Cachorro atropelado por trem agoniza por horas até ser resgatado em SP

Um cachorro foi atropelado na quarta-feira (17) por um trem nas proximidades da estação Grajaú da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), em São Paulo. O animal agonizou por pelo menos 4 horas até ser resgatado.

A ativista Luísa Mell denunciou que seguranças da CPTM impediram que o cachorro fosse resgatado. Segundo ela, a Companhia só acionou o Corpo de Bombeiros e permitiu o resgate quando a ativista seguiu para o local e começou a fazer pressão, abordando o caso em rede social.

Foto: Reprodução/Instagram/@luisamell

Imagens divulgadas por Luísa mostram o cachorro debilitado, com o rabo mutilado e sangrando.

A CPTM afirmou que “os funcionários no local orientaram os passageiros a não se aproximarem” do animal porque ele “estava agressivo”. No entanto, um vídeo divulgado pela ativista desmente o argumento da empresa. Na filmagem, que mostra o momento em que os bombeiros iniciam o resgate, o cachorro não demonstra qualquer agressividade. Um dos militares, inclusive, faz carinho na cabeça do animal, que aceita o gesto e se mantém calmo.

De acordo com nota da CPTM, o cachorro foi resgatado “por volta de 17h40 pela ONG Súplica Animal, que levou o animal para o hospital veterinário da Universidade de Santo Amaro (Unisa)”. Segundo Luísa, o animal foi atropelado às 13h30.

Através das redes sociais, a ativista contou que o Instituto Luísa Mell ficou responsável pelo caso do cachorro. Luísa esteve na Unisa e, após conversar com um veterinário do local, informou que o cão estava estável, mas que teria que ser submetido a um cirurgia de emergência que resultaria na amputação de duas de suas pernas.

“Amigos o cachorro atropelado por um trem já está sendo operado e ficará no @institutoluisamell. Para quem ainda não sabe da história…Hj [quarta-feira] um cachorro foi atropelado por um trem 13:30 da tarde. E NÃO recebeu socorro e ainda os funcionários da @cptm_oficial não deixavam ninguém resgatá-lo!!!! E ainda zombaram da situação! Só quando eu fiquei sabendo e estava a caminho (e comecei a causar) é que chamaram os bombeiros e permitiram o resgate. Fui até o local, mas demorei cerca de uma hora para chegar, uma veterinária o resgatou junto com protetores e levou para a Unisa. Fui até lá, ele está sendo operado por grandes profissionais e depois será encaminhado para o @institutoluisamell para ficar internado e receber todo o tratamento!”, escreveu a ativista.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Doação a fundo de proteção animal pode ser deduzida do imposto de renda

Por David Arioch

“O abandono de animais é um problema nacional, não apenas pela questão pertinente à saúde pública, mas principalmente por conta do sofrimento desses animais, vítimas de maus-tratos, fome e intempéries climáticas” | Pixabay

Um projeto de lei de autoria do deputado Uldurico Junior (Pros-BA), neto do ex-deputado federal José Alencar Furtado, quer garantir que os contribuintes, tanto pessoas físicas como jurídicas, possam realizar doações a fundos de proteção animal municipais, estaduais e nacionais por meio de dedução do imposto de renda.

“Esses recursos [que podem ser de até 6% do IR] serão destinados a políticas de proteção, defesa e bem-estar dos animais domésticos”, explica o deputado, acrescentando que fica a critério do poder executivo criar ou declarar fundo específico de proteção animal.

“Mesmo com o intenso trabalho de muitos protetores por todo o país que, em suas lutas por melhorias das condições dos animais, começam a atuar até mesmo nos ambientes virtuais, milhares de animais ainda estão aguardando um lar”, argumenta Uldurico Junior, apontando que os protetores de animais precisam cada vez mais de ajuda para lidarem com a situação do abandono animal.

E acrescenta: “O abandono de animais é um problema nacional, não apenas pela questão pertinente à saúde pública, mas principalmente por conta do sofrimento desses animais, vítimas de maus-tratos, fome e intempéries climáticas.”

O Projeto de Lei (PL) 3226/2019 será analisado pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Evento aborda a interdisciplinaridade no debate sobre os direitos animais

Entre os dias 19 e 23 de agosto será realizada em Porto Alegre (RS) a II Jornada de Direito Animal. Em sua segunda edição, o evento abordará os desafios existentes na evolução do debate sobre o reconhecimento dos direitos animais através de uma matriz multidisciplinar com palestrantes de diversas áreas do conhecimento.

Além das palestras, haverá apresentações de pesquisas em quatro Grupos de Trabalho (GTs), buscando, também, a divulgação dessa ascendente área. Neste ano, a Jornada também contará com um minicurso de “Introdução ao Direito Animal”, que será ministrado nos dias 19 e 20 de agosto. As inscrições para as palestras e trabalhos para serem apresentados nos GTs são gratuitas, com fornecimento de certificado (digital).

Na ocasião haverá o lançamento da obra “Estudos Criminais de Direito Animal”, oriunda da Comissão de Estudos em Direito Animal do Canal Ciências Criminais e coordenada pela médica veterinária e mestra em Direito Animal Gisele Kronhardt Scheffer.

O evento também arrecadará doações de roupinhas, camas e cobertas para cães, que serão destinadas ao Santuário Voz Animal, que estará presente na ocasião.

Confira a programação:

Dia 19 de agosto de 2019

Minicurso sobre Introdução ao Direito Animal (Parte 1)

14 h às 17 h 30 min: Prof. Dr. Renato Silvano Pulz (ULBRA) –
Os direitos animais e a criação industrial de animais

17 h 30 min às 18 h: Intervalo

18 h às 21 h: Profª Me. Waleska Mendes Cardoso (FADISMA)
Da filosofia ao direito animal: a autonomia relativa dos campos – uma introdução

Dia 20 de agosto de 2019

Minicurso sobre Introdução ao Direito Animal (Parte 2)

14 h às 17 h 30 min: Profª Drª Nina Trícia Disconzi Rodrigues (UFSM) –
Panorama jurídico dos animais

17 h 30 min às 18 h: Intervalo

18 h às 21 h: Prof. Dr. e Juiz Federal Vicente de Paula Ataíde Junior (UFPR) –
Palestra: Direitos animais como direitos fundamentais de 4ª dimensão

Dia 21 de agosto de 2019

Turno tarde

Grupo de Trabalho 1 (GT 1) – Dogmática do direito animal brasileiro

Coordenação: Prof. Dr. Vicente de Paula Ataíde Junior (UFPR) e Doutoranda Amanda Bellettini Munari (UNESC)

Turno noite

19 h às 19 h 30 min: Me. e M. V. Gisele Kronhardt Scheffer (UAB e Estácio)
ABERTURA DO CICLO DE PALESTRAS E LANÇAMENTO DO LIVRO “ESTUDOS CRIMINAIS DE DIREITO ANIMAL”

Palestras

19h 30 min às 20 h 10 min: Prof. Dr. Vicente de Paula Ataíde Junior (UFPR) – “Princípios do Direito Animal”

20 h 30 min às 21 h 10 min: Profª Drª Nina Trícia Disconzi Rodrigues (UFSM) – “Evolução Histórica e a Necessidade de Proteção ao Animal Não-Humano: panorama constitucional”

21 h 10 min às 21 h 50 min: Prof. Dr. Rogério Rammê (IPA) – “Confinamento Animal na Indústria: prática cruel e inconstitucional”

Dia 22 de agosto de 2019

Turno tarde

Grupo de Trabalho 2 (GT 2) – Aspectos transdisciplinares do direito animal

Coordenação: Me. e M.V. Gisele Kronhardt Scheffer (UAB e Estácio)

Grupo de Trabalho 3 (GT 3) – Os movimentos sociais de defesa dos animais como fonte de direitos

Coordenação: Profª Me. Bianca Pazzini (FMP)

Turno noite

Palestras

19 h às 20 h: Psicólogas Lisiane Duarte e Márcia Moraes (PSICOTÉR) – “Perfil Psicológico de Quem Viola o Direito dos Animais”

20 h às 20 h 50 min: Biólogo Marcelo Pereira – “Niterói/ RJ: o desafio da proteção animal nas cidades”

21h 10 min às 22 h: Profª Me. Bianca Pazzini (FMP) – “O Papel dos Movimentos Sociais na Defesa dos Direitos Animais: tensionamentos e tendências”

Dia 23 de agosto de 2019

Turno tarde

Grupo de Trabalho 4 (GT 4) – Os animais e as relações de poder

Coordenação: Profª Me. Waleska Mendes Cardoso (FADISMA)

Turno noite

Palestras

19 h às 20 h: Profª Dr. phil. Sônia T. Felipe (UFSC) – “Idolatria à Carne: a vida por um fio, impactos da dieta onívora no aquecimento climático”

20 h às 20 h 50 min: Pedagoga Esp. Fernanda Ellwanger de Lima – “Santuário Voz Animal: uma história de amor aos animais”

21 h 10 min às 22 h: Prof. Dr. Fernando Simões Antunes Junior (FEEVALE) – “Especismo e a Guerra de Significados nas Culturas de Exploração Animal”

Acesse o site para mais informações e inscrições: bit.ly/jornada-animal

Aplicativo conscientiza e educa crianças sobre a importância da biodiversidade

Divulgação

A Vlad Kids, empresa especializada na criação de jogos para celular, acaba de lançar o “Animal Sounds Game For Kids”. É um divertido game para crianças de 1 a 3 anos. Ao tocar nas figurinhas, a criançada conhece o som que aquela espécie emite, desenvolvendo a coordenação motora, além do reconhecimento sonoro e visual.

Rafael Brilhante de Oliveira, designer responsável pela criação do jogo, explica: “Desde criança sempre fui muito próximo aos animais, principalmente aos gatos. De lá pra cá, meu interesse pelos animais cresceu e atualmente dedico parte do meu tempo para entender melhor sobre os seres que vivem ao nosso redor”, disse em entrevista à ANDA.

A Vlad Kids, destaca que o game tem como principal objetivo fazer com que os pequenos entendam, de uma forma lúdica, que existem seres diferentes dos humanos que compartilham nosso planeta e merecem respeito.

Disponível para Android e pode ser baixado clicando aqui.

Linda cadelinha busca um lar amoroso e seguro em SP

Divulgação

A doce cachorrinha da foto é carinhosamente chamada de Meg. Ela tem apenas dois anos e está disponível para adoção responsável em São Paulo. Ela foi resgatada quando era apenas uma bebê junto com seus irmãos. Todos foram resgatados, castrados e encontram uma família, inclusive a bela Meg.

Mas, depois de um ano meio, foi descoberto que a cadelinha estava sendo vítima de maus-tratos e estava muito infeliz com seus adotantes, que também não queriam mais a responsabilidade de cuidar de Meg.

Divulgação

Ela foi resgatada novamente e atualmente está em um lar temporário aguardando a chance de ser adotada novamente. Ela mansa, amorosa e muito companheira. Interessados em adotá-la entrem em contato com a Shirley através do telefone (WhatsApp): 11 99559-4739.

UFSC sedia Encontro Catarinense de Direitos Animais em agosto

Foto: Pixabay

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) sedia o III Encontro Catarinense de Direitos Animais no dia 16 de agosto, sexta-feira. Com o tema “Abordagens emancipadoras antiespecistas”, o evento é gratuito e aberto a todos. As atividades serão realizadas no auditório do Centro de Ciências Jurídicas (CCJ/UFSC) e as inscrições devem ser feitas pelo e-mail Esta imagem contém um endereço de e-mail. É uma imagem de modo que spam não pode colher.. A programação inclui uma conferência e cinco painéis com a participação de 13 pesquisadores da UFSC e de outras instituições.

Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

Homenagem

Promovido pelo Observatório de Justiça Ecológica (OJE/UFSC) e pelo Programa de Pós-graduação em Direito (PPGD/UFSC), o Encontro homenageará a professora Paula Brügger. “Queremos reconhecer a importância da contribuição dessa mulher que bravamente vem colaborando para edificar uma ciência pautada no respeito pela vida, além de seu papel no movimento abolicionista animal no Brasil”, afirmam os organizadores.

Paula foi professora do Departamento de Ecologia e Zoologia (ECZ/UFSC) durante 37 anos: de 1982 a 2019. Graduada em Ciências Biológicas, com mestrado em Educação e Ciência e doutorado em Ciências Humanas – Sociedade e Meio Ambiente, a docente coordenou por 15 anos o projeto “Amigo Animal” na rede municipal de Florianópolis e rede estadual de ensino de Santa Catarina. Ela integra dois grupos de pesquisa na universidade: o OJE, do qual é uma das coordenadoras; e o Laboratório de Estudos Transdisciplinares (LET).

É autora dos livros “Educação ou adestramento ambiental?” e “Amigo Animal”, além de dezenas de capítulos de livros e artigos. Recentemente dois de seus trabalhos foram reconhecidos internacionalmente, conforme relata a pesquisadora: “Em 2017, o livro ‘Impact of meat consumption on health and environmental sustainability‘, do qual sou co-autora, recebeu o prêmio de melhor livro do ano, na categoria Best Sustainable Food Book. Em 2019, o livro ‘Social marketing and its influence on animal origin food product consumption’ foi indicado em segundo lugar no International Book Awards, categoria Marketing and Advertising. Ficamos muito felizes, pois essa premiação é conferida a publicações tradicionais e a nossa é bastante anti-mainstream. Isso evidencia a impossibilidade de ignorar esse tema, ainda pouco aceito nos meios acadêmicos.”

Neste livro, Paula escreveu o capítulo It’s the speciesism, stupid! Animal abolitionism, environmentalism and the mass media, onde ressalta a importância do papel dos meios de comunicação na formação de valores. “Precisamos de um novo paradigma para a construção de uma cultura não especista, compassiva com os animais e responsável com o meio ambiente”, defende.

programação completa do Encontro está disponível aqui.

Fonte: Notícias da UFSC

Atriz Alicia Silverstone faz parceria com ONG e pede o fim dos testes em animais

Por Rafaela Damasceno

Alicia Silverstone se uniu à Cruelty Free International, grupo ativista que promove a abolição dos experimentos em animais, em uma tentativa de pressionar o governo a acabar com a exploração animal em testes de laboratório.

Atriz Alicia Silverstone

Foto: Supplied para PBN

Ela participou do Fórum de Alto Nível Político da ONU esta semana para pedir o fim dos animais na experimentação de cosméticos. A Cruelty Free International incentivou uma campanha em 2017, pedindo o fim da prática no mundo todo.

Em um comunicado enviado à Plant Based News, Alicia classificou os testes como cruéis e antiquados, e afirmou estar muito feliz em acrescentar sua voz às outras que lutam pela mesma causa.

A diretora da Cruelty Free International, Michelle Thew, afirma que os testes em animais são caros, ineficientes e torturantes. “Hoje, existem muitas alternativas confiáveis e livres de sofrimento”, disse.

“É fantástico que outros países estejam aprovando a proibição dessa prática cruel, mas é hora de acabar com isso de uma vez por todas”, completou ela.

No Brasil, há algumas leis locais que proíbem a exploração de animais nos testes de cosméticos. A prática não é considerada um crime na maior parte do país.

Humanidade consome recursos 74% mais rápido do que o planeta consegue regenerar

No dia 29 de julho, a humanidade terá consumido todos os recursos naturais que o planeta é capaz de regenerar em um período de um ano. Essa descoberta, feita pela ONG Global Footprint Network, parceira da WWF, levou à conclusão de que a velocidade de consumo das pessoas é 74% maior do que a capacidade de regeneração do planeta Terra.

O dia 29 de julho é a data mais crítica desde 1970, quando o consumo ultrapassou em dois dias capacidade anual dos recursos serem regenerados, o planeta entrou em déficit ecológico, sendo a data da sobrecarga o dia 29 de dezembro. Em 1979, a data era 29 de outubro. Já em 1989, o dia foi 11 de outubro. Em 1999, 29 de setembro e 18 de agosto em 2009. Quando todos esses dias, registrados num período de 49 anos, são somados, o déficit alcança 4.493 dias, ou 12,3 anos.

Foto: Jonathan Lins/FPI do São Francisco

Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores fizeram cálculos que levam em consideração: capacidade de produção dos ecossistemas; quantidade de pessoas no planeta; o quanto é consumido pela humanidade; com que eficiência os produtos são fabricados.

A produção de petróleo faz com que os países que lideram essa produção estejam na frente no que se refere à data em que a velocidade de regeneração dos recursos passa a ser inferior ao consumo deles. O primeiro país a exceder esse consumo foi o Catar, com data em 11 de fevereiro. Outros grandes produtos de petróleo também estão à frente, como Emirados Árabes Unidos, que teve a data de déficit em 8 de março, e o Kuwait, em 11 de março. Os recursos dos Estados Unidos foram consumidos em 15 de março. Dia 26 de maio foi a data de Portugal e dia 17 do mesmo mês a da Inglaterra. Em 26 de abril, a Rússia consumiu seus recursos e a China foi em 14 de junho. A data da Argentina foi 26 de junho. O mesmo acontecerá no Brasil em 31 de julho, dois dias depois da média mundial.

Enquanto a principal causa do uso dos recursos em muitos países é o consumo exacerbado, no Brasil é a queda na capacidade de regeneração de recursos ecológicos consumidos em terras agrícolas, pastagens e áreas onde é realizada a pesca. Além disso, o transporte e o desperdício de alimento também geram demanda por recursos naturais no país.

De acordo com o estudo, o uso exacerbado dos recursos naturais levam a escassez de água potável, erosão do solo, perda de biodiversidade e acúmulo de dióxido de carbono na atmosfera, além do aumento nas inundações, das secas, dos furacões e dos incêndios florestais.

A queima de combustíveis fósseis também é um problema. Segundo a pesquisa, 60% do déficit está relacionado ao acúmulo de CO2 na atmosfera e no oceano.

Ambientalistas indicam a adoção de hábitos mais sustentáveis. Dentre eles, está o veganismo. Isso porque o consumo de produtos de origem animal, especialmente a carne, está intimamente ligado ao desperdício de água, à contaminação do solo e de rios, lagos e oceanos, e ao desmatamento. Até mesmo a produção agrícola, que desmata grandes áreas, está relacionada à carne, já que a maior parte dos grãos produzidos são usados na alimentação de animais explorados para consumo – que também geram desmatamento de maneira direta, quando florestas são destruídas para dar espaço a pasto para criação desses animais.

De acordo com o Banco Mundial, em 2050 serão necessários três planetas Terra para atender à demanda de recursos naturais da humanidade, já que a população deve chegar a 9,6 bilhões de pessoas.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Série “Moradores da Floresta” apresenta maior e mais raro tatu do mundo

Por David Arioch

Animal se destaca por ter um metro de comprimento e pesar 60 quilos (Foto: Murilo Couto)

Este mês, na série “Moradores da Floresta”, a organização WWF Brasil apresenta o tatu mais raro do mundo que habita a Amazônia, embora tatus também sejam típicos de savanas e cerrados.

Conhecido como tatu-canastra, o animal de hábitos noturnos é apresentado na série por meio de uma câmera escondida instalada na floresta amazônica. As imagens são consideradas raras porque ele passa boa parte do tempo sob o solo, o que dificulta sua visualização e explica por que há poucas informações disponíveis sobre a espécie.

O canastra não é o único dos tatus que vivem na Amazônia. No bioma, é possível encontrar também tatu-rabo-de-couro, tatu-galinha e tatu-de-quinze-quilos. Mas o tatu-canastra acaba se destacando por ter um metro de comprimento e pesar 60 quilos.

Com sua grossa carapaça, ele consegue não apenas se proteger de predadores, mas também usá-la como escudo contra arranhões e espinhos. Segundo a WWF Brasil, muitas pessoas não sabem que os tatus podem servir como hospedeiros de doenças como hanseníase, leishmaniose e doença de Chagas.

“O que significa que quem caça ou come tatu corre o risco de contrair essas enfermidades”, aponta. O canastra, assim como tatus menores, também se alimenta de insetos e vegetais, e suas garras são utilizadas principalmente para escavar tocas e abrir cupinzeiros.

“O combate à caça ilegal e a existência de áreas protegidas são muito importantes para a sobrevivência dessas espécies”, informa o episódio “Tatus da Amazônia”, da série “Moradores da Floresta” disponibilizada no YouTube.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Câmara de Manaus (AM) aprova PL que prevê multas para maus-tratos a animais

A Câmara Municipal de Manaus (AM) aprovou, na terça-feira (16), o projeto de lei 160/2018, que estabelece punição para maus-tratos a animais, com multas que variam de R$ 3.056 a R$ 4.110, dependendo da gravidade do crime. A proposta segue agora para análise do prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, que optará pela sanção ou pelo veto.

Foto: Pixabay

O projeto é de autoria do então vereador João Luiz (PRB), atualmente deputado estadual, e foi subscrito pelo presidente da Casa, o vereador Joelson Silva (PSDB). As informações são do portal Amazonas Atual.

“Iniciamos essa luta ainda no ano passado, quando eu ocupava o cargo de vereador na CMM. E hoje, com a sensibilidade do presidente da Casa, que subscreveu a proposta, e dos demais vereadores, conseguimos avançar nesta questão. Essa lei chegou para impor limites aqueles que desrespeitam, maltratam e abandonam esses animais indefesos”, disse João Luiz.

O deputado acredita que, com a lei, as pessoas vão pensar antes de maltratar animais, já que a medida fará com que o agressor tenha prejuízo financeiro. “Além das multas previstas, o infrator também deverá arcar com todos os custos do tratamento veterinário e recuperação do animal maltratado”, explicou.

Caso o infrator reincida no crime, a pena da multa será aplicada em dobro em relação à última aplicada.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.