Cão e gato que viviam juntos nas ruas não se largam mesmo depois de resgatados

Foto: Saver of Souls Pet Rescue

Foto: Saver of Souls Pet Rescue

Algumas pessoas dizem que cães e gatos nunca serão os melhores amigos – mas Morticia e Gomez conseguiram convencer todos ao seu redor do contrário, em apenas um dia.

No início desta semana, uma pessoa que passava pela rua viu um pequeno cachorro e um gatinho preto um ao lado do outro, escondidos entre dois banheiros químicos móveis no estádio de futebol Hampton Soccer Park, em Hampton, Virgínia (EUA).

O transeunte decidiu chamar a atenção para o par incomum, postando uma foto da dupla na rede social privada Nextdoor. Alguns amantes de animais correram para o complexo de futebol e encontraram o par colado um no outro ainda encolhido na grama, congelando no mesmo lugar onde a foto foi tirada.

Foto: Saver of Souls Pet Rescue

Foto: Saver of Souls Pet Rescue

Conseguir levar os dois com segurança, no entanto, não seria tão fácil quanto seus salvadores pensavam. Gomez, um chihuahua de 2 anos de idade, insistia em proteger o pequeno gatinho a qualquer custo e não aceitava se separar dele.

“Totalmente ligados um ao outro, o cachorro rosna se chegarmos perto demais, então notificamos o controle dos animais e estamos esperando por eles”, escreveu um dos resgatantes em um post de mídia social. “Três de nós estão monitorando os dois agora.”

Os dois acabaram sendo levados para um abrigo local onde foi dado um tempo para que seu tutor se apresentasse. Uma foto da dupla foi compartilhada no grupo do Facebook Lost & Found Pets, de Hampton Roads, VA, onde o post fez com que Turkan Ertugrul, diretora da ONG Saver of Souls Pet Rescue, parasse tudo o que estava fazendo no minuto em que viu a foto.

Foto: Saver of Souls Pet Rescue

Foto: Saver of Souls Pet Rescue

“Eles pareciam tão assustados na imagem que nos tocou o coração”, disse Ertugrul ao The Dodo. “Nós tendemos a favorecer os assustados porque eles simplesmente não entendem quando você está tentando ajudar.”

Ertugrul não conseguia tirar os animais grudados um no outro de sua mente, especialmente porque sabia que eles provavelmente seriam mantidos separados no abrigo.

“Na maioria dos abrigos, é contra a política de colocar cães e gatos juntos por segurança e nós sabíamos que eles seriam separados”, disse Ertugrul. “A situação deles estava nos deixando acordados à noite, preocupados sobre como estavam separados um do outro.”

Foto: Saver of Souls Pet Rescue

Foto: Saver of Souls Pet Rescue

Ertugrul sabia que havia mais apenas segurança física com animais que estão ligados – a saúde psicológica também é importante. E, pior ainda, ela sabia que o abrigo não seria capaz de garantir que o filhote de 10 meses e seu gatinho protegido iriam para a mesma casa.

“A maioria dos abrigos não pode garantir que os pares ligados sejam adotados juntos”, disse Ertugrul. “Eles estão lá para salvar vidas, e segurar um par de animais que pode levar muito tempo para ser adotado junto, colocaria em risco a vida dos outros.”

Então ela decidiu trazer o gatinho e o cachorro para viver na ONG assim que eles poderiam ser soltos no ambiente e encontrar um lar que acolhesse os dois juntos.

Felizmente para Gomez e Morticia, os funcionários do abrigo também não queriam separar o par e organizavam encontros para o casal inter espécie em uma sala onde eles podiam brincar e os dois sempre ficavam felizes de se verem.

Agora, vivendo felizes juntos em um lar temporário, fica claro o quão profunda é a ligação entre os animais. “Gomez correu até os gatos pretos do guardião inicialmente, pensando que um deles era Morticia e você podia ver sua decepção quando percebeu que não era ela”, disse Ertugrul.

Enquanto os dois são doces e amorosos para com as pessoas, suas personalidades borbulhantes brilham quando finalmente estão juntos. “Gomez é tímido em torno das pessoas quando as vê pela primeira vez, mas ele se solta rapidamente. Só que quando Morticia está por perto ele se liberta completamente”, acrescentou Ertugrul. “Eles são mais felizes e extrovertidos quando juntos do que quando conhecem novas pessoas individualmente.”

Uma vez que os dois tenham sido castrados e vermifugados, eles começarão a procurar uma casa que os manterá juntos para sempre. E está claro que nada neste mundo os tornaria mais felizes.

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Número de rinocerontes aumenta na Tanzânia após repressão à caça

Por Rafaela Damasceno

A Tanzânia foi descrita em 2015 como o “ponto zero” da crise da caça, com apenas 15 rinocerontes presentes em todo o seu território. Ao assumir o poder, o presidente John Magufuli adotou uma linha dura no combate do crime da caça, estimulando as autoridades a prender todos os envolvidos no tráfico de animais. Nos últimos quatro anos, a população de rinocerontes no país cresceu já em 1.000%.

Um rinoceronte andando ao lado de seu filhote

Foto: Wild for Life

Os elefantes, que costumam ser assassinados para alimentar o comércio do marfim, também se reproduziram consideravelmente. A população aumentou quase metade em cinco anos, fato que o governo da Tanzânia também atribuiu ao combate da caça.

Em 2015 havia apenas 15 rinocerontes em todo o país. Atualmente são 167. Entre 2009 e 2014, o número de elefantes despencou 60% (de 110.000 para 43.000), mas hoje há mais de 60.000, segundo as autoridades.

Desde que o combate teve início, diversas pessoas foram presas. Alguns meses após o presidente assumir o poder, quatro chineses foram condenados a 20 anos de prisão após serem detidos na fronteira da Tanzânia com o Mauí, contrabandeando chifres de rinoceronte. Em fevereiro deste ano, uma empresa chinesa (apelidada de “Rainha do Marfim”), recebeu a sentença de 15 anos de prisão na Tanzânia por contrabandear mais de 350 presas de elefantes para a Ásia.

As autoridades afirmam que o número de animais cresceu devido a uma força-tarefa especial, criada em 2016 apenas para combater a caça de animais selvagens. Mark Jones, diretor de política e caridade da vida selvagem da Born Free Foundation, discorda. “Devemos ver esses números com cautela até que haja uma verificação independente. Não é possível que isso tenha acontecido por meio de proteção e reprodução apenas”, afirmou, em entrevista ao Independent.

Mark diz que rinocerontes e elefantes se reproduzem muito devagar, portanto, acredita que eles foram importados para o país. Mesmo assim, enxerga o crescimento da população dos animais como algo positivo.

O comércio de marfim é um problema que muitas pessoas desconhecem com totalidade. Pesquisas apontam que até mesmo alguns compradores acreditavam que as presas e chifres, de onde o marfim vem, cresciam de volta nos animais.

O preço do marfim diminuiu quando a China, a principal compradora, tornou o comércio ilegal. Mas o negócio ainda é lucrativo no Japão, Hong Kong, União Europeia e outros lugares do mundo.

Apesar de tudo, o combate à caça e o reforço de segurança em áreas protegidas, que deveriam ser seguras para os animais, é a melhor solução para proteger as vidas selvagens antes que elas cheguem à extinção.


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Evento em prol de animais abandonados com comida vegana será realizado no domingo em Campinas (SP)

A 9ª edição do Cantar Faz Bem Pra Cachorro será realizada no próximo domingo (21), a partir das 13 horas, no bar Vila Bambu, em Campinas, no interior de São Paulo. O evento, que tem sido um sucesso, contará com comida vegana e música ao vivo. Os recursos arrecadados serão usados integralmente para cuidados oferecidos a animais em situação de rua ou resgatados do abandono e de maus-tratos.

Foto: Divulgação

“Temos um carinho muito grande por esse evento, organizado por pessoas do bem e que amam os bichinhos! Toda a renda do evento é destinada para a causa animal”, afirmou a cantora e protetora de animais Ana Cavalcanti, uma das organizadoras do evento.

No dia, as pessoas poderão se deliciar com feijoada e yakisoba veganos. Esses dois pratos poderão ser consumidos à vontade por um valor de R$ 25. Doces e salgados sem crueldade animal serão vendidos separadamente, assim como as bebidas – sucos, refrigerantes, cervejas e água.

Além do valor do yakisoba e da feijoada, será cobrado R$ 10 de couvert artístico. Esse valor também será doado para a causa animal, já que todos os cantores e músicos que participarão do evento irão expor seu trabalho de maneira voluntária.

O Vila Bambu, onde o Cantar Faz Bem Pra Cachorro será realizado, está localizado na rua Eleutério Rodrigues, 308, bairro Vila Nova, próximo ao bairro Taquaral, em Campinas (SP). O evento é pet friendly – isso é, seu cachorro pode te acompanhar para fazer da sua tarde ainda mais agradável.

O bar não aceita cartões para pagamento. Os gastos devem, portanto, ser pagos com dinheiro ou por meio de transferência bancária e cheque.

Serviço:

Cantar Faz Bem Pra Cachorro
Dia: 21/07 – domingo
Horário: a partir das 13 horas
Endereço: Vila Bambu – rua Eleutério Rodrigues, 308, bairro Vila Nova, Campinas (SP)


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Justiça permite enterro de pessoas e animais no mesmo cemitério

Por David Arioch

Os desembargadores Jorge Rachid, José de Ribamar Castro e Angela Salazar deram parecer favorável ao sepultamento de animais no Cemitério Jardim da Paz (Foto: Divulgação)

Na semana passada a 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) garantiu o direito de sepultamento de pessoas e animais no Cemitério Jardim da Paz, em São José de Ribamar, na Região Metropolitana de São Luís.

A controvérsia começou quando um homem ajuizou uma ação por danos morais por considerar inaceitável que três cachorros tenham sido sepultados perto do local onde seus pais foram enterrados.

Ele alegou que o contrato com a prestadora de serviços Memorial Maranhense não previa isso. Em sua defesa, a prestadora Memorial Maranhense apontou que ele fez uma leitura errada do contrato.

Animais não podem ser enterrados no mesmo jazigo que seus pais, mas nada impede que eles sejam enterrados em outros locais do cemitério, segundo a Justiça do Maranhão, que se baseou também em lei estadual que reforça a autorização.

Os desembargadores Jorge Rachid, José de Ribamar Castro e Angela Salazar deram parecer favorável ao sepultamento de animais no Cemitério Jardim da Paz, assim como fez previamente a juíza Lorena Brandão, da 16ª Vara Cível de São Luís.


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Homens salvam filhote de pássaro e chamam um Uber para transportá-lo

Por Rafaela Damasceno

A caso inusitado aconteceu em Utah, nos Estados Unidos, no último sábado do junho. Tim Crowley contou que estava bebendo com alguns amigos quando eles notaram o pequeno animal que havia caído do ninho. Ele ainda era muito novo e não sabia voar sozinho, então precisava urgentemente de ajuda.

O pequeno filhote de passarinho se aconchegando em uma mão

Foto: Wildlife Rehabilitation Center of Northern Utah

Crowley e seus amigos largaram suas bebidas e começaram a pensar no que poderiam fazer. Primeiro, moveram o passarinho para um lugar seguro; depois, decidiram que o melhor a ser feito era transportar o filhote para o Centro de Reabilitação de Vida Selvagem do Norte de Utah, onde certamente saberiam como cuidar dele. O problema é que nenhum deles sabia como levá-lo, já que todos tinham bebido.

“Nós bebemos algumas cervejas e não estávamos seguros para dirigir”, contou Crowley ao The Dodo. “Então um dos nossos amigos sugeriu que chamássemos um Uber. Foi uma piada no começo, mas então dissemos ‘por que não?’”

O que começou como uma piada se tornou a melhor ideia que eles tinham, então foi o que fizeram. Quando o carro chegou, eles explicaram à motorista que o pequeno passarinho seria o passageiro.

No início, a mulher ficou chocada, mas logo aceitou a missão.

O passarinho chegou em segurança, mas o meio de transporte deixou os membros do centro de reabilitação surpresos. Apesar de tudo, eles afirmaram que levar o filhote até ali foi a solução correta.

O pequeno passarinho deitado em um pano

Foto: Wildlife Rehabilitation Center of Northern Utah

“Enquanto sentimos que já vimos de tudo e nada nos surpreenderá, sempre aparece alguém para nos provar que estamos errados”, escreveu o centro, em nota. “Obrigado por resgatarem e ajudarem esse pequeno a receber os cuidados necessários e obrigado por manterem a estrada e a si mesmos seguros”.

O passarinho resgatado, apelidado pelos amigos de Petey, está muito bem. A previsão é libertá-lo novamente na vida selvagem nas próximas semanas, quando ele crescer forte o suficiente para sobreviver por conta própria na natureza.


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PETA acusa zoo da Califórnia de maus-tratos contra os animais após gambá morrer de fome

Por Rafaela Damasceno

Ativistas pelos direitos animais pedem uma investigação de crueldade em um zoológico em Bakersfield, na Califórnia, depois que três animais faleceram no local. Um gambá, que morreu de fome este ano, e duas martas pescadoras infestadas de pulgas, no ano passado.

Um gambá andando na grama

Imagem ilustrativa | Foto: Kirk McCabe

“Qualquer instalação de cuidado com animais perceberia que um deles estava faminto ao ponto de morrer ou que pulgas estavam comendo animais vivos”, comunicou Brittany Peet, diretora da execução da lei de animais em cativeiro da PETA. Ela pede que as autoridades responsabilizem o zoológico pela negligência que levou à morte lenta e dolorosa dos animais.

Na última quarta-feira (10), a diretora escreveu uma carta ao xerife do condado de Kern, afirmando que o local submeteu os animais a um sofrimento desnecessário, o que viola a lei que proíbe a crueldade contra os animais.

O zoológico se posicionou fortemente contra as acusações, alegando que trabalham incansavelmente para prover o melhor atendimento possível aos animais e consideram a saúde e bem-estar deles a sua maior prioridade.

O comunicado emitido pelo local ainda disse que a instalação cuidou de milhares de animais com carinho, mas as mortes de animais ocorrem naturalmente. O zoológico afirma ter aumentado os cuidados veterinários e chamado voluntários treinados.

O gabinete do xerife diz que vai conduzir uma investigação preliminar e encaminhar relatórios para as autoridades competentes para tratar do caso.

Uma marta pescadora na natureza

Imagem ilustrativa | Foto: Mass Audubon

A PETA obteve e publicou o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Ele afirma que houve uma falha em tratar dos problemas de saúde dos animais, o que pode ter levado a eles uma dor desnecessária e causado suas mortes.

O relatório sobre a morte do gambá, em fevereiro deste ano, disse que uma revisão dos registros revelou uma taxa de mortalidade muito alta neste zoológico desde 2018. Também não havia comida ou fezes no trato intestinal do animal, o que pode ser um sinal de infecção viral.

O zelador e o curador do local declararam que não havia nenhum tipo de procedimento para garantir que todos os animais com compartimentos compartilhados estivessem se alimentando.

O relatório da morte das martas pescadoras concluiu que os funcionários falharam em tratá-las de uma grande infestação de pulgas. Além disso, o zelador também afirmou que encontrou muitos arranhões nos animais, mas nenhum remédio foi aplicado.

A PETA pediu para que o restante dos animais presentes no zoológico fosse transferido para instalações respeitáveis. A organização ainda ofereceu assistência para encontrar lugares mais adequados a eles, mas a ajuda foi negada.

O zoológico da Califórnia declarou que espera o apoio da comunidade local enquanto trabalha para melhorar sua instalação.


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Há 45 anos, galos morriam em brigas reais no filme “Cockfighter”

Por David Arioch

A tentativa de Hellman era reproduzir com fidelidade a realidade das lutas de galos como entretenimento no estado da Geórgia (EUA) (Foto: Reprodução)

Há 45 anos, o filme “Cockfighter”, lançado como “Galo de Briga” no Brasil, entraria para a história do cinema como uma das obras mais violentas da década de 1970. Dirigido por Monte Hellman e produzido por Roger Corman, o filme foi banido do Reino Unido por apresentar brigas reais de galos, consideradas “desumanas”, desnecessárias e apelativas.

A tentativa de Monte Hellman era reproduzir com fidelidade a realidade das lutas de galos como entretenimento no estado da Geórgia (EUA), e fez isso contando a história de um inflexível apostador que decide fazer voto de silêncio “até conquistar uma grande vitória em uma grande rinha”.

Mas até que ponto subjugar esses animais no cinema fez de Hellman ou Corman alguém tão diferente dos apostadores ou proprietários de galos que submetiam esses animais aos mais viscerais tipos de exploração e violência?

E a brutalidade no filme superou a realidade, porque não satisfeito com os resultados reais da violência, Corman exigiu que usassem sangue falso para acentuar a crueldade e chocar ainda mais os espectadores.

Assim como acontecia no submundo da Geórgia, em “Cockfighter” os animais foram expostos a uma gama de detalhes bárbaros, que incluíam esporas de metal para facilitar golpes letais e inflamar seus instintos.

Não há dados precisos sobre o número de galos mortos ou severamente feridos em “Cockfighter”, mas todas as aves que participaram do filme foram apontadas como vítimas de maus-tratos.

Ademais, não é novidade que alguns filmes de baixo orçamento se valiam de recursos apelativos e violentos até para compensar a publicidade gratuita que não conquistariam de outra forma à época.

Na biografia “Monte Hellman: His Life and Films”, publicada por Brad Stevens em 2003, Hellman explica como surgiu a controversa concepção do filme lançado em 1974:

“Eu vim para a Geórgia sem nenhum conhecimento de brigas de galos, além de ler o livro e o roteiro. Nunca tinha visto uma briga de galos. Só tive essa reação instintiva ao ver um animal morto, o que realmente me chateou tremendamente. [Mas] eu queria transmitir isso.”

E acrescenta: “Realmente, o que me interessava era tentar compartilhar essa emoção, e para este fim, não deixei que Patricia Pearcy [uma das personagens de ‘Cockfighter’] assistisse a uma briga de galo durante toda a filmagem do filme até a última cena em que ela teve de ver uma delas. Eu queria a reação dela ao ver uma briga de galo pela primeira vez.”

Saiba mais

No Reino Unido, as diretrizes do Cinematograph Film (Animals) Act 1937 classifica como ilegal mostrar qualquer cena “editada ou dirigida” para fins fílmicos que envolva crueldade real com animais.

Referência

Stevens, Brad. Monte Hellman: His Life and Films. Páginas 105-106. McFarland & Company; Edição: New (18 de março de 2003).


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Nove cervos morrem no Japão após comerem sacolas plásticas

Por Rafaela Damasceno

Os cervos são considerados, pela cultura do Japão, mensageiros dos deuses. O Parque de Nara abriga mais de 1.000 cervos, que costumam circular livremente pelo local. Os animais são amados pelos turistas, que sempre têm alguns biscoitos especiais para alimentá-los.

Os biscoitos, vendidos em lojas próprias do parque, são ideais para os cervos e não contêm açúcar. Eles não acompanham sacolas plásticas, mas grande parte das pessoas carregam com elas. Veterinários declaram que os animais podem associar as sacolas à comida.

Uma mulher recolhe sacolas plásticas do chão enquanto alguns cervos e turistas observam

Voluntários se organizaram para limpar o parque | Foto: Press Association

A Fundação da Preservação dos Cervos de Nara declarou que, dos catorze cervos que morreram desde março deste ano, nove tinham plástico em seus estômagos. Massas de lixo foram retirados de dentro dos animais; um deles chegou a ingerir 4,3 kg de plástico.

Os cervos possuem estômagos com quatro câmaras, o que facilita a sua digestão. O plástico não é possível de ser digerido, o que fez os cervos se tornarem fracos e desnutridos. Rei Maruko, veterinário pertencente ao grupo de conversação animal, disse a Kyodo News que os cervos falecidos estavam tão magros que era possível sentir seus ossos.

O plástico é um problema mundial, para os animais e o meio ambiente, e ameaça tanto a vida terrestre quando a vida marinha. Enquanto o papel demora de 3 a 6 meses para se decompor na natureza, o plástico leva em média 400 anos.

Além da reciclagem, outras medidas podem ser tomadas para evitar o acúmulo de plástico. Recentemente, os canudos deste material foram proibidos em São Paulo. Existem diversas campanhas para que a população leve ao mercado suas próprias sacolas ecológicas, ao invés de utilizar as plásticas. As pessoas podem tomar diversas medidas para reduzir a quantidade de lixo que produzem.

No Parque de Nara, voluntários participaram de uma campanha para limpar o local na última quarta-feira (10).


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Preservar as florestas é vital para a sobrevivência do planeta

Foto: Pixabay

No dia 17 de julho é celebrado o dia de Proteção às Florestas no Brasil. A data foi criada com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da preservação das florestas para a manutenção da temperatura do planeta e a sobrevivência de todos os seres vivos.

O Brasil abriga uma das florestas mais importantes do mundo, a Floresta Amazônica. Lar ancestral e alvo da exploração humana desde os primórdios da colonização, a Amazônia agora sofre irremediavelmente o custo pela ganância humana e a destruição do meio ambiente.

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão que fiscaliza os níveis de desmatamento, a Amazônia perde 19 hectares de florestas por hora. A política de retrocesso ambiental no governo anual visa continuamente expandir estes números. As previsões são apocalípticas.

Pixabay

Um estudo realizado pelo Observatório do Clima aponta que até 2050 a Amazônia terá perdido pelo menos metade de toda a sua floresta. Isso representa a extinção de milhões de espécies de árvores, plantas e animais e a qualidade de vida de todo o planeta.

As florestas têm um grande poder de cura, resiliência e regeneração, mas há limites. No dia 29 de julho o planeta entrará no que os cientistas estão chamando de “cheque especial”. A partir desta data, a humanidade consumirá mais do que o planeta consegue repor.

A previsão foi feita pela Global Footprint Network, que afirma que o mundo está em seu momento mais crítico do ponto de vista ecológico e diversas lideranças governamentais estão se afastando do debate sobre estratégias para a preservação do meio ambiente.

Recentemente a revista Science publicou uma pesquisa norte-americana que revelou que o fim do desmatamento e o plantio de árvores é a forma mais efetiva de controle das mudanças climáticas, preservação do solo e proteção da biodiversidade.

Pixabay

Nem todas as ações precisam partir de pontos de ação macros, todos nós enquanto habitantes deste planeta podemos colaborar adotando medidas simples como abrir mão do consumo de carne, usar produtos feitos com madeiras de reflorestamento e realizar o descarte consciente do lixo.

Ser parte da mudança do mundo que se deseja construir é fundamental para transformações verdadeiras e profunda, como disse o escritor e conservacionista John Muir: “O caminho mais claro para o Universo é através de uma floresta selvagem”.

Empresa de crédito apoia pequenos empreendimentos veganos

Por David Arioch

A iniciativa é dos especialistas no mercado vegano François Burra e Juliet Hivon | Pixabay

Uma empresa de crédito foi criada este ano no Canadá com o objetivo de apoiar pequenos empreendimentos veganos. Com sede em Montreal, a Vegan Capital desempenha o trabalho de oferecer crédito financeiro e ligar empreendedores a investidores.

A iniciativa é dos especialistas no mercado vegano François Burra e Juliet Hivon, que são veganos e atendem somente empresas que ofereçam serviços e produtos livres de ingredientes de origem animal e que também não sejam testados em animais.

Com a iniciativa, Burra e Hivon esperam ajudar a ampliar o surgimento de mais iniciativas veganas no mercado canadense, já que ainda hoje, mesmo com o crescimento da demanda por serviços e produtos veganos, muitas pessoas encontram dificuldades em investir nesse mercado.

A Vegan Capital começou a oferecer as primeiras linhas de crédito em março deste ano e outro ponto positivo da iniciativa é que a empresa prioriza pessoas que estão excluídas das linhas de crédito do sistema bancário convencional.

Além disso, todo o trabalho é direcionado para quem ganha no máximo 29 mil dólares canadenses por ano. Segundo os fundadores, a intenção da Vegan Capital é se tornar referência em investimentos veganos. Pra isso, prevê o desenvolvimento de estratégias de coinvestimento com fundos de capital e o estabelecimento de um programa de aceleração para a criação e comercialização de produtos veganos.


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