Governo se mantém reticente quanto a proibição da importação de troféus de caça

Foto: wildwatch

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Junto com os Estados Unidos, o Reino Unido é um dos maiores importadores de troféus do mundo, sendo responsável pelo extermínio de milhares de animais indefesos, alimentando um mercado de criação e reprodução de espécies destinadas apenas para este fim e impulsionando uma indústria sórdida e cruel que lucra com a morte.

Alguns desses animais, como os leões, são catalogados como produtos e vendidos em menus pela internet, onde são escolhidos para serem mortos por valores altíssimos. Uma vez selecionados eles são soltos em áreas cercadas junto com seus caçadores assassinos para correr por sua vida, numa batalha já perdida.

Proibições da importação de pedaços dos cadáveres desses animais (ou do corpo todo), vistos por seus assassinos como troféus, representariam um passo importante em defesa dos animais. Os governos tem esse poder nas mãos.

Recentemente o secretário do meio ambiente do Reino Unido, Michael Gove deu passo importante em prol dos direitos animais ao anunciar a introdução do projeto de lei que criminaliza a exploração de animais selvagens em circos.

Mas o político é enfático em dizer que não tem planos para proibir a importação dos sanguinários troféus de caça.

O secretário afirma que a medida envolve um “delicado equilíbrio de interesses”.

Falando em entrevista ao conservacionista Kevin Pietersen, na BBC Radio 5 Live, Gove disse que havia sido aconselhado por instituições de caridade a “ser cautelosos” em seguir outros países e proibir a prática polêmica de importar partes de animais resultantes de caçadas raras, muitas vezes de animais ameaçados de extinção.

O ex-jogador de críquete da Inglaterra, e também apresentador do programa, Kevin Pietersen, deixou sua carreira de rebatedor para perseguir sua paixão pela conservação das espécies e prometeu fazer o governo britânico mudar sua posição em permitir que os caçadores de troféus importem suas vítimas.

Pietersen abordou o ministro sobre a caça de espécies em extinção, especialmente o rinoceronte, em sua terra natal a África do Sul.

Nascido na África do Sul, o ex-jogador de críquete da Inglaterra recentemente filmou um documentário sobre a caça ao troféu depois que o leão Cecil foi morto no Zimbábue em 2015.

Na entrevista, ele pergunta a Gove por que o Reino Unido não seguiu outros países, como Austrália, França e Holanda, e impôs a proibição de troféus.

Gove responde que foi aconselhado por conservacionistas e ONGs a proceder com cautela. Ele diz: “Não entre com os dois pés no peito no Reino Unido e diga às pessoas em cada um desses países como devem regular sua própria vida selvagem”, disse ele.

“Em um nível emocional e pessoal, acho difícil de entender. Mas você sabe que também reconheço que tenho que respeitar se há especialistas, que dizem que fazer isso de uma maneira gerenciada pode ajudar a vida selvagem em geral, então vamos apenas testar isso”.

Atualmente, se um caçador de troféus quiser trazer uma lembrança de sua caça de volta para o Reino Unido, eles poderiam fazê-lo, com uma permissão especial.

Um movimento entre os partidos chamado Early Day Motion, assinado por mais de 159 deputados, também pediu ao governo do Reino Unido que pare com as importações de espécies ameaçadas de extinção.

Gove disse: “Eu acho que há uma força crescente lutando para que a lei mude. Mas o que eu não quero fazer é atropelar as coisas”.

O político se justifica: “Eu não quero estar em uma posição em que esteja correndo tão longe e antes das ONGs e outros líderes querem, que possa arriscar o bom relacionamento construído ao longo do tempo”.

“Como muitas áreas de conflito, este é em parte um processo de educação e em parte um processo de diálogo”.

Durante a entrevista, um espectador e caçador de troféus disse a Pietersen que o esporte é emocionante e ajuda na conservação: “Matar um elefante é uma coisa incrível de se fazer, é uma coisa absolutamente impressionante, e é por isso que eu o fiz”.

“Eu quero tentar preservar esses lugares selvagens na África. Mas a única maneira de serem preservados é se houver dinheiro. Se não pagar, não há como. É tão simples quanto isso”, disse o caçador.

Os clientes, principalmente da Europa ou dos EUA, pagam muitas vezes milhares de libras e dólares para participar de uma caçada e guardam um “troféu” – geralmente a cabeça, a pele ou outra parte do corpo.

Em 2018, mais de 50 celebridades – incluindo os cantores Ed Sheeran e Liam Gallagher – assinaram uma carta aberta em apoio à Campanha para Proibir a Caça ao Troféu, instando o governo a banir os caçadores de troféus da importação de partes do corpo para a Grã-Bretanha.

Tecnologia anti-caça que detecta humanos em vez de animais tem ajudado na proteção da vida selvagem

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

A tecnologia que reduziu de forma impressionante a caça de rinocerontes em uma reserva caça sul-africana poderá ser usada para ajudar outras espécies ameaçadas em todo o mundo, à medida que os conservacionistas e desenvolvedores do projeto buscam novas formas de deter os caçadores antes que eles consigam chegar até a vida selvagem.

A Dimension Data e a Cisco apresentaram pela primeira vez o resultado de seu esforço conjunto, a Conected Conversation, em 2015. A tecnologia usa uma mistura de sensores, circuito interno de câmeras, biometria e wi-fi para detectar caçadores em uma área remota no noroeste do país (África do Sul), onde há muito pouca comunicação eletrônica disponível.

O objetivo da iniciativa é rastrear pessoas em vez de animais, coletando dados sobre aqueles que entram no perímetro e enviando alertas aos guardas do parque quando uma atividade incomum é detectada.

Atualmente, os rinocerontes brancos estão quase no status de ameaçados, enquanto os rinocerontes-negros já são classificados como ameaçados de extinção, com apenas pouco mais de 5 mil membros da espécie vivos, segundo a World Wildlife Foundation (WWF).

A África do Sul abriga a maioria dos rinocerontes do mundo, que estão sob ameaça constante de caçadores. Os criminosos removem seus chifres e os vendem no mercado paralelo por preços mais altos que o ouro.

O chifre de rinoceronte é procurado por aqueles que acreditam que ele tem poderes medicinais para curar doenças como câncer e ressaca, embora seja o membro seja composto em grande parte por queratina, uma proteína também encontrada nos cabelos e unhas.

O projeto de proteção já foi lançado na Zâmbia, com outro equipamento já pronto para começar o monitoramento no Quênia, mas os conservacionistas por trás da tecnologia agora estão procurando novos locais para expandir mais ainda a tecnologia, com um número grande de interessados da Índia, Nova Zelândia e outros.

“Eu acredito que a tecnologia seja particularmente adequada para a África, onde o que estamos procurando é salvar rinocerontes, elefantes, leões e pangolins, e todas as demais espécies ameaçadas”, disse Bruce Watson, conservacionista e executivo do grupo da Aliança Cisco com a Dimensiona Data.

“Existem cerca de 7 mil espécies ameaçadas em todo o mundo, mas o que vamos fazer agora é pegar a solução e movê-la para a Índia”, afirma Watson.

“Recebemos dois pedidos de parques de proteção aos tigres na Índia, solicitações na para a Ásia, e até tivemos requisições de uma baía na Nova Zelândia para proteger raias, baleias e tubarões.

“Fomos contatados por um parque em Montana nos EUA, que será um imenso parque de pradarias, provavelmente uma das maiores reservas do mundo, para colocar nossa solução tecnológica contra a caça lá também”.

“E depois vamos levar nossa descoberta para a América do Sul, para proteger onças e leões da montanha”.

O projeto tem sido um enorme sucesso para na área de conservação e proteção até agora, não tendo perdido um rinoceronte para a caça desde janeiro de 2017. Em seus dois primeiros anos de operação, a tecnologia conseguiu reduzir a caça na reserva em 96%.

Nacionalmente, a África do Sul também registrou queda na caça, com 508 rinocerontes mortos nos primeiros oito meses de 2018, uma redução de 26% em relação ao mesmo período de 2017.

Além da expansão para proteger outras espécies, a Connected Conservation também está explorando novas soluções para aprimorar seu próprio trabalho, usando aprendizado de máquina (termo original: machine learning), inteligência artificial e sensores mais sofisticados.

“A solução proativa está criando um refúgio seguro para os animais andarem livremente e protegendo a terra contra pessoas mau intencionadas, que fazem parte da fraternidade da caça”, continuou Watson.

“O número de incursões diminuiu de forma acentuada – o número de tiros disparados, o número de cercas de arame cortada em pontos de entrada, todos foram reduzidos.”

No entanto, o conservacionista alertou que os caçadores estão continuamente tentando truques alternativos para entrar na reserva protegida com a nova tecnologia.

“Muitas vezes o que eles fazem é rastejar por uma estrada, por exemplo, usando os cotovelos e joelhos, então você não pode pegar os rastros de sapatos ou pés para interceptar esse estratagema”, disse ele.

“Às vezes eles colocam seus sapatos no sentido errado, então parece que eles estão saindo da reserva, em vez de entrar na reserva.

“Os caçadores também colocam uma garrafa plástica nos pés, para que o sistema pense que é apenas um pequeno antílope cruzando a estrada.”

Watson elogiou o Reino Unido e a família real por sua ajuda sobre o assunto, depois de participar da Conferência sobre o Comércio Ilegal da Vida Selvagem em Londres, no ano passado, com o ministro responsável pelo combate ao tráfico internacional de animais, Mark Field.

Estudo revela que aumento da ocupação humana está causando uma rápida queda na vida selvagem

A invasão de pessoas esta ameaçando um dos ecossistemas mais importantes da África, a crescente ocupação humana tem “espremido a vida selvagem em seu âmago”, prejudicando habitats e interrompendo rotas migratórias de animais, concluiu um amplo estudo internacional.

Áreas de fronteira na região de Serengeti-Mara, na África Oriental, tiveram um aumento de 400% na população humana na última década, enquanto mais de três quartos das populações de algumas das espécies de animais migratórios de porte maior, como gnus, zebras e gazelas, foram “empurrados pra fora de seus lares”, conforme informações reveladas pelos cientistas, após a análise de 40 anos de dados.

Apesar de ser um dos ecossistemas mais protegidos da Terra, a invasão de pessoas e animais de criação (fazendas de bois e vacas) ao redor de Serengeti e Masai Mara gerou um impacto negativo sobre as plantas, animais selvagens e solo, de acordo com informações do jornal Independent.

Isso ocorreu de duas maneiras principais, segundo as descobertas apontadas pelo estudo. Em primeiro lugar, as áreas protegidas ou “zonas de amortecimento”, onde mais bois, vacas e demais animais de criação estão sendo mantidos, tem deixado cada vez menos capim para gnus, zebras e gazelas pastarem.

Em segundo lugar, a presença de pessoas e animais de criação também reduziu a frequência de incêndios naturais, o que, por sua vez, afeta a variedade de vegetação, alterando as oportunidades de pastoreio (alimentação) para animais selvagens no coração das áreas protegidas.

No artigo sobre o estudo, os autores afirmaram que os impactos estavam se espalhando pela cadeia alimentar em efeito dominó.

Os animais foram forçados a ingerir plantas menos palatáveis e, portanto, as interações benéficas entre as plantas e os microrganismos que permitiam o florescimento do ecossistema estavam sendo alteradas. Ou seja, comendo menos nutrientes, ao devolvê-los à natureza por meio de seu ciclo orgânico, o florescimento de novas plantas também foi prejudicado.

“Há uma necessidade urgente de repensar a maneira como administramos os limites das áreas protegidas para conservar a biodiversidade”, disse o principal autor do estudo, Dr. Michiel Veldhuis, da Universidade de Groningen. “O futuro de uma das áreas protegidas mais importantes do mundo e suas populações humanas associadas, podem depender disso”.

Os efeitos podem acabar tornando o ecossistema potencialmente menos resistente a choques futuros, como a seca ou outras mudanças climáticas, alertaram os cientistas.

Eles também recomendaram a consideração de estratégias alternativas para manter a coexistência e a subsistência das populações locais e da vida selvagem nos territórios ao redor das áreas protegidas.

“A atual estratégia de expansão dos limites pode ser um grande risco tanto para as pessoas como para a vida selvagem”, disseram eles.

Outra integrante da equipe, Dra. Kate Parr, da Universidade de Liverpool, disse: “Nossos resultados mostram que não podemos confiar na extensão das áreas protegidas para conservar a biodiversidade, os impactos humanos são profundos e ameaçam até mesmo nossas reservas mais emblemáticas”.

Simon Mduma, diretor do Instituto de Pesquisa sobre a Vida Selvagem do governo da Tanzânia, acrescentou: “Esses resultados chegam na hora certa, pois o governo da Tanzânia está tomando agora medidas importantes para lidar com essas questões de fronteira em nível nacional. Este documento fornece evidências científicas fundamentais sobre as consequências de longo alcance das crescentes pressões humanas em torno do ecossistema, informações que são urgentemente necessárias para que políticos e legisladores possam agir”

Traficante é preso com mais de 40 partes de animais ameaçados

Foto: DNP/Facebook

Foto: DNP/Facebook

Um esforço de colaboração conjunta entre a força-tarefa Phaya Sua dos Parques Nacionais, Departamento de Conservação da Vida Selvagem e Meio Ambiente (DNP, na sigla em inglês), polícia e oficiais do distrito de Ratchaburi Suan Phueng, resultou na prisão, terça-feira última (28), de um traficante que usava a internet para vender partes de espécies protegidas online para o mundo todo.

Em um post feito na página da DNP no Facebook, o departamento revelou que 23 pedaços de pele de leopardo-nebuloso (Neofelis nebulosa),13 pedaços de pele de gato-bravo-dourado-da-asia (Catopuma temminckii), nove pedaços de pele de leopardo-asiático (Prionailurus bengalensis), e dois pedaços de chifre de cervos-latidores (Muntiacus muntjak) estavam entre os itens apreendidos na operação.

De acordo com o jornal The Nation, o criminoso, Adul Matleuang, foi preso depois que policiais conseguiram e executaram um mandado de busca e apreensão para sua residência localizada em Tambon Tha Keuy. Suas atividades ja estavam sendo rastreadas há meses segundo as autoridades.

Foto: DNP/Facebook

Foto: DNP/Facebook

O departamento estimou que o “custo monetário do prejuízo causado à vida selvagem” recuperado na casa de Matleuang totalizaria em torno de 408.700 bahts tailandeses que se converteu em pouco mais de 12 mil dólares.

Matleuang foi detido e levado para a delegacia de Suan Phueng e responderá por crime contra a vida selvagem e tráfico de animais protegidos.

Incêndio em centro de proteção à vida selvagem mata tartarugas gigantes, suricatos e morcegos

Twitter/Staffordshire Fire Service

Twitter/Staffordshire Fire Service

Três tartarugas gigantes, um suricato e uma colônia de quinze morcegos frugívoros tiveram as mortes confirmadas no incêndio ocorrido segunda (25) pela manhã em um centro de proteção à vida selvagem na Inglaterra.

Os animais, do Gentleshaw Wildlife Center em Eccleshall, Staffordshire, estavam em um recinto já consumido pelas chamas quando os bombeiros chegaram, segundo informações da BBC.

O santuário é o lar de mais de 30 espécies diferentes de animais exóticos e aves de rapina, incluindo espécies raras de corujas-das neves e macacos-de-rabo-de-toco.

O incêndio também afetou os cabos de energia, cortando a eletricidade de propriedades vizinhas.

O corpo de bombeiros afirmou acreditar que o incêndio no pequeno santuário foi iniciado por acidente.

Relembrando Basil

Um porta-voz da equipe dos bombeiros disse acreditar que o fogo tenha sido causado por um defeito no equipamento de aquecimento usado nas acomodações das tartarugas gigantes, provavelmente um curto-circuito nos fios deu inicio a tragédia.

Jenny Morgan, dona do centro, estava em luto. Ela declarou que a equipe toda do centro esta severamente abalada pelo ocorrido e pelas perdas sofridas.

Visivelmente abalada ao se lembrar de “Basil”, falecido no incêndio, Jane o descreveu como “o suricato mais doce que poderia existir”. Basil tinha entre 10 e 12 anos e vivia no centro há 7 anos.

“Sybil, sua esposa, está bem”, disse ela.

Recomeço

“Ela era mais sensível que Basil e correu pra fora”, conta Jane.

“Os veterinários a examinaram, ela esta bem de saúde, mas ainda está um pouco abalada. Nossa prioridade agora é ela, reconstruir o que foi perdido e depois encontrar um novo companheiro para ela.”

Os bombeiros foram chamados por alguém que viu as chamas da estrada principal e ligou para a emergência imediatamente.

A responsável expressou o agradecimento de toda a equipe do centro à pessoa que chamou os bombeiros assim que notou o fogo, “se o incêndio tivesse durado por mais tempo, poderia ter sido muito pior”, disse ela.

Segundo Jane, o centro permanecerá fechado e espera reabrir assim que as manutenções necessárias forem efetuadas

Governo Trump pede corte de fundos para proteção ambiental e de espécies ameaçadas

Foto: Pixabay

O orçamento proposto é sem precedentes e prevê o corte de 2 bilhões de dólares (quase 8 bilhões de reais) para o Departamento do Interior e de 2,8 bilhões (cerca de 11 bilhõesde reais) para a Agência de Proteção Ambiental. Em contrapartida, pede a adição de 8,6 bilhões de dólares (aproximadamente 33 bilhões de reais) para a construção do muro na fronteira com o México.

“O orçamento de Trump é uma piada repulsiva e sem coração”, disse Brett Hartl, diretor de assuntos governamentais do Centro para a Diversidade Biológica.

“Essa proposta ambientalmente devastadora mostra que o governo de Trump é composto apenas por interesses especiais, geridos por interesses especiais, em benefício de interesses especiais. Isso permitiria que animais em perigo fossem extintos.”

O financiamento para incluir animais silvestres e plantas à lista de espécies ameaçadas seria reduzido em quase 50% para 11 milhões de dólares (cerca de 42 milhões de reais) por ano por ano, enquanto o Fish and Wildlife Service teria um corte geral de 267 milhões de dólares (cerca de 1 bilhão de reais).

No mês passado, mais de 215 grupos convocou o Congresso a aumentar o orçamento para conservação de espécies ameaçadas de extinção de cerca de 252 milhões de dólares (cerca de 950 milhões de reais) para 486 milhões de dólares (quase 2 bilhões de reais). O aumento garantiria que todas as espécies ameaçadas receberiam um nível básico de financiamento para sua recuperação e englobaria o acúmulo de 500 espécies que ainda precisam analisar se devem ou não ser protegidas pela Lei de Espécies Ameaçadas.

“A Lei de Espécies Ameaçadas de Extinção continua a ser a lei mais eficaz do mundo para acabar com a extinção, mas o orçamento do governo impediria os cientistas de conservação de salvar a vida selvagem à beira do abismo”, disse Hartl.

“O comportamento escandaloso da EPA está ignorando a ameaça do PFAS, e outros produtos químicos tóxicos em nosso ambiente simplesmente farão parte do curso se este orçamento fosse promulgado”, disse Hartl. “Em vez de cortes maciços, devemos aumentar drasticamente o financiamento da EPA para proteger a saúde humana e a vida selvagem de todas as formas de poluição tóxica.” As informações são do World Animal News.

Outras medidas

O governo Trump parece estar decidido em acabar com a vida selvagem do país.

No início deste mês, o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA anunciou os planos para retirar os lobos-cinzentos da Lei de Espécies Ameaçadas.

“Esta proposta repugnante seria uma sentença de morte para os lobos cinzentos em todo o país”, disse Collette Adkins, advogado sênior do Centro de Diversidade Biológica.

O fim da proteção dos lobos-cinzentos na região dos Grandes Lagos já havia sido feita em 2011, o que permitiu a caça de troféus e as temporadas de captura em Minnesota, Wisconsin e Michigan, mas as cortes restauraram as proteções em 2014.

“Os tribunais têm repetidamente criticado o Serviço de Pesca e Vida Selvagem por remover prematuramente as proteções dos lobos, mas a agência agora voltou com seu esquema mais notório”, continuou Adkins.

“A indústria pecuária e os caçadores de troféus querem os lobos mortos, mas vamos garantir que os órgãos federais cumpram sua obrigação de restaurar a população de lobos em todo o país”.

Refúgios da vida selvagem salvam 13 espécies de mamíferos australianos da extinção

Bilbies mamíferos australianos ameaçados de extinção | Foto: Bruce Thomson

Bilbies mamíferos australianos ameaçados de extinção | Foto: Bruce Thomson

Os proprietários de gatos estão sendo encorajados a manter seus animais domésticos dentro de casa, o motivo é recente descoberta dos pesquisadores australianos de que 13 dos mamíferos nativos do país, existem atualmente apenas em áreas protegidas devido à introdução de predadores no ecossistema.

O Centro de Recuperação de Espécies Ameaçadas, um grupo que conta com a colaboração de cientistas de 10 das principais universidades australianas, vem realizando uma auditoria dos refúgios de conservação de animais no país.

Eles descobriram 13 espécies que agora só existem dentro desses locais protegidos, incluindo as espécies de roedores “eastern barred bandicoot”, bandicoot-listado-oriental e o “greater stick nest rat”, rato de ninho de pau (ambos endêmicos da Austrália).

A professora Sarah Legge, da Universidade de Queensland, disse que a principal causa da morte das espécies têm sido a caça protagonizada por gatos e raposas.

“Todas essas 13 espécies estão presentes nas ilhas, e oito delas também habitam em áreas cercadas e protegidas dentro no continente”, disse a professora Legge.

“Precisamos resolver esse problema, porque isso têm devastado a ecologia deste país”, alerta ela.

“Refúgios e centros de proteção são a forma mais extrema de intervenção, mas há uma variedade de espécies que se beneficiam disso quando você reduz a ação de gatos e raposas com propostas simples de proteção e isolamento”.

Atualmente existem cerca de 101 refúgios protegidos que estão em quarentena, livres de predadores introduzidos, com uma área total de mais de dois mil quilômetros quadrados.

Há também dezessete refúgios cercados no continente australiano, cobrindo 346 quilômetros quadrados.

Nas áreas de proteção localizadas nos continentes, a principal ameaça são os gatos.

“Não temos como impedir os gatos de atacar, eles agem por instinto e a única opção é isolar os roedores ameaçados”, disse a professora Legge.

Ela alega que nas áreas selvagens onde também há refúgios, os gatos são selvagens mas as quantidades são menores o que mantem o ecossistema em equilíbrio.

Mas os gatos domésticos podem causar grandes danos a essas espécies quando saem da casa de seus tutores para “dar voltas” pela rua.

Sarah Legge explica que em sua visão gatos mantidos seguros em casa ajudam a todos, inclusive a eles mesmos, pois correm menos riscos de atropelamento e de ficarem expostos a outros acidentes com os demais animais, incluindo cães, enquanto estão fora de casa.

“Muitas pesquisas apontam que manter seu gato em casa é muito mais seguro do que permitir que ele saia para a rua”, reflete a professora.

“Gatos que saem podem se envolver em brigas, correm o risco de se perder, por isso, contanto que você ofereça um ambiente comportamentalmente rico (com diversões estimulantes do ponto de vista cognitivo) em ambientes fechados, é muito melhor para o seu gato”.

O Dr. Michael Bode, da Universidade de Tecnologia de Queensland, lembra que é preciso haver colaboração e coordenação em nível nacional nos refúgios de proteção para prevenir futuras extinções de mamíferos.

“Agora sabemos onde precisam existir novos refúgios e, com apenas 12 novos desses centros, podemos proteger todas as espécies ameaçadas de mamíferos vulneráveis à predação por gatos e raposas”, diz ele.

“Mas a longo prazo, precisamos encontrar formas de reduzir os impactos de raposas e gatos em toda a Austrália, para que possamos restaurar nossos mamíferos nativos às paisagens de origens deles em larga escala”, declara o dr. Michael.

“Até lá, os refúgios livres de gatos e as raposas são fundamentais na prevenção de extinções dessas espécies”, conclui ele.

Em Queensland, os pesquisadores da UQ (Universidade de Queensland) estão tentando recuperar populações de bilby (marsupial endêmico da Austrália) no Parque Nacional Currawinya, um refúgio especialmente vedado e à prova de predadores no longínquo sudoeste de Queensland.

Pesquisadores dizem que os bilbys são altamente adaptáveis e quando a ameaça predatória de raposas e gatos é isolada, suas populações crescem rapidamente em função de seus ciclos curtos de reprodução.

Gigantes da internet se unem para proteger a vida selvagem

Foto: Coalition to End Wildlife Trafficking Online/WWF

Foto: Coalition to End Wildlife Trafficking Online/WWF

O aniversário de um ano (6 de março) da Coalizão pelo Fim do Tráfico da Vida Selvagem Online, apelidada apenas de “Coalizão”, foi comemorado na China esta semana durante um evento com o tema “Protegendo a Vida Selvagem com a Tecnologia”. A Coalizão é uma parceria inovadora de algumas das principais empresas online e de tecnologia do mundo, formada em março de 2018 e unidas com ajuda da TRAFFIC, WWF e IFAW.

Um total de 32 empresas de internet da China e de outros países participaram do evento ao lado de representantes do governo chinês e autoridades mundiais no assunto, incluindo o secretário geral do CITES1, a delegação da União Europeia, embaixadas do Reino Unido e EUA, GIZ, universidades e ONGs além dos representantes dos departamentos chineses de Administração Nacional de Florestas e Pastagens (NFGA), Combate ao Contrabando da Administração Geral de Alfândega (GACC), da Agência Nacional de Polícia Florestal e dos gabinetes da Comissão Central de Assuntos do Ciberespaço, e Supervisão do Mercado e de Pesca.

O evento foi uma oportunidade para avaliar o desempenho e os impactos alcançados pela Coalizão até o momento. Os participantes também discutiram como as empresas globais de comércio eletrônico, tecnologia e mídias sociais efetivamente previnem e combatem o comércio de animais selvagens em seus canais.

Enquanto isso, outras oito empresas de internet se juntaram ao grupo no compromisso de reduzir o comércio de vida selvagem em suas plataformas, implementando planos de ação individuais.

Crimes contra a vida selvagem figuram entre os crimes organizados internacionais mais sérios, perigosos e prejudiciais, assim como o tráfico humano, tráfico de drogas e venda ilegal de armas.

Nos últimos anos, o comércio de animais selvagens migrou gradualmente dos mercados offline para as plataformas online, facilitando as transações clandestinas. A internet permitiu o comércio rápido, conveniente e anônimo da vida selvagem, criando desafios consideráveis para empresas de comércio eletrônico, plataformas de mídia social e agências responsáveis pela aplicação da lei.

Com o objetivo da Coalizão de reduzir em 80% o comércio online da vida selvagem até 2020, as empresas associadas ao grupo têm auxiliado ativamente na aplicação da lei, explorado novas tecnologias para detectar e eliminar informações comerciais ligadas a esse tipo de crime e participado da coordenação mecanismos entre as agências envolvidas. Aumentar a conscientização sobre a importância da conservação da vida selvagem, do consumo sustentável e da rejeição de produtos oriundos desse comércio também é um componente crucial.

As experiências foram compartilhadas por membros novos e antigos. O Sina Weibo, como novo membro, apresentou o conteúdo “Como proteger a vida selvagem pelas mídias sociais” – uma abordagem inovadora que envolve o uso de plataformas online para reduzir a demanda por produtos de marfim entre os consumidores chineses, destacando a vantagem que as mídias sociais possuem em aumentar a conscientização pública e mudar o comportamento do consumidor.

Durante este evento, a TRAFFIC apresentou as principais descobertas do recém publicado estudo “Tendências do Cibercrime da Vida Selvagem na China: Resultados do Monitoramento Online 2017-2018”, que indica que o número médio mensal de novos anúncios de produtos da vida selvagem diminuiu 73% em comparação com 2012-2016.

Essas descobertas fornecem referências importantes para entender a atual natureza do cibercrime envolvendo a vida selvagem na China e ajudam a melhorar a capacidade das empresas de internet de combater o cibercrime da vida selvagem. Além disso, a TRAFFIC, juntamente com o WWF e o IFAW, divulgou o Plano de Ação Global contra o Cybercrime da Vida Selvagem, que fornece orientação sistemática para o trabalho futuro dos membros.

Steven Broad, diretor executivo da TRAFFIC International afirma que a Coalizão tem o poder de facilitar de forma sólida que empresas associadas ao grupo a cumpram a lei do comércio eletrônico, incluindo o fortalecimento de sua gestão de vendedores e usuários.

“A TRAFFIC fornecerá conhecimentos e recursos para ajudar a facilitar a coalizão com os parceiros WWF e IFAW, apoiando membros atuais e potenciais, o governo, o público e demais ONGs envolvidas, nosso objetivo comum é a conservação e proteção da biodiversidade”, conclui ele.

Governo da Malásia adota postura rígida contra o tráfico de animais selvagens nas mídias sociais

Traficantes tem usado as redes sociais para comercializar animais selvagens | Foto: Wildlife Trade/Twitter

Traficantes tem usado as redes sociais para comercializar animais selvagens | Foto: Wildlife Trade/Twitter

O governo do Sabá na Malásia têm encarado com seriedade e preocupação o tráfico ilegal da vida selvagem, incluindo a venda de carnes exóticas, que tem ocorrido por meio das mídias sociais.

O ministro assistente do departamento de turismo, cultura e meio ambiente de Sabá, Assaffal P. Alian, disse que para tratar da questão, o departamento da vida selvagem de Sabá adotará uma postura agressiva e vai impor ação direta e penalidades apropriadas para coibir ações desse tipo e indivíduos considerados culpados por estarem envolvidos em tais atividades.

“Fortalecer as leis, impor penalidades duras, são nossas metas para que os criminosos não tenham escolha e acima de tudo fazer com que a lei seja aplicada com firmeza a esses infratores”, disse ele quando foi recebida por repórteres depois de oficializar o Departamento de Estado da Vida Selvagem.

Assaffal estava representando a vice-ministra-chefe do departamento de turismo, cultura e meio ambiente, Datuk Christina Liew.

Segundo Assaffal, o governo ainda não tem como impedir transações on-line relacionadas à vida selvagem, mas admite a necessidade de procurar aconselhamento, leis específicas e regulamentos regionais que devem ser impostos e seguidos.

Como atrair a vida selvagem de volta para as grandes cidades

Falcão peregrino — Foto: Greg Hume/Arquivo

Projetos de “renaturalização” urbana estão atraindo a vida selvagem de volta às grandes cidades – seja criando prados para borboletas ou construindo ninhos para aves de rapina.

O movimentado West End no centro de Londres não parece ser o local mais provável para se ver um dos pássaros mais raros do Reino Unido. Há apenas cerca de 20 a 40 casais reprodutores de rabirruivo-preto no país. Mas nos últimos anos, este passarinho raro começou a construir seu ninho nesta região agitada da cidade – e não foi introduzido artificialmente.

Crueldade ou preservação? Zoológicos e aquários dividem a opinião de especialistas
O rabirruivo-preto não é a única espécie inesperada da fauna selvagem que está vivendo em paisagens urbanas conhecidas. A população de mariposas, borboletas, pica-paus e até mesmo morcegos, que costumam ser encontrados em pastagens rurais, também tem aumentado nesta parte de Londres.

É uma tendência que ganha cada vez mais força em todo o mundo. Em Nova York, os falcões-peregrinos – que foram quase extintos nos EUA – agora podem ser vistos regularmente, a uma velocidade vertiginosa, por arranha-céus de toda a cidade.

Essas mudanças são resultado de esforços crescentes para transformar áreas urbanas hostis a espécies selvagens em habitats acolhedores que permitam a convivência harmônica com os habitantes da cidade. Uma nova iniciativa inclui até mesmo instalar colmeias dentro de escritórios.

Você não precisa reformular completamente a estrutura de uma cidade para conseguir isso, diz Emily Woodason, arquiteta paisagista da empresa de design e planejamento Arup.

Às vezes, criar “bolsões de vegetação” é suficiente para atrair a vida selvagem para determinada área. O projeto Wild West End, que envolve seis dos maiores proprietários de terras de Londres, está tentando criar 100 metros quadrados de espaços verdes a cada 100 metros.

“É um objetivo ambicioso”, diz Woodason. “Em última análise, o objetivo é criar um corredor verde entre os parques de Londres.”

Além de planejar mais áreas verdes, muitos proprietários estão optando por reformar os edifícios existentes com paredes ou telhados cobertos por vegetação. Até agora, parece estar funcionando. Desde a primeira análise da vida selvagem, realizada há dois anos, várias espécies retornaram à região, incluindo o rabirruivo-preto.

“Um dos espaços criados talvez inclua pilhas de pedra e pedaços de troncos de árvores, que são ótimos para atrair diferentes insetos e permitir uma colonização mais natural das espécies ao longo do tempo”, destaca Woodason.

“Essas condições são perfeitas para esse tipo de ave.”

Atrair espécies raras de volta às cidades não é apenas algo “bacana de se fazer”, embora certamente torne a vida urbana mais diversificada e interessante. Algumas espécies atraídas por esses programas são consideradas essenciais para a segurança alimentar – os insetos polinizadores, por exemplo, como abelhas e borboletas. E suas populações estão despencando globalmente.

“Percebemos que planejamento urbano, desenvolvimento, arquitetura e desenho industrial são todos cúmplices na eliminação de outras espécies no planeta”, diz Mitchell Joachim, diretor e cofundador da Terreform, empresa de planejamento ecológico e arquitetura.

“Sou absolutamente apaixonado por tentar restaurar esses habitats nas cidades e incutir isso na maneira como planejamos nossos edifícios.”

Às vezes isso significa planejar um prado vertical de oito andares nas paredes de um prédio de escritórios em Manhattan. As borboletas-monarcas são nativas da América do Norte, mas vêm desaparecendo rapidamente desde os anos 1980, devido à destruição generalizada da asclépia, planta que é essencial para sua reprodução.

“A asclépia é uma espécie altamente invasiva, os seres humanos não gostam disso – pode causar erupções na pele ou tomar conta do gramado”, diz Mitchell.

Construir um espaço para as borboletas-monarcas nos prédios é parte de um esforço para reduzir seu declínio vertiginoso.

“É um santuário para as borboletas-monarcas, para elas procriarem, com viveiros de lagartas e áreas para crisálidas e borboletas adultas”, diz Joachim. “Elas moram lá por algumas semanas e depois são libertadas.”

Para haver um impacto real na população de borboletas-monarcas, será necessário mais de um santuário. O mais importante a fazer é restaurar o habitat natural da espécie – dentro e fora da cidade, ao longo de sua rota de migração para o México – proporcionando mais asclépias, principalmente.

Nas cidades, o terraço dos prédios é o lugar óbvio para começar o cultivo de asclépias. Um jardim deste tipo está planejado para ser instalado no topo do edifício do “santuário” de borboletas – para receber os insetos quando forem soltos ao ar livre. Mas isso é algo que todo mundo que é dono ou aluga um imóvel pode fazer, não apenas os proprietários de grandes edifícios.

Para surtir efeito no longo prazo, as pessoas precisam dar menos importância ao aspecto de seus gramados e jardins e deixar as asclépias intactas.

Às vezes a vida selvagem volta a uma cidade não porque as pessoas criam um espaço destinado a ela, mas porque algo que era tóxico para as espécies não existe mais.

O pesticida DDT, originalmente aclamado, foi amplamente utilizado na agricultura a partir da década de 1940. Apenas décadas depois foi descoberto que era altamente tóxico para muitas espécies, incluindo os seres humanos, e a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA, na sigla em inglês) proibiu a substância em 1972.

Entre os mais afetados, estavam as aves de rapina, uma vez que a toxina se acumulava ao longo da cadeia alimentar. A população americana de falcões-peregrinos, a ave de rapina mais rápida do mundo, foi dizimada e, em 1970, estava à beira da extinção.

Um grupo de cientistas criou uma iniciativa de conservação chamada Peregrine Fund, para tentar criar exemplares da espécie em cativeiro até poderem ser soltos na natureza. Um dos lugares em que os falcões-peregrinos prosperaram acabou se revelando um tanto inesperado.

“Eles começaram a experimentar soltar falcões-peregrinos nas cidades”, diz Erin Katzner, diretora de engajamento global do Peregrine Fund.

“Não só funcionou, como funcionou muito bem.”

Os arranha-céus ofereciam um habitat familiar às aves – lugares altos, com “penhascos” e espaço para fazer o ninho longe de predadores em potencial, como guaxinins ou raposas.

Os cientistas trabalharam com proprietários de edifícios na criação de parapeitos para as aves se aninharem. Pombos e aves migratórias forneciam comida abundante. E, com o declínio da contaminação da cadeia alimentar por DDT, a população de falcões-peregrinos nas cidades aumentou.

“Agora você pode encontrá-los em quase todas as cidades dos Estados Unidos, incluindo vários casais em Manhattan”, diz Katzner.

“Você pode estar no centro de Nova York e se deparar com falcões voando entre os arranha-céus.”

Há, inclusive, muitos registros de espécies que vivem no campo chegando às cidades por conta própria, uma vez que se tornaram um habitat tão favorável. Além de serem fascinantes de observar, as aves de rapina urbanas ajudam reduzir a presença de roedores.

Iniciativas de “renaturalização” urbana costumam apresentar benefícios em diversos níveis – espaços verdes deixam as pessoas mais felizes, ajudam a resolver problemas de drenagem da água e evitar inundações, além de proporcionar um habitat para polinizadores e outras espécies.

Mas talvez um dos seus atributos mais valiosos seja fazer com que as pessoas se sintam mais conectadas com a natureza e estejam mais conscientes de nossa relação com o meio ambiente.

No longo prazo, a ideia não é apenas construir empreendimentos ecológicos, mas mudar a mentalidade sobre o que é desenvolvimento.

Até pouco tempo, urbanização significava transformar áreas verdes em cinza, a partir do concreto, asfalto e vidro usado nas construções tradicionais. Não é de se espantar que isso acabou sendo nocivo para nosso bem-estar mental, saúde física, meio ambiente, ecossistemas e vida selvagem.

A “renaturalização” é uma maneira de reverter esse processo: priorizando plantas e animais e abrindo caminho para os benefícios à nossa saúde, bem-estar e ao ambiente urbano.

Fonte: G1