Meghan Markle admite ainda comer alimentos de origem animal

Por Rafaela Damasceno

Apesar de todos os rumores em relação ao estilo de vida de Meghan Markle, ela não é de fato vegana. Na edição de setembro próximo da revista de moda Vogue Reino Unido, a duquesa de Sussex é a editora convidada e conversou com Michelle Obama, a ex-primeira dama dos Estados Unidos.

Meghan Markle sorrindo

Foto: Getty

A edição da revista já está disponível para downloado no iTunes e no Android, e estará nas bancas dia 2 de agosto. Para a entrevista com Michelle, Meghan a convidou para participar de um almoço casual, onde as duas comeram tacos de frango.

O fato confirma que, pelo menos de vez em quando, Meghan consome produtos de origem animal, o que vai contra o estilo de vida vegano. Em 2016, a duquesa disse que costuma seguir uma dieta baseada em vegetais no meio da semana, para que possa se alimentar de maneira mais flexível nos finais de semana.

A declaração já confirmava que Meghan seguia uma dieta baseada em vegetais apenas de vez em quando, sob motivos estéticos. Mesmo assim, muitas pessoas ainda tinham dúvidas e acreditavam que ela poderia ter aderido totalmente ao veganismo nos anos seguintes.

Em entrevista a Women’s Health, a nutricionista Julieanna Hever – autora do livro Nutrição Baseada em Vegetais – afirmou que acredita que a duquesa segue uma dieta flexitária (uma alimentação baseada em vegetais, legumes e cereais, mas que também inclui carne periodicamente).

Mesmo não sendo adepta ao veganismo, os hábitos alimentares de Meghan são positivos e divulgam o estilo de vida. Entretanto, o veganismo é muito mais do que uma dieta e tem um propósito muito maior do que a estética.

O veganismo é um estilo de vida. Ao se comprometer com ele, uma pessoa deixa de consumir quaisquer produtos que venham da exploração animal – sejam eles na alimentação, roupas, produtos de beleza etc.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Etiópia planta mais de 353 milhões de árvores em 12 horas

Por David Arioch

O plantio fez parte de uma campanha de reflorestamento chamada “Green Legacy”, liderada pelo primeiro-ministro do país, Abiy Ahmed (Fotos: Amir Aman/Twitter)

Essa semana, a Etiópia plantou mais de 353 milhões de árvores em 12 horas, o que já está sendo considerado um recorde mundial.

O plantio fez parte de uma campanha de reflorestamento chamada “Green Legacy”, liderada pelo primeiro-ministro do país, Abiy Ahmed.

A iniciativa contou com a participação de milhões de pessoas, e logo nas primeiras seis horas o governo anunciou por meios oficiais que 150 milhões de árvores haviam sido plantadas.

“Estamos a meio caminho do nosso objetivo”, informou Ahmed, encorando os etíopes a aproveitarem o momento nas horas restantes. Após 12 horas, o primeiro-ministro disse que a meta de engajamento coletivo havia sido superada.

No total foram plantadas 353.633.660 mudas de árvores, publicou no Twitter o ministro de Inovação e Tecnologia, Getahun Mekuria. Vale lembrar que a Etiópia é o país mais populoso do continente africano, e a meta inicial era plantar 200 milhões de árvores.

No entanto, o desafio ainda não terminou. A Etiópia tem planos de atingir a marca de quatro bilhões de árvores plantadas até outubro.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Veganos são agredidos durante manifestação na maior feira agropecuária da Argentina

Por David Arioch

Diante de uma multidão, dezenas de ativistas veganos realizaram um ato contra a exploração e a matança de animais para consumo e entretenimento (Imagem: Vídeo/Reprodução)

Embora a Argentina ainda seja um dos maiores consumidores de carne do mundo, o movimento vegano e o ativismo em defesa dos direitos animais tem crescido no país. E uma prova disso foi uma manifestação realizada na maior feira agropecuária do país no último domingo.

Em Buenos Aires, durante um concurso de adestramento na Sociedade Rural Argentina (SRA), e diante de uma multidão, dezenas de ativistas veganos realizaram um ato contra a exploração e a matança de animais para consumo e entretenimento.

Sobre a iniciativa, Magdalena Ascon, da organização em defesa dos direitos animais Voicot, disse em entrevista ao programa de TV Intratables que a ideia era fazer barulho para colocar a situação dos animais em debate, assim como as consequências do consumo de carne para o meio ambiente – incluindo emissões de gases do efeito estufa, poluição e desmatamento.

“As pessoas gritavam de tudo contra nós, coisas que não me interessam repetir”, informou. Não demorou para que alguns homens entrassem na arena com cavalos para agredir os manifestantes, que receberam socos, chutes e pontapés. Segundo a ativista, até mesmo quem não simpatiza com veganos reprovou a atitude.

“Quando entraram com os cavalos e viram que estavam nos machucando, começam a pedir que parassem”, relatou Magadalena. Em alguns vídeos disponibilizados no Twitter é possível ver os ativistas sendo agredidos.

Em oposição aos ativistas, Emiliano Caruso, membro do Centro Tradicionalista La Manea, declarou ao programa Intratables que a reação era previsível: “O que vocês esperavam, que fossem parabenizadas pelo que estavam fazendo? Seria o mesmo que entrar no campo do Boca com um cartaz dizendo ‘Aguente, River’.”

E acrescentou: “Ou que vocês façam uma mobilização com sua ideologia e eu vou e mato um porco na frente de vocês. Me parece que vocês estavam completamente fora de lugar. Foram criar confusão. Quiseram ser protagonistas, ter fama. Não querem comer carne? Não comam carne, eu adoro isso. Vocês não podem me proibir de comer carne.”

https://platform.twitter.com/widgets.js


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Nova onda de calor atinge Europa e especialistas ressaltam ligação com mudança climática

Por David Arioch

Limitar o aquecimento a 1,5°C poderia resultar em 420 milhões de pessoas a menos expostas a ondas de calor severas (Foto: AFP)

Pela segunda vez em menos de um mês, uma intensa e ampla onda de calor atingiu a Europa, com novas temperaturas mínimas e máximas recordes, interrupções nos sistemas de transportes e infraestrutura e pressão sobre a saúde humana e ao meio ambiente. De acordo com Organização Meteorológica Mundial (OMM), esses fenômenos carregam “a assinatura da mudança climática provocada pelo homem”.

Bélgica, Alemanha, Luxemburgo e Holanda tiveram novas temperaturas nacionais recordes, conforme termômetros ultrapassaram a marca de 40°C no pico da onda de calor em 25 de julho. Na França, Paris registrou seu dia mais quente, com temperatura de 42,6°, um patamar sem precedentes desde o início dos registros.

Serviços meteorológicos e hidrológicos emitiram alertas de calor, incluindo alertas em nível máximo. Em algumas áreas, serviços também emitiram alertas de incêndio para minimizar riscos à vida e ao meio ambiente.

A onda de calor foi causada por ar quente vindo do Norte da África e da Espanha. De acordo com as previsões, o fluxo atmosférico irá transportar o calor para a Groenlândia, resultando em altas temperaturas e, consequentemente, em aumento dos derretimentos.

Isso também afetará o gelo do Ártico, onde a perda da extensão de gelo durante a primeira metade de julho se comparado a perdas observadas em 2012, ano de menor extensão do gelo marítimo no mês de setembro, segundo o Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo, nos Estados Unidos.

A onda de calor de julho segue outra excepcionalmente intensa ocorrida em junho, que gerou novas temperaturas recordes na Europa e garantiu que o mês fosse o mais quente já registrado no continente. A temperatura média foi de 2°C acima do normal.

Mudança climática e ondas de calor

“Ondas de calor intensas e amplas carregam a assinatura da mudança climática provocada pelo homem. Isso é consistente com descobertas científicas que mostram evidências de eventos de calor mais frequentes e intensos, enquanto concentrações de gases causadores do efeito estufa levam a um aumento das temperaturas globais”, disse Johannes Cullman, diretor do Departamento de Clima e Água da OMM.

“A OMM espera que 2018 esteja dentro dos cinco anos mais quentes já registrados e que 2015-2019 seja o período mais quente de qualquer equivalente já registrado”, disse.

A agência das Nações Unidas apresentará um relatório sobre o clima, englobando o período 2015-2019, na Cúpula da ONU para Ação Climática, em setembro. Muitos estudos científicos foram realizados sobre as conexões entre mudança climática e ondas de calor.

“Cada onda de calor que acontece na Europa atualmente é mais provável e mais intensa por conta da mudança climática induzida pelo homem”, segundo estudo publicado por cientistas no projeto internacional Atribuição Meteorológica Mundial, sobre a contribuição humana à onda de calor recorde de junho de 2019 na França.

“As observações mostram um aumento muito grande na temperatura destas ondas de calor. Atualmente, estima-se que um evento do tipo ocorra com um período de retorno de 30 anos, mas ondas de calor similarmente frequentes provavelmente teriam sido cerca de 4°C mais frias há um século”, afirmaram os cientistas no estudo.

“Em outras palavras, uma onda de calor desta intensidade está acontecendo ao menos dez vezes mais frequentemente hoje em dia do que há um século”.

Em seu Quinto Relatório de Avaliação, de 2014, o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática afirmou ser “muito provável que a influência humana tenha contribuído às mudanças de escala observadas globalmente, em frequência e intensidade de extremos diários de temperatura”.

“É provável que a influência humana tenha mais que dobrado a probabilidade de casos de ondas de calor em alguns locais”.

Em seu relatório de 2018 sobre aquecimento global, o painel afirmou que os riscos relacionados a saúde, meios de subsistência, segurança alimentar, segurança humana e crescimento econômico devem aumentar com aquecimento global de 1,5°C e ainda mais com avanço de 2°C.

Limitar o aquecimento a 1,5°C poderia resultar em 420 milhões de pessoas a menos expostas a ondas de calor severas, segundo o relatório.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Equador fecha umas das principais arenas de touradas do país

Divulgação

Na próxima segunda-feira (05), a cidade de Quito, no Equador, dará um passo em prol do reconhecimento dos direitos animais e simbolizará uma grande vitória para a América Latina sobre o respeito à vida e a construção de uma civilização mais compassiva e consciente das transformações do mundo.

Em poucos dias, finalmente chegará ao fim a realização de touradas na Praça Belmonte, um dos principais pontos turísticos da cidade. A decisão foi do prefeito de Quito, Jorge Yunda, que optou por não renovar o contrato de locação da praça com a empresa Livestock Triana, responsável pela organização e realizações de espetáculos touromáquicos no local há anos.

Segundo Yunda, a Praça Belmonte precisa ser um ícone cultural, o que, na opinião dele e de ativistas do mundo todo, é incompatível com a promoção de uma prática que tortura e mata animais brutalmente apenas para o entretenimento sádico do público. “Durante a minha administração, todos os planos, programas e projetos devem ser enquadrados em respeito aos direitos da natureza e ao bem-estar animal”, disse o prefeito.

Ele afirma ainda que a realização touradas têm como único objetivo apenas causar dor e sofrimento aos touros e não traz absolutamente nenhum benefício à cidade, ao país ou a qualquer pessoa. Agora, a Praça Belmonte receberá apenas espetáculos culturais e esportivos e será um espaço para incentivar a diversidade, a coletividade e a arte tendo como pilar o respeito à vida, seja animal ou humana.

Ativistas em defesa dos direitos animais equatorianos comemoram a decisão e esperam que a atitude de Jorge Yunda sirva como exemplo para todos os países de língua espanhola que ainda se atêm a práticas bárbaras herdadas de tempos obscuros e distantes de uma passado civilizatório e invasivo cruel.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Testes em animais podem gerar multa de quase R$ 5,2 milhões no Paraná

Por David Arioch

Multa de R$ 5.199.500 também se estende a instituições e estabelecimentos de ensino e organizações sociais com ou sem fins lucrativos, sejam de caráter público ou privado (Fotos: Getty)

No Paraná, usar animais para a realização de testes de produtos cosméticos, de higiene e perfumes pode gerar multa de quase R$ 5,2 milhões para empresas e quase R$ 208 mil para pessoa física, considerando os valores corrigidos este mês pela Secretaria da Fazenda para Unidade Padrão Fiscal (UPF-PR). Em caso de reincidência, o valor é dobrado. O motivo é que o estado proíbe testes em animais nessa indústria desde dezembro de 2015.

A multa de R$ 5.199.500,00 também se estende a instituições e estabelecimentos de ensino e organizações sociais com ou sem fins lucrativos, sejam de caráter público ou privado que realizarem testes com animais envolvendo esses produtos.

Além disso, a Lei nº 18.668 também proíbe a comercialização de produtos cosméticos, de higiene e perfumes que tenham sido testados em animais. A lei é resultado de uma proposição do Missionário Ricardo Arruda, que em 2015 defendeu que proibir a realização de testes em animais é uma forma de valorizar a saúde humana e animal, buscando alternativas eficazes para tratar de problemas reais – substituindo a utilização de animais na experimentação e testes para cosméticos por métodos alternativos comprovadamente eficazes e éticos.

Os valores arrecadados com as multas são destinados ao custeio de ações, publicações e conscientização da população sobre guarda responsável e direitos animais idealizadas por instituições, abrigos e santuários de animais. Ou para programas de controle populacional por meio de esterilização cirúrgica de animais, bem como programas que visem a proteção e bem-estar dos animais.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Animais sofrem maus-tratos em 12 dos principais zoos e aquários do mundo

Por David Arioch

Leões usados em shows de arena em Puy du Fou, na França; e golfinho usado como “prancha” em apresentação no Zoomarine, em Portugal (Fotos: WAP)

Uma recente investigação da organização World Animal Protection (WAP) revelou que animais estão sofrendo maus-tratos para entreter turistas em atrações filiadas à Associação Mundial de Zoológicos e Aquários (WAZA).

Em 12 dos principais zoológicos e aquários do mundo visitados pela organização, os animais foram submetidos a situações cruéis e degradantes. “Presenciamos cenas chocantes como tigres e leões sendo explorados em espetáculos de arena, golfinhos servindo de prancha para turistas e chimpanzés de fralda forçados a guiar pequenas motos”, denuncia a entidade.

O que foi testemunhado vai contra as diretrizes definidas pela WAZA, que afirmar que seus zoológicos e aquários afiliados não devem envolver animais “em shows, exibições ou experiências interativas nas quais eles executam comportamentos humilhantes e não naturais”.

No entanto, a investigação da WAP mostra que a orientação não está sendo realmente reconhecida e seguida. Em 75% das 1,2 mil atrações ligadas à WAZA, há, pelo menos, uma oferta de interação com animais, conforme relatório da entidade.

“Queremos que a WAZA comunique e esclareça suas diretrizes a todos os seus afiliados e revogue o status de membro de qualquer instituição que se recuse a cancelar atividades que exploram os animais”, defende a World Animal Protection.

Alguns locais em que a organização encontrou animais submetidos a situações cruéis e degradantes:

África do Sul

  • Cango Wildlife Ranch
  • Mystic Monkeys & Feathers Wildlife Park

Austrália

  • Sea World

Canadá

  • Jungle Cat World
  • African Lion Safari

Estados Unidos

  • SeaWorld – San Antonio

Filipinas

  • Avilon Zoo

França

  • Zoo D’Amneville
  • Puy du Fou

Japão

  • Ichicara Elephant Kingdom

Portugal

  • Zoomarine

Singapura

  • Ilha dos Golfinhos (Resorts World Sentosa)

Para ler o relatório completo da World Animal Protection, clique aqui.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Exausto e maltratado, cavalo morre ao chegar em santuário em SP

Foto: Divulgação

A luta em defesa dos direitos animais na cidade de Ubatuba dá passos mais largos a cada dia que passa. Diariamente são conquistadas vitórias e histórias com finais felizes se multiplicam nas redes sociais. Devagar e seguindo todos os preceitos legais, os ativistas estão conseguindo romper o teto do obscurantismo e das tradições retrógradas que abusam e exploram animais na cidade. Mas, infelizmente, a ganância e a inconsciência humana continuam fazendo vítimas.

Os ativistas descobriram o caso de Tupinambá após o guardião do animal tentar entregá-lo muito debilitado para o proprietário de um sítio que está sob supervisão judicial. Temendo ter problemas legais, o dono do local devolveu Tupinambá ao tutor. Após saberem do caso, os ativistas foram atrás do animal para salvá-lo. Ao procurarem o cavalo, eles foram enganos pelo guardião do animal, que só contou o verdadeiro paradeiro do cavalinho após ser pressionado.

O cavalo havia sido entregue a um homem da cidade de São Luiz do Paraitinga. Os ativistas se dirigiram até o local com uma carreta para resgatar Tupinambá. Ele foi encontrado agonizando e seu resgate foi muito delicado. Após ser salvo, o cavalo foi transportado para o Santuário Filhos de Shanti, ONG que realiza um importante trabalho de acolhimento de animais de grande porte vítimas do descaso humano na cidade de Pindamonhangaba, no interior de São Paulo.

Tupinambá resistiu à difícil viagem. Assim que chegou no santuário ele recebeu soro, feno, água e todos os cuidados veterinários. Ele estava no lugar onde finalmente conheceria a liberdade, a felicidade e o amor e temporariamente ele sentiu que todos que estavam ao redor fariam qualquer coisa para assegurar que ele jamais seria maltratado novamente. Certo de que estava em segurança, Tupinambá fechou seus olhos e faleceu na manhã do dia 28 de julho.

A advogada e ativista em defesa dos direitos animais Jaqueline Tupinambá Frigi, usou seu perfil no Facebook para prometer justiça ao cavalinho e dizer adeus. “Tupinambá descansou. Apesar da tristeza profunda, já aviso ao tutor, que tem mais potros, que mentiu para mim, que tentou esconder esse sofredor, que essa morte não ficará impune. Ele encontrou a liberdade, sua alma voltou a ser amplidão, seus olhos voltaram a brilhar, iluminados… Iluminadores”, diz a postagem.

Tupinambá também foi homenageado pela ativista Rosangela Coelho, do Santuário Filhos de Shanti. “Nessa manhã nosso Tupinambá recebeu o ritual de despedida e devolução do seu corpo (frágil, sugado até a morte) para a Gaia, nossa Mãe Geradora. Nosso penúltimo gesto de amor por ele. O último será fazer com que o responsável responda por esse crime e seus outros animais sejam resgatados, amparados a tempo de desfrutar a vida em liberdade. Precisamos despertar a humanidade para que os animais possam dormir em paz”, lamentou em um post no Facebook.

Denúncia

O laudo da morte de Tupinambá aponta como causa do falecimento maus-tratos e exaustão. Jaqueline Frigi realizou nesta terça (30) uma representação no Ministério Público. A preocupação agora são os outros equinos que estão sob a guarda do ex tutor de Tupinambá. Casos com o do cavalinho, infelizmente, podem voltar a ocorrer, graças ao PL de autoria do vereador José Roberto Monteiro Junior (PODEMOS), que autoriza a montaria, venda e exploração de cavalos na cidade.

Feito de forma astuta, o projeto inicialmente parece ter intenção de proteger cavalos e éguas. Ele dispõe inicialmente de parágrafos que condenam maus-tratos e incentivam o contato entre humanos e animais em práticas de equoterapia, atividade já autorizada e regulamentada na cidade que carece de novas regulamentações, mas logo demonstra sua real intenção, autorizar a exploração de animais em práticas de montaria e outras atividades.

Divulgação

Os ativistas esperam que a morte de Tupinambá se torne símbolo das consequências do abuso e exploração de animais. Jaqueline Frigi alerta que é importante denunciar casos de maus-tratos. “Todos que presenciarem qualquer caso de maus-tratos a animais pode acessar o site da Delegacia Eletrônica de Proteção Animal (Depa). A denúncia pode ser realizada de forma anônima, basta anexar fotos e vídeos. Também não é necessário se identificar”, reforça.

E completa: “Também é possível realizar denúncias enviando mensagens para a página Direito Animalista Ubatuba via inbox. Nós analisaremos e tomaremos todas as providências dentro do possível. A ajuda da população é fundamental para construirmos uma cidade que preza pela humanidade e compaixão. Vamos ajudar a fazer de Ubatuba uma cidade modelo como exemplo de civilidade e respeito aos animais. Denunciar é um ato de cidadania e pode salvar muitas vidas. Faça sua parte”, concluiu a advogada.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Coruja ferida é resgatada por moradora em Campos dos Goytacazes (RJ)

Uma coruja suindara, conhecida popularmente como coruja-da-igreja, foi encontrada ferida na terça-feira (30) por uma moradora do bairro Pecuária, em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro.

Foto: Alice Sousa/Inter TV

O animal estava na porta da casa de Cláudia Márcia de Sá, que o resgatou e levou até o Núcleo de Animais Silvestres (Nepas), da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), para que ele pudesse receber atendimento veterinário.

Cláudia contou ao G1 que encontrou a ave por volta das 6 horas. “Ouvi meus cachorros latindo muito. Até achei que era um gato, mas quando vi era ela. Peguei um cobertor em casa, joguei por cima dela e fui em busca de um lugar que cuidasse dela”, disse.

Ao chegar no Nepas, o animal foi examinado e diagnosticado com a asa machucada. Debilitada, ela está recebendo os cuidados necessários. Segundo o coordenador do Nepas, Leonardo Serafim, só será possível saber o que aconteceu com a coruja quando os resultados dos exames ficarem prontos.

Leonardo disse ainda que o núcleo vai avaliar com órgãos ambientais qual o lugar mais indicado para devolver a ave à natureza após o período de reabilitação.

As corujas desta espécie costumam medir 36 centímetros e possuir envergadura que pode chegar até um metro. Entre as suas características físicas estão a íris escura e a face branca no formato de um coração.

Classificada cientificamente com o nome de “tyto furcata”, a suindara passou a ser chamada de coruja-da-igreja porque costuma entrar nos forros das casas e nas torres de igrejas quando habita ambientes urbanos. No período de reprodução, ela faz ninhos em árvores e fendas rochosas. Sua alimentação é composta por roedores e invertebrados.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.