Ursos arranham e batem as patas contra as paredes de cativeiro em zoo

Foto: Viral Press

Foto: Viral Press

Ursos aflitos podem ser vistos se balançando para frente e para trás e se batendo contra as paredes de concreto do recinto onde ficam aprisionados, em um vídeo comovente feito no zoológico Samut Prakan Crocodile Farm and Zoo na Tailândia.

Os ursos negros asiáticos foram filmados no polêmico local, que já foi centro de diversas acusações, e que os ativistas dos direitos animais estão lutando para fechar.

Imagens de 4 de agosto mostram que os animais parecem estar estressados quando batem as patas contra as paredes íngremes enquanto olham para os visitantes do zoo.

Alguns dos ursos também estavam saltando de um lado para o outro enquanto se encostavam contra o concreto, incapazes de subir rumo a liberdade.

O zoológico Samut Prakan Crocodile Farm and Zoo provocaram indignação em dezembro passado, quando imagens de um elefante muito magro e jovem sendo forçado a fazer truques para multidões foram divulgadas nas redes sociais.

Desde então, grupos de defesa dos direitos animais, incluindo a PETA, têm pressionado as empresas de turismo a pararem de levar turistas para o local que fica ao sul de Bangcoc.

Foto: Viral Press

Foto: Viral Press

A empresa chinesa Ctrip – a maior agência de reservas on-line da Ásia que administra as viagens de férias de milhões de turistas por ano – na semana passada retirou o zoológico de seus roteiros e parou de vender ingressos para a instalação. A empresa é proprietária do Skyscanner, Trip e Tours4fun.

Os ativistas esperam que, ao focar as ações nos clientes e nas turnês, eles possam interromper a demanda por tais atrações, que levam ao sofrimento e a buso dos animais.

A PETA anunciou esta semana que a Ctrip deixaria de vender ingressos para o zoológico e pediu que outros operadores turísticos sigam o mesmo exemplo.

Foto: Viral Press

Foto: Viral Press

O porta-voz da empresa, Jason Baker, disse: “A Ctrip fez a coisa certa em cortar a venda de ingressos para essa operação desprezível, abusiva e cruel. A PETA está pedindo a todas as empresas de viagens que ainda oferecem excursões a essas instalações que sigam o exemplo compassivo e perspicaz de negócios da Ctrip e que coloquem empresas exploradoras fora de seus itinerários.

O zoológico abriga crocodilos, elefantes, ursos, chimpanzés, tigres e outros animais. A empresa recebeu críticas pelo tratamento cruel dado aos animais, que parecem estar angustiados, infelizes e às vezes desnutridos.

Foto: Viral Press

Foto: Viral Press

Elefantes ainda estão presentes no zoológico e têm que realizar apresentações de rotina diária, como derrubar pinos e ficar de pé em banquetas para visitantes e turistas em uma arena de concreto.

A PETA denunciou que os “tratadores do zoológico espetavam elefantes com ganchos afiadas de metal e os forçavam a dar passeios e fazer truques antinaturais como jogar boliche, pintar quadros e dançar”.

Foto: Viral Press

Foto: Viral Press

A ONG revelou também que os elefantes não podiam interagir uns com os outros e “oscilavam continuamente para frente e para trás, um sintoma de sofrimento psicológico”.

Foto: Viral Press

Foto: Viral Press

Em outras imagens recentes do zoológico, elefantes traumatizados foram mostrados balançando a cabeça de um lado para outro em um sinal de “sofrimento psicológico” também conhecido como zoocose. Eles são então levados para uma área onde são forçados a se equilibrar em uma perna, chutar bolas de futebol e jogar bolas de boliche em fileiras de pinos.

Foto: Viral Press

Foto: Viral Press

Amarrados por correntes curtas, crocodilos nadam em piscinas sujas de lixo, e tigres agitados são alimentados com carne por convidados (mediante pagamento) usando uma vara.

Foto: Viral Press

Foto: Viral Press

A National Geographic também investigou a mesma instalação e encontrou um elefante de quatro anos, Gluay Hom, que, segundo o veículo, estava desnutrido muito magro, manco de uma perna, não conseguia ficar de pé e tinha uma enorme ferida do lado da cabeça.

Foto: Viral Press

Foto: Viral Press

Enquanto isso, um velho tigre chamado Khai Khem podia ser visto como um abcesso dentário tão grave que estava corroendo sua mandíbula.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Pesquisadores concluem que animais em cativeiro sofrem intenso estresse

Por Rafaela Damasceno

Zoológicos e aquários se tornaram atrações famosas muito procuradas para o entretenimento humano. Para muitos, a experiência parece incrível – ver animais selvagens e exóticos que nunca seriam vistos fora da natureza. Infelizmente, o custo disso é muito alto para os animais.

Um urso polar em um recinto de zoológico

Foto: Carsten Tolkmit/Wikimedia

Os animais em cativeiro frequentemente apresentam comportamentos estereotipados, relacionados ao estresse. Mas como identificar os comportamentos que são normais e os que não são? Um grupo de pesquisadores se comprometeu a responder essa pergunta, realizando um estudo com 11 ursos polares presos em sete zoológicos diferentes.

Todos os ursos da pesquisa nasceram em cativeiro. Análises complexas de vídeos feitos durante o estudo concluíram que, na maioria dos casos em que os ursos exibiam comportamentos repetitivos, eles provavelmente estavam se desconectando de seus ambientes. Isso sugere que os comportamentos demonstrados devem ser considerados anormais.

Estudos semelhantes foram realizados no passado, mas este reforça o que várias pessoas, principalmente ativistas, afirmam há anos: o cativeiro é estressante para os animais.

A vida no cativeiro não pode ser comparada à vida na natureza. Na região do Ártico, os ursos polares passam o dia viajando no gelo do mar – que está sumindo devido às alterações climáticas – e caçando para se alimentar. A espécie também é conhecida por nadar muito bem e suportar temperaturas abaixo de zero. Já no cativeiro, normalmente os ursos vivem em áreas com uma piscina de concreto. Eles não podem percorrer distâncias que deveriam, caso estivessem na natureza, nem atravessar o gelo do mar. Também são forçados a viver em climas que não imitam o de seu habitat e não caçam.

A mesma coisa acontece com todos os animais em cativeiro. As orcas são forçadas a viver em piscinas minúsculas, onde podem apenas nadar em círculos – ao contrário da natureza, onde percorrem cerca de 160 quilômetros por dia. Elefantes, que costumam andar 50 quilômetros, também não possuem grande espaço para se locomover.

Sejam em gaiolas pequenas ou em espaços expositivos com grama e árvores, os animais ainda sim não incapazes de exibir comportamentos naturais, o que impacta diretamente em seu bem-estar psicológico e emocional.

É comum animais em cativeiro exibirem comportamentos repetitivos como andar de um lado para o outro, se balançar, sacudir a cabeça. Outros podem até mesmo se tornar mais extremos, ferindo a si mesmos ou destruindo coisas ao seu redor. Esses comportamentos são definidos como “zoocose”.

A zoocose é a condição comportamental que ocorre em animais em cativeiro, como os comportamentos estereotipados.

O estresse não é causado apenas por estarem confinados em recintos pequenos. Os animais, frequentemente, são insultados ou perturbados por visitantes, que podem bater nos vidros ou atirar coisas no local, tentando chamar a atenção deles. Os barulhos altos, as multidões e condições climáticas diferentes são coisas que eles não teriam contato na natureza.

Infelizmente, enquanto houver pessoas para visitar lugares como zoológicos e aquários, os animais continuarão sendo explorados para o entretenimento humano.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Mais de 100 animais deixados sem comida ou água são resgatados de zoológico

Leoa bebe água do chão | Foto: Humane Society EUA

Leoa bebe água do chão | Foto: Humane Society EUA

Mais de 100 animais exóticos foram resgatados de um zoológico no Canadá, depois de terem sido encontrados presos em jaulas insalubres, dilapidadas e sem comida ou água.

O proprietário do desacreditado zoológico St-Edouard Zoo, em Quebec, foi preso e acusado de negligência e crueldade contra animais na terça-feira última (21).

Leões, tigres, zebras, camelos, cangurus e ursos estavam entre os animais que foram resgatados por oficiais das ONGs de proteção animal Society for Protection of Cruelty to Animals e da Humane Society.

Urso em cativeiro estéril | Foto: Humane Society EUA

Urso em cativeiro estéril | Foto: Humane Society EUA

A maioria dos animais selvagens foi encontrada confinada em celas escuras, frias, estéreis e dilapidadas.

Outros viviam em cativeiros inadequados, com proteção mínima de chuva, sol ou calor e frio.

Autoridades disseram que muitos dos animais não tinham acesso a água ou comida e pareciam estar sofrendo de condições médicas.

Alguns dos animais mostravam sinais de sofrimento psicológico significativo, zoocose, incluindo balanço do corpo ritmo constante e movimentos repetitivos executados compulsivamente, quando foram resgatados.

Os animais estão agora sendo atendidos e cuidados pela Humane Society International/Canada.

O zoológico de beira de estrada tem um histórico de recebimento de avisos e acusações criminais.

A SPCA realizou uma inspeção na instalação em agosto do ano passado, durante a qual registrou vários delitos relacionados ao estado físico dos animais e suas condições péssimas de vida.

Os oficiais resgataram duas alpacas que estavam em más condições e removeram os corpos de quatro animais, incluindo dois tigres, encontrados mortos na propriedade.

Foto: Humane Society EUA

Foto: Humane Society EUA

Essa inspeção em particular é o que levou o zoológico às acusações criminais contra o dono que pode pegar até cinco anos de prisão.

Zoológicos – fábricas de morte

Todo tipo de cativeiro, sem exceções, causa prejuízos aos animais. Estes seres sencientes nasceram livres, com a natureza por habitat, e nenhum local ou nenhuma justificativa (como proteção das espécies e reprodução assistida) pode isentar o crime que esse fato representa.

Além do sofrimento psicológico e físico, dos traumas, da perda de vontade de viver e uma série e outros sintomas ligados a privação da liberdade, os animais ainda são afastados de seus bandos, suas estruturas sociais, seus vínculos consanguíneos e amorosos.

Foto: Humane Society EUA

Foto: Humane Society EUA

Sim, eles criam vínculos, são capazes de amar, sofrer, sentir, compreender o mundo ao seu redor e responder a estímulos externos. Essa capacidade de sentimento e consciência foi registrada sob o título de senciência animal e conta com a aprovação cientifica de especialistas do mundo que assinaram a Convenção de Cambridge em 2012.

Dessa forma essa evidencia científica só torna o sofrimento de nossos companheiros de planeta ainda maior e nossa culpa ainda mais condenável e vexatória.

Elefanta explorada em circo passa a sofrer de paralisia de tromba

Animais selvagens que são explorados e mantidos em cativeiro em circos sofrem de problemas de saúde como obesidade, artrite e fome (desnutrição). O pior de tudo é que eles desenvolvem zoocose – depressão e comportamento compulsivo, como movimentos ritmados sem objetivo e automutilação.

Na natureza, os elefantes vivem em grupos de até 100 outros animais e chegam a caminhar até 40 quilômetros por dia. Mas em cativeiro, eles são privados da socialização – atividade de extrema importância para a espécie – com outros elefantes e sua saúde mental e física é terrivelmente afetada.

Em fevereiro, Animal Defenders International publicou imagens comoventes de Betty, uma elefanta que vem sendo explorada pelo Garden Bros Circus, o video foi gravado durante a passagem do circo itinerante por Denver, Colorado (EUA).

O vídeo mostra Betty severamente abatida, de cabeça baixa, exibindo um comportamento estressado e sendo forçada a carregar pessoas em suas costas no circo. Sua tromba fica se arrastando no chão o tempo todo, o que é um sinal de paralisia do membro, freqüentemente causado por trauma.

Isso é ainda mais preocupante considerando que o homem ao lado de Betty, Larry Corden, está segurando um “bullhoook” – ferramenta de tortura criada especialmente para o “treinamento” de elefantes – e já foi acusado publicamente de crueldade contra animais há alguns anos. Em 2015, ele forçou um elefante assustado a sair de um palco de circo, inserindo um gancho em sua boca.

O bullhook é um cabo longo de metal com um gancho afiado na ponta. Esta ferramenta cruel é usada para quebrar o espírito e a vontade dos elefantes, para que eles fiquem com medo de serem feridos e obedeçam a tudo que for mandado por seus algozes, desde carregar humanos em suas costas até realizar truques artificiais.

Foto: Animal Defenders International

Foto: Animal Defenders International

Além do óbvio desconforto e da paralisia de tromba de Betty, acredita-se que ela também tenha outros problemas de saúde, que exijam cuidados médicos imediatos, incluindo dor e rigidez nas articulações.

Foi criada uma petição exigindo a imediata libertação de Betty para que ela possa receber tratamento médico adequado e se ver livre dessa vida cruel de circo onde a exploração e o sofrimento são sua rotina diária.