
Reprodução | Facebook
Já se passaram quatro anos desde a morte brutal de Cecil. O ato cruel praticado pelo dentista norte-americano Walter Palmer provocou protestos globais e possibilitou debates sobre as consequências da caça de animais selvagens. Cecil era monitorado pela Universidade de Oxford, no Parque Nacional de Hwange, no Zimbábue.
A familiaridade do leão com seres humanos o deixou extremamente amigável, o que rapidamente o tornou muito amado por moradores, guardas e turistas. Quando Cecil foi baleado e morto, a história explodiu nas redes sociais e legalidade da importação de troféus de caça ganhou a atenção mundial, sendo alvo de crítica de ativistas e organizações internacionais de proteção animal e ambiental.
Agora, a trágica história da vida e morte do leão criou um novo precedente. O presidente do Comitê de Recursos Naturais da Câmara, Raúl M. Grijalva, introduziu uma nova lei na Câmara dos Representantes em homenagem ao leão com o objetivo de restringir a importação da caça de troféus para os Estados Unidos. A Lei de Conservação dos Ecossistemas por Cessar a Importação de Troféus de Grandes Animais, também chamada Lei CECIL, proibirá a importação de troféus de caça de espécies ameaçadas, salvo em condições especiais.
A lei proposta promoverá a transparência dentro do Serviço de Pesca e Vida Selvagem (FWS, na sigla em inglês), exigindo que a agência publique cada pedido de importação para receber um animal ameaçado ou em perigo de extinção. A lei reverenciará várias das políticas do governo ao proibir troféus de elefantes ou leões da Tanzânia, Zimbábue ou Zâmbia.
A presidente do Animal Welfare Institute, Cathy Liss, elogiou a nova proposta e a possibilidade do assunto estar sendo discutido mesmo em um cenário político nebuloso. “Espécies como elefantes e leões africanos enfrentam graves ameaças à sua sobrevivência e não há provas científicas confiáveis de que a caça contribua positivamente para a conservação de animais selvagens”, disse.
E completou: “a receita gerada pela importação de troféus de caça muitas vezes não fornece nenhuma renda significativa para os moradores empobrecidos. Em vez disso, essas caçadas geralmente canalizam dinheiro para as mãos de um grupo seleto sem melhorar as proteções para as populações de animais selvagens caçados. Nenhuma espécie que enfrente a extinção deve ser vitimada por alguém que queira pendurar a cabeça do animal na parede”, concluiu.