Policial militar mata cachorro a tiro durante abordagem no Rio de Janeiro

Um policial militar matou um cachorro durante uma ação contra o tráfico de drogas em Volta Redonda (RJ), na noite de terça-feira (23). O caso aconteceu no Jardim Belmonte.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

Moradores afirmam que os agentes abordavam suspeitos quando cachorros começaram a latir dentro de uma casa. Irritados, eles teriam invadido o imóvel e matado o animal. As informações são do G1.

A Sociedade Protetora dos Animais disse que irá enviar um ofício ao comando do 28º Batalhão para solicitar explicações sobre o ocorrido. Afirmou também que está recebendo muitas mensagens de pessoas indignadas com o caso.

A polícia afirma que abordava um jovem de 23 anos, nas proximidades da residência do animal. Ainda segundo a PM, o rapaz tentou fugir, alegando ser morador, e entrou na casa. Neste momento, um dos cães teria tentado morder um policial que, em seguida, baleou o cachorro. O homem foi autuado por resistência e desacato e levado à delegacia.

Confira abaixo a nota da PM sobre o caso.

A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informa que, na noite de terça-feira (23/04), policiais militares do 28ºBPM (Volta Redonda) estavam em patrulhamento pelo bairro Jardim Belmonte, no município de Volta Redonda, quando se depararam com um homem em atitude suspeita. Ao perceber a aproximação policial, o suspeito tentou entrar em uma residência e, como os portões ficaram entreabertos, três cachorros vieram na direção dos policiais. Um dos animais tentou morder um policial e foi necessário fazer um disparo como meio de se proteger. Após resistir à abordagem, o homem foi detido e conduzido para a 93ª DP.

Denúncias de maus-tratos a animais crescem 40% em Volta Redonda (RJ)

O número de denúncias de maus-tratos a animais aumentou 40% neste ano em Volta Redonda (RJ), segundo Igor Reis, vice-presidente da Sociedade Protetora dos Animais de Volta Redonda (SPA). Para ele, os casos de maus-tratos não aumentaram e a explicação para o crescimento nas denúncias é a conscientização e indignação da população, que está registrando mais denúncias.

Reis lembrou que as denúncias devem ser feitas através da Secretaria de Meio Ambiente de Volta Redonda, pelo telefone 3339-9073, por meio do número 3350-7123, também através do aplicativo Fiscaliza VR. É importante ter provas como fotos e vídeos e acionar a Polícia Militar imediatamente após flagrar uma ação de maus-tratos. As informações são do Diário do Vale.

Foto: Pixabay

“É importante frisar que as ONGs e protetores dos animais não têm poder de polícia, ou fiscalização para agir em casos de maus tratos. Os casos devem ser denunciados nas delegacias e juntamente aos órgãos responsáveis da prefeitura de sua cidade. Se o cidadão presenciar um flagrante, a pessoa pode ligar para o 190, a Polícia Militar tem por dever agir. E em algumas cidades, como, por exemplo, Volta Redonda e Barra Mansa, possuem a Secretaria de Meio Ambiente, na qual podem ser encaminhadas também as denúncias. É importante informar que Volta Redonda tem site e aplicativo (Fiscaliza VR), que tem sido uma ferramenta importante de registro de denúncia online, podendo ser de forma anônima. O contato gera um protocolo que é enviado para a secretaria e a pasta tem que atender a essa solicitação” disse. “Desde o caso Machinha [do Carrefour], e principalmente, quando o programa Fantástico começou a gerar algumas reportagens relatando os maus-tratos e criação clandestina de animais, as pessoas estão se conscientizando mais e sendo estimuladas a denunciar. São marcas importantes à mídia incentivar as denúncias”, relatou.

Membro do Conselho Municipal de Proteção e Defesa Animal de Volta Redonda, Reis comentou que pautas em prol dos animais, como a cultura do abandono, são debatidas dentro do órgão. “Abandono e maus-tratos são culturais e precisamos trabalhar isso com educação, reeducando as crianças e jovens que são influenciados pelo comportamento dos pais. Eu já ouvi isso de uma pessoa: “meu cachorro ficou doente eu abandono e depois pego outro”. Isso é cultural, precisamos de educação para combater isso. A questão de pássaros na gaiola também. Nossa luta não é só para o cão e gato, é para todas as espécies de animais”, disse.

Segundo ele, há uma melhora na fiscalização da prefeitura. “Outra coisa é a fiscalização que tem que funcionar, antes a fiscalizando não estava funcionando de forma efetiva em Volta Redonda. Algumas coisas têm mudado e apresenta uma mudança, sinal de melhora. A polícia também tem que investigar e punir os agressores assim como a prefeitura”, apontou.

O controle populacional dos animais é outro problema vivido na cidade, segundo o vice-presidente da ONG. A castração, lembrou Reis, é a solução. No Centro de Controle de Zoonoses do município esterilizações gratuitas são feitas. A SPA também conta com um projeto de castração a preço acessível destinado a famílias carentes.

“É fundamental a castração dos animais não só para o controle da natalidade, mas também para evitar doenças, como o câncer de mama, nas fêmeas, por exemplo. Um animal castrado vive mais, fica mais tranquilo com outros, só tem a contribuir para a qualidade de vida dele”, disse.

Outro ponto abordado por Reis foi a adoção responsável. Ele lembra que, ao adotar, a pessoa beneficia o animal adotado e também outro animal, que ocupará a vaga deixava vaga por aquele que encontrou um lar. ” Sobre guarda responsável. É muito importante, antes de escolher ter um animal, que a pessoa entenda as responsabilidades disso. É importante pensar o que fazer quando for viajar, se mudar de casa por exemplo. Além disso, se atentar que os animais envelhecem, ficam doentes, choram. A pessoa precisa ter tanto condição financeira, para cumprir com os custos de se ter um animal, quanta condição psicológica e moral. Muita gente nos devolve cães adotados porque o animal late ou chora”, contou.

Ainda no que se refere à casa animal, Reis fez críticas a projetos votados na Câmara Municipal que, segundo ele, não condizem com a necessidade dos animais. “O povo de Volta Redonda não precisa de cachorrodromo, nesse momento. O valor de uma obra dessas, você aluga um castramóvel por um ano, ou até compra um. Mas infelizmente temos visto alguns projetos na Câmara que não condizem nem com a realidade nem com a necessidade da cidade. É preciso conversar com a proteção animal, ONGs, grupos, protetores independentes, essa galera que arregaça a manga e põe a mão na massa fazendo o trabalho que seria do Estado”, citou.

A entidade

A SPA foi fundada em 1998 e se mantém até os dias atuais por meio de doações feitas pelos sócios. As contribuições, no entanto, sofreram uma queda recentemente. “Promovemos evento e campanha de doações, há pessoas esporádicas, incluindo voluntário, que contribuem sempre é o que vem mantendo a SPA neste momento”, disse Carminha Marques.

A entidade já atendeu mais de 20 mil animais. “O atendimento da ONG nem sempre é o recolhimento. Muitos animais foram castrados na SPA, que já auxiliou também animais de diversas espécies mico, ouriço, cavalo, burro, pássaros e etc”, disse.

O abrigo da ONG está atualmente superlotado, o que inviabiliza novos resgates. No entanto, a entidade tem ajudado alguns casos, divulgando-os em rede social com a finalidade de arrecadar recursos para custeio de tratamento veterinário.

O vice-presidente da SPA, Igor Reis, lembrou já ter presenciado diversos casos de crueldade contra animais. “É difícil dizer um caso em específico que me chocou, porque foram muitos. Tem a Vilma, que inclusive eu adotei, que era abusada sexualmente, teve um problema na pata e teve que amputar. Ela era cheia de feridas pelo corpo por conta de uma sarna demodécica. Dos oito cães que vivem comigo, ela é a única que não se ressocializou ainda. Já aceita nosso contato, está conosco há uns 3 ou 4 anos e mesmo assim ainda tem medo do contato humano. Teve também o caso de uma cadela que acabou sendo adotada pela Carminha. O ex-tutor deu com um objeto tipo um machado, facão ou enxada na cabeça dela e a jogou fora ali na beira rio. Como se estivesse morta, mas ela não morreu. Foi resgatada muito fraca, com o crânio rachado, olhos pressionados, etc. Sobreviveu um tempo, um dia morreu do nada na casa da Carminha. Acreditamos que foi algo referente a pancada que sofreu”, finalizou.

dois cachorros correndo e brincando na grama

Projeto que cria espaço público para cães vira lei em Volta Redonda (RJ)

Foi transformado em lei municipal o projeto de autoria do vereador Laydson Cruz (MDB) que cria na cidade o Programa Cachorródromo – Espaço Público para Cães. Segundo o vereador, o objetivo é destinar aos animais um espaço físico próprio, fomentar a prática de hábitos saudáveis, promoção do bem-estar e a interação entre animais e seus tutores.

dois cachorros correndo e brincando na grama

Foto: Getty Images

De acordo com a lei, os cachorródromos podem ser instalados em áreas públicas ou privadas poderão ser realizados eventos para incentivar a adoção responsável de animais; além de parcerias entre Poder Público e iniciativa privada.

A medida determina como cachorródromo uma área cercada destinada ao lazer de cachorros e seus tutores, com ou sem equipamentos de recreação específicos para as atividades. E nesse espaço será permitido o trânsito de cães sem utilização de guia da coleira. Porém, delimita a entrada e permanência de animais bravos, no período do cio e portadores de moléstias infectocontagiosas.

Nesse espaço, segundo Laydson, não foi determinada a metragem, pois pode ser feito em diversos locais. “Inicialmente a prefeitura tem trabalhado em colocar o espaço na Praça Pandiá Calógeras, com interação de alguns eventos que podem acontecer mensalmente. Porém, o local ficará fixo para os animais poderem ficar ser coleira”, contou

O vereador disse que toda a vez que elabora um projeto de lei busca conversar com a secretaria responsável e ainda com pessoas da área para discutir a viabilidade na visão do Poder Público e como a população reagirá. A respeito dessa medida do espaço para cachorros, conversou com veterinários. E ele já avisou: mais projetos voltados para a causa animal serão feitos. Alguns já estão em andamento, como o que prevê a colocação de pontos de alimentação espalhados pela cidade e a possibilidade de trazer um trailer do Governo do Estado que percorre os municípios castrando cães e gatos.

“Já fiz esse requerimento pedindo o projeto em Volta Redonda. Vamos trabalhar para a vinda dessa iniciativa. Eu sou um amante da causa animal, tenho um cachorro e minha esposa e eu estamos sempre ajudando a achar casas para animais de rua, com castrações particulares. No Brasil há ainda muito o que fazer na causa animal, mas estamos avançando”, concluiu Laydson.

Fonte: A Voz da Cidade

Calendário com cães e gatos vítimas de maus-tratos é lançado em Volta Redonda (RJ)

Calendário com cães e gatos vítimas de maus-tratos é lançado em Volta Redonda — Foto: Reprodução/TV Rio Sul

Cães e gatos vítimas de maus-tratos estrelam um calendário lançado este ano em Volta Redonda, RJ, como parte de uma campanha de proteção aos animais, feita por uma ONG. O objetivo é chamar atenção para casos de violência contra os animais.

Além das fotos, em cada página uma mensagem de alerta ao tutor do animal. No mês de janeiro, por exemplo, tem o seguinte lembrete: “Ano novo, velhos amigos”.

A mensagem é clara: maltratar os animais é crime. Para fazer o alerta, os animais capricharam nas poses. Eles foram fotografados pela presidente de uma ONG que trabalha acolhendo animais nesta situação, Liz Guimarães.

“O objetivo é a gente linkar [cada situação com um mês]. Janeiro tem muito abandono, a gente começa com meu Preto, que é um cachorrinho velho. Aí começa ‘Ano novo, velhos amigos’, uma amizade que tem que perdurar. Acho que Março começa a chover, coloquei um cachorrinho com um guarda-chuva de frevo. Muita coisa que às vezes configura maus tratos e ninguém percebe é o animal não ter uma cobertura para sol e chuva”, explica Liz.

Assim os outros meses foram surgindo, cada mês com uma foto e reflexão.

“É como se o e o gato estivessem falando aquilo, [pedir] água, ração vacina, higiene, cobertura de sol, proteção de chuva e sol.”, conta Liz.

A ideia da ONG, conta a Liz, é ter mais campanhas como esta, fazendo calendários assim todos os anos, abordando temas diversos, mas sempre priorizando os animais.

Campanha tenta suprir necessidade que números refletem

Apesar das inúmeras campanhas, os casos de maus-tratos de animais não param de crescer. No canil da Sociedade de Proteção aos Animais, há 150 cães e gatos abrigados atualmente. O objetivo é reabilitá-los e encontrar um lar com responsabilidade e capacidade para cuidar adequadamente nesses animais.

O vice-presidente da instituição, Igor Reis, diz que todos os dias chegam relatos de maus-tratos.

“Hoje um dos casos de maus-tratos mais comum é a restrição do animal a vida na corrente, o que em Volta Redonda é proibido por lei. Outra coisa é a privação de alimento, muita gente no final do ano viaja e acaba deixando o animal com um pote de ração e comida para uma semana. E outro caso muito comum é o abandono, o abandono é um dos casos mais sérios de maltrato aos animais. Um animal que hoje você pega filhote, cria em casa e solta na rua, a chance de sobrevivência dele é quase mínima”, diz Igor.

Para denunciar maus-tratos ou abusos aos animais basta ligar para o telefone 0300 253 1177 ou denunciar a situação na delegacia e nas secretarias de meio ambiente das cidades.

Casos recentes na região

No Sul do Rio de Janeiro, dois casos recentes de violência contra animais, ocorridos entre o fim de 2018 e o começo de 2019, chamaram a atenção da população.

No mais recente deles, uma gata foi morta a pauladas por uma mulher no domingo (6), dentro de um mercado de Paraty, na Costa Verde do Rio. Segundo os responsáveis pelo estabelecimento, a suspeita matou o animal após pisar acidentalmente no rabo dele e ser arranhada.

A mulher foi atendida pelas pessoas presentes no local após o arranhão, mas voltou com um pedaço de pau minutos depois e atingiu a gata na cabeça, que morreu na hora. Uma câmera de segurança do mercado registrou o crime. A suspeita foi levada para a 167ª Delegacia de Polícia (Paraty). Ela foi ouvida e vai responder em liberdade.

No outro caso, um cachorro foi morto a tiros por um idoso no dia 31 de dezembro de 2018, em Valença. O homem teria brigado com a vizinha e fez disparos que acertaram o animal.

Segundo a PM, o suspeito é um capitão da Marinha do Brasil e atirou no cachorro com uma espingarda calibre 22, que foi apreendida. O idoso foi encaminhado a 91ª Delegacia de Polícia (Valença), onde foi autuado na lei de maus tratos aos animais e por disparos de arma de fogo. Ele também vai responder em liberdade.

Fonte: G1