Cavalos são forçados a saltar sobre fogueira em chamas

Culturas e tradições milenares abusam e exploram animais em suas festividades e cultos, apoiando-se na “liberdade de crença”.  Rituais ferem e torturam inocentes criaturas que, acuadas, são obrigadas a passar pelas piores provações. Os animais são condenados ao sofrimento pela ignorância humana.

Um dos casos, é o festival Las Luminarias, na cidade espanhola de San Bartolome de Pinares, onde dezenas de moradores a cavalo cavalgavam através de fogos ardentes. Os homens, claro, ficam mais altos que as chamas e são os cavalos que suportam o calor escaldante das cinzas e do fogo.

A terrível tradição, de supostamente de 500 anos, acontece no mês de janeiro, busca a purificação e proteção do animal durante o novo ano.

 

Supostamente, o festival é uma homenagem ao santo padroeiro dos animais, Santo Antônio de Pádua, e acontece todos os anos na véspera de sua festa – 16 de janeiro.  Acredita-se que o fogo e a fumaça ajudam a purificar os cavalos e protegê-los de doenças.

Imagens aterrorizantes mostram homens mascarados abrindo caminho entre de fogueiras nas ruas estreitas da cidade. Os cavalos são levados até as chamas como parte da tradição que dura até a meia-noite, mas a bebida e a comemoração continuam até o dia seguinte.

Os aldeões afirmam que os cavalos são encharcados com água antes de entrarem nas chamas para evitar que seus casacos sejam queimados e garantem que os animais estão acostumados com isso e não sofrem. Com as imagens, essa teoria é claramente desmentida – os animais estão apavorados com fogo.

Grupos de defesa dos direitos animais criticam severamente o evento, que eles dizem ser “claro abuso de animais”.

No ano passado, o prefeito da cidade reagiu dizendo que há dois veterinários no local e que, a cada ano, é produzido um relatório independente sobre o festival. Infelizmente, ele sempre foi favorável e não aponta qualquer indício para que a prática seja banida.

Os animais e as cruéis tradições

Karnataka, no sul da Índia, é um triste exemplo de como a “cultura” escraviza e maltrata pobres animais.

O festival de Makar Sankranti é realizado com para de trazer boa sorte ao novo ano, além de marcar o advento da primavera.

Durante a cruel “festividade”, as vacas são pintadas, vestidas com guirlandas e outras decorações antes de serem forçadas a pular em uma linha de fogo com seus donos. Os hindus veem as vacas como sagradas e acreditam que o festival as protege de qualquer dano ou prejuízo.

 

 

Pica-paus que vivem em São Paulo correm risco de extinção

Primeiro foram as ararinhas-azuis. Agora são os pica-paus que estão ameaçados de extinção no Brasil, sobretudo na cidade de São Paulo, uma selva de pedra que destina cada vez menos espaço para essas aves.

Foto: Rudimar Narciso

Elas têm como habitat as frondosas árvores, com troncos circundados por grossas camadas de cascas, como os jacarandás, que estão desaparecendo da cena urbana.

O ornitólogo Dalgas Frisch, com 88 anos, 81 deles dedicados aos pássaros brasileiros, está empenhado em salvar os pica-paus desse lento e gradual processo de desaparecimento em São Paulo. Como Dalgas mora ao lado da Reserva Ecológica do Morumbi, uma mata com 24 hectares no coração de São Paulo, ao lado do Palácio dos Bandeirantes, ele percebeu que os pica-paus, antes abundantes na região, estão rareando. Por isso, há dois anos começou a estudar o fenômeno, acompanhando o dia a dia desses pássaros, com fotografias e filmagens. Afinal, no México os pica-paus já estão praticamente extintos, tanto em função do desmatamento como pelo fato de que os moradores acreditavam que suas penas tinham propriedades medicinais (a fumaça com a queima das plumagens ajudava mulheres a suportar as dores do parto).

Mas, em São Paulo, a ameaça maior vem da Prefeitura, segundo ele. Os funcionários de parques e jardins vêm dedetizando com inseticidas as árvores para matar cupins e esse veneno é letal para esse tipo de pássaro, que têm por hábito perfurar as árvores com o bico para encontrar insetos que os alimentam ou até mesmo a fazer seus ninhos nos buracos “cavados” por eles nos troncos. Além disso, a Prefeitura vem substituindo os Jacarandás por plantas de textura lisa, onde os pássaros não conseguem se “segurar” para poder furar as árvores. Ele garante que vai procurar o prefeito Bruno Covas para expor o problema.

Dalgas acabou descobrindo uma coisa também importante para a sobrevida dos pica-paus. “Como esses pássaros fixam as patinhas nas árvores para fazer os furos com os potentes bicos, eles usam as asas e caudas, chamadas tecnicamente de remiges e retrizes, para se apoiar nas árvores. Mas as asas e caudas acabam ficando grudadas pela resina absorvida das plantas. Se elas não se livram das resinas, não conseguem apoio para a fixação às plantas em novas operações, e podem morrer”, diz o ornitólogo. Dalgas percebeu que esses pássaros necessitam banhar-se para retirar a resina das asas com bastante frequência. Recomenda que moradores em áreas habitadas pelos pica-paus implantem recipientes com água para permitir o acesso dos pássaros ao banho diário, hábito que já adota em sua casa no Morumbi.

Um estudo completo sobre essa constatação está sendo preparado para publicação na revista Nature, no Reino Unido. “Ainda podemos salvar o pica-pau paulistano da extinção”, resume Dalgas. A dedicação a esse estudo foi tamanha que Dalgas caiu, em junho último, de uma enorme escada que ele instalou para fotografar de perto os pica-paus que observa no Morumbi. Resultado: fraturou o crânio e ficou dois meses internado no Hospital Albert Einstein, entre a vida e a morte.

Sobre Dalgas Frisch

Dalgas é uma referência mundial para a ornitologia brasileira. Nascido em São Paulo, embora filho de dinamarquês, ele acaba de receber o título de cidadão da Dinamarca pelos relevantes serviços em prol da preservação da fauna e flora, inclusive da Amazônia, principalmente por ter contribuído para a demarcação do Parque do Tumucumaque, com 10 milhões de hectares, encravado entre as florestas amazônicas do Brasil, Suriname e Guiana Francesa, uma área maior do que o território de Portugal (9,2 milhões de hectares).

Foi nessas florestas, inclusive, no Acre, que o ornitólogo fotografou e gravou o som dos sete cantos do Uirapuru, um pássaro que só vive na Amazônia (ver box em anexo). Só ele, em todo o mundo, conseguiu essa façanha. Mas quem acha que o velho Dalgas aposentou-se e que só vive das glórias do passado, não imagina do que ele é capaz para manter o sangue de pássaros correndo em suas veias. Ele é praticamente um homem pássaro.

Fonte: IstoÉ

Comunidade científica diz que dieta vegana auxilia no tratamento da diabetes T2

Um estudo clínico, realizado no Instituto Nacional de Diabetes e Endocrinologia na Eslováquia, revelou que o novo plano alimentar – a Dieta de Interação com Alimentos Naturais – está tendo um efeito profundo no tratamento da diabetes tipo 2.

Foto: Reprodução | Instagram

Até hoje, muitas pessoas acreditam e recomendam que pessoas com diabetes devem evitar os carboidratos. De fato, a abordagem nutricional mais comum para o tratamento é introduzir aos paciente uma dieta bem limitada em alimentos ricos em carboidratos.

Mas a dieta Natural Food Interaction (NFI), uma nova abordagem baseada em plantas especificamente projetada para tratar o diabetes tipo 2, parece inverter essa sabedoria convencional, alega a co-fundadora e cientista biomédica Zuzana Plevova.

Os estudos

De acordo com Plevova, os resultados do estudo piloto inicial foram tão impressionantes que, quando apresentado ao aclamado pesquisador europeu do diabetes Dr. Emil Martinka MD PhD, ele aproveitou a oportunidade para conduzir um estudo maior em 100 pessoas para avaliar os efeitos do novo estudo, que começou na semana passada .

Qual é a dieta NFI?

A dieta Natural Food Interaction é uma abordagem baseada em vegetais, criando um plano de dieta personalizado que mistura e associa diferentes alimentos em combinações com efeitos fisiológicos poderosos.

Foto: Reprodução | Instagram

“Nós olhamos para as interações de alimentos específicos que ajudam o corpo a atacar a saturação lipídica, ou o acúmulo de gordura encontrado nas células das pessoas com diabetes.

“A dieta foi projetada para ser personalizada com base em uma variedade de características que diferentes pessoas possuem. Até 3 milhões de diferentes planos alimentares podem ser construídos para customizar um plano sob medida para atender às necessidades específicas de cada indivíduo.”

Estudos prévios mostraram reversões significativas em pacientes que sofreram de diabetes por até 29 anos, afirma Plevova.

Foto: Reprodução | Instagram

“Os pacientes tiveram retrocessos na doença, juntamente com a perda de peso e grandes melhorias no colesterol, pressão arterial, triglicérides e hipertensão.”

Ela diz que eles também estão em negociações com o Serviço Nacional de Saúde no Reino Unido e também autoridades de saúde na Alemanha sobre a realização de novos ensaios clínicos.

A dolorosa verdade sobre os porcos na Itália

Brincar e andar livremente em campos espaçosos e dormir tranquilamente em palhas secas e limpas é a vida que todos os porcos merecem ter. Mas a realidade é bem diferente e em todo o mundos fazendas produtoras de carne torturam e maltratam esses pobres animais.

Foto: Pixabay

Milhares de suínos destinados ao mercado de presuntos na Itália – no valor de 7,98 bilhões de euros (7 bilhões de libras) no ano passado – são submetidos à penosa prática do tail-docking, entre tantas outras extremamente cruéis e desumanas. As informações são do The Guardian.

Uma recente auditoria da UE constatou que, em fazendas da Lombardia e Emilia-Romagna, as duas principais regiões de criação de suínos do país, 98% dos agricultores retiram as caudas de seus animais, uma taxa que está entre as mais altas da Europa.

O tail-docking – realizado sem anestesia quando o leitão tem três a quatro dias de idade – destina-se a evitar as lesões graves que podem ocorrer quando os porcos mordem as caudas uns dos outros. Estudos têm demonstrado que isso  causa trauma agudo e muita dor, e pode desencadear infecções, além de deixar um desconforto duradouro.

Um relatório da UE de 2014 observa que as condições superlotadas e estressantes comuns em fazendas de escala industrial, nas quais os porcos são incapazes de ter seu comportamento natural, são os principais fatores desencadeante dos surtos de contusões. O tail-docking é ilegal sob uma diretiva da UE e, embora essa legislação não seja aplicada em toda a Europa, a prática é proibida pela lei italiana. Então, por que esses regulamentos são tão amplamente desconsiderados?


Tail-docking usando um ferro quente. Foto: FareWellDock

“Em teoria, para que um veterinário pudesse cortar a cauda de um porco, eles tinham que declarar que havia lesões nas tetas da porca, nas orelhas ou cauda de outros porcos”, explica Enrico Moriconi, ex-veterinário agora o ombudsman de direitos dos animais do Piemonte.

“Mas as caudas são cortadas quando os leitões têm cinco dias de idade. É impossível saber nesse ponto se o grupo se comportará dessa maneira. É apenas uma suposição que esse tipo de criação leva o animal a morder a cauda, ​​então eles os cortam ”.

A Itália não é a única na Europa com altas taxas de tail-docking, segundo o Eurogroup for Animals. “No entanto, é um caso emblemático, porque os produtos italianos, como o presunto de Parma, estão associados à excelência”, destaca a consultora veterinária do grupo para animais de fazenda, Elena Nalon. “Os produtores estão exibindo rotineiramente requisitos legais mínimos sobre o bem-estar animal“.

O governo italiano reconhece a escala do problema. Este ano, montou um grupo de trabalho, que elaborou um plano de ação de três anos para ser implementado em cada uma das 3.000 fazendas de criação da Itália para melhorar as condições, evitando assim a necessidade do corte dos rabos dos porcos.

“É uma ação positiva”, diz Annamaria Pisapia, da Compassion in World Farming Italy. “Mas é claro que os criadores às vezes têm dificuldade em entendê-lo. Alguns deles estão dizendo que serão obrigados a fechar 30% das fazendas… Mas este é o futuro. Temos que criar animais com melhor cuidado e pagar ao agricultor preços mais altos. ”

O clima da Itália significa que o país é um caso especial, já que o calor torna a vida particularmente difícil para os porcos, diz Stefano Salvarani, representante de suinocultores da Confagricoltura, uma das principais associações de agricultores. As temperaturas do verão excedem regularmente os 35ºC, o que é problemático para os suínos, que têm uma capacidade limitada para regular a temperatura corporal. “Os animais ficam nervosos”, diz ele. “É normal que eles mordam as caudas dos seus irmãos. Não é comparável ao norte da Europa. Além disso, nossos porcos crescem mais e podem pisar na cauda um do outro ou causar lesões na espinha. ”

Foto: Shutterstock

A obsessão com o tail-docking se resume a um bloqueio psicológico para os agricultores italianos, segundo Mazzali. “Sim, você tem que organizar uma melhor gestão do esgoto, e se você tem um prédio antigo, pode ser caro, e você precisa prestar atenção extra aos animais. Mas não é nada difícil. É mais caro”, diz Pizzagalli.

“Com a palha, por exemplo, o porco se move mais e cresce mais devagar. Em vez de 2 kg de ração para 1 kg de crescimento de carne, você precisa de 3 kg. Mas existe uma lei. É como se eu ignorar o limite de velocidade a 130 km / h porque eu queria dirigir mais rápido e chegar ao meu destino mais rápido. Normalmente, eu seria multado e, se continuasse infringindo a lei, eles tirariam minha carteira de motorista”.

No entanto, sem que a lei contra o “tail-docking” seja rigorosamente aplicada, será que a Itália conseguirá banir a prática? “Mudar esta situação exigirá uma revisão do sistema, uma mudança na mentalidade dos agricultores para colocar as necessidades dos animais no centro do modelo de produção de suínos”, diz Elena Nalon, do Eurogroup for Animals. “Alguns fazendeiros já estão fazendo isso, mostrando que isso não é impossível. Precisamos torná-lo mainstream”.

A hora é certa para a mudança, diz o veterinário Giovanni Alborali, que lidera o grupo de trabalho do governo italiano. “Os criadores entendem a importância da tendência do bem-estar animal”, diz ele.

quatro filhotes mortos

Quatro leões recém-nascidos morrem congelados em zoo

Uma ninhada de quatro filhotes de leão congelou até a morte apenas duas horas depois de nascer no Khan Younis Zoo, conhecido como o “pior zoológico do mundo”, na cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza.

quatro filhotes mortos

Foto: Reuters

Os filhotes foram encontrados mortos pelo dono do zoológico em ruínas, Fathi Jumaa, na manhã seguinte a uma tempestade de inverno. Jumaa disse ter colocado cobertores em cima da jaula dos leões para “protegê-los” da neve.

A maioria dos animais do zoológico foi contrabandeada do Egito por meio de túneis subterrâneos há alguns anos, antes de militares egípcios destruírem os túneis que passavam sob a fronteira.

A mãe dos filhotes também pode sofrer o mesmo destino dos recém-nascidos, devido ao inverno rigoroso na região e à falta de cuidados médicos necessários. “Também podemos perder a leoa, que recentemente deu à luz e cuja saúde precária piorou nos últimos dias”, disse Jumaa.

Em 2016, vários animais foram resgatados do zoológico, incluindo Laziz, o último tigre da Palestina. No mesmo ano, a ONG Four Paws conseguiu resgatar um pelicano, que foi transferido para um santuário na Jordânia. Lá, o animal conseguiu abrir suas asas pela primeira vez.

ratos explorados

Projeto de lei na Ucrânia banirá testes de cosméticos em animais

O Ministério da Saúde da Ucrânia anunciou em sua página do Facebook que irá apresentar um projeto de lei que proibirá a realização de testes de cosméticos em animais, fazendo as empresas optarem por alternativas livres de crueldade.

ratos explorados

Foto: Getty Images

“Um dos aspectos importantes do novo regulamento é banir os testes de cosméticos em animais e fornecer às empresas estrangeiras e nacionais a possibilidade de utilizar os mais recentes desenvolvimentos tecnológicos, particularmente as alternativas de testes de cosméticos”, declarou o Ministério.

A regulamentação dos produtos cosméticos é elaborada com base nas normas da União Europeia. O Ministério da Saúde ucraniano planeja fornecer um período de transição para as empresas se adequarem às novas demandas para testes de cosméticos, permitindo que o mercado de cosméticos ucraniano se desenvolva sem explorar animais no processo.

“Esta decisão baseia-se no fato de que, atualmente, a Ucrânia não possui nenhum método alternativo para testar a segurança dos cosméticos. A União Européia também teve o período de transição para a implementação de novas demandas para os testes de cosméticos,” explicou o Ministério.

Recentemente, a Sérvia implementou uma lei que proíbe a matança de animais para a produção de peles. A lei havia sido aprovada em 2009, mas a implementação foi adiada até agora para os empresários adaptarem seus negócios à medida.

A população da Ucrânia está prestando mais atenção à questão do abuso de animais, com destaque para a caça e para a exploração dos cães nessa prática, além da matança de cachorros abandonados. O parlamento da Ucrânia considerará os projetos de lei sobre a proteção dos direitos animais.

Emporio Armani lança peles veganas masculinas para o inverno 2019

Acompanhando a crescente demanda do mercado da moda cruelty free, a grife de luxo Armani acaba de lançar uma gama de peles veganas masculinas no seu desfile de outono / inverno de 2019, em Milão.

Foto: Emporio Armani

Fundada por Giorgio Armani, a grife italiana compartilhou imagens do desfile Emporio Armani Outono Inverno 2019-2020, em que a moda masculina de peles artificiais foi o “centro das atenções”, escreveu a marca no Twitter .

A coleção se concentra na “liberdade e energia inspirada no mundo animal”, disse a marca, que está ajudando a “libertar o urbanista de suas restrições geográficas”.

As fotos mostram os modelos usando casacos masculino de pele falsa, botas e um xales.

A grife abandonou a pele em 2016 e, de acordo com a Vogue, Armani disse que ficou “satisfeito” em fazer o anúncio, explicando que “o progresso tecnológico feito ao longo dos anos nos permite ter alternativas válidas à nossa disposição que tornam desnecessário o uso de práticas cruéis em relação aos animais “.

“Prosseguindo o processo positivo empreendido há muito tempo, minha empresa está dando um grande passo à frente, refletindo nossa atenção para as questões críticas de proteção e cuidado com o meio ambiente e os animais”, observou Armani.

Após a mudança, Joh Vinding, presidente da Fur Free Alliance que está em campanha por um mundo livre de pelos de animais na moda e em outros produtos, nomeou Armani como uma “formadora de tendências no mundo da moda”.

Vinding explicou que a decisão de Giorgio Armani concretiza a ideia de que “designers e consumidores podem ter liberdade criativa e luxo, sem apoiar a crueldade contra os animais”.

Pele animal está fora de moda

Um número crescente de grifes famosas está se afastando da pele e do pelo animal devido a preocupações com o bem-estar animal.

Violações dos direitos dos animais na indústria de peles levaram os designers  Jean Paul Gaultier e Diane von Furstenberg  a pararem de usar o material cruel. A Burberry fez o mesmo movimento para se tornar mais “social e ambientalmente responsável”.

Após Asos, Nike, H&M, Puma, Arcadia Group e L Brands anunciarem o fim do uso de pele de animais, a Chanel também prometeu adotar a prática. Em dezembro do ano passado, ela fez seu primeiro livre de peles animais.

Desfile Chanel sem peles animais, em dezembro de 2018. Foto: Angela Weiss | AFP

Também em dezembro, Michael Kors oficialmente deixou de usar peles, uma política que também inclui Jimmy Choo.

Da mesma forma, o CEO da Gucci, Marco Bizzarri, disse que a grife abandonaria a pele, nomeando o produto como “fora do prazo de validade”.

O abandono da pele é uma vitória para os animais em todo o mundo, mas muitas dessas marcas, como a Armani, ainda usam outros materiais derivados, como e couro.

No entanto, alguns designers, como Stella McCartney, estão se voltando para a moda totalmente livre de animais, em uma tentativa de se tornar totalmente sustentável e livre de crueldade.

Mais de 13 milhões de animais são explorados para fins científicos

Estatísticas revelam que mais de 13 milhões de animais foram explorados em pesquisas científicas, testes e estudos em Queensland, Austrália, durante todo o ano de 2018. Isso foi um aumento de 194% em relação ao ano anterior, quando foi calculado um total de 4,52 milhões de animais explorados.

galinhas

Foto: Getty Images

Segundo o relatório anual do Comitê de Ética Animal da Austrália, aves domésticas como galinhas e patos compunham o maior grupo de animais explorados para fins científicos no período entre 2017 e 2018, com mais de 12 milhões, seguidos por quase meio milhão de “outros mamíferos nativos”, que incluíam raposas voadoras e bandicoots, uma espécie de marsupial australiano.

Tartarugas, bois, cangurus, coelhos, cães, baleias e golfinhos, gambás, porcos, gatos, coalas, ratos e vombates também foram explorados.

Dos 154 projetos científicos do ano passado, quase 70% envolveram “intervenção consciente sem anestesia”, 3,2% envolveram animais inconscientes sem recuperação, enquanto 1,9% tiveram a morte dos animais como ponto final.

Isso significa que a morte do animal era uma medida deliberada da coleta de dados, e poderia incluir testes de toxicidade ou estudos de doenças nos quais se planejava que os animais morreriam.

“Inconsciente sem recuperação” poderia envolver o ensino de técnicas cirúrgicas em animais vivos e anestesiados que não poderiam se recuperar após o procedimento, ou animais assassinados para uso científico posterior, como ratos e sapos para dissecação.

O detalhamento completo de quantos indivíduos estavam envolvidos em cada categoria de projeto não foi fornecido pelo comitê.

Mais da metade dos projetos eram estudos ambientais; um em cada quatro eram para a “manutenção e melhoria de espécies ou saúde e bem-estar humanos”; 10% dos projetos tinham intenção “educativa”; 3,2% eram para a “compreensão da biologia humana ou animal”; e 5,8% para melhorar a gestão ou produção animal.

A diretora-executiva da Humane Research Australia, Helen Marston, disse que sua organização queria que a pesquisa com animais fosse eliminada, já que algumas das coisas às quais os animais foram expostos eram “verdadeiramente horrendas”.

“Além da óbvia crueldade em explorar os animais envolvidos como ferramentas de pesquisa, isso não é relevante para a medicina humana, pegar dados de um animal e os usar para correlacionar com os humanos”, disse ela.

“Existem tantas alternativas que são mais humanas e mais específicas, e precisamos abandonar esses métodos retrógrados de pesquisa.”

rato crucificado

Estudante crucifica e queima rato após ele supostamente comer sua tartaruga

Um estudante universitário pendurou um rato em uma cruz de madeira e o queimou em um campus na China. Ele alega que fez isso porque flagrou o rato comendo sua tartaruga.

rato crucificado

Foto: Daily Mail

Fotos mostrando o pequeno animal sendo amarrado à cruz de madeira com as patas dianteiras abertas de ambos os lados de seu corpo e exibidas no campus da universidade surgiram on-line.

O incidente causou revolta imediata da população no Weibo, uma plataforma de mídia social popular na China, com os usuários expressando sua indignação com o tratamento cruel com o animal.

O incidente aconteceu no Instituto de Artes de Guangxi, em Nanning, capital da região autônoma de Guangxi Zhuang, no sul da China, em 6 de janeiro, segundo postagens no Weibo.

Um post disse no domingo que o rato amarrado foi publicamente torturado ao lado de um lago no campus. Outro post afirmou na segunda-feira que o roedor ficou preso na cruz por um dia antes de ser queimado. Ainda não está claro se o rato estava ou não vivo enquanto foi queimado pelo estudante.

Um porta-voz da universidade confirmou as críticas online no site de notícias chinês btime.com. Ele disse que conversou com o aluno sobre o incidente e desaprovou seu ato bárbaro.

Centenas de cães e gatos são cruelmente assassinados para consumo de carne nos mercados indonésios

Os cães selecionados pelos compradores são laçados pelo comerciante e pendurados pelo pescoço | Foto: Rupert Imhoff

Os cães selecionados pelos compradores são laçados pelo comerciante e pendurados pelo pescoço | Foto: Rupert Imhoff

Cães são animais com inteligência social, empáticos e capazes de compreender situações de perigo, sofrimento e ameaça.

Diversos lares pelo mundo contam com a presença de um cão doméstico como membro da família e sabem, por experiência própria, como eles são capazes de compreender e responder a estímulos.

De posse desse conhecimento fica mais fácil, embora não menos assustador, imaginarmos como esses animais não humanos se sentem ao serem sequestrados de suas casas, raptados na rua, colocados em gaiolas sem água ou comida, exibidos em um mercado, laçados pelo pescoço quando selecionados por compradores, espancados até quase a morte e finalmente queimados com um maçarico ainda vivos, enquanto agonizam e se debatem.

Isso tudo na frente de todos os demais cães, o que os deixa aterrorizados e cientes do que os aguarda.

Após espancados, os animais são queimados, muitas vezes ainda vivos por um maçarico | Foto: Rupert Imhoff

Após espancados, os animais são queimados, muitas vezes ainda vivos por um maçarico | Foto: Rupert Imhoff

Essa é a rotina do mercado de Tomohon, na ilha indonésia de Sulawesi. Quem denuncia o ato cruel e hediondo é Rupert Imhoff, pesquisador da Fundação Bob Irwin para a Vida Selvagem e Conservação de Espécies, que viajou até o norte de Sulawesi após ter conhecimento da denúncia.

Rupert descreve o fedor de pele carbonizada, que flutua pela “seção de carne” do mercado, como insuportável. “Moscas voam em torno das carcaças de cães, gatos, porcos e cobras que estão espalhadas pelo chão sujo de sangue”, descreve ele.

Imagens feitas pelos pesquisador mostram os cães apavorados se encolhendo para evitar o laço manejado pelo funcionário do mercado que entra pela jaula de metal em que eles ficam presos.

Um companheiro é puxado pelo pescoço após “enlaçado” e leva fortes pancadas na cabeça até ficar imóvel no chão.

O cachorro parece morto, mas imagens capturadas ainda esta semana, mostram o animal se debatendo freneticamente enquanto o trabalhador do mercado o queima com um maçarico até a morte.

Este cão estava entre os “centenas de milhares” de animais abandonados e em situação de rua que são mortos todos os anos para abastecer o comércio de carne de cachorro na Indonésia, denunciam diversos grupos de proteção animal.

O pesquisador constatou que além dos cães, outros animais domésticos, como gatos e coelhos – e animais selvagens também, como morcegos, ratos da selva, porcos e cobras – estavam à venda no mercado e passavam pela mesma crueldade.

Além de cães e gatos, outros animais partilham do mesmo destino cruel no mercado de Tomohon | Foto: Rupert Imhoff

Além de cães e gatos, outros animais partilham do mesmo destino cruel no mercado de Tomohon | Foto: Rupert Imhoff

O Jornal Daily Mail afirma ter tido acesso a imagens perturbadoras que mostram funcionários do mercado abrindo uma gata grávida que tinha dois gatinhos por nascer dentro dela.

Muitos cães que acabam nesses mercados são animais abandonados, em situação de rua e até animais domésticos que são sequestrados. Ladrões de cachorros usam motocicletas para roubar os cães. Eles os prendem pelo pescoço, puxam para si rapidamente e se afastam em alta velocidade, afirmam grupos de direitos dos animais.

Alguns cães também são capturados enquanto passeiam com seus tutores pela rua, e outros (mais raramente) são ainda comprados de aldeões pobres por “alguns dólares”.

Cães indonésios em situação de rua, na maioria das vezes não fogem dos ladrões de cães pois estão acostumados às pessoas que os alimentam regularmente e não os ferem.

Eles não vêem motivo para fugir.

Após capturados eles são amarrados e amontoados com os demais em gaiolas de arame que são transportadas para Tomohon ainda de madrugada, antes que o mercado abra às 6 da manhã.

Cães trancafiados em gaiolas de arame permanecem sem comida ou água a espera de serem mortos | Foto: Rupert Imhoff

Cães trancafiados em gaiolas de arame permanecem sem comida ou água a espera de serem mortos | Foto: Rupert Imhoff

Os caçadores chegam a amarrar os membros dos cães por trás de suas costas – o que pode deslocar seus ombros – e prendem suas bocas para que não possam morder.

Os animais que Rupert viu estavam visivelmente angustiados quando chegaram ao mercado por volta do amanhecer, eles estavam famintos e sedentos.

Um por um, eles eram laçados pelo pescoço, arrastados para fora da gaiola e golpeados na cabeça enquanto estava, suspensos pelo pescoço.

Enquanto os outros cães observavam aterrorizados, o funcionário joga o animal no chão e queima-o com um maçarico.

Rupert notou que alguns cães se contorciam freneticamente enquanto as chamas devoravam seus corpos, porém o pesquisador não sabe dizer com certeza se isso acontecia porque estavam vivos ou se seria a reação do cadáver ao calor intenso.

Um comerciante local contou a ele que muitas vezes os animais estão vivos – mas inconscientes – quando são queimados.

O número exato de cães e gatos mortos no comércio de carne do país não é claro, mas a Rede de Apoio a Jacarta afirma que mais de 200 mil são mortos a cada ano.

Embora o consumo de carne de cachorro seja legal no país, um “número crescente” de indonésios vêm se mostrando indignado com a maneira cruel com que os animais são tratados.

A maioria dos indonésios são muçulmanos, eles consideram os animais ‘haram’ – ou seja impuros – mas muitas comunidades menores do país comem carne de cachorro como um prato festivo.

Famílias vão a esses mercados na intenção de comprar um cachorro para comemoração de aniversários, casamentos ou outra ocasião especial.

Rupert viu pessoas de todas as idades, de jovens a casais de meia-idade e até idosos, escolhendo animais para comprar, e em seguida assistindo sua morte calmamente enquanto aguardavam para levá-los para casa.

Compradoras escolhem e aguardam morte do cão escolhido | Foto: Rupert Imhoff

Compradoras escolhem e aguardam morte do cão escolhido | Foto: Rupert Imhoff

Os comerciantes de carne vendem quase todos os cães e gatos que expõem, eles cobram cerca de 250.000 rúpias indonésias, cerca de 61 reais por animal, embora os clientes tenham a opção de pedir apenas uma parte específica.

Um dos pratos de mau gosto utilizando carne de cachorro chamado “rica-rica”, é infelizmente servido a turistas na ilha de Bali.

Rupert passou anos investigando e expondo a crueldade animal ao redor do mundo e é com pesar que ele confessa que o massacre do mercado Indonésio o chocou de maneira única. Ele descreve o episódio como um dos “atos mais violentos” que ele já testemunhou.

“Havia uma completa falta de empatia e compaixão pelos animais”, afirma ele.

O pesquisador conta que os cães gritavam de terror quando o comerciante os enlaçava dentro da gaiola e continuavam gritando até ficarem inconscientes: “Cães são animais inteligentes que anseiam por companhia, então era muito perturbador ver comerciantes de carne matando os escolhidos à vista dos demais que permaneciam engaiolados a metros de distância.”

Rupert confessa que chegou a pensar em comprar todos e libertá-los: “Mas sozinho apenas com uma moto para transportá-los, e sem recursos, não haveria nenhuma maneira realista de garantir sua proteção. Sem planejamento adequado e ajuda extra, eles simplesmente voltariam às mãos dos comerciantes de carne de cachorro.”

Esse costume indonésio, cruel e injustificável, de comer de carne de cachorro está associado à cultura Minahasa do norte de Sulawesi e aos Bataks do norte de Sumatra, onde é praticado em ocasiões especiais como casamentos e Natal.

É com dificuldade de compreensão que encaramos o fato de que pessoas celebrem momentos de alegria e união com crueldade, morte e destruição de outros seres, que assim como os humanos, são capazes de sentir, sofrer e amar.