Funcionário de zoo chinês é flagrado maltratando panda

A panda Ya Ya com seu quinto filhote em janeiro de 2016 | Foto: Stringer/Imaginechina

A panda Ya Ya com seu quinto filhote em janeiro de 2016 | Foto: Stringer/Imaginechina

A tratadora chinesa não identificada, foi pega por câmeras atirando de forma agressiva brotos de bambu no panda durante seu tempo de alimentação. Em lugar do tratamento cruel era esperado da funcionária que ela desse o alimento de forma apropriada ao animal.

As imagens fortes, que foram filmadas na quarta-feira e divulgadas pela BJ News, mostram apenas um dos muitos casos nos quais o zoológico de Chengdu (China) abusou dos dois pandas gigantes com idades entre 27 e 29 anos, que vivem no local, segundo os visitantes.

Os visitantes também acusaram o parque de exibir ilegalmente os dois pandas idosos, já que uma lei do país proíbe que pandas com mais de 25 anos sejam mostrados em público.

Os pandas idosos não deveriam ser exibidos, mas a realidade é que esses dois animais tem recebido a visita de muitos turistas todos os dias no zoológico de Chengdu e levam uma vida dura, segundo uma visitante, identificada apenas por seu sobrenome Lv, ao BJ News.

Um ano para o panda equivale a cerca de três anos para um humano.

Isso significa que o panda de 27 anos, chamado Li Li, e o de 29 anos, chamado Ya Ya, teriam cerca de 80 anos se compararmos suas idades em escala com a idade humana. Eles estão entre os quatro pandas gigantes mantidos no pavilhão dos pandas do zoológico de Chengdu.

Como forma de proteger os preciosos animais, pandas com menos de dois anos e acima de 25 anos não podem ser emprestados pelos centros de reprodução de pandas da China para outras organizações no país ou exibidos em público, de acordo com o regulamento do Departamento Nacional de Silvicultura do país.

A visitante, Sra. Lv, também acusou o zoológico de fornecer “comida dura” para Ya Ya, o que teria causado o aparecimento de feridas graves em sua boca depois dela ser forçada a comer as refeições mesmo assim.

“Ya Ya ja foi abusada o suficiente dando à luz 12 filhotes e cuidou de muitos outros em sua vida. Eu creio que uma panda como ela deve ser bem cuidada em seus últimos anos”, disse Lv.

Em resposta às alegações, o diretor do zoológico de Chengdu disse à BJ News que eles e o Centro de Pesquisa de Criação de Pandas Gigantes de Chengdu – de onde os dois pandas foram emprestados – são dirigidos pela mesma organização, por conseguinte, os animais não devem ser sujeitos ao regulamento nacional “de empréstimos de panda”.

No entanto, o centro de pesquisa não pareceu concordar com a explicação do zoológico. Um porta-voz da organização disse que os pandas realmente estavam emprestados, mas não foi capaz de explicar porque eles ainda permaneciam no zoo em idades tão antigas.

Em um comunicado publicado online ontem, o centro de pesquisa disse que transferiu Ya Ya do zoológico para um “lar de idosos”. A declaração dizia que foi realizado um exame físico em Ya Ya, que atestou que o panda estava em boa saúde.

O centro, que cuida de 152 pandas desde de 2015, disse que também enviou uma equipe de especialistas ao zoológico para prestar assistência aos demais pandas e observar suas condições de vida.

Ainda não está claro se Li Li, de 27 anos, também seria transferida.

O panda gigante foi retirado da lista de espécies ameaçadas de extinção em 2016 pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), após anos de esforços intensivos para a conservação da espécie liderados por especialistas chineses.

No entanto, os centros de criação de pandas chineses, todos administrados pelo governo, já foram acusados de crueldade com animais no passado.

O Centro de Pesquisa de Criação de Pandas Gigantes de Chengdu já havia sido severamente criticado, após três de seus funcionários terem sido acusados de tratar os filhotes de forma insatisfatória em 2017.

A acusação foi feita após imagens de câmeras de vigilância surgirem nas mídias sociais, mostrando os trabalhadores arrastando dois filhotes de panda pelo chão, empurrando-os para longe e jogando-os para cima e no chão alternadamente.

No ano passado, o zelador do zoológico de Wuhan foi acusado de abusar de um panda, dando pedaços de maçã com formigas em cima e de fumar dentro do local onde ficavam os animais.

O funcionário não identificado também foi visto lavando os cabelos enquanto cuidava do panda e trazendo turistas para alimentar o animal no cativeiro sem permissão.

Os amantes de pandas alegaram que o panda macho de 12 anos, chamado Wei Wei, estava tão doente por causa da negligência do zoológico que seu nariz mudou de coloração, passando de preto a rosa.

O zoológico foi forçado a pedir desculpas ao público e providenciar um novo cuidador para o panda.

Morre em zoo espanhol o “elefante mais triste do mundo”

A elefanta Flavia sozinha em seu cativeiro | Foto: Pacma

A elefanta Flavia sozinha em seu cativeiro | Foto: Pacma

A elefanta conhecido como “mais triste do mundo” morreu aos 47 anos, após mais de quatro décadas vivendo em confinamento solitário no zoológico de Córdoba (Espanha).

Flavia foi separada de sua família na selva aos 3 anos e passou ao todo 43 anos vivendo sozinha em seu cativeiro e faleceu na semana passada.

Grupos de defesa dos direitos animais tentaram por diversas vezes junto ao zoológico conseguir que Flavia se mudasse para um local onde ela pudesse ter contato com outros elefantes, mas não tiveram sucesso a tempo.

A saúde da elefanta vinha se deteriorando há vários meses, suspeitava-se que ela sofria de depressão, segundo informações do jornal The Local.

Ela desmaiou em seu cativeiro na sexta-feira, e após os veterinários atestarem que Flavia não conseguia mais ficar em pé, a elefanta foi eutanasiada.

Amparo Pernichi, vereador encarregado de questões ambientais da prefeitura de Córdoba, disse que a morte de Flavia foi “um tremendo golpe para a equipe toda do zoológico”, segundo o site.

“Nos últimos seis meses, a condição física de Flavia se deteriorou muito, mas especialmente nas duas últimas semanas esse declínio foi mais acentuado”.

Pernichi chamou Flávia de “ícone da cidade” e declarou que sua ausência seria muito sentida.

Os elefantes são seres altamente sociais que vivem em grupos cm estruturas familiares na natureza.

Os elefantes africanos vivem em bando com uma média de 11 membros ou mais por grupo, porém, alguns “mega-bandos”, de mais de mil indivíduos vivendo juntos, já foram observados na natureza.

Um estudo de 2009 apontou que a interação com outros elefantes propicia “a forma mais significativa de enriquecimento e bem estar” para os animais que vivem em cativeiro.

Há relatos de elefantes vivendo sozinhos que chegaram a recorrer a “auto-mutilação” como forma de alívio da solidão, praticando atos como morder-se, ou adotar comportamentos que indicam problemas de saúde mental, como o balançar rítmico de pernas e cabeça.

Mico preso em Recife, realidade dos zoológicos

Debate sobre animais ameaçados de extinção expõe crueldade em zoológicos

No Brasil 1173 espécies de animais estão em risco de extinção, segundo o ICMBio. O fato gerou discussões sobre a existência de zoológicos e aquários. Hoje, 75 mil animais estão encarcerados em 108 instituições deste tipo, sendo tratados como atração para cerca de 20 milhões de pessoas.

O aprisionamento e a exposição causa diversos danos à saúde destes animais. Segundo a bióloga Marcela Godoy, pesquisadora da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), isso pode “desenvolver desde infecções e alergias decorrentes de estresse e alimentação inadequada até atrofia muscular, causada pela limitação de movimento, além de diversos tipos de neuroses de cativeiro, inclusive depressão”.

Mico preso em zoológico de Recife

Mico aprisionado em Zoológico de Recife

A exploração de animais para o entretenimento “é acima de tudo perverso manter sob cárcere animais selvagens em zoológicos ou aquários. Fica evidente o padecimento devido à privação da liberdade ”, como defende Adriana Pierin, fundadora do Move Institute.

Ainda mais triste é saber que o aprisionamento de animais para o entretenimento acontece há 6,5 mil anos, desde a Mesopotâmia. Imperadores e monarcas também encarceravam animais como se fossem objetos em coleções particulares. No século 16 a crueldade se estendeu ao público.

Hoje, 2% dos animais presos em zoológicos ainda são vítimas de sequestros. A maior parcela vem de resgates feitos pelo IBAMA, porém com finais tristes de aprisionamento sob a justificativa de não poderem voltar para a natureza.

Tal fato escancara a falta de políticas públicas para reinserir estes animais, “mesmo aqueles que não podem ser devolvidos poderiam ir para locais com melhores condições do que as verificadas em zoológicos ou aquários, cuja única função é suprir a curiosidade humana”, avalia Vânia Nunes, do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal.

A falta de políticas públicas atinge os santuários pela falta de legislação que os envolva, possibilitando aos animais sem condições de retorno para a natureza sejam recebidos em ambiente adequado e sem servirem de entretenimento.

Zoo de Gaza retira garras de leoa para que visitantes entrem em sua jaula

O Zoológico de Gaza retirou as garras de uma leoa de apenas 14 meses de idade para permitir que visitantes entrem na jaula do animal e brinquem com ele. Explorada para entretenimento humano, a leoa foi brutalmente mutilada.

O caso revoltou ONGs de proteção animal, que pedem o fechamento do zoo. Imagens mostram visitantes ao lado do animal. As informações são do portal Sputnik News.

(Foto: Reprodução / Twitter / @DerangedRadio)

Como justificativa para a crueldade promovida contra a leoa, o zoológico alegou que a medida foi tomada para garantir a sobrevivência do parque, que está localizado em uma região pobre.

As garras do animal foram aparadas pelo veterinário palestino Fayyaz al-Haddad com um alicate a uma tesoura durante duas semanas. “Eu estou tentando reduzir a agressão da leoa para que possa ser amigável com os visitantes”, afirmou o proprietário do zoológico, Mohammed Jumma, de 53 anos de idade, ao jornal The Daily Mail.

As críticas à atitude do zoo não se restringem, no entanto, à mutilação feita na leoa, mas também ao risco de infecção, porque o procedimento não foi feito em uma clínica veterinária, e à crueldade, já que o animal necessita das garras para se alimentar.

A expectativa é que as garras da leoa voltem a crescer novamente apenas daqui seis meses. Além dela, outros animais vivem no zoológico de Gaza, dentre eles cinco leões, sendo três filhotes. O local foi inaugurado em 1999, mas foi destruído durante as operações das forças israelenses em 2004. A reabertura aconteceu há dois anos.

Ativistas lutam para resgatar elefanta desnutrida e explorada por zoo

No local, elefantes são forçados a se apresentar diariamente para um público quase inexistentes. “Bones” chamou a atenção do mundo quando um vídeo dela se apresentando um estádio vazio se tornou público. Primeiro, ela se equilibra em duas mesas de madeira antes de caminhar lentamente para outra área onde anda precariamente em uma “corda bamba” feita de duas barras de aço.

A mesa de madeira e a corda não poderiam suportar o peso de um animal tão grande, mas como Bones é extremamente magra, executa o abominável truque para os espectadores.

Nas dolorosas imagens é possível ver sua espinha, ossos pélvicos e dos ombros.

Segundo o World Animal News, um porta-voz do Samutprakarn Crocodile Farm & Zoo garantiu que todos os elefantes do parque recebiam tratamento adequado que estavam em perfeitas condições de saúde, o que é uma grande mentira.

Ativistas e organizações pelos direitos animais iniciaram uma petição através da CARE2  para que ela e os outros elefantes no parque devem ser resgatados e levados para um santuário apropriado.

A exploração dos elefantes    

O caso de Bones remete ao de Teresita, uma elefanta que morreu triste e solitária em um zoo de São Paulo, após anos sendo escravizada pela ganância humana.

Elefantes possuem um cérebro grande, inteligentes e curioso. Em liberdade, movimentam-se pelo menos 20 de cada 24 horas, de forma ativa, caminham 20 ou mais quilômetros por dia.

Em cativeiros pequenos, solitários, sujos e sem estímulo, eles adoecem física e psicologicamente. Além disso, estes seres inocentes realizam truques por privação de alimentos e são brutalmente castigados quando não os fazem.

Aprisionar animais para entretenimento e educação de seres humanos é inaceitável e cruel.

Zoológicos e circos são exemplos de dor e sofrimento à vida selvagem

 

 

 

 

 

 

Pinguins sequestrados de zoo são encontrados após dois meses

Dois pinguins que foram sequestrados de um zoológico no Reino Unido em novembro foram encontrados após policiais receberem uma dica do paradeiro dos animais.

Foto: Nottinghamshire Police (via BBC)

Os animais estavam na cidade de Strelley, ao norte de Londres. Eles foram resgatados pela polícia do condado de Nottinghmashire. As informações são do portal G1.

Um jovem de 23 anos, suspeito de ser o responsável pelo sequestro das aves, foi preso. Os animais retornam para o zoológico.

“Meu primeiro pensamento foi que esse era um caso para livros, uma história para contar para os meus netos, porque não pensamos que, após receber a denúncia, realmente acharíamos dois pinguins”, disse o sargento Andrew Browning. “É um caso incomum”, completou.

Da espécie pinguim-de-humboldt, os animais receberam esse nome em referência à corrente de água que costumam percorrer – batizada com o nome do geógrafo alemão do século 18 Alexander von Humboldt.

As aves são nativas da América do Sul e estão listadas como “vulneráveis” pela International Union for Conservation Nature, o que indica que elas correm o risco de entrar para a categoria de espécies ameaçadas de extinção.

Nota da Redação: zoológicos são verdadeiras prisões de animais e que, na maior parte das vezes, sequer dispõe de ambiente adequado para abrigá-los. Expostos ao público como se fossem objetos de entretenimento humano, os animais silvestres são explorados para divertimento da população e, com isso, são condenados a viver aprisionados. Por essa razão, a ANDA incentiva o boicote a zoológicos e reforça que o lugar de animais que não têm condições de retornar à natureza são os santuários. 

o tigre branco deitado comendo lama em seu cativeiro

Tigre branco come terra por não ser alimentado em zoo

Um tigre branco estava tão desnutrido que teve que comer terra em seu cativeiro em um zoológico na China, alegou um visitante, que se identificou como Wang. Ele disse estar chocado ao ver o tigre branco tão magro, uma espécie ameaçada de extinção, em uma recente viagem ao zoológico de Wuhan, no centro da China.

o tigre branco deitado comendo lama em seu cativeiro

Foto: Weibo | Reprodução

Wang acrescentou que não havia comida no chão, mas o tigre continuou lambendo o solo e até começou a mastigá-lo em sua boca. O zoológico negou as acusações, alegando que o tigre é saudável.

Chocado com a cena, o Sr. Wang gravou um vídeo e o postou na plataforma de mídia social chinesa Weibo. O post disse: “[O tigre] é tão magro que parece um pedaço de lenha e está com tanta fome que tem que comer lama.”

O post instou as autoridades de Wuhan a prestar atenção ao assunto. Wang disse que não viu nenhum alimento no recinto do tigre quando ele visitou. Ele condenou a equipe do zoológico pelo mau tratamento ao animal.

Em resposta, o zoológico alegou que o tigre estava comendo migalhas de comida do chão, e disse que eles o haviam alimentado com um frango inteiro. O zoológico acrescentou que o tigre tinha sete anos e pesava cerca de 120 quilos. Insistiu que era saudável e tinha um bom apetite. O peso médio de um tigre de Bengala adulto é de 249 quilos, segundo a WWF.

Um porta-voz do zoológico disse ao Beijing Youth Daily que o zoológico tinha comida suficiente para o tigre, mas o tigre “não pode comer muito.”

“Por não se movimentar muito, se comer demais, ficará muito gordo”, disse o porta-voz. “Se uma pessoa ficar gorda, ela ficará doente. É o mesmo para os animais.”

Os tigres brancos sempre foram extremamente raros na natureza. Eles são tigres de Bengala, que estão listados como “ameaçados” pela WWF. Os tigres brancos de bengala são brancos por causa de uma anomalia genética.

Um filhote de tigre branco só pode nascer quando ambos os pais carregam o gene raro, que aparece naturalmente cerca de uma vez em 10 mil nascimentos, de acordo com Animal Corner. A fascinante característica da espécie infelizmente a tornou muito procurada por circos e zoológicos, o que prejudicou ainda mais a quantidade existente de tigres brancos no mundo.

Nota da Redação: zoológicos e outros estabelecimentos que mantêm animais em cativeiro devem ser completamente extintos. Casos como este servem para revelar a crueldade escondida atrás desses lugares. É preciso entender e respeitar os direitos animais, pois eles não são objetos para serem expostos e servirem ao prazer de seres humanos. As pessoas podem obter alguns minutos de entretenimento, mas para eles é uma vida inteira de exploração e abusos condenados pelo egoísmo humano.

Teresita, a elefanta solitária, morre no zoo de SP após anos de sofrimento e exploração

Teresita, a elefanta africana que vivia solitária no zoo de São Paulo, morreu hoje aos 34 anos.

Foto: Santuário de elefantes do Brasil

Ela nasceu em 1984, no Zimbábue, África. Por volta dos dois anos de idade, foi capturada e vendida para um circo na América Latina, onde foi treinada e forçada a se apresentar por dez anos. Aos 12 anos, foi levada para o zoológico de São Paulo, onde viveu até hoje em cativeiro.

Foto: Santuário de elefantes do Brasil

Membros do Santuário de Elefantes do Brasil, preocupados com a situação dos animais, estiveram no zoológico de São Paulo, em 2014, para avaliar as condições de Teresita e de outras duas elefantas, Serva e Hangun.

Eles disseram que ela andava de um lado para outro em seu minúsculo recinto e depois voltava ao mesmo lugar, procurando meios de ocupar seu tempo. Teresita também tentava escalar a cerca de madeira que delimitava seu perímetro. A elefanta se esticava ao máximo para tentar alcançar alguns ramos frescos ou grama para comer.

Teresita tentava comer fora do seu recinto, pois grama estava completamente cheia de urina e fezes. Foto: Santuário de elefantes do Brasil

Segundo o Santuário de Elefantes do Brasil, no recinto de um elefante, se esse local é pequeno, toda a terra e a grama ficam contaminadas pela urina e pelas fezes e, por isso, ela não a comia. Teresita viveu confinada, por 22 anos, em um recinto de aproximadamente 23m x 23m, sujo, pequeno, solitário e contaminado.

Eles descreveram também que havia um “suor” escorrendo de um de seus olhos e que ela tinha apenas uma das presas, que estava quebrada. Ninguém sabe ao certo o que aconteceu com elas.

Na página da organização eles escreveram: “Pelo que escutamos, Teresita foi rotulada como pouco cooperativa e agressiva, entre outras palavras pelas quais são chamados os “maus” elefantes em cativeiro – mas a maioria dos elefantes é apenas mal compreendida e não recebem a oportunidade de mostrarem quem realmente são”.

Foto: Santuário de elefantes do Brasil

“ Todas essas características são resultado do ambiente onde estão; falta de espaço, incapacidade de escolha, ausência de estímulo, equipe inexperiente, todos esses fatores são responsáveis por esses rótulos, não os elefantes propriamente ditos. E quando recebem um ambiente de cuidados, com espaço e outros elefantes, eles rapidamente mostram a você os seres surpreendentemente inteligentes e emocionais que eles realmente são – desprendendo-se para sempre daqueles rótulos”

A vida dos elefantes

Elefantes são animais de cérebro grande, inteligentes e curiosos. Em liberdade, movimentam-se pelo menos 20 de cada 24 horas, de forma ativa, caminham 20 ou mais quilômetros por dia em busca por alimentos, explorações, sociabilizações e procura por indivíduos da mesma espécie.

Dedicam apenas duas ou três horas ao descanso – quando podem ficar parados ou se deitar para dormir, mantendo-se em atividade física e mental todo o resto do tempo.

O objetivo declarado dos zoológicos é atender às necessidades comportamentais e biológicas das espécies em cativeiro. Quando se trata de elefantes e de tantos outros animais, os jardins zoológicos são terrivelmente inadequados.

Teresita viveu triste e confinada em um zoológico por 22 anos.  Foto: Santuário de elefantes do Brasil

Em 2014, a Costa Rica deu um exemplo a ser seguido, ao anunciar que fecharia seus dois zoológicos e que parte dos animais seriam destinados a centros de resgate e a outra seria devolvida à natureza.

A luta pela liberdade

Em todo o mundo, ativistas e organizações de diretos animais lutam pela liberdade dos elefantes e de outros animais selvagens que são explorados pelas mais cruéis e abomináveis razões.

Ano passado, a Suprema Corte de Nova York, no Condado de Orleans, ouviu os argumentos do caso sobre direitos dos elefantes trazido pelo Projeto de Direitos Não-Humanos (NhRP) em nome de Happy, uma elefanta asiática de 47 anos mantida sozinha em cativeiro no zoológico do Bronx. O processo foi a primeira audiência de habeas corpus do mundo em nome de um elefante e a segunda audiência de habeas corpus em nome de um animal não humano nos EUA, ambos garantidos pelo NhRP.

Steven M. Wise, o principal advogado e presidente do NhRP, argumentou que Happy, como um ser autônomo, é uma pessoa legal com o direito fundamental à liberdade protegida pela lei comum de habeas corpus.

O destino de Happy ainda não foi decidido.

Luto

A ativista pelos direitos animais, Luisa Mell, fez um post no Instagram lamentando a morte de Teresita. Ela ressalta as péssimas condições em que ela vivia, critica a existência dos zoológicos e condena o uso de animais como entretenimento humano – o que causa a eles dor, sofrimento e um vida inteira de solidão e maus tratos.

 

 

 

Rússia proíbe zoológicos, rinhas e matança de animais abandonados

Foto: Omar Sobhani | Reuters

De acordo com o jornal Moscow Times, a nova lei “Sobre o tratamento responsável dos animais e emendas a certos atos legislativos da Federação Russa”, proíbe zoológicos em shoppings, brigas de animais, alojamento de animais em bares e restaurantes e matança de gatos e cachorros perdidos. O Kremlin afirma que a nova lei é guiada pelos “princípios da humanidade”. Originalmente introduzida em 2010, os legisladores levaram oito anos para finalizar o ato.

A lei também determina que os tutores cuidem bem de seus animais de companhia . Também proíbe manter animais exóticos em casas e apartamentos.

Animais selvagens como camelos e avestruzes foram abandonados na natureza nos últimos anos. Manter animais silvestres “sem licença” resultará no animal sendo capturado pelo estado. RT observa que isso tornará mais difícil para os circos “semi-legais” operarem.

O assassinato de cães e gatos abandonados tem se tornado cada vez mais comum nas cidades russas nos últimos anos. A nova lei exige que todos os animais sejam capturados, esterilizados ou castrados, vacinados, microchipados e liberados.

Restrições para cães de raças “perigosas”

Embora a nova lei estabeleça uma infinidade de novas proteções para animais na Rússia, ela foi criticada pela inclusão de uma lei que exige que os tutores de animais domésticos fujam de raças de cães “potencialmente perigosos” . O estado irá definir isso em uma data posterior. Também estabelece áreas designadas para a caminhada de cães. As informações são do Daily Mail.

“Depois do Ano Novo, as pessoas saem às ruas com seus cães e se tornam fora-da-lei”, disse o senador Andrei Klishas ao Kommersant, acrescentando que a lei é “caos legal”.

Outros criticaram a nova lei por não ir longe o suficiente. “Esta lei cobre apenas um por cento do que gostaríamos de ver”, disse Irina Novozhilova, chefe do grupo de direitos dos animais Vita, ao RBC.

Enquanto a lei concede proteção aos animais domésticos e selvagens mantidos pelos humanos, o Kremlin observa que ela não se aplica à vida selvagem, criação de peixes , caça ou uso de animais de fazenda e de laboratório .

Ativistas insistem para que elefanta Happy receba status jurídico de pessoa humana

O Nonhuman Rights Project entrou com uma petição de habeas corpus em outubro apelando para que Happy tenha os mesmos direitos que os seres humanos.

Happy chegou ao Zoológico do Bronx em Nova York em 1977, mas vive sozinha em um recinto desde 2006.

O grupo argumentou que Happy, que mora no Zoológico do Bronx desde 1977, tem direitos como qualquer ser humano e deve ser transferida para um grande santuário onde possa se socializar com outros elefantes e andar livremente.

No início deste mês, a Suprema Corte de Nova York em Orleans decidiu que a petição deveria ser ouvida no condado de Bronx, já que o elefante mora no Zoológico do Bronx.

O grupo entrou com uma petição judicial no condado de Orleans, a 280 milhas do zoológico no oeste de Nova York, porque juízes de outras partes do Estado têm visto, em procedimentos legais passados, que os animais têm direitos legais como pessoas. As informações são do Daily Mail.

O diretor do zoológico do Bronx, Jim Breheny, disse em um comunicado divulgado no comunicado de imprensa: “O NRP optou por explorar Happy e aproveitar o nome do zoológico do Bronx para promover sua agenda política fracassada”.

‘Eles continuam a desperdiçar recursos judiciais para promover sua visão filosófica radical de “personalidade”.

Ele acrescentou: “Os arquivos do próprio NRP não questionam os cuidados de Happy ou nossas instalações, mas buscam que ela seja reconhecida como um ser autônomo e transferida para um santuário de elefantes.

“À medida que trabalhamos nesse processo iniciado pelo NRP, somos forçados a nos defender contra um grupo que não nos conhece ou o animal em questão, que não tem absolutamente nenhuma posição legal e está exigindo assumir o controle da vida e do futuro de um elefante que conhecemos e cuidamos por mais de 40 anos.

“Estamos satisfeitos que nossa proposta de mudança de local para o Bronx County tenha sido concedida e estamos confiantes de que os tribunais continuarão a fazer a coisa certa sobre isso.”

O fundador do Nonhuman Rights Project, Steven Wise, disse: ‘Nossos especialistas de classe mundial dizem que, como todos os elefantes, Happy é um ser autônomo que evoluiu para caminhar 20 ou mais quilômetros por dia como membro de um grande grupo social multigeracional.

“A totalidade da exposição de elefantes do zoológico oferece muito menos do que 1 por cento do espaço que ela percorreria em um único dia na natureza.”

Happy é vista passeando dentro da exposição asiática do zoológico, terça-feira, 2 de outubro de 2018, em Nova York. Um grupo de bem-estar animal entrou com uma ação legal contra o zoológico do Bronx em nome da elefanta.

Oficiais do zoológico dizem que Happy parece estar contente, é cuidada por amadores e pode sofrer uma transferência para uma instalação desconhecida.

Por 25 anos, Happy foi emparelhado com outro elefante chamado Grumpy. Mas em 2002, Grumpy foi fatalmente ferido em um confronto com dois outros elefantes do zoológico do Bronx, Maxine e Patty.

Happy foi então apresentada a um novo amigo, Sammy, que morreu em 2006. Depois disso, a Wildlife Conservation Society disse que não iria adquirir novos elefantes.

Breheny disse que Happy não compartilha as mesmas atividades que os outros elefantes, mas está em contato tátil e auditivo com eles e passa várias horas por dia interagindo com os tratadores, de acordo com um comunicado postado no site do zoológico em 2016.

“Nossos cuidadores dizem que ela não exibe sinais de estresse fisiológico ou psicológico com praticamente nenhum comportamento estereotipado.

“Não acreditamos que mudá-la do ambiente familiar e ficar longe das pessoas a quem ela está ligada são de seu interesse”, escreveu ele.

Se Happy deixar o Zoológico do Bronx, existem vários santuários nos Estados Unidos que aceitam elefantes, incluindo os do Tennessee, Geórgia e Califórnia.