Número de veganos acima de 60 anos cresce a cada dia  

 

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Seja por questões de saúde, bem-estar animal ou preocupações com o planeta, o veganismo ganha força em todo o mundo impulsionando o mercado a se reinventar para atender a notável demanda por produtos livres de crueldade.

Para mostrar o alcance do movimento, o jornal The Telegraph divulgou um relatório que cita vários exemplos de veganos mais velhos, incluindo uma avó de 74 anos, um trabalhador de 64 anos e um empreendedor de 56 anos.

O artigo menciona “crueldade animal em práticas agrícolas” como um fator motivador para o abandono de produtos de origem animal mas concentra-se principalmente nos benefícios para a saúde, incluindo perda potencial de peso, aumento dos níveis de energia e melhor digestão, entre outros. As informações são do Plant Based News.

Benefícios veganos

“Parece que uma dieta vegana não só pode reduzir a ascensão do diabetes, como parte de um plano de perda de peso, mas também pode ajudar com problemas renais”, disse o Dr. Frank Miskelly, médico consultor em atendimento a idosos do Imperial College Healthcare NHS.

“As dietas hiperproteicas comuns para quem come carnes podem prejudicar os rins. A perda de peso também pode estar relacionada com a síndrome metabólica, a doença ocidental associada à obesidade, pressão alta e colesterol alto.

Além disso, a ANDA já noticiou sobre descobertas médicas e científicas importantes que relacionam o veganismo como forma de prevenção e também como alternativa de tratamento para doenças como diabetes tipo 2 e demência.

Jovens veganos

Este relatório segue múltiplas pesquisas e análises de pesquisas de mercado mostrando que, em geral, os jovens são mais propensos a se tornarem veganos do que os mais velhos – com dados de pesquisas divulgados no ano passado, mostrando como os jovens lideras as dietas vegetarianas e veganas.

Quase 8 milhões de residentes britânicos – cerca de 12% da população – se identificam como veganos, vegetarianos ou pescatários, de acordo com pesquisa da Harris Interactive para a revista especializada em alimentos The Grocer. Os 12% dividem-se em seis por cento vegetarianos, quatro por cento pescetários e dois por cento veganos.

 

Semáforos incentivam motoristas e pedestres a ser tornarem veganos

Foto: LiveKindly

A cidade se tornou um dos epicentros da Europa para o ativismo climático nas últimas semanas e a iniciativa parece ser um apoio ao movimento da ativista sueca de 16 anos, Greta Thunberg, que convoca estudantes de todo o mundo a uma greve escolar para chamar a atenção de líderes sobre a mudança climática. Alunos em toda a Europa já começaram a faltar aulas às sextas-feiras.

Segundo o Independent, em agosto do ano passado, ela se recusou a ir à escola todos os dias até as eleições suecas, pedindo aos políticos que tomassem medidas contra as mudanças climáticas”.

“Desde então, ela protestou do lado de fora do parlamento do Riksdag toda sexta-feira, provocando o movimento #FridaysForFuture, e agora é acompanhada por centenas de outros estudantes toda semana.”

No início deste mês, dezenas de milhares de pessoas se reunindo nas ruas de Bruxelas pedindo a renúncia de um dos ministros de Meio Ambiente. As marchas começaram depois que o país aprovou medidas de redução de carbono em dezembro.

Os protestos estão sendo estimulados por outra adolescente de 17 anos, Anuna De Wever. Inspirado por Thunberg, De Wever e um amigo – ambos ainda não tinham idade suficiente para votar – compartilharam um vídeo online que se tornou viral incentivando as pessoas a se juntarem a eles na marcha. Milhares apareceram. E o número de participantes vem crescendo a cada semana.

Foto: LiveKindly

“Nossa geração não aceitará mais mudanças catastróficas que estão afetando negativamente o nosso futuro”, afirmou a ativista britânica Lottie Tellyn em um editorial para o Independent.

“Anos de ação limitada contra a mudança climática, anos de informações encobertas sobre a crise climática e agora estamos finalmente dizendo que basta.”

Mudança climática

A pecuária é a maior emissora de gás de efeito estufa – mais do que os setores de transporte juntos. Algumas estimativas colocam a produção de carne como responsável por 51% de todas as emissões.

A ONU já reconheceu o problema como a maior ameaça ao futuro do planeta e recomenda uma mudança urgente para a dieta à base de plantas.

Grandes reduções no consumo de carne são essenciais para evitar mudanças climáticas perigosas. Nos países ocidentais, o consumo de carne bovina precisa cair 90% e ser substituído por cinco vezes mais grãos e leguminosas”, relatou o Guardian sobre um estudo publicado na revista Nature, em outubro do ano passado.

“Mas sem ação, seu impacto será muito pior à medida que a população mundial aumentar em 2,3 bilhões de pessoas até 2050 e a renda global triplica, permitindo que mais pessoas comam dietas ocidentais ricas em carne”.

Cresce o número de veganos com mais de 60 anos

Anne Fraser, dos EUA, que se tornou vegana três semanas antes de completar 96 anos (Foto: Reprodução)

Atualmente está crescendo o número de veganos com mais de 60 anos. A prova disso é que diferente das décadas anteriores, hoje não é “impossível” ou tão difícil encontrar homens e mulheres com mais de 60 anos ou até mais de 70 anos revendo seus hábitos alimentares e optando por se abster do consumo de produtos de origem animal. O jornal britânico Telegraph endossou a mudança este mês.

Um exemplo de que não existe idade para aderir ao veganismo é a estadunidense Anne Fraser, que decidiu se tornar vegana faltando três semanas para o aniversário de 96 anos:

“Eu sempre terminei todas as minhas aulas [de ioga] com a oração ‘Que todos os seres sejam felizes e livres’ e depois de me tornar vegana, e aprendendo como nosso sistema de agricultura animal é desumano e cruel, percebi que eu não estava fazendo a minha parte. Eu estava orando para que todos os animais fossem felizes e livres, mas não contribuía ao consumir produtos de origem animal. Agora, quando digo essa oração, isso tem um significado mais profundo para mim”, revelou em publicação do tabloide britânico Metro.

Anne, que foi influenciada pela neta, diz que nunca se sentiu tão bem quanto depois que se tornou vegana. Ela cita uma versão saudável do “mac and cheese” vegano e tâmaras como seus alimentos preferidos.

Além das implicações morais e éticas da criação de animais para consumo, o que inclui a crueldade contra seres não humanos e o impacto para o meio ambiente, muitos idosos têm visto em uma dieta livre de alimentos de origem animal uma oportunidade de viver mais e melhor, segundo o Imperial College Healthcare NHS Trust, de Londres, na Inglaterra.

“Parece que uma [boa] dieta vegana pode não apenas reduzir a ascensão do diabetes, como parte de um plano de perda de peso, mas também pode ajudar com problemas renais”, declarou o médico Frank Miskelly, consultor de atendimento a idosos do NHS Trust, em entrevista ao Telegraph este mês.

De acordo com Miskelly, as dietas hiperproteicas associadas ao consumo de carne podem prejudicar os rins. “A perda de peso também pode ajudar com a síndrome metabólica, doença ocidental associada à obesidade, pressão alta e colesterol alto”, apontou o médico.

Fonte: Vegazeta

A marcha mundial pelos direitos animais está de volta em 2019

Foto: Surge

Desde sua criação, em 2016, o movimento registrou um aumento impressionante de 400% no número de participantes. A expectativa para a 2019 é grande e promete “unir a comunidade vegana globalmente”

O site da organização explica que a marcha quer também “inspirar os veganos a falarem pelos animais no dia a dia e se tornarem mais ativos em suas comunidades”.

A marcha de Londres já tem mais de 2.000 pessoas confirmadas no evento pelo Facebook, que acontecerá no dia 17 de agosto, das 12h às 16h.

Haverá também marchas realizadas em Berlim, Copenhague e Varsóvia em agosto, cobrindo mais de 25 cidades.

Pelo fim da opressão animal

De acordo com o Plant Based News, a Surge diz que aqueles que participam da marcha estão “exigindo o fim de toda opressão animal”.

“250.000 pessoas completaram recentemente o Veganuary, então com esses números, nós realmente acreditamos que a marcha será maior e melhor do que nunca”.

Foto: Surge

No ano passado, foram arrecadadas £ 2.558,90 para o Retreat Animal Rescue e para a Friend Animal Rescue, com a venda camisetas e moletons.

Ativismo mundo afora

A maior marcha pelos direitos animais no mundo foi registrada em Israel, onde de 30 mil pessoas foram às ruas para exigir justiça e compaixão por todos os animais, sejam eles explorados pela indústria de alimentos como os selvagens e domésticos.

A ANDA noticiou quando milhares de manifestantes se reuniram no centro de Tel Aviv, em Israel, em setembro de 2017, para protestar pelo fim da crueldade contra animais.

Shira Hertzanu, chefe de comunicação da ONG Anonymous for Animal Rights e organizadora do evento, explicou que se esforçou para unir grupos de proteção animal e todo o trabalho empenhado foi direcionado para reunir um número recorde de participantes.

“Esta é a maior marcha pelos direitos animais da história. Estimamos a participação de 30 mil pessoas exigindo justiça e compaixão por todos os animais, sejam eles explorados pela indústria de alimentos, como os selvagens ou domésticos. Todas as pessoas que participaram são bondosas e que não querem que os animais sofram”.

 

 

 

 

População de veganos deve crescer cerca de 327% em 2019

Foto: Pixabay

O Reino Unido tem dado passos importantes em apoio a causa animal e a conservação do planeta.  Recentemente, a Grã-Bretanha ganhou o título de “capital mundial do veganismo”, ultrapassando a Alemanha. O números de adeptos ao estilo de vida sem crueldade animal está crescendo de forma animadora.

Estima-se que a população vegana britânica aumentará 327% em 2019, segundo dados coletados pelo site de finanças pessoais Finder.com.

O relatório é baseado em uma pesquisa com 2.000 moradores do Reino Unido que representam a população média em termos de idade, sexo e região. A pesquisa descobriu que 2,2 milhões de britânicos planejam seguir uma dieta baseada em vegetais, a mais popular das três tendências de dieta (vegana, vegetariana e pescatariana).

Foto: Pixabay

A pesquisa também revelou que uma dieta baseada em vegetais é mais cara do que as outras, com uma diferença de apenas um extra de £ 2 ($ 2,62) por semana. As novas previsões se baseiam em uma população vegana já em expansão no Reino Unido.

Em 2016, The Vegan Society constatou que apenas um 1% dos britânicos (542.000) eram identificados como veganos. No ano passado, esse número no Reino Unido já havia crescido em 600% e representava 7% da população total do país.

 

 

 

 

 

Quase 50% dos britânicos gostariam de se tornar veganos

De acordo com uma nova pesquisa, quase metade (45%) dos britânicos gostariam de ser veganos, mas dizem que não conseguem deixar de consumir de queijo.

O estudo foi realizado pela empresa de queijos vegana Violife e examinou algumas razões que impedem as pessoas de abandonar produtos de origem animal. As informações são do Plant Based News .

Descobriu-se que existem grandes equívocos em torno do que os veganos comem ou não, assim como a falta de conhecimento sobre os produtos alternativos disponíveis – por exemplo, 24% dos entrevistados não sabem que os produtos de queijo vegano derretido existem.

As dúvidas

Segundo os resultados da pesquisa, quase metade dos britânicos (45%) afirmam que gostariam de seguir um estilo de vida vegano, mas sentiriam falta do queijo demais. Outros produtos que eles perderiam seguindo uma dieta baseada em vegetais incluem carne (34%) e chocolate (11%).

Um grande número de entrevistados estava confuso sobre o que inclui uma dieta baseada em vegetais. Impressionantes 31 por cento acreditam que você não pode comer alface, com 22 por cento pensando que o mel é adequado, e seis por cento acreditam que os ovos são veganos.

Outras barreiras incluem pessoas que pensam que há uma falta de opções interessantes de comida (19%), dificuldade em planejar refeições (18%) e opções veganas sendo muito caras (16%).

Opções veganas

“Apesar da popularidade crescente do veganismo, muitos britânicos acreditam que não há alternativas veganas suficientes para manter o estilo de vida interessante e agradável”, disse Simon Orchard, gerente do UK Country da Violife.

Foto: Violife Brasil

“A Violife procura resolver essa questão oferecendo uma série de alternativas sem laticínios de excelente sabor que cortam, ralam e derretem como o queijo, facilitando para as pessoas desfrutarem de seus favoritos, como pizzas ou massas assadas, sem laticínios.”

 

 

Documentário vegano será lançado internacionalmente essa semana

O documentário vegano “The End of Meat” será lançado mundialmente essa semana.

Imagem: Instagram

Depois de estreias altamente bem-sucedidas em Nova York e Los Angeles, o documentário inovador que prevê um futuro em que o consumo de carne pertence ao passado estará disponível internacionalmente em 25 de janeiro.

“The End of Meat” foi apresentado para uma platéia de 250 pessoas no Angelika Film Center, em Nova York no final de agosto do ano passado. De acordo com o organizador do evento, o filme atraiu grande interesse e as pessoas continuaram a entrar em contato para comprar ingressos, apesar das apresentações terem esgotado.

Foto: Instagram

Em 30 de agosto, o filme fez sua estréia na costa oeste em Los Angeles, com celebridades veganas de alto perfil como Moby e Tony Kanal, baixista da banda americana de rock No Doubt, presentes.

“Até agora, o filme foi muito bem recebido internacionalmente e as pessoas parecem apreciar a nova perspectiva de um mundo pós-carne e as seus enormes benefícios”, Pierschel disse ao Live Kindly.

“The End of Meat” imagina um mundo onde comer animais é coisa do passado. Através de entrevistas com inovadores do movimento de comida vegana alemã, líderes e ícones do movimento de santuários , e outros, Pierschel mostra como e por que mais pessoas mais do que nunca estão escolhendo se abster de produtos de origem animal.

Foto: Instagram

De acordo com um relatório divulgado pela empresa global de pesquisa de vendas Nielsen, as vendas de alimentos veganos chegaram a US $ 3,3 bilhões em 2017, representando o início de uma mudança mundial nos hábitos alimentares. Outra pesquisa mostra que o país natal de Pierschel, a Alemanha, liderou o caminho para o lançamento de novos produtos veganos entre julho de 2017 e junho de 2018, especialmente notável em um país famoso por seus pratos pesados .

Você pode pré-encomendar “The End of Meat” on-line . Nos EUA, Canadá, Alemanha, Áustria e Suíça, o filme está disponível em diversas plataformas de streaming, incluindo iTunes, Vimeo e Amazon Prime.

Ativistas filmam a realidade dos porcos antes de serem mortos na Grande SP

Na madrugada deste sábado, dezenas de ativistas pelos direitos animais se reuniram em frente ao Frigorífico Rajá, em Carapicuíba, na Grande São Paulo, para filmarem a realidade dos porcos pouco antes de serem abatidos. No vídeo registrado pela ativista Beatriz Silva é possível ver os animais amontoados, assustados e sedentos dentro dos caminhões que chegavam ao matadouro.

Incomodados com a situação, os ativistas deram um pouco de água aos animais. Imagens: Beatriz Silva

Os porcos estavam em jejum, inclusive de água, prática que visa evitar que evacuem durante o processo de abate, que consiste em choque seguido de degola. Basicamente é a mesma realidade partilhada por dezenas de milhões de suínos que são mortos todos os anos no Brasil. Incomodados com a situação, os ativistas deram um pouco de água aos animais.

Também questionaram como isso pode ser aceitável e criticaram o fato de que os interesses que pesam no destino dos porcos são apenas os dos criadores, dos frigoríficos e dos consumidores – já os interesses dos animais são ignorados porque são classificados apenas como produtos.

O objetivo da filmagem foi mostrar que por trás da carne que as pessoas compram confortavelmente nos açougues, há uma trajetória que inclui privação, sofrimento e morte precoce – já que os porcos têm expectativa de vida de 15 anos, mas são abatidos com seis meses.

A agitação e o estresse dos animais registrados no interior dos caminhões são apontados como uma reação natural de estranhamento diante da realidade, assim como os gritos e gemidos durante o processo de abate. “Não existem abatedouros felizes, mágicos ou éticos. Matar sempre será cruel. Matar um ser que não deseja morrer é assassinato”, destacaram em um banner exibido durante a vigília.

Cantor vegano Bryan Adams diz que a indústria da carne mente sobre proteína

Conhecido por sucessos como “Heaven”, “Please Forgive Me”, “Everything I Do”, “Summer of 69”, Bryan Adams quer que os fãs saibam que, ao contrário do que a indústria da carne diz, é possível obter toda a proteína necessária em uma dieta vegana.

Foto: Reprodução | Instagram

“Tem muitas “pedradas de rock” na nova turnê canadense e frequentemente as pessoas me perguntam de onde eu ganho proteína em uma dieta vegana pra isso “, escreveu o cantor e compositor em um post recente no Instagram.

“Bem, não acredite na propaganda da indústria da carne dizer que se você está comendo animais e peixes, você está consumindo proteína, porque todos os alimentos precisam ser transformados em aminoácidos no estômago antes que o corpo os transforme em proteínas.”

Uma das perguntas mais frequentes aos veganos é sobre as fontes as proteínas, devido ao mito de que os produtos animais são as únicas. Mas de acordo com especialistas, é possível não apenas obter proteína adequada, mas também ter sucesso em vários aspectos com uma dieta baseada em vegetais.

“Então a resposta é: se você está comendo legumes frescos, incluindo saladas e frutas, seu corpo naturalmente encontra o que precisa e expulsa o resto”, afirma o cantor.

Adams é vegano por quase três décadas e revelou em uma entrevista ao The Tribune em outubro do ano passado que ele acredita que animais são amigos, não comida.

“Os animais são meus amigos e eu não como meus amigos”, disse ele. O músico canadense também falou dos encontros mágicos com animais que ele teve na Índia, relembrando como, em sua primeira viagem ao país, seu táxi foi forçado a parar “porque um elefante estava dormindo no meio da estrada”.

A dieta vegana é saudável?

Bryan Adams acrescentou que comer animais é “perigoso para uma boa saúde a longo prazo”.

A celebridade já creditou a sua dieta vegana o motivo para não ficar doente, observando como a alimentação saudável baseada em vegetais fortalece o sistema imunológico.

Foto: Reprodução | Instagram

Evidências médicas revelam que alimentos à base de animais, particularmente carnes vermelhas e processadas, têm sido associados a vários problemas de saúde, incluindo várias formas de câncer, doenças cardíacas e diabetes tipo 2.

O movimento vegano é tão importante para Adams que ele usa regularmente suas redes sociais para promover a causa, desafiando até seus fãs preocupados com o meio ambiente. As informações são do Live Kindly.

Embora tenha admitido que a mudança do seu estilo de vida, em 1989, tenha sido motivada pelo “conhecimento sobre um estilo de vida mais saudável”, o músico também diz que sua dieta livre de carne também é impulsionada pelo respeito ao planeta e aos animais.

Em dezembro passado, ele escreveu para milhões de fãs no Facebook: “Você não pode ser um verdadeiro ambientalista se comer animais”.

Adams disse anteriormente que seu lema de vida é “Se você ama animais, não os coma”, um mantra que fazia sentido para ele desde bem pequeno. “No momento em que comecei a entender o que estava acontecendo com o tratamento dos animais, isso me levou cada vez mais ao caminho em que sigo agora, que é de um vegano completo”.

A decisão de não comer seus amigos é, segundo o músico, “a melhor coisa que já fiz”.

porcos enjaulados

Veganos não devem se preocupar em parecer ‘extremos’, é a exploração animal que é extrema

Imagine que você está se afogando em uma piscina cercada de pessoas. Você grita e faz o que puder para conseguir ajuda? Ou você, educadamente e conscientemente, levanta a mão, esperando que alguém perceba?

porcos enjaulados

Foto: We Animals

E se uma criança cair no trilho do trem e um trem estiver chegando? Você grita, acena e tenta parar o maquinista? Ou você se preocupa que as pessoas possam pensar que você está exagerando?

Situações extremas

Situações extremas exigem respostas extremas. Quando há uma situação urgente – tal como uma ameaça à vida – normalmente iremos mais além e faremos tudo o que for preciso. Nós deixamos a nossa vaidade de lado e paramos de nos preocupar com o que as pessoas vão pensar de nós. E embora pareça óbvio dizer isso, ainda vejo muitos veganos preocupados com o fato de parecerem “extremos demais” se falarem abertamente sobre a matança de 70 bilhões de animais terrestres a cada ano, e sobre as incontáveis mortes dos ​​peixes e outras criaturas marinhas.

Houve um tempo em que recebi alguns tapinhas nas costas por não ser como “aqueles” veganos. Amigos me disseram que eu era “legal” porque eu não “enchia o saco” sobre o assunto. E isso me incomodou porque eu sabia o que eles realmente estavam dizendo: “Minha consciência não está sendo perturbada, então eu posso continuar a comer carne sem me sentir mal”.

Bem, logo me tornei como “aqueles” veganos. Eu redescobri minha paixão pelo ativismo, por levantar questões e fazer barulho – e angariar fundos para os santuários de animais, que eu considero tão importantes. Eu também tenho escrito algumas exposições de impacto para jornais nacionais, destacando o que realmente acontece nas indústrias de carne e laticínios, além de fazer campanhas.

O “tipo certo” de vegano?

Teria sido mais fácil aceitar elogios de comedores de animais por ser o “tipo certo” de vegano, mas nunca quis levar uma vida fácil. Eu prefiro dizer a verdade – e isso está fadado a desestabilizar algumas consciências quando nossa espécie está fazendo coisas realmente horríveis.

Estamos no meio de uma situação muito extrema. Cada vez mais nos últimos 100 anos, nossa espécie mecanizou a reprodução e a matança de nossos primos animais. Agora eles venderão as asas de uma ave por apenas alguns centavos. Uma perna de um filhote de ovelha. Porcos inteiros cortados em partes. Bilhões de animais que só conheciam a vida em sua gaiola, até chegarem ao matadouro. Fazendas de laticínios onde o leite das vacas é roubado. Fábricas de ovos onde as galinhas são exploradas como máquinas.

Claro que parece extremo. O que está acontecendo é extremo. Se não parece extremo, você está menosprezando fatos.

Silenciados

Nós não devemos deixar que as pessoas nos silenciem. Tomemos por exemplo o termo “floco de neve”. Em alguns círculos, no momento em que alguém sugere uma abordagem mais compassiva para qualquer coisa, um cafajeste sempre aparece para chamá-lo de “floco de neve”. E agora há “fake news” também. Se você revelar um fato desconfortável em 2019, algum idiota vai gritar “fake news” para você.

As pessoas que gritam “floco de neve”, “fake news” ou “vegano extremista” estão fazendo isso para tentar acabar com você. Eles esperam que você fique quieto da próxima vez. E é uma estratégia eficaz em nossa era de autoconsciência sobre nossa imagem, quando parece que as pessoas estão cada vez mais obcecadas com elas mesmas e com sua “marca pessoal”.

Mas vou dizer de novo: situações extremas exigem respostas extremas. Enquanto bilhões de animais estão sendo escravizados, abusados ​​e explorados, não devemos ter medo de perturbar o status quo. Quando as mulheres conseguiriam o direito ao voto se tivessem sido “educadas” e pedido licença antes de falar?

Deixe as pessoas nos chamarem do que quiserem. É sobre levá-las a pensar mais sobre os animais que elas comem e a ética envolvida nisso, o que eles pensam de nós não importa.

Então eu digo: ignore os insultos e continue dizendo a verdade. Tenha fatos e links para compartilhar. Não importa se você é rotulado como extremista por simplesmente dizer a verdade. Só importa que você continue!

Chas Newkey-Burden é um jornalista e escritor vegano. Ele escreveu 29 livros, incluindo biografias de Taylor Swift, Adele e Amy Whinehouse. Atualmente ele escreve para o The Guardian, The Daily Telegraph, The Independent e outros jornais.