Dia Nacional dos Animais traz reflexão sobre respeito a todas as espécies

Hoje, 14 de março, celebra-se o Dia Nacional dos Animais. A data, criada com o objetivo de conscientizar as pessoas sobre os cuidados que devem ser dados aos animais, deve ser vista como um momento de reflexão sobre a necessidade de respeitar todas as espécies, inclusive aquelas historicamente exploradas, maltratadas e mortas para beneficiar os seres humanos e alimentá-los.

Foto: Skeeze / Pixabay

No Brasil, os animais não são tratados dignamente. São 10 milhões de gatos e 20 milhões de cães abandonados, segundo a Organização Mundial da Saúde. Nas ruas, esses animais, que amavam suas famílias e eram leais a elas, vivenciam todo tipo de sofrimento: passam frio, suportam calor excessivo e chuvas fortes, sentem fome, são agredidos, atropelados, adoecem e, após conhecer o preço do descaso e da dor, morrem. Poucos têm a chance de ser resgatados e recomeçar a vida com amor, respeito e cuidados. Casos de maus-tratos, não só contra os animais abandonados, mas muitos deles promovidos pelos próprios tutores, também são comuns. Ainda em relação aos animais domésticos, o comércio de venda de filhotes condena inúmeros animais a uma vida miserável pautada na exploração promovida por pessoas que os tratam como máquinas reprodutoras e mercadorias.

O sofrimento, no entanto, não atinge apenas os cachorros e gatos. Animais silvestres são rotineiramente vítimas do tráfico. Retirados da família, privados da liberdade, transportados de forma cruel e inadequada, muitas vezes sem receber alimentação correta, eles se tornam vítimas dos traficantes e, depois, de quem os compra e se considera no direito de mantê-los aprisionados no cativeiro. Além deles, animais como ratos, cães e coelhos são submetidos a experimentos extremamente cruéis e dolorosos para a fabricação de cosméticos, alimentos, medicamentos e outros itens, como cigarros.

Foto: Karsten Paulick / Pixabay

Para fabricar produtos, produzir roupas e outros objetos e alimentar a população, milhares de animais também vivenciam um sofrimento inimaginável. No Brasil, um boi, um porco e 180 frangos são mortos para consumo por segundo, de acordo com dados do IBGE. Por trás da estatística, esconde-se a dor que os pecuaristas se esforçam para que não seja conhecida pela sociedade. Esses animais são explorados dia após dia e vivem uma rotina de maus-tratos, torturas e morte. Pintinhos machos são triturados vivos, galinhas têm seus bicos cortados sem anestesia e vivem presas em granjas superlotadas ou gaiolas minúsculas durante toda a vida, tratadas como máquinas de botar ovos, porcas são condenadas a uma existência dentro de pequenas celas gestacionais e os machos são castrados sem direito a anestésico, bezerros vivem aprisionados em locais pequenos, privados de alimentação adequada e luz solar para que se movimentem pouco e gerem, após a morte, uma carne macia, conhecida como vitela. E todo esse horror é apenas uma parte do que é vivido pelos animais na indústria.

Foto: Marco Massimo / Pixabay

A urgência de se garantir que os direitos dos animais sejam respeitados e que eles sejam tratados como os seres sencientes que são – capazes de sentir e de sofrer – faz do Dia Nacional dos Animais uma data de extrema necessidade para a promoção de reflexões a respeito da forma como a sociedade enxerga os animais atualmente e a desconstrução que deve ser feita para que eles passem a ser vistos como sujeitos de direito.

É preciso extinguir a hierarquia cruelmente estabelecida pelos humanos, na qual eles se colocam acima de quaisquer espécies, explorando-os, maltratando-os e tirando suas vidas. Os animais existem por propósitos próprios e não estão no mundo para servir às pessoas. O que falta, porém, é que os humanos entendam e aceitem essa realidade, passando a garantir aos animais a mesma paz que pedem para si.

Beagles são forçados a ingerir fungicida em estudo de laboratório americano

Foto: The HSUS/Divulgação

Foto: The HSUS/Divulgação

Imagens fortes filmadas de dentro de um laboratório de Michigan (EUA) revelam métodos cruéis usados em dezenas de cães que são alimentados de forma forçada com fungicida durante um experimento que realiza testes de animais.

Cerca de 36 beagles em posse do Charles River Laboratories em Mattawan, Michigan, estão sendo submetidos a um estudo de toxicidade com duração de um ano patrocinado por uma empresa de agrotóxicos que pretende testar seu novo fungicida.

Os beagles que não sobreviverem até a data final designada para estudo, em julho deste ano, serão mortos para que seus órgãos possam ser examinados quanto aos danos causados pelo veneno.

O vídeo foi filmado durante uma investigação secreta da organização Humane Society dos Estados Unidos (HSUS), entre abril e agosto do ano passado.

Ele mostra os animais no início do estudo de um ano encomendado pela empresa de produtos químicos Dow AgroSciences, que faz uso de alimentação forçada de um fungicida (veneno) para os 36 beagles.

Alguns cães estão sendo submetidos a doses muito elevadas da substância – tão altas que até quatro cápsulas tiveram que ser empurradas goela abaixo dos cães.

A HSUS diz que a Dow AgroSciences reconheceu publicamente que este teste com previsão de duração de um ano é cientificamente desnecessário.

Ao longo dos quase 100 dias, um pesquisador da HSUS documentou quase duas dúzias de experimentos de curto e longo prazo que envolveram testes em cães, incluindo o teste de fungicida.

Foto: The HSUS/Divulgação

Foto: The HSUS/Divulgação

Entres os beagles participantes do experimento cruel nas instalações do laboratório, estava um jovem cão chamado Harvey que claramente procurava atenção dos humanos e foi classificado pela equipe do laboratório como “um bom menino”.

Harvey estava sendo usado em um estudo apoiado pela Universidade de Vermont para testar a segurança da química utilizada na composição de dois medicamentos, o experimento envolvia abrir cirurgicamente as cavidades torácicas dos cães e despejar as substâncias na área.

Como um funcionário do laboratório observou, o dia em que Harvey foi morto foi “a melhor coisa na vida que ele conheceu” simplesmente porque ele teve permissão de sair da gaiola estéril para correr no chão por um minuto antes de ser levado pelo corredor do laboratório até o departamento de necropsia para a eutanásia.

O laboratório Charles River realizou testes em cães para pelo menos 25 empresas durante o período que durou a investigação da HSUS.

De acordo com a HSUS, mais de 60 cães são usados em experimentos de laboratório nos EUA todos os anos, incluindo testes de toxicidade para pesticidas, drogas, implantes dentários e outros produtos.

Foto: The HSUS/Divulgação

Foto: The HSUS/Divulgação

Kitty Block, presidente e CEO da Humane Society dos Estados Unidos e presidente da Humane Society International, disse: “As descobertas perturbadoras feitas nesta instalação infelizmente não são únicas.

Experimentos estão acontecendo em centenas de laboratórios a cada ano nos Estados Unidos, com mais de 60 mil cães sofrendo”.

“Mas isso não quer dizer que este tenha que ser o destino desses 36 beagles. Durante meses, temos insistido com a Dow para finalizar esse teste desnecessário e liberar os cães para nós”.

Kitty afirma que foram realizados esforços consideráveis para ajudar a empresa a liberar os animais, mas agora a ONG simplesmente não vai esperar mais: “Todos os dias esses cães engaiolados estão sendo envenenados e se aproximam um dia a mais da morte”.

“Estamos recorrendo ao público para se unir a nós e exigir que Dow pare o teste imediatamente”, pede ela.

Kitty acredita que a HSU terá sucesso em recuperar os cães e a partir de então, trabalhará com afinco para que os beagles conheçam “a vida de verdade e sejam adotados em lares onde serão amados e protegidos”.

Foto: The HSUS/Divulgação

Foto: The HSUS/Divulgação

Especismo é o nome da doutrina que explica o comportamento deformado da humanidade em acreditar que os animais inferiores, fazendo deles meras peças à disposição de sua vontade. Segundo essa crença abominável, e que reina na maior parte da sociedade, os seres humanos podem matar, comer, ferir, se divertir, vender e dispor desses seres como bem entender.

Em oposição ao especismo, o biocentrismo prega a igualdade entre homens, natureza e animais, em proporções idênticas, sejam nas condições civis, legais ou emocionais, com direitos compartilhados a vida, comida, habitação, bem estar e amor.

Sendo a capacidade de amar, sofrer e compreender dos animais cientificamente comprovada, por que não teriam eles seu direito à vida resguardado em lugar de serem assassinados em instalações estéreis sem nem mesmo conhecerem alguma dignidade?

Anúncios de bacon e manteiga são banidos do metrô de Londres

Foto ilustrativa | Pixabay

A decisão pretende combater a obesidade infantil e o diabetes. De acordo com a Cancer Research, as crianças que veem propagandas de junk food são duas vezes mais propensas a se tornarem obesas. Mais de 80% dos londrinos apoiam a medida.

“Nossa política de publicidade exige que as marcas demonstrem que qualquer alimento ou bebida contidos em anúncios veiculados em nossa rede não é rico em gordura, açúcar e sal, a menos que tenha recebido uma exceção”, disse um porta-voz da Transport for London. As informações são da BBC.

“Nesse caso, a Farmdrop optou por não solicitar uma exceção”, continuou. “Nosso agente de publicidade trabalhou com eles para alterar o anúncio “.

O consumo de bacon e de outras carnes processadas está ligado a casos de câncer, doenças do coração, obesidade e diabetes.

A Farmdrop alega que seu anúncio misturava bacon e manteiga a vários legumes para que as pessoas não confundissem que o serviço de entrega seria apenas de vegetais.

“Nosso anúncio era uma mistura de alimentos integrais balanceados , enquanto o McDonald’s Happy Meals e hambúrgueres de frango são compatíveis com HFSS sob essas regras. É uma loucura”.

O prefeito o prefeito de Londres Sadiq Kahn e celebridades como Jamie Oliver e Hugh Fearnley-Whittingstall apoiam a iniciativa da Food Foundation “Veg Power” que tem o objetivo criar um marketing centralizado em vegetais inspirador e criativo, incentivando os consumidores a comer mais verduras.

“Há infinitas propagandas de junk food, mas por que não estamos comercializando as coisas boas para nossos filhos?”, Perguntou Fearnley-Whittingstall em um comunicado.

“Vamos fazer algo realmente incrível. Vamos despertar a próxima geração”.

Outra censura

No Canadá, agricultores foram obrigados a retirar anúncios falsos de laticínos que diziam ‘não contém hormônios de crescimento’.

De acordo com o Conselho de Alimentos Vegetais, todos os laticínios contêm naturalmente o fator de crescimento 1 (IGF-1), que promove o rápido crescimento de bezerros e também grandes quantidades de estrogênio e progesterona produzidos quando as vacas são ordenhadas durante as gestações. Além disso, contém somatropina bovina (BST).

 

A verdade sobre os passeios com elefantes

Obrigados a trabalhar mais oito horas por dia, no calor escaldante elefantes são explorados pelo turismo | Foto: Animals Asia

Obrigados a trabalhar mais oito horas por dia, no calor escaldante elefantes são explorados pelo turismo | Foto: Animals Asia

No sudoeste da Ásia, em países como Indonésia, Tailândia e Vietnã, é comum encontrar ofertas de passeios com elefantes nos principais pontos turísticos. Esses passeios são oferecidos como parte do pacote de viagem em sites de agências de turismo famosas e inúmeras fotos de turistas montados em elefantes pelo mundo são postadas nas mídias sociais.

Emboscados na selva

Criar elefantes em cativeiro é reconhecidamente difícil e requer altos padrões de bem-estar.

Assim sendo, a grande maioria dos elefantes utilizados nos passeios com turistas foram capturados na selva.

Elefantes são animais altamente sociais e vivem em grande bandos na natureza. Jovens elefantes quando caçados são separados violentamente de suas famílias e amigos a quem eles provavelmente nunca mais verão de novo.

Traumatizados

Para fazer com que os elefantes obedeçam, eles devem temer humanos. Isto é feito por um processo chamado de “crush”, um método em que os animais são pressionados ao extremo até o ponto em que “quebram”.

Elefantes tem uma memória excelente e este abuso bárbaro é normalmente o suficiente para que eles permaneçam apavorados de medo de seus captores para o resto de suas vidas

Trabalhando até a morte

Uma vez que são vendidos para a indústria do turismo, os elefantes são obrigados a trabalhar para cobrir os gastos com sua manutenção (comida, abrigo) e gerar lucro para seus proprietários. Elefantes usados em passeios com turistas estão disponíveis praticamente o dia todo, todos os dias, com este único fim.

Quando não há turistas, os elefantes são amarrados e permanecem a espera deles. Quando os turistas chegam, os elefantes são obrigados a trabalhar por oito horas seguidas carregando em suas costas imensos grupos de pessoas num calor absurdo.

Não há leis que protejam os elefantes na indústria do turismo e o trabalho em excesso é uma forma comum de abuso. A imprensa do Vietnã reportou inúmeros casos de elefantes morrendo de exaustão e má alimentação nos últimos anos, é como se eles estivesse trabalhando até a morte, literalmente.

Exaustos e mal alimentados, elefantes sucumbem de cansaço | Foto: Animals Asia

Exaustos e mal alimentados, elefantes sucumbem de cansaço | Foto: Animals Asia

Incapazes de expressar comportamento naturais

No ambiente de cativeiro onde o bem-estar dos elefantes é deixado de lado em função do ganho financeiro, os animais inevitavelmente sofrem.

Na selva, elefantes estão habituados a andar por muitos quilômetros todos os dias em busca de sua comida preferida. Eles interagem o tempo todo com outros elefantes, criando laços pelo contato físico ou se comunicando através de longas distancias usando ruídos subsônicos

Elefantes adoram brincar e se banham na água antes de tomarem um “banho de poeira”, o que é feito na intenção de evitar ataques de parasitas.

Correntes curtas prendem os elefantes pelo tornozelo | Foto: Animals Asia

Correntes curtas prendem os elefantes pelo tornozelo | Foto: Animals Asia

Mas no cativeiro ou nos passeios com turistas nada disso é possível.

Quando não estão levando turistas nas costas por dinheiro, os elefantes ficam presos por correntes curtas, colocadas ao redor de seus tornozelos. Eles não tem oportunidade alguma de caminhar, procurar por comida, tomar banho no rio, ou interagir entre os seus iguais. Manter elefantes presos em condições como estas, onde eles não possuem sequer o básico para seu bem estar, causa sofrimento extremo a esses animais é uma forma de crueldade severa.

Dinheiro do turismo alimenta a continuidade desse ciclo

Tragicamente, a indústria do mundial do turismo alimenta a demanda por passeios de elefante. Enquanto os turistas estiverem dispostos a pagar para passear e interagir com os elefantes durante as férias, os animais continuarão a ser caçados e escravizados. Eles continuarão a ser vendidos e condenados à vidas de miséria e servidão, e serão espancados até quebrar seu espírito e sua vontade.

Elefantes asiáticos ameaçados de extinção

A situação do elefante asiático se encontra em estado crítico. A espécie está na lista de animais ameaçados de extinção pela IUCN – União Internacional Para Conservação da Natureza – e seus números só tem caído.

As maiores ameaças a continuidade da espécie na selva são as mortes causadas pela busca do marfim e a caça motivada pelo entretenimento e indústria do turismo.

A verdade é inegavelmente clara: ao fazer passeios de elefante, turistas se tornam cúmplices em um ato de extrema crueldade animal além de empurrar o majestoso elefante asiático mais rápido em direção a sua extinção.

Visita ao mercado de carne de cães e gatos na Indonésia choca ator de Downton Abbey

Cães amontados aguardam a morte em gaiolas apertadas | Foto: Dog Free Meat Indonésia

Cães amontados aguardam a morte em gaiolas apertadas | Foto: Dog Free Meat Indonésia

Massacrados na frente de seus companheiros de gaiola, cães aterrorizados esperam a sua vez de serem espancados, queimados, desmembrados e mortos no mercado de carne de cachorro da Indonésia, onde os filhotes são servidos em espetos.

Cães com olhares de extremo pavor aguardam amontoados em gaiolas pequenas e apertadas de arame. Dali eles só saem para apanhar até a morte, enquanto na barraca mais a frente gatos são queimados vivos, esta é a realidade assustadora do comércio de carne de animais na Indonésia.

Há mais de 200 mercados de carne “viva” nos países do sul da Ásia, o ator de Downton Abbey, Peter Egan, viajou para dois dos mais conhecidos, a fim de trazer a luz o sofrimento dos animais condenados a esse destino.

Essas cenas profundamente perturbadoras foram filmadas no “Extreme Market” de Tomohon e no Langowan Traditional Market, ambas localizadas na província de Sulawesi do Norte.

Esses mercados não só vendem carne de cães e gatos, como também oferecem répteis como pítons e lagartos aos clientes mais ávidos.

No entanto, é a carne de cães e gatos que parece ser essencial nesses locais e nunca faltar, infelizmente por trás disso mais de um milhão de animais são mortos por ano na Indonésia.

Vídeos dos dois mercados visitados por Egan, em companhia do grupo responsável pela campanha Dog Free Meat Indonésia (Indonésia Livre de Carne de Cachorro, na tradução livre), mostram animais apertados em gaiolas pequenas, num clima extremamente quente, aguardando o seu destino.

Os animais foram filmados a ponto de serem mortos bem à vista dos companheiros de gaiola, tornando a experiência o mais aterrorizante possível.

Depois de receberem várias pancadas na cabeça com enormes pedaços de madeira, os animais são queimados com maçarico para facilitar a retirada dos pelos.

No entanto, muitos dos pobres animais ainda estão se movendo ou se contorcendo enquanto as chamas são aplicadas em seus corpos.

“Nada até aqui me preparou para o horror doentio que eu testemunhei nesse mercado”, desabafou o Egan chocado.

O ator conta que, a parte visitada por eles, da Indonésia é mundialmente famosa por suas belas e únicas paisagens com montanhas vulcânicas, águas para mergulho perfeitas e praias lindíssimas, mas “a brutalidade monstruosa do comércio de carne de cães e gatos é o que vai permanecer comigo e me assombrará pelo resto da minha vida”.

“A absoluta indiferença ao sofrimento animal era chocante e dolorosa”, desabafa ele.

Egan conta que assistiu a inúmeros cães e gatos esperando para serem mortos e perder suas vidas da maneira mais brutal e cruel. “Não havia nada que eu pudesse fazer para tirar a dor deles, mas seus olhos suplicantes e o cheiro de virar o estomago de sangue e pêlo de cachorro em chamas são componentes de cenas do inferno que nunca esquecerei”.

O ator se assume um compromisso e se declara comprometido a expor todos os horrores que presenciou além de trabalhar junto a comunidade indonésia e mundial para “acabar com a crueldade abominável do comércio de carne de cães e gatos.”

Enquanto esteve lá, o Egan pagou a um comerciante para salvar quatro cachorros da morte certa, mas não conseguiu resgatar mais nenhum.

Filhotes de cães e gatos vendidos como espetos no mercado | Foto: Dog Free Meat Indonésia

Filhotes de cães e gatos vendidos como espetos no mercado | Foto: Dog Free Meat Indonésia

Apenas uma minoria de indonésios come carne de cachorro ou gato, mas aqueles que o fazem justificam-se alegando que elas têm propriedades curativas ou defendem o costume como uma tradição do país.

Ativistas dizem que a prática é cruel, dissemina doenças fatais como por exemplo a raiva e leva os ladrões a roubar cães domésticos para vendê-los aos comerciantes de carne.

Dog Free Meat Indonésia está lutando pela proibição total dessa prática cruel em toda a Indonésia, seguindo o exemplo de outros países da região, como Taiwan, Hong Kong, Filipinas e Tailândia.

Lola Webber, co-fundadora da Change For Animals Foundation e representante da DMFI que acompanhou Peter Egan aos mercados, disse: “Milhares de cães e gatos são mortos nos mercados de Sulawesi Norte a cada semana, e estima-se que 90% deles tenha sido roubados, sejam animais domésticos ou cães em situação de rua.

“Cerca de 80% são importados de outras províncias, o que é ilegal de acordo com a lei antirrábica do país que proíbe qualquer movimentação de cães através das fronteiras provinciais em áreas endêmicas da doença”.

A ativista conta que mesmo tendo visitado os mercados de carne de cães e gatos no norte Sulawesi inúmeras vezes, os horrores nunca deixam de levá-la ao desespero.

“Apesar de todas as denúncias da DMFI sobre a crueldade cometida nesses locais, dos alertas sobre os perigos para a saúde pública e do risco de transmissão de raiva, da condenação nacional e mundial e ainda das promessas de ação dos governos locais e centrais, os negócios continuam ocorrendo como sempre”, desabafa ela.

Dálmata morre para salvar seu tutor do ataque de uma cobra

A fidelidade dos cães a seus tutores é algo extraordinário e ensina o verdadeiro significado de amor incondicional. Eles dão a vida se preciso para proteger quem está ao seu lado e, muitas vezes, defendem pessoas desconhecidas, apenas por sentirem que elas precisam de ajuda.

O valente dálmata é um exemplo disso – ele morreu para salvar sua família. “Tyson” matou a cobra, mas imediatamente adoeceu.

Ameen examinou seu cão em busca de picadas de cobra e encontrou sangue no lado esquerdo do rosto do animal. Ao ligar para a linha de apoio da cobra e enviar um vídeo do réptil para o especialista Subhendu Mallik, ele descobriu que se travava de uma cobra indiana e que Tyson precisava ser levado imediatamente ao veterinário.

Infelizmente, Ameen não conseguiu contato com nenhum veterinário já que o ataque que aconteceu às 2 da manhã da última segunda-feira (4) e Tyson morreu em meia hora.

“Encontramos Tyson brigando com a cobra a apenas um metro de distância de nossa porta. A cobra morreu, mas mordeu nosso amado cão”.

“Tentamos ligar para os médicos veterinários para conseguir uma dose de antiveneno para Tyson, mas nenhum deles atendeu a essa hora. Ele salvou nossas vidas, mas infelizmente não conseguimos salvar a dele”, disse Ameen.

Ele acrescentou: “O tipo de lealdade demonstrado por ele e seu sacrifício não pode ser esquecido por nossa família. É desanimador que haja tantos hospitais para atender humanos 24 horas por dia, 7 dias por semana, mas quando um animal é ferido, não há hospitais de emergência”.

Dia Internacional da Mulher: conheça as mais belas e poderosas representantes do sexo feminino no reino animal

Foto: Reprodução/Pinterest

Foto: Reprodução/Pinterest

A natureza normalmente favorece os animais do sexo masculino no reino animal em relação a aparência, como uma ferramenta para facilitar a atração de parceiras. Mas, para celebrar o Dia Internacional da Mulher, apresentamos algumas das mais belas e poderosas criaturas femininas deste planeta

Tigre

Foto: Mark Newman/Getty Images

Foto: Mark Newman/Getty Images

Tigres são animais impressionantes, seu caminhar é suave como numa coregrafia, porém são animais temidos e poderosos que atraem a atenção e cobiça de muitos. Essa mãe tigre de Sumatra brincando com seus filhotes ilustra a forma protetora como as mulheres desta espécie cuidam de seus filhotes. A fêmea varia em tamanho de 215 a 230 cm de comprimento e vive nas densas florestas da Sumatra.

Raposa selvagem

Foto: Mark Bridger/Getty Images

Foto: Mark Bridger/Getty Images

As raposas selvagens são rápidas e ferozes porém belíssimas com seu pelo macio em tons de vermelho e branco com desenhos únicos na fusão natural de cores da pelagem. Essas raposas normalmente têm uma cabeça menor que as raposas comuns, e as orelhas e o focinho delas formam um elegante “V”, enquanto numa raposa comum elas formam um “W”.

Cervos

Foto: James Warwick/Getty Images

Foto: James Warwick/Getty Images

Um cervo representa o sexo masculino em sua espécie de forma imponente e cheia de garbo, mas a elegância e a pose dessa fêmea seguramente garantem sua inclusão em qualquer lista de belos animais. A fêmea não precisa de chifres para deixá-la bonita. Delicada e arisca ela atrai todos os olhares.

Cisne

Foto: Diane Miller/Getty Images

Foto: Diane Miller/Getty Images

A plumagem branca e reluzente desta mãe cisne a diferencia entre as demais aves, sua natureza protetora em relação aos seus pequenos cisnes é próprio da espécie. A fêmea é chamada de “caneta” pela maneira como ela segura e mantem as asas em volta de si mesma, envolvendo-se nelas como num invólucro de penas. Esta denominação vem do antigo termo em inglês “Penne”.

Papagaio Eclectus

Foto: Guo Ya Hui/Getty Images

Foto: Guo Ya Hui/Eyeem/EyeGetty Images

Nativo das Ilhas Salomão, o papagaio eclectus fêmea supera o seu companheiro masculino em vibração e atratividade. Considerando que o macho é verde com um toque de azul brilhante na asa, a fêmea tem a penagem colorida de um lindo vermelho vivo com a barriga violeta e o bico preto.

Leão-marinho

Foto: Guo Ya Hui/Getty Images

Foto: Michael Nolan/Getty Images

A representante feminina entre os leões marinhos ofusca o macho da espécie em termos de beleza. O macho adulto tem um nariz achatado, traços brutos e massa corporal enorme, enquanto a fêmea tem características suaves, delicadeza de movimentos e grandes olhos redondos e negros.

Leoa

Foto: Sebastien Gaborit/Getty Images

Foto: Sebastien Gaborit/Getty Images

As leoas talvez sejam injustiçadamente um pouco menos mostradas na mídia do que seus parceiros masculinos, mas nem por isso menos belas e poderosas. A leoa é uma caçadora certeira e hábil, exalando agilidade, força e alimentando seus iguais e criando seus filhos.

Orangotango

Foto: Anup Shah/Getty Images

Foto: Anup Shah/Getty Images

As feições suaves e os olhos cheios de expressão da orangotango fêmea a colocam na liderança na beleza espécie. Os machos desenvolvem bochechas largas que aumentam com a idade e as usam em movimento para exibir sua dominância. A sabedoria cotidiana para sobrevivência e a forma de criação dos filhos é passada das mais velhas para as mais jovens num ciclo auto-alimentado sem fim.

Governo Trump anuncia plano para retirar proteções do lobo-cinzento

Foto: Pixabay

O Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA anunciou na última quarta-feira (6) os planos para retirar os lobos-cinzentos da Lei de Espécies Ameaçadas.

“Esta proposta repugnante seria uma sentença de morte para os lobos cinzentos em todo o país”, disse Collette Adkins, advogado sênior do Centro de Diversidade Biológica.
“A administração Trump está decidida a apaziguar interesses especiais que querem matar lobos. Estamos trabalhando duro para detê-los”.

O fim da proteção dos lobos-cinzentos na região dos Grandes Lagos já havia sido feita em 2011, o que permitiu a caça de troféus e as temporadas de captura em Minnesota, Wisconsin e Michigan, mas as cortes restauraram as proteções em 2014.

“Os tribunais têm repetidamente criticado o Serviço de Pesca e Vida Selvagem por remover prematuramente as proteções dos lobos, mas a agência agora voltou com seu esquema mais notório”, continuou Adkins.

“A indústria pecuária e os caçadores de troféus querem os lobos mortos, mas vamos garantir que os órgãos federais cumpram sua obrigação de restaurar a população de lobos em todo o país”.

Voluntário estão se reunindo para se opor aos planos do governo Trump. Os eventos “Wild for Wolves” fazem parte da Campanha Call of the Wild da Center for Biological Diversity.

Outras ameaças

Enquanto a administração Trump trabalha para finalizar um conjunto de regras para enfraquecer a Lei de Espécies Ameaçadas, um relatório recentemente divulgado lista as 10 espécies de animais ameaçadas pelas políticas existentes e propostas pelo governo.

Compilado pela Coalizão de Espécies Ameaçadas, o relatório, intitulado Plano de Extinção: Dez Espécies Imperiladas pela Administração Trump, destaca espécies que sofreriam com as regras propostas:

  1. Condor da Califórnia
  2. Girafa
  3. Patuscada
  4. Humboldt marten
  5. Tartarugas marinhas: couro e cabeçuda
  6. Lobo-vermelho
  7. Enferrujado remendado bumble bee
  8. Rato de canguru San Bernardino
  9. Peixe-boi das Índias Ocidentais
  10. Cuco-de-bico-amarelo

O Animal Welfare Institute nomeou o lobo-vermelho criticamente em perigo – o canídeo mais ameaçado da Terra e um dos mamíferos mais raros.

Os lobos-vermelhos, que percorreram o sudeste dos Estados Unidos , foram vítimas de programas intensivos de controle de predadores e perda de habitat durante os séculos XIX e XX. Em 1980 , a espécie foi declarada extinta na natureza.

Vídeo flagra porco correndo para salvar seu companheiro da morte

Foto: Reprodução/YouTube

Foto: Reprodução/YouTube

Porcos são criaturas notavelmente inteligentes e emocionais capazes de formar laços sociais verdadeiros. Sua capacidade mental é tão avançada que cientistas comparam sua inteligência à de um humano de três anos de idade.

Ainda segundo os cientistas porcos têm a capacidade emocional de sentir empatia, vídeos de porcos confortando-se mutuamente em momentos de angústia, como nas fazendas de criação ou em um caminhão de matadouro, são provas de que os porcos possuem uma capacidade de compreensão e cognição muito mais avançada e complexa do que a maioria das pessoas imagina.

No vídeo acima, é possível observar mais uma prova de que os porcos são, sem sombra de dúvida, inteligentes e empáticos e capazes de criar laços sociais sólidos. A cena perturbadora mostra uma operação em um matadouro, enquanto um porco luta contra o destino de uma morte cruel, outro porco corre para o resgate! Gritando e correndo em direção aos assassinos, ele avança para os assassinos, que pulam e se afastam assustados, claramente o porco está tentando salvar a vida de seu amigo.

Apesar de difícil de assistir, esse vídeo mostra o que acontece com porcos pelo mundo todos os dias, esses seres inteligentes e emocionais, capazes de compreender o ambiente a sua volta são submetidos aos piores sofrimentos. Muitas pessoas insistem em diminuir o valor desses belos animais a nada mais do que um produto, uma mercadoria. Porcos são vidas e como todos os seres que habitam o planeta tem direito a viver.

Ao trazer o assunto à discussão, compartilhar vídeos e disseminar a conscientização coletiva é possível influenciar outros a desenvolver a compaixão e compreender que os animais sao tão dignos de direitos e de amor quanto os seres humanos.