Há 45 anos, galos morriam em brigas reais no filme “Cockfighter”

Por David Arioch

A tentativa de Hellman era reproduzir com fidelidade a realidade das lutas de galos como entretenimento no estado da Geórgia (EUA) (Foto: Reprodução)

Há 45 anos, o filme “Cockfighter”, lançado como “Galo de Briga” no Brasil, entraria para a história do cinema como uma das obras mais violentas da década de 1970. Dirigido por Monte Hellman e produzido por Roger Corman, o filme foi banido do Reino Unido por apresentar brigas reais de galos, consideradas “desumanas”, desnecessárias e apelativas.

A tentativa de Monte Hellman era reproduzir com fidelidade a realidade das lutas de galos como entretenimento no estado da Geórgia (EUA), e fez isso contando a história de um inflexível apostador que decide fazer voto de silêncio “até conquistar uma grande vitória em uma grande rinha”.

Mas até que ponto subjugar esses animais no cinema fez de Hellman ou Corman alguém tão diferente dos apostadores ou proprietários de galos que submetiam esses animais aos mais viscerais tipos de exploração e violência?

E a brutalidade no filme superou a realidade, porque não satisfeito com os resultados reais da violência, Corman exigiu que usassem sangue falso para acentuar a crueldade e chocar ainda mais os espectadores.

Assim como acontecia no submundo da Geórgia, em “Cockfighter” os animais foram expostos a uma gama de detalhes bárbaros, que incluíam esporas de metal para facilitar golpes letais e inflamar seus instintos.

Não há dados precisos sobre o número de galos mortos ou severamente feridos em “Cockfighter”, mas todas as aves que participaram do filme foram apontadas como vítimas de maus-tratos.

Ademais, não é novidade que alguns filmes de baixo orçamento se valiam de recursos apelativos e violentos até para compensar a publicidade gratuita que não conquistariam de outra forma à época.

Na biografia “Monte Hellman: His Life and Films”, publicada por Brad Stevens em 2003, Hellman explica como surgiu a controversa concepção do filme lançado em 1974:

“Eu vim para a Geórgia sem nenhum conhecimento de brigas de galos, além de ler o livro e o roteiro. Nunca tinha visto uma briga de galos. Só tive essa reação instintiva ao ver um animal morto, o que realmente me chateou tremendamente. [Mas] eu queria transmitir isso.”

E acrescenta: “Realmente, o que me interessava era tentar compartilhar essa emoção, e para este fim, não deixei que Patricia Pearcy [uma das personagens de ‘Cockfighter’] assistisse a uma briga de galo durante toda a filmagem do filme até a última cena em que ela teve de ver uma delas. Eu queria a reação dela ao ver uma briga de galo pela primeira vez.”

Saiba mais

No Reino Unido, as diretrizes do Cinematograph Film (Animals) Act 1937 classifica como ilegal mostrar qualquer cena “editada ou dirigida” para fins fílmicos que envolva crueldade real com animais.

Referência

Stevens, Brad. Monte Hellman: His Life and Films. Páginas 105-106. McFarland & Company; Edição: New (18 de março de 2003).


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Empresa de crédito apoia pequenos empreendimentos veganos

Por David Arioch

A iniciativa é dos especialistas no mercado vegano François Burra e Juliet Hivon | Pixabay

Uma empresa de crédito foi criada este ano no Canadá com o objetivo de apoiar pequenos empreendimentos veganos. Com sede em Montreal, a Vegan Capital desempenha o trabalho de oferecer crédito financeiro e ligar empreendedores a investidores.

A iniciativa é dos especialistas no mercado vegano François Burra e Juliet Hivon, que são veganos e atendem somente empresas que ofereçam serviços e produtos livres de ingredientes de origem animal e que também não sejam testados em animais.

Com a iniciativa, Burra e Hivon esperam ajudar a ampliar o surgimento de mais iniciativas veganas no mercado canadense, já que ainda hoje, mesmo com o crescimento da demanda por serviços e produtos veganos, muitas pessoas encontram dificuldades em investir nesse mercado.

A Vegan Capital começou a oferecer as primeiras linhas de crédito em março deste ano e outro ponto positivo da iniciativa é que a empresa prioriza pessoas que estão excluídas das linhas de crédito do sistema bancário convencional.

Além disso, todo o trabalho é direcionado para quem ganha no máximo 29 mil dólares canadenses por ano. Segundo os fundadores, a intenção da Vegan Capital é se tornar referência em investimentos veganos. Pra isso, prevê o desenvolvimento de estratégias de coinvestimento com fundos de capital e o estabelecimento de um programa de aceleração para a criação e comercialização de produtos veganos.


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Projeto quer regulamentar planos de saúde animal em todo o país

Por David Arioch

Projeto cobra mais detalhes aos consumidores em relação aos serviços e procedimentos oferecidos | Pixabay

Uma proposta que está tramitando na Câmara dos Deputados quer regulamentar a atuação das empresas que oferecem planos de assistência à saúde animal. Segundo o autor, Franco Cartafina (PP-MG), um dos objetivos é garantir a cobertura dos serviços discriminados nos contratos.

O Projeto de Lei 288/2019 exige que a operacionalização das empresas de planos de saúde animal seja mais transparente e ofereça mais detalhes aos consumidores em relação aos serviços e procedimentos oferecidos.

Cartafina argumenta que hoje não há tanta clareza em relação ao funcionamento das empresas de planos de assistência à saúde animal e cobra uma relação comprovando todos os serviços ou procedimentos que estão à disposição do usuário, diretamente ou por meio de terceirização, cobertos integral ou parcialmente pelo Plano de Saúde Animal e sua respectiva carência.

A prestadora também deve provar que é capaz de oferecer todos os serviços prometidos. Além disso, com a vigência do projeto de lei, fica proibida a exclusão de cobertura às doenças e lesões preexistentes à data de contratação do plano após seis meses de vigência.

“O objetivo desta proposição é assegurar o adequado funcionamento das empresas que operam planos de assistência à saúde animal, garantindo o atendimento e cobertura assistencial de ocorrências veterinárias previstas nos contratos”, enfatiza Franco Cartafina.

O projeto de lei, que está na Comissão de Defesa do Consumidor, também será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Este mês, o relator da proposta na Comissão de Defesa do Consumidor, deputado Ricardo Izar (PP-SP), deu parecer favorável ao projeto.

“Se trata de um serviço ainda pouco regulamentado, amparado apenas por resolução do Conselho Federal de Medicina Veterinária e por normas gerais do direito civil e do direito do consumidor. Dessa forma, resta claro que o objetivo da proposição é assegurar o adequado funcionamento das operadoras de planos de assistência à saúde animal, garantindo o atendimento e a cobertura previstas nos contratos”, avalia.


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ONG cria cerveja para recompensar quem ajuda cães abandonados em BH

Por David Arioch

Em um ano, Ricardo Fonseca produziu 20 tipos de cervejas para recompensar os colaboradores da ONG (Foto: Ricardo Fonseca/Arquivo Pessoal)

Em Belo Horizonte (MG), o fotógrafo e protetor de animais Ricardo Fonseca encontrou uma forma de incentivar as pessoas a contribuírem com os animais abandonados que hoje recebem assistência da sua ONG – Classificão, que além de cuidar de cães desamparados e vítimas de maus-tratos, também presta assistência a protetores independentes.

A solução para atrair mais visibilidade para esse trabalho é a oferta de cervejas artesanais da marca “Cão de Rua”, criada pelo próprio Ricardo. As bebidas contam com rótulos que trazem fotos e histórias de animais amparados pela ONG. Sobre a justificativa para a ação, ele conta que as pessoas se tornam mais receptivas a uma causa quando sambem que haverá algum tipo de compensação.

Reprodução

Em um ano, Ricardo Fonseca produziu 20 tipos de cervejas, como Amber Ale, APA, Belgian Dubbel, Belgian Tripel, Blonde Ale, Brut IPA, Cream Ale, Hop Lager, Imperial Stout, entre outras. Os produtos não são colocados à venda, mas somente oferecidos aos colaboradores da Classificão. Embora a iniciativa tenha melhorado um pouquinho a situação, a realidade ainda é distante da almejada pela ONG.

Quem quiser contribuir, pode entrar em contato com a Classificão pelo Instagram: @classificao_oficial


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Ativistas veganos dividem opiniões após fixarem adesivos em bandejas de carne

Por David Arioch

Adesivos estão sendo fixados em embalagens de carne em supermercados da Nova Zelândia (Foto: Reprodução/1 News)

De acordo com informações da rede de TV 1 News, ativistas veganos estão sendo acusados de fixarem adesivos em bandejas de carne em supermercados da Nova Zelândia. Em um dos produtos disponibilizados em um açougue, é destacado em um adesivo que a embalagem contém partes do corpo de alguém que não queria morrer.

Em crítica à ação, representantes da indústria da carne disseram que essa é uma “tentativa ilegal de impedir que as pessoas comprem carne e que essa atitude é preocupante e perturbadora”. A cooperativa Foodstuffs North Island está pedindo que as lojas ampliem a segurança e que os produtos com os adesivos sejam retirados dos refrigeradores e isolados.

O chefe-executivo da Beef and Lamb New Zealand, Rod Slater, um dos representantes da indústria da carne, declarou que a atitude dos ativistas veganos é inadmissível. “O que eles estão fazendo é simplesmente ilegal, interferindo na vida das pessoas e em seu trabalho.”

Já o ativista Deno Stock, também ouvido pela TV 1 News, considera a reação da indústria exagerada. Ele avalia que não há nada de mais nesse tipo de ação, defendendo que são simples adesivos de conscientização, assim como os alertas que acompanham outros produtos. Ele acrescentou ainda que os adesivos são facilmente removíveis.

A porta-voz da Sociedade Vegana da Nova Zelândia, Claire Insley, declarou que a organização simpatiza com os ativistas, mas não sugere que seus membros participem da prática: “Nós vemos isso mais como ativismo e disseminação de consciência do que vandalismo.”

Claire afirmou também que esse tipo de ação não é unanimidade – há veganos que concordam e outros que não. “Mas também há muitas pessoas que pensam que essa é uma ótima maneira de estimular conscientização e levar informação para as pessoas.”

Hans Kriek, do movimento SAFE, divide a mesma opinião de Claire Insley e explicou que está envolvido na defesa dos animais há mais de 35 anos e que esse tipo de ação se associa ao crescimento do veganismo no país.

“Temos visto um grande número nos últimos cinco anos. Muitos jovens estão passando a querem agir pelos animais – e muitas pessoas estão decidindo não comer animais para se tornarem veganas ou vegetarianas.”


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Governo incentiva aplicação de agrotóxicos com drones

Por David Arioch

Mapa argumenta que agora em todo o país será possível aplicar agrotóxicos em áreas onde aviões agrícolas não são capazes de alcançar | Foto: Pixabay

De acordo com informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), deve ser publicada nos próximos dias a instrução normativa que regulamenta a aplicação de agrotóxicos com drones em todo o Brasil.

O uso de drones no agronegócio é defendido pelo ministério como uma “tecnologia que pode substituir o pulverizador costal e que possibilita aplicação mais segura, eficiente e econômica”.

Além disso, o Mapa argumenta que agora em todo o país será possível aplicar agrotóxicos em áreas onde aviões agrícolas não são capazes de alcançar, assim como as máquinas agrícolas.

A iniciativa é resultado de uma demanda de representantes do agronegócio, e o compromisso do governo em atendê-la foi firmado na semana retrasada em Campinas (SP).

“Todos os operadores de drones de pulverização (pessoas físicas ou jurídicas) terão que ter registro no Mapa. Eles devem ser qualificados para operar esse equipamento e aplicar o produto com segurança”, informa o Ministério da Agricultura.

O coordenador de agricultura digital e de precisão do Mapa, Fabrício Juntolli, reforça que o drone já é muito aplicado na pulverização de culturas de alto valor agregado como morangos, flores e em áreas pequenas para substituir o pulverizador costal.

“O drone não intoxica o operador, que fica distante, garantindo o uso eficiente e correto do agrotóxico. Em última análise, contribui para a produção de alimentos mais seguros”, acrescenta.

Este mês o Partido Verde enviou um documento ao Supremo Tribunal Federal questionando nove atos do Ministério da Agricultura que liberaram o registro de mais de 200 agrotóxicos no Brasil nos seis primeiros meses deste ano. Segundo o partido, entre os agrotóxicos liberados, pelo menos 11 são proibidos no exterior.

A sigla argumenta que a conduta contraria frontalmente diversos preceitos fundamentais da Constituição Federal, entre eles o direito à saúde e à alimentação e ao meio ambiente equilibrado.


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População de tatu-bola caiu pela metade no Brasil

Por David Arioch

Combate à caça também é considerado de sua importância para a preservação da espécie | Pixabay

De acordo com informações do Programa Tatu-Bola, criado pela Associação Caatinga, a população de tau-bola já caiu pela metade no Brasil em decorrência do desmatamento, degradação ambiental e caça. Na última avaliação do Livro Vermelho da Fauna Brasileira, o animal foi reclassificado de “vulnerável” para “em perigo”.

Originário principalmente da Caatinga e do Cerrado, o tatu-bola começou a sofrer redução populacional há 27 anos. Inclusive isso explica porque o animal já não é visto com tanta frequência como na década de 1990. Hoje a espécie se limita mais às unidades de conservação e remanescentes naturais.

Para impedir que o animal com cerca de 50 centímetros de comprimento não desapareça, o Programa Tatu-Bola tem priorizado ações de educação ambiental, pesquisas sobre a distribuição da espécie e iniciativas de criação de corredores ecológicos e mais unidades de conservação.

O combate à caça também é considerado de sua importância para a preservação da espécie. Em sete anos de realização do programa, a Associação Caatinga conseguiu garantir a criação do Parque Estadual do Cânion do Rio Poti e a elaboração do Plano de Ação Nacional de Conservação do Tatu-Bola.

Agora a meta é viabilizar o Centro de Pesquisa e Conservação do Tatu-Bola, que deve ajudar em atividades de pesquisa e geração de conhecimento sobre a espécie. Para a viabilização do projeto, a associação criou uma campanha de financiamento coletivo no Kickante para arrecadar R$ 100 mil.

Saiba mais

Seu nome científico é Tolypeutes tricinctus e é encontrado, especificamente, na Caatinga e em algumas áreas de Cerrado do país. É o menor entre as 11 espécies de tatus que são encontradas no Brasil e a única endêmica do país. Entretanto, é uma das espécies menos conhecidas e com poucos estudos científicos sobre a sua distribuição atual, histórica, ecológica e reprodução.

Para contribuir, clique aqui.


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Proposta que proíbe caça de javalis com cães está sendo analisada pela Comissão de Meio Ambiente

Por David Arioch

“Cães são muito utilizados para perseguir os javalis, e frequentemente se ferem de maneira grave” (Foto: Polícia Ambiental de São Paulo)

De autoria do deputado federal Célio Studart (PV-CE), o Projeto de Decreto Legislativo 137/2019, que proíbe a caça de javalis com cães e também o uso de armas brancas nas caçadas, está sendo analisada pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMDS). O relator do projeto é o deputado Fred Costa (Patri-MG).

A proposta visa anulação do trecho da Instrução Normativa 12/2019, que desde abril autoriza o uso de cães e armas brancas na caça de javalis no Brasil.

Por meio do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 137/2019, o deputado argumenta que a caça de javalis já é um método de abate cruel, que causa muito sofrimento aos animais, já que os tiros desferidos contra os javalis, em sua maioria, não levam à morte imediata do animal. Sendo assim, eles sangram muito e agonizam antes de falecer.

“Cães são muito utilizados para perseguir os javalis, e frequentemente se ferem de maneira grave, podendo mesmo até perecer durante a caçada. O abate dos javalis é comumente feito com arma branca, empregando-se bastante violência, desferindo golpes em animal ainda consciente”, aponta Studart.

O deputado diz que o parlamente brasileiro não pode ser conivente com prática tão bárbara e deve sustar as normas do Poder Executivo que extrapolem seu poder regulamentar, conforme mandamento constitucional.

Depois de passar pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, a proposta segue para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de seguir para o plenário.


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Leões e tigres são mortos e usados na produção de “vinho de ossos”

Por David Arioch

Apesar da caça de grandes felinos ser proibida no país, a África do Sul permite a exportação de esqueletos provenientes de cativeiros (Foto: WAP)

Na China, grandes áreas com apenas alguns tigres mascaram uma realidade chocante: antes de serem brutalmente mortos, esses animais são mantidos em pequenas jaulas de metal em condições deploráveis. Nesses locais, eles têm acesso apenas ao mínimo para sobreviver – água e comida.

De acordo com investigação da organização World Animal Protection (WAP), em grandes fazendas na África do Sul, os filhotes de leões e tigres nascem em um sistema de exploração. Reproduzidos em escala, eles são usados em atrações turísticas que permitem que as pessoas passeiem, toquem e tirem fotos com eles.

Quando já não servem mais para entreter turistas, os leões são encaminhados para fazendas de caça, onde são mortos e têm suas peles e cabeças removidas para servirem de troféus.

Seus ossos também são vendidos para produção de supostos medicamentos (como “vinho de osso”), amuletos e acessórios, especialmente no sudeste da Ásia. Apesar da caça de grandes felinos ser proibida no país, a África do Sul permite a exportação de esqueletos provenientes de cativeiros.

Nas fazendas de felinos, é comum o nascimento de filhotes com deformidades – como a ausência de braços ou pernas – por conta do cruzamento entre animais com algum parentesco (pais e irmãos, por exemplo). Alguns filhotes morrem ainda durante a gestação.

Muitas fêmeas de tigres são submetidas a gestações consecutivas, gerando de quatro a cinco mais ninhadas do que teriam na natureza.

Nas fazendas da China, os tigres são mantidos em gaiolas de aproximadamente 21 metros quadrados. Na natureza, esses tigres teriam um território de sete a 100 quilômetros para explorar.

Quando submetidos às péssimas condições de bem-estar oferecidas por esses locais, tigres e leões se comportam de forma anormal – como andar de um lado para o outro por horas e morder seus próprios membros e rabos.

Clique aqui e leia o relatório completo da WAP.


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Britânicos produzem cerveja vegana a partir de sobras de pão

Por David Arioch

Quando o escritor e ativista britânico pela produção de alimentos com impactos socioambientais positivos Tristram Stuart visitou uma fábrica de sanduíches em 2016, percebeu algo marcante.

Hoje, uma equipe liderada por Stuart promove a produção da Toast Ale, uma cerveja premiada feita de pães (Foto: Divulgação)

Todos os dias, 13 mil fatias de pão eram descartadas. Enquanto refletia sobre o problema, visitou o Projeto de Cervejas de Bruxelas e encontrou a inspiração de que precisava: uma cerveja produzida com uma receita ancestral chamada Babylone, era feita com um ingrediente inusitado — o pão.

Hoje, uma equipe liderada por Stuart promove a produção da Toast Ale, uma cerveja premiada feita de pães. Michael Lawrence, membro da equipe, está visitando bares em Londres para conscientizar as pessoas sobre os perigos do desperdício de alimentos e promover soluções simples, locais e inovadoras que possam ajudar a reduzir este problema.

“A cerveja de pão torrado é uma maneira incrível de readequar os excessos da produção de alimentos, e é também um produto delicioso resultante do estudo profundo de Tristam sobre o desperdício de alimentos,” disse Clementine O’Connor, oficial de programas para sistemas alimentícios sustentáveis da ONU Meio Ambiente.

“É um grande exemplo de como soluções inovadoras para o desperdício de alimentos podem crescer e operar em maiores escalas”, complementou.

As principais preocupações de Lawrence estão na ligação entre o desperdício de alimentos e a poluição do ar. Aterros sanitários, para onde a maior parte do lixo orgânico é destinada, libera metano.

Este gás nocivo, nas duas primeiras décadas após sua emissão, é 84 vezes mais potente do que outros gases do efeito estufa, como o dióxido de carbono. Para cada quilograma de comida que termina em aterros, quase quatro quilos de gases do efeito estufa são emitidos, relevou Lawrence.

Ele também explicou que todos os dias uma enorme quantidade de alimentos é transportada para aterros, resultando em emissões equivalentes a cerca de 39 milhões de veículos de passageiros. A missão maior da cerveja Toast Ale, que se tornou vegana em 2017, é resgatar um bilhão de fatias de pão que seriam desperdiçadas.

“Isso reflete a ambição do negócio, iniciar um movimento global e mudar genuinamente a atitude da sociedade em relação ao desperdício de alimentos”, enfatiza Michael Lawrence.


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