Startup recebe mais US$ 10 mi para ampliar produção de alternativas à carne

Por David Arioch

A startup Good Catch Foods, dos Estados Unidos, anunciou esta semana que arrecadou mais dez milhões de dólares por meio das empresas de investimentos New Crop Capital e Stray Dog Capital para ampliar a produção de alternativas à carne e aos animais marinhos consumidos pela população. A empresa já havia arrecadado 9,2 milhões de dólares por meio da CPT Capital.

Alternativas ao atum, aos hambúrgueres de peixes e aos alimentos baseados em siri estão entre as apostas da Good Catch (Foto: Divulgação)

Com esses recursos, a Good Catch pretende abrir uma unidade de produção de 20 milhões de dólares em Ohio, nos Estados Unidos, com previsão de produção anual de 100 milhões de dólares em proteínas de origem vegetal.

“Estamos incrivelmente confiantes sobre o futuro da proteína baseada em vegetais”, disse o cofundador e CEO da Good Catch, Chris Kerr, à Forbes. A startup surgiu com o objetivo de mostrar que é possível oferecer boas opções alimentícias sem a necessidade de matar animais ou prejudicar o meio ambiente.

Alternativas ao atum, aos hambúrgueres de peixes e siri estão entre as apostas da Good Catch. A cofundadora da startup, Marci Zaroff, disse anteriormente ao PRNeswire que hoje em dia quando os consumidores buscam por fontes de nutrição, e principalmente de proteínas, eles encontram um campo minado de escolhas. Por isso, o melhor caminho são as alternativas baseadas em vegetais.

A New Crop Capital tem se tornado uma das mais importantes firmas dos EUA na captação de recursos para empresas dedicadas ao mercado vegetariano e vegano. Além da preocupação com o meio ambiente e da oposição à exploração animal, outra razão para a Good Catch seguir por esse caminho é que a previsão é de que até 2050 as proteínas alternativas vão comandar pelo menos 1/3 do mercado global de proteínas.


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Estudo revela que 20% dos mexicanos são veganos ou vegetarianos

Foto: The Vegan Mexican/Facebook

Foto: The Vegan Mexican/Facebook

De acordo com um artigo publicado pelo jornal Excelsior, 20% dos consumidores mexicanos “reduziram ou eliminaram completamente o consumo de carne ou alimentos derivados de animais como parte das novas tendências vegetarianas ou veganas”, que são predominantes entre os jovens.

A pesquisa de dados foi encomendada por um dos principais festivais gastronômicos do México, o The Gourmet Show, e demonstra que as gerações mais jovens, especialmente as mulheres, não consomem mais carne ou produtos de origem animal.

Alfredo Cordero, diretor de criação da Tradex, principal empresa de exposições e eventos mexicana que traz para o México a 12ª edição do Gourmet Show, explicou aos leitores mexicanos que agora existem diferentes tipos de consumidores gastronômicos, enquanto anteriormente existiam apenas duas categorias – vegetarianas e onívoras.

No entanto, nos dias atuais, “a classificação se diversificou em regimes muito rigorosos e especializados, e há números que indicam que 20% dos mexicanos já estão em uma classificação vegetariana ou similar”. Ele lista flexitariano, vegano, frugívoros e vegano cru, entre outros.

María Fernanda Villalobos, gerente do restaurante mexicano Vegano Inc, diz que a tendência vegana está se tornando moda no país, e de 60% a 70% das pessoas que praticam a alimentação à base de vegetais são mulheres que buscam uma dieta mais rica em nutrientes por razões de saúde.

No México, os problemas com alimentação são predominantes; por exemplo, uma em cada três pessoas é declaradamente intolerante à lactose.

No Brasil

Uma pesquisa realizada pelo IBOPE e encomendada pela SBV (Sociedade Vegetariana Brasileira) em 2018 revela que o Brasil tem 14% de vegetarianos e 81% de adeptos à dieta com carne. Sendo que 49% dos entrevistados disseram que acham que não se cuidam como deveriam.

Os adeptos da alimentação vegetariana, aqueles que excluem a carne do cardápio, somam 30 milhões (14% da população brasileira), diz a pesquisa. O levantamento foi feito em 102 municípios brasileiros.

Nas regiões metropolitanas, houve um crescimento no índice de vegetarianos. Pesquisa feita pelo Ibope em 2012 só nessas áreas apontava para 8% de adeptos da dieta. Hoje, esse índice é de 16% (um pouco maior que a média nacional).

De olho na demanda crescente

De olho na mudança de hábitos dos consumidores brasileiros as empresas tem investido na produção de alimentos à base vegetais, recentemente a maior empresa de carne do mundo, a companhia brasileira JBS S.A. lançou seu primeiro hambúrguer à base de vegetais.

O novo produto será vendido sob a marca Seara e é feito de uma mistura de soja, trigo, cebola, alho e beterraba.

À medida que a popularidade dos hambúrgueres à base de vegetais feitos por empresas como a Beyond Meat e a Impossible Foods continua a crescer, várias marcas tradicionalmente centradas na carne de origem animal estão se focando no desenvolvimento de produtos veganos concorrentes.

No início deste ano, a Nestlé estreou seu Incredible Burger na Europa e planeja lançar uma opção similar (chamada “Awesome Burger”) nos Estados Unidos por meio de sua marca Sweet Earth.

A gigante da carne Tyson Foods – que anteriormente detinha uma participação de 6,5% na Beyond Meat – pretende lançar seu primeiro produto de carne à base de vegetais até o final deste verão.

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Mais de 28 mil kg de carne com suspeita de contaminação por bactéria é recolhida das prateleiras

Foto: Fox News

Foto: Fox News

Preocupações com a saúde, assim como o futuro do planeta e o bem-estar dos animais tem motivado consumidores do mundo todo a rever seus hábitos alimentares, agora, diante das recentes informações sobre a insustentabilidade do mercado de carne, é mais importante do que nunca preencher o prato com opções saudáveis e satisfatórias.

Enquanto os estoques da Beyond Meat continuam a subir, refletindo o crescente apetite por refeições à base de vegetais e os muitos benefícios inerentes a comê-los, chega também outro lembrete sobre os sérios riscos associados ao consumo humano de alimentos feitos de animais ou subprodutos de animais ou de origem animal.

De acordo com um comunicado divulgado ontem pelo Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar do Departamento de Agricultura dos EUA (FSIS), estima-se que 62.112 libras (cerca de 28 mil kg) de carne bovina crua, que já foram enviadas para distribuição e processamento, podem estar contaminadas com a bactéria E. coli.

Os produtos de carne crua que estão sendo retirados foram embalados em 19 de abril de 2019 na Aurora Packing Company, Inc., em North Aurora, Illinois (EUA).

Uma planilha com a lista dos produtos que estão sujeitos ao recolhimento doi divulgada. Todos incluem o número do estabelecimento “EST. 788 ”dentro da marca de inspeção do depto de vgilância sanitária USDA.

O departamento avisa que a E. coli é uma bactéria potencialmente mortal que pode causar desidratação, diarréia sanguinolenta e cólicas abdominais por 2 a 8 dias (3 a 4 dias, em média) após a exposição.

Enquanto a maioria das pessoas se recupera dentro de uma semana, algumas desenvolvem um tipo de insuficiência renal chamada síndrome urêmica hemolítica (SHU).

Esta condição pode ocorrer entre pessoas de qualquer idade, mas é mais comum em crianças menores de 5 anos e adultos mais velhos.

A doença é identificada por fácil contusão, palidez e diminuição da produção de urina. Pessoas que experimentam esses sintomas devem procurar atendimento médico de emergência imediatamente.

O ato de se alimentar não deve vir com tais riscos e sempre que houver carne crua ou cozida de animais usados para consumo humano, a ameaça existe.

Esta é mais uma razão para eliminar permanentemente carne e quaisquer subprodutos animais da alimentação. É melhor para a sua saúde, para o planeta, para o meio ambiente e, igualmente importante, para os animais inocentes mortos para que sua carne seja consumida por humanos.

Vilarejo vegano em Israel existe há mais de 60 anos e possui 800 moradores

Imagem do vilarejo vegano Amirim | Foto: Livekindly/Reprodução

Imagem do vilarejo vegano Amirim | Foto: Livekindly/Reprodução

Amirim, uma aldeia vegetariana e vegana no norte de Israel, perto da Floresta da Galileia, é um popular e muito procurado destino turístico.

Nenhuma carne é permitida em Amirim, uma pequena vila vegetariana e vegana localizada a 600 metros acima do nível do mar no norte de Israel.

Amirim foi fundada em 1958 por um pequeno grupo de veganos, vegetarianos e aqueles que estavam em busca de um estilo de vida saudável. Entre eles estavam alguns Ramo Davidianos, uma seita adventista do sétimo dia, que professa uma fé cristã na qual muitos seguidores se alimentam de forma vegetariana, liderada pelos co-presidentes Benjamin e Lois Roden.

Um grupo de imigrantes norte-africanos tentou colonizar a terra no início da década, mas abandonou a ideia depois de enfrentar muitas dificuldades. Os primeiros moradores de Amirim montaram tendas, plantaram jardins e, finalmente, atraíram mais pessoas e cresceram até se tornar o que é hoje – uma vila vegetariana e vegana com mais de 800 moradores.

Por que Amirim é vegana?

“Tudo começou com o amor pelos animais e a preocupação com o direito deles de viver”, explicou a dra. Ohn-Bar, que administra uma pousada no vilarejo com o marido, em uma entrevista concedida em 2013 ao Our Compass. Ela também tem doutorado em ciências naturais da saúde e mestrado em psicologia educacional.

“E então as razões de saúde começaram entrar em foco, e as pessoas que se curavam de doenças mortais por meio de uma dieta vegetariana, procuravam um lugar para criar seus filhos e se juntaram à vila”, ela continuou, acrescentando que os efeitos da agropecuária no aquecimento global também estão atraindo mais atenção para Amirim.

Amirim é um pequeno destino turístico. Há caminhadas arborizadas na floresta da Galileia, restaurantes, música ao vivo, spas para descanso, passeios e oficinas espirituais.

A maior parte da aldeia é secular, embora alguns moradores sejam religiosos. A vila também tem vistas panorâmicas da floresta montanhosa.

Vista de Amirim para as montanhas | Foto: Amirim.com

Vista de Amirim para as montanhas | Foto: Amirim.com

“A Terra é de suma importância para nós, e a preservação ambiental está sempre presente em nossas preocupações, que incluem vegetarianismo/veganismo, construção isolada e sombreada de todas as nossas cabanas de madeira, suítes de madeira e unidades exclusivas para hóspedes”, afirma o site.

A maioria das janelas e portas das casas no vilarejo foram construídas para absorver o fluxo de ar e capturar a brisa do verão, economizando assim energia que pode ser usada para o ar condicionado. Todos os produto disponíveis em Amirim são cultivados organicamente.

Uma pequena aldeia em Israel dá o exemplo e a lição ao mundo todo de como a humanidade deveria se orientar para que o planeta não estivesse à beira de um colapso ambiental, humano e silvestre como atualmente se encontra.

A nós resta apenas, observar e aprender.

Premiado documentário sobre pecuarista que se torna vegetariano vai ser exibido no Parlamento Europeu

Um dia, Wilde decidiu mudar a sua vida e a das vacas que viviam em sua propriedade (Foto: Divulgação)

Premiado este mês no BAFTA, na Inglaterra, o documentário de curta-metragem “73 Cows”, que conta a história do ex-pecuarista britânico Jay Wilde, que se tornou um vegetariano ético, vai ser exibido no Parlamento Europeu, em Bruxelas, em março. O comunicado foi feito pelo diretor Alex Lockwood.

O filme conta a história de Jay Wilde, um fazendeiro que atuava no ramo de produção de leite e carne. Um dia, incomodado com a ideia de ter que enviar suas vacas para o matadouro, já que esse é o destino comum quando cai a produção de leite, Wilde decidiu mudar a sua vida e a das vacas que viviam em sua propriedade.

Em vez de enviá-las para a morte, Jay Wilde, de Derbyshire, na Inglaterra, as levou para um santuário, iniciando uma nova jornada de respeito e compaixão pelos animais. No filme com duração de 15 minutos, Wilde rompe uma tradição familiar e passa a investir na produção orgânica de vegetais com o apoio da organização The Vegan Society.

Nova York pode ganhar um prefeito defensor do vegetarianismo

Ex-capitão do Departamento de Polícia de Nova York, Adams é conhecido por suas campanhas contra a brutalidade policial e contra o racismo (Foto: Divulgação)

O atual presidente do Brooklyn e ex-capitão de polícia Eric Adams vai concorrer ao cargo de prefeito de Nova York em 2021. Adams tem recebido grande apoio, inclusive já conseguiu arrecadar 1,68 milhão de dólares para a sua campanha. Além de ser conhecido por seu trabalho contra a brutalidade policial e contra o racismo nos Estados Unidos, ele ampliou recentemente a sua fama ao transformar o bairro nova-iorquino em uma referência para vegetarianos e veganos.

Eric Adams adotou uma dieta livre de alimentos de origem animal depois de ser diagnosticado com diabetes tipo 2 em 2016. Segundo o New York Times, uma boa dieta vegetariana permitiu que Adams perdesse quase 14 quilos e revertesse a sua diabetes. Por isso, ele decidiu implementar no Brooklyn um programa médico de reversão de doenças por meio da dieta vegetariana.

Também criou uma página para divulgar mais a alimentação vegetariana. Até então, a promoção do vegetarianismo era feita por ele no “boca a boca”, dialogando com os moradores do bairro sobre a sua própria história com o vegetarianismo e o quanto pode ser positivo não se alimentar de animais.

Na página Plant-Based Nutrition, do site do Brooklyn, o leitor encontra links que oferecem guias com todas as informações para quem quer começar a seguir uma dieta vegetariana. Também disponibiliza o endereço de lojas e restaurantes vegetarianos e veganos no bairro, além de divulgar eventos veganos e sugerir aplicativos para quem quer conhecer as opções livres de exploração animal no Brooklyn.

Um vegetariano pode evitar morte de até 582 animais por ano, diz estudo

Um estudo concluiu que um vegetariano pode evitar a morte de até 582 animais por ano. A pesquisa foi feita pelo professor da Universidade de Drexel, nos Estados Unidos, Harish Sethu, que é PhD em Engenharia Elétrica, e foi divulgada pelo site Counting Animals.

(Foto: Pixabay)

Para chegar ao resultado do estudo, o professor traçou o número de animais mortos pela indústria alimentícia nos Estados Unidos e o comparou com o tamanho da população durante o período analisado. Ele também dividiu o número de animais mortos pelo número de pessoas que consomem carne para garantir resultados mais realistas. O resultado variou entre 371 e 582, sendo que a maior parte corresponde a animais marinhos. As informações são do portal Terra.

O número de mortes sofre aumento devido aos animais mortos acidentalmente durante a pesca, além dos que são criados para alimentar outros animais em cativeiro e os que estão presentes na composição de produtos, como farinha e óleo de peixe.

O professor concluiu, então, que um vegetariano pode salvar pelo menos um animal por dia. O estudo, no entanto, não representa todos os animais mortos, já que não leva em consideração os que perdem a vida na indústria de ovos, leite e peles e os que são mortos para outros fins além do consumo.

Harish lembrou ainda que os animais criados pela pecuária precisam de alimentar de grãos, o que provoca um elevado número de mortes de outras espécies em monoculturas. Neste sentido, o consumo de carne se mostra ineficiente e gerador de um ciclo vicioso inerente, já que o cultivo de vegetais para alimentar animais que, depois, serão mortos, é muito maior do que o necessário para o consumo direto da população.

Complexo habitacional para vegetarianos é inaugurado na Rússia

O complexo é autossuficiente em geração de energia, água e rede de esgoto (Foto: Divulgação)

Foi inaugurado recentemente em São Petersburgo, na Rússia, um complexo habitacional para vegetarianos e veganos que fica a 30 minutos do centro histórico da cidade e a 15 minutos do metrô de Ladojskaia. O Veda Village, que defende a filosofia ahimsa, ou seja, da não violência, é autossuficiente em geração de energia, água e rede de esgoto.

De acordo com a gerente Maya Podlipskaya, cada prédio do complexo tem quatro andares e 30 apartamentos. “Durante a construção, as leis do vastu e do feng shui foram levadas em conta. O Veda Village é uma combinação de hospitalidade oriental e tecnologia e praticidade ocidentais”, informa Maya e acrescenta que em 2017 os apartamentos começaram a ser vendidos por preços a partir de 2,2 milhões de rublos – o equivalente a pouco mais de 111 mil reais.

Uma das exigências para a aquisição de um apartamento no complexo habitacional é que os interessados sejam veganos ou vegetarianos. O Veda Village conta com complexo desportivo, que inclui pistas de atletismo e ciclismo, salas de dança, ioga e de musculação, além de parque infantil, spa e salão de beleza. Há um ponto de ônibus a sete minutos do complexo.

Outros diferenciais são um jardim de infância e escola com pedagogia waldorf que começam a funcionar este ano. Por enquanto os estudantes que moram no Veda frequentam o liceu a 800 metros do complexo residencial, na Rua Kommuny, assim como outras duas escolas que funcionam na mesma área.

“Não procuramos nos fechar para o mundo, nos esforçamos para nos unir e dar um bom exemplo ao mundo”, enfatiza Maya Podlipskaya. O Veda Village também tem micro-ônibus próprio para levar os moradores até a Estação Ulitsa Dybenko.

Fonte: Vegazeta