Gatinha leva seus brinquedos em suas aventuras fora de casa

Foto: Beth Wilson

Foto: Beth Wilson

Esta linda gata mancha de preto e branco tem 12 anos vive no Reino Unido com sua humana, Beth Wilson.

Mas Pixie não é apenas uma gata linda e carinhosa quando se trata de humanos – ela também é muito generosa com objetos inanimados.

Foto: Beth Wilson

Foto: Beth Wilson

Curiosa como todos os gatos são por natureza, Pixie gosta de explorar. Dentro ou fora, Pixie está sempre de olhos arregalados e interessada no que está por vir na próxima esquina. E parece que a Pixie também quer passar esse espírito de aventura para seus muitos brinquedos de pelúcia.

Foto: Beth Wilson

Foto: Beth Wilson

Por exemplo, se Pixie gosta de deitar de costas no jardim, ela parece deduzir que um membro de seu acervo recheado de bichinhos pelúcias também poderia gostar disso, então ela o traz junto com ela.

Outras vezes, quando Pixie está procurando algo um pouco mais emocionante do que ficar deitada de costas com as patas para cima, ela também traz um de seus brinquedos consigo – seja um pequeno leão, um tigre ou um mini gatinho de pelúcia que se parece com ela.

Foto: Beth Wilson

Foto: Beth Wilson

“Se ela percebe que eu estou olhando para ela, ela pára e coloca o brinquedo no chão”, disse Wilson ao The Dodo. Mas às vezes Wilson consegue tirar uma foto antes que Pixie perceba.

“No verão, ela gosta de levá-los ao jardim”, explicou Wilson. “Às vezes, ela apenas os leva para uma turnê e depois volta para casa. Outras vezes, eles são deixados na estufa. Se eu colocar um cobertor na grama para sentar, ela colocará brinquedos nele.”

Foto: Beth Wilson

Foto: Beth Wilson

Só porque o tempo fica mais frio não significa que as aventuras de Pixie com seus brinquedos vão parar.

“No inverno ela apenas os carrega em volta da casa mesmo”, disse Wilson. “Ela pode levar vários deles para um quarto”.

Uma vez por semana, quando uma faxineira chega, Pixie mostra o quão conscienciosa ela é com seus companheiros de aventura de pelúcia.

Foto: Beth Wilson

Foto: Beth Wilson

“Ela coloca todos os brinquedos de volta na caixa”, disse Wilson. “Assim que a faxineira sai, ela tira vários deles da caixa e os coloca em volta da casa.”

As aventuras de Pixie não são apenas pura diversão e brincadeiras – mas elas realmente têm um impacto positivo nas pessoas ao seu redor.

Foto: Beth Wilson

Foto: Beth Wilson

“Eu a peguei ainda um gatinho filhote há 12 anos”, disse Wilson. “Ela mudou totalmente minha vida … Ela cuida de mim quando me sinto mal e ela sempre me anima”.

Certamente seus brinquedos se sentiriam da mesma maneira, se pudessem.

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Aquecimento global trará verão com tempestades e poluição, diz estudo

Uma pesquisa feita pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) concluiu que o aquecimento global fará com que o verão tenha tempestades e poluição. De acordo com o estudo, a poluição está se mantendo por mais tempo nas cidades e as tempestades de verão estão ficando mais fortes.

A elevação do nível, as inundações catastróficas, as ondas devastadoras de valor e os furacões sem precedentes são resultados do aquecimento global. Segundo os pesquisadores, até mesmo os aspectos mais mundanos do clima estão sendo afetados por danos causados pelo homem à natureza, podendo gerar danos às pessoas e às propriedades. As informações são da agência de notícias Bloomberg.

(Foto: Pixabay)

“É possível ligar as observações que as pessoas estão fazendo em breves escalas de tempo a respeito dos fenômenos climáticos a mudanças na situação climática média”, disse o principal autor do estudo, Charles Gertler, estudante de pós-graduação do Departamento de Ciências Terrestres, Atmosféricas e Planetárias do MIT. “Para ser mais claro, isto é a mudança climática e sua impressão digital nos eventos climáticos”, completou.

O problema tem relação com o modo que a mudança da estrutura de alor da atmosfera, que está relacionada ao aquecimento global, impulsiona enormes sistemas climáticos nas regiões em que a maioria das pessoas vive. No alto da atmosfera, os ciclones extratropicais são alimentados pela mistura de ar quente e frio. Eles são a força por trás das nevascas, tempestades e tormentadas com raios. Os ventos provocados por eles sopram a poluição do ar para longe nas cidades após dias de verão com nevoeiro e fumaça. No sul, eles mantêm o movimento de fortes tempestades. Isso, no entanto, está mudando atualmente. Isso porque a circulação desses enormes sistemas climáticos estão enfraquecendo e o resultado são municípios cobertos por poluição por dias e regiões inteiras mais vulneráveis a repentinas tempestades torrenciais.

“O clima do verão não está ventilando as cidades americanas no mesmo ritmo de antigamente”, disse Gertler.

Para que os ciclones extratropicais aconteçam, é necessário que haja diferença de temperatura entre as latitudes sul e norte. Essa diferença, porém, está diminuindo com o aquecimento do Ártico, que tem ocorrido duas vezes mais rápido que a média global – isso tem reestruturado gradualmente o clima no hemisfério.

O estudo, publicado na revista acadêmica Proceedings of the National Academy of Sciences, concluiu ainda que os ciclones extratropicais mais fracos podem estar contribuindo também para que as ondas de calor se prolonguem. Os pesquisadores usaram dados de temperatura e de precipitações que remontam a 1979, quando o monitoramento por satélite teve início. A energia disponível para esses sistemas caiu 6% durante os meses de calor no hemisfério norte, uma taxa “próxima do extremo do que diferentes modelos climáticos simulam para as últimas décadas”, segundo os pesquisadores.

De acordo com o estudo, os ciclones estão empurrando a energia disponível para as tempestades em suas extremidades e a quantidade dessa energia para tempestades com raios está “aumentando a uma taxa bastante significativa” de 13%, o que pode torná-las mais fortes, segundo Gertler. Essa mudança está associada à umidade adicional na atmosfera e tem gerado mais chuvas com rajadas curtas e intensas.

A poluição do ar é a sexta principal causa de morte no mundo. Ela tem matado mais do que o álcool, a insuficiência renal e o excesso de sal.

Abandono de animais aumenta cerca de 40% no Rio durante o verão

Cãozinho sem lar aguarda uma família em abrigo — Foto: Reprodução/TV Globo

Nos meses de verão aumenta muito o número de animais abandonados no Rio de Janeiro. Muitas pessoas que saem de férias deixam os animais para trás. Com isso, os abrigos da cidade ficam cheios de cães e gatos tristes pelo abandono e, muitas vezes, feridos pelos maus-tratos. Nesta época do ano, o abandono de animais chega a aumentar 40%.

Alguns encontram novos tutores, como é o caso de Belinha, que foi abandonada em uma caixa de papelão, mas encontrou um novo dono que ofereceu um lar e muito amor e carinho. A história de Juninho e Belinha é contada em um livro, que é um cartão de visita de um projeto chamado “Pelos de rua”, que ensina às crianças o amor e o respeito aos animais.

Mas nem sempre é isso que acontece. Infelizmente, os abandonos acontecem e desfechos como o de Belinha nem sempre acontecem.

Em função disso, diversos abrigos da cidade ficam cheios. O abrigo João Rosa, por exemplo, conta com iniciativas como a venda do livro “Juninho e Belinha” para se manter.

“Iniciativas como essa do livro acabam ajudando muito a gente porque ajuda a conscientizar as pessoas, acaba ajudando porque reverte as doações pra gente e a gente pode garantir a ração, os exames médicos desses cachorros e garantir que esses cachorros tenham uma boa qualidade de vida”, afirma a voluntária Beatriz Reis, voluntária.

“A nossa ideia é expandir, é ir cada vez em abrigos escola, onde queiram nos ouvir. Nosso trabalho é 100% voluntário e a gente vai lá falar do amor aos animais, o respeito, e ensinar as pessoas a como lidar com eles”, garante a autora Cristina Barbosa.

O filhotinho Malcon e os cinco irmãos foram abandonados com apenas três meses. Atualmente, ele está para adoção no abrigo.

“É crime e uma crueldade. Assim como você não abandonaria o seu filho porque você tá mudando de casa ou tá entrando de férias, você também não deveria abandonar um animal porque ele também é um integrante da família. O meu sonho é que os cachorros tanto daqui quanto das outras instituições, eles ganhem um lar responsável, uma lar responsável e amoroso, onde eles tenham uma vida que é o que a gente quer para todos eles, que é uma vida com amor, com cuidados e que a gente não tenha mais abandono nas ruas”, garante Beatriz.

O programa Linha Verde, do Disque Denúncia, registrou aumento 30% nos casos de maus tratos a animais. Em 2017 foram 3104 denúncias. Em 2018, 4020. O abandono tá entre os problemas mais frequentes, mas também tem denúncias de espancamento, de bichos presos e sem alimentação.

“Animais são só amor. Eles só pedem um pouquinho de carinho, de atenção de amor e mais nada. É um amor incondicional mesmo. Então, adote. Não compre um animal. A gente não compra um amigo. A gente só adota”, diz Cristina.

Para conhecer o projeto e comprar o livro é só acessar a página do “Pelos de rua” no Facebook.

Fonte: G1

Coala morre afogada em piscina ao procurar abrigo do calor escaldante

Foto: Wildcare Autralia Inc.

Foto: Wildcare Autralia Inc.

A coala foi encontrada morta no fundo da piscina pelos moradores da residência que fica em Gold Coast, Austrália, na manhã de domingo. Consternados pela situação, eles ligaram para a ONG Wildcare Australia Inc. que atendeu à emergência prontamente.

A equipe da ONG concluiu que o animal estava tentando se refrescar na piscina em função do calor excruciante provocado pelas altas temperaturas na região, como não encontrou meios de sair da água, acabou morrendo afogada.

“Mesmo que os coalas saibam nadar, se não encontrarem uma forma de sair da piscina, eles vão acabar se afogando”, postou no Facebook a ONG Wildcare Australia Inc.

A vida do animal poderia ter sido salva pela adoção de medidas simples, como um dispositivo que permitisse à coala sair da piscina com segurança.

Os moradores que têm piscina em casa e vivem em áreas habitadas por coalas foram aconselhados a ter um dispositivo de flutuação (boia de borracha, pneu) na água, amarrado com uma corda grossa e preso a uma árvore, cerca ou muro, para ajudar na segurança. Recomenda-se que a boia seja feita de material resistente, pois os coalas têm garras afiadas.

Já as piscinas que não estiverem em uso devem ser cobertas para evitar acidentes, conforme orientação da ONG.

Existem diversos equipamentos de segurança disponíveis feitos para piscinas, como rampas móveis, escadas submersas e cordas de apoio laterais.

Foto: Wildcare Australia Inc. / Facebook

Foto: Wildcare Australia Inc. / Facebook

Com o verão de temperaturas altas, calor excruciante e nenhuma chuva que vêm assolando o país, a colaboração de todos é necessária para garantir a segurança da vida selvagem. “São pequenas atitudes que devem ser tomadas, e que podem fazer a diferença entre a vida e a morte”, alerta a Wildcare Australia.

Para evitar acidentes com animais domésticos é importante que casas com piscina tenham uma opção segura de saída acessível que permita aos peludos deixar a água quando estiverem devidamente “refrescados”.

Seca na Austrália: coala segura a mão de homem que lhe deu uma garrafa d’água

A onda de calor que afeta a Austrália está prejudicando a vida de muitos animais, inclusive causando a morte de alguns deles, como morcegos e cavalos selvagens.

Adelaide, a capital do estado da Austrália Meridional, já registrou este mês 47.7°C, quebrando o recorde anterior de 46.1°C que foi estabelecido em janeiro de 1939.

Um vídeo recente capturou o momento em que um coala segurou a mão de um homem enquanto ele lhe dava água em uma garrafa.

Imagens do homem preocupado com a situação em Adelaide ajudando o coala com sede foram postadas na mídia social na última sexta-feira – um dia após temperaturas recordes atingirem a cidade. As informações são do Daily Mail.

O minúsculo coala pode ser visto agarrando a mão dele enquanto ele leva a água até sua boca. O animal sedento pode tomou a água rapidamente.

“Meu coração derrete … meu próprio coala resgatado”, dizia o post.

O vídeo que encantou a internet teve mais de 48.000 visualizações em menos de uma hora.

“Oh que lindo! E é por isso que deixo potes de água por toda parte. O coala está segurando sua mão, deus te ama”, uma pessoa disse.

“Apenas lindo, obrigado a essa pessoa de bom coração”, disse outro.

“Tão tocante! Amei como o coala segurou sua mão”.

 

 

Alerta: calor pode causar queimaduras nos cães e até levá-los à morte

Tem gente que acha que cachorro é gente. Para o bem ou para o mal. No caso, muitos acreditam que nós adoramos o verão, que gostamos de tomar sol e de passear debaixo de uma “lua” de meio dia. Mas, nesse calorão dos infernos que tem feito, nós que somos peludos queremos mesmo é, literalmente, sombra e água fresca. Até porque, o verão envolve riscos sérios para a saúde dos cães. Desde as patinhas, que podem sofrer queimaduras quando em contato com o chão ou asfalto quentes, até a chamada hipertermia, o aumento da temperatura do corpo do animal.

Foto: @chandon_ogoldenretriever

A hipertermia é um quadro grave, muito mais comum do que se imagina. Os cães não transpiram como as pessoas, não produzem suor. Eles fazem o controle de temperatura pela respiração bucal. Se estiver muito quente, essa troca fica prejudicada. Neste caso, não há redução da temperatura corporal ao nível adequado, explica a veterinária Rosilane da Silva Santos, do Hospital Veterinário HPet. “A possibilidade de um estresse térmico que eleve sua temperatura até 40, 41 graus, aumenta bastante. Aí ele pode sofrer uma convulsão ou desmaio”, diz Rosilane, especialista em clínica médica de cães e gatos. Passear à sombra e em horários com temperatura amena é o mais indicado.

Veterinária Rosilane Santos alerta para os riscos da hipertermia. Foto: Divulgação

A hidratação é fundamental. Aliás, uma água geladinha vai bem. Por isso, sigam o exemplo do artista plástico e militar da reserva Luís Fernando Sousa, 50 anos. Ele só passeia com seu bulldog, o Saravá, em horários em que o sol ainda não tá tão retado. “Sempre quando o sol estiver mais frio. Bem cedo pela manhã ou depois das 16h30. Sempre levo água, de preferência gelada. Conhecer o cão é muito importante”, afirma Luís Fernando. “Observo como ele está durante a atividade e sempre que noto alguma alteração na condição física faço uma pausa para hidratar. Se for o caso dou uma molhada nele”, ensina.

A veterinária Luciana Maron chama a atenção para os chamados cães braquicéfalicos, que têm os focinhos achatados (pugs, bulldogs, boxers e shi tzus, por exemplo), que são mais sensíveis ao calor. “Naturalmente, eles têm uma dificuldade respiratória maior. Por isso é complicado passear com sol quente ou leva-los para a praia em horários de temperatura elevada, mesmo com sombreiro”, alerta Luciana, que é proprietária da Vila Cani. O veterinário Gilian Macário lembra também do risco de usar focinheiras quando está calor, porque mantém a boca do cachorro fechada. “A respiração é a forma que eles têm de regular a temperatura do corpo. Eles não suam para resfriar a temperatura corporal. Então, focinheira é proibida”, alerta.

Coxins

No caso dos coxins, que ficam debaixo das nossas patinhas, é preciso tomar cuidado também. Mais uma vez, não somos gente. E, diferente do que algumas pessoas pensam, os coxins são apenas um pouco mais resistentes que a pele humana. Apesar da camada de queratina mais espessa, nossas patinhas podem, sim, sofrer graves queimaduras. A medida da sola do pé humano pode ser uma boa referência para o tutor. “Tem que ter bom senso. Então, tem que fazer o teste com a mão ou com a sola do pé”, afirma a veterinária Carolina Trinchão.

A jornalista Fernanda Varela, tutora dos beagles Giggs e Wiki (@irmaosbeagles), prefere passear em áreas de grama no verão. Se não for possível, sempre faz o teste da mão ou sola do pé. “Faço o teste no chão antes de passear, coloco a palma da mão ou pé cerca de cinco segundos para ver se tá tranquilo. Isso quando, por algum motivo, não consigo sair cedo ou não temos possibilidade de passear na grama”, diz Fernanda, que tá sempre ofertando um picolézinho de frutas para seus “filhos”. Há quem use sapatinhos caninos para proteger os coxins. Mas, como explica uma veterinária na tabela abaixo, eles devem ser usados com moderação porque podem piorar o problema.

Giggs se delicia com os picolés ofertados por sua tutora. Foto: Divulgação

Há também um grupo de doenças que se intensificam no verão, como as doenças de pele que vão desde as dermatites até o próprio câncer. Após um banho de mar, é preciso dar banho com água doce e shampoo para cães. Os animais de pele mais rosadas devem usar protetor solar em áreas despigmentadas, como o focinho e a barriga.

Os carrapatos também se reproduzem em maior número no verão. Assim como no restante do ano, mas especialmente nessa época, é preciso estar com o carrapaticida em dia para evitar doenças como erliquiose e babesia. Especialista em oftalmologia, Carolina Trinchão faz uma observação em relação a inflamações que podem atingir os olhos devido o contato com a areia ou água do mar. “Eles adoram esfregar o rosto na areia. É importante depois de ir à praia lavar os olhos com soro fisiológico”.

O Golden Retriever Chandon (@chandon_ogoldenretriever) adora ir à praia. Por isso, sua tutora, a farmacêutica Camila Pimentel, 28 anos, está atenta à hidratação. “Golden é uma raça bastante calorenta. Tô sempre dando água gelada e molhando a cabecinha dele. Dou água de coco também”. Para refrescar um pouco mais, ela também realiza o chamado trimming, espécie de tosa. Mas, mesmo neste caso, é preciso ter cuidado. Em algumas raças, como o próprio Golden, o pelo costuma ser um protetor natural. “Funcionam como elemento compensatório. Na melhor das intenções, os tutores podem estar causando um desequilíbrio. Os pelos funcionam como antitérmico tanto pra frio quanto para calor. Por isso, não pode exagerar na tosa”, explica a veterinária Rosilane Santos.

Veja os principais riscos:

– Hipertermia
O que é: Os sinais são claros. Os cães ficam muito ofegantes, a saliva fica espessa e a coloração da gengiva também altera, ficando avermelhada e até roxeada. Em casos mais graves, o animal pode ter uma síncope e desmaiar.

Como evitar: Não faça passeios em horários de sol forte. O ideal, pela manhã, é que seja até 9h30. Pela tarde, só a partir das 17h. Em caso de crise, é necessário levar imediatamente ao veterinário. No carro, mantenha sempre o ar-condicionado ligado. “Tive a situação de um paciente que morreu porque uma pessoa que ele contratou para fazer uma viagem com o animal foi almoçar e deixou o cachorro dentro do carro. Infelizmente veio a óbito”, lamenta a veterinária Luciana Maron.

O que fazer se acontecer: Tente resfriar o corpo do animal com água. Molhe axilas, virilha e nuca. Envolva ele em uma camisa ou toalha molhada para ajudar na troca de calor. Tire o bichinho da fonte de calor imediatamente e coloque em um lugar frio, de preferência um ar-condicionado.

– Queimaduras nas patinhas
O que é: Temperatura do chão pode causar queimaduras graves nos coxins, chegando a deixar a pata do animal em carne viva.

Como evitar: Fazer passeios em horários que o chão está mais frio ou optar por caminhar na grama. Há alguns apetrechos que podem ser usados, como sapatinhos apropriados para cachorro. Mas, neste caso, é preciso usar com moderação. “O sapatinho pode esquentar ainda mais e criar uma dermatite. Não pode deixar muito tempo. O ideal mesmo é escolher o melhor horário para passear”, insiste Rosilane. Além disso, o material pode causar problemas de pele no cão.

O que fazer se acontecer: Evitar contato do animal com o solo e levar ao veterinário. Não envolver com ataduras.

Doenças mais comuns no verão

Doença do carrapato: A erliquiose (erlichiose) e a babesiose são transmitidas pelo carrapato, que se alojam no corpo do animal e se alimentam do seu sangue. Pode ser uma doença fatal se não for tratada.

Como evitar: Manter o carrapaticida em dia e realizar exames periódicos como hemograma e sorologia.

Doenças de pele

Dermatites e câncer de pele

Como evitar: No caso das dermatites é preciso dar banhos com água doce (principalmente depois de ir para a praia) e secar bastante o animal.

Leishmaniose: Como costumamos viajar muito no verão, é preciso estar atento a regiões endêmicas de leishmaniose, como o Litoral Norte, por exemplo. Trata-se de uma doença perigosíssima, sem cura, que mata na maioria dos casos.

Como evitar: Usar coleira repelente e fazer vacinação contra leishmania. Consulte seu veterinário.

Verminoses: O contato com areia de praia e a grama expõe os cães às verminoses.

Como evitar: Estar mais atento à vermifugação do animal, que, na maioria dos medicamentos, é feita a cada três meses.

Dicas de hidratação:

– Ofereça água durante os passeios
– Ofereça gelo para os animais (cuidado pra não colar na língua. Basta passar na água ou derreter um pouco na mão)
– Faça picolé de fruta (sem açúcar! E consulte as frutas que cães podem comer. Uva e carambola, por exemplo, são tóxicas para eles)
– Compre uma água de coco e divida com seu “filho”
– Use protetor solar no focinho e barriga dos bichinhos

 

Fonte: Correio

cachorro segurando uma mangueira de água com a boca

Confira oito cuidados que você deve ter com seu cachorro no verão

É difícil para os nossos amigos de quatro patas perderem calor porque eles não transpiram como nós. Ao contrário dos seres humanos, cães e gatos possuem pouquíssimas glândulas sudoríparas espalhadas pelo corpo. Se não forem tomadas precauções, o estresse térmico pode causar intenso sofrimento, e até levá-los à morte, como aconteceu na última segunda-feira (7) com uma cadela da raça beagle que não resistiu às altas temperaturas do verão carioca e morreu de hipertermia.

cachorro segurando uma mangueira de água com a boca

Foto: Pixabay

Durante o verão intenso, os animais que não conseguem encontrar uma forma de resfriar o corpo acabam aumentando a ventilação pulmonar (ficam ofegantes). Caso o animal continue exposto ao calor excessivo, ele poderá entrar em “agonia respiratória” e sofrer uma hipertermia. De acordo com os médicos veterinários André B. Meirelles e Diogo Alves da Conceição, aqui vão algumas dicas e cuidados que você deve tomar com seu cachorro para que ele não seja consumido pelo calor do verão:

Fique atento aos sintomas

As raças de cães que apresentam focinhos curtos correm maior risco. Isso acontece por causa da dificuldade natural de respirar que estes animais têm por conta da anatomia do focinho. Tutores de cães como os bulldogs, pugs, boxers, shi tzu e lhasas apso, devem ter cuidados redobrados. Cães mais velhos também são mais propensos a sofrer com o calor porque seu sistema termorregulador não funciona tão bem quanto o de cães mais jovens.

Os principais sintomas são hipersalivação, respiração ofegante acima do normal, pele muito quente, batimento cardíaco acelerado, cansaço, fraqueza e indisposição.

Durante a hipertermia, a temperatura do animal pode chegar aos 42°C. Isto pode provocar vômito, parada cardíaca e até a morte.

Ao sinal de qualquer um desses sintomas é recomendada uma visita ao veterinário com urgência.

Queimaduras nas patas

As glândulas sudoríparas dos cães ficam concentradas nos “coxins”, as almofadinhas das patas. A camada de gordura presente nas patas ajuda a isolar a temperatura, por isso é fundamental cuidar bem delas. Se as patas entram em contato com o asfalto, calçada ou areia quentes no verão, a camada de gordura pode ser insuficiente para a proteção, causando dor extrema, traumas e infecções. É importante evitar os horários de pico de temperatura na hora de levar o cachorro para passear. Se a temperatura do chão estiver quente para você, também estará para o animal.

Hora do passeio

Fazer atividade física é importante para todo animal, mas durante o verão é necessário tomar alguns cuidados específicos, como respeitar o ritmo da passada do cachorro. É imprescindível que os passeios ocorram bem cedo ou após o pôr do sol. Vale levar uma garrafa com água gelada para borrifar sobre o pelo e a boca do animal. Também é recomendado o uso coleira peitoral, porque as coleiras de pescoço podem dificultar a respiração durante o passeio.

Tosa
A perda de calor dos cães é naturalmente prejudicada pela sua pelagem. Tosar o seu cãozinho, principalmente das raças de pelo longo e focinho curto, é uma boa pedida. Mas para aquelas raças que possuem subpelos, como akitas, huskies e chow chow, a tosa deve ser vista com cautela. Os pelos destes cães são importantes para evitar queimaduras solares e podem demorar muito tempo para voltar a crescer, por isso devem ser no máximo aparados.

Alimentação

É recomendado colocar comida para os cães nos horários mais frescos do dia, e cuidado com a quantidade, pois o calor pode causar problemas de digestão.

Hidratação

Essa época do ano é muito propícia para que os cães fiquem desidratados, por isso devem sempre ter água fresca e em abundância por perto. Melhor ainda se estiver gelada, pois quando ingerida, ajuda a regular a temperatura do corpo. Nos dias mais quentes vale até colocar algumas pedras de gelo na água.

Local para deitar

Os cães precisam de superfícies mais frias como um piso de azulejo ou até mesmo a grama. Deitar nesses locais possibilita que eles percam calor por contato. Os tapetes refrescantes podem ser uma opção. Eles possuem um sistema de refrigeração através de gel, que é ativado pelo peso e pressão do cão sobre ele. Mesmo após algum tempo ele se mantém frio em relação ao ambiente, e não precisa de água, refrigeração ou eletricidade.

Ventilação

Em dias muito quentes, se puder permitir que seu cachorro tenha acesso a um local refrigerado ele ficará muito agradecido. Ligue ventiladores ou o ar-condicionado para que ele possa se refrescar, mas cuidado: choques de temperatura podem fazer mal. É recomendado que você suba a temperatura aos poucos antes de sair com ele para a rua, por exemplo. Nunca deixe seu animal dentro de carros ou locais sem ventilação.

Fonte: O Globo