Mais de 30 golfinhos morrem na Itália por possível infecção viral

Por Rafaela Damasceno

Trinta e quatro golfinhos morreram este ano ao longo da costa da Toscana, região italiana. A maior parte das mortes foi registrada no verão – 18, dos 34 corpos, foram encontrados desde junho.

Dois golfinhos nadando no mar

Foto: Getty

A necrópsia mostrou que 8 deles não se alimentavam há dias. Os especialistas acreditam que eles sofriam de algum tipo de doença, possivelmente causada por um vírus. Eles sugerem que a doença tenha sido causada pelo morbillivirus, que pode matar golfinhos e baleias-piloto.

O vírus afeta os pulmões e cérebros dos golfinhos, causando problemas respiratórios e lesões na pele. Os especialistas ainda não sabem se ele teria sido levado até o mar pela poluição ou por outros fatores relacionados aos seres humanos – houve um surto do vírus na costa da Toscana, em 2013.

Pesquisas estão sendo realizadas nos corpos para tentar chegar a alguma conclusão. Os especialistas estão procurando por sinais de ingestão de plástico, que pode ter obstruído o intestino dos animais, e realizarão testes de toxicologia nos órgãos.

As mortes são ainda mais preocupantes porque ocorreram no mar Tirreno, que constitui um santuário para os cetáceos. Os cientistas esperam ter resultados em suas pesquisas até o final de agosto, para que possam entender o que está causando as mortes.


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Cachorrinha leva seu brinquedo favorito para a mãe toda vez que ela fica doente

Foto: Valuable Stories

Foto: Valuable Stories

Quando Dobby se juntou a sua família ela era apenas um filhote, isso foi há três anos atrás, e seus pais e irmãos estavam muito animados e felizes em tê-la ao lado deles.

A cachorrinha foi recebida com extrema alegria em sua família e eles imediatamente se apaixonaram por ela. Mas apenas dois dias depois de chegar em sua nova casa, Dobby ficou muito doente.

Depois de levá-la ao veterinário, a nova família de Dobby ficou totalmente arrasada ao descobrir que ela tinha parvovírus (responsável pela parvovirose). O parvovírus é um vírus muito contagioso e muito agressivo que afeta os filhotes. E é comum em cães que vêm de “fábricas” de filhotes de lojas de animais. Na maioria das vezes os animais contaminados acabam morrendo.

Foto: Valuable Stories

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A família de Dobby já a amava muito, mesmo em pouco tempo de convivência – foram apenas alguns dias conhecendo-a. E eles se recusaram a desistir da pequena cadelinha doente.

“Foi realmente assustador ver como ela era pequena, apenas 6 libras”, disse Shannon Coppa, mãe de Dobby. “O veterinário disse que tinha uma pequena chance dela sobreviver e isso apenas se ela ficasse internada no hospital veterinário e, honestamente, ele a avisou que seria melhor se a levássemos para casa e passássemos o tempo que nos restava juntos. Então ela realmente teria uma chance maior de ter amor em casa do que em um canil isolado no veterinário”.

Foto: Valuable Stories

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Durante cinco dias, o casal sentou-se no quarto com Dobby, fazendo tudo o que podiam para deixar a cachorrinha o mais feliz e confortável possível em sua casa.

Enquanto lutava contra o vírus, seus pais decidiram comprar um brinquedo especial para ela manter em sua companhia em sua sala de quarentena: um coelhinho rosa de pelúcia.

A partir do momento em que pôs os olhos no coelho, Dobby o adorou do fundo do seu coração.

Os dias se passaram e a cachorrinha se recuperou totalmente e estava bem e saudável.

Foto: Valuable Stories

Foto: Valuable Stories

Um dia, a tutora de Dobby sofreu uma terrível enxaqueca e ficou em casa para se recuperar. Percebendo que sua mãe não estava bem, Dobby pegou o coelhinho de pelúcia rosa e se deitou ao lado de sua mãe no sofá, quietinha.

Ela imaginou que seu coelho rosa poderia ajudar sua mãe a se recuperar assim como aconteceu com ela mesma.

Agora, sempre que alguém da sua família está doente, Dobby leva seu coelho especial para perto da pessoa. É muito amor.

É puro amor, na verdade. Assim são os animais. Seres sencientes, capazes de amar, sofrer, e entender o mundo ao seu redor. Essas criaturas especiais aguardam por lares em ONGs e abrigos pelo mundo todo.

Adote um cão e descubra a alegria incomparável de conhecer o amor incondicional.

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Gatinho em situação de rua invade diariamente casa durante a noite até que é pego em flagrante

Foto: Johanna King

Foto: Johanna King

Na primeira noite em que Johanna King percebeu que havia um intruso invadindo a casa dela em Long Island, Nova York (EUA), ninguém o viu. O marido ouviu um barulho na cozinha no meio da madrugada uma noite dessas e foi verificar o que era, mas quando chegou lá, o intruso já estava escapando pela porta do cachorro (abertura móvel na porta pela qual só passa um animal). O marido de Johanna achou que poderia ser uma raposa, por mais estranho que isso parecesse, e voltou para a cama.

Mas Johana não acreditou na história de seu marido de início – mas depois ela se lembrou de que tinha comprado muito mais comida de gato do que o habitual ultimamente, o que era estranho porque seu único gato não comeu tanto assim para causar esse déficit.

Ela começou a se perguntar se realmente poderia haver alguma verdade na história de intruso contada por seu marido, e decidiu montar uma câmera na cozinha para que os dois pudessem acompanhar o que estava acontecendo no andar de baixo enquanto dormiam, só por precaução.

Câmeras de segurança pegam o "gatinho intruso" em ação | Foto: Johanna King

Câmeras de segurança pegam o “gatinho intruso” em ação | Foto: Johanna King

E foi assim que o casal descobriu que havia um gato invadindo sorrateiramente sua casa a cada noite, todas as noites.

Johana ficou absolutamente perplexa com essa descoberta. Ela achava que seus cães e gatos teriam uma reação mais forte e dariam algum alarme se um animal estranho passeasse pela casa deles, mas, além de uma briga inicial que não durou muito, os animais residentes acabaram parecendo aceitar que o gato intruso morava lá agora também. O gato também parecia quase idêntico ao gato que vivia com a família, então, na verdade, ele se misturou ao pessoal da casa.

“Meus cães foram inúteis neste processo”, disse Johana ao The Dodo. “Não tenho certeza se é porque esse gato se parece com meu gato, ou porque esse gato já entrou na casa como se fosse o dono do lugar. É possível dizer isso desde a primeira vez que o peguei na câmera, ele estava confiante e conhecia o layout inteiro da casa. Ele andava como se fosse dono do lugar!”.

Câmeras de segurança pegam o "gatinho intruso" em ação | Foto: Johanna King

Câmeras de segurança pegam o “gatinho intruso” em ação | Foto: Johanna King

Johana começou a assistir o gato intruso na câmera todas as noites, e ficou francamente impressionada com o quão corajoso ele era. O gatinho não parecia se importar com o fato de que aquela não era sua casa – ele se sentia bastante confortável a cada vez que passava por ali, apreciando completamente cada uma de suas estadias.

“Quando o vi pela primeira vez na câmera, ele dormiu na minha mesa de jantar por cerca de 20 minutos”, disse King. “Meu gato andou bem debaixo dele e nem percebeu! Ele entrava pela porta do cachorro, passeava um pouco e ia até a lavanderia, onde fica a comida de gato. Então terminava seu tour com uma soneca em cima da mesa! Eu também o peguei brincando na minha pia, derrubando louça e andando por todo o meu sofá!”.

Com o passar do tempo, o gato intruso só ficou mais descarado, e até começou a passar na casa enquanto o casal ainda estava acordado.

Câmeras de segurança pegam o "gatinho intruso" em ação | Foto: Johanna King

Câmeras de segurança pegam o “gatinho intruso” em ação | Foto: Johanna King

“Algumas vezes, eu estava sentada no sofá com as luzes apagadas (e meus cães aos meus pés) e via dois enormes olhos brilhantes olhando para mim da cozinha”, disse a dona da casa.

“Então ele se virava e voltava para fora. Eu também assisti a câmera on-line enquanto estava no trabalho ou fora de casa. Era tão difícil dizer se eu estava assistindo o Gato Assaltante (como meu marido o chamava) ou meu gato!”.

Johana e seu marido finalmente decidiram que era hora de começar a pegar o gato intruso no ato. Eles montaram uma armadilha dentro da casa – e então assistiram na câmera enquanto o gato apenas caminhava direto em volta dela. Eles então tentaram montar a armadilha do lado de fora, mas parecia que o gato era esperto demais para cair em qualquer um dos seus truques. O casal finalmente se resignou ao fato de que eles nunca iriam pegar o gato, e que ele morava em sua casa agora também.

Foto: Johanna King

Foto: Johanna King

“Eu até coloquei uma toalha na mesa da minha sala de jantar, onde ele gostava de tirar uma soneca”, disse King. “Eu imaginei que se ele mesmo fosse invadir, poderia muito bem se divertir enquanto fazia isso”.

O casal manteve a armadilha montada do lado de fora, no entanto, apenas por deixar – e de alguma forma, uma noite, eles finalmente pegaram seu pequeno invasor.

“Eu deixei meus cachorros do lado de fora da casa… Meu cachorro estava obcecado com a armadilha do gato, latindo sem parar”, disse King. “Eu estranhei pois se a armadilha está lá há quase uma semana, por que de repente, só agora? Então, fui até lá e notei que o alçapão estava fechado. Estava escuro como breu, voltei para dentro e peguei uma lanterna. Eu levantei a armadilha e vi um gato!”

Foto: Johanna King

Foto: Johanna King

No início, Johana estava convencida de que o casal havia pegado seu próprio gato na armadilha, mas depois de encontrar o gato deles dormindo dentro de casa, eles perceberam que o gato intruso havia finalmente sido ‘pego em flagrante’.

Johana já tinha um grande caixote de cachorro guardado em casa, caso eles conseguissem pegar o gato, e ela o colocou dentro dele para que o gatinho não fugisse. Ela conta que ele estava perplexo e provavelmente um pouco chocado por ter sido realmente pego, mas depois de algum tempo ele começou a se apaixonar por seu novo amigo, e o gatinho até deixou que ela o acariciasse.

Ao longo de toda a aventura, King estava postando sobre o gato intruso no Facebook, e todos estavam amando suas histórias. Ela esperava que entre as diversas curtidas de todas as postagens e atualizações, alguém eventualmente se apresentasse como a família do gato, e ela poderia levá-lo de volta para eles e parar com esse hábito de invadir as casas de outras pessoas.

Foto: Johanna King

Foto: Johanna King

“Minha intenção inicial era encontrar o tutor desse gato e torná-lo ciente de que seu animal doméstico era um criminoso”, disse King.

Mas depois de interagir com ele e ver a condição em que ele estava, King tinha uma suspeita de que o gato intruso era um animal em situação de rua ou tinha sido abandonado, e estava invadindo sua casa para encontrar um pouco de conforto e amor. Ela decidiu nomeá-lo como Hunter, e esperava que ela pudesse ajudá-lo a encontrar o lar amoroso que ele merecia.

Enquanto ela inicialmente pensava em adotá-lo, depois de levá-lo ao veterinário, eles descobriram que Hunter tem FIV (feline immunodeficiency vírus) vírus da imunodeficiência felina, e portanto, não pode viver com o atual gato da família.

Hunter | Foto: Johanna King

Hunter | Foto: Johanna King

Johana está agora trabalhando com o grupo resgate em que ela é voluntária e para o qual as vezes oferece lar temporário, For Our Friends, para ajudá-lo a encontrar o lar perfeito – para que, com sorte, ele não sinta mais a necessidade de invadir a casa de ninguém.

“Acho que ele invadiu a casa certa”, disse King. “Talvez outra pessoa não estivesse tão disposta a ajudá-lo! Eu não posso mudar o mundo, mas espero ter ajudado a tornar o mundo dele um pouco melhor”, concluiu ela.

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Projeto Bugio usa mosquiteiros para proteger animais da febre amarela

O Projeto Bugio decidiu tomar providências para proteger os animais mantidos no Centro de Pesquisas Biológicas de Indaial, em Santa Catarina, após a morte de um macaco por febre amarela ter sido confirmada no estado. O projeto é mantido com recursos da Furb e da Prefeitura de Indaial.

Foto: Reprodução / Portal O Município Blumenau

As gaiolas onde vivem 51 animais receberam mosquiteiros gigantes. No local, vivem de forma permanente bugios que não têm mais condições de retornar à natureza por terem sido vítimas de acidentes.

Em Florianópolis, estão 17 primatas resgatados com suspeita de febre amarela. Exames vão confirmar se os animais estão infectados pela doença. As informações são do portal O Município Blumenau.

“Apesar de que o primeiro caso confirmado veio depois da primeira morte de uma pessoa, é muito provável que outros macacos morreram antes e não foram detectados. Nós consideramos que o vírus já está circulando. Por isso é tão importante que a população contate a vigilância epidemiológica quando vê um bugio morto”, explica o médico veterinário Julio Cesar de Souza Júnior, responsável pelo Projeto Bugio.

O bugio, no entanto, não transmite a doença e, portanto, não oferece risco às pessoas. O transmissor da doença é mosquito. Os macacos são hospedeiros, assim como os humanos, e não sobrevivem quanto são infectados.

Devido à disseminação da febre amarela e do desmatamento da Mata Atlântica, o bugio está ameaçado de extinção desde 2014. Populações inteiras foram mortas pela doença em algumas regiões brasileiras.

Foto: Alice Kienen / Portal O Município Blumenau

Estima-se que cerca de 10 mil bugios vivam em áreas de mata de Blumenau. A possibilidade do retorno do vírus, porém, coloca essa população em sério risco.

Ao encontrar um bugio morto ou doente, o indicado é alertar a vigilância epidemiológica do município. Em Blumenau, basta ligar para o número 3381-7900. Na região, o Projeto Bugio também pode ser acionado, através do telefone 3333-3878. O recomendado é não entrar em contato direto com o animal.

É importante, também, que moradores de áreas onde habitam primatas fiquem atentos ao comportamento dos animais. Caso os bugios passem a ficar mais silenciosos, deslocando-se com dificuldade ou passando muito tempo no mesmo local, especialmente no chão, é necessário avisar a vigilância epidemiológica.

“Os principais casos que chegam aqui são envolvendo atropelamentos, brigas com cães ou choque na rede elétrica. Porém, todos são examinados, pois tudo isso pode ter acontecido por ele estar doente e não conseguir reagir”, explica Souza.

girafa com protuberâncias cinzas no pescoço, assemelham-se a cascas de árvore

Girafa sofre com protuberâncias em sua pele causadas por um vírus

Uma girafa com extensas lesões que se assemelham a “cascas de árvore” foi encontrada no Parque Nacional Kruger, na África do Sul. O pescoço do animal estava coberto por estranhas protuberâncias que, na verdade, são lesões causadas pelo vírus do papiloma.

girafa com protuberâncias cinzas no pescoço, assemelham-se a cascas de árvore

Foto: Helen Olive

O vírus, que não é uma ameaça à vida, tende a afetar animais e faz com que grandes lesões como verrugas gigantes ​​se desenvolvam em seus corpos. Nas girafas, ela é transmitida de animal para animal por pássaros vermelhos que se alimentam de carrapatos em sua pele. Embora o vírus não os mate, as feridas às vezes coçam e, se persistirem, podem se abrir em feridas e infecções.

Esta girafa foi flagrada por Helen Olive, uma funcionária pública de Oxfordshire que fotografa animais selvagens há 15 anos. “Inicialmente eu não tinha certeza do que havia de errado com a girafa, pois ela estava atrás de arbustos e árvores, mas depois percebi que a girafa tinha o que parecia ser um vírus.”

O vírus do papiloma é encontrado em várias espécies, incluindo humanos, chimpanzés e coelhos, e cada deformação é altamente específica para cada espécie afetada.

A África do Sul tem uma população estimada de pouco mais de 30 mil girafas, depois que grandes esforços de conservação foram feitos para recuperar a população que foi intensamente prejudicada pela caça e por doenças.