Cachorrinha que viveu a vida toda em um porão finalmente é resgatada

Foto: QCBR

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Durante semanas, o som de latidos e ganidos ecoou em uma casa abandonada em Cincinnati,no estado de Ohio (EUA).

Dois vizinhos ouviram os gritos aflitos e decidiram investigar a situação. Eles localizaram o dono da propriedade de onde vinha o barulho, e o homem permitiu o acesso ao porão em troca deles encherem a tigela de água do cachorro que ele mantinha preso lá dentro.

Quando os vizinhos entraram, seus corações se romperam com o que viram.

Foto: QCBR

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Deitada no chão frio, no meio da sujeira e da bagunça, estava uma cachorrinha da raça buldogue, de 2 anos, chamada Gracie. A cadelinha estava faminto de afeição, imediatamente correndo para seus salvadores, se aproximando e dando-lhes beijos.

“Suas patas estavam cobertas de fezes e sua voz estava rouca de tanto latir”, escreveram os responsáveis pelo resgate em um post no Facebook: “Ela estava absolutamente desesperada por atenção e comida (ele a alimentava despejando um saco de comida a cada 15 dias) e ainda assim ela é tão doce. Por favor, algum abrigo pode acolhê-la?

Quando a ONG Queen City Bulldog Rescue (QCBR) viu o post, eles imediatamente correram para a casa vazia para libertar o animal desesperado aflito.

Foto: QCBR

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Provavelmente Gracie teria sido usada como matriz de reprodução por criadores inescrupulosos e não era mais lucrativa para seu explorador. “Ele concordou em deixar a cachorra partir, já que ela ‘não estava mais ficando grávida mesmo’ por 200 dólares”, disse Chelsea Muenzer, fundadora da QCBR, ao The Dodo.

Apesar de tudo o que passou, Gracie amava todo mundo que conhecia e estava rapidamente lambendo todos os seus salvadores.

“Ela ansiava pelo toque humano!”, Disse Muenzer. “No momento em que entramos em contato com ela, ela imediatamente confiou em nós e eu prometi que agora ela estava segura.”

Quando Gracie deixou o porão imundo em que vivia, e sentiu pela primeira vez uma brisa no rostinho e ar fresco da rua em anos, a cachorrinha parecia determinada a absorver todos aqueles momentos maravilhosos, observou Muenzer: “Ela rolou na grama e SORRIU para nós”.

Foto: QCBR

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O olhar de gratidão em seu rosto valeu cada esforço para as pessoas que a ajudaram.

Depois de anos de negligência, Gracie está tratando as infecções de pele que possui enquanto aguarda sua cirurgia de esterilização – mas ela finalmente se recuperando.

Sua família adotiva já se apaixonou pela doce buldogue, e parece que Gracie ja encontrou seu lar eterno na primeira tentativa.

Longe da escuridão do porão, Gracie está aprendendo o que significa ser amada e ter uma família.

“Ela está vivendo no maior aconchego agora”, disse Muenzer. “Ela é uma recém-descoberta fã de cobertores e almofadas fofinhas, caminha ao sol, brincando com crianças, tomando banhos de espuma e comendo muitos biscoitos.”

Gracie ainda tem um longo caminho a percorrer antes que ela consiga esquecer os traumas de seu passado, ela ainda corre para o porão de seu lar adotivo sempre que ela precisa fazer suas necessidades. Mas sua nova tutora está fazendo tudo o que pode para ajudar a cachorrinha e facilitar essa transição.

Desde o dia em que ela foi resgatada, ficou claro que Gracie tem muito para dar, e a cachorrinha está finalmente recebendo todo o amor que ela merece.

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Cão se recusa a abandonar o local onde seu tutor morreu há mais de um ano

Um cão cujo dono foi morto em um acidente se recusa a sair do local da tragédia há 18 meses.

A devoção do animal em luto é tamanha que os habitantes da região construíram uma casinha para ele.

As pessoas em Nafpaktos, na Grécia, tentaram adotar o animal doméstico, mas o cachorro teimoso e fiel insistiu em ficar parado e não se moveu por nada.

Em vez disso, eles então construíram um santuário para seu falecido tutor Haris, que tinha 40 anos quando morreu após ser atingido por um misturador de cimento em novembro de 2017.

O irmão de Haris morreu poucos meses antes, de acordo com relatos na Grécia.

O animal, cujo nome é desconhecido, foi filmado na beira da estrada perto de onde ocorreu o acidente fatal.

Não está claro como o cachorro chegou até ali, já que a cena do acidente está a sete milhas e meia de sua casa, informa o jornal Nafpaktia News.

Ele se recusou a se mover e, mesmo quando faz muito calor ou sol, o cão só vai para uma área próxima de sombra.

O cão é agora carinhosamente conhecido como o “Hachiko grego” – em homenagem a um cão doméstico famoso que esperou em uma estação em Tóquio, no Japão, por 10 anos após a morte de seu mestre em 1925.

Hachiko ficou tão famoso que uma estátua do animal de estimação fiel foi colocada após sua morte e um filme foi feito contando sua história.

Outros exemplos

Essa lealdade comovente dos cães para com seus entes queridos não se resume apenas entre tutores e cães domésticos. Entre os próprios cães, os vínculos de amor, amizade e fidelidade ultrapassam também os limites da morte.

Na China um cão tomado por luto e fidelidade se recusou a deixar seu companheiro morto depois do animal ter ser sido atropelado por um carro.

O momento pungente foi capturado por moradores locais e ocorreu no condado de Daying, na província de Sichuan. As imagens mostram o corpo sem vida de um cão com pelagem de cor creme caído em um canteiro ao lado de uma estrada movimentada, com cão negro ao seu lado guardando-o.

Foto: Pear Video/Reprodução

Foto: Pear Video/Reprodução

Testemunhas disseram que o cachorro latia ferozmente e afastava qualquer um que chegasse perto ou tentasse se aproximar demais de seu amigo.

Não foi esclarecido se os cães estavam situação de rua.

“Eu estava passando pela junção das avenidas quando vi os dois cachorros ali”, disse uma mulher ao site de notícias e vídeos, Pear.

“O cachorro branco foi atropelado por um carro e o outro cão preto não saiu do seu lado desde então”, disse ela.

As imagens mostram o cachorro parecendo estar em alerta máximo e erguendo as orelhas sempre que um carro passava zunindo.

Também foi ouvido latindo alto para o cameraman quando ele se aproximou para dar um close mais próximo.

“Sempre que nos aproximamos, o cachorro preto ameaça nos morder”, disse a mulher.

“Pobre cãozinho. Eu me perguntei se alguém neste bairro teria perdido seus cães – acrescentou ela. “Ou talvez alguém possa vir e adotar o cachorro preto”.

Os usuários da rede, muitos deles amantes dos animais, demonstraram tristeza com o incidente”.

“Muitas vezes os animais mostram mais devoção e compromisso do que os humanos”, disse um usuário do site chinês de microblogs, Weibo.

“Isso realmente é amizade verdadeira”, disse outro usuário.

“Que atitude tocante”, dizia um comentário. “Espero que alguém possa adotá-lo e mantê-lo seguro”.

Animais são seres sencientes, capazes de amar, sentir, sofrer e compreender o mundo ao seu redor. Atitudes de fidelidade, respeito e amizade desse cão ilustram de forma inquestionável a capacidades desses seres especiais de oferecer amor incondicional e o quanto são injustiçados, feridos e maltratados pela humanidade aos seu redor.

No Brasil

Ano passado, em junho, tivemos um casos semelhantes no Brasil, um deles ocorrido no Paraná.
O momento de demonstração de lealdade e companheirismo foi registrado pelo policial militar Danilo Strugala, que encontrou os cães quando seguia para o trabalho.

“Estava indo para o serviço e encontrei os dois ali, um do lado do outro. Uma hora depois retornei e estavam no mesmo lugar. Tirei foto e postei no Facebook”, contou Strugala.

Foto: Colaboração/Marco Charneski

Foto: Colaboração/Marco Charneski

De acordo com o policial, após publicar a imagem, uma colega dele o avisou que o cachorro velava o corpo do amigo desde as 20 horas do dia anterior. As informações são do portal Tribuna PR.

Ao passar novamente pelo local, Strugala decidiu parar o carro para puxar o corpo do animal sem vida até o acostamento. A decisão se deu pela preocupação com a segurança do cachorro vivo, que de imediato seguiu o policial e se aproximou novamente do amigo morto.

Segundo a Polícia Militar, a concessionária que administra o trecho foi acionada e apenas as 12h30 o cachorro que morreu foi retirado do local, o que significa que o amigo fiel ficou ao lado dele por longas 16 horas.

Em relação ao cão que velou o corpo do companheiro, a última informação é de que ele não foi resgatado e, portanto, permaneceu na rodovia.

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Cachorrinho diagnosticado como doente terminal é adotado e redescobre a vida

Foto: Courtney Thomsen

Foto: Courtney Thomsen

Courtney Thomsen estava navegando pelo Facebook um dia quando viu um post exclusivo em meio às fotos habituais das férias e atualizações de amigos e familiares.

Na foto um rosto branquinho e peludo com olhos suplicantes olhava para ela. O coração de Thomsen saltou dentro do peito.

“Minha amiga Konnie compartilhou um post da Humane Society of Southeast Texas”, disse Thomsen ao The Dodo. “O post dizia que ele doente terminal, e eles estavam procurando por uma família especial para acolhê-lo em suas poucas semanas ou meses restantes.”

Foto: Courtney Thomsen

Foto: Courtney Thomsen

Thomsen poderia ter continuado navegando após ter visto o post e a informação teria simplesmente desaparecido em seu feed de notícias na mídia social, mas o cachorro na foto não tinha tempo para ser encontrado novamente. Ele só tinha uma pequena janela de oportunidade, para ter uma chance de felicidade única, antes que ela também desaparecesse.

“Quando vi a foto dele no Facebook, senti uma necessidade intensa de pegá-lo, mas depois de ler vários comentários dizendo coisas como: ‘Eu gostaria de poder levá-lo, mas não posso!’ Eu soube que tinha que pegá-lo”, disse Thomsen. “Eu não suportava o pensamento de ele morrer sozinho no abrigo e não saber o que era ser amado e fazer parte de uma família de verdade.”

Thomsen imediatamente contatou a Humane Society, mas o ato impulsivo de bondade não veio sem uma parcela justa de ansiedade.

Foto: Courtney Thomsen

Foto: Courtney Thomsen

Thomsen não sabia nada sobre o cachorrinho doente, que havia sido jogado no abrigo todo sujo, sem nome e muito magro. A papelada sobre suas condições e o número de medicamentos que ele precisava era imensa. Mas quando a equipe do abrigo finalmente trouxe o cachorro para um encontro com ela, algo mudou.

“Quando aparecemos, eles disseram que ele não parecia responder ao [nome dele]”, disse Thomsen. “Meu filho de 5 anos disse imediatamente: ‘Podemos chamá-lo de Taco!’ Um funcionário o chamou de Taco e foi direto para ela! Então ele foi imediatamente renomeado como Taco ”.

Foto: Courtney Thomsen

Foto: Courtney Thomsen

Acontece que Thomsen não era a única nervosa com o novo arranjo de vida. Taco também tinha suas reservas e hesitava em confiar.

“Ele parecia realmente preocupado e inseguro no início, quase como se ele pensasse que nós éramos apenas mais um ponto de parada, e não sua família para sempre”, disse Thomsen. “Ele ficava em um lugar parado o tempo todo, e ele parecia realmente doente e deprimido.”

Foto: Courtney Thomsen

Foto: Courtney Thomsen

Então Thomsen decidiu fazer tudo que estivesse em seu alcance para ajudar o cão a sair de sua concha. E funcionou.

“Eu passei tanto tempo amando ele, o abraçando, falando com ele e qualquer coisa que eu pudesse pensar para fazê-lo se sentir melhor”, disse Thomsen. “Dentro de alguns dias, Taco começou a sorrir e se empolgou com as coisas. Ele começou a me seguir em todos os lugares – então comecei a levá-lo comigo a todos os lugares. ”

Taco nunca foi treinado para fazer xixi no lugar certo, mas ele rapidamente aprendeu os caminhos da casa seguindo o exemplo de seus novos irmãos. Ele até aprendeu alguns truques para agradar sua mãe.

Foto: Courtney Thomsen

Foto: Courtney Thomsen

“Ele não sabia como se sentar quando eu o peguei pela primeira vez, mas ele viu os outros cachorros ganhando petiscos ao ficarem sentados, então é claro que Taco começou a se sentar bem rápido”, disse Thomsen.

Agora, Taco está compensando todo tempo perdido quando se trata de afeto. “Ele vai amar quem quiser amar de volta”, explicou Thomsen. “Quando ele quer ser acariciado (o que é praticamente o tempo todo), ele pega a própria pata e esfregar sua própria cabeça, então em seguida ele pega minha mão para tentar me fazer acariciá-lo”.

Com a dirofilariose avançada e uma longa lista de problemas de saúde, Taco pode não ter muito tempo de sobra nesta terra. Mas sob os cuidados de Thomsen, sua saúde e humor melhoraram mais do que qualquer um poderia prever. O cachorrinho ganhou peso e confiança e, além de seus ataques de tosse, vive a vida de um cão normal.

Foto: Courtney Thomsen

Foto: Courtney Thomsen

Embora Thomsen não consiga pensar em perder Taco, ela não trocaria o tempo deles juntos para nada. Ele torna nossa vida melhor, explicou Thomsen, e isso não pode ser quantificado:

“Adoro acordar com ele e voltar para casa e ver seu precioso sorriso. Eu amo quando posso passar o dia todo em casa e brincar com ele. Deixo ele entrar no carro comigo. Eu amo que ele me siga por todos os lugares e olhe para mim com tanto carinho. Eu amo poder dizer que ele é feliz apenas por fazer parte de uma família. Eu amo ver que ele tenta ativamente aprender coisas novas só para me impressionar.”

“Ele me ensinou que todo mundo merece uma segunda chance na vida”, acrescentou Thomsen, “e é incrível ver quanta melhora pode ser alcançada com apenas amor e conforto.”

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Cachorrinha resgatada das ruas com 16 anos finalmente encontra uma família

Foto: Jen Ramey

Foto: Jen Ramey

Ruthie foi encontrada em péssimo estado, doente e abandonada, vivendo nas ruas de Abilene, no Texas (EUA), e foi levada para um abrigo local. A cachorrinha idosa mista de chihuahua de 16 anos estava muito abatida quando chegou ao veterinário, e os funcionários do abrigo temeram que ela não iria conseguir se recuperar.

A cachorrinha estava severamente abaixo do peso e com infestação de pulgas, sofria de uma infecção ocular, infecções de pele e doenças nas gengivas. O abrigo a mantinha isolada porque estava tendo dificuldade em lidar com a vida no local, além de seus problemas de saúde, e não queriam que ela ficasse mais estressada do que já estava.

Foto: Jen Ramey

Foto: Jen Ramey

Ninguém parecia ter muita fé que Ruthie iria aguentar – até que a ONG Forgotten Friends descobriu a cachorrinha idosa e imediatamente soube que ela merecia uma chance.

Depois de ser retirada do abrigo pela ONG, Ruthie foi colocada em um lar temporário. Suas novas amigas na ONG começaram a lidar com seus muitos problemas médicos, inclusive com os dentes podres infeccionados.

Muitas vezes é mais difícil encontrar casas para animais idosos, especialmente cães de 16 anos, e ainda assim não demorou muito para que a família perfeita descobrisse Ruthie e se apaixonasse por ela.

Foto: Jen Ramey

Foto: Jen Ramey

Jen Ramey e seu marido estavam planejando uma festa de aniversário para seu cachorro Buttercup e decidiram usar a festa para arrecadar dinheiro para a ONG Forgotten Friends (entidade que resgatou Ruth).

A ONG então decidiu trazer alguns de seus cães para a festa, incluindo Ruthie, e assim que o casal conheceu a chihuahua idosa, eles souberam que ela deveria ser o mais novo membro de sua família.

Foto: Jen Ramey

Foto: Jen Ramey

“Eu pensei na hora que ela era a cachorrinha mais doce que eu já tinha visto, e honestamente não achava que poderíamos ter com outro cachorro, mas não conseguia parar de pensar nela”, disse Ramey ao The Dodo. “Quando meu marido sugeriu adotá-la, se ninguém manifestasse interesse nela até o final do mês (uma semana após a festa de Buttercup), eu apresentei o formulário on-line e nós a pegamos no dia seguinte!”

Ramey e seu marido estavam cientes dos problemas médicos de Ruthie, e estavam preparados para lidar com eles, assim como com todos os outros desafios que surgem ao adotar um cão idoso.

Foto: Jen Ramey

Foto: Jen Ramey

Depois de tudo o que ela passou e tudo o que ela estava lidando em termos de tratamentos médicos, eles assumiram que Ruthie seria o tipo de cão sênior que era incrivelmente maduro e só ia querer relaxar o tempo todo – mas assim que ela chegou em sua nova casa, Ruthie foi rápida em provar que eles estavam errados.

“Logo de início, ela queria que Buttercup (a cachorrinha que já vivia com a família) soubesse que ela estava aqui para ficar”, disse Ramey. “Nós esperávamos que ela fosse uma velhinha fria, mas não era exatamente o caso”.

Foto: Jen Ramey

Foto: Jen Ramey

Desde o começo, Ruthie estava cheia de energia e não teve problemas em acompanhar sua irmã mais nova. Ela adora estar envolvida em tudo que sua família faz e não pode suportar ficar de fora dos passeios e atividades. Ela gosta de todas as pessoas que conhece e não deseja nada além de ser abraçada, acariciada e adorada por todos ao seu redor.

“Ela adora comer e roubar os brinquedos de sua irmã”, disse Ramey. “Nós pensamos que ela estaria sempre cansada e relaxada o tempo todo, mas ela é realmente super corajosa agora, o que é muito inesperado, considerando sua idade e seus problemas médicos.”

Foto: Jen Ramey

Foto: Jen Ramey

A condição geral de Ruthie melhorou muito desde que ela foi adotada, mas ela ainda tem muitos problemas para lidar. Ela tem dificuldade em ganhar peso e sofreu de uma obstrução de traqueia. Ela também tem pulmões com cicatrizes de bronquite crônica, doença das vias aéreas inflamadas e uma hérnia inguinal inoperável.

No entanto, nada disso a atrapalha, e ela não parece ligar com todos esses detalhes com base em sua personalidade despreocupada. Quando Ruthie chegou ao abrigo, ninguém achou que a cachorra de 16 anos iria sobreviver. Agora ela é praticamente um filhote novamente, amando cada minuto de sua nova família e sua segunda chance.

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Ativistas protestam contra exportação de animais vivos no Brasil

Por David Arioch

Só em 2018, o Brasil exportou cerca de 700 mil bovinos nessas condições (Fotos: Reprodução)

Hoje (21), às 10h, ativistas dos direitos animais vão se reunir na Praça Major João Fernandes, perto do Hotel Roma, em São Sebastião (SP), em manifestação contra a exportação de animais vivos. Depois seguirão para protestar em Ilhabela.

São Sebastião, no litoral norte paulista, tem um dos portos brasileiros de onde com mais frequência tem partido navios com grandes quantidades de animais vivos enviados ao Oriente Médio para serem mortos seguindo os preceitos do abate halal. Enquanto em 2016 eram embarcados cerca de 46 mil bovinos por ano, em 2017 o total já havia ultrapassado 92 mil – ou seja, o dobro.

Já em 2018, a média foi de 10 mil animais embarcados por mês, movimentando 300 mil reais por dia de embarque, embora o Porto de São Sebastião não cumpra as exigências ambientais do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama).

No Brasil, o assunto hoje é bastante polêmico, considerando episódios de laudos comprovando crueldade contra animais, más condições de higiene e espaço, calor extremo, bovinos mortos, moídos e descartados em alto mar; e poluição das águas em decorrência dos dejetos gerados pelos animais ao longo de 21 dias – que é o tempo médio que dura uma viagem de navio que transporta “carga viva” até o Oriente Médio.

Só em 2018, o Brasil exportou cerca de 700 mil bovinos nessas condições. E tudo indica que este ano o volume será maior, levando em conta acordos que o governo vem firmando para que o país amplie as exportações de “gado em pé” para Egito, Turquia, Jordânia, Iraque, Líbano e Irã. Além disso, deve começar a exportá-los para o Vietnã e Uruguai.

Ainda que haja uma alegação de suposta contribuição à economia, vale lembrar que no início deste ano sete desembargadores que analisaram recurso interposto pelo Fórum Animal no Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) em São Paulo reconheceram que a exportação de gado vivo é irrelevante para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, além de trazer consequências negativas para o meio ambiente e para os animais.

Um trabalho que também apresenta inúmeras razões pelas quais a exportação de gado vivo já deveria ter chegado ao fim no Brasil é o documentário de curta-metragem “Exportando Vidas”, lançado em julho de 2018 pelo movimento Nação Vegana Brasil.

No filme, que representa manifesto e voz de milhões de animais exportados no mundo todo para serem mortos em outros países, o advogado Ricardo de Lima Cattani afirma que a alegação comum de ruralistas, inclusive políticos, de que a exportação de animais vivos interfere substancialmente na economia, é mentirosa, porque se um animal não é embarcado vivo para outro país, o dono do gado vai abatê-lo e lucrar do mesmo jeito.

“Ele quer ganhar mais dinheiro vendendo o animal vivo, e mesmo que custe o mal-estar, a crueldade contra os animais. Assim ele ganha mais dinheiro, sem imposto, porque quando vende para o frigorífico ele tem os encargos”, frisa Cattani. O documentário produzido pelo grupo Nação Vegana Brasil também mostra imagens reais e inclusive atuais da exportação de animais. É possível ver animais apreensivos, assustados e sujos dentro de navios – em um perceptível cenário de negligência e imundície.


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Coelhinho que nasceu sem pelos vira sensação nas mídias sociais

Foto: @mrbigglesworthrabbit/Caters News

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Um coelhinho careca destinado à morte por causa de uma desordem genética ultra-rara que o deixou completamente sem pelos se tornou um fenômeno nas mídias sociais.

O coelhinho foi resgatado aos dois meses de idade de um criador que o considerava “não vendável” e por isso pretendia matá-lo, foi chamado sr. Bigglesworth conquistou legiões de seguidores on-line depois de obter uma segunda chance de vida.

Foto: @mrbigglesworthrabbit/Caters News

Foto: @mrbigglesworthrabbit/Caters News

A designer gráfica Cassandra Hall, de Wodonga, Victoria, na Austrália, adotou o pequeno há dois anos, seu filho, Josh, e sua filha, Maddy se apaixonaram pelo coelhinho sem pelos no momento em que o viram.

Coelhos com a mesma condição não sobrevivem mais que quatro semanas de vida, então havia preocupações que o sr. Bigglesworth não conseguiria.

Foto: @mrbigglesworthrabbit/Caters News

Foto: @mrbigglesworthrabbit/Caters News

Mas, dois anos depois, ele está cada dia melhor, vivendo uma vida feliz com sua família amorosa e cheio de seguidores no Instagram, mais de 70 mil usuários acompanham a página do coelhinho.

Ele até tem uma namorada chamada Miss Cinnamon Bun. Cassandra disse: “Foi uma época preocupante porque eu não tinha certeza se ele viveria ou morreria. Eu pesquisei na internet sobre sua condição, mas não consegui encontrar nada”.

“Eu coloquei fotos dele nas contas de outros coelhos no Istagram para descobrir mais informações, esperando que alguém soubesse algo sobre sua condição genética e como cuidar dele”.

“Logo outros tutores de coelhos do mundo todo me procuraram para compartilhar suas histórias sobre os coelhos que tinham a mesma condição de Bigglesworth”.

Foto: @mrbigglesworthrabbit/Caters News

Foto: @mrbigglesworthrabbit/Caters News

“Eventualmente, descobri que os pais de Bigglesworth têm um gene ‘sem pelos’ e, se dois coelhos com o mesmo gene tiverem filhos, nascerá um coelho sem pelos em todas as ninhadas deles.”

Foto: @mrbigglesworthrabbit/Caters News

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“Mesmo que ele seja diferente, ele traz tanta felicidade para sua nova família, simplesmente por ser esse ser pequenino e tão feliz, insolente, saltitante e carinhoso que ele é.

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Cão encontra e salva canguru preso em poço abandonado

Foto: Facebook/Reprodução

Foto: Facebook/Reprodução

Um canguru foi resgatado em uma operação delicada e perigosa, depois de ficar preso por uma semana em uma mina vitoriana não demarcada.

O animal foi descoberto na Floresta de Creswick, perto de Ballarat (Austrália), no domingo, onde Mark Firman e seu cão Buddy estavam dando uma volta à tarde.

Quando Buddy se desviou do rumo, Mark o perseguiu e encontrou o cão latindo o olhando para a mina onde o canguru macho da cor cinza de 70 kg, estava preso.

Foto: Facebook/Reprodução

Foto: Facebook/Reprodução

O canguru estava coberto de lama e tremendo de frio, o animal pulava e arranhava as paredes da mina, que teria em torno de quatro metros de profundidade, na tentativa de escapar.

Os voluntários do BADGAR Emergency Wildlife Rescue foram chamados, a equipe de resgate então deslizou uma escada para dentro do poço para resgatar o animal aterrorizado.

Foto: Facebook/Reprodução

Foto: Facebook/Reprodução

“Tivemos sorte de o poço não ser profundo demais para que nossas escadas descessem até ele”, disse Gary Ward, membro da equipe de resgate ao jornal Herald Sun.

O canguru entrou em choque e foi colocado em uma maca, para ser levado ao Hepburn Wildlife Shelter para tratamento.

O animal faminto estava sofrendo de hipotermia, e uma vez que a camada de lama espessa que cobria sua pele foi removida, sua temperatura começou a aumentar e sua condição melhorou.

O socorrista Michael Sari disse que os funcionários do abrigo estão confiantes de que ele vai se recuperar totalmente.

“À primeira vista, ficamos muito angustiados com a situação de saúde do canguru”, disse ele.

“Esse menino foi um dos poucos sortudos que conseguem escapar de situações como essas, ainda bem que ele foi encontrado a tempo”.

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Relatório revela que mais de 28 mil espécies estão ameaçadas de extinção

Foto: Sonja Wolters/WAPCA/IUCN

Foto: Sonja Wolters/WAPCA/IUCN

Do topo das árvores às profundezas dos oceanos, a destruição da vida selvagem pela humanidade continua a levar muitas espécies à extinção, é o que revela a última “lista vermelha” da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) ressaltando que um terço de todas as espécies avaliadas está sob ameaça.

A destruição de habitats e a caça de animais selvagens agora levaram sete espécies de primatas a entrar em declínio, enquanto a pesca levou duas famílias de extraordinários arraias à beira do abismo.

Poluição, barragens e excesso de captação de água doce são responsáveis por graves quedas na vida selvagem fluvial do México ao Japão, enquanto a extração de madeira está devastando o pau-rosa-de-madagascar e a doença está dizimando o olmo americano.

A lista vermelha, realizada pela IUCN, é a avaliação mais respeitada do status das espécies. A lista publicada na quinta-feira acrescenta quase 9 mil novas espécies, elevando o total para 105.732, embora esta seja uma fração dos milhões de espécies que se imagina viver na Terra. Nem uma única espécie foi registrada como tendo melhorado seu status.

Foto: Matt Potenski/IUCN

Foto: Matt Potenski/IUCN

Um exame de referência da saúde do planeta publicado em maio já havia concluído que a civilização humana estava em perigo pelo declínio acelerado dos sistemas naturais de suporte à vida da Terra. As populações de animais silvestres despencaram 60% desde 1970 e as extinções de plantas estão ocorrendo a uma taxa “assustadora”, segundo os cientistas.

“A natureza declinando a taxas sem precedentes na história da humanidade”, disse Jane Smart, diretora do grupo de conservação da biodiversidade da IUCN. Ela acrescentou que medidas decisivas são necessárias para deter o declínio, com a cúpula da convenção de biodiversidade da ONU no próximo ano na China como evento crucial para tomada de ações.

A lista vermelha destaca a situação dos peixes-espada e dos gigantes peixes-viola ou peixes-guitarra, eles são agora as famílias de peixes marinhos mais ameaçadas do mundo, com todas menos uma das 16 espécies criticamente ameaçadas – o que significa que elas estão a um passo da extinção.

A pesca intensificada e não regulamentada é a culpada, com as arraias geralmente capturadas “não intencionalmente”, sendo o alvo da pesca outra espécie.

Entre as sete espécies de primatas que estão mais perto da extinção, seis estão na África Ocidental, onde o desmatamento e a caça por carne são abundantes.

Atualmente, restam apenas 2 mil macacos-roloway (Cercopithecus roloway) na Costa do Marfim e em Gana, o que significa que sua população é precariamente pequena. Seu tamanho corporal relativamente grande e o valor de sua carne e pele fizeram deles um dos alvos preferidos dos caçadores.

Foto: Chong Chen/IUCN

Foto: Chong Chen/IUCN

A busca incansável da humanidade por água doce, particularmente para a agricultura, está tendo um impacto especialmente grande sobre a vida selvagem dos rios e dos lagos.

A atualização da lista vermelha revela que mais da metade dos peixes de água doce no Japão e mais de um terço no México estão agora ameaçados de extinção. Pesquisas recentes descobriram que dois terços dos grandes rios do mundo não fluem mais livremente.

“A perda dessas espécies de peixes de água doce poderia ter efeitos secundários em ecossistemas inteiros”, disse William Darwall, chefe da unidade de biodiversidade de água doce da IUCN.

A atualização da lista vermelha também incluiu 500 espécies de peixes ósseos de profundidade, como peixes-lanterna bioluminescentes, que enfrentam ameaças potenciais pela pesca profunda, perfuração de petróleo e gás e mineração no fundo do mar. O caracol é o primeiro molusco que vive nas fontes hidrotermais profundas a ser adicionado à lista e é avaliado como ameaçado de extinção.

A IUCN tem novas avaliações para a maioria das árvores da floresta seca em Madagascar, incluindo 23 espécies de jacarandá e palissandro, e descobre que 90% estão ameaçadas. Sua madeira é valorizada na construção de móveis e é o produto selvagem ilegal mais traficado do mundo. O olmo americano entrou na lista vermelha pela primeira vez como ameaçado. A árvore, que já foi comum, diminuiu ao longo de décadas devido a um patógeno fúngico invasivo, doença dos olmos holandeses.

“As doenças invasivas, juntamente com a poluição do ar e a mudança climática, dizimaram populações numerosas de espécies de árvores norte-americanas que antes ofereciam alimentos abundantes para a fauna nativa, assim como a beleza paisagem”, disse Healy Hamilton, da NatureServe, uma rede de cientistas da biodiversidade.

Os fungos são uma presença crescente na lista, com a atualização revelando que pelo menos 15 espécies que crescem tradicionalmente no campo de muitos países europeus estão agora ameaçadas de extinção. O fungo red waxcap (Hygrocybe coccínea), encontrado no Reino Unido e na Alemanha, é aquele que mais sofreu com as pastagens semi-naturais sendo convertidas em agricultura intensiva.

Outras espécies adicionadas incluem o rato-de-vidoeiro-húngaro (Sicista trizona), agora extinto em 98% comparado a sua antiga variedade devido à agricultura intensiva, e o sapo-de-poça do Lago Oku (Xenopus longipes), antes o sapo mais abundante no Lago Oku nos Camarões mas possivelmente extinto devido a um fungo devastador que tem amatado anfíbios em todo o mundo.

“A perda de espécies e a mudança climática são os dois grandes desafios que a humanidade enfrenta neste século”, disse Lee Hannah, da Conservation International. A lista vermelha aborda ambos, disse ele, ao incluir a ameaça do aquecimento global na avaliação do risco de extinção. “Os resultados são claros, devemos agir agora em ambos.”

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Dezenas de baleias encalham e retornam ao mar com ajuda de banhistas

Por Rafaela Damasceno

Uma multidão de voluntários – entre eles famílias inteiras, crianças e turistas – se juntou para uma operação improvisada na Ilha de St. Simon, nos Estados Unidos, para salvar cerca de 30 baleias. Os mamíferos encalharam na região da Geórgia e três delas morreram, mas o restante retornou ao mar com segurança, segundo o Departamento de Recursos Naturais da Geórgia (DNR).

Uma baleia cinzenta espreita sobre a água

Imagem ilustrativa | Foto: Portal dos Animais

O biólogo especialista em baleias da DNR, Clay George, disse que os animais foram mortos depois que foi constatado que não conseguiriam voltar ao mar. “O encalhe é uma ocorrência natural, e a única coisa que podemos fazer é continuar empurrando para o mar”, afirmou.

Os mamíferos foram avistados no dia seguinte em uma corrente marítima perto do porto. Rick Lavender, porta-voz da DNR, disse que os ambientalistas da Fundação Nacional dos Mamíferos Marinhos seguiram as baleias em um barco para garantir que estavam seguras e permaneceram no mar. Um helicóptero também foi designado para sobrevoar a costa à procura de mais baleias encalhadas, mas nenhuma foi encontrada.

A operação de resgate foi filmada por um morador local e postada no Facebook. O vídeo mostra pessoas de todas as idades se movendo para ajudar a empurrar. “É tão triste”, disse o autor do vídeo, Dixie McCoy, em um ponto da gravação. “Elas vão morrer se não eles não conseguirem ajudar”.

Mas os banhistas não desistiram. Um a um, os banhistas jogaram água sobre os animais – alguns dos quais gritavam de desespero – e empurraram, arrastaram e rolaram as baleias para as águas mais profundas.

Além dos banhistas, pessoas do Centro de Tartarugas Marinhas da Geórgia, da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica e da DNR também ajudaram no resgate.

George, o biólogo, disse que as baleias provavelmente ficaram confusas por algum motivo, já que normalmente nadam em uma região há 100 milhas da costa (quase 170 quilômetros).

Mudanças climáticas

O número de baleias encalhadas é o maior em 20 anos e intrigou especialistas, que buscam uma resposta. Até agora, a explicação mais provável é que as mudanças climáticas que causaram o aquecimento dos oceanos podem estar contribuindo para isso.

Os especialistas acreditam que a quantidade de baleias aumentou, mas a comida diminuiu. Uma corrente de água morna começou a se formar no nordeste do Oceano Pacífico em 2013, destruindo consideravelmente a cadeia alimentar oceânica. Além disso, o gelo do mar recua com o clima quente, forçando as baleias a nadarem mais para o norte em busca de comida.

Depois, quando iniciam a migração para o sul, o caminho é ainda mais longo e a gordura não é suficiente para sustentá-las durante a jornada (as baleias não comem quando estão migrando para o sul).

Elas acabam morrendo, muitas vezes, e encalhando nas praias. Em outros casos, as mudanças ocorrendo no mar podem confundi-las, o que as faz nadar em direção a lugares que não costumam ir.

Frances Gulland, membro da Comissão de Mamíferos Marinhos, demonstra preocupação com as mudanças e os motivos dos encalhes. “As pessoas precisam acordar para o fato de que todos os lugares são impactados pelas mudanças climáticas”.


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População de girafas sofre declínio acentuado

Foto: Nature Picture Library

Foto: Nature Picture Library

Uma das espécies de girafas que sempre teve uma população saudável e numerosa foi oficialmente declarada ameaçada de extinção, o que significa que os números de indivíduos da espécie estão extremamente baixos. A girafa Masai foi listada como ameaçada de extinção fato que agora lança uma luz sobre a gravidade da situação desses animais e a urgência de medidas para proteção das girafas.

Esta raça específica de girafa que vive no Quênia e na Tanzânia sempre teve uma população saudável, apesar de outras raças de girafas lutarem para sobreviver na natureza, graças a ameaças como caça, comércio ilegal de animais selvagens e caçadas de troféus.

A listagem da espécie como ameaçada é um apelo imediato para que sejam tomadas medidas de regulamentação do comércio de girafas, bem como, uma razão forte para proibir imediatamente a caça de girafas por troféus.

Estudo apontam que, das nove espécies de girafa, duas delas foram listadas como ameaçadas de extinção e duas como criticamente ameaçadas, o que significa que as girafas precisam ser protegidas com urgência ou a situação pode ficar perigosamente difícil de ser revertida.

Os animais selvagens da África são algumas das espécies mais ameaçadas do planeta, com diversas variedades de espécies enfrentando futuros incertos, principalmente devido a questões relacionadas a humanos.

Elefantes, leões, tigres, leopardos, girafas, rinocerontes, etc., esses animais estão todos correndo o risco de serem extintos do planeta como resultado das ações humanas. As autoridades responsáveis caminham de forma muito lenta quando se trata de resolver os problemas que levaram a essa ameaça tão presente.

A caça para a venda de partes do corpo desses animais e a caça particular de troféus representam ameaças diretas aos animais selvagens, ambas movimentadas por indústrias criminosas que visam apenas o lucro e ambição. Outra medida de impacto seria a proibição da exportação de produtos feitos de derivados de girafa. O comércio de partes de animais selvagens possui uma demanda alta que estimula os caçadores a matarem

A África está a caminho de perder alguns dos animais mais reconhecidos e icônicos do planeta porque, como comunidade global, simplesmente não está fazendo o suficiente para protegê-los.

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