
Foto: Arquivo pessoal
A história do projeto Amor pela Vida é uma história de amor e luta pelo reconhecimento dos direitos animais. Criada pela auxiliar veterinária Denise Berdinai e o tradutor Javier Ramos, a iniciativa acolhe atualmente mais de 20 animais, entre aves, cães, equinos e bovinos em um sítio na cidade de Socorro, no interior de São Paulo.
As dificuldades são muitas e as lutas infinitas. Além de preocupação diária com os cuidados básicos com os animais como alimentação, higienização e despesas veterinárias, o projeto abriga há três meses uma hóspede muito especial: uma bezerrinha deficiente resgatada de um matadouro. Carinhosamente chamada de Pitanga, ela tem apenas um ano, mas uma longa jornada de superações.

Foto: Arquivo pessoal
Pitanga foi resgatada quando tinha apenas nove meses de vida. Ela possui uma deformidade em uma das patinhas traseiras e como não poderia ser explorada para a indústria leiteira, seria vendida a uma frigorifico por apenas R$ 50. Voluntários da causa animal foram alertados que a bezerra seria condenada à morte e reuniram esforços para resgatá-la. Após ser salva, Pitanga foi levada para o sítio do Amor pela Vida.
Lá, ela encontrou amor, conforto e segurança, mas seu bem-estar ainda está comprometido. Uma das patinhas traseiras de Pitanga é curvada para trás, em formato de foice. Esta limitação faz com que todo peso da bezerra fique concentrado em apenas uma pata, o que ocasiona o risco de fraturas e muitas dores. Ela precisa ser submetida a uma cirurgia e depois precisará do uso de uma prótese produzida especialmente para sanar suas necessidades.

Foto: Arquivo pessoal
Pitanga receberá atendimento veterinário especializado na Universidade de São Paulo (USP), mas para isto será necessário angariar fundos para quitar as despesas de transporte, cirurgia e a prótese. Para ajudar na captação de recursos foi criada uma campanha de financiamento coletivo na plataforma Vakinha. É possível doar com dinheiro ou cartão de crédito. O valor estimado para suprir todo o processo é de R$ 20 mil.
Denise Berdinai explica que é muito importante que a cirurgia seja feita o quanto antes. “Essas intervenções devem ocorrer agora enquanto ela ainda é pequena, pois a cada dia que ela está sem a prótese para a melhor distribuição do peso corporal e sem as devidas correções, os problemas de saúde aumentam e a estrutura óssea e articular são comprometidos com desgastes, artrose, artrite, compressão medular e após esses problemas adquiridos será tarde demais”, disse em entrevista à ANDA.
E completa: “ao atingir o peso adulto ela pode não suportar, apesar de estar clinicamente bem, se alimentando, caminhando, mesmo com dificuldade, ela já demonstra a olho nu a sobrecarga sobre os três membros que ainda estão funcionais. Estas intervenções precisam acontecer em no máximo dois meses para frear os danos e amenizar as dores e desconfortos”, afirma.
Para ajudar a bezerrinha Pitanga clique aqui e faça sua doação.
O projeto também precisa de ajuda para alimentar os animais acolhidos, construção de baias e piquetes, veículos de transporte adaptados e contribuições para a compra de um sítio definitivo para a criação do santuário. Atualmente o Amor pela Vida está em uma propriedade alugada e isso dificulta a expansão das atividades.

Foto: Arquivo pessoal
“Nosso maior sonho além de ver a Pitanga ter sua perninha restaurada através da prótese é poder comprar o sítio que é alugado para a construção do santuário Amor pela Vida, para atender os animais de grande porte e desenvolver nossos projetos de sustentabilidade e ecologia. Por termos que pagar aluguel já tivemos que nos mudar com os animais resgatados 11 vezes e isso é estressante e cansativo tanto para os animais quanto para nós, que não temos voluntários. Por isso é tão importante comprar o sítio para continuar desenvolvendo este trabalho que é feito com muita seriedade e com a estrutura da forma que os animais precisam”, concluiu Denise.
Quer conhecer mais sobre o Amor pela Vida? Acompanhe a página do projeto no Facebook clicando aqui.
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