Ave mutilada é submetida a raro transplante de penas e volta a voar

Um araçari-castanho resgatado pela Polícia Ambiental após ser mutilado para que não pudesse voar foi submetido a um procedimento raro de transplante de penas em Foz do Iguaçu, no Paraná. Penas escolhidas em um banco de penas, compatíveis com a ave, foram implantadas na parte da asa que havia sido cortada, devolvendo ao membro o formato original.

Foto: Parque das Aves/Divulgação

Após o procedimento, a ave foi solta em um dos recintos do Parque das Aves. “Ele está voando bem, talvez tenha ficado pouco tempo cativo”, disse a diretora técnica do parque, Paloma Bosso. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A diretora explicou que o implante de penas é importante, inclusive, para garantir isolamento térmico ao animal. “A plumagem faz parte da anatomia da ave. É responsável não só pelo voo e coloração, mas também para o isolamento térmico. O implante ajuda a restabelecer a capacidade de voo dos animais enquanto aguardam a troca de penas, quando as implantadas serão naturalmente substituídas por novas penas inteiras”, afirmou.

De acordo com Paloma, a ave chegou clinicamente comprometida ao parque, no dia 22 de junho. Com a asa mutilada, ela não sobreviveria na natureza, pois se tornaria alvo fácil para predadores. No entanto, mesmo tendo sido submetida ao procedimento de implante, ela não poderá retornar ao habitat. Isso porque o desconhecimento sobre a origem do pássaro, que é adulto, torna a reintrodução no meio ambiente inviável.

Foto: Parque das Aves/Divulgação

A suspeita é de que o pássaro tenha sido vítima do tráfico de animais, prática cruel que o condenou a viver o resto da vida em cativeiro, privado do direito à liberdade.

“Este araçari-castanho, a partir de agora, será um novo cidadão do Parque das Aves, onde poderá interagir com outros da mesma espécie e de outras”, disse. No recinto em que o animal viverá há outros dois pássaros da espécie, quatro tucanos-toco e um tucano-do-bico-verde.

Foto: Parque das Aves/Divulgação

Antes das penas serem implantadas, a ave foi submetida a um período de isolamento e de adaptação a uma dieta adequada. Como as penas não têm terminações nervosas, o procedimento não causa dor à ave. “A técnica é bem artesanal. Usamos palitos de madeira para fixar a nova pena no centro daquela que foi cortada e colamos”, explicou.

Encontrar penas compatíveis no tamanho e formato é a maior dificuldade. “É bom que seja de ave da mesma espécie, por isso mantemos um banco de penas, formado tanto pelas penas de aves que morrem e que se tornam doadoras, como por aquelas recolhidas em viveiros ou na natureza. As aves trocam de penas de duas a quatro vezes por ano. Quando elas caem, a gente recolhe e forma um banco”, contou.


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Dia do Cooperativismo: trabalho em equipe é característica de aves, peixes e insetos

Hoje, 4 de julho, celebra-se o Dia do Cooperativismo. No mundo animal, a cooperação é uma prática bastante comum. Alguns animais, como aves, peixes e insetos têm como característica o trabalho em equipe. Juntos, eles somam esforços e obtém melhores resultados.

Foto: Pixabay

Entre os insetos que promovem ações em grupo estão as formigas e as abelhas. As primeiras são conhecidas por se organizarem de maneira exemplar para obter o resultado desejado. Unidas, as formigas formam grandes grupos e transportam objetos significativamente maiores e mais pesados do que elas. Na hora de proteger o formigueiro, elas também mostram a força que da união, além de dividirem tudo de forma igualitária.

Nas colmeias não é diferente. As abelhas dividem tarefas diariamente, por meio de estímulos visuais, auditivos, táteis e químicos. A forma como esses insetos se organizam se assemelha, inclusive, ao comportamento social humano. Isso porque as abelha dividem tarefas e responsabilidades e formam castas e gerações que trabalham em prol do bom funcionamento da colmeia.

Além dos insetos, outros seres do reino animal se organizam em grupos, como os pássaros. Ver um grupo deles voando de maneira sincronizada é bastante comum e demonstra o quão organizados e unidos eles são. Algumas espécies, como os estorninhos, chegam a desenhar uma perfeita formação no céu durante o voo. O objetivo é confundir predadores naturais ao criar a ilusão de uma só unidade. Segundo informações do portal Pensamento Verde, essas aves executam um cooperativismo exemplar, que precisa ser extremamente bem executado, já que um erro pode levar à colisão de um pássaro com outro, em alta velocidade, o que danificaria a unidade do grupo e, por consequência, a tática de proteção a predadores, e também poderia causar lesões nesses animais.

Foto: Pixabay

No entanto, não é só no momento do voo que os pássaros se unem. No caso do papa-moscas-preto, o trabalho em grupo garante a sobrevivência da espécie. Com a aproximação de um predador, o pássaro emite um guincho alto, alertando as demais aves e fazendo com que elas se unam para defender o grupo.

A união como tática de defesa contra os predadores também é usada pelos peixes. Juntos, eles formam cardumes que, com a sincronia do nado, tornam-se uma única unidade que faz com que os predadores não tenham força para atacar um peixe específico, diminuindo assim as chances desses animais serem mortos.

Foto: Pixabay


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Cão que se feriu após ficar preso em parapente é operado em MG

O cachorro que se feriu após cair do alto da Serra de Santa Helena, em Sete Lagoas (MG), após ficar preso em um parapente, foi submetido à cirurgia nesta quarta-feira (5). O acidente aconteceu no último domingo (2).

Foto: Reprodução / Teclemidia

Luck, como passou a ser chamado, acidentou-se enquanto mordia com uma mochila carregada por um homem que iniciava um voo de parapente. As informações são do portal Teclemidia.

Logo após voar preso à mochila, Luck caiu e quebrou o cotovelo esquerdo. Por essa razão, precisou ser operado.

A próxima etapa é o pós-operatório, que deve levar cerca de 15 dias. Após se recuperar da cirurgia, o cachorro será encaminhado para adoção.

Confira, abaixo, o vídeo do momento em que Luck voa preso ao parapente e se acidenta.


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Cão que se feriu após ficar preso em parapente será submetido à cirurgia

Um cachorro que se feriu após cair de um parapente, no qual ficou preso acidentalmente, será submetido à cirurgia. O caso aconteceu no último domingo (2) na Serra de Santa Helena, em Minas Gerais.

Cão fica preso a parapente e sofre fratura após queda (Foto: TV Globo)

Enquanto brincava com uma mochila em uma área de voos de parapentes, o animal ficou pendurado ao equipamento, que voou com ele preso. Instantes depois da decolagem, o cachorro caiu.

Socorrido, Luck, como passou a ser chamado, foi diagnosticado com uma fratura no cotovelo. As informações são do portal Gshow, da Globo.

O brigadista Armando contou que, após o acidente, um grupo de pessoas pediu ajuda para o cão. “A situação ocorreu no último domingo, na parte da manhã. Nós estávamos fazendo a ronda e identificamos um grupo de pessoas pedindo ajuda. A gente identificou que se tratava de um animal que caiu. Ele, numa atitude de brincadeira, prendeu na mochila de um paraquedista. Em seguida, fiz contato com a Jéssica (protetora de animais)”, disse.

A protetora já é conhecida pelos brigadistas devido ao trabalho que faz com animais abandonados e maltratados. Segundo ela, a cirurgia de Luck tem que ser feita com urgência.

“Ele quebrou o cotovelo e vai fazer uma cirurgia, que precisa ser urgente. Vai ficar uns 15 dias na clínica de repouso, porque não pode se movimentar. A gente vai aproveitar para fazer a castração, ele vai tomar todas as vacinas e vai seguir para adoção”, concluiu Jéssica.


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Filhote de Alabai morre durante voo da KLM Dutch Royal Airlines

Bear

A cada dia o número de incidentes com animais transportados por companhias aéreas cresce assustadoramente.

O mais recente e triste caso é o de um filhote de apenas cinco meses que morreu durante um voo da KLM Dutch Royal Airlines de Amsterdã para Los Angeles.

Uma família da Califórnia exige investigações depois que Bear, um pastor alabai, foi encontrado morto no compartimento de carga de um jato da empresa, no dia 19 de março.

O cão era um presente de  e estava a caminho da família Avetisian, em Pasedena, Los Angeles.

Duas crianças, Alex e Ani, estavam recebendo vídeos e fotos de ‘Bear’, que estava sendo enviado por amigos da família.

“Estávamos esperando meses para pegar o filhote e dar a ele um pouco de amor, meus filhos estavam esperando”, disse o pai, Andranik Avetisian à ABC 7 .

“Eu não sei. É muito difícil. É muito difícil para mim.”

Mas a revolta da família vem da falta de resposta por parte da companhia aérea e também por ter sido empedidos de ver o corpo do cachorro, quase uma semana após o incidente.

Evan Oshan, advogado da família, agora está buscando respostas da Polícia do Aeroporto e do promotor público.

“Queremos uma investigação criminal das circunstâncias que envolvem a morte de Bear”, afirmou Oshan.

A KLM explicou que eles haviam examinado o corpo do cachorro para garantir que não houvesse ameaça à saúde pública.

“Levamos muito a sério o bem-estar animal. O Departamento de Cargas da KLM está em contato com o tutor do cachorro e, por razões de confidencialidade do cliente, não podemos liberar mais detalhes sobre a investigação atual “, disse a companhia em um comunicado.

Outros casos

Semana passada, um husky siberiano que morreu dentro do porão de carga de um voo da Air France-KLM que saiu de Amsterdã com destino a Los Angeles.

Supostamente, o cão teria morrido por falta de oxigênio, na terça-feira (19). Um trabalhador da Air France disse ao site TMZ que o husky havia sido transportado de forma inadequada na aeronave e acabou perdendo oxigênio durante o voo sem escalas que durou 10 horas e 45 minutos.

No ano passado, um buldogue francês, chamado Kokito, morreu em um voo da United Airlines, entre Houston e Nova York, após uma comissária de bordo obrigar a tutora, Catalina Robledo, a colocá-lo no compartimento de bagagens de mão.

Em abril de 2017, um coelho gigante chamado Simon morreu enquanto viajava no porão de carga em um voo da United entre Londres e Chicago.

Husky siberiano morre durante voo da Air France

Foto ilustrativa | Pixabay

O amor de muitos tutores por seus animais domésticos é tão grande que eles não conseguem imaginar que ficarão alguns dias sem vê-los. O problema é que muitas vezes essas viagens em família não saem como o planejado. A cada dia o número de incidentes com animais transportados por companhias aéreas cresce assustadoramente.

O caso mais recente é o de um husky siberiano que morreu dentro do porão de carga de um voo da Air France-KLM que saiu de Amsterdã com destino a Los Angeles, na última terça-feira (19).

Supostamente, o cão teria morrido por falta de oxigênio. Um trabalhador da Air France disse ao site TMZ que o husky havia sido transportado de forma inadequada na aeronave e acabou perdendo oxigênio durante o voo sem escalas que durou 10 horas e 45 minutos.

O voo 601 da Air France pousou em Los Angeles às 12h35 e quando a tutora do animal foi a um armazém no aeroporto para pegar seu cão, ela o encontrou sem vida. As informações são do Daily Mail.

Regras de transporte

A Air France permite que os passageiros transportem um cão ou um gato com menos de 8 quilos na cabine, desde que o animal tenha pelo menos 10 semanas de idade e possua todos os outros requisitos necessários.

Os viajantes que voam em classe executiva em voos intercontinentais não podem manter seus animais na cabine, independentemente do tamanho.

Todos os gatos e cães com peso acima de 8 quilos devem viajar no porão de carga, em caixas de plástico rígido ou fibra de vidro fixadas por parafusos e aprovados pela Associação Internacional de Transporte Aéreo.

De acordo com os requisitos da IATA, o animal deve ser capaz de se levantar sem tocar no topo da caixa e também deve ser capaz de se virar e deitar dentro do contêiner com folga.

Outros casos

No ano passado, um buldogue francês, chamado Kokito, morreu em um voo da United Airlines, entre Houston e Nova York, após uma comissária de bordo obrigar a tutora, Catalina Robledo, a colocá-lo no compartimento de bagagens de mão.

Em abril de 2017, um coelho gigante chamado Simon morreu enquanto viajava no porão de carga em um voo da United entre Londres e Chicago.

Bombeiros fazem voo para procurar animais em Brumadinho (MG)

O Corpo de Bombeiros iniciou, na manhã desta segunda-feira (28), um voo de helicóptero para procurar animais atingidos pela lama ou ilhados após o rompimento de uma barragem da Vale em Brumadinho (MG).

Foto: Mauro Pimentel/AFP

Os trabalhos de busca e resgate de animais contam com a participação da médica veterinária Carla Sassi, da coordenação de campo da Comissão de Desastres do Conselho de Medicina Veterinária do Estado de Minas Gerais. As informações são do Diário de Pernambuco.

Segundo a profissional, quatro equipes estão em campo fazendo buscas pelos animais. Sassi lembrou ainda do caso da vaca que foi sacrificada. De acordo com a veterinária, a demora da Vale para autorizar o resgate do animal fez com que a vaca entrasse em sofrimento. Por essa razão e devido à dificuldade para retirar o animal da lama, optou-se pelo sacrifício. A morte foi acompanhada por médicos veterinários.

“Ela foi sacrificada da forma mais ética possível, não era o que queríamos, mas é o que podíamos fazer por ela enquanto médicas veterinárias. Antes de realizar o sacrifício, só nos restou pedir perdão a ela. Ela descansou”, disse.