Cabra abandonada em clínica com a perna quebrada ganha uma família de cachorros e humanos

Foto: Piper Wood

Foto: Piper Wood

Quando Piper Wood viu a pequena e frágil cabra de apenas quatro meses sozinha dentro do minúsculo canil de concreto, seu coração ficou apertado e ela soube que precisava ajudá-la.

“Ela estava tão triste ali no canil, era notável”, disse Wood ao fundador da Hand in Paw, uma organização de resgate em Los Angeles (EUA). “Ela ficou lá por dois dias e chorava o tempo todo.”

Wood soube pela primeira vez sobre a cabra, a quem chamou Clementine, pelo gerente do Duarte Azusa Animal Hospital. Alguns dias atrás, alguém havia trazido Clementine para a clínica após ela ter quebrado a perna.

“Ela [ex-tutora] queria uma cabra, mas morava em um apartamento minúsculo”, disse Wood. “Eu acho que o namorado dela deu uma cabra para ela, mas eles não tinham onde mantê-la”.

Foto: Piper Wood

Foto: Piper Wood

O namorado da antiga tutora trabalhava em uma oficina de automóveis, de acordo com Wood, então o casal decidiu manter a cabra lá.

Mas Clementine acabou quebrando a perna na oficina.

“Ela estava pulando, como é normal para cabras filhotes e ficou com uma perna presa em alguma coisa e o que causou uma fratura grave em sua perna de trás”, disse Wood. “Sua perna traseira se partiu completamente”.

Foto: Piper Wood

Foto: Piper Wood

“Havia peças de carros e metal em todos os lugares”, disse Wood. “Não havia grama. A oficina era, definitivamente, um lugar realmente horrível para uma cabra”.

Os antigos tutores também haviam “deschifrado” a cabra filhote, de acordo com Wood, um processo doloroso que envolve colocar um ferro quente nos pontos sensíveis onde nasceriam os chifres das cabras e cabritos para impedir o crescimento deles.

Um dos funcionários da oficina levou Clementine para a clínica veterinária, onde o pobre animal ferido recebeu tratamento de emergência.

Foto: Piper Wood

Foto: Piper Wood

“Ela não podia usar a perna”, disse Donna Menzemer, gerente do Duarte Azusa Animal Hospital, ao The Dodo. “Ela tinha que ser sedada para que raios-X pudessem ser tirados e uma tala com gesso fosse colocada. Então ela teve que receber injeções de antibióticos por dias e antibióticos orais também.”

Quando a conta chegou o valor passou de 500 dólares, e os proprietários não queriam pagar – em vez disso, eles simplesmente pediram a cabra de volta, de acordo com Menzemer.

Assim, a clínica veterinária não teve escolha a não ser manter a cabra até que a conta fosse paga. Se os ex-tutores não pagassem a conta e pegassem a cabra dentro de 14 dias, o Departamento de Serviços Animais consideraria a cabra oficialmente abandonada.

Foto: Piper Wood

Foto: Piper Wood

O problema era que a clínica veterinária não tinha um recinto adequado para uma cabra, então eles tinham que manter Clementine dentro de um canil, e conseguir feno entregue especialmente para que Clementine pudesse comer.

Mas Clementine parecia infeliz dentro de seu canil.

“Ela amava as pessoas, então ela chorava porque nos queria por perto o tempo todo”, disse Menzemer. “Eu me sentia tão mal por ela.”

Foto: Piper Wood

Foto: Piper Wood

Vendo o quão triste Clementine estava em seu canil, Wood fechou um acordo com a clínica – deixou Clementine ficar no sítio onde ela morava em Pasadena, junto com seus 15 cães resgatados. Se os antigos tutores eventualmente pagassem dentro do prazo de 14 dias, ela devolveria a cabra. Se não o fizessem, Wood adotaria Clementine.

No momento em que Clementine chegou ao sítio de Wood, Wood pôde ver que ela estava muito mais feliz.

“Ela instantaneamente se uniu a todos os meus cachorros”, disse Wood. “Ela adorou a grama e saiu correndo pelos arredores – ela ainda usava curativo, então ela estava mancando um pouco. Ela passou a dormir nas camas dos cachorros e compartilhar as tigelas de comida com eles. Ela acabou se tornando parte da matilha”.

Foto: Piper Wood

Foto: Piper Wood

“Ela gosta de brincar de lutar com os cachorros”, acrescentou Wood. “Ela gosta particularmente do nosso poodle, Stewart. Eles batem cabeças juntos o tempo todo.”

Foto: Piper Wood

Foto: Piper Wood

Wood também ficou profundamente ligada à Clementine – tanto assim, que ela estava apavorada caso os antigos tutores encontrassem uma maneira de levá-la de volta.

“Eu ligava para a clínica literalmente 10 vezes por dia perguntando se [os antigos tutores] haviam aparecido, disse Wood.

Foto: Piper Wood

Foto: Piper Wood

Quando realmente ficou confirmado que os ex-tutores não retornaram ao veterinário para pagar sua conta ou para pegar Clementine, a situação foi considerada um abandono de animal, e Wood pode finalmente adotar oficialmente Clementine.

Wood ficou muito feliz.

Foto: Piper Wood

Foto: Piper Wood

“Isso é como se todos os desejos de Natal se tornassem realidade”, disse ela. “Eu tenho falado sobre adotar uma cabra toda a minha vida, e no momento em que recebi a ligação, larguei tudo para ir vê-la, e eu sabia que ela era a companheira certa, mas nunca pensei que seria uma realidade”.

No entanto, a perna de Clementine ainda não está totalmente recuperada. Depois de receber os raios-X em sua última visita ao veterinário, o veterinário viu que os ossos não estão se curando muito bem, e que ela pode precisar de placas de aço. Mas o que quer que aconteça, Wood estará ao lado de Clementine.

“Ela é parte da família agora”, disse Wood. “Eu simplesmente a amo”.

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Gatinha e pata resgatadas se tornam as melhores amigas em abrigo de animais

Foto: ViralHog

Foto: ViralHog

Uma gatinha filhote e uma pata se tornaram as mais novas melhores amigas (improváveis) de um centro de proteção e resgate que ficam em Atlanta, na Geórgia (EUA).

Butterball, a pata, foi salva por um veterinário depois de ter sido atacado em um lago da região.

Foto: ViralHog

Foto: ViralHog

Enquanto isso, Kimmy Kitty foi encontrada quando tinha apenas duas semanas de idade abandonada em uma escadaria.

Imagens adoráveis das duas brincando juntas mostram a gatinha caída no chão enquanto a pata esfrega sua pele com o bico.

Quando o dono do centro de resgate resgatou os animais, ele não esperava que eles se aproximassem.

O responsável pelo abrigo disse: “Temos a reputação de ajudar qualquer animal que precise de uma casa”.

“Tivemos inúmeros patinhos órfãos, galinhas de todos os tipos, tartarugas e codornas, e agora um doce e carinhoso pato.

Foto: ViralHog

Foto: ViralHog

“Butterball foi atacado em uma lagoa local e deixado para morrer, mas eu achei um veterinário que a salvou.

“Kimmy Kitty foi encontrada em uma escadaria exterior de um prédio com cerca de duas semanas de idade”.

Os cães da raça basset mostrados no vídeo são do Resgate Basset Hound da Geórgia. Butterball ficou entediada com os bassets e tornou-se amiga de Kimmy, e as duas brincam juntas todos os dias.

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PL propõe abono de falta a servidor municipal que precisar levar animal doente a veterinário em Curitiba (PR)

Um projeto de lei, que tramita na Câmara de Curitiba, no Paraná, quer permitir que servidores municipais tenham abono de falta quando precisarem levar animais domésticos em consultas veterinárias de emergência.

A vereadora Katia Dittrich (Solidariedade), autora da proposta, acredita que a medida está em sintonia com os crescentes cuidados com animais e com a relação cada vez mais próxima entre humanos e não humanos.

(Foto: Reprodução / O Regional)

“Nada mais natural que adequar a legislação, permitindo que, nas ocasiões de emergências veterinárias, o responsável possa ter a falta justificada”, diz Katia. As informações são do portal Banda B.

Caso seja aprovada e sancionada, a proposta irá alterar o Estatuto dos Funcionários Públicos Municipais de Curitiba, que estabelece 11 situações em que a falta pode ser justificada, como no caso de doenças e morte de cônjuge, filho, pai, mãe e irmão. O projeto de lei complementar prevê a inserção de um inciso no artigo 82 do Estatuto.

Katia argumenta ainda que os animais estão sendo foco recorrente em debates, sob os pontos de vista moral, social e jurídico, e que a Constituição Federal veda a crueldade contra os animais.

A proposta foi protocolada no dia 16 de maio e recebeu instrução da Procuradoria Jurídica da Câmara. No momento, o projeto aguarda análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Estudos adicionais, documentos, revisões no texto ou posicionamento de outros órgãos públicos afetados pelo teor da proposta podem ser solicitados nos colegiados. Após passar pelas comissões, a matéria seguirá para o plenário e, se aprovada, será encaminhada ao prefeito, que deverá optar pela sanção ou pelo veto. Caso seja sancionada, a lei passa a entrar em vigor ao ser publicada no Diário Oficial do Município.


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Cão em situação de rua relaxa ao perceber que será levado pra casa

Foto: Anand Raman

Foto: Anand Raman

Fazia muito calor em Dubai quando Anand Raman decidiu visitar sua irmã no trabalho dela. Parecia que todos por quem ele passava no caminhos estavam tentando se refrescar – incluindo um cão em situação de rua, jovem e sujo, que procurava uma sombra debaixo de um carro estacionado próximo ao escritório de sua irmã.

“Ele estava debaixo de um carro comendo restos de comida que alguns dos funcionários do escritório haviam deixado para ele”, Raman disse ao The Dodo. “Seu pelo estava todo emaranhado e suas pernas não estavam muito firmes.”

Foto: Anand Raman

Foto: Anand Raman

Apesar de tudo isso, quando o cachorro viu Raman, ele veio correndo em sua direção como se encontrasse um amigo perdido há muito tempo. Raman não estava planejando salvar uma vida naquele dia, mas bastou um olhar para o filhote feliz e para que ele soubesse que não tinha escolha.

“Ele se aproximou de mim com uma curiosa mas excitada disposição, abanando o rabo todo animado”, disse ele. “Esse comportamento espontâneo dele foi o que inicialmente fez com que eu me apaixonasse por ele”.

“Nós então ficamos lá por um tempo na calçada e ele estava realmente contente em receber carinhos e afagos de mim por um tempo”, disse Raman. “Eu o levei para o carro e ele imediatamente adormeceu no meu ombro”.

Foto: Anand Raman

Foto: Anand Raman

Com a ajuda de sua irmã e de seu cunhado, Raman conseguiu levar o cachorro dali direto para o veterinário. “Ele estava exausto quando eu o peguei pela primeira vez, e é por isso que ele adormeceu imediatamente no caminho durante a viagem de carro até o hospital”, disse Raman.

Na clínica, Raman descobriu a razão por trás do andar vacilante do cão: ele teve raquitismo em ambas as patas dianteiras devido à desnutrição. Felizmente, a condição é tratável e não terá efeitos duradouros.

Finalmente em casa, Raman deu banho no cachorro e ficou chocado com o que a limpeza pela água e sabão revelou: “Fiquei surpreso ao descobrir que seu pelo era realmente todo branco depois que toda a sujeira e detritos saíram de seu corpo”.

Foto: Anand Raman

Foto: Anand Raman

Raman batizou o cachorro de Snowy, depois de ver o real tom de seus pelos – e também em homenagem ao cão fiel do desenho em quadrinhos “The Adventures of Tintin” (As Aventuras de Tintin).

Mas ensinar (e provar) ao jovem cão que passou a vida inteira sobrevivendo nas ruas que ele estava finalmente seguro foi mais difícil do que Raman imaginava.

“Conseguir que ele se adaptasse a uma casa não foi fácil no começo”, disse Raman. “Ele não tinha certeza para onde ir e o que explorar, então ele apenas se sentava em um canto”.

“Quando eu o levava para passear, ele ficava constantemente apavorado, com medo de que eu o deixasse de volta nas ruas, então ele puxava a coleira para longe de mim e corria de volta para o estacionamento do nosso complexo de edifícios”, acrescentou Raman. “Isso aconteceu por um tempo até que ele percebeu que não iríamos abandoná-lo de forma nenhuma”.

Dois meses depois, Snowy finalmente entendeu o quanto ele é querido e amado por sua família.

“Ele dorme e espera que a gente chegue em casa do trabalho, que é quando ele nos entrega todo o seu amor e nós retribuímos da mesma forma com ele”, disse Raman. “Ele também se dá incrivelmente bem com qualquer cão que ele encontre e é muito bem comportado com crianças e convidados”.

Snowy manteve uma coisa do seu passado, no entanto. Ele ainda ama abraços de seu pai – mesmo quando ele não está com sono.

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Cachorro que perdeu metade do rosto finalmente encontra o final feliz que merece

Foto: Viktor Larkhill

Foto: Viktor Larkhill

Brutalmente espancado até perder metade do rosto, o pequeno cãozinho, com muita coragem e resiliência, lutou para sobreviver e finalmente conseguiu a vida que merecia.

Tutor monstruoso

O cachorrinho, chamado Skye, só queria brincar. Seu antigo tutor, por outro lado, não tinha paciência para isso.

Skye pediu de novo e de novo por atenção, latindo para seu tutor e convidando-o para brincar. Depois de um tempo, seu dono simplesmente não queria mais aturar isso.

Segundo informações do site Wamiz, ele se levantou de repente, pegou o primeiro objeto pontiagudo que encontrou e começou a espancar violentamente o cachorro com ele.

Um resgate muito aguardado

Felizmente para Skye, as notícias sobre a condição em que ele havia sido deixado logo chegaram até o abrigo local de animais. Um voluntário deste abrigo decidiu ir em seu socorro. Ela foi buscá-lo e levou-o diretamente para ser atendido pelos veterinários.

Os nervos no rosto de Skye estavam tão danificados que ele nem conseguia abrir a boca. De fato, para ser alimentado, Skye teve que ter um tubo enfiado em sua garganta. A terrível surra o deixara apenas com metade do rosto.

Uma nova vida

Depois que Skye foi tratado e começou a se recuperar, voluntários do abrigo publicaram um post nas mídias sociais, esperando que sua personalidade ofuscasse sua aparência e o ajudasse a ser adotado.

Skye foi de fato adotado, mas seus ferimentos continuaram severos. Sua família amorosa decidiu levá-lo à Espanha para ver o único veterinário que poderia fazer algo mais por ele: Dr. Viktor Larkhill.

Depois de várias intervenções, o especialista conseguiu curar completamente o que restava do rosto do cachorro. Skye agora é capaz de comer com sucesso sem sonda gástrica.

E depois de meses de reabilitação, ele agora está vivendo uma vida feliz e serena cercada por sua família humana e canina amorosa. O passado não passa, definitivamente, de passado.

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Veterinários denunciam as condições abusivas em que são mantidos os golfinhos no zoo de Madrid

Golfinho no zoo e aquário de Madrid | Foto: SEA SHEPHERD CONSERVATION SOCIETY

Golfinho no zoo e aquário de Madrid | Foto: SEA SHEPHERD CONSERVATION SOCIETY

Em uma tarde comum no Zoo Aquarium de Madrid, três treinadores em roupas de mergulho se movimentam ao ritmo da música, enquanto os golfinhos são obrigados a fazer truques para a plateia que aplaude alienada ao sofrimento escondido por trás daquelas piruetas e saltos.

Uma narradora no microfone fala sobre os mamíferos marinhos, ela ressalta inteligência, anatomia, hábitos e o sorriso que nunca deixa seus rostos. Ela também fala sobre as ameaças que eles enfrentam na natureza.

Os sons agudos desses cetáceos despertam aplausos das crianças e de seus pais. Eles acham os golfinhos engraçados. Depois de uma hora, a música pára e a mulher despede os visitantes enquanto os golfinhos afundam sob a superfície da piscina semi-circular que eles habitam 24 horas por dia, 7 dias por semana. Os animais se retiram com seus sorrisos sempre presentes, que na verdade não são sorrisos.

O fato é que, mesmo que estivessem tristes, eles pareceriam estar sorrindo. Um relatório veterinário enviado à Seprona – o departamento de proteção da natureza da Guarda Civil Espanhola – conclui que os nove golfinhos do Aquário Zoológico de Madri estão, de fato, doentes. Eles têm problemas oculares e dois deles, Lala e Guarina, apresentam lesões na pele.

A Seprona aceitou a denúncia de uma associação espanhola chamada Proyecto Gran Simio (ou Projeto Grande Macaco) com base no relatório veterinário. Este grupo realizou uma investigação denominada Operação 404, sob o patrocínio da organização internacional Sea Shepherd Conservation Society. A investigação concentrou-se nas consequências de manter os animais em cativeiro, sendo os golfinhos de Madri um exemplo disso.

Pedro Pozas, diretor executivo do Proyecto Gran Simio, entregou fotos para as autoridades responsáveis juntamente com um vídeo e um resumo das conclusões do veterinário Agustín González, especialista em animais marinhos selvagens, com 15 anos de experiência trabalhando com cetáceos nas Ilhas Canárias. “Eu vi o relatório do veterinário e meu coração se partiu”, diz Pozas. “Então, decidimos apresentar uma queixa formal como representantes de uma organização de bem-estar animal.”

O relatório veterinário concluiu que os nove golfinhos-nariz-de-garrafa estão doentes por terem sido mantidos em cativeiro, embora o foco principal seja dois deles chamados Lala e Guarina. Todos eles têm problemas oculares, provavelmente devido ao contato constante com o cloro, enquanto os dois últimos também têm problemas severos de pele.

“Nas fotos, você pode ver claramente que um deles tem todo o seu corpo coberto por uma condição dermatológica ulcerosa que aparece na forma de crateras”, diz Pozas. “As lesões vão da cabeça até as costas e dali até a barbatana caudal. As lesões medem vários centímetros de diâmetro e estão em diferentes fases de desenvolvimento, desde inflamação, inchaço, eritema e caroços até úlceras profundas”.

As descobertas reacenderam o debate sobre se é ou não ético criar animais no cativeiro em uma piscina ou tanque quando seu habitat natural é o mar aberto. No que diz respeito à associação de bem-estar animal, isso é um abuso criminoso. Mas os gerentes do Aquário do Zoológico de Madri discordam das alegações e afirmam que estão “ajudando a proteger a espécie”.

Mas o veterinário González é categórico em sua postura. “É bárbaro”, diz ele. “Os golfinhos nadam uma média de 100 quilômetros por dia na natureza. Eles fazem muito exercício. Quando estão em cativeiro, dão voltas e voltas na piscina e vivem o dia todo no mesmo lugar onde comem e defecam. Eles precisam limpar a água com cloro porque vivem submersos em bactérias. É por isso que eles mantêm os olhos fechados”.

González continua explicando que os golfinhos são muito exigentes com quem passam o tempo. Eles escolhem seus próprios grupos, que são em torno de 80, e eles se comunicam usando sons agudos que, de acordo com o veterinário, ecoam das paredes da piscina e os enlouquecem aos poucos.

González está atualmente trabalhando em um centro veterinário em Málaga com animais domésticos, mas ele ainda se sente profundamente perturbado pelas imagens desses golfinhos em cativeiro. “Lala está coberta de úlceras”, diz ele. “É obviamente uma doença de pele. Você pode ver que algumas de suas lesões melhoraram e outras estão apenas começando a emergir e isso é muito doloroso porque a peles dos golfinhos é muito sensível. Idealmente, você faria uma biópsia e, é claro, impediria que eles trabalhassem. Porque quando eles estão se apresentando, não é só exercício que esses pobres animais estão fazendo, eles estão trabalhando por comida”.

Segundo González, a saúde de Guarina também é preocupante. “Ela está perdendo parte do nariz”, diz ele. “Imagine, os golfinhos não têm mãos; eles usam o nariz para tocar e é como se [o nariz] estivesse cru. Isso pode ter sido causado por um arranhão de uma roupa de mergulho dos treinadores ou por se bater contra as paredes da piscina”.

González diz que não consegue entender como o público pode aceitar ser cúmplice desse “abuso”, pagando a entrada, que custa em média 23,85 euros para um adulto e 19,30 euros para uma criança, especialmente quando você pode sair em um barco no mar aberto para observar os mesmos animais em estado selvagem. Ele acredita que o negócio funciona graças a ignorância das pessoas.

“O grande problema dos golfinhos é que eles parecem sempre estar felizes porque a anatomia lhes dá um sorriso”, diz ele. “Um golfinho triste simplesmente não parece triste. Eu tive que colocar um número de golfinhos que estavam sofrendo “para dormir”, mas que pareciam estar felizes. De fato, eles expressam felicidade pulando e nadando, e as pessoas não percebem que ele fazem isso para conseguir comida. Muitos deles ficam deprimidos e circulam ao redor de si mesmos o tempo todo. Alguns param de comer e, o que é pior, param de respirar porque respirar para golfinhos e baleias é voluntário, assim como acontece com os humanos. Então, quando eles não querem [fazer isso], eles simplesmente param. O famoso golfinho Flipper cometeu suicídio. Ele não aguentava mais e foi para a água e parou de respirar voluntariamente. Isso foi desencadeado pela vida em cativeiro”.

Seja em um zoológico ou em um aquário, a vida em cativeiro causa uma morte lenta e dolorosa aos animais, que nascidos livres jamais serão felizes presos em pequenos espaços – que não chegam a frações mínimas de seus habitats naturais – apenas para entretenimento tendo em vista os lucros obtidos com sua exploração.

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Cachorra tem que ser sacrificada após ter ácido jogado sobre todo o seu corpo

Cachorra vítima de ataque de ácido | Foto: BBC News

Cachorra vítima de ataque de ácido | Foto: BBC News

O animal doméstico da família foi levado , Hannah Marriott, depois de apareceu em sua porta com ferimentos causados pela substancia corrosiva

Um cão da raça bull terrier de staffordshire teve que ser sacrificado via morte induzida depois de ter sido submetido a um ataque cruel e fatal com ácido corrosivo.

O animal doméstico da família foi levado por Hannah Marriott depois que apareceu em sua porta com ferimentos severos e graves.

Hannah, que reside em Newry, na Irlanda do Norte, disse: “Quem fez isso com esse pobre cachorro está doente, totalmente louco”.

O cão ferido foi encontrado no bairro de Parkhead na cidade na última terça-feira (28).

Foto: The Mirror/Reprodução

Foto: The Mirror/Reprodução

Centenas de pessoas foram às mídias sociais para desabafar o horror de que ficaram tomadas ao tomar conhecimento do crime violento e repugnante praticado contra animal, relata Belfast Live.

Uma delas disse: “O tutor do cachorro foi notificado e eles estão traumatizados com o que aconteceu com seu animal doméstico, que era um membro da família”.

Grupo de bem-estar animal local Animais de Estimação Perdidos e Achados na Irlanda do Norte está pedindo qualquer um com informações sobre o ataque que contate a polícia.

Um porta-voz do grupo disse: “O ataque aconteceu na área de Newry, o pobre cachorro estava coberto de ácido. Se alguém tiver informações sobre esse incidente ou o cachorro, por favor, procure as autoridades”.

Cadela antes do ataque | Foto: The Mirror UK

Cadela antes do ataque | Foto: The Mirror UK

O inspetor McCullough, do Serviço de Polícia da Irlanda do Norte, disse: “A polícia recebeu uma denúncia sobre um cão ferido na área de Pound Road, em Newry, aproximadamente às 18h10 de terça-feira, 28 de maio”.

“O animal foi levado a um veterinário local, no entanto, devido à gravidade de seus ferimentos, o cão teve que ser sacrificado.

“Os inquéritos estão em andamento”.

O veterinário de Newry que teve que sacrificar o após o ataque com ácido disse que é o “pior caso de crueldade contra animais” que ele já viu.

Liam Fitzsimons, do Centro Veterinário de Newry, recebeu o cão em sua clínica na terça-feira.

A polícia foi chamada por volta das 18hs para a região de Pound Road depois que Hannah Marriott encontrou o animal coberto de queimaduras pelo corpo.

Liam Fitzsimons veterinário que atendeu o cão | Foto: BBC News

Liam Fitzsimons veterinário que atendeu o cão | Foto: BBC News

O médico disse que o cachorro foi morto por indução mais tarde devido à “gravidade de seus ferimentos”.

O Sr. Fitzsimons disse à BBC News que “havia apenas uma opção” quando o cão chegou a sua clínica.

“Você podia sentir o cheiro de carne queimada exalando do animal e a pele estava caindo”, acrescentou ele.

“A língua do cachorro estava toda ulcerada por ele ter lambido o ácido de sua pele.

“Em trinta anos de prática, nunca vi nada assim. Este é o pior caso de crueldade com animais que eu já encontrei”.

O veterinário de Newry disse que a visão do animal levou uma enfermeira veterinária às lágrimas.

“Vou levar este caso comigo para a sepultura”, disse ele.

“Há um monstro à solta em Newry. Se esse criminoso pode fazer isso com um cachorro, ele pode fazer isso com um humano também”.

David Wilson, porta-voz da USPCA em Newry, disse à BBC News NI que o cão é considerado um membro da família que vivia com ele.

“Este foi um ataque horrendo a um cão indefeso com uma substância corrosiva”, disse Wilson.

Ele convocou a comunidade local para ajudar a polícia em sua investigação e para revelar qualquer informação que possa estar ligada ao caso.

O conselheiro local, Gavin Malone, visitou a mulher que encontrou o cão e disse que ela estava “devastada”.

“Tem havido problemas contínuos na área com comportamento anti-social”, disse ele.

“Mas eu não acho que houve um motivo de vingança envolvido no crime. Eu acho que foi até a pura maldade”, concluiu ele.

Filhotes de pit bull vítimas de abuso são resgatados da casa de tutora negligente

Foto: Washington Humane Society/Facebook

Foto: Washington Humane Society/Facebook

Justiça foi feita quando Brenda Bullock, residente da cidade de Washington DC (EUA), foi presa e acusada de três crimes de crueldade contra animais após uma investigação da Washington Humane Society (WHS) e da Animal Rescue League (ARL).

Os três filhotes de pitbull de quatro meses de idade que ela negligenciou e abandonou foram entregues aos Oficiais do departamento de Controle Animal. Chase, Haagen Dazs e Klondike estavam todos sofrendo de doenças crônicas em péssimas condições de saúde, magros e famintos, os filhotes claramente não haviam recebido tratamento médico há meses e eram extremamente fracos.

Uma vez dado seu prognóstico pelos médicos, os três filhotes receberam mais de 9 mil dólares em tratamento médico e atendimento 24 horas da equipe veterinária da emergência.

O tratamento era dispendioso, demorado e complicado mas pelo menos os filhotes tinham um ao outro para se apoiar e confortar. Dois dos filhotes foram levados para um abrigo de adoção, mas Chase, que foi o mais afetado, permaneceu no hospital em tratamento.

Assim que o filhote chegou, descobriu-se que Chase sofria de sarna demodécica em todo o corpo e estava abatido, desnutrido, desidratado, hipoglicêmico, hipotérmico e anêmico.

Diante desse quadro crítico, os veterinários no início, não tinham certeza se Chase sobreviveria,mas após uma transfusão de sangue bem sucedida e 12 dias de terapia intensiva, ele melhorou o suficiente para ser transferido para um lar adotivo temporário médico.

Apesar de tudo, Chase parecia demonstrava bom ânimo e enfrentava tudo com coragem. Toda a equipe médica e de resgate torce para que o pequeno cãozinho melhore e eventualmente encontre um lar e uma família amorosa.

Embora os pit bulls tenham adquirido uma má reputação ao longo dos anos por serem uma raça agressiva e potencialmente perigosa, é impossível justificar a quantidade de abusos que os três pit bulls, que foram resgatados da casa de Bullock, receberam sob seus cuidados.

“Com a idade de quatro meses, Chase e seus dois irmãos sofreram mais tormentos do que qualquer ser vivo deve ser submetido em toda a vida”, disse Lisa LaFontaine, presidente e CEO da WHS / WARL.

“A crueldade com os animais, seja qual for, nunca pode ser tolerada e as pessoas de nossa comunidade devem saber que perseguiremos incansavelmente aqueles que cometerem esses crimes”.

Os esforços dessas pessoas dedicadas que salvam e reabilitam cães em situação de sofrimento merecem reconhecimento e aplusos. Graças a eles esses filhotes estão vivos e se reabilitando muito bem.

Um dia, eles com certeza serão capazes de superar o trauma que experimentaram e viver a vida normal e feliz que um cão merece ter desde o primeiro dia de sua vida.

Mãe gambá é sacrificada após ser atingida por flecha, deixando filho órfão

Foto: Wildlife Rescue Darwin

Foto: Wildlife Rescue Darwin

Um gambá do sexo feminino foi fechada à queima-roupa por um criminoso em um “ato bárbaro” que deixou o minúsculo animal órfão e para ser criado por humanos.

O marsupial nativo da Austrália foi encontrado trespassado por uma flecha, tão comprida quanto seu corpo, em uma propriedade na cidade de Humpty Doo, na Austrália.

“Às vezes é difícil não perder a fé nos seres humanos”, disse a ONG Wildlife Rescue Darwin, no Facebook.

Foto: Wildlife Rescue Darwin

Foto: Wildlife Rescue Darwin

“Seu bebê agora será criado manualmente no Centro de Resgate e nós reportaremos ao departamento Parks and Wildlife para que eles investiguem o caso e punam os culpados”.

Como ela não poderia ter se mexido depois de atingida e a arma (arco e flecha) é de curto alcance, esperamos que a pessoa que fez esse ato bárbaro seja encontrada”, disse Darwin.

A equipe de resgate da vida selvagem disse que o animal ainda estava vivo ao ser encontrado, mas os veterinários foram forçados a colocá-la para dormir pois a flecha perfurou seu pulmão.

Raios-X mostraram o quão prejudicial a flecha era para o animal foi como ele viajou todo o caminho através de seu corpo.

O ato cruel foi relatado ao departamento de Parques e Territórios do Norte e Unidade de Vida Selvagem para investigação.

Foto: Wildlife Rescue Darwin

Foto: Wildlife Rescue Darwin

Os comentários nas publicações sobre o fato nas redes sociais demonstravam horror e repúdio ao ato cruel e chocante perpetrado contra o animal.

As pessoas que comentavam ou estavam furiosos e revoltados com a pessoa que ferira o animal ou sentiam-se tristes e consternados por sua morte desnecessária.

Muitos até sentiram empatia pelos membros do grupo de animais selvagens que tiveram que testemunhar a crueldade em primeira mão e ver o animal morrer após a necessidade da morte induzida.

O bebê gambá agora segue sem mãe, órfão e será criado pelos funcionários e especialistas do centro da vida selvagem. Mais uma entre as tantas vítimas da maldade e irresponsabilidade humana,

‘Afirmativa que gatos não se importam com tutores é mito’, diz veterinário

Os gatos são vítimas de preconceito. É comum que pessoas afirmem que eles não gostam dos tutores, o que reforça a antipatia da sociedade em relação a eles e dificulta a adoção. Disposto a por fim a essa ideia preconceituosa, o médico veterinário Renald Giovanni lembra o quão carinhosos e companheiros os gatos são.

Boris é um dos gatinhos do Tiago, que costuma criar felinos desde os cinco anos de idade — Foto: Tiago Fonseca/Arquivo pessoal

“A afirmativa que os gatos não se importam com os tutores é um mito porque, na verdade, quando as pessoas falam isso do gato é comparando ao comportamento dos cachorros. Temos que lembrar que os dois animais são espécies diferentes, com evoluções diferentes em relação ao convívio com o ser humano e características particulares”, explica o veterinário. As informações são do portal G1.

Segundo o especialista, os gatos têm hábitos de caça ao alimento, o que é feito de forma solitária, são independentes, autônomos e mais autossuficientes. Isso, no entanto, não quer dizer que eles dispensem o convívio humano. Pelo contrário, os gatos amam os tutores da mesma forma que os cães, mas demonstram esse sentimento de maneira diferente.

O técnico em informática Lucas Fonseca Gomes sempre dizia que não gostava de gatos. O discurso dele mudou em 2011, quando ele acolheu uma gata que apareceu na casa dele. Abandonada e grávida, ela foi adotada por ele e teve quatro filhotes.

Depois da experiência de acolher uma gata com filhotinhos, Lucas se apaixonou pelos felinos — Foto: Lucas Fonseca/Arquivo pessoal

“Não gostava de gatos por falta de convívio. Nunca tinha criado um até que dei abrigo a uma gata que estava esperando filhotes. Acabei por cuidar deles quando nasceram. Eu percebi que são animais dóceis e fáceis de cuidar. Eles são muitos apegados a mim. Na hora de dormir, por exemplo, se não fechar a porta do quarto, minha cama enche de gato”, brinca.

Depois da primeira adoção, Lucas se apaixonou completamente por gatos e já chegou a tutelar 13 ao mesmo tempo. Atualmente, ele tem cerca de 10 gatos na casa onde vive, em Montes Claros (MG). Entre eles estão Severó, Rodolfinho, Kita e Piscainha.

Tiago ao lado do gato Pink — Foto: Tiago Fonseca/Arquivo pessoal

A história do músico Tiago Rodrigues Santos, de 28 anos, é diferente. Tutor dos gatos Pink, Loki e Boris, ele ama gatos desde a infância. Aos cinco anos, ele adotou o primeiro animal da espécie. A paixão dele pelos gatos é tamanha que contagiou o restante dos moradores da casa.

“Eles são bem mimados por todos da casa. Adoro gatos! Admiro demais a beleza, esperteza e autossuficiência deles”, conta.