mulher com prato de comida

Cientistas afirmam que comer mais vegetais pode salvar o planeta

Durante dois anos, 37 cientistas especializados em nutrição, agricultura e mudança climática desenvolveram o primeiro plano de alimentação global baseado na ciência, que poderá salvar o planeta e melhorar a saúde geral da população. A dieta reduz drasticamente o consumo de carne no mundo e incentiva a ingestão de legumes, verduras e grãos.

mulher com prato de comida

Foto: Adobe

O estudo foi publicado na revista médica Lancet em colaboração com a ONG Eat Forum. Nele, os cientistas falam sobre como a indústria pecuária está impulsionando a mudança climática, poluindo a água do planeta e causando sérios danos ambientais.

Os cientistas também abordam os danos que os hábitos de alimentação precários ​​estão causando à saúde humana, com 2 bilhões de pessoas com sobrepeso ou obesas em todo o mundo, em contraste com os 2 bilhões de desnutridos e 800 milhões de pessoas passando fome diariamente. Eles dizem que, se toda a população adotar a dieta, poderiam alimentar seguramente 10 bilhões de pessoas – a estimativa da população mundial até 2050.

Em termos globais, a dieta exige que as pessoas reduzam pela metade o consumo de carne vermelha e açúcar. Enquanto o consumo de legumes, frutas, verduras e grãos deve aumentar em duas vezes.

Quanto a lugares específicos, como a América do Norte ou a Europa, o consumo de carne deve ser reduzido em mais de 80%, aumentando em 15 vezes o consumo de grãos como feijão e lentilhas.

“Precisamos de uma revisão significativa para mudar o sistema alimentar global em uma escala nunca vista antes, de maneira apropriada às circunstâncias de cada país”, disse um dos autores do estudo, Tim Lang, da Universidade de Londres.

Os editores da revista Lancet, Richard Horton e Tamara Lucas, disseram que a implementação dessas mudanças é crucial para a nossa sobrevivência. “A civilização está em crise. Não podemos mais alimentar nossa população com uma dieta saudável sem levar em conta o meio ambiente. Se pudermos comer de uma maneira que beneficie tanto o nosso planeta quanto os nossos corpos, o equilíbrio natural será restaurado.”

elefantes atacados

Elefantes são atacados por multidão com bombas incendiárias

Uma multidão de pessoas na aldeia de Bishnupur, localizada na Bengala Ocidental, Índia, atacou brutalmente uma elefanta e seu filhote, atirando bombas de fogo contra os animais depois que eles entraram na aldeia. Fotografias mostram os dois elefantes fugindo de um grupo de homens com lanças inflamadas contra eles.

elefantes atacados

Foto: Caters News

Esse tipo de ataque cruel aos animais está se tornando cada vez mais comum no país, onde o crescente desmatamento está destruindo o habitat dos animais selvagens, deixando os elefantes e outras espécies nativas com cada vez menos espaço para se locomover.

As imagens, capturadas pelo fotógrafo Biplab Hazra, destacam o nível extraordinário de violência que as espécies ameaçadas enfrentam quando tentam sobreviver em habitats menores e mais fragmentados. “Estou tentando mostrar isso ao divulgar minhas fotos para aumentar a conscientização pública sobre o assunto,” disse o fotógrafo.

homens com lanças inflamadas

Foto: Caters News

Os elefantes desempenham um papel crucial na manutenção e conservação das florestas do país. O esterco produzido por esses animais, cerca de 100 kg por dia, é um meio-chave de espalhar sementes em germinação, contribuindo para o aumento das áreas florestais.

Os elefantes-indianos estão listados como ameaçados, faltando pouco para entrarem na categoria ‘criticamente ameaçados’. Sua população selvagem caiu mais de 50% desde a década de 1940.

Os tigres também estão enfrentando pressões semelhantes. A crescente população humana da Índia e as vilas e cidades em expansão causaram a diminuição das áreas florestais, reduzindo-as a meras zonas isoladas. Quando os animais tentam se movimentar entre elas, muitas vezes sofrem ataques das pessoas.

tigre

Tigres poderão ser completamente extintos em até 10 anos

A organização britânica Born Free afirma que a caça aos tigres e a destruição de seu habitat causaram o desaparecimento de 96% da população de tigres nos últimos cem anos. Acredita-se que existam apenas 4 mil indivíduos da espécie restantes no planeta.

tigre

Foto: Michael Vickers

A organização britânica lançou hoje (16/10) um apelo internacional para salvar a espécie. A Born Free está trabalhando ao lado de sete ONGs indianas para aumentar os esforços para salvar os tigres.

Mais de 25% da população de tigres na Índia está na região central de Satpuda. Eles esperam pôr um fim na prática da caça, proteger os habitats dos tigres e promover intervenções de conservação que permitam às comunidades e à vida selvagem viverem harmoniosamente.

“Dentro deste ecossistema extraordinário, os tigres mais do que nunca precisam de nossa intervenção devido a inúmeras ameaças, principalmente conflitos entre humanos e animais selvagens,” disse Howard Jones, CEO da Born Free, com sede em Horsham, no condado de Sussex, Inglaterra.

“Isso inclui a caça e o comércio de partes de seus corpos para a ‘medicina’ tradicional; e a perda de habitat devido ao desmatamento e ao desenvolvimento rural caótico ou inadequado.”

“É impossível imaginar um mundo sem tigres. A menos que façamos algo agora, as consequências podem ser terríveis.”

“Precisamos urgentemente de apoio para a nossa iniciativa ‘Living with Tigers’, para que possamos encorajar a convivência pacífica entre humanos e animais através da educação e envolvendo a comunidade local em várias iniciativas únicas para melhorar seus meios de subsistência.”

A Born Free afirma que 85% de todos os conflitos entre tigres e humanos ocorrem quando as pessoas se aventuram na floresta e se intrometem no território da vida selvagem.

O desenvolvimento e invasão de áreas urbanas no habitat dos tigres é um grande problema a se resolver, pois as áreas florestais são essenciais para a sobrevivência da espécie. Existem vastos corredores que permitem aos animais migrar pelas áreas de seu habitat, e a perda destes provavelmente causaria um colapso desastroso e irreparável na população de tigres.

Filhote de elefante morre por ferimentos causados por caçador

Os crueldade e a ganância humana não tem limites e infligi a animais inocentes as mais terríveis dores e sofrimento.

Uma elefanta bebê é mais uma vítima dessa triste realidade e morreu após de sofrer sérios ferimentos ao ser capturada por um caçador e amarrada pela pata em uma floresta, no leste da Tailândia.

Foto: Departamento de Gestão de Áreas de Conservação

Segundo o Daily Mail, a filhote de um mês de idade foi encontrada por aldeões em Rayong, amarrada a uma cerca com uma corda cortando profundamente o tornozelo e expondo seu osso.

Ninguém sabe ao certo por quanto tempo a pequena elefanta, batizada de Baitong, ficou lá, sem o leite e machucada, mas estava tão fraca que mal conseguia se levantar.

Elefantes bebês são completamente dependentes de suas mães para alimentação até os dois anos de idade, e não se sabe o que aconteceu com a mãe de Baitong.

Baitong foi resgatada em 18 de dezembro, mas apesar dos cuidados 24 horas por dia e da amputação de emergência da pata infectada ela morreu na última sexta-feira (11).

Foto: Departamento de Gestão de Áreas de Conservação

Prasarn Buangsook, veterinário do Departamento de Gestão de Áreas de Conservação, disse: “A corda cortou profundamente o pé de Baitong e chegou até seus ossos. Ela estava muito ferida e magra porque não comia nada há dias.

“Sua pele inteira do pé estava morta e seu osso tem uma ferida enorme e incurável”

“Amputar a pata dela era necessário para evitar que ela morresse de infecção”, acrescentou Buangsook.

Ele também disse que os veterinários notaram que ela estava lentamente começando a se recuperar, mas ela ainda precisava de cuidados 24 horas por dia.

Na última quinta-feira, Baitong estava brincando com alguns de seus cuidadores quando sua condição piorou repentinamente e ela desmaiou foras depois.

Vários veterinários trabalharam durante a noite para salvar Baitong, mas ela faleceu na manhã do dia seguinte.

Nathanong Panpech, um dos veterinários, disse: “Os níveis de oxigênio no sangue dela eram muito baixos, causando um alto nível de ácido no sangue”.

“Nós demos a ela uma infusão, remédios e oxigênio, mas ela não aguentou mais.

Foto: Departamento de Gestão de Áreas de Conservação

“Estamos todos perto dela e muito triste em vê-la partir. Espero que a morte de Baitong lembre a todos os caçadores que os animais são inocentes e que eles não merecem nada disso”.

A Ásia é conhecida pelo tráfico de animais e extermínio de elefantes. O crime é alimentado pelo comércio de suas presas que são retiradas para servirem como peças ornamentais nos países asiáticos.

Infelizmente, a pequena bebê entrou para a assustadora estatística de vítimas da caça, do tráfico e da revoltante exploração animal causadas pelo homem somente por dinheiro e “prazer”.

 

 

o tigre branco deitado comendo lama em seu cativeiro

Tigre branco come terra por não ser alimentado em zoo

Um tigre branco estava tão desnutrido que teve que comer terra em seu cativeiro em um zoológico na China, alegou um visitante, que se identificou como Wang. Ele disse estar chocado ao ver o tigre branco tão magro, uma espécie ameaçada de extinção, em uma recente viagem ao zoológico de Wuhan, no centro da China.

o tigre branco deitado comendo lama em seu cativeiro

Foto: Weibo | Reprodução

Wang acrescentou que não havia comida no chão, mas o tigre continuou lambendo o solo e até começou a mastigá-lo em sua boca. O zoológico negou as acusações, alegando que o tigre é saudável.

Chocado com a cena, o Sr. Wang gravou um vídeo e o postou na plataforma de mídia social chinesa Weibo. O post disse: “[O tigre] é tão magro que parece um pedaço de lenha e está com tanta fome que tem que comer lama.”

O post instou as autoridades de Wuhan a prestar atenção ao assunto. Wang disse que não viu nenhum alimento no recinto do tigre quando ele visitou. Ele condenou a equipe do zoológico pelo mau tratamento ao animal.

Em resposta, o zoológico alegou que o tigre estava comendo migalhas de comida do chão, e disse que eles o haviam alimentado com um frango inteiro. O zoológico acrescentou que o tigre tinha sete anos e pesava cerca de 120 quilos. Insistiu que era saudável e tinha um bom apetite. O peso médio de um tigre de Bengala adulto é de 249 quilos, segundo a WWF.

Um porta-voz do zoológico disse ao Beijing Youth Daily que o zoológico tinha comida suficiente para o tigre, mas o tigre “não pode comer muito.”

“Por não se movimentar muito, se comer demais, ficará muito gordo”, disse o porta-voz. “Se uma pessoa ficar gorda, ela ficará doente. É o mesmo para os animais.”

Os tigres brancos sempre foram extremamente raros na natureza. Eles são tigres de Bengala, que estão listados como “ameaçados” pela WWF. Os tigres brancos de bengala são brancos por causa de uma anomalia genética.

Um filhote de tigre branco só pode nascer quando ambos os pais carregam o gene raro, que aparece naturalmente cerca de uma vez em 10 mil nascimentos, de acordo com Animal Corner. A fascinante característica da espécie infelizmente a tornou muito procurada por circos e zoológicos, o que prejudicou ainda mais a quantidade existente de tigres brancos no mundo.

Nota da Redação: zoológicos e outros estabelecimentos que mantêm animais em cativeiro devem ser completamente extintos. Casos como este servem para revelar a crueldade escondida atrás desses lugares. É preciso entender e respeitar os direitos animais, pois eles não são objetos para serem expostos e servirem ao prazer de seres humanos. As pessoas podem obter alguns minutos de entretenimento, mas para eles é uma vida inteira de exploração e abusos condenados pelo egoísmo humano.

mulher sentada com um prato de comida verde. não é possível ver a parte de cima do seu corpo

Reino Unido é ‘líder mundial’ no veganismo, de acordo com especialistas

O Reino Unido superou a Alemanha como líder mundial de lançamentos de alimentos veganos, segundo dados da Mintel, empresa especializada em análise de mercado. Pesquisas mostram que cerca de um em cada seis dos novos produtos alimentícios lançados no Reino Unido em 2018 eram veganos – o dobro em relação a 2017.

mulher sentada com um prato de comida verde. não é possível ver a parte de cima do seu corpo

Foto: Getty Images

O início de 2019 fez com que vários grandes pontos de venda seguissem o exemplo, com a TGI Fridays, a Frankie & Bennys, a Zizzi, a ASK, a Pizza Express, a McDonald’s e a Greggs adicionando novas opções veganas aos seus cardápios.

“Por vários anos, a Alemanha foi a líder mundial em lançamentos de produtos veganos”, disse Edward Bergen, Analista Global de Alimentos e Bebidas da Mintel. “No entanto, em 2018 vimos o Reino Unido assumir o comando. A Alemanha certamente se estabilizou, provavelmente impulsionada por um mercado inundado, com pouco espaço para crescer ainda mais.”

O Reino Unido, ao contrário, viu uma enorme promoção de restaurantes veganos e novas variedades. A mais pungente delas é a expansão das marcas próprias de supermercados nas lojas tradicionais, com seções veganas dedicadas. Espaço adicional também está sendo liberado pelos supermercados do Reino Unido nos corredores e lojas pequenas, para ajudar a promover as opções veganas e tornar mais fácil para os consumidores de carne experimentar esses novos conceitos.

“Enquanto isso, iniciativas como ‘Veganuary’ e ‘segunda-feira sem carne’ permitem aos consumidores flertar com o veganismo sem o compromisso de longo prazo. À medida que mais pessoas reduzem seu consumo de carne, eles experimentam mais pratos baseados em vegetais para flexibilizar seu estilo de vida em casa, no trabalho ou em restaurantes,” continuou Bergen.

“Além disso, os consumidores estão mais dispostos do que nunca a expandir suas zonas de conforto, a se esforçar ao máximo com novas experiências e usar as mídias sociais para competir e oferecer inspiração aos seus pares”.

Charlie Huson, gerente do Forward Food Program da Humane Society International no Reino Unido (HSI UK) afirmou que “com o aumento do conhecimento dos consumidores sobre o sofrimento dos animais na indústria alimentícia e os gigantes restaurantes e supermercados que competem para lançar opções veganas, não é de se estranhar que uma vida sem comer carne ou laticínios esteja agora firmemente se popularizando no Reino Unido.”

“A HSI UK tem universidades, empresas alimentícias e instituições ansiosas para participar de nosso programa de treinamento em culinária vegana, o Forward Food, para ajudá-las a atender à crescente demanda por alimentos veganos no campus,” continuou.

“O ritmo acelerado do crescente interesse por alimentos que são livres de crueldade, ecológicos e benéficos para a saúde, particularmente entre os jovens, sinaliza que provavelmente este é apenas o começo do que deve continuar a ser uma explosão no consumo de alimentos veganos na Grã-Bretanha.”

uma menina de cabelo curto, franja e óculos segura um papel onde seu discurso está escrito

Menina de 10 anos começa petição por penas mais rigorosas para crimes de abuso animal

Uma menina de Cingapura resolveu entrar na luta contra a crueldade animal e se pronunciar a respeito em sua escola. O ato teve grande repercussão nas mídias sociais e deu início a uma petição por penas mais rigorosas para os criminosos que cometem atrocidades contra os animais. A petição já reúne quase 70 mil assinaturas.

uma menina de cabelo curto, franja e óculos segura um papel onde seu discurso está escrito

Foto: Facebook | Reprodução

Em dezembro, a população de Cingapura foi informada sobre as atrocidades ocorridas em uma empresa de serviços de hospedagem e tratamento de animais, a Platinum Dogs Club. Há poucos dias, o paradeiro de um amado cão chamado Prince foi divulgado. Infelizmente, o cão faleceu enquanto permaneceu no estabelecimento e foi cremado sem o conhecimento e consentimento de seus tutores desesperados.

Devido aos maus-tratos e abusos ocorridos na empresa, mais de 18 cães foram seriamente debilitados e 4 morreram. Esta notícia provocou indignação no país. Muitos estão exigindo uma revisão das leis atuais, a fim de proporcionar uma melhor proteção aos animais em Cingapura.

As pessoas não estão apenas expressando sua desaprovação e decepção em como os animais estão sendo tratados, mas também estão fazendo algo sobre isso. Um homem chamado Roderick Low iniciou uma petição que visa “buscar justiça para aqueles animais que não têm voz para falar por si mesmos e nos dizer o que aconteceu dentro das instalações e o quanto eles sofreram”. A petição é também para a implementação de punições mais rigorosas para os agressores de animais.

A voz para mudança não tem limite de idade. Ng Xin Hui, uma estudante da Escola Poi Ching, ouviu falar das notícias sobre a crueldade contra os animais e resolveu agir. Com apenas 10 anos de idade, Ng deu uma pequena palestra em sua escola sobre sua defesa de direitos em 9 de janeiro. Ela iniciou sua própria petição e conseguiu obter 40 assinaturas de seus colegas de escola. Aqui está o que ela escreveu em sua petição:

“Eu sou Ng Xin Hui e tenho 10 anos este ano. Eu ouvi sobre a notícia de uma mulher que maltratou cachorros e um coelho. Eles foram encontrados com problemas de pele, cicatrizes, doenças e alguns até morreram de fome! As pessoas estão com raiva e tristes, mas decidiram intensificar e fazer algo sobre isso. Uma delas até se ajoelhou perguntando à mulher onde estava seu cachorro. Naquele momento, senti que precisava me esforçar para fazer alguma coisa. O pior é que a mulher até a ignorou. Alguns até foram até a casa dela e a confrontaram. Agora, todo mundo sabe sobre isso e está escrevendo seus sentimentos sobre o abuso de animais.

Espero que a mulher sejam condenada à prisão e que também não haja nenhuma outra notícia relacionada a abuso de animais no futuro. Nós devemos ser gentis com eles, pois eles também têm uma vida.”

Quanto ao caso do Platinum Dogs Club, as investigações ainda estão em andamento.

A comunidade online está aplaudindo Ng por sua iniciativa e prevê um futuro brilhante à sua frente.

Campanha promove plantações de chá que se preocupam com elefantes

As populações de elefantes em todo o mundo estão ameaçadas, mas poucas conhecem os perigos que os produtores de chá na Índia oferecem aos elefantes asiáticos que vagam pela região.

Lisa Mills, da Missoula, conforta um bebê elefante ferido em uma plantação de chá na Índia. Foto: Lisa Mills

Em 2017, a certificação de chá “Elephant Friendly ™” para plantações foi lançada depois que Lisa Mills, educadora da Universidade de Montana e sua família se mudaram para o Butão, um país na fronteira com a Índia. Centenas de fazendas de chá estão em produção comercial na Índia. As informações são do Missoula Current.

Mills falou sobre a certificação durante uma apresentação na última quarta-feira (09) no 1 Million Cups Missoula.

“Quando se fala de grandes plantações de chá em zonas de elefantes, há muitas práticas e comportamentos profundamente arraigados que as pessoas estão fazendo e, portanto, mudar a cultura é o que estamos fazendo, uma fazenda por vez” Mills disse.

Mills e seu marido Scott receberam a ajuda do Broader Impact Group da UM, no Escritório de Pesquisa e Bolsa de Estudos Criativos, o programa de biologia da vida selvagem da universidade, Blackstone Launchpad, MonTEC e a College of Business para lançar a iniciativa.

Pesquisadores da UM descobriram que cerca de 6.000 elefantes atravessam as florestas da Índia para encontrar comida, disse Mills. Ao fazê-lo, eles frequentemente ficam presos nas valas de drenagem das plantações de chá ou são mortos por cercas eletrificadas que bloqueiam seus caminhos.

A população de elefantes asiáticos diminuiu em 50% nas últimas três gerações, deixando os animais restritos a apenas 15% do número original.

De acordo com Mills, as mortes humanas geralmente são paralelas às mortes de elefantes, citando que em uma região agrícola no ano passado, para cada 70 elefantes que morreram desses conflitos, 70 pessoas morreram. Se uma pessoa é ferida ou morta por um elefante, os grupos caçam e matam o animal.

Como resultado, Mills decidiu dar aos jovens de aldeias rurais câmeras e unidades de GPS para documentar o movimento dos elefantes. Eles também podem rastrear elefantes para descobrir quando eles foram mortos, quando uma casa foi derrubada ou uma colheita foi invadida.

“Os elefantes lidam com isso todos os dias”, disse ela. “Eles dificilmente têm para onde fugir porque precisam se deslocar para grandes distâncias. Os fragmentos de floresta que restam não vão sustentá-los. Eles não podem ficar em um local. Os elefantes comem demais e exigem muito, então precisam continuar andando. ”

Com a certificação de chá Elephant Friendly, as plantações podem mudar suas práticas. O logotipo da certificação é atraente para a crescente população de consumidores preocupados com o meio ambiente, disse Mills.

Tenzing Bodosa em sua fazenda Certified Elephant Friendly ™ Tea. Foto: Lisa Mills

O agricultor de plantação Tenzing Bodoza, de Assam, na Índia, foi o primeiro a ser certificado e é um modelo para outros proprietários de fazendas.

Bodoza eliminou o uso de substâncias químicas que são venenosas para os elefantes e evita o uso de cercas. Ele até começou a plantar árvores frutíferas para eles.

Os valores de produtos da Bodoza cresceram e ele usa o sucesso para comprar terras adicionais para a proteção da vida selvagem.

“O que eu queria fazer era identificar uma pessoa, que estava realmente 100% lá, para estabelecer um modelo. Queríamos encontrar primeiro um pequeno produtor de chá ancorado que estivesse fazendo tudo perfeito ”, disse Mills.

Cerca de três plantações foram certificadas até agora, disse Mills, e uma parte de cada venda financia as mudanças que protegem os elefantes.

Em 2018, a Mills começou a vender chá embalado chamado Elephant Origins e chá a granel para lojas de varejo como Butterfly Herbs e Lake Missoula Tea Company.

Os produtores de chá produzem chá preto e verde em Darjeeling e Assam, na Índia, e os produtores ganham mais do que fariam no mercado local da Índia.

Cerca de sete membros da família dependem de um trabalhador, disse Mills, e espera fornecer subsídios no futuro para apoiar os esforços de conservação.

“Isso é filantrópico e tem como objetivo arrecadar dinheiro para a conservação e nossos projetos. Queremos arrecadar dinheiro de uma maneira que faça sentido ”, disse Mills. “Muitos produtores de chá querem restaurar as florestas e querem ter clubes educacionais para as crianças. Isso é muito importante, porque vai fazer uma grande diferença a longo prazo e vai além da certificação. ”

Mills espera que mais plantações adquiram a certificação, para que todo o chá vindo da área seja amigo dos elefantes.

“É o que tentamos fazer na UM, é trazer a ciência atual para o mundo e fazer a diferença. O Broader Impacts Group vai além da publicação científica direta ou do trabalho direto do laboratório. Nós realmente tentamos usar a ciência e a pesquisa que foi feita na Universidade de Montana para mudar o mundo e é isso que estamos fazendo”.

Mortes por eletrocussão

As cercas elétricas impedem a entrada de animais e humanos indesejados mas também tem um efeito colateral letal: ela mata pequenos animais, particularmente pássaros e répteis, primatas, girafas , elefantes africanos , leopardos , búfalos e rinocerontes brancos.

Uma mulher rezou sobre os corpos de dois elefantes asiáticos que foram eletrocutados em Siliguri, na Índia. Foto: Diptendu Dutta / Agência France-Presse – Getty Images

Em 12 anos, mais de 100 elefantes asiáticos, em risco de extinção, já foram mortos por eletrocussão no estado de Odisha, na Índia.

 

frutas e verduras em cima de uma mesa

Canadá remove laticínios do guia de nutrição nacional e incentiva dieta vegana

O guia alimentar de 2019 do Departamento de Saúde do Canadá fará algumas mudanças importantes em relação à versão de 2017, com produtos lácteos quase totalmente descartados e um foco maior em alimentos à base de vegetais.

frutas e verduras em cima de uma mesa

Foto: Getty Images

Embora o guia ainda não tenha sido finalizado, as versões preliminares – mostradas em grupos focais – revelam uma redução drástica na ingestão recomendada de produtos lácteos.

Comparado com a recomendação da versão anterior de quatro porções completas de leite, queijo, iogurte e outros produtos lácteos por dia, o novo esboço recomenda apenas 500ml de leite por dia, cortando os outros itens por completo. A seção geral de laticínios no guia também é consideravelmente menor do que nos anos anteriores. Em julho de 2017, o governo propôs pela primeira vez a eliminação de laticínios como um grupo de alimentos.

O consumo de produtos lácteos está ligado a uma ampla gama de problemas de saúde, mais comumente à intolerância à lactose, que afeta 65% da população mundial. A indústria leiteira também está ligada ao colesterol alto e à pressão alta, e estudos sugerem que consumi-la regularmente coloca as pessoas em maior risco de desenvolver câncer e diabetes.

Em todo o país, as opções baseadas em vegetais têm se tornado cada vez mais populares – até mesmo a Tim Hortons, a maior cadeia de serviços rápidos do Canadá, começou a oferecer leite de soja em dezembro de 2014.

Em fevereiro do ano passado, o Departamento de Saúde propôs a adição de rótulos de advertência a produtos ricos em gordura saturada, sódio e açúcar, o que inclui produtos lácteos.

A indústria de laticínios sustenta que seus produtos são seguros. De acordo com Kelowna Now, os agricultores estão ameaçados pelo guia preliminar do Departamento. “Isso não apenas prejudicará o setor de laticínios e as centenas de milhares de pessoas que dependem dele para sua subsistência, mas também prejudicará os consumidores canadenses, criando confusão sobre o valor nutricional dos laticínios,” disse Pierre Lampron, presidente da Dairy Farmers of Canada. disse a publicação.

No entanto, o Departamento afirma que seu guia prioriza os melhores interesses do público. O representante Hasan Hutchinson disse: “A ingestão regular de alimentos à base de vegetais, como legumes, frutas, cereais integrais e proteínas à base de vegetais podem ter efeitos positivos sobre a saúde.”

Embora recomende carnes magras e peixes, o guia aconselha os consumidores a ingerir uma variedade de alimentos à base de vegetais, incluindo ervilhas secas, feijões e lentilhas, e incentiva a água potável em vez do leite de vaca.

Esta não é a primeira vez que o governo canadense demonstra seu apoio às proteínas vegetais. No ano passado, investiu 150 milhões de dólares no Protein Industries Supercluster Canada, uma organização sem fins lucrativos que visa tornar o Canadá um líder mundial em proteína baseada em vegetais.

Navdeep Bains, ministro da Inovação, Ciência e Desenvolvimento Econômico do Canadá, disse sobre o investimento: “O avanço do Canadá e as indústrias agrícolas produtivas têm um excelente potencial de crescimento, devido à crescente demanda global por proteína baseada em vegetais.”

Ele acrescentou: “Nosso governo está se unindo a empresas de todos os tamanhos, instituições acadêmicas e organizações sem fins lucrativos para fazer conexões produtivas e estimular a inovação que criará milhares de bons empregos neste e em outros campos relacionados.”

Moradores da Nova Zelândia salvam 2 golfinhos encalhados

Três moradores de Wellington, na Nova Zelândia, desceram por íngremes penhascos para resgatar dois golfinhos encalhados na Baía de Houghton.

Foto: Melissa Prowse

Melissa Prowse estava assistindo a um grupo de cerca de 50 golfinhos nadando entre a Princess Bay e Houghton Bay, na manhã da última terça-feira. Todos eles chegaram até bem perto de uma pequena alcova no pé das falésias.

“Eles todos nadaram e os dois ficaram presos”, contou Prowse.

Seu parceiro Zane Burn, seu irmão Daniel Prowse e sua amiga Hanna Van der Giessen desceram o penhasco até os dois golfinhos, libertando-os rapidamente das águas baixas.

“Eles estavam realmente estressados ​​quando os socorristas chegaram lá pela primeira vez … quando perceberam que não eram ruins, se acalmaram”, disse Prowse.

Durante o resgate, os golfinhos pareciam fazer contato visual com seus salvadores, em seguida, voltaram para o mar e juntavam-se novamente ao grupo.

A curadora da NZ Whale e Dolphin Trust, Liz Slooten, aplaudiu as ações do grupo.

“É fantástico que essas pessoas estivessem lá. É ótimo ver que as pessoas realmente ajudaram esses animais desse jeito.”

A história se repete

Moradores da Nova Zelândia tem dado exemplo de como ajudar e respeitar a vida marinha e, principalmente, os golfinhos.

Ano passado, cerca de 40 golfinhos nadavam perto demais da praia de Tokerau, na Península KariKari.
Preocupadas com o possível encalhe dos animais, duas pessoas espantaram os golfinho para longe da areia praia.

Foto: TVZN

Uma porta-voz do Departamento de Conservação disse que quatro golfinhos foram encontrados encalhados na praia no início daquele dia , mas foram colocados de volta ao mar por alguns moradores locais.