Gatinha perde a pata após ter um rojão amarrado ao membro

Um gato foi encontrado à beira da morte, abandonado e sofrendo de fortes dores após um rojão ter sido amarrado à sua pata. O animal foi resgatado, passou por cirurgia, porém o membro teve que ser amputado.

A gatinha, que foi chamada Pickles pelas equipes de resgate, teve sua pata esquerda completamente destruída pela explosão do rojão, o crime ocorreu em Pittsburgh, Pensilvânia nos EUA, no início do mês.

Pickles sofreu quase duas semanas antes que alguém a socorresse e a levasse até o abrigo da cidade, o Humane Animal Rescue

O diretor médico do centro, Jamie Wilson, disse que quando a gata chegou quase já não havia mais quase nenhuma pata no corpo do animal: “O que restava da pata mal se segurava no corpo do animal, o osso dela estava exposto e ela estava severamente desidratada”.

“Eu tive que impedi-la de comer e beber rápido demais para que ela não passasse mal”, disse Wilson.

Foto: The Humane Center

Foto: The Humane Center

A gravidade do ferimento de Pickles e o tempo que ela passou sem tratamento depois da agressão fizeram com que os veterinários decidissem o melhor curso de ação fosse a amputação completa do membro.

Felizmente, o procedimento foi um sucesso. Pickles está agora a caminho da recuperação, e será colocada para adoção assim que ela estiver bem o suficiente para voltar pra casa.

Os amigos Kenny e Kellie, que encontraram Pickles e ajudaram a salvar sua vida, disseram: “Tivemos que ajudar. Ela ficou gravemente ferida e não pudemos deixar nenhum animal sofrer assim ou fingir que não vimos nada”.

“Nós nos sentimos tão aliviados, sabendo que ela está em boas mãos, e que nós desempenhamos um papel na salvação de sua vida”, disseram eles.

“Queríamos poder ajudar mais animais em necessidade.”

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Alternativas à carne devem movimentar US$ 17,9 bi até 2025

Por David Arioch

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Quem está investindo no mercado de proteínas de origem vegetal pode ter mais um motivo para comemorar. Na semana passada a empresa indiana de pesquisa global Meticulous Research publicou um relatório informando que o mercado de alternativas à carne deve movimentar US$ 17,9 bilhões de dólares até 2025, com previsão de taxa de crescimento anual composta de 5,2%.

Segundo a MR a cada dia aumenta o número de consumidores mais conscientes, em busca de alternativas à carne; e como consequência isso favorece o crescimento de um mercado que busca oferecer produtos mais éticos e sustentáveis.

Entre os destaques promissores até 2025, o relatório cita proteínas de algas, lentilhas, ervilhas, arroz, milho, batata, soja, trigo, cogumelos, micoproteínas (baseada em fungos) e canola.

E analisando oferta e demanda em 2018, a Meticulous Research aponta que no ano passado o mercado foi dominado pela proteína de soja, de trigo, de canola, de cogumelos e micoproteínas em decorrência de maior aceitação dos consumidores e também de maior oferta e menor custo.

“Há um aumento da demanda por produtos à base de plantas, fácil disponibilidade de matérias-primas e grande número de aplicações em diversos setores”, frisa o relatório, acrescentando que o que tem ajudado a impulsionar esse mercado é a crescente população vegetariana e vegana.


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Operação do Ibama multa pesca em mais de R$ 3 milhões

Por David Arioch

As apreensões fazem parte da Operação Mullet, que visa impedir a pesca ilegal durante o período de migração da tainha nos litorais sul e sudeste do Brasil (Fotos: Ibama/Divulgação)

O Ibama divulgou esta semana que em duas ações de fiscalização conseguiu apreender 127 toneladas de peixes no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro, totalizando multas de mais de R$ 3 milhões. As apreensões fazem parte da Operação Mullet, que visa impedir a pesca durante o período de migração da tainha nos litorais sul e sudeste do Brasil.

Só no Rio Grande do Sul a pesca ilegal de tainha gerou multas de R$ 2.963.800,00 e apreensão de 115 toneladas de peixes. A ação contou com apoio da Polícia Federal e da PATRAM/Brigada Militar.

Já em Niterói (RJ), a ação ocorreu na Baía de Guanabara em conjunto com a Polícia Federal e a Marinha do Brasil, onde foram apreendidas uma embarcação e 12 tonelada de tainha. Os responsáveis pela atividade ilegal foram multados no valor de R$ 244.400,00. A operação deve continuar até o fim do período de reprodução da espécie.


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Foto captura o momento em que urso parece contemplar a vida

Por Rafaela Damasceno

O refúgio de Kuterevo, na Croácia, abriga ursos órfãos ou feridos que não conseguiriam se adaptar na natureza. Uma foto, postada no Reddit, mostra um dos ursos resgatados deitado em uma banheira de pedra. Conhecido como Vladimir, ele parece calmo, solene e relaxado, curtindo seu banho enquanto reflete sobre a vida.

Vladimir relaxa em uma banheira de pedra ao lado de uma cabana

Foto: Reddit / ZekouCafe

A foto gerou repercussão na rede social. Diversos usuários comentaram, desde brincadeiras até declarações de amor a Vladimir. “Parece que ele está tendo um dia de spa. Isso é insuportavelmente adorável”, disse um deles.

A foto foi compartilhada por um voluntário, que capturou o momento em que Vladimir relaxava. Muitas pessoas ignoravam a existência do santuário até então, e se empolgaram em saber que poderiam doar e visitar o local.

Kuterevo pode ser um lar permanente, onde os ursos que já foram maltratados têm a oportunidade de enfim descansar, mas também pode ser um lar temporário. Se for constatado que o animal está apto para viver na vida selvagem, ele é reintroduzido na natureza.

Isso aconteceu com Luka Gora, uma fêmea que costumava subir em uma árvore todas as noites para chorar. Ela foi solta há alguns anos, depois que especialistas constataram que ela poderia sobreviver por conta própria.

No refúgio de Kuterevo, os ursos vivem ao ar livre em um espaço de 2,5 hectares que tenta reproduzir as condições da vida selvagem.

“Ele é lindo”, afirmou uma usuária do Reddit, sobre Vladimir. “Eu espero que ele esteja feliz”.


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Plataforma vai ajudar empresas que querem tornar seus produtos e serviços ecológicos e sustentáveis

Por David Arioch

Plataforma reunirá evidências e estudos que mostram como a sustentabilidade permite melhorar os resultados dos negócios (Foto: Divulgação)

Resultado de uma parceria entre organizações internacionais, incluindo a ONU, foi lançada nesta semana uma plataforma para ajudar pequenas e médias empresas que querem tornar seus produtos e serviços mais ecológicos e sustentáveis.

A Plataforma da Indústria Verde (Green Industry Platform), como foi nomeada, reúne pesquisas, dados e orientações para impulsionar a responsabilidade ecológica no setor privado.

O projeto se baseia em recursos da Plataforma de Conhecimento do Crescimento Verde (Green Growth Knlowledge Platform – GGKP), que já conta com estudos internacionais e mais atuais sobre temas que vão desde retorno de investimento até títulos verdes, infraestrutura sustentável, normas e regulamentos.

As análises são divididas por setor da economia, país, região ou eixos como gênero, emprego, mudanças climáticas, economia circular e capital natural.

A Plataforma da Indústria Verde vai disponibilizar conhecimentos técnicos para que pequenas e médias empresas tornem os seus suprimentos, produtos e operações mais ecológicos. A plataforma reunirá evidências e estudos que mostram como a sustentabilidade permite melhorar os resultados dos negócios.

“Como as pequenas empresas empregam até 60% da força de trabalho mundial, o seu pleno envolvimento na transição para a economia verde inclusiva é essencial ao alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, afirmou Li Yong, diretor-geral da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido) — outra instituição apoiadora da iniciativa.

Para conhecer a Green Industry Platform, clique aqui.


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Bebês morcegos são resgatados, alimentados e enrolados em cobertores

Por Rafaela Damasceno

Os morcegos não possuem estrutura para suportar o calor extremo. Eles são muito sensíveis ao sol e são suscetíveis à insolação. Quando as temperaturas são muito elevadas, podem morrer em seus abrigos ou até mesmo no ar. Nova Gales do Sul, na Austrália, registrou temperaturas de 44°C, e mais de 100 filhotes de morcego ficaram órfãos antes que pudessem aprender a sobreviver por conta própria.

A Conservação e Resgate de Morcegos interviu, resgatando os bebês sobreviventes. Eles foram levados pelos voluntários até clínicas de reabilitação e cuidados, onde ficarão até estarem prontos para voltar à vida selvagem.

Três filhotes de morcego enrolados em cobertores, parecendo burritos

Imagem ilustrativa | Foto: People

É extremamente importante que o resgate seja feito por profissionais capacitados, já que os animais necessitam de cuidados apropriados que não podem ser realizados por qualquer um. Os voluntários pedem para que as pessoas não tentem resgatá-los por conta própria, já que mesmo a melhor das intenções pode resultar na morte dos filhotes.

Depois de resgatados e levados para um local seguro, os bebês foram aquecidos e alimentados. Os mais de 100 morcegos necessitam de cuidados 24 horas por dia.

Um vídeo divulgado pelo centro de Conservação e Resgate de Morcegos mostra os filhotes enrolados em cobertores, recebendo carinhos. Os voluntários trabalham para que eles tenham o melhor tratamento, cresçam fortes e saudáveis e sejam reabilitados na natureza.


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Gato rejeitado por ter deficiência faz amizade com menino que o visita diariamente

Um gato rejeitado pela maioria das pessoas por não ter um olho foi acolhido por um garotinho que se encantou por ele. O animal tem um lar, mas as crianças da vizinhança costumam fugir quando o encontram por temerem a deficiência dele. Com o menino, no entanto, o desfecho foi outro.

Foto: YouTube/Norma Maikovich

Ace, como é chamado o gato que foi resgatado da rua, perdeu um dos olhos por causa de uma infecção que sofreu. A deficiência, no entanto, não o impede de viver normalmente, nem de ser um gato doce e carinhoso. As informações são do portal I Love My Dog.

Os tutores de Ace o amam, mas sempre souberam que as pessoas costumam estranhar a aparência dele, especialmente as crianças. Por essa razão, eles ficaram surpresos ao assistir as imagens da câmera de segurança da residência onde vivem e notar que um menino visita o gato com frequência e fica brincando com ele.

Foto: Norma Maikovich

E o carinho que o menino sente por Ace é recíproco. A amizade que eles criaram é tão especial que o gato passou a sentar em frente à casa onde mora para esperar o garoto chegar. Quando ele aparece, Ace corre na direção dele.

A família do gato ficou tão feliz ao saber da interação do menino com o animal que procurou o garoto e disse que ele é sempre bem-vindo na casa, deixando claro que ele não precisa se esconder para fazer carinho em seu amigo de quatro patas.

Nota da Redação: apesar da linda mensagem presente na notícia acima, é importante ressaltar que animais domésticos não devem ter, em hipótese alguma, acesso à rua. Deixar que eles saiam sozinhos de suas casas, mesmo que para ficar apenas em frente a elas, os submete a riscos. Eles podem contrair doenças, ser vítimas de envenenamento e atropelamento ou ainda, no caso dos que não são castrados, procriar, contribuindo para o aumento do abandono com o nascimento de filhotes na rua. Por isso, a ANDA recomenda aos leitores que mantenham cachorros em quintais com muros e portões altos e que coloquem telas no portão, quintal ou janelas para impedir a saída dos gatos e dos cães de porte pequeno ou daqueles que ainda são filhotes e conseguem passar pelas grades do portão.


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Raia manta pede ajuda a mergulhadores para remover gancho de sua pele

Por Rafaela Damasceno

Uma manta na Austrália surpreendeu mergulhadores ao pedir ajuda para retirar um objeto perfurante de sua pele, logo abaixo dos olhos. O animal, conhecido por aqueles que mergulham na região como Freckles, parece ter reconhecido um dos fotógrafos que costuma nadar por ali.

“Ela chegou perto, e mais perto, e então começou a se desdobrar para me mostrar o olho ferido”, contou o fotógrafo subaquático Jake Wilton, em entrevista ao Daily Mail. Ele guia turistas em torno da baía de Ningaloo e reconheceu a manta como Freckles assim que a viu.

Freckles e Jake no mar

Foto: Supplied

Jake não demorou para perceber que ela queria ajuda. Um gancho se projetava na pele do animal, que permaneceu completamente parado enquanto ele tentava retirá-lo. Algumas tentativas foram necessárias antes que Jake conseguisse finalmente salvar a manta de uma cegueira ou infecções que poderiam causar sua morte.

Freckles continuou no mesmo lugar, flutuando, todas as vezes em que Jake precisava voltar à superfície para pegar um pouco de ar. Só nadou para longe quando ele se afastou pela última vez, com o gancho já em mãos.

Um dos homens a bordo do barco que foi utilizado para chegar até ali disse que a manta parecia saber que Jake tentaria ajudá-la, por isso foi diretamente até ele.

A raia no centro, em baixo d'água, e alguns mergulhadores em volta, na superfície

Foto: Supplied

As mantas costumam viver cerca de 50 anos e podem crescer até sete metros de largura. Ao contrário das outras espécies de raia, elas não possuem ferrões e são praticamente inofensivas. Objetos estranhos que chegam ao mar podem facilmente machucá-las, assim como a outros animais marinhos, que não conseguem se livrar deles por conta própria.

Se o gancho não fosse retirado, Freckles possuía uma chance enorme de contrair uma infecção ou ficar cega.


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Campus da USP em Bauru (SP) inicia ação para combater abandono de animais

O campus da USP em Bauru, no interior de São Paulo, realiza um projeto para combater o abandono de animais no local. A ação, criada em 2018, tem focado no momento nos gatos e é executada por representantes da Prefeitura do Campus (PUSP-B), da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) e do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC).

Foto: Denise Guimarães

O projeto gira em torno de questões como o abandono, o manejo, a importância do CED (capturar, esterilizar, devolver) e da alimentação coordenada e organizada de animais ferais – isso é, que não estão domesticados.

“As ações propostas são baseadas em experiências de outros campi, trabalhos acadêmicos e parcerias com a Prefeitura Municipal de Bauru, entre outras. Foi entendido que o controle populacional organizado é a melhor solução para o caso”, informa o arquiteto Vítor Locilento Sanches, chefe Técnico da Divisão de Manutenção e Operação da PUSP-B e presidente da Comissão de Manejo de Animais do Campus USP de Bauru.

Desde que o projeto foi iniciado, não foram encontradas novas ninhadas no campus, nem ocorreu aumento populacional dos animais. Sanches considera o resultado positivo e defende que o trabalho continue sendo realizando. As informações são de Luis Victorelli, do Jornal da USP.

“É importante ressaltar que o grupo não completou um ano de trabalho e, segundo relatório realizado pela Esalq [Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da USP], a experiência de resultados em ação similar na Universidade da Flórida (EUA) levou 11 anos para ser considerada com sucesso”, comenta.

A comissão não executa ações, mas assessora dirigentes em decisões sobre a definição de metodologias. “O trabalho de alimentação, cuidados com água e captura dos animais para castração é feito por voluntários que já realizavam essas atividades antes da comissão”, diz Sanches, que lembra ainda que o campus não é o local adequado para os gatos viverem.

A alimentação dos animais está sendo custeada por voluntários que se sensibilizam com a situação de abandono. De acordo com o presidente da comissão de manejo, não impedir o aumento da população dos animais somente sobrecarregaria os custos que essas pessoas têm.

Ao encontrar cachorros, gatos ou outros animais precisando de ajuda, a comissão recomenda que a pessoa os encaminhe para o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) ou para ONGs para que situações de doença e abandono sejam resolvidas e os animais sejam disponibilizados para adoção.

Orientados pela comissão, os voluntários passaram a oferecer apenas ração seca aos animais e a dispor os potes com o alimento em pontos pré-estabelecidos para evitar acidentes entre eles e automóveis das pessoas que circulam pelo estacionamento. Eles também mantêm as vasilhas de água limpas para evitar a proliferação do mosquito Aedes Aegypti.

Capturar, esterilizar e devolver

Uma metodologia internacional de controle populacional de gatos, denominada “capturar, esterilizar e devolver (CED)”, está sendo utilizada no campus. Marcações são feitas, como forma de controle, na orelha dos gatos castrados – sem dor ou prejuízo ao animal – para que ele não seja capturado duas vezes para castração.

Por não estarem domesticados, alguns animais são extremamente ariscos e não podem ser encaminhados para adoção. Por isso, após serem castrados, são devolvidos ao campus. Por serem territorialistas, os gatos não permitem novos membros no grupo com facilidade e, por isso, após serem feitas as esterilizações que impedem a procriação, o número de animais tendem a se manter fixo.

Parte dos animais foi castrada por meio de financiamento coletivo feito pelos voluntários que os alimentam e o restante através de parceria entre a USP, em Bauru, e o Centro de Controle de Zoonoses de Bauru, sem qualquer custo.

Nos edifícios da universidade que estão voltados para a rua foram afixadas placas que alertam que o abandono de animais configura crime e está previsto na Lei Federal nº 9605/1998, com punição de detenção de até um ano, além de multa.


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Ouriço-cacheiro morre ao tentar fugir de incêndio no Rio de Janeiro

Por Rafaela Damasceno

Um ouriço-cacheiro foi encontrado morto por técnicos da Defesa Civil na região de Miracema, no Rio de Janeiro. O animal tinha o focinho queimado e foi enterrado em uma área de vegetação da cidade.

O ouriço deitado em uma placa, morto

Foto: G1

“Ele deve ter ficado preso em uma toca no barranco e se queimado”, disse coordenador da Defesa Civil, Cláudio Martins, em entrevista ao G1. “Ao sair, ele caiu”.

O coordenador também afirma que a região afetada pelo incêndio tem muitas tocas de animais. Infelizmente, muitos outros podem ter se ferido ou morrido nas tocas. Entre eles, outros ouriços, mas também cobras, lagartos e tatus. “Essas cenas entristecem toda a equipe que vem combatendo esses incêndios e resgatando animais silvestres que fogem do fogo”, contou.

O incêndio ocorreu dois dias antes do animal ser encontrado, o que faz a Defesa Civil acreditar que o animal permaneceu na toca por um tempo, antes de tentar escapar do fogo.

A queimada é uma técnica primitiva utilizada no Brasil desde o período colonial. Por ser rápida e barata, ainda é empregada no meio agrícola como forma de “limpar o terreno” – o que acaba provocando inúmeras consequências, como o desequilíbrio dos ecossistemas, liberação de gases poluentes, intensificação da erosão e a morte de vários animais. Acidentes também podem causar queimadas, mas na maioria das vezes os incêndios ocorrem de maneira criminosa.

Segundo a Defesa Civil, as queimadas deste ano já destruíram em cerca de 19 hectares, algo em torno de 190.000 metros quadrados ou mais 17 campos de futebol. Isso só em Miracema. As perdas totais da biodiversidade são incalculáveis.

O órgão informou que está emitindo alertas e promovendo campanhas nas redes sociais para conscientizar as pessoas sobre o crime de colocar fogo na vegetação.


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