Ativistas realizam manifestação contra Fazendinha do Plaza Shopping no Recife

Por David Arioch

O 269Life Noreste diz que é a favor de que as crianças participem de atividades educativas e lúdicas que incentivem a proteção e respeito aos animais (Foto: Divulgação)

No domingo, dia 28, a partir das 15h, ativistas dos grupos em defesa dos animais 269Life Nordeste e Vozes em Luto Nordeste vão realizar um ato contra a Fazendinha do Plaza Shopping – Casa Forte, no Recife (PE).

A justificativa é que anualmente o shopping realiza um evento em que porcos, galinhas, patos, pintinhos, bois, carneiros, coelhos e pôneis são expostos ao público por mais de um mês. “Eles são alocados no estacionamento do shopping, onde existe iluminação muito forte. Também são expostos a crianças que inocentemente gritam e puxam ou apertam partes desses animais”, argumenta o 269Life Nordeste.

Segundo o grupo, a exposição reforça uma ideia de objetificação, de que animais estão disponíveis para o lazer humano. “Nosso ato visa conscientizar a população de que os animais não devem ser utilizados durante eventos de entretenimento. Não somos contra a Fazendinha do Plaza, somos contra a utilização de animais durante o evento”, destaca.

O 269Life Noreste diz que é a favor de que as crianças participem de atividades educativas e lúdicas que incentivem a proteção e respeito aos animais, o que pode incluir brincadeiras, encenação teatral, desenhos animados e outras atividades que estimulem a defesa dos animais, não a utilização deles como entretenimento ou a promoção da ideia de que eles existem somente para servir aos seres humanos.

Argumentando a favor da Fazendinha, o Plaza Shopping afirma que a intenção com a exposição de animais na Vila dos Bichinhos é “estimular o respeito aos animais e ensinar as diferenças entre as espécies mais comuns encontradas em fazendas”. Para os visitantes interagirem com os animais é preciso comprar um ingresso que custa R$ 14. A Fazendinha foi montada no dia 18 de junho e se encerra no dia 31.


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Cavalo em situação de abandono e maus-tratos é resgatado após denúncias

Por Rafaela Damasceno

Um cavalo abandonado mobilizou habitantes da região de Itaipuaçu, no Rio de Janeiro. Ele se encontrava em estado grave de desidratação e desnutrição, e uma arrecadação foi feita para pagar seus cuidados veterinários.

Duas pessoas resgatam o cavalo, sujo e machucado

Foto: Katito Carvalho

“Está é a terceira denúncia de abandono de cavalos que chegou até nós em um período de duas semanas”, afirmou Milena Costa, gerente da Coordenadoria Especial de Proteção Animal. A instituição esteve presente no atendimento de Chiclete, como o cavalo é conhecido, doando soro e apoiando o atendimento.

Milena ainda falou sobre a questão da violência a que os cavalos são submetidos, explorados como meio de transporte para pessoas e cargas.

“Normalmente, esses animais são explorados puxando carroças e deixados quando não podem mais fazer isso”, informou, em entrevista ao Eu, Rio!, um jornal do estado. “Se o tutor for identificado, será feito o registro da ocorrência”.

O esforço para resgatar Chiclete foi um trabalho coletivo. As donas de casa Valéria Oliveira e Erica Sampaio criaram uma grande rede de apoio, arrecadando o dinheiro que pagou a internação do cavalo na clínica do veterinário Márcio Struminski.

“Somente após seis litros de soro ele conseguiu levantar”, contou o veterinário, afirmando que o animal se encontrava em um estado grave de desidratação.

Segundo dados do programa Linha Verde, em dezembro de 2018 o número de denúncias de maus-tratos contra os animais aumentou e chegou a registrar 3.600 casos – um aumento de 24% em relação a dezembro de 2017. As denúncias mais comuns incluem falta de alimentação e espancamento. Segundo o programa, cachorros, gatos e cavalos estão entre os animais mais abandonados pela população.


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Animais são encontrados mortos em Porto Belo (SC)

Por Rafaela Damasceno

Na praia da Vieira, em Porto Belo, um golfinho, uma tartaruga e um pinguim foram encontrados mortos. O golfinho estava sem a cauda e todos os animais possuíam ferimentos que parecem ter sido causados por uma rede de pesca.

Golfinho morto na praia, ferido e sem cauda

Foto: Grupo de Operações e Resgate GOR

O Grupo de Operações e Resgate (GOR) os encontrou após ser acionado pelo Corpo de Bombeiros, para verificar apenas o golfinho. Depois de chegar ao local, foi abordado por pessoas que informaram a presença do pinguim e da tartaruga.

Tartaruga morta na praia

Foto: Grupo de Operações e Resgate GOR

“A gente suspeita que a tartaruga e o golfinho tenham ficado presos na mesma rede. O pinguim está morto há mais tempo e provavelmente ficou preso em uma rede também, porque aqui tem várias redes ilegais”, explicou o presidente do grupo, Pedro Henrique da Silva, em entrevista ao G1.

Pinguim morto sobre a grama

Foto: Grupo de Operações e Resgate GOR

O GOR informou que outro golfinho foi encontrado morto na mesma praia apenas uma semana antes. A Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Porto Belo anunciou que ações estão sendo realizadas para recolher melhor as redes de pesca e educar os pescadores sobre as consequências delas.

A equipe de resgate sugere às pessoas que, se encontrarem animais mortos nas praias, devem ligar para o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar ou o Projeto de Monitoramento de Praias (0800 642 3341).


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Projeto visa tornar inafiançável crime de maus-tratos e violência contra animais

Por David Arioch

De acordo com o deputado Célio Studart, a sua proposta se volta para o endurecimento das penas que se enquadram no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais | Pixabay

Uma proposta legislativa do deputado Célio Studart (PV-CE) quer tornar inafiançável crime de maus-tratos e violência contra animais domésticos. O Projeto de Lei 3021/2019, que já passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), recentemente foi apensado ao PL 3057/2008, que também torna inafiançável os crimes contra a flora.

De acordo com Célio Studart, a sua proposta se volta para o endurecimento das penas que se enquadram no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais – que versa sobre abusos, maus-tratos e mutilação de animais.

“Quando os acusados de tais condutas, muitas vezes presos em flagrante delito, são levados à delegacia, eles simplesmente pagam a fiança arbitrada pela autoridade policial e são libertos”, lamenta Studart.

E justifica: “Não podemos concordar com o fato de que criminosos dessa monta saiam pela porta da frente da delegacia simplesmente porque pagaram fiança. Eles causam danos severos, e muitas vezes irreversíveis, aos animais. Muitas das vezes suas condutas sádicas levam à morte destes.”


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Cachorro se recusa a deixar caixão de seu tutor no velório

Por Rafaela Damasceno

Um vídeo de um cachorro lamentando pela morte de seu guardião em Lima, no Peru, comoveu a internet. As imagens de cortar o coração mostram ele apoiado no caixão com as duas patas da frente, enquanto pessoas tentam afastá-lo sem sucesso.

Os parentes do falecido filmaram a cena e postaram nas redes sociais, onde o vídeo foi extremamente compartilhado e divulgado. Alguns comentários foram feitos, a maioria das pessoas lamentando a dor do cachorrinho.

O cachorro se apoiando no caixão do tutor

Foto: Print do vídeo

“Eles vivem toda alegria e toda tristeza com a gente… tão leal… tão triste”, comentou Carol Elizabeth Jaugueri Castillo. Outras pessoas postaram mensagens semelhantes, tocadas pelo luto.

Os animais são sencientes, amorosos, sensíveis e capazes de sentir a perda de seus companheiros queridos. Alguns casos famosos viraram livros e até mesmo filmes, mas incontáveis outros ocorrem todos os dias. Extremamente leais e companheiros, os animais podem demonstrar o verdadeiro amor como ninguém.


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Cadela morre após ser agredida com chutes por dentista em Maceió (AL)

Foto: Arquivo pessoal

Uma cadelinha da raça shar-pei morreu após ter sua mandíbula fraturada por chutes. O caso aconteceu no bairro Ponta Verde, em Maceió (AL). A cachorra foi atacada durante um passeio. Ela estava com a secretária de sua tutora e interagiu com a cadela do dentista M.T.R., uma buldogue francês. Para desvencilhá-los, o homem agrediu a shar-pei com fortes chutes. A agressão causou a fratura da mandíbula do animal em duas partes.

A shar-pei, que possuía cerca de dois anos, recebeu atendimento veterinário emergencial e foi submetida a um procedimento cirúrgico de cinco horas, mas, infelizmente, não sobreviveu. Segundo informações do portal Cada Minuto, o veterinário que atendeu a cadelinha informou que as agressões ocasionaram possíveis sequelas no tórax, no pescoço e sangramentos internos. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Repressão aos Crimes Ambientais de Alagoas.

A tutora da cadela, a enfermeira Andreia Oliveira, a frieza do agressor impressionou. “Acredito que os dois animais se estranharam por algum motivo que desconheço. Foi uma ação brusca e rapidamente controlada, bastante comum entre cachorros ou gatos. O que ele fez é inadmissível. Todos gritaram para ele parar. Foi desumano e após todo o caso ele teve muito sangue frio para sair caminhando normalmente”, disse.

Em um vídeo publicado em uma rede social, o dentista M.T.R. afirmou que o episódio foi uma fatalidade e que sua atitude foi motivada pelo instinto de proteger sua cadelinha buldogue chamada Mel. Ele afirma ainda que sua cadela também ficou ferida e ele temeu que a cadela shar-pei pudesse matá-la. Ele finaliza o vídeo se desculpando e lamentando o ocorrido.


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Vídeo flagra grupo de mais de 100 golfinhos nadando junto a barco

Um grupo imenso de golfinhos foi filmado nadando em conjunto ao longo da costa da Califórnia no domingo, emocionando os espectadores que tiveram a sorte de testemunhar a rara visão, com suas acrobacias e mergulhos.

Chuck Patterson e seus amigos pegaram o barco para sair para uma sessão de hydrofoil surf quando os golfinhos apareceram nas águas perto de Laguna Beach. O grupo começou a seguir o barco e cercou a embarcação. Os golfinhos nadaram ao lado do barco e saltavam para fora da água enquanto corriam ao lado do barco.

“Absolutamente incrível testemunhar este enorme grupo de jovens golfinhos nadando pela costa de Laguna Beach hoje”, escreveu Patterson no Facebook. “As maravilhas surpreendentes da Mãe Natureza nunca decepcionam.”

Patterson disse à Reuters que provavelmente havia mais de 100 golfinhos que nadaram junto ao barco pela costa oceânica.

“Eles pareciam super felizes, você realmente podia sentir a energia”, Patterson disse ao se referir aos golfinhos.

Embora incomuns, os observadores de baleias relataram alguns avistamentos de mega grupos de golfinhos, informou o Orange County Register.

“O sul da Califórnia tem a maior densidade de golfinhos por milhas quadradas que em qualquer outro lugar da Terra”, de acordo com o grupo de observação de golfinhos e baleias Capt. Dave’s Dolphin and Whale Watching, em Dana Point.

O site da organização diz que a área abriga quase 450 mil golfinhos comuns, com mega grupos que chegam a 10 mil golfinhos cada.

No Brasil

Imagens feitas por pesquisadores do Laboratório de Mamíferos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) na última sexta-feira (12) mostram mais de 500 golfinhos pintados do Atlântico nadando na orla da Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

De acordo com o professor José Lailson, essa espécie de golfinho é comum no mar da cidade, mas os pesquisadores nunca tinham visto um grupo tão grande nadando junto.

Foto: Reprodução/ TV Globo

Foto: Reprodução/ TV Globo

Os animais acompanharam o barco dos pesquisadores e, durante o passeio, ainda encontraram uma baleia Jubarte e brincaram com ela em alto mar.

Ainda segundo o professor, a baleia tem cerca de três anos de idade e mede 11 metros. A espécie costuma passar pelo litoral fluminense nessa época do ano rumo ao Nordeste, onde vai se reproduzir. Apenas na sexta, os pesquisadores encontraram dez baleias.

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Dezenas de baleias são encontradas mortas na Islândia

Por Rafaela Damasceno

Mais de 60 baleias-piloto foram encontradas mortas e encalhadas nas praias de Longufjorur, no oeste da Islândia. Elas foram fotografadas pelo comandante do helicóptero, David Schwarzhans, em uma região deserta e praticamente inacessível, pouco visitada pelas pessoas.

Várias baleias encalhadas e praticamente enterradas na areia

Foto: David Schwarzhans

Não se sabe ao certo o porquê de tantos mamíferos terem encalhado, nem quando aconteceu exatamente.

“Estávamos voando para o norte sobre a praia quando vimos. Nós não tínhamos certeza se eram baleias, focas ou golfinhos. Contamos cerca de 60, mas deviam ter mais porque havia barbatanas saindo da areia”, contou à BBC. “Foi trágico e chocante. Eram muitas”.

Algumas baleias acabaram enterradas, provavelmente por causa do vento forte, que deve ter empurrado a areia até cobrí-las.

Edda Elisabeth Magnusdottir, bióloga marinha especialista em baleias, disse à Iceland Monitor que as baleias-piloto tendem a ficar desorientadas quando entram em águas mais rasas. Ela também explicou que essa espécie normalmente nada em grupos compactos, e por isso muitas acabam encalhando de uma vez só.

Casos semelhantes aconteceram anteriormente. Em novembro de 2018, cerca de 145 baleias-piloto encalharam em uma ilha na Nova Zelândia. Foi impossível salvá-las e todas morreram.

Vendas de produtos à base de vegetais superam as de produtos de origem animal em todas as categorias

FOTO: MEDIANEWS GROUP VIA GETTY IMAGES

FOTO: MEDIANEWS GROUP VIA GETTY IMAGES

O instituto The Good Food (GFI, na sigla em inglês) publicou dados impressionantes que demonstram que o mercado de produtos à base de vegetais nos Estados Unidos como um todo cresceu 31% nos últimos dois anos e alcançou um valor de 4,5 bilhões de dólares.

Os dados também sugerem que os produtos veganos são, de fato, um dos principais impulsionadores do crescimento dos varejistas de produtos alimentícios em todo o país, e mostram que os produtos a base de vegetais estão superando de maneira consistente seus equivalentes de origem animal no geral.

O GFI gentilmente permitiu que o site Vegconomist reproduzisse essas descobertas significativas, pois elas são altamente relevantes para os leitores de negócios e economia.

As informações representam vendas no varejo de alimentos à base de vegetais que substituem diretamente produtos de origem animal, incluindo carne, frutos do mar, ovos e laticínios, bem como refeições que contêm substitutos de ingredientes de origem animal.

Talvez os resultados mais interessantes possam ser vistos no gráfico abaixo, que resume as vendas de produtos de animais versus vendas de produtos vegetais em várias categorias, e mostra claramente que os produtos veganos estão superando em muito os seus homólogos de animais em todas as categorias:

Foto: The Good Food Institute

Foto: The Good Food Institute

As informações da GFI são categorizadas nas seguintes seções, que podem ser visualizadas nos links abaixo (no original):

Carne à base de vegetais
– Leite e laticínios à base de vegetais
Outras categorias (ovos, refeições, maionese, tofu)

Visão geral do mercado

Os resultados mostram que os produtos à base de vegetais são, de fato, um dos principais impulsionadores do crescimento dos varejistas de supermercados nos EUA: as vendas de alimentos à base de vegetais cresceram 11% no ano passado e 31% nos últimos dois anos, comparativamente, no varejo total do país. As vendas de alimentos no varejo aumentaram apenas 2% no ano passado e 4% nos últimos dois anos.

Foto: The Good Food Institute

Foto: The Good Food Institute

O leite à base de vegetais é a categoria mais desenvolvida, como refletido no relatório de investimento FoodTechConnect or Ryan Williams, que mostrou que as bebidas feitas à base de vegetais são, de longe, a categoria de maior ganho em termos de investimento.

A categoria menos desenvolvida é mostrada como sendo ovos feitos à base de vegetais, no entanto, esta categoria também está demonstrando crescimento mais rápido e é esperado que continue assim.

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Cães resgatados de situação extrema de negligência e maus-tratos em Sabará (MG) são colocados para adoção

Por David Arioch

“Em geral os animais estão muito magros, subnutridos, com alimentação inadequada, comendo suas próprias fezes, têm lesões de pele (feridas e cicatrizes) em várias partes do corpo, incluindo feridas recentes com sangramento e infecção” (Foto: Divulgação)

Desde a semana passada, 47 cães estão sendo resgatados de situação extrema de negligência e maus-tratos em uma propriedade rural em Sabará (MG), de propriedade da Polícia Civil, mas que funciona como abrigo particular de animais de um policial civil.

Do total, 16 são pitbulls que sofriam algum tipo de violência e eram mantidos acorrentados. Na primeira etapa, três cães em estado mais grave foram encaminhados para atendimento veterinário e estão internados no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na sequência, também foram resgatados 13 animais.

Os resgates resultam de uma ação envolvendo médicos veterinários da UFMG e do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), apoiadores do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e protetores de animais das ONGs Lobo Alfa e RockBicho, além de policiais militares ambientais e policiais da corregedoria da Polícia Civil.

“Em geral os animais estão muito magros, subnutridos, com alimentação inadequada, comendo suas próprias fezes, têm lesões de pele (feridas e cicatrizes) em várias partes do corpo, incluindo feridas recentes com sangramento e infecção”, informa a protetora Eliana Malta, da ONG RockBicho.

Os animais, que também apresentam lesões oculares, foram encontrados mantidos sob pesadas correntes, de até 12 quilos 24 horas por dia, que causaram inclusive lesões no pescoço. “Encontramos animais com comportamento de extremo medo frente às pessoas, e apesar do medo, buscam interagir e demandam carinho. Também apresentam comportamento e vocalização que indicam sofrimento físico e emocional”, acrescenta.

Alguns protetores comentaram que essa foi a pior situação que eles testemunharam nos últimos anos. “A retirada dos animais, que são mestiços de pitbulls, mas dóceis, será gradual porque ainda não há para onde levar todos. Contudo, o autor firmou termo de compromisso com o MP para melhorar as condições dos animais que ainda estão no local até a efetiva retirada”, informa Eliana.

A promotora de justiça Anelisa Ribeiro Cardoso disse que conforme eles forem conseguindo lares ou adotantes, os animais vão sendo retirados do sítio. “Os custos com internações e manutenção desses 47 cães são altos e ainda não há fontes de custeio”, argumenta, acrescentando que é importante que as pessoas se disponham em adotá-los.

 Saiba Mais

Interessados em adotar ou oferecer lar temporário aos animais devem enviar e-mail para
cedef@mpmg.mp.br ou ligar para (31) 3330-9911.

Doações de ração devem ser entregues na sede do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Minas Gerais (CRMV) na Rua Platina, 189; e também nas unidades do Colégio Arnaldo:

Unidade Anchieta
3524-5200
Rua Vitório Marçola, 360 Anchieta – BH

Unidade Funcionários
3524-5000
Praça João Pessoa, 200 – BH


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