Chimpanzé Black é transferido de zoológico para santuário em Sorocaba (SP)

O chimpanzé Black foi transferido do Parque Zoológico Municipal “Quinzinho de Barros” para o Santuário de Grandes Primatas, em Sorocaba, no interior de São Paulo. A transferência foi feita na tarde desta segunda-feira (6) por determinação do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

Foto: Divulgação/Prefeitura de Sorocaba

A decisão judicial atendeu a um pedido da Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA) e da Associação Sempre Pelos Animais, de São Roque (SP). Entre os argumentos utilizados no processo que justificam a transferência do animal, está a falta de convívio do chimpanzé com outros animais da espécie. As informações são do G1.

O TJ-SP estabeleceu um prazo, até o dia 8 de maio, para a transferência de Black. Como o zoológico não abre de segunda-feira, essa foi a data escolhida para a retirada do animal do local. O caso tramita na Justiça há mais de um ano. Em primeira instância, o pedido das ONGs foi negado, mas um novo julgamento resultou em um parecer favorável.

Uma gaiola foi usada para transferir o animal. Para que o chimpanzé entrasse, alimentos foram colocados dentro dela. O objetivo era transferi-lo sem precisar usar sedativos, já que ele é idoso e tem cerca de 50 anos.

Explorado em circo

Black foi levado ao zoológico na década de 1970, após ser resgatado de um circo, que o explorava para entretenimento humano. No zoo, ele teve a companhia de outras duas chimpanzés. A última morreu há cerca de 10 anos e, desde então, ele vivia sozinho.

O promotor do Meio Ambiente Jorge Marum explicou que a promotoria deu parecer favorável para a transferência de Black e fez reuniões para viabilizar o cumprimento da decisão. Segundo ele, no entanto, a decisão pode ser revertida.

Foto: Divulgação/Prefeitura de Sorocaba

“Não é uma decisão definitiva, é uma liminar. O processo continua, vão ser colhidas provas, vão ser ouvidos especialistas para que a decisão seja tomada com respaldo técnico da melhor forma possível”, explica o promotor.

O promotor lembrou que o chimpanzé é idoso, foi explorado em um circo, estava solitário e vivendo há muito tempo no zoológico. “Penso que seria uma aposentadoria merecida. Claro que também levei em conta os laudos técnicos anexados ao processo”, diz.

Luciano Ferro, representante jurídico das entidades que moveram a ação pedindo a transferência de Black, lembrou do período em que o chimpanzé viveu no Santuário dos Primatas, quando foi levado ao local temporariamente, em 2014, para que o recinto dele no zoológico passasse por manutenção.

“No zoológico ele vive em situação de isolamento, no santuário ele vai ter contato com outros animais. Ele já esteve no santuário e teve um bom histórico. O recinto do Black já está preparado para recebê-lo no santuário, ele vai ter paz”, comentou Ferro. Ativistas afirmam que, no período em que viveu no santuário, o chimpanzé se socializou com outros membros da espécie e conquistou uma amiga chamada Margarete.

Ferro criticou manifestações feitas no zoológico. “A gente estava bastante chateado por a prefeitura estar fazendo manifestação dentro do zoológico durante toda semana. Um zoológico que diz que prima pelo bem-estar dos animais não deveria permitir manifestação pública praticamente dentro do recinto dos animais, que era o que estava acontecendo com o Black”, disse.

Apesar da crítica, Ferro afirmou que o zoológico colaborou durante a transferência do animal. “Ao todo, foram 6 profissionais do projeto GAP que acompanharam o manejo do Black para entrar na caixa, mais 6 do zoológico. O zoológico colaborou, já tinha sido acertado que seria uma operação colaborativa entre as partes e foi o que aconteceu”, contou.

Ferro disse ainda que a transferência do chimpanzé foi um grande sucesso. “O Black ficou super bem adaptado, não teve nenhum problema. Todas aquelas mentiras que estavam sendo contadas a respeito do Black, de que o santuário iria jogá-lo em meio a um monte de primatas não era verdade. O Black vai ser socializado, a priori, apenas com uma companheira e isso no tempo certo, não vai ser agora. Tudo isso vai ser registrado”, concluiu.

O santuário, que é filiado ao Great Ape Project/Projeto dos Grandes Primatas (GAP), é uma propriedade particular mantida por sua família fundadora.

Zoo de Barcelona não vai mais reproduzir animais que não estejam ameaçados de extinção

O Zoológico de Barcelona, na Espanha, irá se adequar a regras aprovadas na última sexta-feira (3) pela Câmara Municipal da capital catalã que visam transformar o estabelecimento no primeiro parque zoológico animalista da Europa. Com as novas normas, o zoo, inaugurado em 1892, não irá mais promover a reprodução de espécies que não estiverem ameaçadas de extinção e irá transferir para santuários os animais que se encontrarem em boas condições.

Atualmente, o zoológico mantém aproximadamente 2 mil animais de 300 espécies diferentes. As informações são do El País.

Um rinoceronte no zoológico de Barcelona. (FOTO: CARLES RIBAS)

Coordenador de uma iniciativa legislativa popular pela abolição das touradas na Catalunha, o ativista Leonardo Anselmi criou um projeto denominado Zoológicos pela Mudança. O objetivo é modificar o estatuto das instituições e atingir os critérios de reprodução de espécies. Até o momento, poucos locais adotaram o modelo, entre os que se tornaram adeptos estão o Ecoparque de Mendonza e de Buenos Aires, ambos na Argentina.

Com a aprovação do projeto na Espanha, as elefantes Susi, Yoyo e Bully serão levadas a um santuário que, segundo Alejandra Garcia, do Libera, já está definido. Elas viverão no Sul da França.

Os animais que não estiverem em condições de transferência para santuários, permanecerão no zoológico. A direção do estabelecimento terá três anos para conceber um projeto para cada espécie. A recuperação da fauna em diversas zonas é um dos objetivos desta nova fase do zoológico, que deverá elaborar um documento que terá que “especificar, entre outros aspectos, como a reprodução desses animais contribuirá com benefícios quantificáveis para a conservação e viabilidade da espécie e do habitat natural objeto de conservação em curto, médio e longo prazo, bem como as fases nas quais se realizará a reintrodução ou reforço de populações na natureza. Todos os projetos de espécie deverão conter a reintrodução ou o reforço populacional em alguma de suas fases”. Segundo as novas regras, se o documento não assegurar que as espécies serão liberadas em um determinado prazo, a reprodução não será autorizada.

Sobre a dificuldade de reintroduzir determinadas espécies na natureza, García afirmou: “se animais como os símios não podem viver na natureza, deixaremos de reproduzi-los mesmo que se encontrem em perigo de extinção. Não podemos permitir que haja indivíduos que estejam predestinados a viver mal em jaulas”.

As novas regras também proíbem que animais saudáveis sejam mortos por terem problemas de consanguinidade e acaba com o associacionismo que garantia a sobrevivência dos zoológicos nos moldes atuais. A Prefeitura de Barcelona se desliga das redes internacionais de zoológicos que faziam o intercâmbio de animais para defender a conservação das espécies e evitar consanguinidades.

Chimpanzé morre aos 17 anos após viver aprisionado em zoo desde o nascimento

O chimpanzé Lunga morreu na última semana aos 17 anos, no Zoológico de Belo Horizonte, em Minas Gerais, após viver aprisionado desde que nasceu. No local, ele vivia com o pai e com a meia-irmã.

Divulgação / Prefeitura de BH / Suziane Fonseca

A Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica afirmou que o macaco apresentou um comportamento alterado e estava sendo monitorado desde a segunda-feira (29) da última semana. Ele morreu no dia seguinte. As informações são do portal R7.

As possíveis causas da morte estão sendo investigadas. O corpo do animal será submetido a exames de necropsia e os resultados devem estar prontos em 30 dias.

Além de Lunga, que completaria 18 anos no mês de outubro, outros chimpanzés vivem presos no zoológico, privados da vida em liberdade, sendo explorados para entretenimento humano. Serafim, de 31 anos, é pai de Lunga e veio do zoológico de Barcelona, na Espanha. Já Dorothéia, de 39 anos, é meia irmã do chimpanzé e, assim como ele, também nasceu em Belo Horizonte.

Deputada denuncia que animais passam fome em zoo de Teresina (PI)

A deputada estadual Teresa Britto (PV) usou a tribuna da Assembleia Legislativa na terça-feira (23) para denunciar o Zoobotânico de Teresina, no Piauí, por maus-tratos a animais. Segundo ela, os animais mantidos em cativeiro no local estão passando fome.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

“Temos recebido notícias e denúncias de que os animais que estão no zoobotânico estão passando fome e isso é inadmissível e pode ser considerado maus-tratos aos animais, passível de ação civil pública contra o Governo do Estado”, disse Teresa.

Líder do governo, o deputado Francisco Limma (PT), nega as denúncias e afirma que os animais estão recebendo os cuidados necessários. As informações são da ALEPI.

A deputada disse que iria pessoalmente ao parque, com entidades de proteção animal, para verificar as condições dos animais.

Segundo Teresa, o Piauí precisa de uma política de proteção animal. “Nós andamos pelo estado todo e encontramos vários animais de grande e pequenos porte pelas estradas sem nenhum amparo, enquanto temos tantas áreas públicas que poderiam ser transformadas em parques de acolhimentos a esses animais”, defendeu.

Vídeo flagra canguru debilitado exposto em pequena gaiola do lado e fora de zoo

Foto: Amy Mary Mallard/Facebook

Foto: Amy Mary Mallard/Facebook

O que vemos nas imagens fortes apresentadas pelo vídeo abaixo é um animal altamente sociável, naturalmente predisposto a conviver em bandos, endêmico de um país com temperaturas quentes; afastado de seu lar, isolado, sozinho, impossibilitado de correr pelos campos australianos, como é seu costume e exposto a uma temperatura completamente estranha ao seu organismo.

O resultado é um estado lastimável e severo de zoocose, letargia, pés arrastando-se pelo chão duro e algumas tentativas frustradas e frágeis e conseguir escapar, colocando o focinho contra o arame da gaiola

As imagens são do zoológico de Connecticut nos Estados Unidos e foram feitas por uma visitante do local, que comovida com a situação debilitante do animal, iniciou uma petição na intenção de devolver o marsupial ao seu país de origem.

O vídeo, que foi postado no Facebook, mostra o animal enjaulado, abatido, tendo apenas um chão duro como cama, coberto com o que parece ser serragem de madeira.

O canguru, que está totalmente sozinho, é visto andando de um lado para o outro na gaiola e enfiando o nariz pelas frestas do arame, numa tentativa débil e frustrada de sair de sua prisão.

A cena comovente levou a moradora de Connecticut, Danielle Le, a iniciar uma petição no Change.org pedindo a transferência do canguru para a Austrália.

Um protesto foi marcado para pedir libertação do animal | Foto: Amy Mary Mallard/Facebook

Um protesto foi marcado para pedir libertação do animal | Foto: Amy Mary Mallard/Facebook

“O canguru está em um espaço muito pequeno além de estar confinado, ele deveria mesmo é estar com outros cangurus em seu habitat natural”, escreveu a srta. Le.

Danielle não acredita que o animal seja capaz de sobreviver na natureza depois de tudo o que passou, ela espera conseguir levar o canguru para uma reserva de vida selvagem ou a um santuário na Austrália.

A autora da petição afirma esperar que o documento consiga pelo menos levar o canguru para um santuário nos Estados Unidos, caso não seja possível enviá-lo a Austrália, sua terra natal.

“Se alguém tiver alguma informação adicional sobre como isso deve ocorrer (legalmente), por favor comente no campo abaixo”, ela escreveu na petição.

“Entrei em contato com dois lugares na Austrália para receber alguma assistência”, conta Danielle.

Até agora, a petição coletou mais de 700 das 1000 assinaturas desejadas.

Foto: Amy Mary Mallard/Facebook

Foto: Amy Mary Mallard/Facebook

Um protesto também foi criado sob a hashtag #savetherooCT e está programado para acontecer do lado de fora do zoológico, informou o Sydney Morning Herald.

A ativista pelos direitos animais de Massachussets, Sheryl Becker, disse que o canguru está sujeito a “condições climáticas extremas”.

“Em setembro de cada ano, o zoológico coloca esse pobre animal do lado de fora exposto em uma gaiola por 17 dias em uma feira agrícola”, disse Miss Becker.

“Podemos chegar a temperaturas extremamente baixas nessa época do ano Eu ouvi as pessoas comentando que o canguru às vezes parece drogado – e geralmente está dormindo”

Os cangurus tendem a ser mais ativos durante a madrugada e o crepúsculo, horas antes de alimentarem durante a noite e são animais de que vivem naturalmente em bandos, andando em multidões.

A história vem ao conhecimento público apenas algumas semanas após uma mulher australiana ter encontrou um kookaburra (espécie de ave protegida e endêmica da Austrália) engaiolado e à venda por 1.200 dólares em uma pet shop dos EUA.

Wendy Davidson – que mora nos Estados Unidos desde 2015 – disse que ouviu falar sobre o pássaro e decidiu visitar a loja de animais para ver por si mesma.

“Fiquei profundamente triste ao ver uma de nossas espécies nativas protegidas em uma pequena gaiola, sozinha e tão longe de casa”, disse ela ao Daily Mail Austrália.

Foto: Supplied

Foto: Supplied

“Eu não conseguia parar de pensar que ele era um prisioneiro em confinamento solitário.”

Davidson relatou que a pet shop disse a ela que o pássaro estava na loja há mais de quatro anos à venda.

Davidson procurou zoológicos na Austrália e na Virgínia, assim como a Aliança contra o Tráfico de Animais Selvagens, no Consulado Geral da Austrália em Nova York e no Departamento de Agricultura e Cuidados com Animais dos Estados Unidos.

“Aqueles que se dignaram a responder, basicamente me enganaram ou alegaram que não tinham jurisdição sobre o assunto”, lamentou Davidson.

 

Animais que viviam em condições terríveis são retirados de zoo na Faixa de Gaza

Frágeis e magros, 43 animais foram retirados do zoológico de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, no último domingo (7), e levados para a Jordânia, conforme anunciou uma ONG de proteção animal. Entre os animais há cinco leões, um lobo e vários macacos.

De acordo com a associação Four Paws, que organizou a transferência, os animais viviam em “condições terríveis” no zoo. As informações são do Estado de Minas.

Leoa sedada antes da transferência para a Jordânia (Foto: AFP)

Em janeiro, quatro filhotes de leões, recém-nascidos, morreram de frio no zoológico, que é considerado o parque mais antigo da Faixa de Gaza, que vive um bloqueio israelense e egípcio há uma década.

Martin Bauer, porta-voz da associação britânica de proteção animal afirmou à AFP que “os animais não estão em boa forma, mas sua condição é bastante estável” para viajar para uma reserva na Jordânia localizada a cerca de 300 quilômetros do enclave palestino.

A transferência havia sido marcada inicialmente para o final de março, mas a ONG não teve como entrar no encrave, o que levou ao adiamento do resgate dos animais. Segundo Bauer, as passagens de fronteira foram fechadas devido à escalada da violência entre Gaza e o Estado judeu.

Com a transferência se tornando possível no último final de semana, os animais foram sedados e transportados em jaulas. De acordo com Bauer, as autoridades de Gaza colaboraram com a operação, assim como o proprietário do zoológico, que já não dispunha de recursos para financiar os cuidados com os animais, incluindo a alimentação deles.

Desde que o parque abriu, em 1999, muitos animais do zoológico morreram devido a atentados, de acordo com a Four Paws. Os animais chegaram ao local por meio de túneis que ligam a Faixa de Gaza ao Egito e que atualmente estão praticamente fechados.

Uma outra transferência de animais de zoológico, incluindo o único tigre no enclave, foi realizada pela ONG em 2016.

Zoológico será desativado de forma progressiva em Campinas (SP)

O zoológico do Bosque dos Jequitibás, em Campinas (SP), será desativado de forma progressiva. A estimativa é que o local coloque fim ao cativeiro de animais em um período máximo de dez anos. Para isso, não serão substituídos os animais que morrerem no zoológico.

Foto: Reprodução / Jornal Correio Popular

O local abriga cerca de 200 animais em cativeiro e outros 100 que vivem soltos, como macacos, bichos-preguiça, aves e cotias. A proposta de fechar o zoológico atende a reivindicações de ativistas da causa animal. As informações são do Correio Popular.

De acordo com o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, há animais mantidos em cativeiro no zoológico que já são idosos. “Os mamíferos que temos lá, como os felinos, hipopótamos e macacos são muito velhos e já não reproduzem mais. Quando morrerem, não serão substituídos”, informou.

Aves também não serão mais mantidas em cativeiro após a morte das que atualmente vivem no local. “As aves que temos em exposição foram encaminhados ao Bosque pela Polícia Ambiental a partir de apreensões ou de denúncias de maus-tratos. Elas chegam feridas, com asas quebradas e nossos veterinários cuidam e depois elas acabam ficando no recinto próprio em exposição”, disse. Idosas, as aves não têm condições de retornar à natureza.

No bosque, um recinto para receber e acolher animais encaminhados pela Polícia Ambiental será construído pelo Departamento de Proteção e Bem-Estar Animal da Prefeitura, segundo o gabinete do prefeito Jonas Donizette (PSB). O local, no entanto, será um abrigo com caráter temporário, usado para tratar os animais que, depois, serão devolvidos à natureza.

O fim do zoológico também trará benefícios para o setor econômico. Isso porque a Prefeitura de Campinas economizará R$ 60 mil mensais, gastos para manter os animais.

O secretário do Verde, Rogério Menezes, explica que “o fechamento [do zoológico] será feito por lei, para evitar que, no futuro, outros empreendimentos do gênero venham a se instalar em Campinas”.

Foto: Reprodução / Jornal Correio Popular

Com o fechamento do zoológico, o Bosque dos Jequitibás poderá se transformar em um santuário de animais livres. Atualmente, cerca de 100 animais, como galinhas selvagens, patos, araras, macacos, bichos-preguiças e 40 cotias. Todos eles permanecerão no local.

“No futuro, quando não tivermos mais animais em exposição, as famílias que frequentam o Bosque, não terão mais felinos e grandes animais para ver, mas os animais de pequeno porte continuarão lá, livres na natureza”, disse o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella. Segundo ele, esses animais vivem no bosque por vontade própria, uma vez que os portões ficam abertos e a as aves têm liberdade para voar e ir embora, mas não o fazem.

“Já não cabe mais a existência de zoos como locais de exposição”, disse o secretário. “Esses locais adquiriram outra função: preservação de animais da fauna brasileira com risco de extinção, estudo das espécies e procriação”, completou.

Exploração de animais para venda

Outra questão que tem sido abordada em Campinas é a exploração de animais domésticos para reprodução e venda. Um projeto de lei está sendo preparado pelo gabinete do prefeito para proibir, em Campinas, o funcionamento de estabelecimentos que criam cachorros para fins comerciais. Caso seja aprovada, a proposta fará de Campinas a primeira cidade de grande porte do país a abolir criações em cativeiro para venda, segundo o prefeito Jonas Donizette.

De acordo com o secretário do Verde, Rogério Menezes, o Estatuto dos Animais, sancionado em 2017, já demonstrava preocupação em relação ao comércio de animais, tendo proibido a venda de filhotes não castrados e exigido o cadastramento de criadores de animais. Caso o projeto que proíbe o comércio se torne lei, o Estatuto sofrerá modificação.

O prefeito Jonas Donizette lembra que, além do Estatuto dos Animais – que prevê aspectos para boa convivência entre humanos e animais e visa o combate aos maus-tratos – Campinas tem outras políticas públicas voltadas para cachorros e gatos. Dentre elas, o Sistema de Microchipagem e Cadastramento Animal e o Programa de Castração de Animais Domésticos, por meio dos quais cães e gatos são cadastrados em um sistema que registra dados de sua saúde, vacinas, nome do tutor, através de um microchip implantado sob a pele. Isso garante que os veterinários tenham acesso a um histórico médico dos animais, além de facilitar a localização do tutor em caso de fuga do animal.

Outro programa implementado em Campinas, em 2017, foi o Samu Animal. Trata-se de uma ambulância que resgata animais vítimas de atropelamento, maus-tratos ou gravemente debilitados devido a doenças. No ano de implementação do programa, 312 cachorros e gatos foram atendidos. Em 2018, o número subiu para 600. A maior parte do casos envolvem lesões na coluna vertebral e fraturas de membros.

Quatro filhotes de leão congelam até a morte no zoo de Gaza

SAID KHATIB/AFP/Getty Images

SAID KHATIB/AFP/Getty Images

Um zoológico na Faixa de Gaza vai fechar as portas após um clamor público pela morte de animais em suas instalações, de acordo com relatos. os filhotes de leão teria morrido devido as condições climáticas, com a temperatura muito baixa e as péssimas condições de acomodação dos animais, incapazes de abrigá-los de forma eficiente do frio.

A ONG Four Paws que defende os direitos animais, lançou uma campanha pedindo o fechamento do zoológico de Rafah, após quatro filhotes de leão congelarem até a morte e vários outros animais serem mortos em ataques aéreos, segundo informações do jornal Times of Israel.

O zoológico, criado em 1999, enfrenta dificuldades financeiras desde o bloqueio israelense na Faixa de Gaza em 2007.

Para arrecadar fundos, em uma atitude desesperada, os proprietários cortaram as garras uma leoa de 14 meses para que o zoológico pudesse cobrar uma taxa dos visitantes que quisessem brincar com ela. Isso provocou a ira de ativistas que criaram uma petição pública pedindo o fechamento do zoológico, o documento foi assinado por mais de 150 mil pessoas.

Mohammed Jumaa, o dono do parque, disse ao The Times of Israel que o procedimento não era doloroso e que o corte das garras do animal simplesmente reduziria a agressividade do leão para que “ele pudesse ser amigável com os visitantes”.

Agora, os habitantes do zoológico, que juntos somam mais de três dúzias de animais, incluindo hienas, porcos-espinhos e cinco leões, serão realocados em santuários na Jordânia, e o zoológico será fechado definitivamente, informou o Times.

A ONG Four Paws informou que já havia retirado animais de outros dois zoológicos em Gaza, onde a pobreza desesperadora resultou em condições terríveis para os animais, informou a Agence France Presse.

De acordo com seu site, o grupo de bem-estar animal está trabalhando em Gaza desde 2014 e já evacuou e fechou dois outros zoológicos na região – o zoológico Al-Bisan e o zoológico Khan Younis. A ONG conta que também resgatou filhotes de tigre em 2015.

Em um comunicado, o veterinário e chefe de missão, Amir Khalil, da Four Paws disse: “Por muito tempo, os animais do zoológico de Rafah tiveram que viver em condições inimaginavelmente terríveis”.
“Estamos felizes em finalmente pôr fim a esse horror”, disse ele no comunicado.

Em abril de 2017, durante a campanha do grupo militante Estado Islâmico para retomar Mosul no Iraque, a ONG Four Paws resgatou um leão e um urso de um zoológico da cidade. No ano anterior, também ajudou a realocar um tigre que estava em Gaza para a África do Sul.

Vereadora propõe substituir zoológico por santuário para animais

A vereadora Ana Rita Tavares (PMB) propôs que o zoológico de Salvador, na Bahia, seja substituído por um santuário para acolher animais vítimas de violência.

Foto: Pixabay

A parlamentar apresentou um projeto de lei na Câmara por meio do qual explica que o zoológico daria lugar para um espaço para o “pós-operatório de cães e gatos castrados, que vivem nas ruas ou sob a guarda de pessoas carentes, [e que também serviria] de santuário onde os animais poderão exercer seus instintos e sua natureza selvagem”.

Ana Rita defende os animais e, por isso, é contra locais que os mantenham presos, tratando-os como meras atrações ao público. As informações são do portal Bahia Notícias.

Segundo a parlamentar, não há mais espaço para “a cultura do aprisionamento de animais, retirando-se de sua condição natural de liberdade”.

Gorilas interagem entre si negociando uma cenoura

Foto: Mercury Press & Media

Foto: Mercury Press & Media

Esta poderia ser uma linda imagem, não fosse o fato dos gorilas nela estarem em cativeiro, privados da liberdade tão fundamental à sua espécie.

As fotos mostram uma competição acirrada por cenouras entre dois gorilas das planícies. Eles infelizmente vivem no zoológico de Paignton na Inglaterra.

Possuidores de um senso de comunidade muito grande, os primatas vivem em hierarquias familiares, desta forma o ambiente artificial interfere diretamente em sua convivência, privando-os da presença e interação com demais membros de sua espécie.

As imagens capturam momentos raros em que dois enormes gorilas discutem sobre a comida, com um “implorando” ao outro para entregar uma das duas cenouras que ele conseguiu na semana passada.

As fotografias foram tiradas por um visitante do zoológico, e mostram o macho alfa N’Dowe caminhando até o macho Kivu (menos dominante) e estendendo a mão como se esperasse que o alimento lhe fossem entregue.

Eles então parecem ter uma “troca” de argumentos antes de um contrariado N’Dowe, que ocupa a posição mais alta na hierarquia do grupo, ser forçado a recuar.

O fotógrafo, que pediu para não ser identificado, disse: “Você pode ver N’Dowe andando em direção ao outro com uma aparência de malvado, se aproximando de Kivu e exigindo que ele entregue a cenoura que já havia coletado pra si”.

Foto: Mercury Press & Media

Foto: Mercury Press & Media

Kivu recua devagar, cautelosamente, mas se recusa a entregar as cenouras. Então, a julgar por sua expressão, N’Dowe parece bastante chateado, mas acabou se conformando com alguns tomates dados pelo funcionário do zoo, dessa forma não houve confronto físico”, disse o fotógrafo.

Os gorilas determinam um ranking de poder entre os mais fortes do grupo com N’Dowe geralmente ocupando a primeira posição.

Na maioria dos casos, o que ocupa a posição mais baixa no ranking se submete àquele que ocupa a mais alta, mas nesta ocasião, ao contrário das expectativas, Kivu saiu vitorioso e não se submeteu a ninguém, guardando a cenoura para si.

Inteligentes e belos esses animais atualmente estão ameaçados de extinção. Segundo informações do WWF, a caça e as doenças adquiridas, são responsáveis pela queda de mais de 60% no número de gorilas nos últimos 20 a 25 anos. Especialistas afirmam que mesmo que todas as ameaças aos gorilas das planícies fossem removidas, os cientistas calculam que a população precisaria de cerca de 75 anos para se recuperar.