Manifestação teve início às 15h em frente ao shopping e durou cerca de duas horas (Foto: 269life Nordeste/Vozes em Luto Nordeste)
No último domingo (28), o Movimento 269life Nordeste e o Movimento Vozes em Luto Nordeste realizaram uma manifestação pacífica contra o uso de animais na Fazendinha do Plaza Shopping, no bairro de Casa Forte, no Recife (PE).
A manifestação teve início às 15h em frente ao shopping e durou cerca de duas horas. Os ativistas dos direitos animais levaram cartazes, faixas, megafones e também fizeram panfletagem.
“A nossa intenção foi abordar a exploração à qual os animais são submetidos quando utilizados como entretenimento. Explicamos para os transeuntes e pais das crianças que essa prática não é saudável”, informam.
Durante a ação, os manifestantes veganos também declararam que animais não devem ser retirados de seu habitat e levados para centro urbanos porque isso gera estresse e desconforto aos animais.
“Até mesmo quando a criança brinca inocentemente com eles, ela não tem ideia do impacto que isso causa. Mas deixamos claro ao Plaza que não somos contra a Fazendinha, mas sim contra o uso de animais”, reforçam.
Anualmente o Plaza Shopping realiza o evento em que porcos, galinhas, patos, pintinhos, bois, carneiros, coelhos e pôneis são expostos ao público por mais de um mês em um espaço criado no estacionamento.
“Eles poderiam incluir atividades lúdicas, pedagógicas, encenação teatral, pintura artística de animais no rosto das crianças, contação de histórias, dentre tantas atividades recreativas para o período de férias”, defendem o 269life Nordeste e o Vozes em Luto Nordeste.
E acrescentam: “Outra sugestão, tanto em âmbito da responsabilidade social quanto educação ambiental, seria levar crianças de escolas públicas e privadas para um santuário, onde aprenderiam como aqueles animais poderiam viver de forma digna.”
Embora os dois movimentos tenham entrado em contato com a direção do shopping sugerindo alternativas, a alegação foi a mesma feita anteriormente em justificativa à realização do evento – de que os animais têm acompanhamento veterinário:
“Sabemos que o procedimento existe, mas não é isso que reivindicamos. Apenas solicitamos que sigam o exemplo de outros shoppings do Brasil e da Região Metropolitana do Recife que não utilizam seres inocentes para entretenimento humano.”
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Um cachorro resgatado da rua com uma ferida grave no pescoço está comovendo internautas e mobilizando uma campanha em prol de seu tratamento. Pescocinho, como passou a ser chamado devido ao local do ferimento, foi encontrado no bairro Unamar, em Cabo Frio, no Rio de Janeiro.
“Queriam matá-lo, porque ele estava pelas ruas com mau cheiro. Por isso eu estava apavorada querendo achá-lo pela cidade para que ele não fosse sacrificado”, contou Carol Midori ao G1.
Foto: Carol Midori/ Arquivo Pessoal
Após uma semana de buscas, o cão foi resgatado no dia 24 de julho. Levado ao veterinário, ele foi diagnosticado com infecção, anemia e doença do carrapato.
Pescocinho está internado, sem previsão de alta, para tratar o ferimento e os demais problemas de saúde. Apesar do estado em que foi encontrado, ele tem apresentado melhora.
O ferimento, segundo Carol, pode ter sido causado por uma briga com outro cachorro. “Ela [a ferida] foi infeccionando, até que ficou desse jeito ou pode ter sido algum impacto forte que ocasionou em algum ferimento e foi se agravando, conforme o tempo, por falta de tratamento”, disse.
Através das redes sociais, Carol conseguiu ajuda para arcar com os gastos do tratamento de Pescocinho.
Foto: Carol Midori/ Arquivo Pessoal
“Sem a ajuda deles eu não ia conseguir cuidar dele, nem arcar com as despesas sozinha. Estamos conseguindo cuidar do Pescocinho e de tantos outros animais graças à colaboração de cada um, a ajuda das pessoas é muito importante para essa causa”, contou.
“Ele está sendo muito bem tratado, já está até comendo. Quando eu o levei para o veterinário, ele não comia nada e estava com medo e dor”, completou a protetora, que lembrou ainda que Pescocinho será vacinado, castrado e disponibilizado para adoção quando receber alta médica.
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Dois tucanos foram encontrados mortos na quarta-feira (31) em Lajeado, no Rio Grande do Sul. Os animais silvestres foram localizados por um homem que limpava o muro de uma casa no bairro Americano, onde o caso aconteceu.
Foto: Reprodução/Grupo Independente.
“Ouvi um estrondo e depois as aves caindo no chão”, disse o homem ao Grupo Independente.
Após o proprietário do imóvel avisar a prefeitura sobre o caso, os corpos das aves foram retirados do local e levados para a Secretaria do Meio Ambiente (Sema), que depois os encaminhou ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).
Diretor do CCZ, Renan Augusto Mallmann acredita que as aves estivessem em fase de acasalamento. A presença de tucanos na região, que fica nas proximidades do Parque Engenho, é frequente.
O local é abastecido pela concessionária de energia elétrica RGE, que informou que está apurando o caso.
Devido às circunstâncias da morte dos animais, o homem que viu as aves caindo ao chão e o secretário de Meio Ambiente, Luis André Benoitt, suspeitam que a causa da morte tenha sido um choque elétrico.
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Os guardas-florestais da África do Sul se dedicaram extraordinariamente para salvar uma fêmea da espécie de rinoceronte negro que foi baleada e deixada para morrer por caçadores que entraram escondidos na reserva onde ela vivia.
Uma grande equipe que uniu veterinários, guardas florestais e especialistas em cuidados com animais passaram os últimos dez meses usando técnicas inovadoras para garantir a sobrevivência do rinoceronte.
Isso inclui equipar o animal com um curativo (bandagem especial) feito sob medida a cada poucas semanas para tentar curar seu casco quebrado, que foi perfurado por balas.
Os guardas florestais do Kruger National Park, na África do Sul, desenvolveram um carinho muito grande pelo rinoceronte a quem deram nome de Goose, e se esforçaram ao máximo para que ela sobrevivesse.
O rinoceronte negro tem sido morto por caçadores a uma velocidade tão grande que só restam cerca de 5 mil animais em todo o mundo – com 80% deles vivendo na África do Sul.
Goose foi encontrada pelos guardas florestais ano passado, vagando em volta da savana, extremamente magra, desnutrida e prestes a morrer.
Foto: Sky News/Reprodução
Ela estava mancando com um dos pés mutilados após caçadores furtivos que a caçavam por seu chifre, dispararam várias balas contra o casco para evitar que ela escapasse.
Vários ossos estavam se projetando através de sua pele e seu casco havia sido danificado ainda mais por ela ter se mentido andando.
“Normalmente, quando nós especialistas encontramos um animal nesse estado avançado de sofrimento, provavelmente o colocaríamos para dormir”.
Foto: Sky News/Reprodução
“Mas ela é um rinoceronte negro raro e é tão preciosa que tínhamos que fazer tudo o que pudéssemos para salvá-la.” disse Cathy Dreyer, coordenadora de monitoramento de rinocerontes negros do Kruger Park.
Chifre de rinoceronte é uma mercadoria muito procurada no Extremo Oriente, onde os clientes acreditam que ele é um afrodisíaco; pode aumentar a virilidade e até mesmo garantir uma boa saúde.
Na realidade, o chifre do rinoceronte é feito de queratina – o mesmo material que uma unha humana e ainda por cima sem nenhum valor nutricional.
Foto: Sky News/Reprodução
Mas no mercado paralelo, o chifre de rinoceronte pode render milhões de dólares e a demanda alimentou o tráfico e o comércio com tanta força, que os rinocerontes (especialmente os negros) estão agora entre as espécies mais ameaçadas do mundo.
Uma enorme equipe de especialistas foi reunida ao redor de Goose, com veterinários, especialistas em rinocerontes, guardas florestais e várias organizações, reunindo recursos e conhecimento para trabalhar em conjunto da melhor maneira possível.
Entre eles estavam a Unidade de Serviços Veterinários SANparks e seus funcionários; Salvando os Sobreviventes liderados pelo veterinário Johan Marais; veterinários estaduais de Skukuza, Petronel Niewoudt e funcionários da Care for Wild Africa e Jock Safari Lodge, que patrocinaram os antibióticos iniciais do rinoceronte e o tratamento de apoio.
Foto: Sky News/Reprodução
Salvar o rinoceronte negro não sai barato
O custo do tratamento chegou a centenas de milhares de randes sul-africanos – com muitos dos envolvidos cedendo seu tempo e experiência de graça.
No início da missão para trazer Goose de volta da morte quase certa, ela estava recebendo cerca de 70 antibióticos por dia. Metade administrada de manhã e a outra metade à noite.
Ela também recebeu anti-inflamatórios e probióticos para prevenir úlceras e problemas que poderiam se originar de toda aquela medicação.
Foto: Sky News/Reprodução
Os guardas florestais do Kruger Park também tiveram que fornecer à Goose a quantidade excepcional de comida que um rinoceronte adulto requer.
Uma estimativa conservadora é que Goose come cerca de 20kg de feno diariamente, bem como ramos recém cortados duas vezes ao dia.
Como os rinocerontes negros são seletivos em sua alimentação, os guardas-florestais oferecem uma grande variedade para que ela possa selecionar o que deseja.
Eles também cortaram seu chifre – para tentar protegê-la de caçadores que ainda possam tentar matá-la por isso.
Ela passou por cerca de vinte procedimentos cirúrgicos diferentes que eram realizados a cada poucas semanas.
Só esse fato em em si já é uma missão e tanto a ser vencida.
Foto: Sky News/Reprodução
Juntos, a equipe vêm com a ideia de amarrar o casco do rinoceronte com uma camada de pele de elefante para proteção, cobrindo-o com camada sobre camada de bandagem que é então revestida em fibra de vidro para dar proteção adicional. Tudo via procedimento cirúrgico.
Após todo esse trabalho e dedicação de semanas, Goose lentamente acorda, com uma pequena contração da orelha primeiro, em seguida, parece de repente se erguer.
Ela fica levemente de pé e logo percebemos que a claudicação enfatizada que ela tinha antes do procedimento agora é muito facilitada.
Ela joga fora, seu novo casco parece dramaticamente branco contra o pano de fundo empoeirado de sua caneta.
Goose vai passar por tudo isso novamente daqui a algumas semanas.
A equipe do Kruger Park está determinada a salvá-la – e espera que ela seja capaz de dar a luz a rinocerontes negros no futuro.
É um tremendo esforço de um grande número de pessoas e organizações.
São seus esforços tremendos e constantes que fazem a diferença na luta para garantir a sobrevivência de uma espécie que os caçadores estão ameaçando eliminar para sempre.
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Uma égua foi sacrificada após ser encontrada com fratura exposta nas quatro patas em Teresina, no Piauí. O animal agonizou por mais de 6 horas até receber atendimento veterinário.
“Não sabemos se foi acidente ou se ela caiu numa vala e quebrou as patas tentando sair. Isso aconteceu por volta de 3h da madrugada. O Corpo de Bombeiros veio às 8h e o Centro de Zoonoses depois das 9h. Foi muito tempo de espera. Todos ficamos tristes e comovidos com o sofrimento do animal”, disse o morador Alyson Jhones.
Foto: Pixabay/Ilustrativa
Jhones disse ainda que, antes de ser sacrificada, a égua foi “enforcada” com uma corda. “Não precisava disso. Ela já estava sofrendo por horas. Para quê passar aquela corda no pescoço do animal que não tinha mais força. Foi muito triste. Muitas pessoas se comoveram, choraram com aquela cena”, lamentou o Jhones. O tutor da égua não foi identificado.
O médico veterinário Marlon de Araújo Castelo Branco, do Centro de Centro de Controle de Zoonoses de Teresina, afirmou ao blog Bicharada, do portal Cidade Verde, que a égua foi sacrificada para que tivesse seu sofrimento interrompido.
“O animal estava em sofrimento. Em casos como o dela, com fratura exposta nas patas, a recomendação do Conselho de Medicina Veterinária é o sacrifício. Não é como um animal pequeno em que podemos fazer uma cirurgia. Não existe tratamento, por isso o sacrifício. A corda foi colocada para evitar que o animal se debatesse, pois estava sentindo muita dor. Foi aplicada uma pré-anestesia, anestesia geral e quando o animal já estava dormindo foi dada uma injeção letal de cloreto de potássio”, explicou o veterinário.
Em relação à demora pra prestar socorro à égua, o veterinário afirmou que o CCZ só presta atendimentos das 8h às 12h e das 14h às 17h30. “Não tem equipe de plantão. Se acontece algo de madrugada ou à noite, só podemos ir no horário de funcionamento”, disse.
Pedidos de resgate de animais de grande porte devem ser feitos ao CCZ através do telefone 86 3215 9143.
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Um cachorro caiu dentro de um poço em um terreno baldio na cidade de Araras, no interior de São Paulo. O acidente aconteceu na manhã de terça-feira (1º).
Foto: Beto Ribeiro Repórter
O Corpo de Bombeiros foi acionado e enviou uma equipe ao local para salvar o animal, que não se feriu. As informações são do portal G1.
De acordo com os militares, o acidente aconteceu em um terreno baldio na rua Irmã Diva Patarra, no Jardim Piratininga. O poço tem cinco metros de profundidade.
Para retirar o cachorro do buraco, a corporação precisou usar uma escada. Cinco bombeiros participaram da ação. Não há informações sobre o animal ter ou não um tutor responsável por ele.
Foto: Beto Ribeiro Repórter
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Cachorros em situação de rua de Guaçuí (ES) ganharam um presente para combater o frio: uma casinha feita por moradores da cidade. Comovidos com a situação dos cães, José Roberto Pereira e Joseph Costa se uniram para ajudá-los. Os amigos construíram uma casinha de metal para abrigar os animais, que também recebem água e alimento com a ajuda de outros voluntários.
Foto: Reprodução/TV Gazeta
A ideia foi de José Roberto e surgiu após o morador observar os cachorros vivendo na rua. “Passando aqui num belo dia, nesse tempo frio, vendo esses cães em situação de rua deitados nesse gramado aqui, pensei no que eu poderia estar fazendo para ajudar eles. Aí tive a iniciativa de fazer um abrigo para eles e conversei com um amigo meu para ele ajudar”, explicou ao G1.
Para construir a casinha, a dupla usou pedaços de telhas de metal, isopor e peças de ferro recicladas. Pedaços de pano e cobertores foram colocados dentro do abrigo para aquecer os animais. Parte do material veio de doação e o restante foi comprado pelos voluntários. A execução do projeto foi feita por Joseph.
“Usamos restos de telhas, todo o material de ferro foi galvanizado para aguentar o tempo, nos preocupamos com o forro de isopor por causa da temperatura, se ela ficasse no sol. Ela foi feita toda em aço também na preocupação do vandalismo e madeira também não aguenta no tempo. A preocupação foi dar um conforto melhor e também a durabilidade do material”, contou.
A atitude de Joseph e José Roberto foi vista com bons olhos pela comunidade. Uma das pessoas que elogiou o projeto foi a estudante Luiza Magno, que também costuma ajudar os cães que vivem na rua.
“Espero que as pessoas espalhem essa ideia para outros bairros. Meu pai também contribui, dá ração, dá carinho e as pessoas vendo isso podem um incentivar o outro. Espero que isso se espalhe não só na cidade, mas também por toda região”, incentivou.
O abrigo feito para os animais também foi aprovado pela estudante Mirela, de 10 anos. “Achei a casa maneira. Os cães podem dormir confortáveis, não ficam mais na rua e podem dormir ali”, disse.
Para garantir a manutenção da casinha e os cuidados aos cães, José Roberto e Joseph pedem a ajuda da sociedade. Interessados em colaborar com doações devem entrar em contato pelo telefone: (27) 99921-6090.
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O projeto de lei 3.407/2019, de autoria do senador Mecias de Jesus (PRB-RR), que autoriza que gastos veterinários sejam deduzidos no Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF), está pronto para ser votado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
Foto: Pixabay
Mecias defende que a aprovação do projeto é importante porque permitirá que os tutores busquem atendimento veterinário adequado para os animais. A proposta tramita em caráter terminativo na CAE.
“De modo análogo à saúde humana, cujas despesas podem ser abatidas da base de cálculo do IRPF, a legislação deve possibilitar a dedução dos pagamentos efetuados com vistas aos cuidados médicos necessários aos animais domésticos”, justifica o senador.
A proposta prevê também a criação de um cadastro nacional de tutores e respectivos animais domésticos, por parte do Executivo, para evitar o uso indevido do benefício. As informações são da Agência Senado.
A luta pelos direitos animais, no entanto, não convenceu o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE). Relator do projeto na CAE, o parlamentar recomendou a rejeição da proposta. Bezerra afirmou que o texto não prevê estimativa de impacto sobre a arrecadação, nem medidas de compensação para as perdas acarretadas pela medida, o que não é permitido pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
Fazendo uso de uma argumentação especista, por meio da qual coloca o ser humano como superior às demais espécies, Bezerra disse ainda que “a dedução pretendida fere a razoabilidade quando se sabe que os recursos que seriam renunciados para que os contribuintes beneficiados pudessem cuidar dos seus animais são fonte essencial de custeio, nos três níveis da Federação, para o já precário atendimento de saúde da população, sobretudo a mais necessitada”.
É fato, no entanto, que o poder público não pode se ater apenas às demandas humanas, já que os animais também integram a sociedade e precisam de cuidados adequados. O parecer do relator, portanto, não pode ser usado como justificativa.
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Fotos divulgadas nas redes sociais mostram elefantes com feridas abertas na cabeça e no corpo, enquanto levam turistas australianos – que viajam para a Tailândia exclusivamente com este fim – em suas costas. Os pacotes de viagem são anunciados pelas agências de turismo como possibilidades únicas de “interação” com os animais.
Acredita-se que as imagens foram compartilhadas no Twitter em Phuket, um dos pontos turísticos mais populares do país.
Os animais podem ser vistos com o sangue escorrendo da cabeça depois que os seus exploradores (mahouts) os atingem repetidamente com ganchos afiados de metal.
Foto: @abang da balik/Twitter
Outras fotos mostram um elefante com uma série de cicatrizes de feridas antigas na parte de trás da cabeça, comprovando que o sofrimento é pertinente e interminável para esses animais explorados.
Mais de 800 mil australianos visitam a Tailândia a cada ano, e muitos são atraídos pelas variadas atrações turísticas envolvendo elefantes, em que os visitantes podem ser levados para “passear”nas costas dos animais, assisti-los fazer truques e alimentá-los.
A World Animal Protection estimou que 3 mil elefantes estão atualmente sendo usados para entretenimento em toda a Ásia, com 77% sendo tratados de forma desumana.
Foto: @abang da balik/Twitter
Por favor, não montem nos elefantes e não apoiem este negócio ”, disse um porta-voz da Autoridade de Turismo da Tailândia. “Nós nunca apoiamos turistas montando elefantes.”
Dr. Patrapol Maneeorn, veterinário especializado em vida selvagem do Departamento de Parques Nacionais, Conservação da Vida Selvagem e da Flora, disse que a Tailândia está trabalhando para eliminar a crueldade contra os animais.
“O que estamos fazendo é colaborar com diferentes organizações e setores na Tailândia para reduzir esses casos e, esperamos, eliminar a crueldade contra animais tanto quanto possível”, disse Maneeorn em um comunicado.
Blake Sharp-Wiggins/Daily Mail Australia
Existem atualmente 3.500 elefantes selvagens e 4.500 elefantes domesticados na Tailândia.
Os animais selvagens são protegidos pela lei tailandesa, mas os elefantes domesticados são vistos como animais de trabalho.
O dr. Maneeorn disse que as agências governamentais tentaram vários métodos para erradicar o abuso de elefantes no país, incluindo “formular políticas, apoiar pesquisas sobre a vida selvagem, reabilitar animais feridos e erradicar o comércio de animais silvestres”.
Ele diz que os turistas podem desempenhar seu papel no assunto, boicotando atrações que exploram elefantes para fins de entretenimento.
Blake Sharp-Wiggins/Daily Mail Australia
“Empresas de viagens e turistas individuais podem ajudar as agências governamentais boicotando empresas que praticam crueldade contra os animais”, disse ele.
O processo de domesticar um elefante é tão horrível quanto o tratamento a que os animais são submetidos.
Os animais são amarrados a correntes curtas, espancados com ganchos e outros objetos pontiagudos e submetidos a muita fome e privação, a fim de fazê-los se comportarem, e isso continua por ano e anos, enquanto eles forem mantidos em cativeiro.
Alguns animais desenvolvem um comportamento de zoocose, um tipo de compulsão repetitiva em que eles balançam a cabeça de um lado para o outro, muitas vezes incompreendido e visto como uma tendência lúdica, mas o movimento na verdade é um mecanismo de defesa e sofrimento que os elefantes isolados apresentam.
Blake Sharp-Wiggins/Daily Mail Australia
Muitos elefantes são afastados de suas mães quando ainda bebês para serem submetidos a uma vida inteira de abuso.
Alguns santuários na Tailândia, como o Elephant Valley (Vale dos Elefantes, na tradução livre), estão tentando evitar os maus-tratos a esses animais.
Lá os elefantes podem andar como e para onde quiserem e são alimentados apenas uma vez por dia pelos seres humanos, em oposição a outros elefantes em cativeiro que são constantemente forçados a se apresentar para turistas.
“Não existe elefante domesticado”, disse o fundador do Elephant Valley, Jack Highwood, ao Daily Mail Australia.
“Só há elefantes que perderam a vontade de revidar.”
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A última fazenda de foie gras da Ucrânia será oficialmente desativada, uma vez que na prática já não opera mais, após o lançamento de uma exposição da organização de proteção animal Open Cages.
A investigação, que foi publicada em abril deste ano, contou com filmagens (abaixo) feitas por um trabalhador disfarçado usando uma câmera secreta na fazenda operada pelo produtor de aves MHP.
A filmagem foi vista milhões de vezes nas mídias sociais em todo o mundo, e levou inúmeros restaurantes no Reino Unido a prometer abandonar o foie gras.
Condições
De acordo com a Open Cages, as condições documentadas incluem “pássaros sendo jogados violentamente do caminhão em gaiolas, tubos de alimentação de metal lubrificados com óleo de motor sendo empurrados garganta abaixo das aves para enchê-los de comida e gansos machucados e mortos sendo deixados para sofrer ou apodrecer em pilhas”.
A organização acrescenta que a alimentação forçada é uma prática padrão na maioria das fazendas de foie gras para encher de gordura os fígados dos animais, de modo que eles aumentem até dez vezes o tamanho normal e as aves fiquem doentes.
Inconsistente
“A MHP, controladora de um importante grupo agroindustrial internacional com sede na Ucrânia, anuncia hoje sua decisão de suspender a produção de carne de ganso e foie gras em sua fazenda de aves Snyatynska até o início de setembro de 2019″, informou a empresa em um comunicado numa declaração oficial.
“Os ativos da fazenda, que representam menos de 0,5% dos ativos do Grupo MHP, estão sendo oferecidos à venda. A MHP acredita que a produção de foie gras não é consistente com a estratégia e a política da empresa de ser líder global em E&S e bem-estar animal”.
“Simplesmente bárbaro”
“É difícil até de acreditar que o foie gras existe. Alimentar os animais até que seu fígado aumente dez vezes o tamanho original é simplesmente bárbaro, e o rótulo de ‘luxo’ que o produto ostenta é quase risível”, disse Connor Jackson, CEO da Open Cages, em comunicado enviado ao Plant Based News.
“Estamos absolutamente entusiasmados em ver esta empresa optar por enfrentar o sofrimento desnecessário ao fechar as instalações da fazenda de criação de gansos. Qualquer restaurante do Reino Unido que ainda esteja servindo foie gras vai dar uma boa repensada em suas práticas: a crueldade contra animais é um mau negócio.”
A Open Cages está pedindo que Michael Gove e o governo do Reino Unido proíbam a venda de foie gras, pós-Brexit, e também convocando os restaurantes a remover o produto, que é resultado de crueldade e abuso, de seu cardápio.
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