EUA, os parques e resorts da Disney estão se tornando “mais amigos” dos veganos.

No Walt Disney World Resort, na Flórida, os freqüentadores dos parques temáticos do local podem pedir uma “frigideira” totalmente vegana (nome dado ao prato) no Whispering Canyon Cafe. Já a Disneyland California tem uma cervejaria artesanal vegana e serve ovos veganos da marca JUST.

O Disneyland Park em Anaheim recentemente foi laureado o título de parque temático mais amigável aos veganos nos EUA pela PETA (People for the Ethical Treatment of Animals).

“No início, a comida dos parque temáticos significavam hambúrgueres, cachorros quentes e espetinhos de pernas de peru. Os tempos mudaram e os menus também ”, disse a PETA em um comunicado à imprensa. “A Disneylândia agora tem tantas opções veganas de carne, ovos e produtos lácteos que a PETA os classificou de “Parque de Diversão Mais Amigável para os Veganos”.

De acordo com o chefe executivo do Disneyland Resort, John State, o aumento das opções a base de vegetas do parque está ligado a maior demanda causada por clientes comendo alimentos veganos. “Nossos convidados têm sido muito enfáticos em seu desejo de manter seus estilos de vida saudáveis enquanto estão de férias”, disse State à Sentinel & Enterprise.

“Nos últimos dois anos, temos trabalhado para mudar a mentalidade de nossos chefs em relação ao desenvolvimento dos menus, por exemplo, encontrar uma opção baseada em vegetais em substituição à banha de porco”, continuou ele.

Loja de queijos veganos artesanais aberta recentemente é sucesso em Londres

Foto: La Fauxmagerie/Instagram

Foto: La Fauxmagerie/Instagram

A loja que foi inaugurada em fevereiro Londres, vive lotada, com pessoas inclusive, aguardando nas calçadas pela sua vez. O sucesso pode ser creditado ao conceito de estabelecimento moderno e acolhedor, oferecido pela loja, com belíssimos e saborosos queijos veganos que reúnem, beleza, sabor e compaixão. O estabelecimento também vende pães, biscoitos e uma variedade de molhos.

Os queijos artesanais oferecidos pelo estabelecimento são totalmente veganos, esta é a primeira loja do gênero no Reino Unido, embora tenha aberto as portas recentemente, já é um sucesso. Os clientes ressaltam qualidades como textura, aroma e aparência semelhantes ou até melhores qoe os concorrentes de origem animal, conforme informações do Plant Based News.

La Fauxmagerie fica em Brixton Village, e é o resultado de uma ideia das irmãs Charlotte e Rachel Stevens, juntas as duas desenvolveram e colocaram em prática a concepção da loja que oferece uma gama variada de produtos de marcas como Kinda Co., Tyne Chease e Black Arts Vegan.

Mudança de percepção

Charlotte afirma que ela e sua irmã estão muito satisfeitas por trazerem a primeira “queijaria” à base de vegetais para o Reino Unido, “é um sonhos que virou realidade”, disse a cofundadora da loja ao site Brixton Buzz.

“Como alguém que é consciente em fazer escolhas de alimentação éticas e também sofre de intolerância à lactose, tenho vivido em primeira mão e na pele, a dificuldade em encontrar um substituto lácteo que seja adequado tanto em sabor quanto em textura aos queijos de origem animal”

As irmãs Charlotte e Rachel Stevens fundadoras da La Fauxmagerie | Foto: Plant Based News

As irmãs Charlotte e Rachel Stevens fundadoras da La Fauxmagerie | Foto: Plant Based News

“Nosso objetivo com a La Fauxmagerie é reunir os mais deliciosos queijos em um só lugar, para que aqueles que procuram produtos “livres de leite” não precisem abrir mão do sabor nem da variedade”, disse Rachel Stevens, cofundadora da La Fauxmagerie.

“Historicamente, os queijos veganos têm sido vistos como alternativas inferiores em relação as suas contrapartidas leiteiras; a La Fauxmagerie pretende desafiar essa percepção comercializando queijos artesanais veganos que são verdadeiramente deliciosos por si mesmos”, disse Rachel ao Plant Based News.

Queijo vegano

A abertura da loja vem de encontro a uma pesquisa recente que descobriu que quase metade (45%) dos britânicos gostariam de se tornar veganos, mas dizem que não conseguem abrir mão do queijo.

Foto: La Fauxmagerie

Foto: La Fauxmagerie

“Apesar da popularidade crescente do veganismo, muitos britânicos acreditam que não há alternativas veganas suficientes para manter um estilo de vida interessante e agradável”, disse Simon Orchard, gerente da marca vegana Violife, que foi a responsável por encomendar a pesquisa.

“A Violife tem procurado resolver essa questão oferecendo uma série de alternativas sem laticínios com um sabor excelente, que cortam, ralam e derretem como o queijo, facilitando a experiência para que as pessoas desfrutem de seus pratos favoritos, como torradas, pizzas ou massas assadas, livres de laticínios.”

Quando os fazendeiros se tornam veganos: a ciência por trás da mudança

Sivalingam Vasanthakumar planeja plantar hortaliças. Foto: Kumar’s Dosa Bar/SWNS

Há pouco tempo, um fazendeiro estava em seu caminho na estrada em direção ao matadouro quando decidiu dirigir seu trailler cheio de ovelhas por mais 320 km até um santuário de animais. Sivalingam Vasanthakumar, 60 anos, de Devon, agora planeja cultivar hortaliças.

Vasanthakumar não é o único agricultor a fazer esse tipo de inversão. Em 2017, Jay Wilde, da fazenda Bradley Nook, em Derbyshire, levou seus animais a um santuário e decidiu se tornar um agricultor vegano (o filme que conta essa história, 73 Cows (em português, 73 Vacas), foi indica-do a um prêmio da Bafta). Nos Estados Unidos, a instituição Free From Harm, em Illinois, reuniu histórias de muitos agricultores que tiveram esse tipo de epifania e resolveram se voltar para o veganismo.

Os agricultores sabem do que seu trabalho se trata quando começam a fazê-lo – então o que costuma causar uma reviravolta tão grande? “Trata-se de uma dissonância cognitiva básica”, diz a coach Fiona Buckland. Isso ocorre quando “a maneira como você está vivendo sua vida já não está totalmente alinhada com o modo como você se sente”, e os valores pessoais não estão alinhados com suas práticas.

A dissonância cognitiva ocorre quando a pessoa não consegue mais sustentar determinado mal-estar e isso a instiga a mudar. “É a razão pela qual alguém se senta à mesa e pensa: ‘Eu não posso mais fazer isso’, ou decide terminar um casamento”, diz Buckland. “A dissonância cognitiva é muito grande. É preciso haver um alinhamento das ideias”.

Mesmo decisões aparentemente precipitadas – como mudar o destino no meio de uma jornada, como fez Vasanthakumar– “se infiltram em nosso inconsciente” por semanas, meses ou anos. “Talvez ele tenha levado a si mesmo ao matadouro muitas vezes”, acrescenta Buckland com ironia. Ela descreve o redirecionamento de Vasanthakumar como “um momento de solução criativa para seus problemas”: aqui estão algumas ovelhas que gostaria de manter vivas, aqui está um santuário que as receberá.

Stephen Palmer, membro da Sociedade Britânica de Psicologia, afirma que, apesar de o ano ter começado há pouco tempo, tais decisões podem ser o resultado das promessas de janeiro. A meia-idade, diz ele, é uma época clássica em que as pessoas “buscam um novo propósito e significado”. No entanto, muitas vezes essas reflexões não ocorrem quando os humanos param para refletir, mas enquanto enchem a máquina de lavar roupa ou estão na fila do supermercado.

“Sua perspectiva de vida pode dar um salto repentino”, explica o psicólogo Mike Hughesman. Uma pessoa que estava acostumada com o que faz de repente percebe que não quer mais fazer aquilo. (O próprio Hughesman foi vegetariano por um período, quando não conseguia encarar o fato de estar comendo algo senciente.)

“As pessoas precisam pensar mais, e não serem atropeladas por sua rotina. Se algo não parece certo, pare e pense”, diz ele. “Às vezes você tem de se fazer essas perguntas cruciais.”

Pesquisa revela que 93% dos flexitarianos não pretendem se tornar veganos

Foto: Adobe

O resultado do estudo feito pelo grupo internacional de pesquisa e análise de dados YouGov sugere que a maioria das pessoas que seguem uma dieta flexível não está planejando se tornar vegana ou vegetariana dentro de um ano.

Os flexitarianos consomem carne ocasionalmente, mas se alimentam com uma dieta baseada principalmente em vegetais – 14% dos britânicos se identificam como tal.

No total de entrevistados, 93% disseram que “não é provável” descartar todos os produtos de origem animal dentro de um ano.

“Isso indica que ser flexível é uma escolha consciente e deliberada de longo prazo e não apenas uma porta de entrada para uma dieta totalmente livre de carne”, diz o artigo.

“Este grupo quer comer menos carne, mas não vai desistir de um hambúrguer ocasional. Nossos dados revelam que o flexitarianismo é uma opção alimentar legítima por si só, em vez de ser uma parada no caminho para abandonar totalmente os produtos animais. ”

Os dados também mostram que 69% dos flexitarianos estão ativamente tentando reduzir seu consumo de carne e que 26% dos consumidores de carne que não se identificam como flexitarianos gostariam de reduzir a quantidade de carne que comem.

Flexitarianos e os ovos

O Conselho Britânico da Indústria de Ovos diz que o aumento na venda de ovos no Reino Unido pode estar ligado ao número também crescente de flexitarianos.

De acordo com o BEIC (Serviço de Informação do Ovo Britânico), as vendas de ovos ultrapassaram 13 bilhões pela primeira vez desde os anos 80, um aumento de 4% ou 240 milhões de ovos.

Esses dados alarmantes demonstram o quanto a cruel indústria dos ovos é desconhecida ou ignorada pela população. Em galpões escuros com gaiolas superlotadas e sujas, milhares de galinhas sofrem por toda a sua curta vida “útil” – após isso são mortas para consumo. A idade média de uma galinha em liberdade é de 5 a 8 anos, mas em cativeiro não passa de 20 meses.

Enquanto produtores comemoram os números crescentes, a caridade vegana caridade Viva! diz que, embora as pessoas possam reduzir sua carne por razões éticas, substituí-la por ovos não reduz necessariamente o sofrimento dos animais.

“Embora seja fantástico ver um aumento no número de pessoas escolhendo alimentos vegetarianos e fazendo a transição para o veganismo, estamos desanimados com o crescimento das vendas de ovos”, Lex Rigby, Viva!, gerente de campanhas. As informações são do Plant Based News .

“A indústria de ovos é incrivelmente cruel. A quantidade de sofrimento que as galinhas poedeiras suportam e as práticas bárbaras que ainda ocorrem no Reino Unido estão em pé de igualdade com as indústrias de carne e laticínios. As galinhas estão sujeitas a dores crônicas, galpões cheios, canibalismo por tédio e frustração, e depois uma morte brutal e violenta”.

“Além disso, cerca de 40 milhões de pintos machos ‘inúteis’ são mortos a cada ano – então, não importa se seus ovos são ‘free-range’ ou orgânicos, eles contribuem para o sofrimento em massa.”

Cães e gatos podem ser veganos?

Foto: Getty Images

À medida que as pessoas fazem a transição para uma dieta baseada em vegetais, é comum que queiram o mesmo para seus animais domésticos.

Duvidas e críticas pairam sobre essa decisão. É moral e correto alimentar seu bichinho com uma dieta sem ingredientes de origem animal?

Em uma nova pesquisa da Universidade de Guelph, 35% dos tutores demonstraram interesse em trocar a dieta típica de seus animais por uma baseada em vegetais ou vegana.

O número de canadenses que estão reconsiderando sua própria relação com a carne deu origem ao estudo. Quase 20% da população está minimizando ou eliminando totalmente a carne de suas dietas e, de acordo com uma pesquisa recente, o Canadá é hoje o lar de 1,3 milhão de vegetarianos auto-identificáveis e 466 mil veganos (sem laticínios ou ovos).

“As pessoas que evitam comer animais tendem a dividir suas casas com outros animais, e um dilema moral pode surgir quando eles se deparam com produtos animais para seus cães onívoros e gatos carnívoros”, escreveu Sarah Dodd, veterinária da Universidade de Guelph e seus co-autores na revista PLOS ONE .

Uma opção para aliviar esse ‘conflito moral’, segundo eles, é cortar também a carne da dieta de seus animais domésticos. No entanto, uma vez que nem cães nem gatos são livres para escolher seu estilo de vida, é ético?

Recentemente, tutores britânicos de gatos foram avisados que poderiam ser acusados de infringir leis de bem-estar animal por alimentar seus felinos com uma dieta vegana. Segundo a Sociedade Real para a Prevenção da Crueldade contra os Animais (RSPCA), “os gatos não podem ser vegetarianos!”

Os gatos são carnívoros obrigatórios, o que significa que eles precisam de uma dieta equilibrada e à base de carne para se manterem em forma e saudáveis, diz a RSPCA em seu site.

Wanda McCormick, uma fisiologista animal, diz que cães, teoricamente, podem viver apenas com uma dieta baseada em plantas desde que essas dietas contenham os mesmos nutrientes essenciais que os cães normalmente obteriam da carne.

No entanto, poucos estudos avaliaram a qualidade nutricional de alimentos vegetais para animais, ralados ou enlatados. Receitas caseiras podem ser arriscadas.

O novo estudo foi baseado em uma pesquisa – intitulada “Pet Feeding Practices” – que circulou online para criadores de cães e gatos, tutores e “entusiastas gerais”. No final, a amostra reuniu 3.673 respostas (2.940 para cães e 1.542 para gatos), predominantemente de tutores de animais do Reino Unido, EUA e Canadá. A maioria deles (84%) relatou comer uma dieta onívora, 6% identificada como vegana, 6% vegetariana e o restante pescetário.

A nutrição para animais domésticos realmente faz sombra sobre o que está acontecendo na nutrição humana. A maioria dos animais domésticos – 97% dos cães e 99% dos gatos – comiam alimentos que continham carne. No entanto, 10% dos cães e 3% dos gatos) também foram alimentados intermitentemente com alimentos vegetarianos.

No total, 35% dos tutores que ainda não estavam alimentando seus animais com uma dieta baseada em vegetais demonstraram interesse em fazê-lo, com pouco mais da metade dos donos dizendo que “outras estipulações precisam ser atendidas” antes de fazê-lo, incluindo evidências de suficiência nutricional.

No total, 27% dos veganos relataram ter alimentado seus animais com uma dieta exclusiva baseada em vegetais, a maioria preocupada com o bem-estar dos animais, ou com os efeitos negativos percebidos sobre a saúde da alimentação dos tecidos animais Rufus.

Em uma descoberta aparentemente contra-intuitiva, os vegetarianos eram mais propensos a manter gatos e menos propensos a ter cães.

“Considerando a fisiologia carnívora obrigatória dos gatos, pode-se esperar que os tutores de animais que evitam a carne também evitem ter aqueles que comam carne”, escreveram os autores.

Juntos, os tutores de animais vegetarianos e veganos responderam por 12% do total de tutores. Pelos cálculos dos pesquisadores, pode haver até 20 milhões de tutores vegetarianos e veganos nos EUA. As informações são do National Post.