Senador defende projeto que garante proteção dos animais em desastres

Por David Arioch

“As ligações entre os seres humanos e os demais animais, como todos sabem, são laços indissociáveis e inerentes à nossa vida na Terra” (Foto: Agência Senado)

Na última segunda-feira (1), o senador Wellington Fagundes (PL-MT) apresentou o Projeto de Lei 2950/2019, que normatiza a proteção dos animais em situação de desastre.

“As ligações entre os seres humanos e os demais animais, como todos sabem, são laços indissociáveis e inerentes à nossa vida na Terra. Os animais têm agora a tutela jurídica e, como tal, são passíveis de melhorias no seu nível de proteção e também direitos reconhecidos”, disse, segundo informações da Agência Senado.

Intenção é tipificar crimes de maus-tratos a animais relacionados à ocorrência de desastres e incluir os cuidados com animais vitimados por desastres na Política Nacional de Segurança de Barragens (Lei 12.334, de 2010).

O texto apresentado determina que os donos de empreendimentos ou de atividades que possam causar significativa degradação ambiental adotem medidas preventivas, treinamento de funcionários para busca, salvamento e cuidados imediatos a esses animais, plano de ação de emergência e restrição do acesso a áreas que apresentem riscos, explicou Wellington, que é médico veterinário.

Wellington é a favor do Dia Nacional do Rodeio

Por outro lado, Wellington Fagundes é o relator e defensor do Projeto de Lei Complementar (108/2018), de que quer tornar o dia 4 de outubro o Dia Nacional do Rodeio. Isso significa que o Dia Nacional do Rodeio pode ser celebrado no Dia Mundial dos Animais, que também é Dia de São Francisco de Assis.

Em cinco anos, Prefeitura de Arraial do Cabo (RJ) pretende castrar todos os animais abandonados

Por David Arioch

Projeto de castração faz parte de um projeto da prefeitura para acabar com o abandono animal na cidade (Foto: Reprodução)

Devido ao lamentável episódio ocorrido na última sexta-feira (28) em que 11 gatos foram encontrados mortos nos arredores do Pesqueiro da Praia Grande, a Prefeitura de Arraial do Cabo informa que repudia toda e qualquer ação de maus-tratos contra animais e diz que segue acompanhando o desdobramento do caso. A denúncia ainda não foi oficializada junto à Polícia porque os resultados dos laudos que comprovam envenenamento ainda não saíram.

“Ciente que é função da Saúde realizar um Programa Municipal de Controle de Cães e Gatos, previsto na lei federal nº 13.426 de 30 de março de 2017, a Prefeitura realiza ações desde 2018 para viabilizar a castração gratuita no município”, destacou a prefeitura em comunicado.

No dia 26 de junho ocorreu uma reunião técnica para a apresentação do Projeto Arquitetônico da UCA (Unidade de Castração e Atendimento Veterinário), feito pelos arquitetos Rodrigo Garcia e Natasha Mureb, que terá sua sede estrategicamente posicionada entre os distritos de Monte Alto e Figueira.

A reunião foi sediada na Fundação Municipal do Meio Ambiente, Pesquisa, Ciência e Tecnologia, e o projeto surgiu de uma demanda da população, em especial dos protetores de animais de Arraial do Cabo, que necessitam de uma solução definitiva com relação ao número de animais abandonados e da reprodução descontrolada de cães e gatos.

A iniciativa atenderá a política municipal de controle de natalidade de cães e gatos, que vem sendo desenvolvida sob a coordenação de Thais Fantauzzi, com o apoio técnico na elaboração do projeto por meio da Diretoria de Estudos e Projetos, Ana Nunes. E ainda, com a formação da comissão de Estudos e Gestão da UCA que é composta por Santiago e Tatiana Dantas.

Foi locado um prédio na divisa entre Monte Alto e Figueira, a uma quadra da Avenida Principal. “Estamos em fase final do projeto arquitetônico, desenvolvido por dois urbanistas com grande expressão na região. Há uma enorme sensibilidade do Secretário de Saúde à causa. Esteve sempre aberto, assim como o prefeito, a discutir soluções para este descontrole populacional de animais”, comenta Thais, que também é protetora de animais, mentora do Projeto da UCA e coordena a Comissão de Estudos e Gestão da Unidade. Além disso, é membro da comissão de Proteção Animal da OAB de Cabo Frio e Arraial do Cabo.

E acrescenta: “Também é função precípua da saúde o fortalecimento do combate às zoonoses. Pretendemos que em cinco anos não exista mais nenhum gato ou cão de rua sem estar devidamente castrado. Não permitiremos abandono.”

O Secretário de Saúde, Antônio Carlos (Kafuru), também esteve presente, já que a pasta está com o projeto do Castramóvel em andamento, que visa castrar animais de ruas. O pedido já está na planilha de acompanhamento de processos para pedido dos recursos para duas unidades do Castramóvel junto à Secretaria de Vigilância em Saúde do Estado desde o final do ano passado. A previsão é que seja licitado ainda este mês e a expectativa é que seja implantado no início de setembro.


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Scan Movers elege São Paulo a 13ª melhor cidade do mundo para se comer um hambúrguer vegano

Por David Arioch

Entre os critérios adotados pela Scan Movers estão quantidade de restaurantes que oferecem hambúrgueres veganos a cada 100 mil habitantes, preço médio, qualidade do produto e disponibilidade em supermercados e lojas (Foto: Gran Vegan)

A plataforma holandesa Scan Movers divulgou hoje o resultado de uma pesquisa com as 100 melhores cidades do mundo para se comer um hambúrguer vegano. Das cidades brasileiras que entraram na lista, o destaque é São Paulo que ficou em 13º lugar.

Entre os critérios adotados pela Scan Movers estão quantidade de restaurantes que oferecem hambúrgueres veganos a cada 100 mil habitantes, preço médio, qualidade do produto e disponibilidade em supermercados e lojas. Além de São Paulo, do Brasil, apenas Rio de Janeiro entrou na lista – ocupando a 57ª posição.

Das dez melhores cidades, cinco ficam na Europa. Da primeira à décima colocada, as melhores, segundo a Scan Movers, são Berlim, Londres, Los Angeles, Nova York, San Francisco, Paris, Chiang Mai, Hamburgo, Copenhagen e Cidade de Ho Chi Minh.


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Tim Hortons vai oferecer alternativas à carne da Beyond Meat em quase 4 mil restaurantes no Canadá

Por David Arioch

“Ouvimos nossos clientes e estamos entusiasmados em oferecer três deliciosos sanduíches de café da manhã” (Foto: Divulgação)

A cadeia de restaurantes de fast food Tim Hortons anunciou hoje que vai disponibilizar alternativas à carne da Beyond Meat em quase quatro mil restaurantes no Canadá.

Segundo o diretor de operações da Tim Hortons, Mike Hancock, os canadenses estão ansiosos para experimentarem as novas opções de café da manhã sem ingredientes de origem animal da rede de restaurantes – o que inclui salsichas e hambúrgueres à base de vegetais.

“Ouvimos nossos clientes e estamos entusiasmados em oferecer três deliciosos sanduíches de café da manhã que os veganos, vegetarianos, flexitarianos e amantes de carne podem consumir e ainda se sentirem bem”, enfatiza Hancock.

A princípio, os produtos da Beyond Meat começaram a chegar ao mercado canadense por meio de uma parceria com a rede de fast food A&W, que vendeu mais de 90 mil Beyond Burgers nas primeiras 72 horas, conforme divulgado pela empresa em abril deste ano.


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Pesquisa da Universidade de Sheffield revela como o churrasco é prejudicial ao meio ambiente

Por David Arioch

Os cientistas decidiram avaliar o impacto do churrasco utilizando balões para representar o volume de gases do efeito estufa gerados pela carne assada (Foto: Shutterstock)

De acordo com uma pesquisa divulgada ontem pela Universidade de Sheffield, na Inglaterra, um churrasco para quatro pessoas pode gerar mais gases do efeito estufa do que dirigir por quase 130 quilômetros com um veículo movido à combustível fóssil.

Os cientistas decidiram avaliar o impacto do churrasco utilizando balões para representar o volume de gases do efeito estufa gerados pela carne assada.

A conclusão é que um típico churrasco equivale a mais de 200 balões de dióxido de carbono emitidos por cada participante – o que corresponde a cada pessoa dirigindo por pelo menos 32 quilômetros com veículo movido à combustível fóssil.

O resultado da pesquisa está sendo apresentado e discutido esta semana na exposição de ciências da Royal Society, realizada em Londres até domingo (7). Um dos pesquisadores do Instituto para Alimento Saudáveis da Universidade de Sheffield, Christian Reynolds, diz que mudar a dieta é uma das formas mais significativas de reduzirmos o nosso impacto no meio ambiente.

Sobre a pesquisa, a cientista Sarah Bridle, da Universidade de Manchester, enfatiza que a comida contribui com pelo menos 20% de todas as emissões de gases do efeito estufa: “Você sabia, por exemplo, que a produção de um hambúrguer de carne de 100 gramas libera gases do efeito estufa o suficiente para encher mais de 60 balões?”

No entanto, se em um churrasco os alimentos de origem animal forem substituídos por alternativas à base de vegetais a quantidade de balões cai para no mínimo 80, o que representa menos do que a metade das emissões de um churrasco convencional.

Além disso, a produção de carne é altamente ineficiente. Produzir um quilo de carne bovina requer 25 quilos de grãos – para alimentar o animal – e aproximadamente 15 mil litros de água. A escala do problema também pode ser vista no uso da terra: cerca de 30% da superfície terrestre é usada atualmente para a pecuária. Assim como os alimentos, água e terra são escassos em muitas partes do mundo, e isso representa uso ineficiente de recursos.


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Japão jamais deixou de matar baleias

Por David Arioch

“Nós vemos a retomada da caça comercial no Japão como meramente uma continuação do flagrante desrespeito do governo japonês às leis e tratados internacionais” (Foto: Reuters/Issei Kato)

De acordo com a organização de conservação da vida marinha Sea Shepherd, mesmo com uma moratória global impedindo a caça comercial de baleias em 1986, em 1987 o Japão continuou matando baleias no Oceano Antártico, mas dessa vez como membro da Comissão Baleeira Internacional e sob o pretexto da “pesquisa científica”.

A Sea Shepherd afirma que a caça à baleia praticada pelo Japão no Oceano Antártico sempre foi uma operação comercial permitida apenas pela Comissão Baleeira Internacional.

Inclusive em 2014 os governos da Austrália e da Nova Zelândia levaram o governo japonês à Corte Internacional de Justiça na Holanda, argumentando que a caça às baleias no Hemisfério Sul não é científica e é ilegal.

Ainda este ano a organização de conservação da vida marinha confrontou os navios japoneses, até que o Japão anunciou o fim do seu programa de caça às baleias no Oceano Antártico. No entanto recomeçou ontem (1º de julho) a caça comercial de baleias em seu próprio território.

Japão, assim como Noruega, Islândia e Dinamarca, países que exploram a caça comercial em suas águas, são consideradas pela Sea Shepherd como nações baleeiras piratas que violam leis internacionais e tratados implementados para a proteção dos oceanos para as gerações futuras.

A organização classifica a saída do Japão da Comissão Baleeira Internacional e a retomada da caça comercial como um desrespeito e um ato de arrogância em oposição à Lei Internacional de Conservação.

“Nós vemos a retomada da caça comercial no Japão como meramente uma continuação do flagrante desrespeito do governo japonês às leis e tratados internacionais – uma luta que lideramos há mais de uma década. Se eles quiserem continuar com a caça baleeira, a Sea Shepherd continuará com a comunidade global que quer ver o fim da caça às baleias”, diz o CEO da Sea Shepherd, Alex Cornelissen.

O fundador da Sea Shepherd, capitão Paul Watson, destaca que a caça às baleias no Japão é uma indústria aterrorizante que sobrevive apenas pela injeção de enormes subsídios do governo.

“Nós expulsamos os baleeiros japoneses do Hemisfério Sul, e agora o massacre ilegal continua em suas próprias águas, o segundo maior assassinato de baleias, depois dos noruegueses”, enfatiza Watson.

E acrescenta: “Neste verão, impedimos os islandeses de matarem as baleias-comuns ameaçadas de extinção e estaremos ativamente contra o massacre de baleias-piloto e golfinhos nas dinamarquesas Ilhas Faroe.”

Watson reforça que a oposição à caça às baleias é global e é um dever continuar a pressionar o Japão e outros países até alcançarem o objetivo final – a completa e total erradicação da impiedosa matança de baleias.


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Cresce número de baleias jubarte no litoral brasileiro

Por David Arioch

Baleia realiza mergulho e surpreende banhistas em Santos, SP, no último domingo | Pixabay

No último domingo (30), mais uma baleia jubarte foi flagrada no litoral paulista, próximo de Santos (SP). Uma banhista filmou a baleia dando um salto no mar. A ocorrência de baleias jubarte vem aumentando consideravelmente no litoral do Brasil, principalmente, em São Paulo, desde 2012. A informação é do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos (CMA), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que tem sede em Santos.

Segundo os pesquisadores, elas migram todos os anos da Antártica para a nossa região na temporada de reprodução de maio a novembro. A população já foi quase extinta, mas aumentou nas últimas décadas, graças aos vários esforços de conservação feitos, além da proibição de sua caça (Lei n. 7.643 de 1987). Mas a baleia jubarte ainda é uma espécie na categoria de quase ameaçada de extinção.

Embora as baleias estejam se aproximando da costa, é preciso ter atenção, porque muitas vezes elas podem ser confundidas com cardumes de peixes. No caso de avistamento efetivo de baleias em situação de perigo, como em canais (por exemplo, na entrada do Porto de Santos) ou presas em redes de pesca, ligar para o telefone 0800 – 642 3341 (PMP Bacia de Santos). O CMA alerta que, no caso de enredamentos de baleias, em hipótese alguma, a pessoa deve ajudar, mas avisar as autoridades.

Recomendações gerais ao avistar baleias (e golfinhos), conforme a legislação:

Manter-se afastado a pelo menos 100 metros de cada animal, mantendo o motor da embarcação ligado, em ponto neutro. Mesmo a essa distância, não permanecer mais do que 30 minutos na proximidade dos animais.

Se o motor estiver desligado, só religar quando avistar claramente os animais na superfície.

Não avançar na direção dos animais e não se posicionar por trás deles, permanecer somente em posição lateral.

Não perseguir, interromper ou tentar alterar o curso (movimento) dos animais.

Não penetrar em grupos de animais (não dividi-los ou dispersa-los).

Manter o silêncio (não produzir ruídos excessivos, inclusive música) a menos de 300 metros dos animais.

Jamais nadar ou mergulhar próximo a estes animais, pois um movimento deles pode causar acidentes fatais.

Não despejar qualquer tipo de substância, material ou resíduo no mar.


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Nova investigação da PETA expõe crueldade contra vacas na produção leiteira

Por David Arioch

As imagens foram registradas na Reitz Dairy Farm, no estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos (Foto: PETA/Divulgação)

Um vídeo disponibilizado pela organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA) no último dia 28 expõe a crueldade contra vacas na produção leiteira. As imagens foram registradas na Reitz Dairy Farm, no estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos.

A PETA decidiu investigar a Reitz depois de receber denúncias sobre violência contra animais na instalação. O vídeo mostra vacas passando o dia entre fezes e urina – e até mesmo dormindo sobre excrementos.

Alguns animais aparecem mancando e com graves ferimentos nas pernas, e que vão piorando no decorrer dos dias. O cenário também surpreende pela imundície. Os animais são expostos à umidade o dia todo e recebem golpes para se levantarem ou mudarem de lugar.

Mas talvez o registro mais chocante seja de vacas que antes doentes aparecem mortas e abandonadas na propriedade. O proprietário da Reitz, Lloyd Reitz, assim como seu filho, já havia sido julgado por crueldade contra animais em 2010, mas acabou inocentado sob a alegação de “evidência em vídeo inconclusiva”.

Segundo a PETA, depois que o vídeo foi encaminhado às autoridades, a polícia apenas ordenou que a Reitz cuidasse dos ferimentos dos animais. A organização defende que o único caminho para evitar situações como essa é abdicando do consumo de laticínios, já que não há justiça para esses animais quando eles são submetidos a algum sistema naturalizado de exploração.

“Cada pedaço de queijo representa uma vida de miséria para as vacas em instalações miseráveis como a Reitz Dairy Farm”, disse a vice-presidente da PETA, Tracy Reiman, acrescentando que o ideal é que as pessoas busquem por opções à base de vegetais.

Procurado por diversos meios de comunicação para comentar sobre a denúncia, Lloyd Reitz declarou apenas à agência Associated Press que não tinha nada a dizer sobre o assunto.


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Startup que desenvolve fórmula infantil vegana recebe US$ 7,5 mi em investimentos

Por David Arioch

A fórmula infantil da Else Nutrition é produzida a partir de amêndoas e trigo-sarraceno por meio de um processo natural, que não inclui misturas de óleos purificados (Foto: Else Nutrition/Divulgação)

A startup israelense Else Nutrition, fundada em Tel Aviv, conseguiu arrecadar no mês passado 7,5 milhões de dólares em investimentos para a produção de fórmula infantil vegana.

“Estamos entusiasmados com a calorosa recepção que recebemos do mercado e da comunidade de investimentos”, diz Hamutal Yitzhak, cofundador e CEO da empresa. Os recursos foram arrecadados junto à Cannacord Genuity, do Canadá.

A fórmula infantil da Else Nutrition é produzida a partir de amêndoas e trigo-sarraceno por meio de um processo natural, que não inclui misturas de óleos purificados. “A fórmula é livre de laticínios, soja, hormônios, antibióticos, glúten e organismos geneticamente modificados (OGM). Tem uma pequena pegada ambiental e ajuda a reduzir o abuso animal e ambiental”, informa a startup.

Segundo Yitzhak, em mais de 100 anos desde que surgiram as primeiras fórmulas infantis, tudo que as pessoas encontram no mercado ainda se resume massivamente às formulas baseadas em laticínios e em pequena proporção a algumas opções baseadas em soja.

Considerando que o mercado mundial de alimentos para bebês deve ultrapassar os 120 bilhões de dólares até 2025, com taxa de crescimento anual composta de 7,3%, e isso em resposta à crescente demanda, há grande espaço para fórmulas veganas, segundo a empresa de pesquisa de mercado Adroit Market Research.

“Os pais estão buscando alternativas aos produtos lácteos e procurando outras opções além da soja. Nosso objetivo é libertar o mercado de sua dependência excessiva de produtos lácteos. Faremos parte da solução de longo prazo”, garante o CEO.

Com os 7,5 milhões de dólares, a empresa já está iniciando a produção para disponibilizar fórmulas infantis líquidas e em pó até o segundo trimestre de 2020 – atendendo às necessidades de crianças com até três anos.


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“Dominion” ganha versão dublada por ativistas brasileiros

Por David Arioch

Narração é feita por Beatriz Silva, Bruna Dias, Chris Cordovil, Fábio Chaves, George Guimarães e Kaz JS (Foto: Reprodução)

O documentário australiano pró-vegano “Dominion”, de Chris Delforce, ganhou uma versão dublada por ativistas brasileiros e disponibilizada no YouTube na semana passada pela Aussie Farms. Em português, a narração é feita por Beatriz Silva, Bruna Dias, Chris Cordovil, Fábio Chaves, George Guimarães e Kaz JS, além de produção de Fábio Bustamante.

Lançado no ano passado, “Dominion” é a continuação do documentário de longa-metragem “Lucent”, de 2014. Embora “Lucent” se concentre principalmente na indústria australiana da suinocultura, “Dominion” é bem mais abrangente – mostrando relatos e registros das mais diferentes formas de uso e abuso dos animais.

O documentário que tem aproximadamente duas horas de duração explora seis facetas primárias da relação humana com os animais – animais de companhia, vida selvagem, pesquisa científica, entretenimento, vestuário e alimentos. O filme se propõe a questionar a moralidade e a validade do nosso domínio sobre o reino animal.

“Dominion”, que conta com produção de Shaun Monson, do documentário “Terráqueos”, conta com imagens bastantes atuais e registradas a partir de investigações e uso de drones. Todos os recursos arrecadados com o filme são destinados à Aussie Farms, organização em defesa dos direitos animais que se dedica a expor a crueldade da agricultura animal.


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