Por Rafaela Damasceno
A exportadora Emanuel Exports e seus dois ex-diretores estão sendo acusados de maus-tratos aos animais depois que mais de 2.400 ovelhas morreram de calor em uma viagem até o Oriente Médio, em agosto de 2017.

Foto: Animal Australia
A empresa foi acusada por violar as leis de bem-estar animal e perdeu sua licença de exportar animais vivos no ano passado. A infração cometida foi transportar animais de uma maneira que gerou danos desnecessários. A pena para esse tipo de crime é uma multa de 50.000 dólares (187.500 reais) ou 5 anos de prisão.
A investigação pelas autoridades federais começou no começo de 2018 e foi motivada por um relatório entregue ao departamento de agricultura federal, que mostrava taxas de mortalidade acima do permitido. Dois meses depois, o governo também estabeleceu uma suspensão das exportações de animais vivos para o Oriente Médio no verão.
A partir de agora, as próximas exportadoras deverão apresentar um gerenciamento térmico e um observador independente deverá acompanhar todos os navios de exportação.
Imagens feitas por aqueles que denunciaram mostram as ovelhas a bordo do Awassi Express, o navio que transportava as 2.400 que morreram, ofegando por ar. Elas estavam aflitas e presas em gaiolas.
Depois de ver o vídeo, a veterinária Lynn Simpson declarou que elas estavam morrendo devido o calor. “Esses animais estão cozinhando ainda vivos!”, disse, ao Fairfax Media.
Segundo ela, as imagens mostram que é impossível transportar animais vivos, principalmente nos climas mais quentes, sem crueldade.