Atriz Amanda Holden pede apoio e doações aos animais

Por Rafaela Damasceno

A Wetnose Animal Aid, uma ONG a favor dos direitos animais, foi criada em 2000 por Andrea e Gavin Gamby-Boulger. A organização angaria fundos para animais doentes em tratamento por todo o Reino Unido e cresceu com o apoio de diversas celebridades. Amanda Holden, celebridade britânica, declarou seu apoio e discursou pedindo contribuição das pessoas.

Amanda Holden usando um nariz preto falso, como se fosse um nariz de cachorro

Foto: Female First

Amanda afirmou ter dois cachorros que são parte da sua família, amados e cuidados todos os dias. Mas muitos animais não têm a mesma sorte e são abandonados e maltratados.

“A ideia de qualquer animal doméstico sofrendo ou abandonado é impensável para mim, mas isso acontece”, disse ela, “e continua acontecendo. Por isso estou tão interessada em apoiar o Wetnose Day”.

O Wetnose Day acontecerá no dia 20 de setembro de 2019 e terá como objetivo ajudar a promover questões de bem-estar animal e arrecadar fundos para ajudá-los. O evento também conta com o apoio de outras celebridades, como Paul Mccartiney, Tom Hardy e Ricky Gervais.

“Centros de resgate de animais em todo Reino Unido necessitam de fundos para resgatar, reabilitar e realojar os animais. As doações diminuíram, mas os animais não param de chegar”, discursou Amanda. Segundo ela, muitos santuários menores de proteção aos animais precisam de ajuda para comprar alimentos, equipamentos e pagar veterinários.

No Brasil, a situação não é diferente. Muitas ONG’s trabalham duro para resgatar animais e arcar com os custos de seus cuidados. Você pode procurar pela organização mais próxima de você, ou qualquer outra que precise de ajuda, e fazer sua própria doação.

 

Senadores americanos propõem declaração de emergência ambiental

Foto: Saul Loeb/AFP/Getty Images

Foto: Saul Loeb/AFP/Getty Images

Um grupo de parlamentares dos EUA, incluindo o candidato presidencial democrata para as eleições de 2020, Bernie Sanders, está propondo declarar a crise climática como uma emergência oficial – um reconhecimento significativo da ameaça ambiental após considerável pressão de grupos ambientalistas.

Alexandria Ocasio-Cortez, a congressista democrata de Nova York, e Earl Blumenauer, um congressista democrata do Oregon, planejam apresentar a mesma resolução na Câmara na terça-feira, confirmaram seus gabinetes.

Um porta-voz de Sanders disse: “O presidente Trump rotineiramente declara as emergências nacionais como falsas para promover sua agenda profundamente impopular, como a venda de bombas da Arábia Saudita que o Congresso havia bloqueado.

“Sobre a ameaça existencial da mudança climática, Trump insiste em chamar isso de fraude. O senador Sanders tem orgulho de se associar com seus colegas da Câmara para desafiar esse absurdo e fazer com que o Congresso declare o que todos sabemos: estamos diante de uma emergência climática que requer uma mobilização federal maciça e imediata”.

Ativistas do clima pediram a declaração, uma vez que os dados mostram que as nações não estão fazendo o necessário para limitar o nível de aquecimento perigoso do planeta de forma significativa. A ONU alertou que o mundo está passando por um desastre climático a cada semana. Uma nova análise da empresa econômica Rhodium Group considera que os EUA podem alcançar menos da metade da porcentagem de redução da poluição que prometeu a outros países em um acordo internacional.

Dezesseis países e centenas de governos locais, incluindo a cidade de Nova York no mês passado, já declararam emergência climática, de acordo com o grupo de defesa da mobilização climática. O grupo ativista Extinction Rebellion disse que a declaração é o primeiro passo crucial para enfrentar a crise.

O gabinete de Blumenauer disse que decidiu redigir a resolução depois que Donald Trump declarou uma emergência na fronteira dos EUA com o México para que ele pudesse construir um muro entre os dois países.

No Congresso, os democratas que controlam a Câmara podem ter apoio suficiente para a resolução, mas os republicanos na maioria do Senado provavelmente não aprovarão.

A resolução diz: “O aquecimento global causado pelas atividades humanas, que aumentam as emissões de gases de efeito estufa, resultou em uma emergência climática” que “afeta severa e urgentemente o bem-estar econômico e social, a saúde e a segurança, e a segurança nacional do país”.

Em seguida, o texto da resolução diz que o Congresso “exige uma mobilização nacional, social, industrial e econômica dos recursos e do trabalho dos Estados Unidos em grande escala”

Trump e sua administração questionaram a ciência na afirmação de que os humanos estão causando a crise climática. Eles minimizaram os riscos do aumento das temperaturas e destruíram os esforços do governo para limitar a poluição causada por parques industriais, carros e outras fontes.

Apesar desse registro, Trump elogiou os EUA como líder ambiental em um discurso na segunda-feira na Casa Branca.

Mesmo que a resolução fosse aprovada e assinada pelo presidente, isso não forçaria nenhuma ação sobre a mudança climática. Mas os defensores dizem que esforços semelhantes no Canadá e no Reino Unido serviram como um ponto de alavancagem, destacando a hipocrisia entre a posição do governo de que a situação é uma emergência e decisões individuais que exacerbariam o problema.

Vários democratas que concorrem à presidência lançaram planos parciais ou completos para reduzir as emissões. Quase todos disseram que é uma questão importante. Sanders tem um histórico de priorizar a crise climática e já sugeriu opções políticas específicas, mas ainda não divulgou sua própria proposta.

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Vídeo mostra golfinhos presos em redes de pesca

Um vídeo postado na internet mostrando vários golfinhos capturados em uma rede por pescadores de atum na Tailândia atraiu não só a atenção dos internautas, mas de cientistas marinhos, do departamento de recursos naturais e também do ministro do Meio Ambiente do país.

O vídeo de cinco minutos publicado online pelo apresentador Anuwat Fuangthongdeng incluía a voz de um homem falando em tailandês que ordenava à sua tripulação que retirasse alguns golfinhos do mar e os carregasse a bordo do barco.

O cientista marinho Thon Thamrongnawasawat também compartilhou o clipe e escreveu que ficou comovido com as imagens do grupo de golfinhos capturados em uma rede de pescadores de atum de cauda longa.

O ministro Varawut Silpa-archa, que será empossado na terça-feira, disse que viu o vídeo, em que pescadores transportavam cerca de 10 golfinhos presos em uma rede de pesca, carregando-os em seu barco de pesca e soltando-os no mar.

“Os golfinhos podem ter ficado presos quando seguiram o barco e tentaram comer o atum preso na rede”, disse ele.

“As autoridades deveriam agir contra os responsáveis e tentar conscientizar a população de pescadores sobre a importância da conservação das espécies”, completou o ministro.

Foto: Facebook/DMCRTH

Foto: Facebook/DMCRTH

Comentários nas mídias sociais condenaram fortemente os pescadores por permitir que os golfinhos fossem capturados em suas redes.

Tup Meesupwatana escreveu que, sob a regulamento das práticas internacionais, os pescadores teriam que abrir suas redes e libertar os golfinhos presos.

Duangruethai Reokarn escreveu em um comentário que ficou imensamente impactado pela imagem dos golfinhos imóveis e presos.

Cherry Bun escreveu em outro comentário que as leis não podem fazer nada sobre tal incidente.

Sureerat Thongsamrikthi comentou que não havia gentileza alguma para com os golfinhos.

O Departamento de Pesca disse que o vídeo mostra o barco de pesca Sor Pornthep Nawee 9. O proprietário tailandês vendeu o barco para um malaio em junho de 2017.

Ele deixou a província de Pattani, no sul da Tailândia, e foi registrado na Malásia. O barco agora operava em águas da Malásia, informou o departamento responsável.

Uma investigação foi instaurada para localizar e punir os responsáveis pelos maus-tratos.

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Orcas resgatadas passam bem após viagem de libertação

Por Rafaela Damasceno

Mais três orcas foram resgatadas da “cadeia de baleias”, na Rússia. No outono passado, a história de orcas e belugas sendo mantidas em condições deploráveis na baía de Srednyaya foi noticiada depois que o Greenpeace avisou que os animais estariam sendo contrabandeados para a China.

Uma beluga na água

Belugas também foram libertadas do cativeiro, no outono passado | Foto: Urdu Point

As primeiras oito orcas a serem soltas sobreviveram ao transporte para o Território de Khabarovsk, apesar de alguns especialistas temerem que elas morressem no caminho.

Após a viagem de três dias pelo rio Amur, as três orcas que começaram seu trajeto nesta quinta-feira (11) passam bem, segundo o Instituto Russo de Pesquisa da Pesca e Oceanografia. Responsável pela missão de libertar os animais, o Instituto trabalha para que a viagem seja feita da maneira mais segura possível.

A orca fêmea mais jovem tem cinco anos de idade, enquanto os outros dois mamíferos têm entre nove e dez. Na segunda-feira, o navio que transportava os animais atracou. As orcas serão realocadas em caminhões, para que possam continuar sua jornada.

De acordo com os pesquisadores, especialistas trocarão a água dos reservatórios utilizados para transportar os animais antes de entrarem nos caminhões. Cada um dos mamíferos também será acompanhado por dois treinadores encarregados de conferir se eles se sentem bem.

Quando a história do contrabando chegou aos jornais, há alguns meses, o tribunal declarou que as orcas foram capturadas de forma criminosa. As empresas responsáveis pela violação receberam multas de 150 milhões de rublos (cerca de 90 milhões de reais). O Instituto trabalha agora para que todos os animais ganhem a liberdade.

Kim Kardashian se torna oficialmente vegana

Por Rafaela Damasceno

Kim Kardashian está promovendo a dieta vegana em suas redes sociais, assim como sua decisão de trocar seus adorados casacos de pele por versões sintéticas.

Kim e sua filha andando na rua e vestindo, as duas, casacos de pele enormes

Kim e sua filha em 2016, quando ainda usava casacos feitos com animais | Foto: Grosby Group

Em um vídeo do Instagram publicado pela People, a sugestão de que teria removido as costelas para ter uma cintura mais fina fez Kim rir. “Honestamente, ser vegana agora ajuda muito”, declarou.

No mês passado, a socialite compartilhou comidas veganas em seu Instagram (como salsichas à base de vegetais). É uma mudança e tanto, para quem costumava desfilar com casacos de pele constantemente.

A mudança de Kim pode ter sido causada pela atriz Pamela Anderson, que em 2017 enviou uma carta a ela, incentivando-a a abandonar seus casacos de pele. “Você pode ser uma heroína para os animais, além de um grande exemplo para seus seguidores”, escreveu a atriz.

A sugestão foi seguida, e em maio deste ano Kim declarou que todos os seus casacos de pele não eram mais feitos com animais de verdade. “Eu peguei todas os meus casacos favoritos e recriei com pelo sintético”, afirmou em suas redes sociais.

Kim não é a única celebridade a abandonar os produtos criados através da exploração de animais. No começo do ano, o comediante Kevin Hart declarou que estava começando a seguir uma dieta vegana. O rapper Will.i.am se tornou vegano por motivos de saúde no ano passado.

Cada vez mais, artistas usam sua voz para conscientizar as pessoas sobre o erro de consumir produtos animais de quaisquer tipos.

Gorila de 30 anos permanece em zoo mesmo após protestos por sua liberdade

Por Rafaela Damasceno

Pata Zoo, o único zoológico da Tailândia localizado em uma loja de departamentos, foi condenado a fechar em 2015 por falta de documentações necessárias. Até hoje nada foi feito e o lugar permanece funcionando. Os animais, que deveriam ter sido soltos há quatro anos, continuam em cativeiro. Bua Noi, uma gorila de 30 anos, está presa há 27 e nunca saiu de sua gaiola desde que chegou ao local.

O zoológico funciona dentro em um shopping, em Bangkok, e também abriga orangotangos, chimpanzés, répteis, leopardos, entre outros. Turistas relatam que os ambientes em que os animais vivem são imundos e insalubres, as jaulas são apertadas, há goteiras e calhas sujas e os animais parecem completamente desesperados e infelizes.

Imagens gravadas por um visitante chocado com a situação mostram a gorila puxando seus pelos, rolando pelo chão e até mesmo chorando. “Me senti muito triste. É horrível porque ela parece não ter mais esperança”, disse ele, em entrevista ao Daily Mail. “Muitas pessoas tentaram salvá-la e ela teve sua chance de liberdade, mas isso não aconteceu. Estou preocupado que as pessoas tenham se esquecido dela”, completou.

Bua Noi, presa, segurando as barras da sua cela com um olhar muito triste

Foto: Daily Mail

Bua Noi deveria ter sido libertada em 2015, quando pedidos foram feitos para que o zoológico fechasse. Mas, por algum motivo, nenhuma das duas coisas aconteceu, e a gorila não voltou a sentir a terra sob seus pés; sua jaula, com chão de concreto, é a única coisa que ela conhece desde os três anos de idade.

Acredita-se que Bua Noi é o único gorila presente na Tailândia. Ela foi comprada da Alemanha em 1992.

Quando ativistas dos direitos animais protestaram, há quatro anos, o Departamento de Parques Nacionais, Vida Selvagem e Conservação de Plantas descobriu que o zoológico não tinha a documentação necessária para funcionar. Foi decidido, então, que os animais fossem removidos da instalação pelos donos do local. Ao invés disso, eles assinaram um acordo prometendo que cuidariam melhor de Bua Noi, e o local permaneceu aberto.

Bua Noi, presa, com o rosto triste. Parece ter lágrimas em seus olhos

Foto: Daily Mail

Kanit Sermsirimongkol, o dono do zoológico, afirmou que não há nenhum problema com os animais presentes na instalação e que a expressão triste no rosto de Bua Noi é sua expressão natural. A afirmação foi reforçada pelo diretor do local.

“Sei que um dia ela precisará ir embora, mas não é uma boa ideia devolvê-la imediatamente à vida selvagem sem ensiná-la a sobreviver sozinha”, disse Kanit.

Nenhuma providência está sendo tomada para que Bua Noi aprenda a viver por conta própria na natureza, onde ela verdadeiramente pertence.

 

Casal de caçadores tira foto se beijando em frente ao cadáver do leão morto por eles

Foto: Legelela Safaris

Foto: Legelela Safaris

Uma foto postada nas redes sociais mostra um casal canadense se beijando ao lado do cadáver um leão que haviam acabado de matar em um safári na África do Sul.

Darren e Carolyn Carter, de Edmonton, Alberta (Canadá), participaram de uma excursão organizada pela Legelela Safaris que comercializa a morte por encomenda desses animais indefesos.

A operadora de turismo regularmente compartilha fotos de animais mortos ao lado de caçadores orgulhosos, muitas vezes sorrindo enquanto seguram suas armas, em sua página no Facebook.

Sob a foto do beijo, eles escreveram: “Trabalho duro no sol quente do Kalahari, muito bem feito. Um leão gigantesco”.

Outras fotos mostram o mesmo casal na frente de outro leão morto, com a legenda: “Não há nada como caçar o rei da selva nas areias do Kalahari”.

“Parabenizamos a feliz caçadora e a equipe”.

O casal, que é dono de um negócio de taxidermia, descreveu a si mesmo como “conservacionistas apaixonados”, apesar de participar de caçadas, relata o Mirror.

Carter disse ao Mirror: “Não estamos interessados em comentar sobre isso. É pura politicagem”.

Foto: Facebook/Reprodução

Foto: Facebook/Reprodução

Eduardo Gonçalves, o fundador da Campaign to Ban Trophy Hunting (Campanha para Proibir a Caça ao Troféu, na tradução livre), acredita que esses leões foram capturados e criados com o único propósito de serem mortos por caçadores.

Ele acrescentou: “Parece que esse leão era um animal manso morto em um cativeiro cercado, criado com o único objetivo de ser o alvo de uma selfie presunçosa”.

“Esse casal deve se envergonhar de si mesmo, em vez de se exibir e e ficar se agarrando em frente às câmeras”.

A Legelela Safaris cobra £ 2.400 ( em torno de 11.200 reais)  pela caça à girafa e £ 2.000 (cerca de 9.400 reais) pela zebra. Eles também oferecem caçadas leopardo, elefante, rinoceronte e caças de leões.

A notícia vem em seguida do secretário do Meio Ambiente, Michael Gove, anunciar que quer proibir os caçadores que participam de caçadas particulares (por dinheiro) de trazer de volta os troféus de suas mortes.

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Prefeito do RJ promete regulamentar Código de Defesa dos Animais

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), prometeu ao presidente da Comissão de Defesa dos Animais da Câmara dos Vereadores, o parlamentar Luiz Carlos Ramos Filho (Pode), que vai publicar nesta terça-feira (16) o decreto que irá regulamentar o Código Municipal de Defesa dos Animais.

Foto: Pixabay

Caso a regulamentação realmente ocorra, a lei 6.435/2018, que instituiu o Código, entrará em vigor. A legislação é de autoria do vereador Célio Lupparelli (DEM). As informações são do portal Extra.

O Código estabelece regras para promover a proteção dos animais no Rio de Janeiro e proíbe, inclusive, que animais sejam mortos para comercialização de pele. A lei prevê ainda pagamento de multa para quem abandonar ou submeter um animal à crueldade.

A promessa feita pelo prefeito ao parlamentar ocorreu durante uma reunião, realizada na segunda-feira (15). O subsecretário de Bem Estar Animal, Roberto de Paula, e o assessor especial da prefeitura Ailton Cardoso também participaram do debate.

“É um grande avanço para a proteção animal. Agora quem maltratar os animais vai sofrer no bolso”, comemora Luiz Carlos Ramos Filho.


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Estudo mostra que extinção de elefantes na África aceleraria crise climática

Por Rafaela Damasceno

Um estudo publicado na Nature Geoscience afirma que a presença dos elefantes aumenta o número de árvores grandes, que retém melhor o gás carbônico (CO2). Sem esses animais, as árvores menores seriam predominantes, e 7% mais gases de efeito estufa seriam liberados na atmosfera.

Dois elefantes se alimentando das folhas na floresta

Foto: Getty

Conservar os elefantes na África reverteria a tendência de maneira gratuita. Sem os animais, haveria um custo de 43 bilhões de dólares (mais de 161 bilhões de reais) para manter o clima como está atualmente.

O efeito estufa é um fenômeno natural que permite que a Terra tenha condições climáticas ideais para a sobrevivência dos seus habitantes. O crescimento da liberação dos gases de efeito estufa, porém, causa um aumento na temperatura, o que é extremamente prejudicial para as formas de vida do planeta.

A extinção dos elefantes da África poderia levar a uma queda de 7% da “biomassa acima do solo” – o peso das árvores, incluindo ramos e folhagens. Isso significaria mais de 3 bilhões de toneladas de gases nocivos indo até a atmosfera, segundo Fabio Berzaghi, o principal pesquisador do assunto.

Um elefante estendendo a tromba para alcançar os ramos de uma árvore

Foto: Roberto de Micheli

Fabio e seus colegas descobriram que, quando os elefantes se alimentam – comendo vegetações de até 30 cm de largura -, há menos competição das plantas por luz, água e espaço. Isso faz com que as árvores maiores cresçam. As áreas das florestas com elefantes possuem uma quantidade de árvores grandes 70% maior do que as áreas sem estes animais.

“Nós acreditamos que a presença dos elefantes na África pode ter moldado a estrutura das florestas, o que provavelmente ajuda a diferenciá-las das florestas da Amazônia”, declararam os pesquisadores.

“O valor dos serviços dos elefantes no ecossistema e de outros herbívoros grandes deve ser reavaliado em relação à política de armazenamento de carbono, gestão ambiental e conservação”, completaram.

 

Serial killer do Grajaú pode estar matando animais há seis anos

Divulgação

Recentemente, a ANDA divulgou com exclusividade a tortura e assassinatos em série de cerca de 70 cães e gatos no bairro Grajaú, na zona Sul de SP. As informações preliminares apontavam que os crimes estavam ocorrendo no Conjunto Habitacional Brigadeiro Faria Lima, mas na verdade é em um assentamento que fica no entorno do condomínio. O local possui cerca de 3 mil casas e barracos e abriga milhares de pessoas. O assentamento se tornou ponto de abandono de animais desde o início da invasão, há cerca de seis anos.

Uma moradora do local, que preferiu não se identificar e chamaremos de Maria, afirmou em entrevista à ANDA, que o número de animais no assentamento foi crescendo junto com o número de moradores e consequentemente os casos de maus-tratos também. Mortes de cães e gatos ocorrem no local há pelo menos seis anos e o número verdadeiro de vítimas é incalculável.

Maria contou também que acredita que todos os animais foram mortos pela mesma pessoa. Ela disse que alguns moradores afirmam saber quem é o responsável, mas têm medo de dizer devido ao perfil violento do agressor. Maria afirma que os as principais vítimas são gatos. A moradora, que nunca esteve envolvida com a causa animal, começou a resgatar e acolher os animais por não suportar mais vê-los feridos, famintos e em situação de vulnerabilidade.

Divulgação

A vida dos animais que vivem no assentamento é a pior possível. Além do risco de morte diário, cães, inclusive os de raça, e ninhadas são constantemente abandonados. Eles sobrevivem à fome, a doenças dividem a rotina com ratos e outros animais que são atraídos pela falta de urbanização e saneamento. As imagens nada perdem para campos de guerra.

Maria afirma fazer todo o possível para ajudá-los. Ela já deixou de comprar comida para seus filhos para alimentar os cães e gatos. Na falta de ração, ela dá comida e até mesmo mingau de fubá. A moradora possui dívidas em casas de ração e clínicas veterinárias. Sua única fonte de renda é uma ajuda de custa do programa bolsa família. Frequentemente falta alimento.

Há três meses, Maria decidiu que sozinha não conseguiria proteger os animais e decidiu começar a registrar os maus-tratos com a ajuda de um smartphone. Ela pediu ajuda à bibliotecária Claudia Chamas, que criou uma petição online e registrou um Boletim de Ocorrência na Delegacia Eletrônica de Proteção Animal (DEPA).

Claudia também recorreu aos deputados Bruno Lima (PSL) e Bruno Ganem (PODE), mas, segundo ela, não obteve retorno. A ANDA entrou em contato com as assessorias dos dois parlamentares via WhatsApp. A assessoria do deputado Bruno Lima afirmou que o caso será investigado a fundo através da CPI realizada na Alesp. A assessoria do deputado Bruno Ganem afirma que um ofício cobrando providências foi encaminhado ao governador Bruno Covas. Maria afirma que nenhum dos parlamentares esteve no assentamento para verificar a situação dos animais.

Após uma repercussão do caso, uma viatura policial foi ao local dar início às investigações. Maria será chamada para prestar depoimento nos próximos dias.

Um assassino sem rosto

Segundo o perito veterinário criminal e consultor da ANDA, Alberto Yoshida, crime de maus-tratos a animais como envenenamentos, não são incomuns, mas o caso do Grajaú surpreende pela frieza do assassino. “Me parece que é alguém, que pela sua personalidade, vai até os animais e os agride, os mata, sem nenhuma motivação que justifique essa agressão”, disse.

Para o especialista, o fato de os crimes estarem ocorrendo em um assentamento pode ser um dos motivos para o grande número de vítimas. “São regiões onde o Estado não está presente, são populações que ficam realmente marginalizadas à assistência do governo e isso favorece que o agressor possa atuar livremente”, acredita.

Alberto salienta que o assassino não é um perigo apenas para os moradores, mas também para os seres humanos. Segundo ele, o agressor é “uma pessoa bastante periculosa. Se ele faz isso com os animais, pode fazer tranquilamente com as crianças e com os seus semelhantes humanos. Uma pessoa de alta insensibilidade para com os seus semelhantes ou para com a vida. É uma pessoa que não tem realmente escrúpulo no sentido do que é o respeito à vida. É alguém que a sociedade tende a repugnar por seus atos. É bastante assustador o comportamento dessa pessoa”, asseverou.

Perito relembra caso Dalva | Foto: Divulgação

O perito veterinário reforça que a investigação do caso precisa ser rigorosa e urgente. “O estado precisa efetivamente encontrar essa pessoa o mais rápido possível. É importante também traçar o perfil desse agressor, não esquecendo que pode ser desde um menor, até uma pessoa de idade avançada. Podemos levar em consideração uma pessoa com problemas desde uma simples alteração de personalidade, até, talvez uma doença mais aprofundada”, disse.

Alberto lembra ainda o caso Dalva Lina. “Acredito que estamos diante de um serial killer talvez até mais agressivo que a Dalva, que também utilizava uma forma de agredir muito animais, mas ela, pelo menos, tinha uma justificativa , uma busca que ela tinha no sentido financeiro, mas aqui (no caso Grajaú), parece que não é bem isso então pode ser que estejamos diante de um criminoso inédito neste sentido de agressão (falta de motivação)”, concluiu.

Entenda o caso

Desde maio, cerca de 70 cães e gatos foram encontrados mortos com sinais de tortura no Conjunto Habitacional Brigadeiro Faria Lima, no bairro Grajaú, zona Sul de São Paulo. Os animais sobreviventes foram resgatados e estão sendo mantidos em lares provisórios. A denúncia aponta que os animais estão sendo vítimas de envenenamento e um dos animais, inclusive, foi baleado. Também foram encontrados animais com olhos perfurados, orelhas e patas mutiladas e queimaduras.

A maioria dos cães e gatos escolhidos como alvo pelo assassino são animais em situação de rua. As protetoras que atuam no local detectaram que há um modus operandi. Há pelo menos três meses toda segunda-feira são encontradas novas vítimas. Cães e gatos nunca são maltratados juntos, há uma predileção entre um ou outro a cada semana. Até o momento não há suspeitos. Protetoras que estão cuidando das vítimas preferem não realizar investigações independentes por temerem retaliações aos animais que protegem.

Como ajudar

Ainda há animais em risco no local. Protetoras que estão acolhendo as vítimas sobreviventes fazem um apelo por adoções, lares temporários, doação de rações e medicamentos e ajuda de custo para tratamentos veterinários. Muitos dos cães e gatos resgatados estão sem olhos, feridos e com sequelas. Para ajudar, entre em contato com a Claudia Chamas através do telefone (WhatsApp): 11 98277-1558.