Zebra domesticada morre congelada presa a uma cerca

Criar animais selvagens em apartamentos, casas ou fazendas, embora seja permitido em alguns países, é cruel além de perigoso. Mesmo quando existe dedicação e esforço, o homem não é capaz de suprir todas as necessidades específicas que possuem.

Em algumas situações, a negligência por parte dos tutores pode causar terríveis consequências a estes animais, como o caso de uma zebra que congelou até a morte depois de ter seus cascos traseiros presos em uma cerca, na última quarta-feira(30).

O animal era um dos vários outros animais selvagens alojados na propriedade perto de Delphi, em Indiana, mas foi o único a morrer quando as temperaturas atingiram -17°F.

Segundo os veterinários, a zebra morreu porque entrou em pânico ao ficar presa. Eles disseram que disseram que quando o animal começou a respirar mais rápido e profundamente do que o normal, o ar frio congelou a umidade em seus pulmões. As informações são do Daily Mail.

Um vizinho fotografou o animal morto deitado na neve e a imagem indignou os moradores locais que começaram uma campanha para uma mudança na lei.

Ninguém sabe afirmar se o tutor da zebra estava em casa no dia do fato. A polícia não divulgou o nome e não houve nenhum tipo de acusação contra ele.

O xerife do condado de Caroll, Thomas Leazanby, disse que o animal morreu como resultado de um “acidente estranho”.

Os policiais foram chamados até o local mas não encontraram provas de negligência porque havia “moradia adequada” para o animal.

“Não parece haver negligência por parte do proprietário da fazenda”, disse o xerife Tobe Leazenby.

O perigo das cercas

Este não é o primeiro caso de um animal que morre após ficar preso em arames ou madeiras usados para delimitar espaços e proteger terras.

Elefantes, primatas, aves e também pequenos animais são vítimas dessa perigosa ferramenta. Quando não morrem por eletrocussão, no caso das cercas elétricas, morrem entalados após agonizarem por dias sem água e comida.

A morte da zebra deixa uma alerta aos fazendeiros para que pensaem em todos os tipos de vidas, interesses e nos possíveis perigos que os equipamentos de proteção podem trazer à vida selvagem.

Rede Carrefour choca o mundo mais uma vez vendendo carne de zebra

Um grupo de defesa dos direitos animais chamou os supermercados franceses de “chocantes” por vender carne de animais exóticos, especialmente a zebra, que é uma espécie ameaçada de extinção.

Foto: Pixabay

Uma organização de defesa dos direitos animais condenou várias das maiores cadeias de supermercados da França por venderem carnes exóticas como a de zebra, avestruz, canguru e bisonte, durante as épocas festivas.

Um estudo realizado pela instituição de caridade 30 Milhões D’amis identificou os supermercados Carrefour, Auchan, Intermarché, Houra e Cora como vendedores das carnes desses animais na loja física ou online com as marcas Damien de Jong, Maître Jacques ou Saveurs forestières, que oferece bifes de zebra marinados em mel.

A venda dessas carnes não é ilegal, mas a organização disse que é ultrajante os supermercados venderem a carne de animais como a zebra, que é uma espécie em extinção.

A carne de zebra vendida na França vem de fazendas sul-africanas que são completamente legais. Mas na natureza, um quarto da população de zebras comuns desapareceu nos últimos 25 anos e, em alguns países, eles só são encontrados em reservas naturais.

“No momento em que a biodiversidade do mundo está em colapso, vender carne de uma espécie ameaçada de extinção é desconcertante”, disse a organização. “Isso envia um sinal muito ruim para os consumidores e dá a impressão – que é completamente falsa – de que as populações de zebras selvagens são robustas”.
As pessoas também expressaram sua indignação nas mídias sociais.

Foto: Reprodução | Twitter

“Hello @CarrefourFrance, Para 2019, você também poderia fazer filés de panda? Obrigado por ter bifes de zebra em suas prateleiras porque há cada vez menos animais selvagens“, comentou sarcasticamente o comediante Rémi Gaillard no Twitter.
Segundo o The Local, os franceses não comem muita carne exótica. O consumo médio é de uma vez por ano e menos de 300 gramas por pessoa por ano contra 86 kg em média de carne ‘normal’.