Elefantes filhotes órfãos se divertem em piscina gigante

Foto: Wild Heart Wildlife Foundation

Wild Heart Wildlife Foundation

Filhotes de elefantes são muitos próximos de suas mães nos primeiros dois meses de vida, e ao longo da existência os laços entre eles são duradouros e sólidos. Esses bebês elefantes órfãos não poderão desfrutar desse conforto, mas eles foram resgatados pelo orfanato de elefantes, Zimbabwe Elephant Nurser, na África e apesar de tudo o que passaram, conservam a capacidade se divertir e brincar com os demais órfãos.

Basta um rápido olhar para os filhotes de elefantes nas imagens para perceber quão felizes eles estão – sua alegria se sobressai enquanto eles brincam e rolam na água, completamente despreocupados e relaxados.



Durante um dia quente de verão, esse tipo de diversão parece ser a melhor maneira de passar o tempo – e essas pequenos elefantes têm sorte de ter sobrevivido e estarem protegidos.

Mas os seus dias nem sempre foram assim – este pequeno grupo de elefantes órfãos do orfanato está finalmente seguro depois de muitos obstáculos, tudo graças aos esforços da equipe da ONG que fez de tudo para salvar e mudar suas vidas.

Os filhotes estão sendo reabilitados com o objetivo final de serem reintroduzidos na natureza, onde eles pertencem.

Depois da perda de suas mães, com as quais os elefantes normalmente são muito próximo e dependentes nos primeiros anoas de vida, os órfãos têm que aprender a sobre viver sozinhos.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Felizmente, em lugares como este (orfanato), todo esforço é feito para dar-lhes todo o conforto e a alegria que eles exigem e que poderiam precisar. E o que é a vida de um bebê elefante sem horas e mais horas de brincadeiras? Bem, esses bebês não precisam se preocupar com isso.

*Elefantes bebês*

Os bebês elefante tomam o leite de sua mãe por cerca de dois anos, às vezes por mais tempo. Eles chegam a beber até 3 litros de leite por dia.

A partir dos quatro meses de idade, eles também já começam a comer algumas plantas, assim como os elefantes adultos, mas continuam precisando do leite de sua mãe.

Os filhotes podem continuar a beber o leite das mães por até dez anos. No começo, os pequenos elefantes não sabem muito bem o que fazer com suas trombas. Eles as balançam para lá e para cá e às vezes até pisam nelas sem querer.

Eles sugam a tromba, assim como um bebê humano pode chupar o polegar. Por volta dos 6 a 8 meses, os bebês começam a aprender a usar suas trombas para comer e beber.

Quando alcançam cerca de um ano de idade, eles podem controlar suas trombas muito bem e, como elefantes adultos, usam o membro para agarrar, comer, beber e tomar banho.

Os elefantes do sexo feminino ficam com a manada por toda a vida, enquanto os machos partem para começar uma vida solitária por volta dos 12 a 14 anos de idade.

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Zimbábue anuncia que venderá elefantes

Foto: Ray in Manila/Flickr

Foto: Ray in Manila/Flickr

O Zimbábue (África) planeja vender elefantes para Angola e está se preparado para transportar animais selvagens para qualquer outro país interessado nos animais, já que a nação do sul da África esta determinada a reduzir sua população de elefantes justificando a ação covarde pelo crescente conflito entre pessoas e animais selvagens.

Conflito esse gerado pela ocupação humana em habitats naturalmente ocupados pelos paquidermes há anos.

“Não temos um mercado predeterminado para as vendas de elefantes, estamos abertos a todos que querem nossa vida selvagem”, disse a ministra do Turismo, Prisca Mupfumira, em uma entrevista durante uma cúpula da vida selvagem em Victoria Falls.

“O principal problema são as minas terrestres em Angola, por isso estamos a tentar ajudá-las com um fundo para lidar com elas antes de enviarmos os animais.” Milhões de minas terrestres foram usadas na guerra civil de 27 anos que terminou em 2002 e muitas ainda a ser limpos.

Líderes dos quatro países da África Austral que abrigam mais da metade dos elefantes africanos do mundo se reuniram no Zimbábue na terça-feira última para discutir uma política de gestão comum e reiterar pedidos à Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES) para relaxar algumas de suas regras, incluindo uma moratória sobre as vendas de marfim, segundo informações da Bloomberg.

Os quatro países – Zimbábue, Zâmbia, Namíbia e Botsuana – uniram forças no começo deste ano para pressionar a CITES antes de uma conferência global marcada para agosto. Eles afirmam que devem ser livres para decidir como lidar com sua vida selvagem, e a renda das vendas de estoques de marfim pode ser usada para conservação.

Botsuana diz que tem muitos elefantes, enquanto Mupfumira disse que o Zimbábue tem um “excesso” de 30 mil dos animais.

O presidente da Namíbia, Hage Geingob, e Edgar Lungu, da Zâmbia, disseram aos delegados na cúpula que os direitos das comunidades que vivem entre elefantes estão sendo negligenciados e que deve haver um “novo acordo” com a CITES que lhes permita se beneficiar da vida selvagem.

O presidente Mokgweetsi Masisi, de Botswana, que supervisionou o levantamento da proibição da caça em maio para permitir que os moradores atirassem em alguns elefantes caso destruíssem as plantações, fez comentários semelhantes.

O Zimbábue já vendeu vários elefantes africanos para a China nos últimos anos. A nação da África Ocidental da Gâmbia, que não tem paquidermes, também manifestou interesse, disse Mupfumira.

“Eles disseram vir e nos ensinar e nos enviar know-how técnico”, disse ela. “Devemos permitir a livre circulação e também devemos decidir – é nosso próprio recurso”.

Com afirmações que reduzem os animais a produtos para serem comercializados conforme a vontade humana, líderes das nações preseteadas com esses belos animais, posicionam-se no sentido de precificá-los e decidir sobre seus destino e bem-estar.

Ocupando seus habitats e pressionando-os a viver em espaços cada vez menores, esses animais seguem relega à vontade humana que na maioria das vezes visa apenas o lucro ao decidir sobre seus destinos.

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Governo do Zimbábue autoriza caça a búfalos com arco e flecha

A caça a búfalos com arco e flecha, para suprir a crescente demanda da busca cruel por entretenimento humano a partir do sofrimento e da morte desses animais, foi autorizada por autoridades do Zimbábue, na África, conforme informou no último sábado (25) um funcionário da administração de parques naturais.

AFP

“Como parte da diversificação dos nossos produtos, incluímos a caça com arco e flecha para atrair pessoas ao Zimbábue”, indicou à AFP o porta-voz da administração de parques e fauna silvestre, Tinashe Farawo, demonstrando descaso com os animais, que são objetificados no país para serem explorados para entreter humanos através da caça. As informações são do portal IstoÉ.

A procura de pessoas ricas pela caça tem aumentado cada vez mais. Recentemente, Botsuana, também na África, liberou a caça a elefantes, que estava proibida há cinco anos. Ambientalistas protestaram contra o argumento do pais de que a medida irá ajudar a atrair dinheiro para países pobres e levará a uma melhor administração de reservas nturais.

“O que estamos fazendo é captar este mercado para termos uma receita maior, investirmos mais na proteção da fauna, melhorar nossa economia e criar mais empregos”, explicou Farawo, ignorando o fato de que o país está passando por cima dos direitos animais ao liberar que elefantes sejam mortos.

No Zimbábue, centenas de milhares de búfalos atraem caçadores dos Estados Unidos, da Europa e da África do Sul, que têm interesse em matá-los. No começo do mês, o governo anunciou ter vendido aproximadamente 100 elefantes a China e a Dubai por 2,7 milhões de dólares. A comercialização dos animais foi feita nos últimos seis anos. O país alegou ter os vendido devido a uma superpopulação nos parques nacionais e ao confronto existente entre eles e os humanos, quando os elefantes entram em assentamentos e plantações.

Vendidos a preços que variam entre 13.500 e 41.500 dólares cada, 93 elefantes foram enviados, segundo a publicação “The Chronicle”, para parques da China e outros quatro para Dubai, entre 2012 e 2018.

Zimbábue, Botsuana e Namíbia pedem o fim da proibição da venda de marfim cru

Elefantes no parque nacional de Hwange no Zimbábue | Foto: Philimon Bulawayo/Reuters

Elefantes no parque nacional de Hwange no Zimbábue | Foto: Philimon Bulawayo/Reuters

Os países Zimbábue, Botsuana e Namíbia fazem um novo apelo a um órgão de fiscalização global para suspender as medidas restritivas ao comércio de marfim cru.

A convenção da Cites, proíbe o comércio não regulamentado envolvendo espécies ameaçadas de extinção em todo o mundo.

Os três países da África do Sul, que abrigam 61% dos elefantes do continente, farão sua solicitação para a mudança na próxima conferência da Cites, em Colombo, no Sri Lanka. O último apelo para a suspensão das medidas, na conferência Cites de 2016 na África do Sul, foi rejeitado.

De acordo com o Ministério da Informação do Zimbábue, são quase 13 anos desde a última venda comercial de marfim do país. “Nosso estoque de marfim vale mais de 300 milhões de dólares, o que não podemos vender porque países que não possuem elefantes estão dizendo àqueles que os tem, o que fazer com seus animais”, disse Nick Mangwana, secretário permanente do ministério.

Há um clamor crescente sobre a proibição, e os movimentos para suspendê-la alegam que vão conseguir fundos para a conservação das espécies.

Crianças locais perseguem um trator carregando um elefante morto para sua aldeia | Foto: Gemma Catlin/Rex Features

Crianças locais perseguem um trator carregando um elefante morto para sua aldeia | Foto: Gemma Catlin/Rex Features

O Zimbábue também fará um apelo separado na conferência para a permissão de vender alguns de seus elefantes, à medida que o conflito entre pessoas e a vida selvagem aumenta.

O país tem uma população de elefantes em expansão, que está cada vez mais em contato com as pessoas. Cerca de 200 pessoas morreram de ataques de elefantes nos últimos cinco anos.

Estima-se que 40% dos casos envolveram elefantes invadindo comunidades humanos em busca de água. Só neste ano, quatro pessoas foram pisoteadas, de acordo com o departatamento de Gestão de Parques e Vida Selvagem do Zimbábue (Zimparks).

O Zimbábue tem 85 mil elefantes, mas os parques nacionais e áreas de conservação do país só conseguem lidar com 55 mil.

Aldeias em áreas de baixa altitude perto de grandes parques de caça como Hwange e Gonarezhou reclamaram de incursões feitas por animais selvagens.

A Zimparks informou que fazendeiros que vivem perto de áreas de preservação perderam mais de 7 mil hectares de cultivos para elefantes que se desviaram.

Encurralados ao terem seus habitats naturais invadidos por ocupações humanas os animais são cada vez mais espremidos em terrenos menores o que causa o conflito humanos X elefantes.

Uma crescente população humana, por sua vez, levou as pessoas a invadirem parques de caça, florestas e outros ecossistemas em busca de terras.

Mokgweetsi Masisi, presidente de Botswana, entrega bancos feitos de pés de elefante aos seus partidários do Zimbábue, Zâmbia e Namíbia | Foto: The Guardian

Mokgweetsi Masisi, presidente de Botswana, entrega bancos feitos de pés de elefante aos seus partidários do Zimbábue, Zâmbia e Namíbia | Foto: The Guardian

O governo do Zimbábue está desenvolvendo uma política para limitar o conflito entre seres humanos e animais selvagens à medida que ele se move para aliviar o atrito sobre os recursos. As autoridades também querem ver as regras da Cites mais frouxas para que possam vender mais animais. Entre 2012 e 2018, o Zimbábue vendeu 98 elefantes, principalmente para a China.

Farawo disse que a seca induzida pelo El Niño estava ameaçando a vida selvagem, à medida que os veios de água se esgotavam. “Estamos enfrentando a seca. Como vamos cuidar desses elefantes? É por isso que estamos dizendo que os elefantes cuidem de si mesmos pedindo a suspensão da proibição do comércio”, disse ele.

Botswana também está considerando suspender a proibição de caçar elefantes para usar sua carne como fonte de alimentação. Enquanto o movimento foi recebido com críticas generalizadas de especialistas em conservação, o presidente do país, Mokgweetsi Masisi, diz que a caça impulsionaria o turismo ao mesmo tempo em que gerenciaria a população nacional de elefantes.

O elefante africano, o leão e o hipopótamo aparecem na “lista vermelha” da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) de animais em risco de extinção, e precisam de maior proteção para que continuem a andar sobre o planeta.

Zimbábue lucra 27 milhões de dólares vendendo elefantes bebês para a China

Elefantes de dois a três anos são exportados | Foto: Africa News

Elefantes de dois a três anos são exportados | Foto: Africa News

O status de “mercadoria” partilhado pelos animais perante a humanidade prevalece, neste caso são os elefantes classificados de “sub-adultos”, animais de até 3 anos de idade, que são precificados e enviados para longe de seus habitats como se fossem produtos de exportação.

O Zimbábue arrecadou milhões de dólares com essa atividade, exportando elefantes bebês ou ainda bem jovens para a China e os Emirados Árabes Unidos, a informação foi confirmada pela ministra do Turismo, de acordo com o jornal The Chronicle.

A ministra do Turismo, Priscah Mupfumira, disse que, em um período de seis anos, o país exportou 97 elefantes para os dois destinos em que foram vendidos.

“A Autoridade de Parques e Vida Selvagem do Zimbábue exportou um total de 97 elefantes sub-adultos para a China e Dubai entre 2012 e 1º de janeiro de 2018. Um total de 93 elefantes foram exportados para a China e quatro foram exportados para Dubai.”

O termo “sub-adultos” descreve os animais exportados que tinham entre dois e três anos de idade. O The Chronicle acrescenta que os elefantes foram vendidos por preços que variam entre 13.500 e 41.500 mil dólares.

A ministra ressaltou que o lucro seria destinado à conservação dos elefantes. “A capacidade de animais do Zimbábue é de 55 mil elefantes, mas agora temos 85 mil”, disse ela.

“Estamos setados em cima de uma fortuna em marfim, no valor de 300 milhões de dólares, que pode ser vendido para financiar nossos programas de conservação, além de beneficiar as comunidades que vivem em áreas de vida selvagem”, acrescentou Mupfumira.

O Zimbábue optou contra a opção de sacrificar elefantes como proposto pelo Cites, o grupo que trabalha na área de comércio de espécies ameaçadas de extinção. Tanto sacrificar como vender elefantes são práticas inaceitáveis pelos defensores dos direitos animais e por qualquer membro consciente da sociedade. As vidas dos elefantes como de quaisquer outros animais não-humanos são tão preciosas como as humanas e dignas do mesmo direito à vida.

Aliás, líderes de quatro nações do sul da África – Argélia, Botsuana, Zâmbia, Namíbia e Zimbábue se reuniram recentemente em uma Cúpula do Elefante em Kasane, Botsuana.

Os relatórios indicam que o quarteto de nações está pressionando pela suspensão da proibição da caça de elefantes e estão apoiando um pedido para que a Cites permita a venda de estoques de marfim para financiar a conservação de elefantes.

Espécie Ameaçada

Um levantamento atualizado realizado pelo departamento de Meio Ambiente da ONU confirmou que a caça continua ameaçando a sobrevivência dos elefantes africanos, cuja população caiu de estimados 12 milhões há um século para 400 mil, de acordo com o Relatório sobre a Situação de Elefantes Africanos 2016.

Com base em dados da Proporção de Elefantes Mortos Ilegalmente (PIKE, na sigla em inglês), a Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e Flora (CITES) avaliou os níveis de mortes ilegais por meio do programa de monitoramento de elefantes mortos. O monitoramento calculou que a caça ilegal é a principal causa de mortes de elefantes.

De acordo com evidências, níveis da PIKE alcançaram um pico em 2011, quando uma proporção alarmante de 10% dos elefantes africanos foram caçados, antes de caírem até 2017. O nível permaneceu relativamente sem mudanças ao longo de 2018.

Níveis altos da proporção são preocupantes porque até mesmo populações estabelecidas e protegidas de elefantes sofrem perdas anuais para caças e outra formas de mortalidade, que não são compensadas por taxas de natalidade.

Muitas populações de elefantes africanos são pequenas, fragmentadas e não são protegidas, o que as tornam mais vulneráveis à caça.

“Mortes ilegais de elefantes africanos por conta do marfim continuam uma ameaça significativa às populações de elefantes na maioria dos estados”, disse a secretária-geral da Convenção, Ivonne Higuero. “Ao mesmo tempo, a população humana da África cresceu dez vezes, de 125 milhões para 1,225 bilhão, criando competição com elefantes por terra”.

Embora o comércio internacional de marfim de elefantes esteja banido pela Convenção desde 1990, opiniões são divergentes entre países sobre a continuação, ou não, da proibição.

O elefante africano e o debate sobre comércio de marfim será um item da agenda da próxima Conferência das Partes da CITES, realizada a cada três anos. A Conferência estava marcada originalmente para maio deste ano em Colombo, no Sri Lanka, mas será remarcada para uma data posterior.

“Precisamos continuar reduzindo caça e comércio de marfim e encontrar soluções para garantir a coexistência de elefantes com populações locais”, destacou Higuero. “A comunidade internacional deve expandir ainda mais seu trabalho com Estados africanos para encontrar soluções que funcionem tanto para os elefantes quanto para comunidades locais”.

Caçador que matou leão adormecido e causou revolta na internet é identificado


Quem aparece nas imagens mirando no animal indefeso e disparando três tiros contra ele é Guy Gorney, 64, de Manhattan, Illinois (USA). Acredita-se que a caçada aconteceu no Zimbábue.

Em uma entrevista de 2015 a CBS , Gorney não demonstrou nenhum remorso por caçar elefantes, leões, leopardos, rinocerontes e búfalos (ele já havia assassinado 70 animais).

“Eu tenho dificuldade em entender, se você tem uma foto de alguém com um cervo, ninguém parece se importar. Mas se é um elefante, é um grande problema. Se é um leão – especialmente agora – é um problema enorme”, disse Gorney na época.

“Para mim, de qualquer forma, eu parei um coração batendo.”

Repercussão

A conta que compartilhou o vídeo é uma conta de defesa dos direitos dos animais do Reino Unido, de acordo com as informações na página.

“Sou um defensor da vida selvagem”, diz a biografia.

“Exponho abuso de animais e abusadores onde quer que estejam. Eu nunca deixarei de lutar por melhores direitos e bem-estar animal”.

As imagens causaram revolta na internet e o usuários da rede comentaram a publicação do @protect_wildlife e, posteriormente, do “@doglab

“Eu vivo para derramar água fervente nele enquanto ele dorme e vê-lo gritar em agonia – isso seria horrível de se ver”, escreveu um seguidor.

“Um leão adormecido, uau que grande homem”, ironizou um usuário.

“Isso não é caça, nem esporte … é assassinato”, escreveu a usuária @verdiKate

“Mesmo se estivesse acordado, o pobre animal não deveria ser morto!”, escreveu outro usuário.

“Deveria ficar cinco anos na cadeia. Grotesco”, sugeriu um usuário.

Filhotes de elefantes são mantidos em cativeiro e vendidos para zoos

Os animais filmados pelos ativistas mostram sinais de estresse, de acordo com a Humane Society International.

Filhotes de elefantes são caçados com ajuda de helicópteros que separam os jovens de seus grupos, deixando-os “desorientados, exaustos e subjugados”. Os jovens são colocados e carregados em caminhões, com os helicópteros por perto para impedir as mães, extremamente protetoras, salvem seus bebês.

“Pode ser preciso várias tentativas para separar com sucesso os jovens de suas mães, que são extremamente protetores”, disse uma fonte ao Times.

A Humane Society International pediu ao Zimbábue para parar a prática bárbara de separar os jovens elefantes de seus rebanhos.

As imagens  mostram os elefantes andando ao redor de cercados dentro do Parque Nacional de Hwange, mostrando sinais de sofrimento. Esses sinais incluem listras escuras ao lado de seus rostos enquanto eles vazam hormônios de suas glândulas temporais e adotam posturas defensivas de orelhas abertas.

No governo de Robert Mugabe, o Zimbábue exportava animais como pagamento de dívidas. Quando Emmerson Mnangagwa tomou o poder em 2017, esperava-se que a prática acabasse mas não é o que parece ter acontecido. As informações são do Daily Mail.

“A captura de filhotes de elefantes na natureza é uma prática bárbara, e o cativeiro será uma sentença de vida de sofrimento”, disse Audrey Delsink, diretora de vida selvagem africana da Humane Society International.

Os filhotes normalmente permanecem intimamente ligados a seus grupos familiares natais; as fêmeas nunca deixam suas famílias, enquanto os machos só deixam o grupo a partir de 12 anos de idade.

Após o reconhecimento dos elefantes como seres sencientes, a África do Sul proibiu a captura destes animais.

Plano do Zimbábue de exportar elefantes para a China gera protesto

O governo do Zimbábue planeja exportar até 35 filhotes de elefante para a China. Ativistas pelos direitos animais, que discordam do plano, fizeram um protesto. Eles afirmam que os procedimentos adequados não foram seguidos e lembram que o papel significativo da China no tráfico de espécies ameaçadas de extinção gera preocupação.

Um elefante africano e seu bebê são retratados em 18 de novembro de 2012, no Parque Nacional de Hwange, no Zimbábue (Martin Bureau / AFP / Getty Images)

De acordo com os ativistas, que realizaram investigações, os filhotes, que têm apenas dois anos, foram separados das mães e levados para currais no Parque Nacional Hwange, no Zimbábue, enquanto preparativos são feitos para que a viagem até a China aconteça. No país de destino, os elefantes serão levados para zoológicos. As informações são do portal Epoch Times.

Para ambientalistas locais e internacionais, a exportação é altamente prejudicial não só para os filhotes, mas para todo o rebanho. De acordo com a ativista Sharon Hoole, do grupo Bring Back Our Rhinos, com sede no Reino Unido, a Wildlife Act determina que critérios sejam obedecidos em caso de exportação de animais, mas o governo não atendeu a essas normas.

“Deveria haver consulta pública às partes interessadas, consulta parlamentar… Mesmo durante a captura, eles precisam atender a um critério em que representantes de cidadãos, partes interessadas e serviços de bem-estar animal devem estar envolvidos”, disse Hoole. “Essa captura e exportação dos filhotes de elefantes é ilegal porque esses critérios não foram cumpridos, mas eles não se importam com isso porque sabem que ninguém fará nada. Então temos que fazer alguma coisa”, completou.

Especialistas afirmam que a demanda chinesa por produtos advindos de animais silvestres está impulsionando o tráfico de espécies ameaçadas de extinção. Muitos animais, especialmente tigres, ursos e rinocerontes, são criados em massa na China e tratados de forma desumana. Os tigres são explorados para produção de itens de luxo, como vinho de osso de tigre e tapetes de pele de tigre, e os ursos pra extração da bílis para uso na medicina tradicional chinesa.

De acordo com o especialista em vida selvagem Mike Hitschmann, que dirige a Reserva Natural Cecil Kop, a preocupação não é só com o tráfico, mas também com o relacionamento da China com a África, que se caracteriza como um neocolonialismo que ocorre em países com governos questionáveis e que dá a vantagem a Pequim.

“O Zimbábue não é exceção e, basicamente, o que os chineses querem ou precisam, agora podem obtê-lo – sejam nossos recursos minerais ou nossos recursos naturais na forma de vida selvagem”, disse. “Com o advento do novo governo sob o presidente Emmerson Mnangagwa, não houve melhora. De fato, parece que a situação está piorando”, completou.

Com o aumento da presença chinesa no Zimbábue, a maior parte das espécies de répteis do país, como cágados e tartarugas, assim como rinocerontes, foram afetadas negativamente, segundo Hitschmann. Ele se preocupa também com a possibilidade de declínio das populações de elefantes.

Tinashe Farawo, porta-voz da Autoridade de Gestão de Parques e Vida Silvestre do Zimbábue, afirmou que o governo não está capturando elefantes para exportação. “Somos conhecidos por sermos líderes em conservação da vida selvagem e não podemos capturar elefantes para exportação”, afirmou. “Só podemos capturar subadultos – isto é, se quisermos capturar qualquer elefante [para exportação]. Nós capturamos apenas elefantes adultos jovens que não são mais dependentes de suas mães. Mas neste caso, não estamos fazendo isso ”, explicou.

Elefantes filhotes fotografados em um curral no Parque Nacional de Hwange, no Zimbábue (Andrew Mambondiyani para o Epoch Times)

Farawo afirmou que há mais de 80 mil elefantes no Zimbábue, o dobro da capacidade do país. “A última vez que nós selecionamos os elefantes foi em 1987 e os números estão crescendo, por isso estamos experimentando conflitos entre humanos e elefantes”, disse.

No entanto, para Hitschmann, as alegações de excesso de população são falsas e estão sendo usas para se opor à proibição mundial do comércio de marfim e para justificar a exportação de filhotes. O especialista indica ainda que existem práticas precárias de gestão que permitiram o aumento da invasão humana em áreas protegidas, como parques nacionais, e decisão políticas ruins que resultaram em menos terras disponíveis para animais silvestres.

Hitschmann acredita que o manejo eficaz da fauna requer um pensamento “fora da caixa”. Segundo ele, se uma área tem alta população de elefantes, os rebanhos podem ser realocados em outras áreas em que não há elefantes, incluindo outros países da África.

“Desta forma, fazemos a nossa parte para abrandar o crash da população em geral, mantendo os elefantes na África, que é o seu ambiente, e faz sentido porque necessitamos de turistas para visitar elefantes na África – não na China”, disse.

De acordo com a Humane Society dos Estados Unidos, esta é a quarta vez, desde 2012, que o Zimbábue captura elefantes – cerca de 108 animais – para exportá-los para a China, apesar das críticas severas.