Centenas de voluntários ajudam a salvar baleias encalhadas na Flórida

Por Rafaela Damasceno

Cinco baleias-piloto encalharam em uma praia da Flórida e foram resgatadas graças ao esforço de especialistas, da guarda costeira e de centenas de banhistas que se ofereceram para ajudar.

As autoridades foram avisadas na manhã de segunda-feira (29) através de um telefonema de um banhista preocupado, que avistou as baleias se debatendo nas águas rasas e respirando com certa dificuldade.

Foi então que biólogos marinhos, veterinários e a guarda costeira entraram em ação para proteger os mamíferos dos possíveis danos causados pelo sol.

Com a maré se afastando e o sol cada vez mais alto no céu, o resgate precisava ser feito rapidamente. Os biólogos determinaram que as baleias eram fortes e saudáveis para resistir ao encalhe e conseguir voltar ao mar, então os voluntários se uniram na difícil tarefa de levantá-las e colocá-las em cima de lonas, para que pudessem transportá-las.

Várias baleias nadando juntas

Imagem ilustrativa | Foto: BBC

“Foi um trabalho pesado”, disse Thomas Nuhfer, um estudante que ajudou a carregar uma das baleias. “Mas foi muito bom ver pessoas que nem ao menos se conheciam trabalhando juntas para ajudar”.

No meio da tarde, todas as cinco baleias foram levadas com sucesso para fora da água, para que fossem transportadas em barcos até a parte mais funda do mar. Mas duas delas, as menores, foram levadas até especialistas para receber tratamento médico.

Um “encalhe em massa”, como é chamado o fenômeno do encalhe de mais de um grupo inteiro de baleias de uma vez, é muito raro e só aconteceu na região cerca de dez vezes desde 1990, segundo o Aquário Marinho de Cleawater. Os cientistas ainda não sabem ao certo o que levou as baleias a nadarem até as águas mais rasas.

Mike Walsh, professor de biologia marinha da Universidade da Flórida, explicou ao Tampa Bay Times que normalmente os grupos de baleias são liderados por um indivíduo que escolhe para onde migrar. As baleias-piloto costumam nadar em águas profundas, em grupos, e dificilmente seguem em direção à costa.

Mike acredita que algo está errado com as baleias menores, que passarão por alguns exames antes de retornarem ao mar. Apesar de tudo, elas se mostraram fortes em todo o momento do resgate. “O encalhe é novo para elas, que não sabem que isso é ruim. Mas o processo pode ser estressante”, esclareceu.

Jess Powell, bióloga que passou todo o tempo do resgate com as baleias, disse que os cientistas irão monitorar o movimento dos mamíferos nos próximos dias para impedir que eles retornem à praia.

“Tudo aconteceu conforme o planejado hoje. Agora só esperamos que elas encontrem o caminho para casa”, concluiu ela.


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Moradores constroem casinha para cães abandonados em Guaçuí (ES)

Cachorros em situação de rua de Guaçuí (ES) ganharam um presente para combater o frio: uma casinha feita por moradores da cidade. Comovidos com a situação dos cães, José Roberto Pereira e Joseph Costa se uniram para ajudá-los. Os amigos construíram uma casinha de metal para abrigar os animais, que também recebem água e alimento com a ajuda de outros voluntários.

Foto: Reprodução/TV Gazeta

A ideia foi de José Roberto e surgiu após o morador observar os cachorros vivendo na rua. “Passando aqui num belo dia, nesse tempo frio, vendo esses cães em situação de rua deitados nesse gramado aqui, pensei no que eu poderia estar fazendo para ajudar eles. Aí tive a iniciativa de fazer um abrigo para eles e conversei com um amigo meu para ele ajudar”, explicou ao G1.

Para construir a casinha, a dupla usou pedaços de telhas de metal, isopor e peças de ferro recicladas. Pedaços de pano e cobertores foram colocados dentro do abrigo para aquecer os animais. Parte do material veio de doação e o restante foi comprado pelos voluntários. A execução do projeto foi feita por Joseph.

“Usamos restos de telhas, todo o material de ferro foi galvanizado para aguentar o tempo, nos preocupamos com o forro de isopor por causa da temperatura, se ela ficasse no sol. Ela foi feita toda em aço também na preocupação do vandalismo e madeira também não aguenta no tempo. A preocupação foi dar um conforto melhor e também a durabilidade do material”, contou.

A atitude de Joseph e José Roberto foi vista com bons olhos pela comunidade. Uma das pessoas que elogiou o projeto foi a estudante Luiza Magno, que também costuma ajudar os cães que vivem na rua.

“Espero que as pessoas espalhem essa ideia para outros bairros. Meu pai também contribui, dá ração, dá carinho e as pessoas vendo isso podem um incentivar o outro. Espero que isso se espalhe não só na cidade, mas também por toda região”, incentivou.

O abrigo feito para os animais também foi aprovado pela estudante Mirela, de 10 anos. “Achei a casa maneira. Os cães podem dormir confortáveis, não ficam mais na rua e podem dormir ali”, disse.

Para garantir a manutenção da casinha e os cuidados aos cães, José Roberto e Joseph pedem a ajuda da sociedade. Interessados em colaborar com doações devem entrar em contato pelo telefone: (27) 99921-6090.


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Voluntários de abrigo criam temática alienígena para incentivar adoção

Por Rafaela Damasceno

Um abrigo de animais dos Estados Unidos usou a criatividade para incentivar a adoção: fantasiou os animais de alienígenas e criou a própria Área 51 dentro do estabelecimento. As fotos tiradas foram postadas no Facebook e após uma hora da publicação, 20 já tinham sido adotados.

Uma voluntária segura um cachorro com antena de alienígena

Foto: LONGVIEW ANIMAL CARE AND ADOPTION CENTER

Entre os animais para a adoção, estavam cachorros, gatos e até mesmo um réptil – e todos eles foram fantasiados com antenas alienígenas. As fotos fizeram referência às teorias conspiratórias da Área 51, local completamente protegido e misterioso.

“Você quer invadir a Área 51 e encontrar alienígenas? Você pode fazer isso bem aqui, no Longview Animal Care and Adoption Center (LACAC 51), o segundo local secreto da Área 51”, escreveu o abrigo em sua publicação.

Uma voluntária segura um réptil com antena de alienígena

Foto: LONGVIEW ANIMAL CARE AND ADOPTION CENTER

O gerente da instituição, Chris Kemper, contou ao canal CBS que os voluntários estavam procurando modos criativos de divulgar o abrigo e incentivar a adoção dos animais. Segundo ele, a iniciativa deu mais certo do que eles esperavam, e o abrigo recebeu mensagens de pessoas interessadas até mesmo na África do Sul e na Austrália.

“É muito legal que nosso abrigo tenha ganhado um palco mundial. Nossa equipe trabalha muito para dar a esses animais uma segunda chance”, disse o gerente.

Os animais vão para seus novos lares já castrados e vacinados. Se estiver interessado em adotar um alienígena, você pode acessar o site da ONG ou a página do Facebook.


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Prefeitura destrói abrigo para animais e é criticada por moradores de Fortaleza (CE)

A Prefeitura de Fortaleza (CE) demoliu uma estrutura que servia de abrigo para cachorros e gatos em situação de rua e recebeu críticas de moradores do bairro Vila Velha, onde está localizada a Praça do Tancredo Neves, na qual viviam os animais.

O abrigo foi demolido pela prefeitura (Foto: Reprodução/Diário do Nordeste)

Moradores da região criticam a ação da prefeitura, que fez a demolição na terça-feira (23) sem avisá-los, mesmo tendo combinado de fazer o aviso previamente. As informações são do portal Diário do Nordeste.

“O combinado era retirar os animais primeiro para depois demolir. Eles chegaram de surpresa e não deu tempo de levar os animais para nenhum canto”, contou a voluntária Edjoana Bastos, que é uma das responsáveis por prover alimentação e cuidados veterinários aos animais.

Após a demolição, seis cachorros foram levados para uma entidade de proteção animal e os gatos, que permaneceram na praça, receberam estruturas de alvenaria para se abrigarem.

A Assessoria de Comunicação da Regional I afirmou apenas que os animais foram castrados, vacinados e microchipados e disse que eles devem participar de campanhas de adoção.

Gatos permaneceram na praça (Foto: Reprodução/Diário do Nordeste)

O ativista da causa animal Valdemar Pinheiro disse que uma reunião, da qual ele participou, foi feita com a prefeitura para definir um plano de ação em relação aos animais que vivem na praça, mas que a administração municipal não cumpriu com o combinado.

“O que tinha ficado combinado é que a gente ia marcar um dia para que pudéssemos acompanhar a retirada dos animais. O que aconteceu e que eles apareceram sem avisar a ninguém”, disse.

Valdemar afirmou ainda que o abrigo, construído por uma moradora do bairro, de fato não poderia permanecer na situação em que estava, mas que isso não dá aval para a prefeitura demolir a estrutura sem antes encaminhar os animais para local seguro.

“A gente sabia que aquilo não podia continuar, mas o combinado era preservar a vida do animais”, reforçou.


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Campus da USP em Bauru (SP) inicia ação para combater abandono de animais

O campus da USP em Bauru, no interior de São Paulo, realiza um projeto para combater o abandono de animais no local. A ação, criada em 2018, tem focado no momento nos gatos e é executada por representantes da Prefeitura do Campus (PUSP-B), da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) e do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC).

Foto: Denise Guimarães

O projeto gira em torno de questões como o abandono, o manejo, a importância do CED (capturar, esterilizar, devolver) e da alimentação coordenada e organizada de animais ferais – isso é, que não estão domesticados.

“As ações propostas são baseadas em experiências de outros campi, trabalhos acadêmicos e parcerias com a Prefeitura Municipal de Bauru, entre outras. Foi entendido que o controle populacional organizado é a melhor solução para o caso”, informa o arquiteto Vítor Locilento Sanches, chefe Técnico da Divisão de Manutenção e Operação da PUSP-B e presidente da Comissão de Manejo de Animais do Campus USP de Bauru.

Desde que o projeto foi iniciado, não foram encontradas novas ninhadas no campus, nem ocorreu aumento populacional dos animais. Sanches considera o resultado positivo e defende que o trabalho continue sendo realizando. As informações são de Luis Victorelli, do Jornal da USP.

“É importante ressaltar que o grupo não completou um ano de trabalho e, segundo relatório realizado pela Esalq [Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da USP], a experiência de resultados em ação similar na Universidade da Flórida (EUA) levou 11 anos para ser considerada com sucesso”, comenta.

A comissão não executa ações, mas assessora dirigentes em decisões sobre a definição de metodologias. “O trabalho de alimentação, cuidados com água e captura dos animais para castração é feito por voluntários que já realizavam essas atividades antes da comissão”, diz Sanches, que lembra ainda que o campus não é o local adequado para os gatos viverem.

A alimentação dos animais está sendo custeada por voluntários que se sensibilizam com a situação de abandono. De acordo com o presidente da comissão de manejo, não impedir o aumento da população dos animais somente sobrecarregaria os custos que essas pessoas têm.

Ao encontrar cachorros, gatos ou outros animais precisando de ajuda, a comissão recomenda que a pessoa os encaminhe para o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) ou para ONGs para que situações de doença e abandono sejam resolvidas e os animais sejam disponibilizados para adoção.

Orientados pela comissão, os voluntários passaram a oferecer apenas ração seca aos animais e a dispor os potes com o alimento em pontos pré-estabelecidos para evitar acidentes entre eles e automóveis das pessoas que circulam pelo estacionamento. Eles também mantêm as vasilhas de água limpas para evitar a proliferação do mosquito Aedes Aegypti.

Capturar, esterilizar e devolver

Uma metodologia internacional de controle populacional de gatos, denominada “capturar, esterilizar e devolver (CED)”, está sendo utilizada no campus. Marcações são feitas, como forma de controle, na orelha dos gatos castrados – sem dor ou prejuízo ao animal – para que ele não seja capturado duas vezes para castração.

Por não estarem domesticados, alguns animais são extremamente ariscos e não podem ser encaminhados para adoção. Por isso, após serem castrados, são devolvidos ao campus. Por serem territorialistas, os gatos não permitem novos membros no grupo com facilidade e, por isso, após serem feitas as esterilizações que impedem a procriação, o número de animais tendem a se manter fixo.

Parte dos animais foi castrada por meio de financiamento coletivo feito pelos voluntários que os alimentam e o restante através de parceria entre a USP, em Bauru, e o Centro de Controle de Zoonoses de Bauru, sem qualquer custo.

Nos edifícios da universidade que estão voltados para a rua foram afixadas placas que alertam que o abandono de animais configura crime e está previsto na Lei Federal nº 9605/1998, com punição de detenção de até um ano, além de multa.


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Dezenas de baleias encalham e retornam ao mar com ajuda de banhistas

Por Rafaela Damasceno

Uma multidão de voluntários – entre eles famílias inteiras, crianças e turistas – se juntou para uma operação improvisada na Ilha de St. Simon, nos Estados Unidos, para salvar cerca de 30 baleias. Os mamíferos encalharam na região da Geórgia e três delas morreram, mas o restante retornou ao mar com segurança, segundo o Departamento de Recursos Naturais da Geórgia (DNR).

Uma baleia cinzenta espreita sobre a água

Imagem ilustrativa | Foto: Portal dos Animais

O biólogo especialista em baleias da DNR, Clay George, disse que os animais foram mortos depois que foi constatado que não conseguiriam voltar ao mar. “O encalhe é uma ocorrência natural, e a única coisa que podemos fazer é continuar empurrando para o mar”, afirmou.

Os mamíferos foram avistados no dia seguinte em uma corrente marítima perto do porto. Rick Lavender, porta-voz da DNR, disse que os ambientalistas da Fundação Nacional dos Mamíferos Marinhos seguiram as baleias em um barco para garantir que estavam seguras e permaneceram no mar. Um helicóptero também foi designado para sobrevoar a costa à procura de mais baleias encalhadas, mas nenhuma foi encontrada.

A operação de resgate foi filmada por um morador local e postada no Facebook. O vídeo mostra pessoas de todas as idades se movendo para ajudar a empurrar. “É tão triste”, disse o autor do vídeo, Dixie McCoy, em um ponto da gravação. “Elas vão morrer se não eles não conseguirem ajudar”.

Mas os banhistas não desistiram. Um a um, os banhistas jogaram água sobre os animais – alguns dos quais gritavam de desespero – e empurraram, arrastaram e rolaram as baleias para as águas mais profundas.

Além dos banhistas, pessoas do Centro de Tartarugas Marinhas da Geórgia, da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica e da DNR também ajudaram no resgate.

George, o biólogo, disse que as baleias provavelmente ficaram confusas por algum motivo, já que normalmente nadam em uma região há 100 milhas da costa (quase 170 quilômetros).

Mudanças climáticas

O número de baleias encalhadas é o maior em 20 anos e intrigou especialistas, que buscam uma resposta. Até agora, a explicação mais provável é que as mudanças climáticas que causaram o aquecimento dos oceanos podem estar contribuindo para isso.

Os especialistas acreditam que a quantidade de baleias aumentou, mas a comida diminuiu. Uma corrente de água morna começou a se formar no nordeste do Oceano Pacífico em 2013, destruindo consideravelmente a cadeia alimentar oceânica. Além disso, o gelo do mar recua com o clima quente, forçando as baleias a nadarem mais para o norte em busca de comida.

Depois, quando iniciam a migração para o sul, o caminho é ainda mais longo e a gordura não é suficiente para sustentá-las durante a jornada (as baleias não comem quando estão migrando para o sul).

Elas acabam morrendo, muitas vezes, e encalhando nas praias. Em outros casos, as mudanças ocorrendo no mar podem confundi-las, o que as faz nadar em direção a lugares que não costumam ir.

Frances Gulland, membro da Comissão de Mamíferos Marinhos, demonstra preocupação com as mudanças e os motivos dos encalhes. “As pessoas precisam acordar para o fato de que todos os lugares são impactados pelas mudanças climáticas”.


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Voluntários produzem camas para cães abandonados com pneus em MG

Um grupo de voluntários começou a produzir camas para cachorros abandonados em Muriaé, no estado de Minas Gerais. A principal matéria-prima utilizada são pneus.

Foto: Prefeitura de Muriaé/Divulgação

Um oficina para confecção das camas foi feita pela Prefeitura de Muriaé em parceria com o “Projeto Cuida”. Foram produzidas cerca de 30 camas, que serão distribuídas em bairros como Recanto Verde, Horto Florestal, Panorama e Almoxarifado do Executivo.

O objetivo, segundo a administração municipal, é ajudar animais que estão abandonados e não têm condições de se proteger do frio. As informações são do portal G1.

“Os cães em situação de rua não escolhem estar nas ruas. Eles são animais domesticados, foram abandonados e dependem do homem para ter bem-estar, saúde e segurança. É responsabilidade de todos os cidadãos dar o mínimo de condições para que não sofram com fome, sede ou frio”, destacou a diretora de Saúde Ambiental, Carla Morcerf.

De acordo com a prefeitura, outros serviços e parcerias estão sendo realizados na cidade em prol dos animais. Um deles é a castração, feita com o apoio dos grupos de proteção animal “Amicão” e Pedido de Socorro de Muriaé (PSM). Mais de 800 cães e gatos foram castrados no município em um período de dois anos.

ONG promove programa de leitura para ressocializar cães abandonados

A Humane Society Of Missouri (HSMO), ONG com sede no Missouri, nos Estados Unidos, criou um programa de leitura para ressocializar cachorros abandonados. As histórias são lidas por voluntários com idades entre seis e 15 anos, cadastrados pelos responsáveis.

Cachorro resgatado pela ONG norte-americana (Foto: Humane Society Of Missouri)

Segundo os profissionais da entidade, a iniciativa é benéfica não só para os animais, mas também para as crianças e jovens que dela participam, já que ajuda a desenvolver a empatia e a compaixão, além de habilidades de leitura.

“O programa também faz com que essas crianças causem um impacto positivo no mundo, por estarem ajudando animais com necessidades”, afirmou Joellyn Klepacki, diretora de educação da HSMO. As informações são do portal Globo Rural.

Os cães, por sua vez, são encorajados a vencer a timidez e a ansiedade e se aproximar dos voluntários, o que os torna mais sociáveis. Essa melhora no comportamento do animal o ajuda a ser adotado, já que, segundo a ONG, os animais mais desinibidos são adotados mais rapidamente. Com isso, esses cães reduzem a média de permanência no local, o que é bom, já que, segundo a entidade, animais que ficam por muito tempo em abrigos têm mais chance de desenvolver problemas de saúde.

Porco que vive na fazenda da ONG (Foto: Humane Society Of Missouri)

Cerca de 2,4 mil voluntários inscritos no programa comparecem diariamente para contar histórias para os cães. Com isso, todos os cachorros que ficam nos andares de adoção já ouviram pelo menos uma leitura. Segundo a diretora, cerca de 10 mil animais são adotados por ano no abrigo. “Ao todo, os jovens voluntários já gastaram mais de três mil horas lendo para os animais”, disse.

Além do programa de leitura, a ONG, fundada em 1870, tem um centro de reabilitação para animais de fazenda, com 165 acres, chamado Longmeadow Rescue Ranch. A entidade está prestes a comemorar o 150º aniversário.

“Nós resgatamos, reabilitamos e buscamos um novo lar para animais de fazenda de todos os tipos, como cavalos, galinhas, patos, ovelhas, cabras, porcos, mini-cavalos, burros, lhamas, alpacas, entre outros”, conta Klepacki.

Bode foi resgatado pela entidade nos EUA (Foto: Humane Society Of Missouri)

Outro programa criado pela entidade é o Pet Pal, por meio do qual voluntários passeiam com os cachorros do abrigo. Há ainda, a iniciativa “pais adotivos”. Através dela, pessoas oferecem lares temporários para animais que estão doentes ou para filhotes. Para saber como educar e brincar adequada com os animais, a ONG oferece educação humanitária aos voluntários.

O abrigo é mantido com contribuições privadas de pessoas físicas, corporações e doações e nenhum imposto é destinado a ONG, que tem cerca de 250 funcionários e aproximadamente 900 voluntários.

Para adotar um animal, o interessado preenche um questionário e passa por uma entrevista, além de pagar uma taxa que é usada para cobrir parte do custo dos cuidados do animal adotado.

Curta metragem expõe a indústria de criação de filhotes de leão para os torneios de caça ao troféu

Foto: WAN/Reprodução

Foto: WAN/Reprodução

Um novo e poderoso curta-metragem tem aumentado a conscientização pública sobre a situação dos leões na África do Sul, que são cruelmente explorados desde o nascimento até a morte.

Patrocinado pela Fundação de Ajuda Internacional para a Proteção e Bem-Estar dos Animais (IAPWA, na sigla em inglês), em parceria com a The Born Free Foundation e Olsen Animal Trust, o curta Claws Out: The Truth About Cub Petting, Garras de Fora: A verdade sobre a criação de filhotes de leão, veio para preencher uma lacuna enorme presente na formação de voluntários e conscientização de turistas sobre as contribuições que eles podem fazer, mesmo sem saber, para alimentar essa indústria criminosa que se alimenta da exploração de animais inocentes.

A campanha Claws Out, lançada em 2015, foi criada com base na experiência pessoal de Beth Jennings da IAPWA. Antes de ingressar na ONG, Ela fez uma viagem à África do Sul, onde se voluntariou para tabalhar com filhotes de leão órfãos, acreditando que seriam soltos na natureza.

Jennings logo descobriria que no país, mais de 6 mil leões definham nos mais de 200 parques de criação de filhotes, onde são ditas as mesmas mentiras aos voluntários, a verdade é que muitos desses filhotes são vendidos para a indústria de caça aos troféus quando não podem mais ser usados a indústria do voluntariado. Esse número corresponde ao dobro do número de leões selvagens no país.

Eu criei o documentário Claws Out depois de perceber o impacto que minha história pessoal poderia ter sobre os outros”, Jennings falou com ao site da WAN (Word Animal News). “Desde o lançamento do blog há quatro anos, tenho recebido inúmeras mensagens de apoio de pessoas que não tinham ideia de que uma indústria como essa existia – voluntários criando leões com fins lucrativos, sem saber que eles morreriam em cativeiro por concursos de caça ou mortos por seus esqueletos”.

A campanha Claws Out pretende lançar um programa educacional em todo o Reino Unido com expansão planejada para outros países, assim como trabalhar para a conscientização sobre esse tema por meio do curta-metragem.

“É vital que todos usemos nossa voz para espalhar a verdade sobre essa indústria cruel para o mundo todo e possibilitar a conscientização para aqueles que ignoram a realidade, de modo que possamos romper essa cadeia de exploração”, disse Nicky Stevens, fundador e CEO da IAPWA ao site da WAN.

Campanhas como essa são indispensáveis para possibilitar a mudança necessária que não apenas os animais inocentes precisam e merecem, mas também para as pessoas compassivas que tentam salvá-los e acabam sendo enganadas.

Voluntários visitam animais resgatados e aliviam estresse de gatos

Das dificuldades que existem em cuidar de um animal, a falta de espaço ou o pouco tempo disponível podem fazer com que os tutores desistam de tutelar animais. Diante dessa situação, a Coordenadoria de Defesa da Vida Animal (Codevida) de Santos, no litoral de São Paulo, criou o Acolhimento Felino, um projeto que busca ajudar tanto os gatos resgatados quanto aqueles que desejam cuidar dos animais mas não podem dispor o tempo ou o espaço necessários para tal.

Foto: Gabriel Gatto/G1

A iniciativa começou a ser praticada em janeiro de 2019, afirma a coordenadora de projetos Luciana Simões. Segundo ela, a ideia visa abrir um espaço para que os voluntários possam ir até a unidade da Codevida e interajam com os animais em suas baias. A coordenadoria dispõe de brinquedos e outros apetrechos, tudo para que os visitantes ajudem a aliviar os estresse dos 25 gatos e dos quatro cães de idade avançada que vivem no gatil.

“Hoje, nós temos 25 gatos adultos que vivem na Codevida, e a falta de contato deixa eles estressados e carentes. A ideia é para quem não pode adotar mas quer ajudar de alguma forma, os gatos precisam desse contato com as pessoas e é muito bom quando os voluntários vêm e dispõe de meia hora, uma hora, pra eles é maravilhoso. Hoje temos cerca de 40 voluntários, mas com a divulgação desse projeto esperamos que mais pessoas queiram participar”, afirma Luciana.

A professora Mônica de Macedo é voluntária da coordenadoria há mais de três anos, e que conheceu os projetos pelas redes sociais: “Conheci pela internet, vi que eles estavam precisando de voluntários, então eu vim. Comecei passeando com os cachorros, dando banho neles, inclusive fiz um curso de banho e tosa para cuidar dos animais daqui, inclusive comprei todo o equipamento. Eu venho quase todos os dias, organizo a minha vida para ter a tarde para ajudar os animais”.

Foto: Gabriel Gatto/G1

De acordo com Luciana, o projeto é aberto para interessados de toda a região, e é necessário realizar um cadastro na Codevida. Os interessados precisam levar RG, CPF e comprovante de residência e preencher o cadastro para voluntários. Depois, podem visitar tanto o canil quanto o gatil das 13h às 16h. A unidade fica na Avenida Francisco Manoel, no Bairro Jabaquara, em Santos.

Segundo a designer Maria de Lourdes Lavorato, os gatos já dispõe dos cuidados básicos na instituição, no entanto, necessitam também do contato humano: “Por mais que às vezes a pessoa não consiga ter um animal, é muito importante que as pessoas tenham empatia e venham pelo menos conhecer o espaço, os animai precisam muito desse contato”, finaliza.

Fonte: G1